14678
Ir ao conteúdo principal Ir ao menu Principal Ir ao menu de Guias

Faltam para  

Plano de aula > Língua Portuguesa > 1º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Escrita de parlendas

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 1º ano do Fundamental sobre escrita de parlendas

Plano 02 de 3 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Michele Andrade De Lima Rabelo

ESTE CONTEÚDO PODE SER USADO À DISTÂNCIA Ver Mais >
 

Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a 2ª aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é relacionar elementos sonoros (sílabas, fonemas, partes de palavras) com sua representação escrita. Comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons de sílabas iniciais, mediais e finais. Recitar parlendas com entonação adequada e observando as rimas.

Materiais necessários:

  • Painéis com parlendas (impresso ou confeccionado em cartolina).
  • Impressão de atividade para as crianças ou reprodução da mesma em sulfite.

Dificuldades antecipadas:

  • Algumas crianças podem ter dificuldades em encontrar estratégias para desenvolver a leitura, por ainda não conseguirem relacionar sons a letras (crianças com hipóteses de escrita pré silábica, ou ainda hipótese silábica sem valor sonoro - neste último caso conseguem perceber que aquilo que escrevemos representam sons, mas ainda não consegue relacionar fonema ao correto grafema). Nestes casos, as suas intervenções serão fundamentais para que as crianças percebam o quanto já sabem a respeito do nosso sistema de escrita. Ajude-as a utilizar as palavras estáveis para servirem de referência para a leitura. Clique aqui e entenda mais sobre a importância de trabalho com listas na alfabetização.
  • Quando a criança percebe que o PA de Paulo é o mesmo PA de parede, ela começa a desenvolver estratégias para ler ainda que não leia convencionalmente. Nos slides, desafio a desafio estão sugeridas intervenções que podem tornar o seu trabalho mais produtivo, resultando no avanço da aprendizagem.
  • Por outro lado, algumas crianças podem encontrar facilidade nos desafios neste plano de descoberta por já conseguirem ler e escrever com certa autonomia (crianças com hipóteses alfabética e silábica alfabética, pois já conseguem relacionar muitos fonemas aos respectivos grafemas):
  • Na leitura, desafie-os a ir além de ler e localizar palavras, mas incentive-os a criar novas rimas e versões para as parlendas.
  • Na escrita, após realizarem a sua atividade, convide-os a serem monitores dos amigos ajudando-os a revisar os textos.

Referências sobre o assunto:

FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999.

LERNER, Delia. Ler e Escrever na Escola: O Real, o Possível e o Necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002.

MORAIS, A. G. de. Sistema de escrita alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2012.

NOBREGA, M. J. Salada, saladinha: parlendas. São Paulo: Moderna, 2005.

PRIETO, Heloisa. O Jogo da parlenda. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2005.

SCLIAR-CABRAL, Leonor. Guia prático de alfabetização. São Paulo: Contexto, 2012.

WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e aprendizagem. São Paulo: Ática, 2000.

https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1360/a-funcao-das-listas-na-alfabetizacao. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://www.portaltrilhas.org.br/download/biblioteca/caderno-de-orientacoes-parlendas-20150212161811.pdf. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/43/alfabetizacao-e-consciencia-fonologica-como-trabalha-las. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://novaescola.org.br/conteudo/2489/diagnostico-na-alfabetizacao-para-conhecer-a-nova-turma. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://novaescola.org.br/conteudo/2491/por-que-as-criancas-devem-aprender-a-escrever-com-letra-de-forma-para-depois-passar-para-a-cursiva. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://novaescola.org.br/conteudo/2486/leitura-feita-pelo-aluno-antes-de-saber-ler-convencionalmente. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://www.google.com/url?q=https://novaescola.org.br/conteudo/5330/grandes-obras-de-escritores-para-alfabetizar-os-pequenos&sa=D&ust=1538937682313000&usg=AFQjCNG_W93WdoUJDk6gub0Sk1VJtOCUyg. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://www.google.com/url?q=https://novaescola.org.br/conteudo/2498/ler-rima-com-prazer&sa=D&ust=1538937682313000&usg=AFQjCNFH0o2TtxG3GqIFFd2f66pQQUCULw. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://www.google.com/url?q=https://novaescola.org.br/conteudo/4734/blog-de-alfabetizacao-conheca-um-jeito-diferente-de-alfabetizar-com-poesia&sa=D&ust=1538937682313000&usg=AFQjCNEYqKiWOGcYT0mf2LUyLY2DsrSWVA. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://www.normaculta.com.br/classificacao-de-rimas/. Acesso em 10 de outubro de 2018.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minuto.

Orientações:

  • Recite a parlenda proposta nesta tela (Quem quer brincar) e as crianças podem colocar o dedo na sua palma para demonstrarem que querem participar da brincadeira ou colocar o dedo nos corações que estão na tela (se você puder projetá-la na altura das crianças).
  • Parta para a introdução onde há a proposta de brincar com duas parlendas.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 9 minutos.

Orientações:

  • Inicie a aula com uma brincadeira com parlenda:
  • As luzes apagadas e cortinas fechadas.
  • Use um chapéu de bruxa.
  • Quando você tiver a atenção das crianças recite a parlenda “Era uma bruxa”. Clique aqui e acesse o arquivo para imprimir o painel.
  • Cuide da entonação e da postura teatral. Faça voz de suspense e terror. No slide, a parlenda não está escrita por completo, pois provavelmente há crianças que sabem ler, e a intenção é que acreditem que ao final da parlenda haverá alguma tragédia, quando, na verdade, a bruxa simplesmente passará manteiga no pão.
  • Finalize com a brincadeira da parlenda “Cadê o toucinho que estava aqui?” Clique aqui e acesse o painel.
  • Segure a mão da criança e aponte para o centro da palma da mão perguntando: “Cadê o toucinho que estava aqui?”.
  • Realize todas as perguntas e a criança responde.
  • Encerre com a pergunta “O azar é meu?” com tom de indignação e faça de conta que irá fazer cosquinha na criança partindo da mão e subindo pelo braço.
  • Forme duplas e peça para que as crianças brinquem entre elas.
  • Em seguida, fixe os dois painéis no quadro e convide as crianças a recitarem novamente as parlendas coletivamente.
  • Em um próximo momento, incentive-os a ler individualmente o painel:
  • Chame uma criança por vez até o quadro. Ajuste a quantidade de crianças a ser chamada com o tempo disponível. Certifique-se de estar garantindo este exercício a todas as crianças, ainda que em aulas diferentes.
  • Peça que escolham uma das três parlendas para ler.
  • No momento da leitura, solicite que aponte o dedinho para o que está recitando.
  • Com este movimento, espera-se que o aluno relacione aquilo que está falando com o que está escrito.
  • Observe que isto ocorrerá mais efetivamente à medida que a criança tiver maior conhecimento em relação ao nosso sistema de escrita.
  • Clique aqui e acesse um texto que aprofunda o assunto a respeito da leitura de ajuste, isto é, do quanto as crianças colocam em jogo tudo aquilo que sabem a respeito da escrita para tentarem ler, e o quanto avançam ainda mais quando colocadas em situações reais de leitura.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações:

  • Separe as crianças em duplas. Agrupe-as de acordo com a sua hipótese de escrita. Devem trabalhar juntas crianças que possuam hipóteses próximas para que não se corra o risco de que, aquela que é mais avançada na hipótese de escrita, realize a atividade sozinha.
  • Lembrando que as hipóteses são: pré silábica, silábica sem valor sonoro, silábica com valor sonoro, silábica alfabética e alfabética. Clique aqui para saber mais.
  • Agrupe, por exemplo, crianças com hipótese alfabética com aquelas que possuam hipótese silábica alfabética. Ou ainda, alunos com hipótese silábica com valor sonoro com aqueles que têm a hipótese silábica sem valor sonoro. Um outro modelo de agrupamento é alunos com hipótese silábica sem valor sonoro com aqueles com hipótese pré silábica.
  • Desafie-os a brincar com as parlendas encontrando palavras que combinam, isto é, que rimam.
  • Por exemplo, grife no painel da parlenda “Era uma bruxa…” as palavras “mão” e “pão”. Pergunte o que essas palavras tem de especial.
  • É muito provável que algumas crianças irão perceber que você está brincando com os sons das palavras, que as palavras combinam, que você está criando rimas. No entanto, também é muito comum que algumas crianças demorem um pouco mais para perceberem o mecanismo da brincadeira. Quanto mais vocês brincarem, maior as chances de que todos compreendam.
  • Pergunte se elas também conseguem criar alguma rima.
  • Anote no quadro a criação das crianças. Grife os finais das palavras que possuem sons parecidos, que rimam para que as crianças possam visualizar o porque das rimas. Assim: SOPHIA BAHIA.
  • Caso alguma sugestão das crianças não rime, anote no quadro e mostre porque não rimou. Por exemplo, se alguma criança disser: JOÃO CARRINHO. Você grifa os sons finais das palavras: ÃO e INHO e repete os sons perguntando à turma se esses sons combinam. Como não rimam, você apaga as palavras e aguarda a criação de novas rimas para a primeira palavra citada.
  • Então pergunte qual palavra seria boa para rimar com JOÃO. Qual palavra termina com ÃO.
  • Continue com a brincadeira até que várias rimas tenham sido criadas.
  • Pergunte se eles encontraram mais algumas palavras que rimam nas parlendas.
  • Após este primeiro momento em sala de aula (que não deve ser demorado, cuide da gestão do tempo) a segunda parte da aula deve ser no laboratório de informática.
  • Desafie-os a escreverem uma lista de palavras que rimem com as palavras que cada dupla receberá. As listas serão escritas inspiradas em palavras das parlendas trabalhadas anteriormente: “Cadê o toucinho que estava aqui?” e “Era uma bruxa…”. Sugestão de palavras: “Castelo: rima com amarelo, farelo, martelo, caramelo, chinelo, duelo, Marcelo” e “Gato: rato, pato, sapato, extrato, contrato, mato, boato”.

Atenção: Clique aqui e acesse um texto da Nova Escola que nos faz refletir sobre a importância da ferramenta Word no processo de alfabetização.

  • Tenha em mente a importância da revisão do texto na formação de escritores. Guardada as devidas proporções, clique aqui e acesse um relato de uma professora que ajudou seus alunos avançarem na postura escritora.
  • Cada dupla ficará responsável por digitar ou escrever uma lista. A quantidade de palavras irá variar de acordo com a habilidade de cada dupla. Não determine quantidade mínima. Quanto menos compreensão do nosso sistema de escrita uma criança tiver, provavelmente menor será a quantidade de palavras, e a escrita de uma palavra representará um grande desafio. O importante será a qualidade das reflexões empregadas para a escrita.
  • Determine por qual palavra cada dupla se responsabilizará. Clique aqui e acesse o arquivo com fichas com as palavras:
  • Atenção: para maior gestão do tempo, disponibilize a palavra “castelo” às crianças com maiores habilidades quanto ao nosso sistema de escrita (hipóteses silábica alfabética e alfabética, bem como maior habilidade na digitação).
  • E disponibiliza a palavra “gato” para as crianças com menos conhecimento sobre o sistema de escrita (hipóteses pré-silábica e silábica sem valor sonoro, bem como, menos habilidade em digitar).
  • Embora ambas as palavras sejam classificadas como “rimas pobres”, a palavra “gato” remete a rimas que estão mais presentes no repertório de palavras das crianças, como rato, pato, sapato. Para saber mais sobre a classificação das rimas, clique aqui.
  • Se possível, já deixe os computadores configurados para uma fonte grande e letras em maiúsculo para facilitar.
  • Durante a digitação no laboratório de informática, chame a atenção das crianças para o autocorretor. Oriente as crianças a notarem que quando as palavras ficam grifadas em vermelho é porque algo não está correto, e a palavra deve ser revista.
  • Ajude-os a perceber o que está errado na palavra incentivando-os a ler o que escreveram. Muitas vezes você terá de dizer: “leia mais devagar”, ou ainda “coloque o dedinho embaixo do que você está lendo”, e “você disse bruxa, mas aqui está escrito buxa, o que pode ser feito para o bu virar bru?”.
  • Circule pelas duplas ajudando-os a perceber os erros e realizando os ajustes:
  • Oriente-os a consultar a ficha para sanarem as dúvidas sobre como a palavra deve terminar, afinal, para rimar precisa terminar com o mesmo som.
  • Peça à criança que fale devagar cada sílaba para que possa perceber os sons das sílabas.
  • Faça associações das sílabas a serem escritas com os nomes dos amigos. Por exemplo, você quer escrever “ra” como o “ra” de Rafael. Como se escreve Rafael, o nome do nosso amigo.
  • Após a escrita e revisão, é hora de imprimir as listas. Fixe-as em sala de aula para que as crianças possam lê-las sempre que quiserem.

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações:

  • Nesta atividade de fechamento as crianças trabalharão individualmente.
  • Explique a atividade às crianças:
  • Se possível, projete a tela, leia e desafie-os a deduzir qual é a palavra que falta e onde ela está. Uma vez deduzido que é castelo:
  • Aponte para a primeira palavra “martelo” e peça que uma criança diga se ali está escrito “castelo”.
  • Peça que a criança responda como ela sabe que está (ou não) escrito “castelo”.
  • Siga assim com todas as palavras. Este primeiro movimento permitirá que as crianças reflitam a respeito da escrita e que justifiquem oralmente o seu pensamento.
  • As demais crianças podem se manifestar dizendo se concordam ou não e o porquê.
  • Agora a aula se dividirá em duas situações:
  • Para os estudantes com hipóteses silábica com valor sonoro, silábica alfabética e alfabética:
  • Entregue uma folha contendo uma parlenda.
  • Nestes textos (parlendas “Cadê o toucinho que estava aqui?” / “Era uma bruxa”) estarão faltando duas palavras.
  • Junto com o texto você entregará fichas com várias palavras e as crianças terão que identificar qual é a palavra correta.
  • Clique aqui e acesse o arquivo com as duas parlendas e as fichas de palavras.
  • Para os estudantes com hipóteses pré silábica e silábica sem valor sonoro:
  • Chame-os até o quadro e incentive-os a ler individualmente o slide.
  • No momento da leitura, peça que aponte o dedinho para onde está lendo.
  • Peça para que ele encontre a palavrinha que acredita ser a que completa corretamente o verso da parlenda e justifique.
  • Com este movimento, espera-se que o estudante relacione aquilo que está falando com o que está escrito.
  • Depois deste movimento de leitura de ajuste, essas crianças vão fazer a proposta que os demais estão: completando as parlendas “Cadê o toucinho que estava aqui? e “Era uma bruxa”.
  • Observe que muitos são os desafios nesta atividade: a) Descobrir de qual das duas parlendas trabalhadas na introdução da aula o grupo ficou responsável; b) Identificar qual é a palavra que está faltando; c) Localizar entre as várias palavras aquela que procuram.
  • Para resolver os desafios, as crianças terão que por em jogo aquilo que sabem a respeito do nosso sistema de escrita.
  • Circule pela sala e observe a participação das crianças em resolver os problemas.
  • Realize boas intervenções. Lembre-se que boas perguntas são aquelas que farão os alunos refletirem e avançar na formulação de novas estratégias. Então, procure sempre levar as crianças a buscarem suas respostas, por exemplo, consultando o painel de nomes da sala.
  • Por exemplo: quanto ao primeiro desafio de descobrir em qual parlenda estão trabalhando: o primeiro passo é juntar as letras e sílabas e formar palavras.
  • Se não conseguirem, desde o início da parlenda você pode sugerir a decodificação de alguma palavra chave que revelará a qual parlenda se refere. Por exemplo: Esta palavra começa com TO. Temos aqui na sala alguma criança que começa o nome com TO? Olhem no painel dos nomes e veja como começa o nome do Tomás.
  • Uma vez identificado em qual parlenda estão trabalhando, o próximo passo é descobrir quais palavras precisam ser completadas. Neste momento é fundamental a memória do texto, sobretudo com aquelas crianças que ainda não lêem convencionalmente. Elas tentarão ajustar o que estão recitando de memória com aquilo que está escrito. Neste momento, poderão deduzir as palavras que estão faltando.
  • Cuide para que esta relação (oral e escrito) esteja acontecendo. Você notará que algumas crianças precisarão de maiores intervenções e outras não.
  • Quando um grupo apresentar muita dificuldade de ajustar o falado com o escrito, peça que leiam mais devagar.
  • Retome uma palavra chave, por exemplo: Aqui está escrito MACACO? Mas macaco começa com MA e aqui tem CO… Será que está correto? Vamos começar de novo mais devagar? Até que percebam as palavras que estão faltando.
  • No último desafio em que têm que localizar a palavra precisarão pôr em jogo suas percepções fonológicas. E aí você tem excelentes situações didáticas, por exemplo, questionar e ler com as crianças como fica uma palavra quando uso o V e apenas trocando esta letra por F tenho outra palavra (faca e vaca). Evidenciando, assim, o valor sonoro das letras. Para aprofundar mais sobre este assunto, clique aqui e acesse uma entrevista com a professora Magda Soares a respeito da alfabetização.

Resumo da aula

download Baixar plano

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a 2ª aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é relacionar elementos sonoros (sílabas, fonemas, partes de palavras) com sua representação escrita. Comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons de sílabas iniciais, mediais e finais. Recitar parlendas com entonação adequada e observando as rimas.

Materiais necessários:

  • Painéis com parlendas (impresso ou confeccionado em cartolina).
  • Impressão de atividade para as crianças ou reprodução da mesma em sulfite.

Dificuldades antecipadas:

  • Algumas crianças podem ter dificuldades em encontrar estratégias para desenvolver a leitura, por ainda não conseguirem relacionar sons a letras (crianças com hipóteses de escrita pré silábica, ou ainda hipótese silábica sem valor sonoro - neste último caso conseguem perceber que aquilo que escrevemos representam sons, mas ainda não consegue relacionar fonema ao correto grafema). Nestes casos, as suas intervenções serão fundamentais para que as crianças percebam o quanto já sabem a respeito do nosso sistema de escrita. Ajude-as a utilizar as palavras estáveis para servirem de referência para a leitura. Clique aqui e entenda mais sobre a importância de trabalho com listas na alfabetização.
  • Quando a criança percebe que o PA de Paulo é o mesmo PA de parede, ela começa a desenvolver estratégias para ler ainda que não leia convencionalmente. Nos slides, desafio a desafio estão sugeridas intervenções que podem tornar o seu trabalho mais produtivo, resultando no avanço da aprendizagem.
  • Por outro lado, algumas crianças podem encontrar facilidade nos desafios neste plano de descoberta por já conseguirem ler e escrever com certa autonomia (crianças com hipóteses alfabética e silábica alfabética, pois já conseguem relacionar muitos fonemas aos respectivos grafemas):
  • Na leitura, desafie-os a ir além de ler e localizar palavras, mas incentive-os a criar novas rimas e versões para as parlendas.
  • Na escrita, após realizarem a sua atividade, convide-os a serem monitores dos amigos ajudando-os a revisar os textos.

Referências sobre o assunto:

FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999.

LERNER, Delia. Ler e Escrever na Escola: O Real, o Possível e o Necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002.

MORAIS, A. G. de. Sistema de escrita alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2012.

NOBREGA, M. J. Salada, saladinha: parlendas. São Paulo: Moderna, 2005.

PRIETO, Heloisa. O Jogo da parlenda. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2005.

SCLIAR-CABRAL, Leonor. Guia prático de alfabetização. São Paulo: Contexto, 2012.

WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e aprendizagem. São Paulo: Ática, 2000.

https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1360/a-funcao-das-listas-na-alfabetizacao. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://www.portaltrilhas.org.br/download/biblioteca/caderno-de-orientacoes-parlendas-20150212161811.pdf. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/43/alfabetizacao-e-consciencia-fonologica-como-trabalha-las. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://novaescola.org.br/conteudo/2489/diagnostico-na-alfabetizacao-para-conhecer-a-nova-turma. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://novaescola.org.br/conteudo/2491/por-que-as-criancas-devem-aprender-a-escrever-com-letra-de-forma-para-depois-passar-para-a-cursiva. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://novaescola.org.br/conteudo/2486/leitura-feita-pelo-aluno-antes-de-saber-ler-convencionalmente. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://www.google.com/url?q=https://novaescola.org.br/conteudo/5330/grandes-obras-de-escritores-para-alfabetizar-os-pequenos&sa=D&ust=1538937682313000&usg=AFQjCNG_W93WdoUJDk6gub0Sk1VJtOCUyg. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://www.google.com/url?q=https://novaescola.org.br/conteudo/2498/ler-rima-com-prazer&sa=D&ust=1538937682313000&usg=AFQjCNFH0o2TtxG3GqIFFd2f66pQQUCULw. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://www.google.com/url?q=https://novaescola.org.br/conteudo/4734/blog-de-alfabetizacao-conheca-um-jeito-diferente-de-alfabetizar-com-poesia&sa=D&ust=1538937682313000&usg=AFQjCNEYqKiWOGcYT0mf2LUyLY2DsrSWVA. Acesso em 10 de outubro de 2018.

https://www.normaculta.com.br/classificacao-de-rimas/. Acesso em 10 de outubro de 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minuto.

Orientações:

  • Recite a parlenda proposta nesta tela (Quem quer brincar) e as crianças podem colocar o dedo na sua palma para demonstrarem que querem participar da brincadeira ou colocar o dedo nos corações que estão na tela (se você puder projetá-la na altura das crianças).
  • Parta para a introdução onde há a proposta de brincar com duas parlendas.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 9 minutos.

Orientações:

  • Inicie a aula com uma brincadeira com parlenda:
  • As luzes apagadas e cortinas fechadas.
  • Use um chapéu de bruxa.
  • Quando você tiver a atenção das crianças recite a parlenda “Era uma bruxa”. Clique aqui e acesse o arquivo para imprimir o painel.
  • Cuide da entonação e da postura teatral. Faça voz de suspense e terror. No slide, a parlenda não está escrita por completo, pois provavelmente há crianças que sabem ler, e a intenção é que acreditem que ao final da parlenda haverá alguma tragédia, quando, na verdade, a bruxa simplesmente passará manteiga no pão.
  • Finalize com a brincadeira da parlenda “Cadê o toucinho que estava aqui?” Clique aqui e acesse o painel.
  • Segure a mão da criança e aponte para o centro da palma da mão perguntando: “Cadê o toucinho que estava aqui?”.
  • Realize todas as perguntas e a criança responde.
  • Encerre com a pergunta “O azar é meu?” com tom de indignação e faça de conta que irá fazer cosquinha na criança partindo da mão e subindo pelo braço.
  • Forme duplas e peça para que as crianças brinquem entre elas.
  • Em seguida, fixe os dois painéis no quadro e convide as crianças a recitarem novamente as parlendas coletivamente.
  • Em um próximo momento, incentive-os a ler individualmente o painel:
  • Chame uma criança por vez até o quadro. Ajuste a quantidade de crianças a ser chamada com o tempo disponível. Certifique-se de estar garantindo este exercício a todas as crianças, ainda que em aulas diferentes.
  • Peça que escolham uma das três parlendas para ler.
  • No momento da leitura, solicite que aponte o dedinho para o que está recitando.
  • Com este movimento, espera-se que o aluno relacione aquilo que está falando com o que está escrito.
  • Observe que isto ocorrerá mais efetivamente à medida que a criança tiver maior conhecimento em relação ao nosso sistema de escrita.
  • Clique aqui e acesse um texto que aprofunda o assunto a respeito da leitura de ajuste, isto é, do quanto as crianças colocam em jogo tudo aquilo que sabem a respeito da escrita para tentarem ler, e o quanto avançam ainda mais quando colocadas em situações reais de leitura.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações:

  • Separe as crianças em duplas. Agrupe-as de acordo com a sua hipótese de escrita. Devem trabalhar juntas crianças que possuam hipóteses próximas para que não se corra o risco de que, aquela que é mais avançada na hipótese de escrita, realize a atividade sozinha.
  • Lembrando que as hipóteses são: pré silábica, silábica sem valor sonoro, silábica com valor sonoro, silábica alfabética e alfabética. Clique aqui para saber mais.
  • Agrupe, por exemplo, crianças com hipótese alfabética com aquelas que possuam hipótese silábica alfabética. Ou ainda, alunos com hipótese silábica com valor sonoro com aqueles que têm a hipótese silábica sem valor sonoro. Um outro modelo de agrupamento é alunos com hipótese silábica sem valor sonoro com aqueles com hipótese pré silábica.
  • Desafie-os a brincar com as parlendas encontrando palavras que combinam, isto é, que rimam.
  • Por exemplo, grife no painel da parlenda “Era uma bruxa…” as palavras “mão” e “pão”. Pergunte o que essas palavras tem de especial.
  • É muito provável que algumas crianças irão perceber que você está brincando com os sons das palavras, que as palavras combinam, que você está criando rimas. No entanto, também é muito comum que algumas crianças demorem um pouco mais para perceberem o mecanismo da brincadeira. Quanto mais vocês brincarem, maior as chances de que todos compreendam.
  • Pergunte se elas também conseguem criar alguma rima.
  • Anote no quadro a criação das crianças. Grife os finais das palavras que possuem sons parecidos, que rimam para que as crianças possam visualizar o porque das rimas. Assim: SOPHIA BAHIA.
  • Caso alguma sugestão das crianças não rime, anote no quadro e mostre porque não rimou. Por exemplo, se alguma criança disser: JOÃO CARRINHO. Você grifa os sons finais das palavras: ÃO e INHO e repete os sons perguntando à turma se esses sons combinam. Como não rimam, você apaga as palavras e aguarda a criação de novas rimas para a primeira palavra citada.
  • Então pergunte qual palavra seria boa para rimar com JOÃO. Qual palavra termina com ÃO.
  • Continue com a brincadeira até que várias rimas tenham sido criadas.
  • Pergunte se eles encontraram mais algumas palavras que rimam nas parlendas.
  • Após este primeiro momento em sala de aula (que não deve ser demorado, cuide da gestão do tempo) a segunda parte da aula deve ser no laboratório de informática.
  • Desafie-os a escreverem uma lista de palavras que rimem com as palavras que cada dupla receberá. As listas serão escritas inspiradas em palavras das parlendas trabalhadas anteriormente: “Cadê o toucinho que estava aqui?” e “Era uma bruxa…”. Sugestão de palavras: “Castelo: rima com amarelo, farelo, martelo, caramelo, chinelo, duelo, Marcelo” e “Gato: rato, pato, sapato, extrato, contrato, mato, boato”.

Atenção: Clique aqui e acesse um texto da Nova Escola que nos faz refletir sobre a importância da ferramenta Word no processo de alfabetização.

  • Tenha em mente a importância da revisão do texto na formação de escritores. Guardada as devidas proporções, clique aqui e acesse um relato de uma professora que ajudou seus alunos avançarem na postura escritora.
  • Cada dupla ficará responsável por digitar ou escrever uma lista. A quantidade de palavras irá variar de acordo com a habilidade de cada dupla. Não determine quantidade mínima. Quanto menos compreensão do nosso sistema de escrita uma criança tiver, provavelmente menor será a quantidade de palavras, e a escrita de uma palavra representará um grande desafio. O importante será a qualidade das reflexões empregadas para a escrita.
  • Determine por qual palavra cada dupla se responsabilizará. Clique aqui e acesse o arquivo com fichas com as palavras:
  • Atenção: para maior gestão do tempo, disponibilize a palavra “castelo” às crianças com maiores habilidades quanto ao nosso sistema de escrita (hipóteses silábica alfabética e alfabética, bem como maior habilidade na digitação).
  • E disponibiliza a palavra “gato” para as crianças com menos conhecimento sobre o sistema de escrita (hipóteses pré-silábica e silábica sem valor sonoro, bem como, menos habilidade em digitar).
  • Embora ambas as palavras sejam classificadas como “rimas pobres”, a palavra “gato” remete a rimas que estão mais presentes no repertório de palavras das crianças, como rato, pato, sapato. Para saber mais sobre a classificação das rimas, clique aqui.
  • Se possível, já deixe os computadores configurados para uma fonte grande e letras em maiúsculo para facilitar.
  • Durante a digitação no laboratório de informática, chame a atenção das crianças para o autocorretor. Oriente as crianças a notarem que quando as palavras ficam grifadas em vermelho é porque algo não está correto, e a palavra deve ser revista.
  • Ajude-os a perceber o que está errado na palavra incentivando-os a ler o que escreveram. Muitas vezes você terá de dizer: “leia mais devagar”, ou ainda “coloque o dedinho embaixo do que você está lendo”, e “você disse bruxa, mas aqui está escrito buxa, o que pode ser feito para o bu virar bru?”.
  • Circule pelas duplas ajudando-os a perceber os erros e realizando os ajustes:
  • Oriente-os a consultar a ficha para sanarem as dúvidas sobre como a palavra deve terminar, afinal, para rimar precisa terminar com o mesmo som.
  • Peça à criança que fale devagar cada sílaba para que possa perceber os sons das sílabas.
  • Faça associações das sílabas a serem escritas com os nomes dos amigos. Por exemplo, você quer escrever “ra” como o “ra” de Rafael. Como se escreve Rafael, o nome do nosso amigo.
  • Após a escrita e revisão, é hora de imprimir as listas. Fixe-as em sala de aula para que as crianças possam lê-las sempre que quiserem.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações:

  • Nesta atividade de fechamento as crianças trabalharão individualmente.
  • Explique a atividade às crianças:
  • Se possível, projete a tela, leia e desafie-os a deduzir qual é a palavra que falta e onde ela está. Uma vez deduzido que é castelo:
  • Aponte para a primeira palavra “martelo” e peça que uma criança diga se ali está escrito “castelo”.
  • Peça que a criança responda como ela sabe que está (ou não) escrito “castelo”.
  • Siga assim com todas as palavras. Este primeiro movimento permitirá que as crianças reflitam a respeito da escrita e que justifiquem oralmente o seu pensamento.
  • As demais crianças podem se manifestar dizendo se concordam ou não e o porquê.
  • Agora a aula se dividirá em duas situações:
  • Para os estudantes com hipóteses silábica com valor sonoro, silábica alfabética e alfabética:
  • Entregue uma folha contendo uma parlenda.
  • Nestes textos (parlendas “Cadê o toucinho que estava aqui?” / “Era uma bruxa”) estarão faltando duas palavras.
  • Junto com o texto você entregará fichas com várias palavras e as crianças terão que identificar qual é a palavra correta.
  • Clique aqui e acesse o arquivo com as duas parlendas e as fichas de palavras.
  • Para os estudantes com hipóteses pré silábica e silábica sem valor sonoro:
  • Chame-os até o quadro e incentive-os a ler individualmente o slide.
  • No momento da leitura, peça que aponte o dedinho para onde está lendo.
  • Peça para que ele encontre a palavrinha que acredita ser a que completa corretamente o verso da parlenda e justifique.
  • Com este movimento, espera-se que o estudante relacione aquilo que está falando com o que está escrito.
  • Depois deste movimento de leitura de ajuste, essas crianças vão fazer a proposta que os demais estão: completando as parlendas “Cadê o toucinho que estava aqui? e “Era uma bruxa”.
  • Observe que muitos são os desafios nesta atividade: a) Descobrir de qual das duas parlendas trabalhadas na introdução da aula o grupo ficou responsável; b) Identificar qual é a palavra que está faltando; c) Localizar entre as várias palavras aquela que procuram.
  • Para resolver os desafios, as crianças terão que por em jogo aquilo que sabem a respeito do nosso sistema de escrita.
  • Circule pela sala e observe a participação das crianças em resolver os problemas.
  • Realize boas intervenções. Lembre-se que boas perguntas são aquelas que farão os alunos refletirem e avançar na formulação de novas estratégias. Então, procure sempre levar as crianças a buscarem suas respostas, por exemplo, consultando o painel de nomes da sala.
  • Por exemplo: quanto ao primeiro desafio de descobrir em qual parlenda estão trabalhando: o primeiro passo é juntar as letras e sílabas e formar palavras.
  • Se não conseguirem, desde o início da parlenda você pode sugerir a decodificação de alguma palavra chave que revelará a qual parlenda se refere. Por exemplo: Esta palavra começa com TO. Temos aqui na sala alguma criança que começa o nome com TO? Olhem no painel dos nomes e veja como começa o nome do Tomás.
  • Uma vez identificado em qual parlenda estão trabalhando, o próximo passo é descobrir quais palavras precisam ser completadas. Neste momento é fundamental a memória do texto, sobretudo com aquelas crianças que ainda não lêem convencionalmente. Elas tentarão ajustar o que estão recitando de memória com aquilo que está escrito. Neste momento, poderão deduzir as palavras que estão faltando.
  • Cuide para que esta relação (oral e escrito) esteja acontecendo. Você notará que algumas crianças precisarão de maiores intervenções e outras não.
  • Quando um grupo apresentar muita dificuldade de ajustar o falado com o escrito, peça que leiam mais devagar.
  • Retome uma palavra chave, por exemplo: Aqui está escrito MACACO? Mas macaco começa com MA e aqui tem CO… Será que está correto? Vamos começar de novo mais devagar? Até que percebam as palavras que estão faltando.
  • No último desafio em que têm que localizar a palavra precisarão pôr em jogo suas percepções fonológicas. E aí você tem excelentes situações didáticas, por exemplo, questionar e ler com as crianças como fica uma palavra quando uso o V e apenas trocando esta letra por F tenho outra palavra (faca e vaca). Evidenciando, assim, o valor sonoro das letras. Para aprofundar mais sobre este assunto, clique aqui e acesse uma entrevista com a professora Magda Soares a respeito da alfabetização.
Slide Plano Aula

Compartilhe este conteúdo:

pinterest-color Created with Sketch. whatsapp-color

PRÓXIMAS AULAS:

AULAS DE Análise linguística/Semiótica do 1º ano :

MAIS AULAS DE Língua Portuguesa do 1º ano:

Planos de aula para desenvolver a habilidade EF01LP19 da BNCC

Planos de aula para desenvolver a habilidade EF01LP08 da BNCC

Planos de aula para desenvolver a habilidade EF01LP09 da BNCC

APRENDA MAIS COM ESTE CURSO EXCLUSIVO

Competências Gerais na BNCC

O curso, ministrado por Anna Penido, tem o objetivo de apoiar redes de ensino, escolas e professores no planejamento de práticas pedagógicas que desenvolvam as competências gerais.

Ver mais detalhes

Encontre outros planos de Língua Portuguesa

Encontre planos de aula para outras disciplinas

Baixar plano