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Plano de aula - O uso do E e do I

POR: Isabella Patrícia Oliveira Madeira Da Silva 28/11/2018
Código: LPO2_04ATS01

2º ano / Língua Portuguesa / Atividade de Sistematização

Plano de aula alinhado à BNCC:

(EF02LP03) Ler e escrever palavras com correspondências regulares diretas entre letras e fonemas (f, v, t, d, p, b) e correspondências regulares contextuais (c e q; e e o, em posição átona em final de palavra).

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 2º ano do EF sobre O uso do E e do I

 

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a primeira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é perceber as regularidades no uso das letras E e I no final de palavras, com ênfase no E átono.

Materiais necessários: Projetor multimídia com caixas de som para projeção dos slides da aula e acesso à internet para assistir ao videoclipe da música Fome-Come no canal oficial do grupo Palavra Cantada no Youtube, podendo ser acessado no seguinte link (Acesso em 07 de setembro de 2018). Cópias para todos os alunos da atividade com a letra da música, disponível aqui. Material de apoio para o professor sobre tonicidade e separação silábica das palavras, disponível aqui. Caderno de produção textual das crianças, lápis, borracha e quadro do professor.

Dificuldades antecipadas: Não perceberem a regularidade no uso do E em final de palavra, apoiando-se na oralidade. Ex: (DOCI). Terem dificuldade em segmentar as palavras e/ou identificarem a tonicidade das sílabas.

Referências sobre o assunto: MORAIS.;A.G. (org). O aprendizado da ortografia. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.

Tempo sugerido: 1 minuto

Orientações: Leia o tema da aula e pergunte para os alunos: Vocês acham que a gente sempre fala como escreve e sempre escreve como se fala?

Tempo sugerido: 9 minutos

Orientações: Algumas observações pertinentes relacionadas ao planejamento da aula: É importante que você assista ao vídeo várias vezes antes de apresentá-lo para as crianças. Você poderá observar que, além de termos muitas palavras com o E átono em final de palavra, o ritmo da música favorece, seja pelos acordes do violão e pelo bater das latas, as sílabas tônicas. É importante que as crianças percebam que é por conta dessas sílabas tônicas que o E acaba adquirindo esse tom átono no final da palavra. Esse conceito será trabalhado durante a aula. No material de apoio, poderá conferir já todas essas palavras separadas em sílabas com a tônica em destaque.

  • Organize a sala em grupos de 4 alunos. É importante que esses grupos estejam bem heterogêneos com crianças em diversas hipóteses de escrita.

  • Coloque o vídeo da música Fome Come - Palavra Cantada, para que os alunos ouçam a primeira vez, pedindo para que eles se atentem ao ritmo, melodia e letra. Deixe a legenda ativada.
  • Vocês gostaram da música? Ela tem bastante rimas? A letra da música parece bem divertida, não é mesmo? E gostaram do ritmo?

  • Diga que vai colocar de novo e que agora eles devem tentar memorizar e registrar algumas palavras da canção no caderno, pois, se eles se atentarem bem às palavras, poderão descobrir algumas coisas interessantes sobre a língua escrita e falada. Oriente para que registrem duas ou três palavras, ao menos.

  • Quando a música terminar, solicite que algumas crianças falem quais palavras registraram, pode ser uma palavra por grupo. Caso algumas crianças não tenham conseguido fazer o registro, peça para que os amigos do grupo ditem em voz alta as palavras que eles escreveram para que os amigos registrem.

  • Não é necessário fazer nenhum tipo de correção ou anotação no quadro neste momento, pois é interessante que as crianças confrontem as atividades seguintes com suas próprias produções feitas no caderno e suas hipóteses iniciais. As reflexões geradas pela observação de suas próprias ideias e a discussão com todo o grupo, neste momento, pode garantir um interesse e atenção maior para o que vem a seguir. Conforme as crianças forem dizendo algumas palavras (espera-se que algumas delas sejam terminadas com E, como: Gente, fome, come, impaciente, etc), pergunte:
  • A palavra “gente”, como se escreve? Vocês podem soletrar todas as letras que usaram para escrevê-la? Após a primeira soletração, pergunte se alguém discorda, ou se escreveu diferente. Por que você acha que termina com essa letra? É por causa do som? Vamos ver as outras que tem o final parecido? Quem se lembra de mais palavras que tem o som final parecido com GENTE?
  • Se falarem alguma palavra mais longa, para não perder o foco da análise do som da sílaba final e as crianças correrem o risco de se enrolarem na soletração, pergunte: Essa palavra termina com E ou com I? Como foi que vocês colocaram? Tem alguém que colocou diferente ou que está em dúvida?

  • Escreva no quadro: É com E ou I?

  • Pergunte para as crianças se notaram que essas palavras compõem uma rima que se repete bastante ao longo da música e se eles acham que essa rima termina com E ou com I. Espere a resposta e pergunte o porquê eles acreditam no que disseram. Caso não percebam a rima, relembre com as crianças algumas palavras que elas mesmas ditaram (gente, impaciente, alimente, etc.). Se precisar, cante alguns trechos da música para que se lembrem, algumas dessas palavras foram escritas, pergunte o que as levaram a escolher E ou I para grafá-las.
  • Nós já sabemos que falar a palavra nos dá muitas dicas sobre seus sons para que possamos escrevê-las. Por exemplo: LOLA. Quando eu falo LO, o som de quais letras estou usando? Espera-se que as crianças relembrem que é o som de L e de O, identificando os fonemas. E quando eu falo LA? Espera-se que eles relembrem que é o som de L+A. Nós ouvimos bem o som do L e o som das vogais em cada sílaba, não é mesmo? Mas será que nós sempre falamos uma palavra exatamente como escrevemos? Ou, de vez em quando, um som ou outro pode nos confundir? - Aqui, pode-se lembrar que às vezes não falamos uma palavra como escrevemos, cada região do país tem alguma pronúncia peculiar de uma determinada palavra, você pode escolher uma comum, como “Bom” que muitas vezes é falado como “BÃO”, Comer, que às vezes falamos “comê”, um acento diferenciado na pronúncia em regiões diferentes, etc.
  • Será que algumas palavras são escritas com E, mas pelo modo como falamos, pode parecer que na verdade é escrita com I?

  • Explique que você trouxe a letra da música para ser analisada, pois o objetivo da aula é identificar por que algumas palavras são escritas de uma forma, mas quando pronunciamos, podem apresentar som diferente.

Materiais complementares: O vídeo está disponível no canal oficial do grupo Palavra Cantada, o acesso à música Fome-Come está disponível aqui. Lembre-se de deixar a legenda ativada.

Caderno de produção textual, lápis e borracha.

Tempo sugerido: 35 minutos

Orientações: O tempo sugerido deve ser dividido em 3 partes, especificadas/sugeridas em cada parte da orientação.

Esta 1º parte deve durar aproximadamente 8 minutos.

  • Entregue uma folha da atividade com a letra da música, para cada aluno. A música completa pode ser acessa aqui http://palavracantada.com.br/cifra/fome-come/
  • Projete a letra da música para as crianças, leia o título da música e pergunte:
  • Vocês notaram alguma coisa diferente em relação a forma como escrevemos essas palavras e como as dizemos? O que é?

Aqui, espera-se que as crianças percebam que falamos “Fomi - comi” mas na verdade escrevemos “FomE- ComE”, pois a temática “é com E ou com I?” foi levantada na introdução, quando eles só tinham a palavra na oralidade para fazer a escrita individual no caderno, e algumas crianças explicaram suas hipóteses. Agora, eles podem confrontar o som com a palavra escrita. Caso eles não percebam de imediato, incentive-os a olhar para o texto e lerem juntos o título:

  • Vamos ver a primeira palavra do título. Vocês podem ler para mim? Quando vocês leram, essa palavra terminou com E ou I? Na pronúncia ela ficou diferente da forma escrita?
  • Será que podemos encontrar muitas palavras no texto em que vai acontecer a mesma coisa?

  • Leia alguns trechos da música projetada e pergunte se eles conseguem identificar em quais palavras isso acontece.
  • “Gente, eu tô ficando impaciente”. Quais palavras dessa frase, se a gente só ouvir, pode nos deixar com dúvidas se as escrevemos com E ou I no final? Quais dessas palavras terminam com E? Vamos lê-las novamente.

Se preciso, repasse o som das palavras terminadas em E - Gente e Impaciente da forma como realmente a falamos. Identificadas, explique que eles podem circulá-las no texto para servir como modelo do que vão fazer a seguir.

  • Diga que você vai colocar a música para ser ouvida novamente e peça para que eles circulem, com um lápis, cada palavra que está escrita com o E no final, mas que quando dizemos, parece ficar com som de I, assim como fizeram com as palavras que já descobriram juntos.

  • Quando a música terminar, peça para que eles comparem com os amigos do grupo e terminem de analisar e circular as palavras do texto caso não tenha dado tempo.

Esta parte deve durar, aproximadamente, 15 minutos.

  • Quando todos tiverem terminado, repasse com eles as palavras, pedindo que ditem/leiam quais foram as palavras que circularam, para ver se eles conseguiram identificar a maioria e, nesse primeiro momento, apenas aponte para as palavras do texto projetado (A primeira parte da música está projetada no slide anterior e, a segunda parte, neste). Peça para que, conforme você for apontando, cada criança verifique se aquela palavra foi circulada em sua lista e, caso não, circule. Levante o seguinte questionamento:
  • É interessante, não é? Todas essas palavras escritas com E, mas com som de I. Por que será que isso acontece? Vamos fazer um exercício agora, que nos ajudará a descobrir.

Materiais complementares: Atividade para impressão com a letra da música, disponível aqui.

Orientações:

  • Pergunte se eles notaram que há uma tabela em cima da letra da música. Diga que o desafio, agora, será achar palavras que se encaixam em cada coluna, porém, a tabela será dividida assim: Na primeira coluna, palavras com 2 sílabas; na segunda coluna, palavras com 3 sílabas, e na terceira coluna, palavras com 4 sílabas.

  • Pergunte se eles se lembram o que é uma sílaba, e para reforçar, escreva a palavra SUCURI no quadro, conte junto com eles as sílabas, primeiro falando a palavra e contando nos dedos e, depois, lendo-a escrita e separando-a em sílabas. A escolha dessa palavra é intencional, pois no final da atividade as crianças poderão compreender melhor o uso do E e do I em final de palavra. As palavras da canção são todas terminadas em E, pois o foco da aula é o uso do E átono em final de palavras, mas as crianças poderão compreender melhor o uso do I quando perceberem que o I quase sempre tem som forte no final das sílabas. Para isso, mantenha este registro no quadro para usá-lo posteriormente.

  • As perguntas sobre os números de sílabas e a palavra ditada silabicamente serão feitas aleatoriamente para cada grupo, que poderá conversar e sugerir, em conjunto, uma palavra para a coluna correspondente.

  • Faça sua própria lista, seja no quadro ou uma feita previamente em cartolina, com as 3 colunas, para preencher com os alunos. Ela deve ser similar a tabela encontrada no topo da atividade entregue aos alunos, servindo de recurso visual de apoio.

  • Pergunte se eles notaram que há uma tabela em cima da letra da música. Diga que o desafio, agora, será achar palavras que se encaixam em cada coluna, porém, a tabela será dividida assim: Na primeira coluna, palavras com 2 sílabas; na segunda coluna, palavras com 3 sílabas, e na terceira coluna, palavras com 4 sílabas.

  • Pergunte se eles se lembram o que é uma sílaba, e se preciso, escolha uma palavra para escrever no quadro, conte junto com eles as sílabas, primeiro falando a palavra e contando nos dedos e depois lendo-a escrita. Pode ser o dia da semana, o nome do ajudante do dia, o nome de um objeto que uma criança sugerir.

  • As perguntas sobre os números de sílabas e a palavra ditada silabicamente serão feitas aleatoriamente para cada grupo, que poderá conversar e sugerir, em conjunto, uma palavra para a coluna correspondente.

  • Faça sua própria lista, seja no quadro ou uma feita previamente em cartolina, com as 3 colunas, para preencher com os alunos. Ela deve ser similar a tabela encontrada no topo da atividade entregue aos alunos, servindo de recurso visual de apoio.

  • Escolha um grupo e pergunte: Qual palavra do texto poderia entrar na coluna das duas sílabas? Vamos conferir? Espere que eles sugiram. Se surgirem dúvidas, peça para que olhem para as palavras circuladas e contem nos dedos as sílabas conforme leem em voz alta. Eles também podem prestar atenção nos movimentos da boca, quantas vezes articulamos os lábios enquanto falamos uma palavra.
  • GEN-TE. Isso mesmo, temos 2 sílabas aqui. Ditem a palavra separada por sílaba enquanto eu a escrevo na tabela. A primeira é? … Isso, GEN. Tem quantas letras? E a segunda? Isso, TE. Quantas letras tem essa sílaba? Termina com E ou I?

  • Coloque essa palavra na lista, em sua coluna correspondente, já separando-a em sílabas. Preencha as colunas pedindo a participação de todos os grupos. Caso seja necessário, dê tempo para que o grupo converse para decidir qual palavra será escolhida.

As crianças devem ir preenchendo a lista do papel conforme as palavras forem sendo colocadas no quadro, separando-as em sílabas também.

  • Pode ser que, quando chegar nas palavras de 3 e 4 sílabas, as crianças apresentem dificuldade para encontrá-las, podendo sugerir alguma palavra no “chute” como por exemplo: “e-ter-na-men-te” e “su-fi-ci-en-te” que são palavras com 5 sílabas. Conte com eles as sílabas.

Materiais complementares: Lista com as palavras separadas em sílabas com a tônica em destaque, disponível aqui, para consulta do professor.

Orientações: Esta 3º parte deve durar aproximadamente 12 minutos

  • Quando já tiverem preenchido a lista com as 9 palavras já separadas em sílabas, explique que toda palavra tem uma sílaba mais forte e que o objetivo agora é encontrar a sílaba forte dessas palavras. Diga que você vai dar duas dicas para ajudá-los a encontrá-las. A primeira vai ser repassar o vídeo com eles e enquanto estiverem ouvindo, devem prestar atenção nas sílabas em que batem as latas e que o acorde é tocado no vídeo, que você também fará barulho (pode ser com uma lata/caneca ou com palmas) quando cantarem a sílaba forte. Peça para que prestem atenção a essas palavras que já estão na lista e eles podem ir circulando a sílaba que eles acreditam ser a mais forte, que você vai ficar na expectativa para ver quais serão as hipóteses que eles levantarão, pois sabe que na fase da descoberta, todo mundo que está aprendendo trabalha baseando-se em hipóteses que podem estar certas ou erradas.

  • Há um documento com todas as palavras divididas silabicamente, em que a sílaba tônica já está destacada. Então, enquanto a música está sendo tocada, bata palmas ou a lata. Não precisa ser um som alto, não deve ser maior que o volume da música. GEN (bater) - te… impaci -EM (bater) - te…

  • Quando terminar a música, diga que dará a 2º dica:
  • Se nós chamarmos a palavra como se estivéssemos chamando uma pessoa, essa sílaba é a mais “longa” ou a mais forte. Exemplo: “Ô, GEEEN-te” “Ô FOOOO-me”.
  • Qual sílaba parece ser a mais forte quando chamamos a palavra “GENTE”? Vamos fazer de novo? “ô GEEEEEN - te” Qual foi a sílaba mais longa? Isso mesmo, foi GEN. Podem circulá-la já na lista de vocês para servir de exemplo.

  • Explique que eles terão 2-3 minutos para conversarem com os colegas do grupo e decidirem qual é a sílaba mais forte de cada palavra e circularem aquelas que eles ainda não circularam durante a música.

  • Vá passando de grupo em grupo, ajudando-os a “chamar a palavra”.

  • Findado os 3 minutos, faça a correção no quadro, perguntando para os alunos qual a sílaba forte da palavra. Se errarem, “chame” a palavra novamente com eles, como se fosse um nome, passando o giz sobre todas as sílabas, demorando mais na sílaba tônica.

  • Agora, peça para que reflitam sobre as sílabas fortes e a relação que têm com o E.
  • Pessoal, o E com som de I está em alguma sílaba circulada?
  • Onde o E com som de I geralmente está na palavra? (espera-se que percebam que está no final).
  • E nessa sílaba onde o E está, ele tem som forte ou fraco? (Essa pergunta é para enfatizar a questão do som fraco. Embora a primeira questão já pressuponha isso, temos que trabalhar com a possibilidade de uma criança, com mais dificuldade, precisar ainda de mais algumas perguntas de análise para perceber que ali é som fraco e começar a fazer relações).
  • Vocês acreditam que o som fraco do E, deixando ele com som parecido com o som do I, tem alguma relação com esse fato de ele não estar na sílaba mais forte?

  • Conduza os alunos à percepção de que o E fica com esse som de I, na pronúncia, justamente porque ele não está na sílaba forte da palavra, mas está na mais fraca. Que eles podem usar este recurso de “chamar” a palavra e descobrir se essa palavra se escreve com E ou I, descobrindo qual é a sílaba mais forte da palavra. Se não for a sílaba com o som de E ou I, essa palavra quase sempre será escrita com E.

  • Pergunte:
  • Como podemos descobrir se sabonete se escreve com E ou I? Chame a palavra: “ô SaboNEEEEte” Qual é a sílaba mais forte? É o Ne? Então é SobenetE ou SaboneTI? Isso mesmo, é o E com som fraco na sílaba final. Se achar interessante, aponte com o indicador para cima na sílaba forte e para baixo na sílaba fraca para mostrar que a pronúncia cai.
  • Então, quando o E está no final de palavra e ele não está na sílaba mais forte, ele sai com som “fraco” e quando pronunciamos, ele fica com esse som que pode nos confundir. Está no final da palavra, tem som fraco, e não está na sílaba forte? Na dúvida, sempre use o E. Caso a dúvida persista, nunca é vergonhoso perguntar para alguém ou procurar a palavra em um dicionário.
  • Olhem para a lista: tem algo em comum sobre as sílabas mais fortes? Aqui, espera-se que os alunos percebam que as sílabas fortes são sempre as penúltimas e não as últimas para confirmar todas as descobertas anteriores.

  • Agora, volte para a palavra SUCURI escrita no quadro. Ela foi separada em sílabas. Desafie as crianças a encontrarem a sílaba mais forte dessa palavra. Se não conseguirem sozinhos, chame a palavra como um nome, junto com a turma e, se necessário, aponte o dedo para baixo e para cima para mostrar qual sílaba se pronuncia mais acentuadamente, e circule a mais forte.
  • Olhem que interessante. Acabamos de descobrir que quando uma sílaba termina com E, mas tem som de I, é porque ela não é a sílaba mais forte. Mas se a última sílaba tem som de I e é a mais forte, é escrita com I.
  • Será que agora fica mais fácil de saber quando uma palavra termina com E ou com I se nós tivermos que escrever baseados apenas no que ouvimos?
  • O que vocês acham?

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Peça para que os alunos olhem para as palavras da lista:
  • Algumas dessas palavras vocês acreditavam que eram escritas com I e hoje vocês descobriram que é com E?
  • Vamos voltar para aquelas palavras que foram escritas no caderno antes das descobertas que fizemos sobre o E fraco? Elas foram escritas com E ou I?
  • Foi fácil separar as palavras em sílabas?
  • Vocês acham que é difícil ou fácil identificar qual sílaba é a mais forte da palavra?
  • Por que vocês acreditam que é difícil? (para o caso das crianças afirmarem que é difícil) - Leve em consideração as respostas das crianças para pensar em intervenções nas próximas aulas.
  • Peça para que façam o registro da descoberta no caderno, escrevendo sobre o som fraco do E e a questão de uma palavra sempre ter uma sílaba forte, que não é a do E com som de I. Você pode fazer o registro no quadro com a ajuda dos alunos.
  • Sugestão e exemplo de registro:
  • A letra E pode ficar com o som fraco no final da palavra, quando ela não está na sílaba mais forte, como em FOME e GENTE. (sublinhe FO e GEN e peça para que as crianças façam o mesmo no registro).
  • Quando isso acontece, a letra E fica com som de /i/ e pode nos confundir.
  • Se tivermos dúvida sobre usar E ou I, é só chamarmos uma palavra como se ela fosse um nome, e descobrir qual é a sua sílaba mais forte.
  • Se a última sílaba não for a mais forte, quase sempre vamos usar o E no final.
  • Se a última sílaba for a mais forte, usaremos o I, como na Palavra SUCURI.

2. Este item é opcional: Uma sugestão para terminar a aula de forma ainda mais prazerosa é ouvirem novamente a canção e, desta vez, as crianças participarem. Diga que agora vão ouvir a música novamente e que vão poder brincar de bater também. Peça para que peguem algum objeto no estojo, ou entregue a eles canecas ou latas que podem ser batidas. Também podem bater palmas. As crianças devem tentar fazer a batida em cima da sílaba forte. Faça também.

  • O que acham de nós brincarmos uma última vez com a música para ajudar a fixar a ideia da sílaba forte? Eu vou colocar a música novamente e, olhando para as sílabas fortes, nós vamos todos tentar fazer a batida junto com as batidas da música, principalmente na sílaba forte.

Aproveite o momento de descontração e ludicidade.

3. Pode-se recolher a atividade para analisar como as crianças se saíram, se acompanharam com facilidade a separação de sílabas, se há muitas rasuras, se isso acontece com as mesmas palavras para a maioria dos alunos, procurando dificuldades recorrentes. Aproveite e faça um registro seu também, com suas considerações sobre o desenvolvimento da atividade e levando em conta as dúvidas demonstradas pelas crianças, pensando em estratégias que poderão ser agregadas para a próxima aula. Posteriormente, devolva a atividade para os alunos e peça para que colem no caderno, pois poderão usar as descobertas dessa atividade no início da aula seguinte, que será sobre o mesmo tema e aprofundará o assunto. É sempre bom relembrar do que se aprendeu tendo algo concreto.

Este plano de aula foi produzido pelo Time de Autores NOVA ESCOLA
Professor-autor: Isabella Patrícia Oliveira Madeira da Silva
Mentor: Gislaine Magnabosco
Especialista: Tânia Rios

Título da aula: O uso do E e do I

Finalidade da aula: Perceber a regularidade no uso das letras E ou I, em final de palavras, através da análise de um corpus inserido em um texto (Fome Come - Palavra Cantada).

Ano: 2º ano do Ensino Fundamental

Objeto(s) do conhecimento: Construção do sistema alfabético

Prática de linguagem: Análise linguística e semiótica

Habilidade(s) da BNCC: EF02LP03

Esta é a primeira  aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. Recomendamos o uso desse plano em sequência.


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