Plano de Aula

Plano de aula: Plantando e poupando energia

mais ações

Descrição

Este plano é formado por um conjunto de 4 aulas que integram os componentes curriculares de Língua Portuguesa, Geografia e Ciências. Ele promove uma vivência prática e reflexiva sobre a relação entre o corpo, a natureza, consumo e desperdício de energia e eficiência energética.

Iniciamos a experiência com uma saída exploratória para uma área verde próxima à escola, onde os/as estudantes exploram seus sentidos ao caminhar e interagir com o ambiente natural. Eles/as são convidados/as a perceberem texturas, sons e aromas, refletindo sobre como o contato com a natureza impacta o corpo e o bem-estar. Em uma roda de conversa, identificam a importância das árvores para refrescar os ambientes, melhorar a qualidade do ar e contribuir para a economia de energia.

Após a vivência as/os estudantes são desafiados a fazer um levantamento dos equipamentos e das atividades que consomem energia na escola e em suas casas. A proposta é que, a partir desse mapeamento, eles/as possam refletir sobre o consumo e o desperdício de energia no cotidiano e sobre mudanças de atitude que levem ao uso mais racional.

A vivência e o mapeamento do consumo e desperdício se desdobram em uma ação prática com o plantio de mudas e sementes no ambiente escolar ou no entorno da escola, caso não haja espaço disponível. As crianças aprendem a preparar o solo, plantar, regar e identificar as plantas, compreendendo como essa ação impacta o microclima local, contribuindo para refrescar os ambientes.

Para a atividade de plantio é importante o envolvimento da equipe de gestão da escola. Você pode também convidar as famílias para um mutirão de plantio e envolver os órgãos públicos (prefeitura, secretaria de educação, secretaria do meio ambiente ou ainda produtores locais) e a comunidade, para a doação de mudas e sementes. Essa ação precisa acontecer com prévia antecedência e quanto maior o envolvimento da comunidade escolar, maiores são as possibilidades de vínculos afetivos serem criados nestes espaços.

Por fim, os/as estudantes criam cartilhas informativas para compartilhar e divulgar suas aprendizagens para a comunidade escolar. Com isso, eles se tornam agentes de transformação, conectando teoria e prática, e ampliando o impacto do seu aprendizado.

A observação e contato direto com a natureza e o plantio de mudas e sementes no ambiente escolar são excelentes práticas de Educação baseada na Natureza, pois promovem um aprendizado experiencial e sensorial. Isso aguça a curiosidade das crianças a respeito da natureza, desenvolve habilidades como a observação, além de promover benefícios para sua saúde e bem-estar.

De acordo com o manual Benefícios da Natureza no Desenvolvimento de Crianças e Adolescentes da Sociedade Brasileira de Pediatria “Muitas pesquisas têm demonstrado que, quanto maior a conexão das pessoas com a natureza, maior será o engajamento da sociedade com as questões ambientais e climáticas. Iniciativas que visam restabelecer os vínculos entre crianças e adolescentes com a natureza devem fornecer experiências associadas a sentimentos como conforto, confiança, prazer, exploração, desafio, realização, liberdade para seguir interesses próprios, superação de medos ao ar livre, empatia e cuidado com os outros seres vivos”.

A gente cuida da natureza e a natureza cuida da gente!

Este plano está associado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável:

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável no Brasil 7: Energia limpa e acessível ODS 7 - Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todas e todos.

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável no Brasil 11: Cidades e comunidades sustentáveis ODS 11 - Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.



Reconhecimento da Escola e do Entorno

Você conhece as oportunidades da sua comunidade escolar para potencializar uma Educação Baseada na Natureza (EBN)? A EBN propõe o desemparedamento da educação, defendendo o brincar e aprender com e na natureza, convocando nossos corpos a participar ativamente dos processos de aprendizagem e concebendo os ambientes como espaços educadores que também participam deste processo. A gente cuida da natureza e a natureza cuida da gente! Nós somos natureza! Além disso, desemparedar a infância é uma estratégia de enfrentamento à crise climática.

Por isso, mapear os espaços, suas potencialidades e desafios, ampliando a percepção sobre as possibilidades existentes de contato com a natureza na escola e no entorno é uma prática a ser incorporada constantemente na organização do trabalho pedagógico, mantendo o currículo vivo e integrado à realidade local.

Um bom diagnóstico, além de identificar essas possibilidades e desafios nos espaços físicos, deve incluir uma auto-observação e a observação das experiências de bebês e crianças nesses espaços. E, em um cenário ampliado, abarcar uma investigação sobre a cultura e a percepção das famílias e da comunidade com relação ao convívio com a natureza.

Há áreas livres na sua escola ou entorno? Como elas são (sombreadas, ensolaradas, cimentadas, com gramado e áreas verdes etc.)? Os/as estudantes frequentam estes ambientes? Há famílias com hábitos que favorecem o cuidado com a natureza? A comunidade escolar pode fazer alguma intervenção positiva nestes espaços (plantios, limpeza, brinquedos naturalizados etc.)?

Essas são algumas provocações que podem inspirar o diagnóstico para uma Educação Baseada na Natureza. Acesse o link e faça o diagnóstico!


Materiais sugeridos

Materiais diversos:

Mudas e sementes de árvores de pequeno e médio porte (podem ser árvores frutíferas - dê preferência à árvores típicas da região que mora) que podem ser adquiridas junto à Secretaria do Meio Ambiente ou outros parceiros da região, além de terra vegetal e adubo. Ferramentas de jardinagem como pazinhas, luvas e regadores também serão necessários e podem ser solicitadas às famílias. Placas para identificar as plantas (serão construídas pelos/as estudantes). Papel Sulfite e cartolinas de cores variadas. Canetas hidrocores, lápis de colorir, revistas de recorte, cola e tesoura. Imagens de plantas impressas para identificação das mudas e sementes que serão plantadas e como ficarão quando crescerem.

Habilidades BNCC:

Objeto de conhecimento

  • Economia de energia
  • Sustentabilidade Ambiental
  • Solo como fonte de vida
  • Plantio para poupar energia
  • Produção escrita com apoio do/a professor/a

Objetivos de aprendizagem

  • Identificar formas de energia presentes no cotidiano e suas relações com a sustentabilidade.

  • Compreender a importância da economia de energia para o meio ambiente e para a comunidade.

  • Identificar e reconhecer tecnologias sustentáveis presentes na escola e em outros contextos.

  • Discutir e propor ações práticas para o uso consciente de energia.

  • Conectar o aprendizado sobre eficiência energética com a Educação baseada na Natureza.

  • Reconhecer as árvores como importantes aliadas para a economia de energia.

  • Planejar uma intervenção verde em sua unidade escolar.

  • Preparar o solo, realizar o plantio de mudas e sementes, demonstrando zelo e cuidado com as plantas.

  • Demonstrar interesse e cuidado para com a natureza.

  • Produzir cartilhas educativas utilizando escrita, desenho e outras formas de comunicação, com orientação do/a professor/a.

Competências gerais

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

Bibliografia

Materiais Adicionais

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