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4º ano / Língua Portuguesa / Leitura/Escuta

Plano de aula - Cultura indígena: Lenda Saterê Mawé

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 4º ano do EF sobre Cultura indígena: Lenda Saterê Mawé

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Andréia Cristina Berretta Martins

 

Sobre este plano select-down

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é terceira aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero lendas indígenas e no campo de atuação artístico-literário. A aula faz parte do módulo de leitura.

Materiais necessários: Livro: YAMÃ, Y. Sehaypóri - O Livro Sagrado do Povo Saterê – Mawé. Ed. Peirópolis. 2007, Ilustrações impressas trabalhadas na obra e da capa do livro (caso não utilize os slides), cópias dos textos, cópias das atividades, caixa de presente média, cópias da ficha “Nossas descobertas…”

Informações sobre o gênero: Lendas indígenas são narrativas de tradição oral que falam sobre questões vinculadas à existência e a sentimentos como o medo, a coragem, a dúvida, o amor… falam sobre erros, acertos e sobre os enfrentamentos da vida, questões nem sempre fáceis de serem elaboradas. No Brasil, essas lendas inicialmente foram escritas por não indígenas, no intuito de fazer conhecer essa cultura, em um momento histórico em que se buscava construir uma identidade nacional. Entretanto, esses primeiros escritos, de caráter folclórico, muitas vezes trouxeram ideias genéricas sobre os índios. Desde os anos 90, a literatura indígena, escrita pelos próprios índios, vem ganhando força, e é por meio dela que buscaremos proporcionar aos alunos o conhecimento da pluralidade cultural do país, além do distanciamento de pré-julgamentos baseados em visões estereotipadas e pejorativas. A leitura desses textos deve proporcionar a reflexão sobre como o outro vê e lê o mundo e como conta suas histórias. Nessas obras o texto é interativo e multimodal: as narrativas são permeadas de referências a sons, cores, sensações...além de geralmente conter desenhos tradicionais (como os grafismos) e paratextos com informações adicionais relacionadas à cultura, língua e localização da etnia em questão. Esses textos literários provocam o imaginário e a fantasia, a curiosidade, sentido de descoberta e ao mesmo tempo promovem aprendizagens e questionamentos.

Dificuldades antecipadas: Alguns alunos podem não se interessar pela leitura de lendas indígenas, por não estarem familiarizados com elas. Do mesmo modo podem não conhecer os grafismos (desenhos tradicionais nessa cultura) o que dificultará a ”leitura de imagens”. Nessa aula os alunos podem apresentar também dificuldade com o uso de pontuação nos diálogos e reconhecimento da substituição lexical e nominal como recurso de escrita. O uso dos sinônimos no texto torna-se difícil devido à limitação do vocabulário, quanto aos pronomes há uma incerteza de como utilizá-los. Haverá também, como desafio, a busca de palavras no dicionário, o que pode prolongar a atividade caso os alunos não estejam habituados com seu uso ou caso apresentem dificuldade em seguir a ordem alfabética.

Referências sobre o assunto: YAMÃ, Y. Sehaypóri - O Livro Sagrado do Povo Saterê – Mawé. Ed. Peirópolis. 2007.

JECUPÉ, Kaka Werá. História indígena do Brasil contada por um índio. São Paulo: Peirópolis, 1998.

Tema da aula select-down

Tempo sugerido: 1 minutos

Orientações: Apresente a proposta da aula para os alunos.

Introdução select-down

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Apresente as ilustrações aos alunos e questione-os:
  • O que vocês estão vendo nessas imagens? O que será que elas representam? (nas imagens vemos traços, linhas curvas, retas, figuras geométricas, e mais claramente a imagem de uma casa…deixe que os alunos falem sobre cada uma dessas representações)
  • Com que cores elas foram feitas? Vocês imaginam porque essas cores foram utilizadas? (as cores preto e vermelho são mais comuns nesse tipo de produção por se tratar de pigmentos naturais)
  • Essas imagens têm algo em comum? Vocês acham que foram feitas pela mesma pessoa? (Provavelmente responderão que sim, por serem figuras com os mesmos traços e cores, mas na verdade o grafismo é uma técnica utilizada largamente na cultura indígena e também na cultura africana)
  • Vocês imaginam de onde esses desenhos vieram? (alguns alunos podem dizer que os desenhos são provenientes da cultura indígena, caso essa observação não seja feita, dê continuidade a aula para que compreendam posteriormente)

  • Explique aos alunos que todas as ilustrações fazem parte de uma obra indígena que se chama “Sehaypóri- o livro sagrado do povo Saterê Mawé” e que a imagem do centro se refere ao Puratig, é um remo feito pelos índios na madeira. Esse é o maior símbolo do povo Mawé, nele está escrita a história desse povo, ele contém todos os mitos dessa cultura em forma de grafismos as passagens dos tempos mais antigos. No próximo slide isso ficará mais claro.

Materiais complementares: Para acessar as ilustrações para impressão clique aqui.

Desenvolvimento select-down

Tempo sugerido: 31 minutos

Orientações:

  • Apresente aos alunos a introdução do Livro “Sehaypóri - O livro sagrado do povo Saterê Mawé” do autor Yaguaré Yamã, editora Peirópolis.
  • Faça a leitura em voz alta do trecho que está no slide. Reflita com os alunos sobre a importância do Puratig para o povo Saterê Mawé e reforce que essas histórias fazem parte da literatura oral dos Mawés e estão contidas no livro simbólico, escrito com grafismos que é o Sehaypóri. Além do sentido simbólico, essas histórias mostram claramente o pensamento Mawé de educar os filhos por meio de mitos e lendas.
  • Explique que uma das características das obras indígenas é que a leitura da palavra impressa interage com a leitura de ilustrações, com a percepção de desenhos geométricos, os grafismos indígenas constituem narrativas e devem ser valorizados por sua especificidade.
  • Caso disponha de mais de 50 minutos para a realização dessa aula, assista com a turma o vídeo que consta nos materiais complementares. Esse vídeo poderá promover uma reflexão mais aprofundada sobre a cultura do povo Saterê Mawé. Caso assistam ao vídeo, alguns questionamentos podem conduzir a discussão: O que são comunidades ribeirinhas? Quantas pessoas vivem na aldeia? Com que renda vivem? Qual o problema do desmatamento? Como se faz o ritual de passagem para a fase adulta? Por que os indígenas passaram a organizar as visitas na própria aldeia? De que meios eles dispõe atualmente para organizar essas visitas?

Materiais complementares: Para acessar o texto para impressão clique aqui.

Video - Uma visita a uma tribo Saterê Mawé, TV CULTURA DIGITAL (duração: 4 minutos). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=iOr5h_roOVk&t=20s. Acesso em 21 de agosto de 2018.

Desenvolvimento select-down

Tempo sugerido:

Orientações:

  • Distribua uma cópia para cada aluno do texto “A HISTÓRIA DOS CACHORROS - Como os cachorros perderam o dom da fala”, diga que a história que vão ler faz parte do Sehaypóry da cultura Saterê Mawé.
  • Faça a leitura do texto em voz alta. Questione os alunos se gostaram da história, se essa história pode ser real ou apenas imaginária.
  • Peça para que circulem as palavras desconhecidas e explique que as palavras: mukuras, saúba, carieiros, maniçoba, casola, karapãnã´úba são todas de origem indígena. O significado de algumas delas aparece ao final do texto. Diga que o povo Saterê Mawé pertence a etnia Tupi-Guarani, são trilíngues: falam idioma nacional saterê, o português, além da língua geral, o anhengatu.
  • Peça que procurem no dicionário se encontrarem outras palavras desconhecidas. Pode ser que não encontrem o significado da palavra “carieiros”, explique que no livro não tem o significado dessa palavra mas tudo indica que é uma espécie de formiga a qual os indígenas tratam por este nome. A palavra “maniçoba” é uma das que aparece no dicionário e o seu significado é “planta da qual se extrai borracha”.

Materiais complementares: Para acessar o texto impresso clique aqui.

Desenvolvimento select-down

Tempo sugerido:

Orientações:

  • Distribua cópias dessa atividade para os alunos. Forme duplas e peça para que resolvam os exercícios.
  • Projete os slides para promover a discussão assim que os alunos tiverem finalizado os três exercícios.
  • Durante o exercício 1, é importante que os alunos percebam a distinção entre a voz do narrador e as vozes dos personagens. Os sinais de pontuação têm a função de marcar essa distinção. Tanto as aspas quanto os dois pontos e travessão estão sinalizando o discurso direto do cachorro e seu dono, conferindo uma maior interação entre o leitor e os personagens. É comum, nos textos literários, que pensamentos de personagens estejam escritos entre aspas, enquanto as falas e os diálogos costumam estar marcados pelos verbos de enunciação (no caso o “disse”), por dois pontos e pelo travessão.

Materiais complementares: Para acessar a atividade para impressão clique aqui.

Desenvolvimento select-down

Tempo sugerido:

Orientações:

  • No exercício 2 os alunos irão refletir sobre as substituições lexicais que visam evitar repetições e que contribuem para a continuidade do texto. Nesta atividade serão trabalhados os substantivos e seus sinônimos.
  • Na socialização você pode convidar alguns alunos para ler o trecho fazendo as substituições que imaginaram. Na leitura é importante que não haja substituição das primeiras menções as palavras “dono” e “Cachorros”, já que as substituições tem a função de recuperar as palavras ditas inicialmente.
  • Se os alunos quiserem, eles podem procurar sinônimos dessas palavras no dicionário, mas oriente que as substituições devem ter concordância com o texto e não pode haver mudança no sentido das frases. Por exemplo, no dicionário a palavra “Dono” pode ser entendida como “chefe, controlador, amo, patrão, senhor, possuidor, proprietário”, nesse caso “controlador” não se adequaria e “possuidor” caberia melhor para a última frase que tem o complemento “dos cachorros”.

Desenvolvimento select-down

Tempo sugerido:

Orientações:

  • No exercício 3, os alunos irão refletir sobre as substituições pronominais que também contribuem para a continuidade do texto, por meio da recuperação do referente.
  • Esclareça que esse é um recurso que eles já utilizam na linguagem oral e que cada vez mais podem utilizar como recurso em seus textos escritos.
  • Dê um exemplo para que reconheçam em uma frase mais simples o uso cotidiano dessas substituições. Exemplo: “João é um amigo muito legal, ele ganhou vários presentes no seu aniversário”, nesse caso ELE e SEU são palavras utilizadas para recuperar ou retomar o nome João sem repeti-lo. Mostre como ficaria sem nenhuma substituição “ João é um amigo muito legal, João ganhou vários presentes no aniversário de João”.

Fechamento select-down

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Faça um cartaz com a turma,registrando as conclusões sobre o que aprenderam. É importante fixar o cartaz em local visível para os alunos na sala de aula ou se tiver mural no corredor da escola, servirá também para instigar a curiosidade de outros alunos pelo assunto estudado. Distribua uma cópia da ficha para cada aluno e peça para que registrem as conclusões.
  • Povo indígena que estudamos: Saterê Mawé.
  • O que significa Sehaypóri: Livro simbólico do povo Saterê Mawé que contém sua “coleção de mitos”.
  • Como o povo Saterê Mawé contava e registrava as suas histórias? Contava de forma oral e registrava no Puratig, remo sagrado e símbolo maior da identidade cultural do povo Saterê Mawé, composto de grafismos que representam sua coleção de mitos “Sehaypóri”.
  • Título da lenda: “A história dos cachorros - Como os cachorros perderam o dom da fala”
  • Gênero textual: Lendas indígenas
  • Para que utilizamos o dicionário: Para descobrirmos o significado de palavras desconhecidas no texto e substituições de palavras por sinônimos.

O próximo item não está na ficha, mas você poderá incluir caso aprofunde as informações sobre o povo Saterê Mawé no site sugerido nos materiais complementares.

  • Onde vivem os Saterê Mawé atualmente: Amazonas (principalmente em Barreirinha, Parintins, Maués, Nova Olinda do Norte e Manaus) e Pará.

Materiais complementares: Para imprimir a ficha clique aqui.

Para aprofundar as informações sobre o povo Saterê Mawé acesse: https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Sater%C3%A9_Maw%C3%A9

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é terceira aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero lendas indígenas e no campo de atuação artístico-literário. A aula faz parte do módulo de leitura.

Materiais necessários: Livro: YAMÃ, Y. Sehaypóri - O Livro Sagrado do Povo Saterê – Mawé. Ed. Peirópolis. 2007, Ilustrações impressas trabalhadas na obra e da capa do livro (caso não utilize os slides), cópias dos textos, cópias das atividades, caixa de presente média, cópias da ficha “Nossas descobertas…”

Informações sobre o gênero: Lendas indígenas são narrativas de tradição oral que falam sobre questões vinculadas à existência e a sentimentos como o medo, a coragem, a dúvida, o amor… falam sobre erros, acertos e sobre os enfrentamentos da vida, questões nem sempre fáceis de serem elaboradas. No Brasil, essas lendas inicialmente foram escritas por não indígenas, no intuito de fazer conhecer essa cultura, em um momento histórico em que se buscava construir uma identidade nacional. Entretanto, esses primeiros escritos, de caráter folclórico, muitas vezes trouxeram ideias genéricas sobre os índios. Desde os anos 90, a literatura indígena, escrita pelos próprios índios, vem ganhando força, e é por meio dela que buscaremos proporcionar aos alunos o conhecimento da pluralidade cultural do país, além do distanciamento de pré-julgamentos baseados em visões estereotipadas e pejorativas. A leitura desses textos deve proporcionar a reflexão sobre como o outro vê e lê o mundo e como conta suas histórias. Nessas obras o texto é interativo e multimodal: as narrativas são permeadas de referências a sons, cores, sensações...além de geralmente conter desenhos tradicionais (como os grafismos) e paratextos com informações adicionais relacionadas à cultura, língua e localização da etnia em questão. Esses textos literários provocam o imaginário e a fantasia, a curiosidade, sentido de descoberta e ao mesmo tempo promovem aprendizagens e questionamentos.

Dificuldades antecipadas: Alguns alunos podem não se interessar pela leitura de lendas indígenas, por não estarem familiarizados com elas. Do mesmo modo podem não conhecer os grafismos (desenhos tradicionais nessa cultura) o que dificultará a ”leitura de imagens”. Nessa aula os alunos podem apresentar também dificuldade com o uso de pontuação nos diálogos e reconhecimento da substituição lexical e nominal como recurso de escrita. O uso dos sinônimos no texto torna-se difícil devido à limitação do vocabulário, quanto aos pronomes há uma incerteza de como utilizá-los. Haverá também, como desafio, a busca de palavras no dicionário, o que pode prolongar a atividade caso os alunos não estejam habituados com seu uso ou caso apresentem dificuldade em seguir a ordem alfabética.

Referências sobre o assunto: YAMÃ, Y. Sehaypóri - O Livro Sagrado do Povo Saterê – Mawé. Ed. Peirópolis. 2007.

JECUPÉ, Kaka Werá. História indígena do Brasil contada por um índio. São Paulo: Peirópolis, 1998.

Tempo sugerido: 1 minutos

Orientações: Apresente a proposta da aula para os alunos.

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Apresente as ilustrações aos alunos e questione-os:
  • O que vocês estão vendo nessas imagens? O que será que elas representam? (nas imagens vemos traços, linhas curvas, retas, figuras geométricas, e mais claramente a imagem de uma casa…deixe que os alunos falem sobre cada uma dessas representações)
  • Com que cores elas foram feitas? Vocês imaginam porque essas cores foram utilizadas? (as cores preto e vermelho são mais comuns nesse tipo de produção por se tratar de pigmentos naturais)
  • Essas imagens têm algo em comum? Vocês acham que foram feitas pela mesma pessoa? (Provavelmente responderão que sim, por serem figuras com os mesmos traços e cores, mas na verdade o grafismo é uma técnica utilizada largamente na cultura indígena e também na cultura africana)
  • Vocês imaginam de onde esses desenhos vieram? (alguns alunos podem dizer que os desenhos são provenientes da cultura indígena, caso essa observação não seja feita, dê continuidade a aula para que compreendam posteriormente)

  • Explique aos alunos que todas as ilustrações fazem parte de uma obra indígena que se chama “Sehaypóri- o livro sagrado do povo Saterê Mawé” e que a imagem do centro se refere ao Puratig, é um remo feito pelos índios na madeira. Esse é o maior símbolo do povo Mawé, nele está escrita a história desse povo, ele contém todos os mitos dessa cultura em forma de grafismos as passagens dos tempos mais antigos. No próximo slide isso ficará mais claro.

Materiais complementares: Para acessar as ilustrações para impressão clique aqui.

Tempo sugerido: 31 minutos

Orientações:

  • Apresente aos alunos a introdução do Livro “Sehaypóri - O livro sagrado do povo Saterê Mawé” do autor Yaguaré Yamã, editora Peirópolis.
  • Faça a leitura em voz alta do trecho que está no slide. Reflita com os alunos sobre a importância do Puratig para o povo Saterê Mawé e reforce que essas histórias fazem parte da literatura oral dos Mawés e estão contidas no livro simbólico, escrito com grafismos que é o Sehaypóri. Além do sentido simbólico, essas histórias mostram claramente o pensamento Mawé de educar os filhos por meio de mitos e lendas.
  • Explique que uma das características das obras indígenas é que a leitura da palavra impressa interage com a leitura de ilustrações, com a percepção de desenhos geométricos, os grafismos indígenas constituem narrativas e devem ser valorizados por sua especificidade.
  • Caso disponha de mais de 50 minutos para a realização dessa aula, assista com a turma o vídeo que consta nos materiais complementares. Esse vídeo poderá promover uma reflexão mais aprofundada sobre a cultura do povo Saterê Mawé. Caso assistam ao vídeo, alguns questionamentos podem conduzir a discussão: O que são comunidades ribeirinhas? Quantas pessoas vivem na aldeia? Com que renda vivem? Qual o problema do desmatamento? Como se faz o ritual de passagem para a fase adulta? Por que os indígenas passaram a organizar as visitas na própria aldeia? De que meios eles dispõe atualmente para organizar essas visitas?

Materiais complementares: Para acessar o texto para impressão clique aqui.

Video - Uma visita a uma tribo Saterê Mawé, TV CULTURA DIGITAL (duração: 4 minutos). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=iOr5h_roOVk&t=20s. Acesso em 21 de agosto de 2018.

Tempo sugerido:

Orientações:

  • Distribua uma cópia para cada aluno do texto “A HISTÓRIA DOS CACHORROS - Como os cachorros perderam o dom da fala”, diga que a história que vão ler faz parte do Sehaypóry da cultura Saterê Mawé.
  • Faça a leitura do texto em voz alta. Questione os alunos se gostaram da história, se essa história pode ser real ou apenas imaginária.
  • Peça para que circulem as palavras desconhecidas e explique que as palavras: mukuras, saúba, carieiros, maniçoba, casola, karapãnã´úba são todas de origem indígena. O significado de algumas delas aparece ao final do texto. Diga que o povo Saterê Mawé pertence a etnia Tupi-Guarani, são trilíngues: falam idioma nacional saterê, o português, além da língua geral, o anhengatu.
  • Peça que procurem no dicionário se encontrarem outras palavras desconhecidas. Pode ser que não encontrem o significado da palavra “carieiros”, explique que no livro não tem o significado dessa palavra mas tudo indica que é uma espécie de formiga a qual os indígenas tratam por este nome. A palavra “maniçoba” é uma das que aparece no dicionário e o seu significado é “planta da qual se extrai borracha”.

Materiais complementares: Para acessar o texto impresso clique aqui.

Tempo sugerido:

Orientações:

  • Distribua cópias dessa atividade para os alunos. Forme duplas e peça para que resolvam os exercícios.
  • Projete os slides para promover a discussão assim que os alunos tiverem finalizado os três exercícios.
  • Durante o exercício 1, é importante que os alunos percebam a distinção entre a voz do narrador e as vozes dos personagens. Os sinais de pontuação têm a função de marcar essa distinção. Tanto as aspas quanto os dois pontos e travessão estão sinalizando o discurso direto do cachorro e seu dono, conferindo uma maior interação entre o leitor e os personagens. É comum, nos textos literários, que pensamentos de personagens estejam escritos entre aspas, enquanto as falas e os diálogos costumam estar marcados pelos verbos de enunciação (no caso o “disse”), por dois pontos e pelo travessão.

Materiais complementares: Para acessar a atividade para impressão clique aqui.

Tempo sugerido:

Orientações:

  • No exercício 2 os alunos irão refletir sobre as substituições lexicais que visam evitar repetições e que contribuem para a continuidade do texto. Nesta atividade serão trabalhados os substantivos e seus sinônimos.
  • Na socialização você pode convidar alguns alunos para ler o trecho fazendo as substituições que imaginaram. Na leitura é importante que não haja substituição das primeiras menções as palavras “dono” e “Cachorros”, já que as substituições tem a função de recuperar as palavras ditas inicialmente.
  • Se os alunos quiserem, eles podem procurar sinônimos dessas palavras no dicionário, mas oriente que as substituições devem ter concordância com o texto e não pode haver mudança no sentido das frases. Por exemplo, no dicionário a palavra “Dono” pode ser entendida como “chefe, controlador, amo, patrão, senhor, possuidor, proprietário”, nesse caso “controlador” não se adequaria e “possuidor” caberia melhor para a última frase que tem o complemento “dos cachorros”.

Tempo sugerido:

Orientações:

  • No exercício 3, os alunos irão refletir sobre as substituições pronominais que também contribuem para a continuidade do texto, por meio da recuperação do referente.
  • Esclareça que esse é um recurso que eles já utilizam na linguagem oral e que cada vez mais podem utilizar como recurso em seus textos escritos.
  • Dê um exemplo para que reconheçam em uma frase mais simples o uso cotidiano dessas substituições. Exemplo: “João é um amigo muito legal, ele ganhou vários presentes no seu aniversário”, nesse caso ELE e SEU são palavras utilizadas para recuperar ou retomar o nome João sem repeti-lo. Mostre como ficaria sem nenhuma substituição “ João é um amigo muito legal, João ganhou vários presentes no aniversário de João”.

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Faça um cartaz com a turma,registrando as conclusões sobre o que aprenderam. É importante fixar o cartaz em local visível para os alunos na sala de aula ou se tiver mural no corredor da escola, servirá também para instigar a curiosidade de outros alunos pelo assunto estudado. Distribua uma cópia da ficha para cada aluno e peça para que registrem as conclusões.
  • Povo indígena que estudamos: Saterê Mawé.
  • O que significa Sehaypóri: Livro simbólico do povo Saterê Mawé que contém sua “coleção de mitos”.
  • Como o povo Saterê Mawé contava e registrava as suas histórias? Contava de forma oral e registrava no Puratig, remo sagrado e símbolo maior da identidade cultural do povo Saterê Mawé, composto de grafismos que representam sua coleção de mitos “Sehaypóri”.
  • Título da lenda: “A história dos cachorros - Como os cachorros perderam o dom da fala”
  • Gênero textual: Lendas indígenas
  • Para que utilizamos o dicionário: Para descobrirmos o significado de palavras desconhecidas no texto e substituições de palavras por sinônimos.

O próximo item não está na ficha, mas você poderá incluir caso aprofunde as informações sobre o povo Saterê Mawé no site sugerido nos materiais complementares.

  • Onde vivem os Saterê Mawé atualmente: Amazonas (principalmente em Barreirinha, Parintins, Maués, Nova Olinda do Norte e Manaus) e Pará.

Materiais complementares: Para imprimir a ficha clique aqui.

Para aprofundar as informações sobre o povo Saterê Mawé acesse: https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Sater%C3%A9_Maw%C3%A9

Este plano de aula foi produzido pelo Time de Autores NOVA ESCOLA
Professor-autor: Andréia Martins
Mentor: Greta Fragata
Especialista: Heloísa Jordão
Título da aula: Cultura indígena: Lenda Saterê Mawé
Finalidade da aula: Entender lenda indígena refletindo como o outro vê, lê o mundo e conta suas histórias. Identificar diferentes vozes em um mesmo texto e substituições lexicais ou pronominais que contribuem para a continuidade do texto.
Ano: 4º ano do Ensino Fundamental
Gênero: Lendas indígenas
Objeto(s) do conhecimento: Estratégia de leitura / Compreensão em leitura / Formação do leitor literário/ Leitura multissemiótica
Prática de linguagem: Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)
Habilidade(s) da BNCC: EF15LP02, EF15LP03, EF35LP06, EF35LP22
Esta é a terceira aula de uma sequência de 15 planos de aula. Recomendamos o uso desse plano em sequência.  

Código: LPO4_02SQA03

(EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto.

(EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de enunciação e, se for o caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto.

(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.

(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.


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