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Plano de aula > Língua Portuguesa > 5º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Elementos da narrativa de um conto popular afro-brasileiro

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 5º ano do EF sobre Elementos da narrativa de um conto popular afro-brasileiro

Plano 05 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Fabiana Júlia de Araújo Tenório

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é quinta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero conto popular afro-brasileiro e no campo de atuação Artístico-literário / Vida cotidiana / Todos os campos. A aula faz parte do módulo de análise linguística e semiótica.

Materiais necessários: Cópias do conto “Orixá Ibeji, Cosme e Damião”.

Informações sobre o gênero: Os contos populares são textos narrativos carregados do imaginário popular. Através deles, cada comunidade transmite valores, crenças e saberes. Os contos afro-brasileiros têm, além dessas, características próprias da literatura afro-brasileira e não podem prescindir da afrodescendência através de uma voz autoral, um tema, uma linguagem, um público-alvo e um lugar de enunciação (DUARTE, 2010). Esses elementos compõem um gênero de importância ideológica, histórica e literária.

Dificuldades antecipadas: Alguns alunos podem ter mais dificuldade em ler o conto devido à pouca autonomia na leitura.

Referências sobre o assunto:

DUARTE, E. de A. Por um conceito de Literatura Afro-brasileira. Terceira Margem. Rio de Janeiro, n. 23, p. 113-138, julho/dezembro 2010. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/10953/8012. Acesso em 04/07/2018.

FERNANDES, A. O.; FERREIRA, K. C. S. Estudos de mitologia afro-brasileira: orixás e cosmovisão negra contra a intolerância e o preconceito. Revista Anagrama: Revista Científica Interdisciplinar da Graduação. Ano 3 - ed 1 - set/nov 2009, disponível em: file:///C:/Users/USER/Downloads/35463-Texto%20do%20artigo-41757-1-10-20120731.pdf. Acesso em 12/09/18.

FUNDAÇÃO CECIERJ. A narração. Módulo 1, Unidade 6. Rio de Janeiro, [s.d.]. Disponível em https://cejarj.cecierj.edu.br/pdf/Linguagens_Codigos_Unidade_6_Seja.pdf Acesso em 24/08/2018.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Apresente a proposta da aula: a sala será dividida em duplas, que receberão um conto para leitura. A ideia é exercitar o reconhecimento dos elementos da narrativa já estudados na aula anterior e dar ênfase, exercitando, ao elemento ponto de vista, percebendo se o narrador é 1ª pessoa ou 3ª pessoa, e o efeito de sentido que ele provoca. Como foram utilizados contos e contos populares e um conto popular afro-brasileiro na aula anterior, nesta aula utilizaremos outro conto popular afro-brasileiro - gênero principal desta sequência de 15 aulas. Assim, é importante considerar que os elementos cenário, conflito, resolução, personagens, ponto de vista são comuns aos contos. Entretanto, há particularidades no conto afro-brasileiro. Eles não podem prescindir da afrodescendência através de uma voz autoral - que no caso do texto é uma voz negra, de um representante da cultura afro no Brasil, o Mestre Didi (História do Mestre Didi) - de um tema - que no caso é uma prática da cultura afro-brasileira de cultuar os orixás - de uma linguagem - com léxico também próprio da cultura - de um público-alvo, interessado na manutenção dessas crenças, e de um lugar de enunciação - que é a postura de contador de histórias da sua cultura. (DUARTE, 2010). Esses elementos compõem um gênero de importância ideológica, histórica e literária.

Material complementar:

DUARTE, E. de A. Por um conceito de Literatura Afro-brasileira. Terceira Margem. Rio de Janeiro, n. 23, p. 113-138, julho/dezembro 2010, disponível em https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/10953/8012. Acesso em 04/07/2018.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Relembre os elementos analisados na aula anterior que os alunos afixaram no mural. Caso não tenha utilizado a aula 4, faça essa retomada através da tabela acima, indicando os elementos da narrativa.
  • Traga o conhecimento da aula anterior, enfatizando a regularidade encontrada: “Na aula anterior nós vimos os elementos presentes nos contos. Vamos relembrar? Como, geralmente, os contos começam? No passado ou no futuro? E o que é preciso ter para contar a história?”. Enquanto pergunta, aponte os elementos no mural - dizendo que é necessário ter personagens, um cenário, um conflito, através do qual a história irá se desenvolver e uma resolução desse conflito, que será o final da história.
  • Enfatize o elemento que está na segunda tabela: o ponto de vista. Explique que esse elemento é muito importante, porque é ele quem traz o tipo de narrador escolhido pelo autor. É relevante lembrar que o narrador não é autor. Como estamos falando de um texto de ficção, o narrador é criado para contar a história, seja participando dela ou observando tudo e todos, mas não pode ser confundido com o autor. (GANCHO, 2002)
  • Convide-os para verificar os mesmos elementos no conto que eles irão ler. É importante enfatizar que, se você não está utilizando essa sequência de atividades completa, faz-se necessário explicar um pouco sobre o conto afro-brasileiro - conforme sugerido no slide anterior. Será interessante também, nesse caso, falar quem é o Mestre Didi. Mestre Didi

Material complementar

GANCHO, C. V. Como analisar narrativas. São Paulo: Editora Ática, 2002.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • Forme duplas (para que haja uma interação na compreensão do conto lido).
  • Leia o texto antecipadamente. Caso deseje acessar o texto na versão em variação formal dos trechos narrados por D. Caetana (apenas para consulta, se necessário), clique aqui.
  • Entregue o texto Orixá Ibeji, Cosme e Damião às duplas.
  • Dê um tempo (10 minutos) para que os alunos leiam e discutam a história, já que estão em duplas.
  • Inicie, após a leitura dos alunos, a reflexão sobre as regularidades do conto e deixe as especificidades para o final. Assim, o aluno perceberá primeiro que o texto é um conto e, depois, será capaz de perceber nele a afrodescendência. A interação pode ser assim: “Vamos ver se esse também é um conto?”, “ Como essa história se inicia?”. A partir daí, utilize o slide que está com um trecho para análise e com algumas perguntas para provocar a reflexão. Instigue os alunos a analisarem em que tempo a história se passa, de forma que eles percebam as marcas linguísticas que indicam essa informação no texto (perceba que, no início, parece estar presente, mas a história mesmo que ele vai contar está no passado, veja que ele diz “há vinte e oito anos” e coloca toda a narrativa, a partir desse ponto, no passado).
  • Depois de ler com eles e ouvir as respostas, interfira, utilizando as três últimas perguntas do slide: “Então ele vai contar uma história de quando era criança”. “E onde a história se passa? Onde é o CENÁRIO do conto?” Explique que Opô Afonjá é um templo de culto afro-brasileiro, hoje reconhecido como patrimônio nacional, que fica numa fazenda em São Gonçalo do Retiro, na Bahia.

Materiais complementares:

Conto para entregar às duplas: Orixá Ibeji, Cosme e Damião

Informações sobre Opô Afonjá: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=1014:ile-axe-opo-afonja&catid=54:letra-t

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • “Agora, quem participa da história?” Utilize as palavras em negrito no slide para chamar atenção para os personagens. É importante que eles percebam que, além das crianças, da velha Caetana e, de maneira secundária, da mãe, o narrador também se inclui na história. Caso as crianças não citem o narrador, estimule-os, perguntando: “E quem conta a história, participa dela? Como a gente pode identificar essa informação no texto?” e “Vamos olhar para esse trecho e tentar encontrar as marcas que nos levem a perceber se a pessoa que conta também participa da história.”
  • Anote no quadro as palavras, ditas pelos alunos, que marcam a participação do narrador na história (eu, resolvemos, começamos, minha, fomos todos, nossas, nós). Complemente alguma lacuna deixada por eles.
  • Encerre esse slide chamando atenção para o final do trecho. “Dona Caetana então vai falar para os meninos…” O que ela vai falar? Alguém lembra?” A intenção é mostrar que agora o narrador muda. Dona Caetana começa sendo a narradora das duas histórias que a seguir.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Explique que dentro, da história, dentro de suas lembranças, o narrador personagem conta mais duas histórias, só que usando Dona Caetana como narradora. Projete o slide acima que contém dois trechos em que Dona Caetana conta as histórias. A interação pode ser assim:

a) “Vamos agora ver os trechos do texto contados por Dona Caetana. Vamos reler juntos?” Leia com eles o primeiro trecho.

b) Em seguida, use as perguntas 1 e 2 do slide para provocar a reflexão. “Primeira ou terceira pessoa? O que vocês acham? Quem realizava as ações de curar, gostar e de dar esmolas?“ Aguarde as respostas, mas, depois, reforce o correto (terceira pessoa), explicando que eram Cosme e Damião (os personagens) e não Dona Caetana (a narradora) que praticavam essas ações.

c) Leia com eles o segundo trecho desse slide e siga o mesmo padrão de perguntas: “Quem gostava de jogar cartas? Quem estava conversando com os camaradas? (Ambrósio). E quem chegou chorando? (O homem). Então temos novamente a terceira pessoa…”

  • Agora, faça a retomada com essas perguntas:

a) Dona Caetana conta duas histórias, não é? Quais são? (A história de Cosme e Damião e a história de Ambrósio).

b) Quando ela conta essas histórias, quem é o narrador? (Dona Caetana).

c) Nessa parte do texto o narrador participa das histórias que conta? (Não).

  • Explique para os alunos que o narrador que participa da história ou traz suas lembranças é um narrador em primeira pessoa (narrador-personagem). Como Dona Caetana apenas conta, sem participar do momento em que ocorreu o fato, ela é uma narradora em terceira pessoa (narrador-observador). Incentive-os a perceber que o sujeito da ação não é dona Caetana, mas os irmãos Cosme e Damião. E, na outra história, Ambrósio. Então, o narrador observador fala do que sabe e do que vê, sem participar, necessariamente, da história.

  • Conclua, reforçando que o narrador não é o autor. “Nesse conto temos um autor, que registrou a história (Mestre Didi). Temos o narrador em primeira pessoa (um adulto que lembra fatos de sua infância) e outro narrador em terceira pessoa (Dona Caetana) que conta as histórias para os meninos. Um desses meninos que ouve as histórias de Dona Caetana é o narrador que inicia o conto: ‘Há vinte e oito anos passados, no dia de hoje, eu estava em São Gonçalo do Retiro, na roça do Opô Afonjá, pois já tinham começado as festas da Água de Oxalá.’ (Esse narrador que diz “eu estava em São Gonçalo do Retiro…” é uma das crianças que ouve a história de Dona Caetana).

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Oriente, então, os alunos a exercitarem o ponto de vista, procurando outro trecho que se enquadre nas características de narrador-personagem (narrador em 1ª pessoa) ou narrador-observador (narrador em 3ª. pessoa). O importante é que os alunos percebam as regularidades que distinguem os dois tipos de ponto de vista: os verbos em primeira pessoa ou terceira pessoa; visão individual dos fatos por participar da história ou visão imparcial dos fatos (estando presente em todos os lugares e sabendo tudo sobre a história). (GANCHO, 2002). Se o tempo dessa aula não for suficiente, encaminhe a descoberta do outro trecho para casa e corrija a atividade aula subsequente.

Material complementar

Respostas do exercício - Resolução.

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Retome, com a pergunta “o que aprendemos hoje?”, os elementos estudados desde a aula anterior.
  • Anote no quadro essa síntese ou utilize a projeção desse slide.
  • Fale da diferença entre os tipos de narradores de um conto e sobre as diferenças do ponto de vista de cada um.
  • Marque bem, na sua fala, as especificidades que diferenciam um conto de um conto popular e um conto popular de um conto popular afro-brasileiro, ressaltando a linguagem utilizada e o contexto cultural apresentado.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é quinta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero conto popular afro-brasileiro e no campo de atuação Artístico-literário / Vida cotidiana / Todos os campos. A aula faz parte do módulo de análise linguística e semiótica.

Materiais necessários: Cópias do conto “Orixá Ibeji, Cosme e Damião”.

Informações sobre o gênero: Os contos populares são textos narrativos carregados do imaginário popular. Através deles, cada comunidade transmite valores, crenças e saberes. Os contos afro-brasileiros têm, além dessas, características próprias da literatura afro-brasileira e não podem prescindir da afrodescendência através de uma voz autoral, um tema, uma linguagem, um público-alvo e um lugar de enunciação (DUARTE, 2010). Esses elementos compõem um gênero de importância ideológica, histórica e literária.

Dificuldades antecipadas: Alguns alunos podem ter mais dificuldade em ler o conto devido à pouca autonomia na leitura.

Referências sobre o assunto:

DUARTE, E. de A. Por um conceito de Literatura Afro-brasileira. Terceira Margem. Rio de Janeiro, n. 23, p. 113-138, julho/dezembro 2010. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/10953/8012. Acesso em 04/07/2018.

FERNANDES, A. O.; FERREIRA, K. C. S. Estudos de mitologia afro-brasileira: orixás e cosmovisão negra contra a intolerância e o preconceito. Revista Anagrama: Revista Científica Interdisciplinar da Graduação. Ano 3 - ed 1 - set/nov 2009, disponível em: file:///C:/Users/USER/Downloads/35463-Texto%20do%20artigo-41757-1-10-20120731.pdf. Acesso em 12/09/18.

FUNDAÇÃO CECIERJ. A narração. Módulo 1, Unidade 6. Rio de Janeiro, [s.d.]. Disponível em https://cejarj.cecierj.edu.br/pdf/Linguagens_Codigos_Unidade_6_Seja.pdf Acesso em 24/08/2018.

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Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Apresente a proposta da aula: a sala será dividida em duplas, que receberão um conto para leitura. A ideia é exercitar o reconhecimento dos elementos da narrativa já estudados na aula anterior e dar ênfase, exercitando, ao elemento ponto de vista, percebendo se o narrador é 1ª pessoa ou 3ª pessoa, e o efeito de sentido que ele provoca. Como foram utilizados contos e contos populares e um conto popular afro-brasileiro na aula anterior, nesta aula utilizaremos outro conto popular afro-brasileiro - gênero principal desta sequência de 15 aulas. Assim, é importante considerar que os elementos cenário, conflito, resolução, personagens, ponto de vista são comuns aos contos. Entretanto, há particularidades no conto afro-brasileiro. Eles não podem prescindir da afrodescendência através de uma voz autoral - que no caso do texto é uma voz negra, de um representante da cultura afro no Brasil, o Mestre Didi (História do Mestre Didi) - de um tema - que no caso é uma prática da cultura afro-brasileira de cultuar os orixás - de uma linguagem - com léxico também próprio da cultura - de um público-alvo, interessado na manutenção dessas crenças, e de um lugar de enunciação - que é a postura de contador de histórias da sua cultura. (DUARTE, 2010). Esses elementos compõem um gênero de importância ideológica, histórica e literária.

Material complementar:

DUARTE, E. de A. Por um conceito de Literatura Afro-brasileira. Terceira Margem. Rio de Janeiro, n. 23, p. 113-138, julho/dezembro 2010, disponível em https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/10953/8012. Acesso em 04/07/2018.

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Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Relembre os elementos analisados na aula anterior que os alunos afixaram no mural. Caso não tenha utilizado a aula 4, faça essa retomada através da tabela acima, indicando os elementos da narrativa.
  • Traga o conhecimento da aula anterior, enfatizando a regularidade encontrada: “Na aula anterior nós vimos os elementos presentes nos contos. Vamos relembrar? Como, geralmente, os contos começam? No passado ou no futuro? E o que é preciso ter para contar a história?”. Enquanto pergunta, aponte os elementos no mural - dizendo que é necessário ter personagens, um cenário, um conflito, através do qual a história irá se desenvolver e uma resolução desse conflito, que será o final da história.
  • Enfatize o elemento que está na segunda tabela: o ponto de vista. Explique que esse elemento é muito importante, porque é ele quem traz o tipo de narrador escolhido pelo autor. É relevante lembrar que o narrador não é autor. Como estamos falando de um texto de ficção, o narrador é criado para contar a história, seja participando dela ou observando tudo e todos, mas não pode ser confundido com o autor. (GANCHO, 2002)
  • Convide-os para verificar os mesmos elementos no conto que eles irão ler. É importante enfatizar que, se você não está utilizando essa sequência de atividades completa, faz-se necessário explicar um pouco sobre o conto afro-brasileiro - conforme sugerido no slide anterior. Será interessante também, nesse caso, falar quem é o Mestre Didi. Mestre Didi

Material complementar

GANCHO, C. V. Como analisar narrativas. São Paulo: Editora Ática, 2002.

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Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • Forme duplas (para que haja uma interação na compreensão do conto lido).
  • Leia o texto antecipadamente. Caso deseje acessar o texto na versão em variação formal dos trechos narrados por D. Caetana (apenas para consulta, se necessário), clique aqui.
  • Entregue o texto Orixá Ibeji, Cosme e Damião às duplas.
  • Dê um tempo (10 minutos) para que os alunos leiam e discutam a história, já que estão em duplas.
  • Inicie, após a leitura dos alunos, a reflexão sobre as regularidades do conto e deixe as especificidades para o final. Assim, o aluno perceberá primeiro que o texto é um conto e, depois, será capaz de perceber nele a afrodescendência. A interação pode ser assim: “Vamos ver se esse também é um conto?”, “ Como essa história se inicia?”. A partir daí, utilize o slide que está com um trecho para análise e com algumas perguntas para provocar a reflexão. Instigue os alunos a analisarem em que tempo a história se passa, de forma que eles percebam as marcas linguísticas que indicam essa informação no texto (perceba que, no início, parece estar presente, mas a história mesmo que ele vai contar está no passado, veja que ele diz “há vinte e oito anos” e coloca toda a narrativa, a partir desse ponto, no passado).
  • Depois de ler com eles e ouvir as respostas, interfira, utilizando as três últimas perguntas do slide: “Então ele vai contar uma história de quando era criança”. “E onde a história se passa? Onde é o CENÁRIO do conto?” Explique que Opô Afonjá é um templo de culto afro-brasileiro, hoje reconhecido como patrimônio nacional, que fica numa fazenda em São Gonçalo do Retiro, na Bahia.

Materiais complementares:

Conto para entregar às duplas: Orixá Ibeji, Cosme e Damião

Informações sobre Opô Afonjá: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=1014:ile-axe-opo-afonja&catid=54:letra-t

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Orientações:

  • “Agora, quem participa da história?” Utilize as palavras em negrito no slide para chamar atenção para os personagens. É importante que eles percebam que, além das crianças, da velha Caetana e, de maneira secundária, da mãe, o narrador também se inclui na história. Caso as crianças não citem o narrador, estimule-os, perguntando: “E quem conta a história, participa dela? Como a gente pode identificar essa informação no texto?” e “Vamos olhar para esse trecho e tentar encontrar as marcas que nos levem a perceber se a pessoa que conta também participa da história.”
  • Anote no quadro as palavras, ditas pelos alunos, que marcam a participação do narrador na história (eu, resolvemos, começamos, minha, fomos todos, nossas, nós). Complemente alguma lacuna deixada por eles.
  • Encerre esse slide chamando atenção para o final do trecho. “Dona Caetana então vai falar para os meninos…” O que ela vai falar? Alguém lembra?” A intenção é mostrar que agora o narrador muda. Dona Caetana começa sendo a narradora das duas histórias que a seguir.
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Orientações:

  • Explique que dentro, da história, dentro de suas lembranças, o narrador personagem conta mais duas histórias, só que usando Dona Caetana como narradora. Projete o slide acima que contém dois trechos em que Dona Caetana conta as histórias. A interação pode ser assim:

a) “Vamos agora ver os trechos do texto contados por Dona Caetana. Vamos reler juntos?” Leia com eles o primeiro trecho.

b) Em seguida, use as perguntas 1 e 2 do slide para provocar a reflexão. “Primeira ou terceira pessoa? O que vocês acham? Quem realizava as ações de curar, gostar e de dar esmolas?“ Aguarde as respostas, mas, depois, reforce o correto (terceira pessoa), explicando que eram Cosme e Damião (os personagens) e não Dona Caetana (a narradora) que praticavam essas ações.

c) Leia com eles o segundo trecho desse slide e siga o mesmo padrão de perguntas: “Quem gostava de jogar cartas? Quem estava conversando com os camaradas? (Ambrósio). E quem chegou chorando? (O homem). Então temos novamente a terceira pessoa…”

  • Agora, faça a retomada com essas perguntas:

a) Dona Caetana conta duas histórias, não é? Quais são? (A história de Cosme e Damião e a história de Ambrósio).

b) Quando ela conta essas histórias, quem é o narrador? (Dona Caetana).

c) Nessa parte do texto o narrador participa das histórias que conta? (Não).

  • Explique para os alunos que o narrador que participa da história ou traz suas lembranças é um narrador em primeira pessoa (narrador-personagem). Como Dona Caetana apenas conta, sem participar do momento em que ocorreu o fato, ela é uma narradora em terceira pessoa (narrador-observador). Incentive-os a perceber que o sujeito da ação não é dona Caetana, mas os irmãos Cosme e Damião. E, na outra história, Ambrósio. Então, o narrador observador fala do que sabe e do que vê, sem participar, necessariamente, da história.

  • Conclua, reforçando que o narrador não é o autor. “Nesse conto temos um autor, que registrou a história (Mestre Didi). Temos o narrador em primeira pessoa (um adulto que lembra fatos de sua infância) e outro narrador em terceira pessoa (Dona Caetana) que conta as histórias para os meninos. Um desses meninos que ouve as histórias de Dona Caetana é o narrador que inicia o conto: ‘Há vinte e oito anos passados, no dia de hoje, eu estava em São Gonçalo do Retiro, na roça do Opô Afonjá, pois já tinham começado as festas da Água de Oxalá.’ (Esse narrador que diz “eu estava em São Gonçalo do Retiro…” é uma das crianças que ouve a história de Dona Caetana).
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Orientações:

  • Oriente, então, os alunos a exercitarem o ponto de vista, procurando outro trecho que se enquadre nas características de narrador-personagem (narrador em 1ª pessoa) ou narrador-observador (narrador em 3ª. pessoa). O importante é que os alunos percebam as regularidades que distinguem os dois tipos de ponto de vista: os verbos em primeira pessoa ou terceira pessoa; visão individual dos fatos por participar da história ou visão imparcial dos fatos (estando presente em todos os lugares e sabendo tudo sobre a história). (GANCHO, 2002). Se o tempo dessa aula não for suficiente, encaminhe a descoberta do outro trecho para casa e corrija a atividade aula subsequente.

Material complementar

Respostas do exercício - Resolução.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Retome, com a pergunta “o que aprendemos hoje?”, os elementos estudados desde a aula anterior.
  • Anote no quadro essa síntese ou utilize a projeção desse slide.
  • Fale da diferença entre os tipos de narradores de um conto e sobre as diferenças do ponto de vista de cada um.
  • Marque bem, na sua fala, as especificidades que diferenciam um conto de um conto popular e um conto popular de um conto popular afro-brasileiro, ressaltando a linguagem utilizada e o contexto cultural apresentado.

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