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Plano de aula - O significado do mito: as condições de produção de um mito indígena

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 6º ano do EF sobre O significado do mito: as condições de produção de um mito indígena

Plano 03 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Matheus Seiji Bazaglia Kuroda

 

Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é a terceira aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Mito e no campo de atuação Campo artístico literário. A aula faz parte do módulo de leitura. É desejável que os alunos já tenham sido apresentados ao gênero mito para que consigam realizar de forma mais produtiva esta aula.

Materiais necessários:

  • Computador, projetor multimídia, som e tela.
  • Internet para acessar o vídeo disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5M8aqMokrBE. Acesso em: 25 de agosto de 2018.
  • Material para escrita: caderno, lápis, borracha, etc.

Informações sobre o gênero: Narrativa pedagógica de tradição oral que explica os diferentes fenômenos naturais e sobrenaturais utilizando uma linguagem simbólica.

Dificuldades antecipadas: Os alunos poderão ter dificuldade em perceber as condições de produção dos mitos e os seus significados dentro de uma comunidade indígena porque é possível que muitos alunos ainda precisem desenvolver a aceitação e a tolerância diante de diferentes culturas e crenças.

Referências sobre o assunto:

  • JESUS, L. M.; BRANDÃO, H.N. Mito e tradução indígena. In.: BRANDÃO, H.N. (coord.) Gêneros do discurso na escola: mito, conto, cordel, discurso político, divulgação científica. São Paulo: Cortez, 2000. (Coleção aprender e ensinar com textos; v.5), p.47 a 84.
  • MUNDURUKU, D. Coisas de índio. São Paulo: Callis Editora, 2000. p.70 a 75.
  • SANTOS, L. T. ; SOUZA JUNIOR, M. R. Gêneros textuais, condições de produção e educação intercultural. In: 16º Congresso de Leitura do Brasil, 2007, Campinas: ALB, 2007. Disponível em: http://alb.org.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais16/sem04pdf/sm04ss06_07.pdf. Acesso em: 23 de agosto de 2018.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Apresente a proposta da aula aos alunos: onde será que nascem os mitos indígenas? Nesta aula, serão analisadas as condições de produção de mitos indígenas a partir da exibição de um vídeo. Será feita uma leitura multimodal (considerando os elementos verbais e não verbais) de um vídeo que traz um narrador indígena para perceber com esse gênero se concretiza em uma situação real de enunciação. Trata-se de uma estratégia que leva em conta as características do gênero e sua materialidade discursiva, na medida em que um mito indígena só possui sentido quando são levadas em consideração as suas condições de produção.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos

Orientações:

  • Organize a sala em duplas. A partir dessa organização, os alunos poderão trocar ideias e, juntos, discutirem as atividades.
  • Iniciar uma conversa para ser debatida em cada dupla: “Como os mitos são contados em uma cultura indígena?
    Qual é a importância dos mitos em uma cultura?”.
  • Garanta o tempo necessário para que eles possam discutir o assunto e levantar seus conhecimentos prévios. É interessante, neste momento, circular pelas duplas para ir mapeando as respostas dos alunos, colhendo informações pertinentes para uma discussão futura (conclusão da aula).
  • Depois disso, quando finalizado, inicie uma breve exposição das respostas aos questionamentos iniciais, pedindo que um aluno de cada dupla conte para a turma as respostas anotadas.
  • Ao finalizar as exposições, não faça correções, mesmo se houver respostas divergentes, incorretas ou, em alguns casos preconceituosas e/ou estereotipadas. Relate aos alunos que a aula irá propor uma nova visão sobre o mito, considerando o contexto histórico e social desse gênero. Deixe a correção e a reflexão sobre a intolerância para o final da aula.

Respostas possíveis/ desejáveis:

  • Para esta atividade, não se espera que os alunos completem todos os tópicos corretamente. Trata-se de uma atividade de levantamento dos conhecimentos prévios. É necessário cuidado, no entanto, com respostas preconceituosas e com ideias estereotipadas sobre esses povos. Se isso acontecer, é interessante que o professor, no final da aula, desconstrua essas visões deturpadas a partir de uma reflexão. Os alunos podem responder, nesta atividade, por exemplo, que o mito se concretiza na contação, tendo um indígena ancião como enunciador, em roda, na beira da fogueira, repassando um conhecimento local de geração em geração.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações:

  • Com o auxílio do recurso multimídia, disponibilize o vídeo do “Proejto II'târap e Ikoloehj”, sobre a mitologia das etnias amazônicas Arara (II'târap) e Gavião (Ikoloehj), para os alunos assistirem e fazerem uma primeira leitura, mais focada nos assuntos gerais. O vídeo está disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5M8aqMokrBE.
  • Depois disso, peça que os alunos relatem o que entenderam sobre o vídeo, apontando as primeiras impressões da leitura deste texto verbal e não verbal.
  • Coloque o vídeo mais uma vez aos alunos e os oriente, neste momento, a ter um olhar mais atento sobre como o mito é concretizado a partir da fala dentro do vídeo. Peça aos alunos que, durante a leitura do vídeo, rascunhem, em seus cadernos, algumas observações que eles julgarem pertinentes: quem conta o mito; para quem; conta o quê; por meio do quê, etc.
  • Caso julgue necessário, observando a produtividade da sala, reproduza o vídeo mais uma vez.
  • A atividade é um exercício rico de leitura de textos multimodais; ao assistirem ao vídeo, os alunos terão o desafio de não só investigar os aspectos linguísticos/ semânticos dos mitos, mas também serão instigados a analisar os efeitos semióticos que emanam a partir da relação entre a narrativa mitológicas e os elementos não verbais (espaço, índio, sons da natureza, etc.), que reconstroem a esfera de circulação deste mito.
  • O tempo médio para a realização deste passo-a-passo (deste slide) é, de aproximadamente, dentro do desenvolvimento da aula, de 10 minutos.

Materiais Complementares:

  • Caso queira e possa disponibilizar outros vídeos para os alunos, enriquecendo ainda mais a experiência com as condições de produção do gênero, é possível reproduzir a animação disponível aqui. Este vídeo, em sala de aula, pode trazer e/ou enfatizar outros elementos que compõem as condições de produção de um mito/ lenda: a ancestralidade do mito; a figura social de respeito que, costumeiramente, um narrador mitológico tem dentro de um cultura de tradição oral; a posição social dos interlocutores, como aprendizes e o aspecto ritualístico da concretização do mito.
  • Para enriquecer a aula, também é possível reproduzir o vídeo disponível aqui. Neste vídeo, documentário sobre a lenda das Cataratas do Iguaçú (famoso mito brasileiro), são identificáveis traços marcantes da oralidade/ da oratória, representando um locutor que, possivelmente, dentro de uma cultura local, tem a função de repassar as histórias mais antigas sobre o seu povo, mantendo as tradições vivas. De certa forma, o vídeo, também, reconstrói uma condição de produção recorrente nos mitos: a concretização do gênero mito em contexto real, representando as conversas nas noites de lua ao redor de fogueiras.
  • Caso julgue necessário, observando as diferentes realidades das salas de aulas do Brasil, poderá haver a troca entre o vídeo proposto em aula (Projeto “I'târap e ikoloehj”) com alguns dos vídeos indicados entre os materiais complementares. Optou-se, porém, pelo vídeo do projeto “I'târap e ikoloehj” justamente pelo material trazer um indígena brasileiro como enunciador dentro de sua esfera enunciativa, enquanto os outros vídeos simulam e tentam construir, por meio da animação e das artes cênicas, um contexto de circulação dos mitos. O ideal, nesse contexto, é analisar o mito na sua fonte, onde ele realmente circula.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Após o término da segunda leitura do vídeo, sistematize um roteiro de análise do vídeo um pouco mais detalhada, fazendo as seguintes perguntas: “Quem é o enunciador? Qual parece ser o seu papel social dentro de uma comunidade indígena? A quem geralmente ele destina a sua fala? Que canal de comunicação foi usado pelo enunciador? Onde o enunciador está? A que tempo os mitos são remetidos? Qual é o objetivo da sua mensagem?”. Peça que as respostas sejam anotadas nos cadernos. Tais perguntas contribuirão para o entendimento das condições de produção dos mitos, dando ao aluno uma oportunidade de criar um olhar múltiplo sobre a identidade cultural, considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.
  • Durante a atividade, circule pela sala. Nos casos em que as duplas tiverem mais dificuldades, faça algumas intervenções, fornecendo pistas e/ou direcionando a análise, relembrando algumas cenas do vídeo para contextualizar as perguntas.
  • Dê tempo necessário para que as duplas discutam sobre as questões, aproveitando as informações obtidas a partir das ideias rascunhadas durante a segunda exibição do vídeo para formular as suas respostas. É importante que as duplas dialoguem para que, a partir da interação verbal e de práticas dialogadas, confrontando as observações individuais (muitas vezes divergentes), desconstruam visões equivocadas, cheguem em um consenso e façam conclusões dedutíveis, baseadas em informações visível/ audíveis no texto multimodal (vídeo).
  • Peça que cada dupla exponha as suas anotações para todos da sala, garantindo a participação de todos.
  • Registre as respostas dos alunos no quadro.
  • O tempo médio para a realização dos procedimentos deste slide é, de aproximadamente, de 15 minutos.

Material Complementar:

  • Para entender o funcionamento dos enunciados a partir da análise das condições de produção, leia o artigo disponível aqui. O texto, de autoria de Vinicius Siqueira, apresenta alguns postulados da obra do filósofo Michel Pêcheux, privilegiando a importância das condições de produção do discurso. De acordo com o teórico, as falas (de um mito, no nosso caso) não são mais atribuídas a um sujeito específico; o sujeito, então, não é mais a fonte do discurso. Dessa forma, conclui-se que a fala (concretização do discurso, do mito) pertence ao lugar da enunciação, à ideologia e ao pensamento de um povo.

Respostas possíveis/ desejáveis:

  • O enunciador é um indígena que, dotado de conhecimento popular, parece cumprir um papel social importante dentro de uma cultura indígena: cacique ou ancião.
  • Ele destina a sua fala, geralmente, em um contexto de realização do mito, a todas as pessoas de sua etnia. No vídeo, por ser um pequeno documentário, o índio conta para todos os leitores.
  • O enunciador usa a fala, já que se trata de um gênero de tradição oral.
  • O enunciador está em uma floresta.
  • Os tempos são remetidos a um tempo passado e distante. Tal resposta justifica-se pela constante repetição da expressão: “os mais antigos dizem que antigamente...”.
  • O objetivo dos mitos, considerando o contexto de produção, é preservar as histórias tradicionais sobre a origem dos fenômenos naturais.

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Peça que os alunos, ainda em duplas, organizem uma lista com quatro informações pertinentes sobre as condições de produção de um mito indígena. As respostas das duplas podem ser bem diversificadas, pois podem trilhar por caminhos diferentes, já que as condições de produção de um texto abrangem assuntos diversos, como espaço, tempo, interlocutor, locutor, papéis sociais, tema, gênero, intencionalidade, canal, suporte, etc. Espera-se, portanto, que os alunos enfatizem as condições trabalhadas durante a aula.
  • Em seguida, peça que as duplas verbalizem as suas respostas.
  • Registre as respostas na lousa, colocando todas as respostas possíveis, de forma a sistematizar, em tópicos, como um mito se concretiza em um contexto real.
  • A partir das respostas, em seguida e em tom de conversa, relate para a turma sobre a importância do contexto de produção, desconstruindo as possíveis visões deturpadas que poderiam ser apresentadas no primeiro momento da aula, durante a exposição dos conhecimentos prévios. Revele que o mito só faz sentido e possui os seus reais significados ativados na medida em que ele se concretiza em seu contexto real (não manipulado) ou quando ele é lido levando em consideração o seu lugar dentro de uma cultura local. O não entendimento disso, legitima, aos alunos, um olhar preconceituoso sobre os significados do mito.

Respostas possíveis/ desejáveis: Resposta pessoal. Sugerimos, no entanto, um conjunto de tópicos possíveis, não estanques e passíveis de ampliação:

  • O mito geralmente é concretizado pela fala de um ancião/ cacique, com grande conhecimento popular.
  • O mito, embora concretizado na fala de um ancião/ cacique, remete-se à fala dos índios mais antigos (“já-ditos”). Não se sabe, então, a origem do mito; trata-se, pois, de produção coletiva do conhecimento popular.
  • Os interlocutores são pessoas, em constante formação, de uma determinada cultura local.
  • O objetivo do texto é trazer alguma explicação didática sobre fenômenos e elementos da natureza.
  • O objetivo do texto é resgatar e preservar conhecimentos populares e tradicionais de uma cultura específica.
  • O mito, em contexto real, é falado e, por isso, consequentemente, apresenta constantes pelos traços de oralidade.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é a terceira aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Mito e no campo de atuação Campo artístico literário. A aula faz parte do módulo de leitura. É desejável que os alunos já tenham sido apresentados ao gênero mito para que consigam realizar de forma mais produtiva esta aula.

Materiais necessários:

  • Computador, projetor multimídia, som e tela.
  • Internet para acessar o vídeo disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5M8aqMokrBE. Acesso em: 25 de agosto de 2018.
  • Material para escrita: caderno, lápis, borracha, etc.

Informações sobre o gênero: Narrativa pedagógica de tradição oral que explica os diferentes fenômenos naturais e sobrenaturais utilizando uma linguagem simbólica.

Dificuldades antecipadas: Os alunos poderão ter dificuldade em perceber as condições de produção dos mitos e os seus significados dentro de uma comunidade indígena porque é possível que muitos alunos ainda precisem desenvolver a aceitação e a tolerância diante de diferentes culturas e crenças.

Referências sobre o assunto:

  • JESUS, L. M.; BRANDÃO, H.N. Mito e tradução indígena. In.: BRANDÃO, H.N. (coord.) Gêneros do discurso na escola: mito, conto, cordel, discurso político, divulgação científica. São Paulo: Cortez, 2000. (Coleção aprender e ensinar com textos; v.5), p.47 a 84.
  • MUNDURUKU, D. Coisas de índio. São Paulo: Callis Editora, 2000. p.70 a 75.
  • SANTOS, L. T. ; SOUZA JUNIOR, M. R. Gêneros textuais, condições de produção e educação intercultural. In: 16º Congresso de Leitura do Brasil, 2007, Campinas: ALB, 2007. Disponível em: http://alb.org.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais16/sem04pdf/sm04ss06_07.pdf. Acesso em: 23 de agosto de 2018.

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Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Apresente a proposta da aula aos alunos: onde será que nascem os mitos indígenas? Nesta aula, serão analisadas as condições de produção de mitos indígenas a partir da exibição de um vídeo. Será feita uma leitura multimodal (considerando os elementos verbais e não verbais) de um vídeo que traz um narrador indígena para perceber com esse gênero se concretiza em uma situação real de enunciação. Trata-se de uma estratégia que leva em conta as características do gênero e sua materialidade discursiva, na medida em que um mito indígena só possui sentido quando são levadas em consideração as suas condições de produção.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos

Orientações:

  • Organize a sala em duplas. A partir dessa organização, os alunos poderão trocar ideias e, juntos, discutirem as atividades.
  • Iniciar uma conversa para ser debatida em cada dupla: “Como os mitos são contados em uma cultura indígena?
    Qual é a importância dos mitos em uma cultura?”.
  • Garanta o tempo necessário para que eles possam discutir o assunto e levantar seus conhecimentos prévios. É interessante, neste momento, circular pelas duplas para ir mapeando as respostas dos alunos, colhendo informações pertinentes para uma discussão futura (conclusão da aula).
  • Depois disso, quando finalizado, inicie uma breve exposição das respostas aos questionamentos iniciais, pedindo que um aluno de cada dupla conte para a turma as respostas anotadas.
  • Ao finalizar as exposições, não faça correções, mesmo se houver respostas divergentes, incorretas ou, em alguns casos preconceituosas e/ou estereotipadas. Relate aos alunos que a aula irá propor uma nova visão sobre o mito, considerando o contexto histórico e social desse gênero. Deixe a correção e a reflexão sobre a intolerância para o final da aula.

Respostas possíveis/ desejáveis:

  • Para esta atividade, não se espera que os alunos completem todos os tópicos corretamente. Trata-se de uma atividade de levantamento dos conhecimentos prévios. É necessário cuidado, no entanto, com respostas preconceituosas e com ideias estereotipadas sobre esses povos. Se isso acontecer, é interessante que o professor, no final da aula, desconstrua essas visões deturpadas a partir de uma reflexão. Os alunos podem responder, nesta atividade, por exemplo, que o mito se concretiza na contação, tendo um indígena ancião como enunciador, em roda, na beira da fogueira, repassando um conhecimento local de geração em geração.
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Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações:

  • Com o auxílio do recurso multimídia, disponibilize o vídeo do “Proejto II'târap e Ikoloehj”, sobre a mitologia das etnias amazônicas Arara (II'târap) e Gavião (Ikoloehj), para os alunos assistirem e fazerem uma primeira leitura, mais focada nos assuntos gerais. O vídeo está disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5M8aqMokrBE.
  • Depois disso, peça que os alunos relatem o que entenderam sobre o vídeo, apontando as primeiras impressões da leitura deste texto verbal e não verbal.
  • Coloque o vídeo mais uma vez aos alunos e os oriente, neste momento, a ter um olhar mais atento sobre como o mito é concretizado a partir da fala dentro do vídeo. Peça aos alunos que, durante a leitura do vídeo, rascunhem, em seus cadernos, algumas observações que eles julgarem pertinentes: quem conta o mito; para quem; conta o quê; por meio do quê, etc.
  • Caso julgue necessário, observando a produtividade da sala, reproduza o vídeo mais uma vez.
  • A atividade é um exercício rico de leitura de textos multimodais; ao assistirem ao vídeo, os alunos terão o desafio de não só investigar os aspectos linguísticos/ semânticos dos mitos, mas também serão instigados a analisar os efeitos semióticos que emanam a partir da relação entre a narrativa mitológicas e os elementos não verbais (espaço, índio, sons da natureza, etc.), que reconstroem a esfera de circulação deste mito.
  • O tempo médio para a realização deste passo-a-passo (deste slide) é, de aproximadamente, dentro do desenvolvimento da aula, de 10 minutos.

Materiais Complementares:

  • Caso queira e possa disponibilizar outros vídeos para os alunos, enriquecendo ainda mais a experiência com as condições de produção do gênero, é possível reproduzir a animação disponível aqui. Este vídeo, em sala de aula, pode trazer e/ou enfatizar outros elementos que compõem as condições de produção de um mito/ lenda: a ancestralidade do mito; a figura social de respeito que, costumeiramente, um narrador mitológico tem dentro de um cultura de tradição oral; a posição social dos interlocutores, como aprendizes e o aspecto ritualístico da concretização do mito.
  • Para enriquecer a aula, também é possível reproduzir o vídeo disponível aqui. Neste vídeo, documentário sobre a lenda das Cataratas do Iguaçú (famoso mito brasileiro), são identificáveis traços marcantes da oralidade/ da oratória, representando um locutor que, possivelmente, dentro de uma cultura local, tem a função de repassar as histórias mais antigas sobre o seu povo, mantendo as tradições vivas. De certa forma, o vídeo, também, reconstrói uma condição de produção recorrente nos mitos: a concretização do gênero mito em contexto real, representando as conversas nas noites de lua ao redor de fogueiras.
  • Caso julgue necessário, observando as diferentes realidades das salas de aulas do Brasil, poderá haver a troca entre o vídeo proposto em aula (Projeto “I'târap e ikoloehj”) com alguns dos vídeos indicados entre os materiais complementares. Optou-se, porém, pelo vídeo do projeto “I'târap e ikoloehj” justamente pelo material trazer um indígena brasileiro como enunciador dentro de sua esfera enunciativa, enquanto os outros vídeos simulam e tentam construir, por meio da animação e das artes cênicas, um contexto de circulação dos mitos. O ideal, nesse contexto, é analisar o mito na sua fonte, onde ele realmente circula.
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Orientações:

  • Após o término da segunda leitura do vídeo, sistematize um roteiro de análise do vídeo um pouco mais detalhada, fazendo as seguintes perguntas: “Quem é o enunciador? Qual parece ser o seu papel social dentro de uma comunidade indígena? A quem geralmente ele destina a sua fala? Que canal de comunicação foi usado pelo enunciador? Onde o enunciador está? A que tempo os mitos são remetidos? Qual é o objetivo da sua mensagem?”. Peça que as respostas sejam anotadas nos cadernos. Tais perguntas contribuirão para o entendimento das condições de produção dos mitos, dando ao aluno uma oportunidade de criar um olhar múltiplo sobre a identidade cultural, considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.
  • Durante a atividade, circule pela sala. Nos casos em que as duplas tiverem mais dificuldades, faça algumas intervenções, fornecendo pistas e/ou direcionando a análise, relembrando algumas cenas do vídeo para contextualizar as perguntas.
  • Dê tempo necessário para que as duplas discutam sobre as questões, aproveitando as informações obtidas a partir das ideias rascunhadas durante a segunda exibição do vídeo para formular as suas respostas. É importante que as duplas dialoguem para que, a partir da interação verbal e de práticas dialogadas, confrontando as observações individuais (muitas vezes divergentes), desconstruam visões equivocadas, cheguem em um consenso e façam conclusões dedutíveis, baseadas em informações visível/ audíveis no texto multimodal (vídeo).
  • Peça que cada dupla exponha as suas anotações para todos da sala, garantindo a participação de todos.
  • Registre as respostas dos alunos no quadro.
  • O tempo médio para a realização dos procedimentos deste slide é, de aproximadamente, de 15 minutos.

Material Complementar:

  • Para entender o funcionamento dos enunciados a partir da análise das condições de produção, leia o artigo disponível aqui. O texto, de autoria de Vinicius Siqueira, apresenta alguns postulados da obra do filósofo Michel Pêcheux, privilegiando a importância das condições de produção do discurso. De acordo com o teórico, as falas (de um mito, no nosso caso) não são mais atribuídas a um sujeito específico; o sujeito, então, não é mais a fonte do discurso. Dessa forma, conclui-se que a fala (concretização do discurso, do mito) pertence ao lugar da enunciação, à ideologia e ao pensamento de um povo.

Respostas possíveis/ desejáveis:

  • O enunciador é um indígena que, dotado de conhecimento popular, parece cumprir um papel social importante dentro de uma cultura indígena: cacique ou ancião.
  • Ele destina a sua fala, geralmente, em um contexto de realização do mito, a todas as pessoas de sua etnia. No vídeo, por ser um pequeno documentário, o índio conta para todos os leitores.
  • O enunciador usa a fala, já que se trata de um gênero de tradição oral.
  • O enunciador está em uma floresta.
  • Os tempos são remetidos a um tempo passado e distante. Tal resposta justifica-se pela constante repetição da expressão: “os mais antigos dizem que antigamente...”.
  • O objetivo dos mitos, considerando o contexto de produção, é preservar as histórias tradicionais sobre a origem dos fenômenos naturais.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Peça que os alunos, ainda em duplas, organizem uma lista com quatro informações pertinentes sobre as condições de produção de um mito indígena. As respostas das duplas podem ser bem diversificadas, pois podem trilhar por caminhos diferentes, já que as condições de produção de um texto abrangem assuntos diversos, como espaço, tempo, interlocutor, locutor, papéis sociais, tema, gênero, intencionalidade, canal, suporte, etc. Espera-se, portanto, que os alunos enfatizem as condições trabalhadas durante a aula.
  • Em seguida, peça que as duplas verbalizem as suas respostas.
  • Registre as respostas na lousa, colocando todas as respostas possíveis, de forma a sistematizar, em tópicos, como um mito se concretiza em um contexto real.
  • A partir das respostas, em seguida e em tom de conversa, relate para a turma sobre a importância do contexto de produção, desconstruindo as possíveis visões deturpadas que poderiam ser apresentadas no primeiro momento da aula, durante a exposição dos conhecimentos prévios. Revele que o mito só faz sentido e possui os seus reais significados ativados na medida em que ele se concretiza em seu contexto real (não manipulado) ou quando ele é lido levando em consideração o seu lugar dentro de uma cultura local. O não entendimento disso, legitima, aos alunos, um olhar preconceituoso sobre os significados do mito.

Respostas possíveis/ desejáveis: Resposta pessoal. Sugerimos, no entanto, um conjunto de tópicos possíveis, não estanques e passíveis de ampliação:

  • O mito geralmente é concretizado pela fala de um ancião/ cacique, com grande conhecimento popular.
  • O mito, embora concretizado na fala de um ancião/ cacique, remete-se à fala dos índios mais antigos (“já-ditos”). Não se sabe, então, a origem do mito; trata-se, pois, de produção coletiva do conhecimento popular.
  • Os interlocutores são pessoas, em constante formação, de uma determinada cultura local.
  • O objetivo do texto é trazer alguma explicação didática sobre fenômenos e elementos da natureza.
  • O objetivo do texto é resgatar e preservar conhecimentos populares e tradicionais de uma cultura específica.
  • O mito, em contexto real, é falado e, por isso, consequentemente, apresenta constantes pelos traços de oralidade.
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