Todos os seres vivos têm memória? Como se dá o processo de memorização?

Seres vivos

POR:
Beatriz Santomauro, Rita Trevisan, NOVA ESCOLA
Foto: Gettyimages/3d4medical.com
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Memorizar é aprender, guardar e evocar informações. O fenômeno ocorre com estímulos externos - algo que vemos ou ouvimos - e internos - como uma dor ou um pensamento. Toda a vida animal depende da memória, tanto para saber as atividades que devem ser feitas sempre como aquelas que precisam ser evitadas. Até mesmo os seres unicelulares memorizam que não devem se dirigir a um determinado lugar ao perceber que ali a temperatura, a densidade ou a acidez do meio não são convenientes. Nos animais que possuem sistema nervoso, a formação da memória é bem complexa e depende da atividade elétrica e molecular de milhares de neurônios ligados entre si. Cada um deles participa de processos moleculares complexos (chamados sinapses - veja a imagem), que modificam as estruturas e as funções das conexões entre neurônios e levam e guardam as memórias.

Os aprendizados vividos e todas as informações processadas durante o dia são fixadas no período de três a seis horas seguintes à sua aquisição. As memórias podem ser classificadas de acordo com o conteúdo (a que reconhece a realidade e o contexto, outra que abrange fatos e eventos e ainda a que guarda os procedimentos e hábitos) e pela duração (a curta, retida por segundos ou no máximo seis horas, e a de longa duração, que persiste por muitas horas ou mesmo por anos).


Consultoria Ivan Izquierdo, médico, coordenador do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul.

Pergunta enviada por Tathiane Cristina Queiroz de Azevedo, Niterói, RJ

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