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Atividade - Brincadeiras e contagem com uma parlenda

POR: Evandro Tortora 22/11/2018
Código: EDI2_33UND03

Creche / Educação Infantil

Atividade alinhada à BNCC:

(EI02ET07) Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos.

(EI02ET08) Registrar com números a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.).

(EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.

Plano de atividade de Educação Infantil com atividades para Crianças bem pequenas sobre contagem orgal de pessoas ou objetos

Resumo

ilustracao

Com a brincadeira, os pequenos terão de contar e marcar os pontos feitos, de acordo com suas possibilidades.

O que fazer antes?

Contextos prévios:

Para realizar essa atividade é importante que as crianças conheçam a parlenda “A Galinha do Vizinho” e já tenham participado de situações de brincadeiras e recitação. O contato cotidiano com números e quantidades também ajudará no desenvolvimento desta proposta, por isso, mantenha na sala e um calendário e um relógio e os use frequentemente. Também proponha situações cotidianas, como contar os materiais que precisam ser distribuídos para alguma atividade, verificar quantas crianças vieram ou quantas faltaram etc.

Materiais:

Confeccione um cartaz ou régua com números de 0 ao 100 para que as crianças possam usar como referência na escrita de números. Mantenha na sala outros portadores numéricos, como calendário, relógio etc. Separe folhas A4 branca e canetões para que registrem a quantidade de ovos produzida.Separe também folhas de papel amarelas (sulfite A4, papel dobradura ou papel crepom, por exemplo) cortadas em tamanhos que permitam às crianças amassá-las para formar os ovinhos da galinha (certifique-se de ter pelo menos uma folha por criança). Uma cesta apropriada para guardar todos os ovinhos que as crianças confeccionarem para a brincadeira. Separe alguns materiais com os quais a turma possa brincar de forma autônoma, como modelar com massinha, folhear livros, desenhar com giz no quadro ou cartolina etc.

Espaços:

A sala em que as crianças fazem atividades diárias e o pátio da escola. Organize o pátio ou a sala com materiais em espaços de livre escolha em que um pequeno grupo possa realizar atividades de forma autônoma, enquanto o outro esconde os ovos da brincadeira. Se necessário, conte com a ajuda de outro adulto da escola para acompanhar as crianças que estão em livre escolha, enquanto você se dedica a um pequeno grupo de cada vez.

Tempo sugerido:

Entre 40 minutos e uma hora.

Perguntas para guiar suas observações:

1. Como são os tipos de registros que elas fazem para representara quantidade de ovos produzidos pela turma? As crianças relacionam numeral e quantidade? Como?

2. Quais são as estratégias que as crianças fazem uso para contar os ovos da brincadeira e saber se todos os ovos foram encontrados?

3. Como as crianças interagem? Há cooperação entre elas?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada criança ou do grupo. Dê espaço para que elas colaborem entre si nas brincadeiras de esconder e de procurar pelo ovos e nos momentos de registro. Por exemplo, enquanto uma criança faz contagens, outra pode fazer o registro e uma terceira ainda pode procurar referências para a escrita de números.

O que fazer durante?

1

Reúna as crianças em um grande grupo e diga que hoje vão brincar de esconder os ovos da galinha do vizinho, uma parlenda já recitada pela turma em momentos anteriores. Diga que vão precisar confeccionar os ovos para brincar e que a sala será dividida em dois grupos: um irá esconder os ovos, enquanto o outro irá procurar por eles. Convide as crianças para recitar a parlenda “A Galinha do Vizinho”. Perceba se alguma delas inicia a parlenda e estimule os demais a acompanhá-la. Auxilie as crianças na contagem de ovos, usando os dedos das mãos na recitação.

Possíveis ações e falas das crianças: elas podem não se lembrar da parlenda toda ou se recordar apenas da contagem dos ovos. Ouça e observe-as, estimulando-as a se expressarem por falas, gestos, balbucios. Auxilie nas tentativas de recitação da parlenda. Como a parlenda imprime um certo ritmo na recitação, é possível ainda que algumas crianças queiram movimentar o corpo nesse momento, o que deve ser interpretado como sinal de envolvimento e interesse.


2

Convide as crianças do grande grupo para a confecção dos ovos amarelinhos. Mostre as folhas de papel amarelas e pergunte aos pequenos: Como faremos os ovos amarelinhos usando essas folhas? Deixe que as crianças tomem iniciativa e explorem as folhas, as características do papel ao amassá-lo, que sintam sua textura, o dobrem etc. Se alguma criança fizer algo parecido com uma bolinha, use-a como exemplo, dizendo: Olha só! Está muito parecido com um ovinho amarelinho da galinha! Como você fez? Estimule que a criança explique às demais como confeccionou a bolinha. Caso nenhuma criança faça a bolinha, sugira e peça ajuda de todos para confeccionar ovos amarelinhos. A ideia é que cada criança faça pelo menos um ovo. Em seguida, peça para elas irem colocando os ovos confeccionados no cesto.

Possíveis ações das crianças neste momento: pode ser que algumas crianças não consigamamassar o papel e deixá-lo bem comprimido. Incentive que elas se ajudem, a fim de deixar os papéis bem amassados. Observe os gestos das crianças menores e permita que colaborem entre si na confecção (uma criança pode amassar um pouco o papel e outra deixá-lo mais comprimido).


3

Elogie-as pelo trabalho, mostre o cesto para a turma e retome com as crianças a ideia de que vão fazer a brincadeira com os ovos que confeccionaram. Pergunte às crianças: Quando voltarmos da brincadeira, como vamos fazer para saber se encontramos todos os ovos e se nenhum ficou esquecido pelo pátio?

Possíveis falase ações do professor e das crianças nesse momento: dê valor aos gestos das crianças como hipóteses de resposta; elas podem indicar quantidades usando os dedos, fazer balbucios sinalizando alguma ideia, começar a falar o nome dos colegas, começar efetivamente a contar os ovos etc. Elas também podem dizer quantidades aleatórias como “vinte“, “mil!” ou ainda inventar números como “vinte e dez..”, “trinta de onze”.Estimule a validação dessas hipóteses questionando-as sobre os comentários que fizeram. Elas também podem dar respostas a partir das estimativas, como “um monte de ovos!”, “bastantes!”.

4

Dê oportunidade para as crianças pensarem em hipóteses e sugerirem algumas ações efetivas, como a contagem, por exemplo. Se alguma delas tiver a ideia de contar os ovos, deixe que ela o faça. Se a estratégia não partir do grupo, sugira-a, mas sempre após considerar e testar as hipóteses. Você pode propor que a criança conte os ovos, retirando-os do cesto e recitando a parlenda. Como aquantidade de ovos podem ir além do número dez, brinque com possíveis variações dela e permita que as crianças coloquem em jogo seus saberes sobre números.


5

Diga às crianças que elas precisam registrar a quantidade de ovos que há na cesta para que, após buscarem-nos, possam conferir se todos foram encontrados.Separe folhas para que as elas façam o registro da quantidade de ovos, de forma que todas que quiserem possam fazê-lo. As crianças podem fazer rabiscos, bolinhas ou traços aleatórios, que podem significar a representação da quantidade solicitada. No entanto, incentive também a escrita de numerais. Caso elas não se lembrem ou não saibam identificar o numeral correspondente à quantidade, incentive o grupo a descobrir onde poderão encontrar o número que precisam. Se necessário, mostre o número correspondente, que pode estar escrito em outros lugares, como no calendário ou no cartaz de números. Você pode fazer uma marca no número correspondente, no portador. Essa marca pode servir de referência para criança, para ela saiba o número que escreveu.

Possíveis ações das crianças neste momento: Algumas crianças podem dizer que não sabem escrever os números. Nesse caso, incentive a escrita e diga que ela pode fazer o registro “do jeito que considerar melhor” (jeito da criança). Se necessário, indique os elementos portadores de representações numéricas existentes na sala (cartaz ou régua de números, calendário etc.), mas sempre depois de as crianças terem esgotado as possibilidades de ideias para realizar essa descoberta.


6

Organize, com a participação das crianças, um pequeno grupo.Vocês irão juntos esconder os ovos. O pequeno grupo pode ser formado a partir de uma brincadeira como a “cobra cega”, por exemplo. Você também pode permitir que as crianças se organizem de acordo com a manifestação de interesses, feita por meio de falas, trejeitos. Elas também podem se aproximar de você, jogar olhares, querer carregar a cesta etc. Leve o pequeno grupo para o pátio e deixe-o livre para esconder os ovos. Para as crianças que ficarem, disponibilize atividades que já conseguem realizar de forma autônoma como modelar massinha, brincar de casinha na sala, folhear livros, desenhar com giz no quadro (ou cartolina) etc. Caso você esteja sozinho, combine com alguém da gestão para que fique com elas nesse momento.

Possíveis ações das crianças nesse momento: elas podem querer esconder os ovos embaixo de brinquedos, atrás de portas, nos armários etc. Deixe que elas explorem o espaço e estimule a colaboração mútua. As menores podem não saber onde esconder os ovos, ajude-as a interagir com colegas e, se necessário, pense junto com elas locais em que podem realizar a ação.


7

Depois que os ovos estiverem escondidos, inverta os grupos e convide as crianças que ficaram para procurá-los. Se elas não quiserem participar, incentive-as. Cuide para que as crianças que esconderam não estejam no grupo das que vão procurar, para garantir o mistério e a busca real por parte delas. Quando as crianças já não encontrarem mais ovos, convide-as a voltar. Se elas não quiserem, diga que terão mais cinco minutos para a busca e, acabado o tempo, proponha que voltem para mostrar o resultado da busca.

Possíveis falas e ações da criança e do professor nesse momento: as crianças podem ficar irritadas por não encontrar os ovos. Diga que a busca será feita com a ajuda de todos e que vão agir em conjunto. Se refira ao grupo nas falas, como: Oba! Nós encontramos bastantes ovos!, Nós estamos conseguindo!, Parabéns, todos estamos indo bem. Você também pode sugerir brincadeiras como “tá quente ou tá frio”, para quando elas estão próximas ou não dos ovos e ajudá-las a acompanhar a quantidade encontrada, fazendo algumas contagens e problematizações enquanto procuram.Caso alguma criança não queira procurar, tente convidá-la para brincadeira, dizendo frases do tipo: Olha! Parece que tem ovinhos escondidos atrás da porta! Vamos comigo procurar?

8

Volte com todos para a sala e diga às crianças que agora elas precisam conferir se todos os ovos foram encontrados. Reúna o grande grupo e problematize as questões: Será as crianças encontraram todos os ovos? Como podemos saber se todos os ovos foram encontrados? Quantos ovos produzimos anteriormente? Ouça as falas das crianças e observe os gestos delas. Siga as mesmas orientações do passo 4, de forma que a contagem seja levantada ou sugerida por você como hipótese para resolver o problema. Caso faltem ovos, questione: Quantos ovos faltam? Quantos ovos ainda precisaríamos encontrar?.

Possíveis ações e falas da criança neste momento: as crianças podem dizer que encontraram todos os ovos apenas olhando para cesta. Questione se todos concordam. Você pode propor a contagem para que eles tenham certeza.

Possíveis falas do professor: É a mesma quantidade encontrada? Como podemos saber? Caso elas não se lembrem do registro feito anteriormente, relembre-as: Vocês se lembram que escrevemos a quantidade de ovos que produzimos? Onde colocamos essa informação? Vamos retomá-la?


9

Retome com as crianças o registro feito anteriormente. Pergunte se elas se lembram do número registrado. Deixe que tentem se expressar por gestos (apontando, mostrando quantidades com dedos, por exemplo) ou por falas. Caso elas não se lembrem da quantidade registrada, poderão retomar o registro. Se necessário, faça a leitura do número que foi registrado. Compare com as crianças se as duas quantidades são as mesmas e, caso não sejam, questione-assobre o que pode ter acontecido, se estão faltando ovos ou não.


Para finalizar:

Caso faltem ovos, sugira que as crianças tenham mais dez minutos para procurá-los. Leve-as ao pátio e peça para que ajam em colaboração na busca pelos ovos. As crianças que esconderam os ovos podem ajudar os colegas na busca pelos não encontrados. Caso não falte nenhum, proponha que a turma retome as atividades de livre escolha e sugira que, conforme o interesse, todos continuem brincando de esconder os ovos na sala.

Desdobramentos

Caso queira repetir a atividade, proponha que as crianças continuem brincando cotidianamente com essa proposta. Você pode diminuir a quantidade de ovos da brincadeira, a fim de facilitar as conferências, ou aumentá-la, para tornar o exercício mais desafiador. Sugira também o esconde-esconde dos ovos de forma diferente: algumas crianças “batem cara”, recitando a parlenda “A Galinha do Vizinho” até o décimo ovo, enquanto as outras escondem ovos, que devem ser encontrados pelo grupo que “bateu cara”.

Engajando as famílias

Convide as famílias para fazer a mesma brincadeira em casa. Mande um bilhete comunicando que a contagem tem feito parte das situações do dia a dia da turma e que estão brincando na escola de procurar e contar ovos com a parlenda “A Galinha do Vizinho”. Conte como a brincadeira é feita na escola e envie o cesto de ovos produzidos pelas crianças que possam brincar casa. Você pode produzir mais cestos para essa atividade e fazer um rodízio deles entre as famílias. Você também pode organizar momentos de brincadeira com as famílias na escola, nos quais elas escondam os ovos e as crianças os procurem ou vice-versa.


Este plano de atividade foi elaborado pelo Time de Autores NOVA ESCOLA

Autor: Evandro Tortora

Mentor: Nilcileni Aparecida Ebani Brambilla

Especialista do subgrupo etário: Karina Rizek

Sugestão de idade: 3 anos

Campos de Experiência:  Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações; o eu, o outro e o nós.

Objetivos e códigos da Base
Centrais: (EI02ET07) Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos.

(EI02ET08) Registrar com números a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.).
Transversal: (EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espac?os com crianc?as da mesma faixa eta?ria e adultos.


Abordagem didática: Um dos objetivos da Educação Infantil é oferecer às crianças experiências significativas de contato com o mundo dos números. Para isso, é preciso planejar situações em que seja necessário utilizá-los em diferentes contextos. Uma boa ideia é aproveitar ações rotineiras, como contar quantas crianças vieram e quantas ficaram em casa ou organizar a quantidade de cadeiras para uma brincadeira. Vale também propor brincadeiras como amarelinha e boliche. Uma orientação é manter exposta na sala uma régua com números de 1 a 100, que servirá de consulta para a contagem e de referência para a representação gráfica dos números.

Apoiador Técnico


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