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Atividade - Paninho que une e faz dançar

POR: Tamira Paula Torres Martins 30/11/2018
Código: EDI1_09UND05

1º ano / Educação Infantil

Atividade alinhada à BNCC:

(EI01ET06) Vivenciar diferentes ritmos, velocidades e fluxos nas interações e brincadeiras (em danças, balanços, escorregadores etc.).

(EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.

(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.

Plano de atividade de Educação Infantil com atividades para Bebês sobre a interação com música e tecidos

Resumo

ilustracao

Organize um momento de brincadeiras com crianças e familiares envolvendo tecidos e músicas.

O que fazer antes?

Contextos prévios:

Para a realização desta atividade, antecipe uma pesquisa junto aos familiares do bebê solicitando que relatem se eles têm o hábito de dançar com seus filhos. Se sim, peça para que contem qual a música mais cantada e dançada em casa. Na oportunidade compartilhe com eles a intenção da proposta de dançar em família. Veja sugestão de pesquisa aqui. Após levantar os dados, defina uma data e oficialize o convite. Solicite que tragam tecidos de diferentes texturas, formatos e tamanhos, pode ser lenço, lençol e até cachecol! Você também deve providenciar alguns tecidos para, assim, garantir a participação de todas as famílias. Veja sugestão de convite aqui.

Materiais:

Tecidos de diferentes cores, texturas, tamanhos. Caixa ou cesto para organizar os tecidos. Aparelho de som. Algumas músicas de escolha do professor e todas as músicas que as famílias mencionaram na pesquisa. Vários papéis com o nome das músicas que as famílias enviaram na pesquisa (para o sorteio). Saquinho ou caixa para sorteio. Máquina fotográfica, filmadora ou celular.

Espaços:

Defina uma área ampla para a realização desta atividade, preferencialmente em ambientes externos como praças, jardins, pátio, dentre outros que, se possível, já sejam conhecidos pelos bebês. Isso irá potencializar a participação deles na proposta.

I

Tempo sugerido:

Aproximadamente 50 minutos.

Perguntas para guiar suas observações:

1. De que forma as crianças demonstram explorar suas possibilidades e limites motores durante esta proposta: arriscam-se em novos movimentos com autonomia ou os bebês procuram imitar o movimento do adulto ou dos colegas durante as danças?

2. Durante as propostas de danças, em quais momentos os bebês expressaram maior envolvimento: na exploração dos tecidos, na interação com as famílias, na experimentação de gestos e movimentos ou na escuta das músicas?

3. Como os bebês exploram os tecidos disponíveis? De que modo este recurso potencializa novas formas de gestos e movimentos?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança ou do grupo. Nesta proposta, a ideia é que todas as crianças estejam acompanhadas por seus familiares. Entretanto, caso alguma não esteja acompanhada, antecipe-se quanto ao número de adultos para viabilizar sua participação. No convite solicite para que aqueles que forem participar confirmem a presença.

O que fazer durante?

1

Para acolher as crianças e suas famílias no lugar previamente combinado, coloque uma música tradicional da cultura brasileira ou regional. Deixe disponível cestos com diversos tecidos, preferencialmente com características mais leves como tule, lenços, lycra, viscose, dentre outros que você tiver disponível. Inicialmente, deixe as famílias e os bebês explorarem os tecidos como aprouver a eles. Aproveite este momento para iniciar os registros por meio de fotos e filmagens, que poderão compor a documentação pedagógica auxiliando a sistematização de um possível registro reflexivo.


2

Após o momento da acolhida, convide as famílias a pegarem o tecido que trouxeram de casa e/ou disponibilizado pela escola e questione se estão animados para dançar. Retome com as famílias o propósito desta atividade, que além dos objetivos expostos no convite, almeja promover um precioso e divertido momento de trocas entre familiar e bebê, resgatando o vínculo que existia antes mesmo do nascimento da criança. Peça que, se possível, coloquem-se a altura do bebê, agachando, sentando, ajoelhando e que fiquem ao alcance dos olhos dele. Sugira algumas ações que façam do tecido um ponto de contato e um elemento de ligação entre adulto e criança, como: oferecer a ponta do tecido; passar o pano na altura da cintura do bebê; ficar com o rosto embaixo do tecido com o filho; dentre outras em que o bebê se sinta à vontade. Coloque a canção de “Umbigo à umbiguinho”, do cantor e compositor Toquinho. Convide a todos para dançarem, se atentando a letra e ao ritmo da canção.


3

Ao término da música, peça para os adultos deixarem os bebês bem a vontade explorando os tecidos. Apresente a caixa para sorteio da música da família. Compartilhe com os familiares que dentro da caixinha tem o nome da música que eles encaminharam durante a pesquisa e que as canções sorteadas serão tocadas para embalar a proposta. Explique que a família sorteada é convidada a criar a coreografia que será seguida pelos demais, fazendo uso do tecido. Ressalte que, assim como o bebê se movimentava na barriga da mamãe experimentando sons, ritmos, fluxos, emoções, a proposta da atividade é que experimentem todas estas sensações sendo inspirados pelos movimentos de seus familiares. Caso o familiar não se sinta à vontade você pode encorajar todos a dançarem livremente. A ideia é que esta etapa seja repetida de acordo com o número de músicas sorteadas. Sugerimos até três canções, mas isso pode variar de acordo com o envolvimento dos presentes.


4

Permita que os bebês brinquem livremente com os tecidos e/ou outros materiais com que possam interagir de modo autônomo. Peça aos adultos que escolham o tecido que mais lhe chamam a atenção. Conte que este é o momento da surpresa dos bebês e que precisam pensar em um modo de construir uma colcha de retalhos. A ideia é que os adultos percebam que, para fazer uma colcha, será necessário amarrar as pontas dos tecidos umas às outras. Você pode dar dicas de como fazer, caso tenham dificuldades. Com a colcha pronta convide os adultos a se espalharem em torno dela e a erguerem em altura suficiente para os bebês entrarem embaixo. Peça para que dancem e até rodem suavemente. Observe as iniciativas dos bebês que estão debaixo da colcha e encoraje os demais a participarem. Caso algum bebê mostre interesse mas não tenha autonomia de locomoção para participar deste momento, sugira que seu familiar ou outro adulto de referência o conduza e, sentado ou agachado, dance com ele embaixo deste suporte.


5

Na última etapa, peça aos presentes que soltem o tecido sobre o chão e sentem em torno dele, se possível, com seus filhos no colo. Disponibilize a caixa com tecidos e sugira aos participantes que escolham um tecido bem fininho, que pode ser, inclusive, a fraldinha de pano do bebê. Peça para deslizarem esse paninho ao som da música “Acalanto”, de Adriana Calcanhoto, sobre o corpinho do seu filho. Comunique que será a última etapa da atividade e que em seguida todos serão convidados a auxiliarem na organização do espaço e na despedida.


Finalizando:

Como já havia sido combinado, este momento está destinado a organização do espaço. Disponibilize uma caixa ou cesto para que famílias e bebês guardem os tecidos oferecidos pela unidade escolar. Combine com os bebês que este material ficará disponível em um espaço da sala, para que possam fazer uso quando desejarem. O ideal é que esta atividade seja realizada na despedida, para que diminuam as situações de desconforto dos bebês, que podem sentir a despedida após uma atividade tão vinculada aos seus familiares. Caso sua atividade seja ao longo da rotina, antecipe que a próxima proposta esteja entre as preferidas das crianças e comunique de forma animada, motivando os pequenos para vivenciarem a próxima atividade.

Desdobramentos

Providencie alguns tecidos firmes, porém maleáveis, com aproximadamente 5 metros de comprimento por 70 cm de comprimento para uma proposta de dança com wrap-sling. Questione os familiares se eles têm o hábito de usar o wrap-sling (tecido que é utilizado como um suporte para carregar bebês junto ao corpo, tipo ”canguru”). Se a resposta for afirmativa, pergunte se alguém gostaria de ajudá-lo a mostrar aos demais interessados como usar este recurso. Provavelmente haverá alguém que o saiba, entretanto você deve estar preparado para ensinar a todos (você pode aprender passo a passo acessando vídeos pela internet como este link específico para bebês muito pequenos e este link para bebês maiores). Auxilie os familiares que demonstram maior dificuldade e permita que dancem a vontade com com seus bebês aconchegados por meio do wrap-sling. Mostre que, com este recurso, os bebês dependem dos movimentos de seus familiares para experimentarem todas estas sensações que a dança pode promover e que nós, enquanto adultos, devemos estar atentos às expressões do bebê para respeitar seu interesse de permanência na atividade.

Engajando as famílias

Confeccione um varal de despedida junto às famílias. Para isso, distribua alguns retalhos e canetas de marcador permanente. Peça as famílias que escrevam ou desenhem como foi participar da atividade. Peça que pendurem seus registros no varal, que ficará exposto em memória a este momento vivenciado na escola junto ao seu bebê.

Este plano de atividade foi elaborado pelo Time de Autores NOVA ESCOLA

Autor:  Tamira Paula Torres Martins de Souza

Mentora: Keli Luca

Especialista do subgrupo etário: Ana Teresa Gavião

Campos de Experiência:  O EU, O NÓS E O OUTRO, CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS,  TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS; ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES,

Objetivos e códigos da Base:

(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.

(EI01ET06) Vivenciar diferentes ritmos, velocidades e fluxos nas interações e brincadeiras (em danças, balanços, escorregadores etc.).

(EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.

Abordagem didática: A dança pode ser um bom ponto de partida para as crianças conhecerem e interagirem com outras culturas, costumes e hábitos. Nesse sentido, vale alternar situações nas quais elas tenham oportunidades de mostrar o que sabem e como fazem, com outras em que observem os colegas para imitá-los ou ainda que possam criar os próprios movimentos e jogos de dança. Elas também podem pesquisar para depois vivenciar, por meio da dança, aspectos das culturas visitadas. São todas ótimas alternativas para garantir experiências de aprendizagens sobre o próprio corpo e a capacidade de expressão pelo movimento.

Apoiador Técnico


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