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Plano de aula - Atividade de revisão simplificada: Jogo com nomes (crachás)

POR: Michele Andrade De Lima Rabelo 27/11/2018
Código: LPO1_01ATS03

1º ano / Língua Portuguesa / Atividade de Sistematização

Plano de aula alinhado à BNCC:

(EF01LP02) Escrever, espontaneamente ou por ditado, palavras e frases de forma alfabética – usando letras/grafemas que representem fonemas.

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 1º ano do EF sobre Atividade de revisão simplificada: Jogo com nomes (crachás)

 

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é 3ª aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é Identificar e construir o próprio nome dando ênfase na segmentação em sílabas e na relação fonema-grafema.

Materiais necessários:

  • Painel com nomes de todas as crianças, escritos com letra de fôrma maiúscula e em estrutura de uma lista;
  • Caixa de sapato com uma abertura na tampa suficiente para que a criança consiga enfiar a mão e retirar um crachá.

Dificuldades antecipadas: Observe, professor, os estudantes que possuem dificuldades em compreender o conceito de sílaba, bem como, identificar suas posições nas palavras. Perceba se:

  • O estudante está motivado para brincar? Em caso negativo, investigue se a dispersão está relacionada por não estar entendendo o conceito de sílaba, e assim não conseguindo participar efetivamente das brincadeiras. Nesse caso, faça agrupamento produtivo formando duplas em que um amigo mais experiente quanto ao sistema de escrita, possa auxiliá-lo.
  • Por exemplo, uma criança com hipótese silábica com valor sonoro (portanto mais atenta ao universo escrito, principalmente à questão fonema-grafema) com uma criança com hipótese pré-silábica (que muitas vezes não se atentam às letras, suas posições em uma palavra, etc).
  • Se por ventura, uma criança com hipótese silábica se mostrar com muita dificuldade em jogar agrupe-a com uma criança com hipótese silábica alfabética ou alfabética.
  • Lembre-se de que os agrupamentos produtivos devem ser compostos por crianças com hipóteses próximas para não se correr o risco de que toda a responsabilidade fique com aquele que sabe mais, já que a distância de compreensão entre as crianças é muito grande.

Referências sobre o assunto:

  • Livro: Psicogênese da língua escrita, de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky;
  • Livro: Psicopedagogia da linguagem escrita, de Ana Teberosky;
  • Livro: Aprender a ler e escrever, de Ana Teberosky;
  • Texto: https://novaescola.org.br/arquivo/nome-proprio/. Acesso em 03 jul. 2018

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Inicie a aula perguntando à turma se alguém sabe o que é “um crachá”.
  • Depois de chegarem à conclusão de que se trata de um objeto de identificação, pergunte:
  • Vamos construir os nossos crachás?
  • Como poderíamos fazê-lo?
  • Onde o usamos? Em casa? No mercado? Na escola?
  • Conclua dizendo que:
  • Os crachás servem para facilitar a comunicação entre as pessoas, pois ajuda com que memorizem os nomes uns dos outros.

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Inicie a aula propondo a brincadeira “Suco gelado, cabelo arrepiado” (a letra da música está em um arquivo para impressão no material complementar):
  • As crianças devem ficar em uma roda;
  • Todos cantam a música e passam uma bola;
  • Quando a bola cair, deve-se verificar a letra que estava sendo recitada;
  • Quem deixou a bola cair deve dizer o nome de algum amigo ou amiga que começa com aquela letra;
  • Caso não tenha um amigo (a) cujo nome inicie com aquela letra, pode-se dizer o nome de alguém fora do ciclo dos amigos da escola.
  • Após algumas vezes de brincadeira, provoque-os dizendo que tem um novo desafio para as crianças e envolve uma caixa surpresa e os seus nomes. Pergunte:
  • Alguém sabe o que é uma caixa surpresa?
  • Alguém já brincou?
  • Como foi essa brincadeira?
  • Por que será que essa caixa tem o nome de “caixa surpresa”?
  • Permita que as crianças manuseiem a caixa, mas com ela lacrada - apenas para aumentar o suspense.
  • Então, desafie-os:
  • Vamos montar uma “caixa surpresa” com os nossos nomes?
  • Em seguida, proponha que as crianças formem duplas e com o apoio do “painel de nomes” (se necessário) peça que elas escrevam o nome do amigo da dupla em um crachá.
  • Agrupe as crianças pela sua hipótese de escrita. Lembrando que um bom agrupamento é aquele que as crianças possuam hipóteses próximas onde se ajudarão e não um fará pelo outro. Assim, os estudantes com hipóteses pré-silábicas devem ficar com os de hipótese silábica; os alunos com hipótese silábica alfabética com os de hipótese alfabética; ou ainda, os com hipótese alfabética iniciantes com os com hipótese alfabética mais experientes.
  • Após a escrita, a criança que escreveu entrega o crachá para o seu amigo (dono do nome) para que ele faça a revisão:
  • Peça para que a criança leia o nome e confira se todas as letras do seu nome estão lá.
  • Caso você perceba que a criança não domina a escrita do próprio nome, pergunte a ela, onde tem escrito o seu nome para consulta (painel dos nomes, nas etiquetas dos cadernos e livros, etc) incentive-a a buscá-lo.
  • O dono do nome faz a conferência do seu nome:
  • Caso esteja correto, entrega para a professora para a última revisão.
  • Caso esteja errado, devolve ao amigo que o escreveu e aponta onde precisa ser consertado / reescrito.
  • Após a constatação de que os nomes estão corretos, guarde os crachás na caixa surpresa.
  • Escreva o seu nome em um crachá e participe da brincadeira também, para que as crianças sintam-se, ainda mais, motivadas.
  • Prepare três fichas onde estará escrito em cada uma delas:
  • 1ª SÍLABA;
  • SÍLABAS DO MEIO;
  • ÚLTIMA SÍLABA;
  • Guarde essas três fichas com você para utilizá-las a cada vez que um crachá for sorteado.

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações:

  • Forme um círculo com os estudantes.
  • Explique a eles que cada criança sorteará um crachá e entregará de presente ao seu dono.
  • Oriente que ao sortear o crachá, a criança não poderá dizer o nome que está no crachá, mas terá que dizer apenas a parte do nome que a professora disser, para que as outras crianças deduzam de quem é o nome.
  • Dê o comando para o início do jogo: Uma criança sorteia um crachá e você pega a ficha 1ª SÍLABA.
  • Peça que a criança leia somente a 1ª sílaba (se preciso, permaneça ao seu lado para auxiliá-la tanto na leitura, quanto na identificação de qual parte do nome está se referindo).
  • Anote no quadro ou em uma folha de papel para que todos visualizem.
  • Caso necessite, faça mais intervenções, como por exemplo (supondo que o nome da criança seja CLARICE):
  • Vejam, esse nome tem três sílabas, mas a primeira sílaba é CLA _______ _______.
  • Viram, faltam mais duas sílabas para deduzir de quem é esse crachá. De quem será?.
  • Quando alguma criança deduzir o nome que está no crachá, então o estudante que o sorteou, o entrega ao dono.
  • A próxima criança sorteará o crachá e você pegará a ficha “SÍLABAS DO MEIO” e procederá da mesma forma, problematizando e provocando as crianças com questionamentos:
  • _______ RI ________, vejam esse nome tem a sílaba RI no meio.
  • Esclareça dizendo que não é RRI e sim RI. Que o som dessa sílaba é “mais fraco”, e assim dizemos que o som é brando.
  • Alguém conhece alguma palavra que tenha a sílaba RI?
  • Vejam, agora a última sílaba é GA. Eu tive um aluno que para escrever GA ele usava o H. Cuidado! Olhem com atenção o seu crachá. Nós estamos falando da sílaba GA e não da letrinha H.
  • Mais uma vez, quando o nome for deduzido, o crachá deve ser entregue ao seu dono, reiniciando a brincadeira com a próxima criança.
  • Faça questionamentos e provocações com as sílabas que formam os nomes, estimulando-os a pensar em quais outras palavras são utilizadas, como no exemplo anterior.
  • Caso algum nome não tenha as sílabas mediais e a ficha correspondente seja “SÍLABAS DO MEIO” justifique às crianças que como o nome é formado apenas de suas sílabas, ele só tem a primeira e a última sílabas.
  • Então, vá para a próxima ficha “ÚLTIMA SÍLABA” e a use para esse nome.
  • O crachá deverá ser fixado à roupa para ser usado durante o dia nos diferentes ambientes escolares (procure conversar com os demais funcionários, convidando-os a cooperar com a atividade: que se proponham a chamar as crianças pelo nome, e que caso não saibam, consultem o crachá - demonstrando assim, às crianças, a sua funcionalidade social).
  • Siga com o sorteio até que todos recebam o seu crachá.

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações:

  • Conclua a atividade pedindo que as crianças escolham dois amigos que tenham alguma sílaba como as de seu nome, por exemplo: CLARICE e CLARA; CLARA e RAFAELA (e aqui cabe a problematização dos diferentes sons da letra R); BENTO e GILBERTO, etc.
  • Caso não haja essa coincidência com alguma criança, forme um grupo ou grupos de crianças (depende do número de nomes sem sílabas similares) que as sílabas são todas diferentes.
  • Socialize com as crianças os nomes das crianças onde não foram encontradas sílabas iguais em outros nomes. Escreva-os na lousa e peça que as crianças confiram se realmente aquelas sílabas não aparecem em seus nomes.
  • Anote no quadro o título “MEUS AMIGOS” e peça que copiem em seu caderno.
  • Oriente que nas linhas abaixo os alunos devem escrever os nomes desses amigos que encontraram com sílabas iguais de seu nome.
  • No quadro, onde todos possam ver, construa uma tabela com algumas colunas que tenham nomes com sílabas iguais, por exemplo a coluna CLA que terão os nomes CLARICE E CLARA, ou ainda, a coluna BRI que terão os nomes SABRINA e GABRIEL, etc.
  • Incentive as crianças a participar da construção dessa tabela citando os nomes possíveis nas colunas. Seja a escriba, escrevendo na lousa.
  • Grife as sílabas que são iguais.
  • Distribua uma tabela para que as crianças também escrevam individualmente e peça que elas também destaquem as sílabas iguais (o arquivo com a tabela está disponível no material complementar).
  • Atente-se à quantidade de nomes que surgirão com sílabas iguais. Se forem muitos, analise se a escrita de todos os nomes é pertinente. Decida de acordo com as possibilidades de cada criança. Para as crianças mais disponíveis à escrita incentive-os a escrever mais, agora para aquelas que apresentem mais dificuldades que escrevam menos nomes.
  • Observe professor os estudantes que possuem dificuldades em compreender o conceito de sílaba, bem como, identificar suas posições nas palavras.
  • Perceba se:
  • O estudante está motivado? Em caso negativo, investigue se a dispersão está relacionada por não estar entendendo o conceito de sílaba, e assim não conseguindo participar efetivamente das brincadeiras.
  • Nesse caso, faça agrupamento produtivo formando duplas em que um amigo mais experiente quanto ao sistema de escrita possa auxiliá-lo. Novamente recorrendo à ideia de que as hipóteses de escrita das crianças devem nortear a escolha de quais estudantes trabalharão juntos. As hipóteses de escritas devem ser próximas uma da outra, por exemplo: aluno com hipótese silábica sem valor sonoro com aquele que possui a hipótese com valor sonoro, ou ainda, um estudante com hipótese silábica com valor sonoro junto com outro com a hipótese silábica alfabética.
Este plano de aula foi produzido pelo Time de Autores NOVA ESCOLA
Professor-autor: Michele Rabelo
Mentor: Priscila Medeiros
Especialista: Tânia Rios
Título da aula: Atividade de revisão simplificada: Jogo com nomes (crachás)
Finalidade da aula:Escrever o nome do amigo em um crachá (nome sorteado). Ler o nome de um amigo em um crachá e relacioná-lo ao dono (crachás estarão em uma caixa surpresa). Sempre observando as sílabas (iniciais, mediais e finais) dentro do propósito do jogo.
Ano: 1º ano do Ensino Fundamental
Objeto(s) do conhecimento: Correspondência fonema-grafema
Prática de linguagem: Análise linguística e semiótica
Habilidade(s) da BNCC: EF01LP02
Esta é a 3ª aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. Recomendamos o uso desse plano em sequência.

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