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Plano de aula - Efeito sonoro e visual na leitura de poemas

POR: Isabella Patrícia Oliveira Madeira Da Silva 28/11/2018
Código: LPO2_05SQA02

2º ano / Língua Portuguesa / Sequência de Atividades

Plano de aula alinhado à BNCC:

(EF12LP01) Ler palavras novas com precisão na decodificação, no caso de palavras de uso frequente, ler globalmente, por memorização.

(EF12LP18) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, sonoridades, jogos de palavras, reconhecendo seu pertencimento ao mundo imaginário e sua dimensão de encantamento, jogo e fruição.

(EF02LP12) Ler e compreender com certa autonomia cantigas, letras de canção, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.

(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concretos, observando efeitos de sentido criados pelo formato do texto na página, distribuição e diagramação das letras, pelas ilustrações e por outros efeitos visuais.

(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos.

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 2º ano do EF sobre Efeito sonoro e visual na leitura de poemas

 

Sobre este plano select-down

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é segunda aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero poema e no campo de atuação artístico-literário. A aula faz parte do módulo de leitura/escuta (compartilhada e autônoma).

Materiais necessários: Professor, reproduza o texto “A Porta”, de Vinicius de Moraes, lacunado, disponível no material complementar. Confeccione um cartaz com o poema “A Porta”, de Vinicius de Moraes. Faça fichas com tiras de cartolina ou imprima em sulfite com letra grande, para cada palavra que preencherá o texto lacunado que será entregue impresso às crianças.

Prepare o material para projeção do Ciberpoema (computador, data show e internet). Caso a escola não possua o equipamento, reproduza em um cartaz o poema visual “Chá”, de Sérgio Capparelli. Caso a escola disponibilize equipamento para projeção, você pode levar o vídeo “A Porta” para assistir com a turma.

Dificuldades antecipadas: Identificar o efeito visual e/ou sonoro como parte constituinte do sentido do poema.

Referências sobre o assunto:

SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Tradução de Cláudia Schilling. Porto Alegre: Editora Artmed, 1998.

Título da aula select-down

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações:

  • Oriente a turma em relação à finalidade da aula, explicando que trabalharão juntos para descobrir o significado do poema e a melhor forma de lê-lo e compreendê-lo.

Introdução select-down

Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações:

1. Caso a escola possua computadores disponíveis com acesso à internet, projete o site com data show para a turma toda: http://www.ciberpoesia.com.br/

2. Para iniciar a aula, acesse “Ciberpoemas - 1. Chá - avance”.

Antes de começarem a interagir no site, faça a intervenção para que as crianças antecipem o conteúdo do poema e mobilizem seus conhecimentos prévios com base no título e das imagens disponíveis. Se não houver a possibilidade de uso do site, apresente o poema visual já impresso e faça os questionamentos antes de lerem o texto.

  • Por que será que o título deste poema é “Chá”? Qual será o assunto dele?
  • Observando os ingredientes disponíveis podemos imaginar/confirmar nossas hipóteses sobre o que tratará o poema?

3. Caso esteja navegando pelo site, realize a animação disponibilizada, colocando todos os ingredientes na xícara e misturando-os, clicando em “pronto” para visualização da turma.

Desenvolvimento select-down

Tempo sugerido: 32 minutos.

Orientações:

1. Após o levantamento de hipóteses, solicite às crianças que leiam o poema coletivamente, em voz alta, e questione se estavam certos sobre o tema do mesmo. Aponte para as crianças a direção utilizada pelo autor na escrita do texto, uma vez que não se baseia na forma utilizada usualmente pelos escritores (o texto está “subindo”) e, possivelmente, será o primeiro contato delas com este tipo de poema.

Questões para mediação:

  • Caso esteja utilizando o site, pergunte: Por que o autor faz esta brincadeira de misturar os ingredientes para podermos ler o poema que ele criou?
  • Por que o autor não escreveu o texto na horizontal, como geralmente lemos?
  • Por que será que o autor colocou o texto desta forma? Qual era a sua intenção? (Professor, leve as crianças, por meio dessa pergunta, a observarem os efeitos de sentido criados pelo formato do texto na página (fumaça do chá), pela distribuição e diagramação das letras (elas simulam o movimento do vapor) e pela ilustração como um todo (todo o conjunto contextualiza para a questão do chá).
  • Se o autor tivesse escrito o poema de outra forma, será que o efeito seria o mesmo na leitura? (Professor, comente com as crianças que, caso estivesse escrito na horizontal, não haveria o efeito da fumaça do chá, simulando sua temperatura).
  • Alguém consegue saber o significado da palavra “infusão” observando o assunto do poema? E da palavra “aroma”?

2. Caso as crianças não consigam inferir os significados pelo contexto, mobilize-as e procure o significado das palavras no dicionário, pois identificar e esclarecer as palavras desconhecidas constitui umas das estratégias de leitura. Após identificar os significados, trabalhe com as crianças o sentido geral do texto, procurando enfatizar que o poema visual, além dos sons utilizados pelos autores para nos ajudar a compreender a mensagem, também utiliza o desenho e elementos que nos mostrem visualmente o que ele quis nos transmitir por meio das palavras. No caso deste poema, escreveu o texto saindo da xícara e com o formato que nos lembra a fumaça (o vapor) que sai do chá quente. Leve as crianças a refletirem sobre o que o autor quis dizer com “misturar nossos aromas e sabores”.

Desenvolvimento select-down

Orientações:

3. Para esta parte da aula, vamos trabalhar com o texto “A Porta”, de Vinicius de Moraes. Organize as crianças em duplas e entregue o texto lacunado a elas (para elaborar este texto lacunado, veja as orientações no Material complementar). Escolha de forma que as crianças, que se encontram em diferentes níveis de leitura e escrita, possam se ajudar. Desta forma, não coloque uma criança pré-silábica com uma alfabética, já que assim a pré-silábica não terá oportunidade de testar suas hipóteses de leitura, pois a alfabética geralmente lê tudo para o colega.

4. Como formular e confirmar hipóteses sobre o que se lerá, usando o conhecimento prévio, é uma importante estratégia de leitura, realize intervenções ao entregar às crianças o texto 2 - poema “A porta”, de Vinicius de Moraes, impresso com lacunas. Não há necessidade de apresentar o texto lacunado em cartaz, pois as crianças lerão na folha que receberão.

Questões para mediação antes de completar o texto:

  • O texto que completaremos e leremos foi escrito por Vinicius de Moraes. Conhecendo outros textos dele, como vocês acham que será este texto?

(Na primeira aula desta sequência, outros textos de Vinicius de Moraes foram apresentados às crianças, bem como foi realizada uma breve apresentação do poeta.)

Caso as crianças não tenham conhecimento de outros textos do poeta, você poderá questionar: Vocês sabem quem ele é e que tipo de texto ele, geralmente, escreve? (Lembre-se de apresentar brevemente o autor às crianças.)

  • Qual é o título desse texto que iremos completar agora?
  • Baseado no título, podemos dizer do que se trata o poema?

5. Coloque fichas (de cartolina ou impressas em sulfite) com as palavras que completarão o poema no quadro e explique às crianças que são palavras retiradas do texto, que serão utilizadas para completar as lacunas do poema que receberam.

6. Leia o primeiro verso junto com as crianças ou peça a uma criança que leia. Discuta com a turma qual palavra as crianças acreditam que completará o texto com base no contexto. Após a antecipação e formulação de hipótese oral pelas crianças, discuta sobre as ideias apresentadas, levando-as a perceber a correta. Mostre a ficha que preenche a lacuna por um tempo para que as crianças leiam e escrevam (ditado visual) na folha do poema recebida.

Sugestão de intervenção durante a escolha da primeira palavra:

  • Ao ler o primeiro verso o autor coloca “Sou feita de...”. Se estamos completando um texto sobre uma porta, o que será que o poeta usou para finalizar este trecho? Vamos ver quais palavras temos aqui e, dentre elas, qual poderia completar melhor este trecho?

7. Faça isso com todos os trechos até preencher o poema todo, sendo que na segunda estrofe é possível antecipar o conteúdo do verso buscando uma rima para o anterior.

Por exemplo:

  • No verso: “Eu abro devagarinho”, qual é o som final de “devagarinho”? (Identificar o “inho”.) O que ou quem pode passar pela porta cuja palavra tenha o mesmo final da palavra devagarinho? Vamos encontrar uma palavra entre as expostas que possa ser usada neste caso?

Materiais complementares: O texto para impressão encontra-se no Material Complementar desta aula.

Desenvolvimento select-down

Orientações:

8. Após terminar de completar o poema, mostre o cartaz do poema completo ou coloque-o no quadro para que as crianças possam conferir e ler juntas.

9.Infira com a turma o significado das palavras “prazenteira” e “supetão”, analisando junto com as crianças o contexto em que foram utilizadas.

Sugestões de questões para mediação:

  • Qual palavra combina com “supetão” no poema? Vocês sabem por que combina? - após a identificação pelas crianças, se elas não souberem nomear (rima), você deverá fazê-lo.
  • Por que será que o poeta escolheu a palavra supetão para rimar com capitão? - enfatize que a palavra “supetão” remete à característica “força” do capitão e “prazenteira” está relacionada aos sentimentos proporcionado pelos alimentos produzidos pela cozinheira.
  • Como nós podemos ler este trecho para que a intenção do poeta seja realmente alcançada? - mostrar que a ênfase na sílaba tônica das palavras “supetão” e “capitão” durante a leitura pode causar impacto na compreensão.
  • E no trecho em que o autor utiliza as palavras “devagarinho” e “menininho”, como podemos ler?

10. Após a compreensão dos termos utilizados, explore o poema como um todo para que as crianças ampliem seu entendimento sobre o mesmo.

Sugestões de questões para mediação:

  • De que é feita a porta? Por que no texto diz que é “matéria morta”? De onde o ser humano tira este material para fabricar a porta? - mostre que a árvore era um ser vivo e foi cortada para a retirada da madeira.
  • A porta concorda com isso? Isto é, que é “matéria morta”?
  • O que a porta diz que acontece que comprova que “não há coisa no mundo mais viva do que uma porta”? (professor, trabalhe aqui o modo como a porta “se abre”, dependendo do sujeito que passará por ela. Mostra, então, que ela sabe identificar o sujeito e o modo como deve se abrir para que ele por ela passe).
  • Vocês já ouviram a expressão “É burra como uma porta”? O que significa? (Professor, procure discutir com a turma os sentidos literal e figurado desta expressão.)
  • Por que será que a porta diz que “só não abre para essa gente que diz que se uma pessoa é burra, é burra como uma porta”? (Professor, faça aqui relação com a frase “eu sou muito inteligente!”, articulando com a justificativa dada pela porta.)

Materiais complementares:

MORAES, Vinícius. A Porta, in: A arca de Noé. Disponível em: <http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/porta > Acesso em: 3 de setembro de 2018.

Fechamento select-down

Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações:

1. Este slide não precisa ser apresentado às crianças.

2. Mostre às crianças uma leitura respeitando os efeitos sonoros. Uma sugestão é assistir ao vídeo do poema “A Porta” (Vinicius de Moraes) para encerrar a aula.
Se não for possível assistir ao vídeo, leia o texto com a entonação e a sonoridade adequadas.

3. Para finalizar a discussão converse com as crianças sobre o que acharam do poema "A porta", escutando-o com a professora como leitora ou vendo-o por meio de um vídeo. Destaque com as crianças neste momento que para compreender o texto é importante fazer uma leitura prévia, esclarecer palavras desconhecidas, perceber o que já sabemos sobre o assunto e reler tudo novamente, em especial, nos poemas, uma vez que, como vimos, há palavras que devem ser lidas de uma determinada forma, visando concretizar o objetivo do autor. Aponte aqui para o formato do texto (remetendo ao poema visual da introdução da aula), rimas e da sonoridade para contribuir para essa compreensão.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é segunda aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero poema e no campo de atuação artístico-literário. A aula faz parte do módulo de leitura/escuta (compartilhada e autônoma).

Materiais necessários: Professor, reproduza o texto “A Porta”, de Vinicius de Moraes, lacunado, disponível no material complementar. Confeccione um cartaz com o poema “A Porta”, de Vinicius de Moraes. Faça fichas com tiras de cartolina ou imprima em sulfite com letra grande, para cada palavra que preencherá o texto lacunado que será entregue impresso às crianças.

Prepare o material para projeção do Ciberpoema (computador, data show e internet). Caso a escola não possua o equipamento, reproduza em um cartaz o poema visual “Chá”, de Sérgio Capparelli. Caso a escola disponibilize equipamento para projeção, você pode levar o vídeo “A Porta” para assistir com a turma.

Dificuldades antecipadas: Identificar o efeito visual e/ou sonoro como parte constituinte do sentido do poema.

Referências sobre o assunto:

SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Tradução de Cláudia Schilling. Porto Alegre: Editora Artmed, 1998.

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações:

  • Oriente a turma em relação à finalidade da aula, explicando que trabalharão juntos para descobrir o significado do poema e a melhor forma de lê-lo e compreendê-lo.

Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações:

1. Caso a escola possua computadores disponíveis com acesso à internet, projete o site com data show para a turma toda: http://www.ciberpoesia.com.br/

2. Para iniciar a aula, acesse “Ciberpoemas - 1. Chá - avance”.

Antes de começarem a interagir no site, faça a intervenção para que as crianças antecipem o conteúdo do poema e mobilizem seus conhecimentos prévios com base no título e das imagens disponíveis. Se não houver a possibilidade de uso do site, apresente o poema visual já impresso e faça os questionamentos antes de lerem o texto.

  • Por que será que o título deste poema é “Chá”? Qual será o assunto dele?
  • Observando os ingredientes disponíveis podemos imaginar/confirmar nossas hipóteses sobre o que tratará o poema?

3. Caso esteja navegando pelo site, realize a animação disponibilizada, colocando todos os ingredientes na xícara e misturando-os, clicando em “pronto” para visualização da turma.

Tempo sugerido: 32 minutos.

Orientações:

1. Após o levantamento de hipóteses, solicite às crianças que leiam o poema coletivamente, em voz alta, e questione se estavam certos sobre o tema do mesmo. Aponte para as crianças a direção utilizada pelo autor na escrita do texto, uma vez que não se baseia na forma utilizada usualmente pelos escritores (o texto está “subindo”) e, possivelmente, será o primeiro contato delas com este tipo de poema.

Questões para mediação:

  • Caso esteja utilizando o site, pergunte: Por que o autor faz esta brincadeira de misturar os ingredientes para podermos ler o poema que ele criou?
  • Por que o autor não escreveu o texto na horizontal, como geralmente lemos?
  • Por que será que o autor colocou o texto desta forma? Qual era a sua intenção? (Professor, leve as crianças, por meio dessa pergunta, a observarem os efeitos de sentido criados pelo formato do texto na página (fumaça do chá), pela distribuição e diagramação das letras (elas simulam o movimento do vapor) e pela ilustração como um todo (todo o conjunto contextualiza para a questão do chá).
  • Se o autor tivesse escrito o poema de outra forma, será que o efeito seria o mesmo na leitura? (Professor, comente com as crianças que, caso estivesse escrito na horizontal, não haveria o efeito da fumaça do chá, simulando sua temperatura).
  • Alguém consegue saber o significado da palavra “infusão” observando o assunto do poema? E da palavra “aroma”?

2. Caso as crianças não consigam inferir os significados pelo contexto, mobilize-as e procure o significado das palavras no dicionário, pois identificar e esclarecer as palavras desconhecidas constitui umas das estratégias de leitura. Após identificar os significados, trabalhe com as crianças o sentido geral do texto, procurando enfatizar que o poema visual, além dos sons utilizados pelos autores para nos ajudar a compreender a mensagem, também utiliza o desenho e elementos que nos mostrem visualmente o que ele quis nos transmitir por meio das palavras. No caso deste poema, escreveu o texto saindo da xícara e com o formato que nos lembra a fumaça (o vapor) que sai do chá quente. Leve as crianças a refletirem sobre o que o autor quis dizer com “misturar nossos aromas e sabores”.

Orientações:

3. Para esta parte da aula, vamos trabalhar com o texto “A Porta”, de Vinicius de Moraes. Organize as crianças em duplas e entregue o texto lacunado a elas (para elaborar este texto lacunado, veja as orientações no Material complementar). Escolha de forma que as crianças, que se encontram em diferentes níveis de leitura e escrita, possam se ajudar. Desta forma, não coloque uma criança pré-silábica com uma alfabética, já que assim a pré-silábica não terá oportunidade de testar suas hipóteses de leitura, pois a alfabética geralmente lê tudo para o colega.

4. Como formular e confirmar hipóteses sobre o que se lerá, usando o conhecimento prévio, é uma importante estratégia de leitura, realize intervenções ao entregar às crianças o texto 2 - poema “A porta”, de Vinicius de Moraes, impresso com lacunas. Não há necessidade de apresentar o texto lacunado em cartaz, pois as crianças lerão na folha que receberão.

Questões para mediação antes de completar o texto:

  • O texto que completaremos e leremos foi escrito por Vinicius de Moraes. Conhecendo outros textos dele, como vocês acham que será este texto?

(Na primeira aula desta sequência, outros textos de Vinicius de Moraes foram apresentados às crianças, bem como foi realizada uma breve apresentação do poeta.)

Caso as crianças não tenham conhecimento de outros textos do poeta, você poderá questionar: Vocês sabem quem ele é e que tipo de texto ele, geralmente, escreve? (Lembre-se de apresentar brevemente o autor às crianças.)

  • Qual é o título desse texto que iremos completar agora?
  • Baseado no título, podemos dizer do que se trata o poema?

5. Coloque fichas (de cartolina ou impressas em sulfite) com as palavras que completarão o poema no quadro e explique às crianças que são palavras retiradas do texto, que serão utilizadas para completar as lacunas do poema que receberam.

6. Leia o primeiro verso junto com as crianças ou peça a uma criança que leia. Discuta com a turma qual palavra as crianças acreditam que completará o texto com base no contexto. Após a antecipação e formulação de hipótese oral pelas crianças, discuta sobre as ideias apresentadas, levando-as a perceber a correta. Mostre a ficha que preenche a lacuna por um tempo para que as crianças leiam e escrevam (ditado visual) na folha do poema recebida.

Sugestão de intervenção durante a escolha da primeira palavra:

  • Ao ler o primeiro verso o autor coloca “Sou feita de...”. Se estamos completando um texto sobre uma porta, o que será que o poeta usou para finalizar este trecho? Vamos ver quais palavras temos aqui e, dentre elas, qual poderia completar melhor este trecho?

7. Faça isso com todos os trechos até preencher o poema todo, sendo que na segunda estrofe é possível antecipar o conteúdo do verso buscando uma rima para o anterior.

Por exemplo:

  • No verso: “Eu abro devagarinho”, qual é o som final de “devagarinho”? (Identificar o “inho”.) O que ou quem pode passar pela porta cuja palavra tenha o mesmo final da palavra devagarinho? Vamos encontrar uma palavra entre as expostas que possa ser usada neste caso?

Materiais complementares: O texto para impressão encontra-se no Material Complementar desta aula.

Orientações:

8. Após terminar de completar o poema, mostre o cartaz do poema completo ou coloque-o no quadro para que as crianças possam conferir e ler juntas.

9.Infira com a turma o significado das palavras “prazenteira” e “supetão”, analisando junto com as crianças o contexto em que foram utilizadas.

Sugestões de questões para mediação:

  • Qual palavra combina com “supetão” no poema? Vocês sabem por que combina? - após a identificação pelas crianças, se elas não souberem nomear (rima), você deverá fazê-lo.
  • Por que será que o poeta escolheu a palavra supetão para rimar com capitão? - enfatize que a palavra “supetão” remete à característica “força” do capitão e “prazenteira” está relacionada aos sentimentos proporcionado pelos alimentos produzidos pela cozinheira.
  • Como nós podemos ler este trecho para que a intenção do poeta seja realmente alcançada? - mostrar que a ênfase na sílaba tônica das palavras “supetão” e “capitão” durante a leitura pode causar impacto na compreensão.
  • E no trecho em que o autor utiliza as palavras “devagarinho” e “menininho”, como podemos ler?

10. Após a compreensão dos termos utilizados, explore o poema como um todo para que as crianças ampliem seu entendimento sobre o mesmo.

Sugestões de questões para mediação:

  • De que é feita a porta? Por que no texto diz que é “matéria morta”? De onde o ser humano tira este material para fabricar a porta? - mostre que a árvore era um ser vivo e foi cortada para a retirada da madeira.
  • A porta concorda com isso? Isto é, que é “matéria morta”?
  • O que a porta diz que acontece que comprova que “não há coisa no mundo mais viva do que uma porta”? (professor, trabalhe aqui o modo como a porta “se abre”, dependendo do sujeito que passará por ela. Mostra, então, que ela sabe identificar o sujeito e o modo como deve se abrir para que ele por ela passe).
  • Vocês já ouviram a expressão “É burra como uma porta”? O que significa? (Professor, procure discutir com a turma os sentidos literal e figurado desta expressão.)
  • Por que será que a porta diz que “só não abre para essa gente que diz que se uma pessoa é burra, é burra como uma porta”? (Professor, faça aqui relação com a frase “eu sou muito inteligente!”, articulando com a justificativa dada pela porta.)

Materiais complementares:

MORAES, Vinícius. A Porta, in: A arca de Noé. Disponível em: <http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/porta > Acesso em: 3 de setembro de 2018.

Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações:

1. Este slide não precisa ser apresentado às crianças.

2. Mostre às crianças uma leitura respeitando os efeitos sonoros. Uma sugestão é assistir ao vídeo do poema “A Porta” (Vinicius de Moraes) para encerrar a aula.
Se não for possível assistir ao vídeo, leia o texto com a entonação e a sonoridade adequadas.

3. Para finalizar a discussão converse com as crianças sobre o que acharam do poema "A porta", escutando-o com a professora como leitora ou vendo-o por meio de um vídeo. Destaque com as crianças neste momento que para compreender o texto é importante fazer uma leitura prévia, esclarecer palavras desconhecidas, perceber o que já sabemos sobre o assunto e reler tudo novamente, em especial, nos poemas, uma vez que, como vimos, há palavras que devem ser lidas de uma determinada forma, visando concretizar o objetivo do autor. Aponte aqui para o formato do texto (remetendo ao poema visual da introdução da aula), rimas e da sonoridade para contribuir para essa compreensão.

Este plano de aula foi produzido pelo Time de Autores NOVA ESCOLA
Professor-autor: Isabella Patrícia Oliveira Madeira da Silva
Mentor: Gislaine Magnabosco
Especialista: Tânia Rios
Título da aula: Efeito sonoro e visual na leitura de poemas
Finalidade da aula: Interpretar poemas por meio de leituras e reflexões individuais e coletivas, analisando sua composição, para perceber como os aspectos da oralidade (entonação, acentuação e ritmo) e visuais são fundamentais na construção de sentido do poema.
Ano: 2º ano do Ensino Fundamental
Gênero: Poema
Objeto(s) do conhecimento: Apreciação estética/estilo/estratégia de leitura/compreensão em leitura
Prática de linguagem: Leitura
Habilidade(s) da BNCC: EF12LP18, EF15LP17, EF12LP01, EF15LP04, EF02LP12
Esta é a segunda aula de uma sequência de 15 planos de aula. Recomendamos o uso deste plano em sequência.  

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