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Plano de aula > Língua Portuguesa > 5º ano > Produção de textos

Plano de aula - Escrever uma reportagem

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 5º ano do Fundamental sobre escrita de reportagem

Plano 14 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Isabel Cossalter

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é décima quarta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Reportagem e no campo de atuação Vida pública / Vida cotidiana / Estudo e Pesquisa. A aula faz parte do módulo de Produção de Texto.

Materiais necessários: Computador com acesso à internet, atividade impressa na aula 13 (roteiro de produção da reportagem), caderno, lápis, borracha, quadro, giz (ou caneta) ou folha grande de papel para registro no painel.

Informações sobre o gênero: A reportagem, gênero textual cujas esferas de circulação são jornais, revistas (impresso ou digital), portais na internet, tem como objetivo informar fatos de interesse público. Para isso, as reportagens são escritas com base em diferentes tipos de informação e podem ser aprofundadas por meio de entrevistas, gráficos, infográficos, tabelas, para apresentar versões ou informações sobre um mesmo fato, de modo a orientar e contribuir para formar a opinião do leitor.

Dificuldades antecipadas: Pode ser necessário oferecer apoio individual para as crianças que não tenham estudado, não tenham compreendido os elementos composicionais do gênero reportagem ou, ainda, que mostrem pouca autonomia em situações que envolvem a revisão textual. Além disso, também é importante atentar para as crianças que apresentam dificuldade de leitura, escrita e inserção no grupo. Reunir em uma mesma equipe de trabalho alunos que possam colaborar uns com os outros, tanto em relação ao desempenho pedagógico quanto às possibilidades de compartilhar ideias, é uma estratégia que torna possível o exercício do trabalho cooperativo e favorece o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, a autoestima e união dos alunos. Desse modo, vale destacar aqui as palavras do autor espanhol Daniel Cassany:

“As tarefas de escrita devem promover a integração entre os aprendizes. Se acreditamos que a linguagem é social e que se adquire e se desenvolve a partir da integração com a comunidade, as tarefas propostas devem promover as trocas entre os aprendizes. Os colegas podem ajudar um escritor-aprendiz a buscar ideias, a organizá-las, a revisar os rascunhos etc. Que sentido tem proibir copiar ou isolar o aluno de seus colegas, se – como disse o filósofo – não falamos através da língua: é a língua que fala através de nós? Que vantagem tem ensinar a usar a escrita de modo individual se a sociedade exige autores cooperativos que saibam trabalhar em equipe?“ (Cassany, D. 2001: 01).

Assim, procure planejar antecipadamente as aulas deste módulo, tendo em vista os conhecimentos prévios quanto o gênero Reportagem e a necessidade de que a formação de grupos atenda às características da sua turma.

Referências sobre o assunto:

BAZZONI, Cláudio. Têxtil, texto. In: SÃO PAULO, Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Aprender os padrões da linguagem escrita de modo reflexivo: Unidade IV – Você sabia? – Livro do professor, 2011. São Paulo : SME/ DOT, 2011, 56p., disponível em: http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Portals/1/Files/16469.pdf. Acesso em 8 de dezembro de 2018.

BRANDÃO, A, LEAL, T. Produção de textos na escola: reflexões e práticas no ensino fundamental. Belo Horizonte: Ed. Autêntica, 2006.

CASSANY, Daniel. Decálogo didáctico de la enseñanza de la composición, disponível em:

https://repositori.upf.edu/bitstream/handle/10230/21216/Cassany_GD_2001.pdf?sequence=1. Acesso em 9 de dezembro de 2018.

CARDOSO, Cancionila J. e VAL, Maria da Graça Costa. Produção de textos escritos, disponível em: http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/producao-de-textos-escritos. Acesso em 8 de dezembro de 2018.

CAVALCANTI, Mariane Carvalho B. Situação comunicativa,

disponível em: http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/situacao-comunicativa. Acesso em 28 de novembro de 2018.

DOLZ, J., GAGNON, R. DECÂNDIO, F. Produção escrita e dificuldades de aprendizagem. Campinas: Mercado de Letras, 2010.

NÓBREGA, Maria José de. Redigindo textos, assimilando a palavra do outro. Revista Acadêmica de Educação do Ise Vera Cruz, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 22-34, 2011, disponível em: http://site.veracruz.edu.br/instituto/revistaveras/index.php/revistaveras/article/view/3/2. Acesso em 09 de dezembro de 2018.

NOVA ESCOLA e BERNARDO, Nairim. Como ensinar os alunos a escrever de verdade, disponível em:

https://novaescola.org.br/conteudo/7726/como-ensinar-os-alunos-a-escrever-de-verdade. Acesso em 2 de dezembro de 2018.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Peça à turma que separe os materiais necessários: caderno, lápis, borracha e o roteiro de produção da reportagem elaborado na aula 13. Clique aqui para ver o modelo de roteiro.
  • Organize os alunos nos grupos de trabalho de produção da reportagem e em semicírculo, de maneira que possam ver e ouvir a todos.
  • Peça a uma das crianças que leia o tema da aula e esclareça eventuais dúvidas da turma.
  • Mantenha, no painel da classe, o quadro de pontuações usadas em textos jornalísticos, para que sirva de material de consulta. Para ver o quadro, clique aqui.

O trabalho proposto neste módulo reúne os aspectos já abordados nos planos anteriores relativos à estrutura do gênero “Reportagem”, mais especificamente nos planos de Análise Linguística e Semiótica, e se desenvolve a partir deles. Caso considere relevante, reveja-os como forma de recordar as atividades desenvolvidas e conteúdos abordados até o momento.

Neste sentido, cabe aqui destacar o que diz Maria José de Nóbrega, em seu artigo Redigindo textos, assimilando a palavra do outro: “Para que as categorias didáticas sugeridas para o trabalho com a produção de textos possam assegurar bons resultados, é importante uma análise cuidadosa do texto-modelo e das características do gênero em que se inscreve, de maneira a poder avaliar o texto que a criança produz de modo a identificar o que ela já sabe e o que ainda precisa aprender. A resposta a estas questões é fundamental para orientar o trabalho a ser desenvolvido.“ (Nóbrega, 2011: 24).

Materiais complementares:

NÓBREGA, Maria José de. Redigindo textos, assimilando a palavra do outro. Revista Acadêmica de Educação do Ise Vera Cruz, São Paulo, v. 1, n. 1, p.22-34, 2011.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações:

  • Retome, com os alunos, as características de textos jornalísticos relembradas no plano anterior (Plano 13). Pergunte aos alunos:
  • Como produzir boas reportagens? O que aprendemos que pode nos auxiliar a escrever nossas ideias com maior clareza? Espera-se que os alunos citem: As funções das pontuações usadas em textos jornalísticos, estratégias para evitar a repetição de palavras e a função do tempo verbal em textos jornalísticos.

b. Mesmo quando apresenta expressões da linguagem oral ou coloquial, os textos de reportagens seguem qual tipo de linguagem? A norma culta.

A duração desta atividade de introdução é propositadamente curta, pois tem como objetivo ativar a memória prévia dos alunos e preparar o grupo para o trabalho de produção textual.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 40 minutos

Orientações:

  • Solicite aos alunos que reúnam suas fontes de pesquisa e deem início ao trabalho de produção das reportagens.
  • Relembre a todos a importância de:
  • Consultar, no painel da classe, o quadro de sinais de pontuação usados em textos jornalísticos.
  • Usar as dicas sobre os tempos verbais e estratégias para evitar a repetição de palavras estudados nas aulas anteriores (planos 4 a 9).
  • Escrever a lápis, para que fique mais fácil fazer correções e alterações no texto.

3. Durante a realização da atividade, circule pelos grupos, observando o processo de produção e possíveis inadequações que exijam a sua mediação. Verifique se os alunos retomam o planejamento elaborado na aula anterior e se ampliam o roteiro inicial. Nesse momento, atenha-se especialmente ao ajuste do texto ao tema escolhido pelo grupo, à adequação do texto às características do gênero, à articulação entre as ideias apresentadas, às estratégias coesivas que garantem a progressão textual e à relação entre o título, a linha fina e o assunto a ser noticiado.

Este é um momento bastante importante do trabalho, pois irá exigir que os alunos sejam capazes de concretizar suas ideias em uma produção escrita, fazendo uso dos elementos do gênero e da língua estudados. Nas palavras de Cardoso e Val, esta atividade “trata-se de um conjunto de operações chamado por Bernard Schneuwly de linearização, porque se destinam a transformar em texto o que foi pensado. Ou seja, o que o enunciador tem para dizer (o tema e seus desdobramentos), sua compreensão da situação de interlocução, a decisão sobre o gênero e o tipo adequados devem ser ‘traduzidos’ em texto. No entanto, a linguagem, falada e escrita, se manifesta linearmente: falamos e escrevemos uma palavra de cada vez, uma frase depois de outra frase, embora as ideias nos venham de maneira global. Assim, ‘botar o texto no papel’ significa linearizar as decisões tomadas na criação da base de orientação e no planejamento global do texto. O enunciador se pergunta: como colocar em palavras, frases, parágrafos? E, ao mesmo tempo em que ‘lineariza’ não pode perder de vista o que planejou dizer, nem se esquecer de seu objetivo, seu interlocutor, das condições em que seu texto será lido. Na instância da linearização, o enunciador vai formular frases e parágrafos que devem estar conectados e articulados entre si, compondo um todo coeso e coerente, que é o texto.”

4. Solicite que cada equipe escolha um dos integrantes do grupo para ler o texto aos demais, com o objetivo de verificar se a produção escrita está de acordo com o que os alunos haviam planejado. Conforme Daniel Cassany, “a leitura também faz parte do processo de produção de textos. O autor deve ler suas produções intermediárias durante as aulas (esquemas, rascunhos, revisões etc.) com maior atenção e reflexão do que emprega para ler escritos sociais correntes: jornais, livros, cartas. Quando se lê o que se está escrevendo, não apenas se procura entender seu significado, mas também verificar se o texto está de acordo com o que se havia pensado ou desejado que estivesse. A leitura de rascunhos está para a produção de textos assim como a autoescuta está para a fala. Escrever sem ler nossos rascunhos é como falar quando escutamos música com fones de ouvido e volume alto: não podemos controlar nem o volume, nem o tom de nossas palavras.“ (Cassany, D., 2011: 02).

Caso você queira aprofundar o seu conhecimento sobre coesão textual, segue um trecho do texto “Têxtil, texto”, de Claudio Bazzoni:

A palavra ‘texto’ tem relação com ‘tecido’. É fácil perceber essa aproximação quando pensamos em ‘indústria têxtil’. Texto, em seu sentido original, significa ‘aquilo que foi tecido’. Tanto no texto quanto no tecido, está presente a ideia dos fios que são tramados, entrelaçados para criar um todo. E quando olhamos para esse todo – seja o tecido, seja o texto – nem percebemos os vários fios; enxergamos algo que é uma unidade. O que torna isso possível em um texto é a ordem lógica das várias ideias que o compõem. Essa lógica é fruto do esforço do autor que tenta estabelecer uma ligação entre elementos específicos de um trecho escrito e o trecho seguinte. Quando o autor consegue que as ideias fiquem bem ligadas, os leitores têm a sensação de clareza. Nesse caso, o autor está garantindo ao leitor todas as possibilidades de ser compreendido.“ (BAZZONI, 2011: 04).

Materiais complementares:

BAZZONI, Cláudio. Têxtil, texto. In: SÃO PAULO, Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Aprender os padrões da linguagem escrita de modo reflexivo: Unidade IV – Você sabia? – Livro do professor, 2011. São Paulo : SME/ DOT, 2011, 56p., disponível em: http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Portals/1/Files/16469.pdf. Acesso em 8 de dezembro de 2018.

CARDOSO, Cancionila J. e VAL, Maria da Graça Costa. Produção de textos escritos, disponível em: http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/producao-de-textos-escritos. Acesso em 8 de dezembro de 2018.

CASSANY, Daniel. Decálogo didáctico de la enseñanza de la composición, disponível em: https://repositori.upf.edu/bitstream/handle/10230/21216/Cassany_GD_2001.pdf?sequence=1. Acesso em 9 de dezembro de 2018.

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Reorganize a turma em semicírculo e peça a cada grupo que selecione um pequeno parágrafo do texto produzido para ser apresentado à classe.
  • Peça aos grupos que leiam o trecho escolhido. Após a leitura, faça perguntas que favoreçam a análise e reflexão das crianças em relação à produção da reportagem. Por exemplo:
  • Seguir o roteiro ajudou a estruturar o texto? De que maneira?
  • Vocês mudaram alguma coisa do roteiro durante o processo de escrita? Por que isso foi necessário?
  • Usaram alguma estratégia para evitar a repetição de palavras neste trecho que leram?
  • Foi fácil pensar a maneira de pontuar este parágrafo? Por quê?
  • Encerre a aula informando às crianças que o próximo encontro será destinado à revisão dos textos produzidos.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é décima quarta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Reportagem e no campo de atuação Vida pública / Vida cotidiana / Estudo e Pesquisa. A aula faz parte do módulo de Produção de Texto.

Materiais necessários: Computador com acesso à internet, atividade impressa na aula 13 (roteiro de produção da reportagem), caderno, lápis, borracha, quadro, giz (ou caneta) ou folha grande de papel para registro no painel.

Informações sobre o gênero: A reportagem, gênero textual cujas esferas de circulação são jornais, revistas (impresso ou digital), portais na internet, tem como objetivo informar fatos de interesse público. Para isso, as reportagens são escritas com base em diferentes tipos de informação e podem ser aprofundadas por meio de entrevistas, gráficos, infográficos, tabelas, para apresentar versões ou informações sobre um mesmo fato, de modo a orientar e contribuir para formar a opinião do leitor.

Dificuldades antecipadas: Pode ser necessário oferecer apoio individual para as crianças que não tenham estudado, não tenham compreendido os elementos composicionais do gênero reportagem ou, ainda, que mostrem pouca autonomia em situações que envolvem a revisão textual. Além disso, também é importante atentar para as crianças que apresentam dificuldade de leitura, escrita e inserção no grupo. Reunir em uma mesma equipe de trabalho alunos que possam colaborar uns com os outros, tanto em relação ao desempenho pedagógico quanto às possibilidades de compartilhar ideias, é uma estratégia que torna possível o exercício do trabalho cooperativo e favorece o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, a autoestima e união dos alunos. Desse modo, vale destacar aqui as palavras do autor espanhol Daniel Cassany:

“As tarefas de escrita devem promover a integração entre os aprendizes. Se acreditamos que a linguagem é social e que se adquire e se desenvolve a partir da integração com a comunidade, as tarefas propostas devem promover as trocas entre os aprendizes. Os colegas podem ajudar um escritor-aprendiz a buscar ideias, a organizá-las, a revisar os rascunhos etc. Que sentido tem proibir copiar ou isolar o aluno de seus colegas, se – como disse o filósofo – não falamos através da língua: é a língua que fala através de nós? Que vantagem tem ensinar a usar a escrita de modo individual se a sociedade exige autores cooperativos que saibam trabalhar em equipe?“ (Cassany, D. 2001: 01).

Assim, procure planejar antecipadamente as aulas deste módulo, tendo em vista os conhecimentos prévios quanto o gênero Reportagem e a necessidade de que a formação de grupos atenda às características da sua turma.

Referências sobre o assunto:

BAZZONI, Cláudio. Têxtil, texto. In: SÃO PAULO, Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Aprender os padrões da linguagem escrita de modo reflexivo: Unidade IV – Você sabia? – Livro do professor, 2011. São Paulo : SME/ DOT, 2011, 56p., disponível em: http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Portals/1/Files/16469.pdf. Acesso em 8 de dezembro de 2018.

BRANDÃO, A, LEAL, T. Produção de textos na escola: reflexões e práticas no ensino fundamental. Belo Horizonte: Ed. Autêntica, 2006.

CASSANY, Daniel. Decálogo didáctico de la enseñanza de la composición, disponível em:

https://repositori.upf.edu/bitstream/handle/10230/21216/Cassany_GD_2001.pdf?sequence=1. Acesso em 9 de dezembro de 2018.

CARDOSO, Cancionila J. e VAL, Maria da Graça Costa. Produção de textos escritos, disponível em: http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/producao-de-textos-escritos. Acesso em 8 de dezembro de 2018.

CAVALCANTI, Mariane Carvalho B. Situação comunicativa,

disponível em: http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/situacao-comunicativa. Acesso em 28 de novembro de 2018.

DOLZ, J., GAGNON, R. DECÂNDIO, F. Produção escrita e dificuldades de aprendizagem. Campinas: Mercado de Letras, 2010.

NÓBREGA, Maria José de. Redigindo textos, assimilando a palavra do outro. Revista Acadêmica de Educação do Ise Vera Cruz, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 22-34, 2011, disponível em: http://site.veracruz.edu.br/instituto/revistaveras/index.php/revistaveras/article/view/3/2. Acesso em 09 de dezembro de 2018.

NOVA ESCOLA e BERNARDO, Nairim. Como ensinar os alunos a escrever de verdade, disponível em:

https://novaescola.org.br/conteudo/7726/como-ensinar-os-alunos-a-escrever-de-verdade. Acesso em 2 de dezembro de 2018.

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Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Peça à turma que separe os materiais necessários: caderno, lápis, borracha e o roteiro de produção da reportagem elaborado na aula 13. Clique aqui para ver o modelo de roteiro.
  • Organize os alunos nos grupos de trabalho de produção da reportagem e em semicírculo, de maneira que possam ver e ouvir a todos.
  • Peça a uma das crianças que leia o tema da aula e esclareça eventuais dúvidas da turma.
  • Mantenha, no painel da classe, o quadro de pontuações usadas em textos jornalísticos, para que sirva de material de consulta. Para ver o quadro, clique aqui.

O trabalho proposto neste módulo reúne os aspectos já abordados nos planos anteriores relativos à estrutura do gênero “Reportagem”, mais especificamente nos planos de Análise Linguística e Semiótica, e se desenvolve a partir deles. Caso considere relevante, reveja-os como forma de recordar as atividades desenvolvidas e conteúdos abordados até o momento.

Neste sentido, cabe aqui destacar o que diz Maria José de Nóbrega, em seu artigo Redigindo textos, assimilando a palavra do outro: “Para que as categorias didáticas sugeridas para o trabalho com a produção de textos possam assegurar bons resultados, é importante uma análise cuidadosa do texto-modelo e das características do gênero em que se inscreve, de maneira a poder avaliar o texto que a criança produz de modo a identificar o que ela já sabe e o que ainda precisa aprender. A resposta a estas questões é fundamental para orientar o trabalho a ser desenvolvido.“ (Nóbrega, 2011: 24).

Materiais complementares:

NÓBREGA, Maria José de. Redigindo textos, assimilando a palavra do outro. Revista Acadêmica de Educação do Ise Vera Cruz, São Paulo, v. 1, n. 1, p.22-34, 2011.

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Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações:

  • Retome, com os alunos, as características de textos jornalísticos relembradas no plano anterior (Plano 13). Pergunte aos alunos:
  • Como produzir boas reportagens? O que aprendemos que pode nos auxiliar a escrever nossas ideias com maior clareza? Espera-se que os alunos citem: As funções das pontuações usadas em textos jornalísticos, estratégias para evitar a repetição de palavras e a função do tempo verbal em textos jornalísticos.

b. Mesmo quando apresenta expressões da linguagem oral ou coloquial, os textos de reportagens seguem qual tipo de linguagem? A norma culta.

A duração desta atividade de introdução é propositadamente curta, pois tem como objetivo ativar a memória prévia dos alunos e preparar o grupo para o trabalho de produção textual.

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Tempo sugerido: 40 minutos

Orientações:

  • Solicite aos alunos que reúnam suas fontes de pesquisa e deem início ao trabalho de produção das reportagens.
  • Relembre a todos a importância de:
  • Consultar, no painel da classe, o quadro de sinais de pontuação usados em textos jornalísticos.
  • Usar as dicas sobre os tempos verbais e estratégias para evitar a repetição de palavras estudados nas aulas anteriores (planos 4 a 9).
  • Escrever a lápis, para que fique mais fácil fazer correções e alterações no texto.

3. Durante a realização da atividade, circule pelos grupos, observando o processo de produção e possíveis inadequações que exijam a sua mediação. Verifique se os alunos retomam o planejamento elaborado na aula anterior e se ampliam o roteiro inicial. Nesse momento, atenha-se especialmente ao ajuste do texto ao tema escolhido pelo grupo, à adequação do texto às características do gênero, à articulação entre as ideias apresentadas, às estratégias coesivas que garantem a progressão textual e à relação entre o título, a linha fina e o assunto a ser noticiado.

Este é um momento bastante importante do trabalho, pois irá exigir que os alunos sejam capazes de concretizar suas ideias em uma produção escrita, fazendo uso dos elementos do gênero e da língua estudados. Nas palavras de Cardoso e Val, esta atividade “trata-se de um conjunto de operações chamado por Bernard Schneuwly de linearização, porque se destinam a transformar em texto o que foi pensado. Ou seja, o que o enunciador tem para dizer (o tema e seus desdobramentos), sua compreensão da situação de interlocução, a decisão sobre o gênero e o tipo adequados devem ser ‘traduzidos’ em texto. No entanto, a linguagem, falada e escrita, se manifesta linearmente: falamos e escrevemos uma palavra de cada vez, uma frase depois de outra frase, embora as ideias nos venham de maneira global. Assim, ‘botar o texto no papel’ significa linearizar as decisões tomadas na criação da base de orientação e no planejamento global do texto. O enunciador se pergunta: como colocar em palavras, frases, parágrafos? E, ao mesmo tempo em que ‘lineariza’ não pode perder de vista o que planejou dizer, nem se esquecer de seu objetivo, seu interlocutor, das condições em que seu texto será lido. Na instância da linearização, o enunciador vai formular frases e parágrafos que devem estar conectados e articulados entre si, compondo um todo coeso e coerente, que é o texto.”

4. Solicite que cada equipe escolha um dos integrantes do grupo para ler o texto aos demais, com o objetivo de verificar se a produção escrita está de acordo com o que os alunos haviam planejado. Conforme Daniel Cassany, “a leitura também faz parte do processo de produção de textos. O autor deve ler suas produções intermediárias durante as aulas (esquemas, rascunhos, revisões etc.) com maior atenção e reflexão do que emprega para ler escritos sociais correntes: jornais, livros, cartas. Quando se lê o que se está escrevendo, não apenas se procura entender seu significado, mas também verificar se o texto está de acordo com o que se havia pensado ou desejado que estivesse. A leitura de rascunhos está para a produção de textos assim como a autoescuta está para a fala. Escrever sem ler nossos rascunhos é como falar quando escutamos música com fones de ouvido e volume alto: não podemos controlar nem o volume, nem o tom de nossas palavras.“ (Cassany, D., 2011: 02).

Caso você queira aprofundar o seu conhecimento sobre coesão textual, segue um trecho do texto “Têxtil, texto”, de Claudio Bazzoni:

A palavra ‘texto’ tem relação com ‘tecido’. É fácil perceber essa aproximação quando pensamos em ‘indústria têxtil’. Texto, em seu sentido original, significa ‘aquilo que foi tecido’. Tanto no texto quanto no tecido, está presente a ideia dos fios que são tramados, entrelaçados para criar um todo. E quando olhamos para esse todo – seja o tecido, seja o texto – nem percebemos os vários fios; enxergamos algo que é uma unidade. O que torna isso possível em um texto é a ordem lógica das várias ideias que o compõem. Essa lógica é fruto do esforço do autor que tenta estabelecer uma ligação entre elementos específicos de um trecho escrito e o trecho seguinte. Quando o autor consegue que as ideias fiquem bem ligadas, os leitores têm a sensação de clareza. Nesse caso, o autor está garantindo ao leitor todas as possibilidades de ser compreendido.“ (BAZZONI, 2011: 04).

Materiais complementares:

BAZZONI, Cláudio. Têxtil, texto. In: SÃO PAULO, Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Aprender os padrões da linguagem escrita de modo reflexivo: Unidade IV – Você sabia? – Livro do professor, 2011. São Paulo : SME/ DOT, 2011, 56p., disponível em: http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Portals/1/Files/16469.pdf. Acesso em 8 de dezembro de 2018.

CARDOSO, Cancionila J. e VAL, Maria da Graça Costa. Produção de textos escritos, disponível em: http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/producao-de-textos-escritos. Acesso em 8 de dezembro de 2018.

CASSANY, Daniel. Decálogo didáctico de la enseñanza de la composición, disponível em: https://repositori.upf.edu/bitstream/handle/10230/21216/Cassany_GD_2001.pdf?sequence=1. Acesso em 9 de dezembro de 2018.

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Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Reorganize a turma em semicírculo e peça a cada grupo que selecione um pequeno parágrafo do texto produzido para ser apresentado à classe.
  • Peça aos grupos que leiam o trecho escolhido. Após a leitura, faça perguntas que favoreçam a análise e reflexão das crianças em relação à produção da reportagem. Por exemplo:
  • Seguir o roteiro ajudou a estruturar o texto? De que maneira?
  • Vocês mudaram alguma coisa do roteiro durante o processo de escrita? Por que isso foi necessário?
  • Usaram alguma estratégia para evitar a repetição de palavras neste trecho que leram?
  • Foi fácil pensar a maneira de pontuar este parágrafo? Por quê?
  • Encerre a aula informando às crianças que o próximo encontro será destinado à revisão dos textos produzidos.
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