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Plano de aula > Língua Portuguesa > 4º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Narrativas em primeira e terceira pessoa

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 4º ano do EF sobre Narrativas em primeira e terceira pessoa

Plano 05 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Andréia Cristina Berretta Martins

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a quinta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Lendas indígenas e no campo de atuação Artístico-literário.
A aula faz parte do módulo de Análise linguística/semiótica.

Materiais necessários: Computador e projetor multimídia para passar o vídeo e os slides. Espera-se que, antes de iniciar esta aula, os alunos já tenham lido o texto “É índio ou não é índio?”, que foi visto na aula anterior e que se encontra nos Materiais complementares. Caso não esteja seguindo a sequência, reserve um tempo em sua rotina com os alunos para conhecer o texto original (nesta aula trazemos uma versão adaptada). Para esta aula: Cópias do texto “Juruá e Anhangá”, do livro As fabulosas fábulas de IAUARETÊ, de Kaká Werá Jecupé (caso não disponha do livro, utilize o Material complementar para impressão), atividades impressas para utilizar em grupos, vídeo do autor Kaká Werá Jecupé. Culturas indígenas (2016). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=oF1OMZs1fME. Acesso em: 12 de setembro de 2018, papel kraft ou metro, fita dupla face ou fita crepe.

Informações sobre o gênero: Lendas indígenas são narrativas de tradição oral que tratam de questões vinculadas à existência e a sentimentos como o medo, a coragem, a dúvida, o amor…tratam de erros, acertos e sobre os enfrentamentos da vida, questões nem sempre fáceis de ser elaboradas. No Brasil, estas lendas inicialmente foram escritas por não indígenas, no intuito de fazer conhecer esta cultura, em um momento histórico em que se buscava construir uma identidade nacional. Entretanto, estes primeiros escritos, de caráter folclórico, muitas vezes trouxeram ideias genéricas sobre os índios. Desde os anos 1990, a literatura indígena escrita pelos próprios índios vem ganhando força, e é por meio dela que buscaremos proporcionar aos alunos o conhecimento da pluralidade cultural do país, além do distanciamento de pré-julgamentos baseados em visões estereotipadas e pejorativas. Portanto, a leitura destes textos deve proporcionar a reflexão sobre como o outro vê e lê o mundo e como conta suas histórias. Nestas obras o texto é interativo e multimodal: as narrativas são permeadas de referências a sons, olfato, tato e sensações que podem ser mais bem descritas por quem de fato viveu ou esteve mais próximo dessas experiências, além de geralmente conter desenhos tradicionais (como os grafismos) e paratextos com informações adicionais relacionadas a cultura, língua e localização da etnia em questão. Estes textos literários provocam o imaginário e a fantasia, a curiosidade, o sentido de descoberta e ao mesmo tempo promovem aprendizagens e questionamentos.

Dificuldades antecipadas: Os alunos podem apresentar dificuldade para identificar narrativas em primeira ou terceira pessoa, principalmente se não estiverem familiarizados com a ideia de concordância verbal, que prevê a flexão do verbo em número e pessoa, para concordar com o sujeito da frase. É possível que confundam esta flexão verbal com a ideia de conjugação verbal, em que a flexão do verbo concorda com o tempo (presente, pretérito, futuro). É comum ver, nas escritas dos alunos de 4º ano, uma dificuldade na manutenção do tempo verbal: uma história que vinha sendo escrita no passado pode em determinado momento passar para o presente, o que gera certa incoerência e confusão no leitor. Os motivos para a falta de concordância verbal, nominal e manutenção do tempo verbal, pode ser a pouca familiaridade com a norma culta, e é papel da escola apresentar este modelo de linguagem a eles.

Referências sobre o assunto: THIEL, Janice Cristina. A literatura dos povos indígenas e a formação do leitor multicultural. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 38, n. 4, p. 1175-1189, out./dez. 2013. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/edreal/v38n4/09.pdf. Acesso em 12 de setembro de 2018.

GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. São Paulo: Ed. Ática, 2002.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minuto.

Orientações: Apresente a proposta da aula para os alunos.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Orientações: 9 minutos.

  • Convide os alunos a realizar uma leitura silenciosa do texto “É índio ou não é índio?” e peça uma atenção especial ao verbos que estão destacados na cor azul. (Este texto foi visto na aula anterior, caso não esteja seguindo a sequência, reserve um horário anterior a esta aula para fazer a leitura do texto original que se encontra nos Materiais complementares.)

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Após a leitura silenciosa, questione os alunos a fazer uma reflexão:
  • Como foi ler este texto? (Certamente perceberão que houve algo estranho, os verbos foram modificados, não do ponto de vista do tempo verbal, mas sim do ponto de vista da concordância entre verbo e número de sujeitos.)
  • Conseguiram entendê-lo? (Provavelmente dirão que sim, ou porque já conhecem a história anteriormente ou porque a falta de concordância neste caso não prejudicou a ideia central do texto.)
  • O que vocês perceberam? Quem está narrando esta história? (Os verbos não estão concordando com a pessoa. Este texto foi contado em primeira pessoa do singular (eu) e os verbos estão na primeira pessoa do plural (nós). Os alunos poderão citar partes do texto como: “Eram meus primeiros dias em São Paulo, e eu gostávamos de andar de metrô ou ônibus.”; “Nessa ocasião a que me referimos…”; “Eu estávamos ouvindo...”
  • Vocês acham que podemos usar outros verbos mais adequados para dar harmonia ao texto? Vamos reler fazendo a concordância correta (“Certa feita tomei um metrô… eu gostava de andar de metrô ou ônibus...eu estava ouvindo…”

3. Conclua ressaltando a importância na concordância entre sujeito e verbo no texto. É importante que os alunos percebam que ao estabelecer a concordância verbal são estabelecidos nexos, laços entre segmentos do texto, de modo a promover sua unidade semântica. Saliente que tudo no texto está interligado, uma unidade dando acesso a outra, ligando-se a outra, anterior ou subsequente e que essa relação trabalha em função da expressão dos sentidos e das intenções pretendidas. No caso, o texto em análise está em 1a pessoa do singular, é o próprio autor, Daniel Munduruku, que está narrando a história, assim os verbos devem manter relação com o narrador. Caso o narrador estivesse acompanhado de mais pessoas os verbos no plural estariam corretos, então para mantermos a unidade do texto teríamos que trocar o pronome ‘eu’ pelo pronome ‘nós’.

Materiais complementares: Para acessar o texto original “É índio ou não é índio?” clique aqui.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos.

Orientações:

  • Pergunte aos alunos se eles conhecem outro tipo de concordância (ou discordância) entre sujeito e verbo ou entre classes de palavras que seja importante para dar harmonia ao texto. É possível que falem da concordância verbal entre primeira pessoa do singular e primeira pessoa do plural (como foi visto no slide anterior) ou ainda entre primeira e terceira pessoa, que será o tema da aula. É possível também que falem da concordância nominal - concordância entre substantivo e adjetivos (Exemplo de discordância de gênero: “menina bonito”. Exemplo de discordância de número: “canetas colorida”.
  • Não deixe que confundam a concordância verbal com a manutenção do tempo verbal na narrativa, este aspecto também é importante, mas diz respeito a outro foco de análise. Você pode voltar a esta discussão durante a socialização da atividade.
  • Conte aos alunos que agora conhecerão a história “Juruá vira peixe”, do livro As fabulosas fábulas de IAUARETÊ, de Kaká Werá Jecupé. Este texto é continuação da história “Juruá e Anhangá”, que foi trabalhado na aula anterior. Esta aula não depende da outra, porém ficará mais atrativa se os alunos conhecerem previamente esta história.
  • Distribua uma cópia do texto para cada aluno e peça que acompanhem a sua leitura em voz alta.

Materiais complementares: Para acessar a capa do livro As fabulosas fábulas de IAUARETÊ, de Kaká Werá Jecupé (opcional), clique aqui.

Para acessar o texto “Juruá e Anhangá” (opcional) clique aqui.

Para acessar o texto “Juruá vira peixe” clique aqui.

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Orientações:

  • Divida a turma em duplas, peça que façam a leitura do texto novamente. Distribua as atividades impressas (1 para cada dupla) e peça para que reflitam e preencham a tabela e o exercício 2.
  • Projete o slide para fazer a socialização da atividade.
  • Título do texto: Juruá vira peixe.
  • Gênero textual: Lendas indígenas, retome com os alunos sobre as características do gênero em estudo.
  • Quando e onde se passa esta história: No tempo passado, em uma floresta. (Os alunos podem inferir que se passa também numa aldeia,
    pois, na parte inicial, o narrador conta que Juruá espalhava maledicências a respeito de Anhangá entre amigos.)
  • Personagens principais: Juruá e Anhangá.
  • Conflito gerador: Juruá conta aos amigos que Anhangá era assassino e que havia matado Kamakuã, a sua mãe. O vento foi assobiando bem baixinho, até as palavras malditas de Juruá chegarem ao ouvido de Anhangá.
  • Desfecho: Anhangá esgotou a sua paciência, transformou Juruá em peixe e o colocou no rio.
  • Quem conta a história: Existe um narrador que conta a história, é observador, ou seja, não participa dela.

Materiais complementares: Para imprimir as atividades clique aqui.

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Slide Plano Aula

Orientações:

  • Na atividade 2, peça aos alunos que leiam os trechos das histórias, observem os verbos que estão no infinitivo entre parênteses e preencham as lacunas com atenção na concordância verbal. Reflita com os alunos sobre a importância da concordância verbal para dar sentido ao que escrevemos.
  • Depois, deverão assinalar se o foco narrativo está em primeira pessoa, ou seja, o narrador é personagem, participa dos fatos. Ou se está em terceira pessoa, ou seja, o narrador é apenas observador, não participa da história.
  • Na discussão, questione quem é o personagem que narra os trechos em primeira pessoa? (a resposta é Anhangá).

Materiais complementares: Para acessar a resolução do exercício 2 clique aqui.

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Slide Plano Aula
  • Continuação da atividade anterior.

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Slide Plano Aula

Orientações:

  • Explique aos alunos que agora irão assistir a um vídeo sobre o autor das histórias que foram trabalhadas nesta e na última aula, Kaká Werá Jecupé.
    O escritor faz um relato pessoal e também conta uma história indígena muito importante para o seu povo.
  • Reproduza primeiramente o vídeo até 4 min.18, reflita com os alunos sobre o início do vídeo que conta a vida de Jecupé, que nasceu em São Paulo, em 1964, vem do povo Tapuia, seus pais eram do norte de Minas Gerais e migraram para São Paulo. Em 1980 conheceu o povo guarani e conviveu com eles em São Paulo por 12 anos. Logo depois, Jecupé conta a história de Tupã, que cria o mundo por meio dos sons, e com seu canto, com este canto forma-se a Mãe Terra, que sonha que é uma tartaruga, e Tupã do seu próprio coração faz brotar o primeiro ancestral no casco da tartaruga para vir habitar a Terra e iniciar a cocriação. Neste momento é importante relembrar com os alunos algumas das características do gênero Lendas indígenas. Quando Jecupé conta a história da criação do mundo por Tupã, é nítida a vinculação entre os índios e a natureza, eles são conhecedores e protetores naturais do meio ambiente e têm a capacidade de entender a linguagem da natureza, de ler seus sinais e de entender os seres que nela habitam. Relembre também que as narrativas indígenas são compostas inicialmente da tradição oral e são contadas pelos próprios índios assim como Jecupé.
  • Após a reflexão, reproduza novamente o vídeo até 2min.25 e questione os alunos se com um relato pessoal, como este de Jecupé podemos dizer que está em primeira ou terceira pessoa, por quê? (Provavelmente os alunos irão perceber que ele conta a sua própria história e participa dos fatos, portanto está em primeira pessoa.)
  • Depois reproduza o vídeo de 2min.25 até 4min.18, momento em que Jecupé conta a história de Tupã e a criação dos primeiros habitantes da Terra. Questione novamente se neste momento o autor conta em primeira ou terceira pessoa, por quê. (Espera-se que percebam que neste momento a narração está em terceira pessoa, ou seja, o narrador não participa dos fatos, ele conta uma lenda indígena que faz parte do seu povo, mas que aconteceu há muito tempo.)
  • Materiais complementares: Para acessar o vídeo clique aqui.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações:

  • Escreva o texto do slide em papel kraft ou papel metro deixando as lacunas para os alunos preencherem. Distribua as “respostas” em tiras de papel, uma palavra para cada dupla, solicitando que eles colem no local apropriado.
  • Palavras/expressões para as tiras de papel: narrador observador - relato pessoal - narrador personagem - espaço - conflito inicial - tempo - conflito gerador - desfecho (use fita dupla face atrás das tiras ou fita crepe, e lembre-se de entregar uma palavra/expressão para cada dupla).
  • Esta atividade deve ser coletiva, por isso faça a leitura das frases e pergunte qual é a dupla que tem a palavra (resposta) da frase, peça para que colem no lugar correto conforme forem respondendo.
  • Sistematize com os alunos e façam reflexões conforme forem apresentando dúvidas ou dificuldades. Segue a resolução.
  • Uma história se passa em algum espaço (ou lugar) e tempo determinados.
  • Os personagens vivenciam as histórias, podem ser principais ou secundários.
  • O conflito inicial ou conflito gerador é o que dispara a história.
  • A história termina com o desfecho do conflito inicial.
  • Quem conta a história em primeira pessoa é o narrador-personagem. E em terceira pessoa é o narrador-observador.
  • Conhecemos um outro gênero textual que é o relato pessoal feito em primeira pessoa, sobre um fato ocorrido com o narrador no passado.

Comentários: Outra sugestão é fazer este fechamento projetando o slide e junto com a turma preenchendo as lacunas. Você pode também solicitar que os alunos escrevam as descobertas no caderno. Assim será possível resgatar estas informações mais adiante.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a quinta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Lendas indígenas e no campo de atuação Artístico-literário.
A aula faz parte do módulo de Análise linguística/semiótica.

Materiais necessários: Computador e projetor multimídia para passar o vídeo e os slides. Espera-se que, antes de iniciar esta aula, os alunos já tenham lido o texto “É índio ou não é índio?”, que foi visto na aula anterior e que se encontra nos Materiais complementares. Caso não esteja seguindo a sequência, reserve um tempo em sua rotina com os alunos para conhecer o texto original (nesta aula trazemos uma versão adaptada). Para esta aula: Cópias do texto “Juruá e Anhangá”, do livro As fabulosas fábulas de IAUARETÊ, de Kaká Werá Jecupé (caso não disponha do livro, utilize o Material complementar para impressão), atividades impressas para utilizar em grupos, vídeo do autor Kaká Werá Jecupé. Culturas indígenas (2016). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=oF1OMZs1fME. Acesso em: 12 de setembro de 2018, papel kraft ou metro, fita dupla face ou fita crepe.

Informações sobre o gênero: Lendas indígenas são narrativas de tradição oral que tratam de questões vinculadas à existência e a sentimentos como o medo, a coragem, a dúvida, o amor…tratam de erros, acertos e sobre os enfrentamentos da vida, questões nem sempre fáceis de ser elaboradas. No Brasil, estas lendas inicialmente foram escritas por não indígenas, no intuito de fazer conhecer esta cultura, em um momento histórico em que se buscava construir uma identidade nacional. Entretanto, estes primeiros escritos, de caráter folclórico, muitas vezes trouxeram ideias genéricas sobre os índios. Desde os anos 1990, a literatura indígena escrita pelos próprios índios vem ganhando força, e é por meio dela que buscaremos proporcionar aos alunos o conhecimento da pluralidade cultural do país, além do distanciamento de pré-julgamentos baseados em visões estereotipadas e pejorativas. Portanto, a leitura destes textos deve proporcionar a reflexão sobre como o outro vê e lê o mundo e como conta suas histórias. Nestas obras o texto é interativo e multimodal: as narrativas são permeadas de referências a sons, olfato, tato e sensações que podem ser mais bem descritas por quem de fato viveu ou esteve mais próximo dessas experiências, além de geralmente conter desenhos tradicionais (como os grafismos) e paratextos com informações adicionais relacionadas a cultura, língua e localização da etnia em questão. Estes textos literários provocam o imaginário e a fantasia, a curiosidade, o sentido de descoberta e ao mesmo tempo promovem aprendizagens e questionamentos.

Dificuldades antecipadas: Os alunos podem apresentar dificuldade para identificar narrativas em primeira ou terceira pessoa, principalmente se não estiverem familiarizados com a ideia de concordância verbal, que prevê a flexão do verbo em número e pessoa, para concordar com o sujeito da frase. É possível que confundam esta flexão verbal com a ideia de conjugação verbal, em que a flexão do verbo concorda com o tempo (presente, pretérito, futuro). É comum ver, nas escritas dos alunos de 4º ano, uma dificuldade na manutenção do tempo verbal: uma história que vinha sendo escrita no passado pode em determinado momento passar para o presente, o que gera certa incoerência e confusão no leitor. Os motivos para a falta de concordância verbal, nominal e manutenção do tempo verbal, pode ser a pouca familiaridade com a norma culta, e é papel da escola apresentar este modelo de linguagem a eles.

Referências sobre o assunto: THIEL, Janice Cristina. A literatura dos povos indígenas e a formação do leitor multicultural. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 38, n. 4, p. 1175-1189, out./dez. 2013. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/edreal/v38n4/09.pdf. Acesso em 12 de setembro de 2018.

GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. São Paulo: Ed. Ática, 2002.

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Tempo sugerido: 1 minuto.

Orientações: Apresente a proposta da aula para os alunos.

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Orientações: 9 minutos.

  • Convide os alunos a realizar uma leitura silenciosa do texto “É índio ou não é índio?” e peça uma atenção especial ao verbos que estão destacados na cor azul. (Este texto foi visto na aula anterior, caso não esteja seguindo a sequência, reserve um horário anterior a esta aula para fazer a leitura do texto original que se encontra nos Materiais complementares.)

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Orientações:

  • Após a leitura silenciosa, questione os alunos a fazer uma reflexão:
  • Como foi ler este texto? (Certamente perceberão que houve algo estranho, os verbos foram modificados, não do ponto de vista do tempo verbal, mas sim do ponto de vista da concordância entre verbo e número de sujeitos.)
  • Conseguiram entendê-lo? (Provavelmente dirão que sim, ou porque já conhecem a história anteriormente ou porque a falta de concordância neste caso não prejudicou a ideia central do texto.)
  • O que vocês perceberam? Quem está narrando esta história? (Os verbos não estão concordando com a pessoa. Este texto foi contado em primeira pessoa do singular (eu) e os verbos estão na primeira pessoa do plural (nós). Os alunos poderão citar partes do texto como: “Eram meus primeiros dias em São Paulo, e eu gostávamos de andar de metrô ou ônibus.”; “Nessa ocasião a que me referimos…”; “Eu estávamos ouvindo...”
  • Vocês acham que podemos usar outros verbos mais adequados para dar harmonia ao texto? Vamos reler fazendo a concordância correta (“Certa feita tomei um metrô… eu gostava de andar de metrô ou ônibus...eu estava ouvindo…”

3. Conclua ressaltando a importância na concordância entre sujeito e verbo no texto. É importante que os alunos percebam que ao estabelecer a concordância verbal são estabelecidos nexos, laços entre segmentos do texto, de modo a promover sua unidade semântica. Saliente que tudo no texto está interligado, uma unidade dando acesso a outra, ligando-se a outra, anterior ou subsequente e que essa relação trabalha em função da expressão dos sentidos e das intenções pretendidas. No caso, o texto em análise está em 1a pessoa do singular, é o próprio autor, Daniel Munduruku, que está narrando a história, assim os verbos devem manter relação com o narrador. Caso o narrador estivesse acompanhado de mais pessoas os verbos no plural estariam corretos, então para mantermos a unidade do texto teríamos que trocar o pronome ‘eu’ pelo pronome ‘nós’.

Materiais complementares: Para acessar o texto original “É índio ou não é índio?” clique aqui.

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Tempo sugerido: 30 minutos.

Orientações:

  • Pergunte aos alunos se eles conhecem outro tipo de concordância (ou discordância) entre sujeito e verbo ou entre classes de palavras que seja importante para dar harmonia ao texto. É possível que falem da concordância verbal entre primeira pessoa do singular e primeira pessoa do plural (como foi visto no slide anterior) ou ainda entre primeira e terceira pessoa, que será o tema da aula. É possível também que falem da concordância nominal - concordância entre substantivo e adjetivos (Exemplo de discordância de gênero: “menina bonito”. Exemplo de discordância de número: “canetas colorida”.
  • Não deixe que confundam a concordância verbal com a manutenção do tempo verbal na narrativa, este aspecto também é importante, mas diz respeito a outro foco de análise. Você pode voltar a esta discussão durante a socialização da atividade.
  • Conte aos alunos que agora conhecerão a história “Juruá vira peixe”, do livro As fabulosas fábulas de IAUARETÊ, de Kaká Werá Jecupé. Este texto é continuação da história “Juruá e Anhangá”, que foi trabalhado na aula anterior. Esta aula não depende da outra, porém ficará mais atrativa se os alunos conhecerem previamente esta história.
  • Distribua uma cópia do texto para cada aluno e peça que acompanhem a sua leitura em voz alta.

Materiais complementares: Para acessar a capa do livro As fabulosas fábulas de IAUARETÊ, de Kaká Werá Jecupé (opcional), clique aqui.

Para acessar o texto “Juruá e Anhangá” (opcional) clique aqui.

Para acessar o texto “Juruá vira peixe” clique aqui.

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Orientações:

  • Divida a turma em duplas, peça que façam a leitura do texto novamente. Distribua as atividades impressas (1 para cada dupla) e peça para que reflitam e preencham a tabela e o exercício 2.
  • Projete o slide para fazer a socialização da atividade.
  • Título do texto: Juruá vira peixe.
  • Gênero textual: Lendas indígenas, retome com os alunos sobre as características do gênero em estudo.
  • Quando e onde se passa esta história: No tempo passado, em uma floresta. (Os alunos podem inferir que se passa também numa aldeia,
    pois, na parte inicial, o narrador conta que Juruá espalhava maledicências a respeito de Anhangá entre amigos.)
  • Personagens principais: Juruá e Anhangá.
  • Conflito gerador: Juruá conta aos amigos que Anhangá era assassino e que havia matado Kamakuã, a sua mãe. O vento foi assobiando bem baixinho, até as palavras malditas de Juruá chegarem ao ouvido de Anhangá.
  • Desfecho: Anhangá esgotou a sua paciência, transformou Juruá em peixe e o colocou no rio.
  • Quem conta a história: Existe um narrador que conta a história, é observador, ou seja, não participa dela.

Materiais complementares: Para imprimir as atividades clique aqui.

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Orientações:

  • Na atividade 2, peça aos alunos que leiam os trechos das histórias, observem os verbos que estão no infinitivo entre parênteses e preencham as lacunas com atenção na concordância verbal. Reflita com os alunos sobre a importância da concordância verbal para dar sentido ao que escrevemos.
  • Depois, deverão assinalar se o foco narrativo está em primeira pessoa, ou seja, o narrador é personagem, participa dos fatos. Ou se está em terceira pessoa, ou seja, o narrador é apenas observador, não participa da história.
  • Na discussão, questione quem é o personagem que narra os trechos em primeira pessoa? (a resposta é Anhangá).

Materiais complementares: Para acessar a resolução do exercício 2 clique aqui.

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  • Continuação da atividade anterior.

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Orientações:

  • Explique aos alunos que agora irão assistir a um vídeo sobre o autor das histórias que foram trabalhadas nesta e na última aula, Kaká Werá Jecupé.
    O escritor faz um relato pessoal e também conta uma história indígena muito importante para o seu povo.
  • Reproduza primeiramente o vídeo até 4 min.18, reflita com os alunos sobre o início do vídeo que conta a vida de Jecupé, que nasceu em São Paulo, em 1964, vem do povo Tapuia, seus pais eram do norte de Minas Gerais e migraram para São Paulo. Em 1980 conheceu o povo guarani e conviveu com eles em São Paulo por 12 anos. Logo depois, Jecupé conta a história de Tupã, que cria o mundo por meio dos sons, e com seu canto, com este canto forma-se a Mãe Terra, que sonha que é uma tartaruga, e Tupã do seu próprio coração faz brotar o primeiro ancestral no casco da tartaruga para vir habitar a Terra e iniciar a cocriação. Neste momento é importante relembrar com os alunos algumas das características do gênero Lendas indígenas. Quando Jecupé conta a história da criação do mundo por Tupã, é nítida a vinculação entre os índios e a natureza, eles são conhecedores e protetores naturais do meio ambiente e têm a capacidade de entender a linguagem da natureza, de ler seus sinais e de entender os seres que nela habitam. Relembre também que as narrativas indígenas são compostas inicialmente da tradição oral e são contadas pelos próprios índios assim como Jecupé.
  • Após a reflexão, reproduza novamente o vídeo até 2min.25 e questione os alunos se com um relato pessoal, como este de Jecupé podemos dizer que está em primeira ou terceira pessoa, por quê? (Provavelmente os alunos irão perceber que ele conta a sua própria história e participa dos fatos, portanto está em primeira pessoa.)
  • Depois reproduza o vídeo de 2min.25 até 4min.18, momento em que Jecupé conta a história de Tupã e a criação dos primeiros habitantes da Terra. Questione novamente se neste momento o autor conta em primeira ou terceira pessoa, por quê. (Espera-se que percebam que neste momento a narração está em terceira pessoa, ou seja, o narrador não participa dos fatos, ele conta uma lenda indígena que faz parte do seu povo, mas que aconteceu há muito tempo.)
  • Materiais complementares: Para acessar o vídeo clique aqui.
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Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações:

  • Escreva o texto do slide em papel kraft ou papel metro deixando as lacunas para os alunos preencherem. Distribua as “respostas” em tiras de papel, uma palavra para cada dupla, solicitando que eles colem no local apropriado.
  • Palavras/expressões para as tiras de papel: narrador observador - relato pessoal - narrador personagem - espaço - conflito inicial - tempo - conflito gerador - desfecho (use fita dupla face atrás das tiras ou fita crepe, e lembre-se de entregar uma palavra/expressão para cada dupla).
  • Esta atividade deve ser coletiva, por isso faça a leitura das frases e pergunte qual é a dupla que tem a palavra (resposta) da frase, peça para que colem no lugar correto conforme forem respondendo.
  • Sistematize com os alunos e façam reflexões conforme forem apresentando dúvidas ou dificuldades. Segue a resolução.
  • Uma história se passa em algum espaço (ou lugar) e tempo determinados.
  • Os personagens vivenciam as histórias, podem ser principais ou secundários.
  • O conflito inicial ou conflito gerador é o que dispara a história.
  • A história termina com o desfecho do conflito inicial.
  • Quem conta a história em primeira pessoa é o narrador-personagem. E em terceira pessoa é o narrador-observador.
  • Conhecemos um outro gênero textual que é o relato pessoal feito em primeira pessoa, sobre um fato ocorrido com o narrador no passado.

Comentários: Outra sugestão é fazer este fechamento projetando o slide e junto com a turma preenchendo as lacunas. Você pode também solicitar que os alunos escrevam as descobertas no caderno. Assim será possível resgatar estas informações mais adiante.

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