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Plano de aula > Língua Portuguesa > 5º ano > Oralidade

Plano de aula - Preparando o reconto

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 5º ano do EF sobre Preparando o reconto

Plano 11 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Fabiana Júlia de Araújo Tenório

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é 11ª aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Conto popular afro-brasileiro e no campo de atuação Artístico-literário/Vida cotidiana/Todos os campos. Este é o módulo Oralidade - composto das aulas 10 (Aula 10), 11 e 12. Esta aula trabalha com contos e contos populares resgatados de comunidades quilombolas, visto que estes são gêneros visitados na sequência. São contos de tradição oral que foram recolhidos em conversas espontâneas e registrados em livro.

Materiais necessários: Cópias dos contos a ser utilizados. Material para confeccionar cenário e ilustrações (papel cartão, lápis de cor, cola, tesoura, papéis coloridos, papel ofício, tecido, tinta e demais materiais de trabalho artístico manual).

Informações sobre o gênero: Os contos populares são textos narrativos carregados do imaginário popular. Por meio deles, cada comunidade transmite valores, crenças e saberes. O conto, como experiência literária, mantém uma certa fidelidade aos contos populares, mas é aberto às inovações dos autores. Constitui-se como histórias curtas, tendo como característica a concisão. (MARIA, 2004) Já os contos afro-brasileiros têm, além destas, características próprias da literatura afro-brasileira e não podem prescindir da afrodescendência por meio de uma voz autoral, um tema, uma linguagem, um público-alvo e um lugar de enunciação (DUARTE, 2010).

Dificuldades antecipadas: A escola pode não dispor de material para as ilustrações, o cenário ou os bonecos.

Referências sobre o assunto:

ANDRADE, L. Comunidades quilombolas no Brasil, Semana da Consciência Negra. Secretaria da Educação do Paraná. 2007, disponível em http://geografia.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=47. Acesso em: 11/11/2018.

BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Moura, G. (org.) Estórias quilombolas. Coleção Caminho das Pedras. Brasília, 2010, v. 3, disponível em http://etnicoracial.mec.gov.br/images/pdf/publicacoes/estorias_quilombola_miolo.pdf. Acesso em: 8/11/2018.

DUARTE, E. de A. Por um conceito de literatura afro-brasileira. Terceira Margem. Rio de Janeiro, n. 23, p. 113-138, julho/dezembro 2010, disponível em https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/10953/8012. Acesso em: 8/11/2018.

JOU, G. I.; SPERB, T. M. Leitura compreensiva: um estudo de caso. Linguagem & ensino, Vol. 6, No. 2, 2003 (13-54), disponível em http://www.rle.ucpel.tche.br/index.php/rle/article/viewFile/221/188. Acesso em: 8/11/2018.

MARCUSCHI, L. A. Oralidade e Escrita. Signótica 9:119 - 145. Jan/dez, 1997, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/j6gjgwMfTwsMG6Z2CrJz6vUMHGGghmH2zyHEhcCFdB6AvQ5EGZuVPuF87AzH/marcuschi-luiz-antonio-oralidade-e-escrita.pdf. Acesso em: 31/10/2018.

MARIA, L. de. O que é conto? 1ª reimpressão. Brasiliense. São Paulo, 2004. Disponível em: http://www.netmundi.org/home/wp-content/uploads/2017/04/Cole%C3%A7%C3%A3o-Primeiros-Passos-O-Que-%C3%A9-Conto.pdf. Acesso em: 5/12/2018.

SÁ, A. L. Reconto. In: Glossário CEALE - Termos de Alfabetização, leitura e escrita para educadores, disponível em http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/reconto. Acesso em: 8/11/2018.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Apresente a proposta da aula. Os alunos irão ouvir um conto popular publicado em uma obra que resgata a tradição de comunidades quilombolas. Em seguida, irão planejar o reconto em grupos, ensaiando a performance oral e preparando as ilustrações que servirão de apoio.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações:

  • Crie um clima de entusiasmo para convidar os alunos a ouvir uma história. Explique que você irá ler a história de um livro que resgata a tradição oral de comunidades quilombolas.
  • Explique que as comunidades quilombolas são formadas por pessoas descendentes dos africanos escravizados que formaram os quilombos. É importante saber que “os quilombos se constituíram a partir de uma grande diversidade de processos, que incluem as fugas com ocupação de terras livres e geralmente isoladas, mas também a conquista de terras por meio de heranças, doações, pagamento por serviços prestados ao Estado, a compra e ainda a simples permanência nas terras que ocupavam e cultivavam no interior de grandes propriedades, tanto durante a vigência do sistema escravocrata quanto após sua abolição. O que define o quilombo é o movimento de transição da condição de escravo para a de camponês livre que se deu por essas variadas formas. O que caracterizava o quilombo, portanto, não era o isolamento e a fuga e sim a resistência e a autonomia”. (ANDRADE, 2007) Assim, estas comunidades partilham, além da luta, as características de uma cultura comum.
  • Explique também a importância da contação de histórias nestas comunidades como meio de transmissão de conhecimentos; conforme citado no prefácio do livro Estórias quilombolas, “desde os mais remotos tempos da humanidade, a ‘contação’ de estórias constitui um poderoso meio de transmissão de conhecimento. Nas culturas tradicionais, as estórias informam e formam as futuras gerações. Relatam um passado de luta, de adversidade, de resistência dos nossos ancestrais. Contadas nos mais diversos espaços e ambientes, as estórias constituem um poderoso meio de difusão e perpetuação de conhecimentos, valores e crenças".
  • Crie, assim, um clima diferente para ouvir a história. Peça que os alunos imaginem como é importante contar estas tradições e escutem o conto com o sentimento de respeito, sabendo que é uma história que resgata as crenças daquela comunidade.
  • Divida os alunos em grupos de cinco participantes, distribua os textos para que eles acompanhem e comecem a leitura. O conto está presente na obra Estórias quilombolas, publicadas em 2010, disponível em http://etnicoracial.mec.gov.br/images/pdf/publicacoes/estorias_quilombola_miolo.pdf. Acesso em: 20/11/2018.

Conto

Materiais complementares

ANDRADE, L. Comunidades quilombolas no Brasil, Semana da Consciência Negra. Secretaria da Educação do Paraná. 2007, disponível em http://geografia.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=47. Acesso em: 11/11/2018.

BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Moura, G. (org.) Estórias quilombolas. Coleção Caminho das Pedras. Brasília, 2010, v. 3, disponível em http://etnicoracial.mec.gov.br/images/pdf/publicacoes/estorias_quilombola_miolo.pdf. Acesso em: 8/11/2018.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 35 minutos.

Orientações: O tempo deve ser dividido em: leitura do conto realizada pela professora (5 minutos), reflexão sobre a história + a leitura compreensiva (10 minutos) e ensaio da apresentação (20 minutos).

  • Leia a história para os alunos em voz alta e peça que eles atentem para a leitura, observando sua entonação expressiva e a prosódia. Esta é a oportunidade de ajudá-los a se apropriar destes recursos para exercitarem na próxima aula.

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Slide Plano Aula
  • Explore a compreensão do texto com as perguntas deste slide. As respostas podem ter como sugestões:

a) O conto popular é uma história curta, passada de geração para geração e que possui uma lição no final.

b) Sim. Tem os elementos de um texto narrativo.

c) Jair.

d) Que tem mais idade, pois conhece a tradição da comunidade.

e) São Pedro e Nosso Senhor e eles encontraram dois homens que cultivavam milho.

f) A diferença é que um deles cultivava em terra fértil, mas era mal-humorado, ambicioso e não foi respeitoso com o homem que lhe interrogou, e o outro, mesmo plantando numa terra infértil, acreditava na ajuda dos céus para colher seu milho e, além disso, não foi rude e nem desrespeitoso com o desconhecido que se aproximou dele.

g) O homem mal-humorado plantava em terra fértil e deveria ter, portanto, uma boa colheita. Mas, como disse que estava plantando pedra, colheu espigas cheias de pedra. Enquanto isso, o homem que plantava em terra infértil e deveria, portanto, não ter colhido nada, teve uma colheita excelente e pode ver a recompensa de sua fé e gentileza.

h) A gente colhe aquilo que planta. É preciso incentivar, nesta questão, a reflexão sobre as boas ações e o fruto que colhemos delas. O primeiro plantou em terra fértil, portanto acreditou que teria uma boa colheita. Entretanto, sua colheita foi de acordo com sua ausência de respeito e de consideração com a pessoa que se dirigiu a ele (que no caso era Nosso Senhor). Assim, boas ações nos trazem coisas boas e más ações nos trazem consequências ruins.

Relembrar a estrutura textual narrativa, bem como a ideia global do texto, seu enredo, a finalidade da leitura (que neste caso é o reconto oral) é favorecer esta leitura compreensiva, exigida pela habilidade EF15LP19).

Além desta preocupação com a habilidade, que exige uma leitura compreensiva, esse gênero também deve favorecer a dramatização que será feita na aula 12.
Por isso, é preciso ressaltar, durante toda a aula, que este conto representa a tradição, as crenças e a vida de uma comunidade quilombola. É deste espírito sensível que os alunos devem estar imbuídos. Toda esta sequência de 15 aulas têm esse propósito de trabalhar, além dos gêneros, a cultura afro-brasileira. Este é o foco essencial das atividades.

Materiais complementares:

Para saber mais sobre leitura compreensiva: JOU, G. I.; SPERB, T. M. Leitura compreensiva: um estudo de caso. Linguagem & Ensino, Vol. 6, No. 2, 2003 (13-54), disponível em http://www.rle.ucpel.tche.br/index.php/rle/article/viewFile/221/188. Acesso em: 8/11/2018.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula
  • Faça um reconto coletivo com os grupos a fim de treinar para a performance oral. Inicie a história (sem ler, fazendo o reconto) e peça para que os grupos continuem a história. Dê voz a cada grupo. Provoque a reflexão quando os alunos esquecerem alguma parte.
  • Após o reconto, explique que cada grupo contará esta história para uma das turmas da escola e que, para esta apresentação, os alunos utilizarão ilustrações ou fantoches de palito como material de apoio. Relembre os alunos, com base no que foi trabalhado na aula anterior, quais são os aspectos que caracterizam uma contação de histórias (aula 10: na contação ou encenação, outros elementos ajudam a perceber a subjetividade do texto: as sensações são provocadas pelos gestos, pela mudança na voz, pelas emoções dos personagens como risos, choro, mímicas faciais de tristeza, medo, alegria).
  • Oriente cada grupo a escolher quem desempenhará o papel dos personagens no reconto (São Pedro, Nosso Senhor, o homem de mau humor e o homem que foi gentil) e quem desempenhará o papel de narrador.
  • Solicite aos alunos que iniciem o ensaio e, durante o mesmo, circule pela sala, acompanhando e orientando os grupos. Aqui é importante sinalizar os aspectos a ser observados pelos alunos durante a dramatização (o ritmo da fala e a intensidade que devem imprimir à voz durante a narração e a enunciação das falas; a maneira como os alunos criam a voz para cada personagem e os gestos que compõem estas mudanças; a postura corporal na contação, que deve estar a serviço da apresentação; as mímicas do rosto que revelam os sentimentos dos personagens; a adequação da linguagem do conto escrito para a linguagem oral, além da adequação do vocabulário para as crianças menores que irão escutar a história, as entonações que imprimirão determinados sentidos às falas). Estes serão os aspectos avaliados, e os alunos precisam conhecer estes critérios para que avaliem, por si próprios, a sua performance durante o ensaio.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos.

Orientações:

  • Explique que, na próxima aula, serão feitos as ilustrações ou pequenos bonecos de papel (colados em palitos) para servir como fantoches dos personagens. Estes recursos servirão de apoio para recontar a história oralmente (dramatizando) para outras turmas da escola. O tempo desta aula poderá ser insuficiente, portanto, retome em outra aula a confecção dos materiais.
  • Este trabalho de planejamento não será finalizado nesta aula; utilize mais uma aula, ensaiando o reconto já com os recursos (ilustrações) preparados.
  • Após a conclusão da confecção dos bonecos ou ilustrações, peça a um dos grupos que apresente a sua encenação e use este momento para, ao ajustar e intervir nos pontos que necessitam de aprimoramento, retomar os aspectos que devem receber maior atenção dos alunos na realização do reconto: o ritmo da fala e a intensidade que devem imprimir à voz durante a narração e a enunciação das falas; a maneira como os alunos criam a voz para cada personagem e os gestos que compõem estas mudanças; a postura corporal na contação, que deve estar a serviço da apresentação; as mímicas do rosto que revelam os sentimentos dos personagens; a adequação da linguagem do conto escrito para a linguagem oral, as entonações que imprimirão determinados sentidos às falas, além da adequação do vocabulário para as crianças menores que irão escutar a história.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é 11ª aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Conto popular afro-brasileiro e no campo de atuação Artístico-literário/Vida cotidiana/Todos os campos. Este é o módulo Oralidade - composto das aulas 10 (Aula 10), 11 e 12. Esta aula trabalha com contos e contos populares resgatados de comunidades quilombolas, visto que estes são gêneros visitados na sequência. São contos de tradição oral que foram recolhidos em conversas espontâneas e registrados em livro.

Materiais necessários: Cópias dos contos a ser utilizados. Material para confeccionar cenário e ilustrações (papel cartão, lápis de cor, cola, tesoura, papéis coloridos, papel ofício, tecido, tinta e demais materiais de trabalho artístico manual).

Informações sobre o gênero: Os contos populares são textos narrativos carregados do imaginário popular. Por meio deles, cada comunidade transmite valores, crenças e saberes. O conto, como experiência literária, mantém uma certa fidelidade aos contos populares, mas é aberto às inovações dos autores. Constitui-se como histórias curtas, tendo como característica a concisão. (MARIA, 2004) Já os contos afro-brasileiros têm, além destas, características próprias da literatura afro-brasileira e não podem prescindir da afrodescendência por meio de uma voz autoral, um tema, uma linguagem, um público-alvo e um lugar de enunciação (DUARTE, 2010).

Dificuldades antecipadas: A escola pode não dispor de material para as ilustrações, o cenário ou os bonecos.

Referências sobre o assunto:

ANDRADE, L. Comunidades quilombolas no Brasil, Semana da Consciência Negra. Secretaria da Educação do Paraná. 2007, disponível em http://geografia.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=47. Acesso em: 11/11/2018.

BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Moura, G. (org.) Estórias quilombolas. Coleção Caminho das Pedras. Brasília, 2010, v. 3, disponível em http://etnicoracial.mec.gov.br/images/pdf/publicacoes/estorias_quilombola_miolo.pdf. Acesso em: 8/11/2018.

DUARTE, E. de A. Por um conceito de literatura afro-brasileira. Terceira Margem. Rio de Janeiro, n. 23, p. 113-138, julho/dezembro 2010, disponível em https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/10953/8012. Acesso em: 8/11/2018.

JOU, G. I.; SPERB, T. M. Leitura compreensiva: um estudo de caso. Linguagem & ensino, Vol. 6, No. 2, 2003 (13-54), disponível em http://www.rle.ucpel.tche.br/index.php/rle/article/viewFile/221/188. Acesso em: 8/11/2018.

MARCUSCHI, L. A. Oralidade e Escrita. Signótica 9:119 - 145. Jan/dez, 1997, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/j6gjgwMfTwsMG6Z2CrJz6vUMHGGghmH2zyHEhcCFdB6AvQ5EGZuVPuF87AzH/marcuschi-luiz-antonio-oralidade-e-escrita.pdf. Acesso em: 31/10/2018.

MARIA, L. de. O que é conto? 1ª reimpressão. Brasiliense. São Paulo, 2004. Disponível em: http://www.netmundi.org/home/wp-content/uploads/2017/04/Cole%C3%A7%C3%A3o-Primeiros-Passos-O-Que-%C3%A9-Conto.pdf. Acesso em: 5/12/2018.

SÁ, A. L. Reconto. In: Glossário CEALE - Termos de Alfabetização, leitura e escrita para educadores, disponível em http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/reconto. Acesso em: 8/11/2018.

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Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Apresente a proposta da aula. Os alunos irão ouvir um conto popular publicado em uma obra que resgata a tradição de comunidades quilombolas. Em seguida, irão planejar o reconto em grupos, ensaiando a performance oral e preparando as ilustrações que servirão de apoio.

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Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações:

  • Crie um clima de entusiasmo para convidar os alunos a ouvir uma história. Explique que você irá ler a história de um livro que resgata a tradição oral de comunidades quilombolas.
  • Explique que as comunidades quilombolas são formadas por pessoas descendentes dos africanos escravizados que formaram os quilombos. É importante saber que “os quilombos se constituíram a partir de uma grande diversidade de processos, que incluem as fugas com ocupação de terras livres e geralmente isoladas, mas também a conquista de terras por meio de heranças, doações, pagamento por serviços prestados ao Estado, a compra e ainda a simples permanência nas terras que ocupavam e cultivavam no interior de grandes propriedades, tanto durante a vigência do sistema escravocrata quanto após sua abolição. O que define o quilombo é o movimento de transição da condição de escravo para a de camponês livre que se deu por essas variadas formas. O que caracterizava o quilombo, portanto, não era o isolamento e a fuga e sim a resistência e a autonomia”. (ANDRADE, 2007) Assim, estas comunidades partilham, além da luta, as características de uma cultura comum.
  • Explique também a importância da contação de histórias nestas comunidades como meio de transmissão de conhecimentos; conforme citado no prefácio do livro Estórias quilombolas, “desde os mais remotos tempos da humanidade, a ‘contação’ de estórias constitui um poderoso meio de transmissão de conhecimento. Nas culturas tradicionais, as estórias informam e formam as futuras gerações. Relatam um passado de luta, de adversidade, de resistência dos nossos ancestrais. Contadas nos mais diversos espaços e ambientes, as estórias constituem um poderoso meio de difusão e perpetuação de conhecimentos, valores e crenças".
  • Crie, assim, um clima diferente para ouvir a história. Peça que os alunos imaginem como é importante contar estas tradições e escutem o conto com o sentimento de respeito, sabendo que é uma história que resgata as crenças daquela comunidade.
  • Divida os alunos em grupos de cinco participantes, distribua os textos para que eles acompanhem e comecem a leitura. O conto está presente na obra Estórias quilombolas, publicadas em 2010, disponível em http://etnicoracial.mec.gov.br/images/pdf/publicacoes/estorias_quilombola_miolo.pdf. Acesso em: 20/11/2018.

Conto

Materiais complementares

ANDRADE, L. Comunidades quilombolas no Brasil, Semana da Consciência Negra. Secretaria da Educação do Paraná. 2007, disponível em http://geografia.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=47. Acesso em: 11/11/2018.

BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Moura, G. (org.) Estórias quilombolas. Coleção Caminho das Pedras. Brasília, 2010, v. 3, disponível em http://etnicoracial.mec.gov.br/images/pdf/publicacoes/estorias_quilombola_miolo.pdf. Acesso em: 8/11/2018.

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Tempo sugerido: 35 minutos.

Orientações: O tempo deve ser dividido em: leitura do conto realizada pela professora (5 minutos), reflexão sobre a história + a leitura compreensiva (10 minutos) e ensaio da apresentação (20 minutos).

  • Leia a história para os alunos em voz alta e peça que eles atentem para a leitura, observando sua entonação expressiva e a prosódia. Esta é a oportunidade de ajudá-los a se apropriar destes recursos para exercitarem na próxima aula.
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  • Explore a compreensão do texto com as perguntas deste slide. As respostas podem ter como sugestões:

a) O conto popular é uma história curta, passada de geração para geração e que possui uma lição no final.

b) Sim. Tem os elementos de um texto narrativo.

c) Jair.

d) Que tem mais idade, pois conhece a tradição da comunidade.

e) São Pedro e Nosso Senhor e eles encontraram dois homens que cultivavam milho.

f) A diferença é que um deles cultivava em terra fértil, mas era mal-humorado, ambicioso e não foi respeitoso com o homem que lhe interrogou, e o outro, mesmo plantando numa terra infértil, acreditava na ajuda dos céus para colher seu milho e, além disso, não foi rude e nem desrespeitoso com o desconhecido que se aproximou dele.

g) O homem mal-humorado plantava em terra fértil e deveria ter, portanto, uma boa colheita. Mas, como disse que estava plantando pedra, colheu espigas cheias de pedra. Enquanto isso, o homem que plantava em terra infértil e deveria, portanto, não ter colhido nada, teve uma colheita excelente e pode ver a recompensa de sua fé e gentileza.

h) A gente colhe aquilo que planta. É preciso incentivar, nesta questão, a reflexão sobre as boas ações e o fruto que colhemos delas. O primeiro plantou em terra fértil, portanto acreditou que teria uma boa colheita. Entretanto, sua colheita foi de acordo com sua ausência de respeito e de consideração com a pessoa que se dirigiu a ele (que no caso era Nosso Senhor). Assim, boas ações nos trazem coisas boas e más ações nos trazem consequências ruins.

Relembrar a estrutura textual narrativa, bem como a ideia global do texto, seu enredo, a finalidade da leitura (que neste caso é o reconto oral) é favorecer esta leitura compreensiva, exigida pela habilidade EF15LP19).

Além desta preocupação com a habilidade, que exige uma leitura compreensiva, esse gênero também deve favorecer a dramatização que será feita na aula 12.
Por isso, é preciso ressaltar, durante toda a aula, que este conto representa a tradição, as crenças e a vida de uma comunidade quilombola. É deste espírito sensível que os alunos devem estar imbuídos. Toda esta sequência de 15 aulas têm esse propósito de trabalhar, além dos gêneros, a cultura afro-brasileira. Este é o foco essencial das atividades.

Materiais complementares:

Para saber mais sobre leitura compreensiva: JOU, G. I.; SPERB, T. M. Leitura compreensiva: um estudo de caso. Linguagem & Ensino, Vol. 6, No. 2, 2003 (13-54), disponível em http://www.rle.ucpel.tche.br/index.php/rle/article/viewFile/221/188. Acesso em: 8/11/2018.

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  • Faça um reconto coletivo com os grupos a fim de treinar para a performance oral. Inicie a história (sem ler, fazendo o reconto) e peça para que os grupos continuem a história. Dê voz a cada grupo. Provoque a reflexão quando os alunos esquecerem alguma parte.
  • Após o reconto, explique que cada grupo contará esta história para uma das turmas da escola e que, para esta apresentação, os alunos utilizarão ilustrações ou fantoches de palito como material de apoio. Relembre os alunos, com base no que foi trabalhado na aula anterior, quais são os aspectos que caracterizam uma contação de histórias (aula 10: na contação ou encenação, outros elementos ajudam a perceber a subjetividade do texto: as sensações são provocadas pelos gestos, pela mudança na voz, pelas emoções dos personagens como risos, choro, mímicas faciais de tristeza, medo, alegria).
  • Oriente cada grupo a escolher quem desempenhará o papel dos personagens no reconto (São Pedro, Nosso Senhor, o homem de mau humor e o homem que foi gentil) e quem desempenhará o papel de narrador.
  • Solicite aos alunos que iniciem o ensaio e, durante o mesmo, circule pela sala, acompanhando e orientando os grupos. Aqui é importante sinalizar os aspectos a ser observados pelos alunos durante a dramatização (o ritmo da fala e a intensidade que devem imprimir à voz durante a narração e a enunciação das falas; a maneira como os alunos criam a voz para cada personagem e os gestos que compõem estas mudanças; a postura corporal na contação, que deve estar a serviço da apresentação; as mímicas do rosto que revelam os sentimentos dos personagens; a adequação da linguagem do conto escrito para a linguagem oral, além da adequação do vocabulário para as crianças menores que irão escutar a história, as entonações que imprimirão determinados sentidos às falas). Estes serão os aspectos avaliados, e os alunos precisam conhecer estes critérios para que avaliem, por si próprios, a sua performance durante o ensaio.
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Tempo sugerido: 5 minutos.

Orientações:

  • Explique que, na próxima aula, serão feitos as ilustrações ou pequenos bonecos de papel (colados em palitos) para servir como fantoches dos personagens. Estes recursos servirão de apoio para recontar a história oralmente (dramatizando) para outras turmas da escola. O tempo desta aula poderá ser insuficiente, portanto, retome em outra aula a confecção dos materiais.
  • Este trabalho de planejamento não será finalizado nesta aula; utilize mais uma aula, ensaiando o reconto já com os recursos (ilustrações) preparados.
  • Após a conclusão da confecção dos bonecos ou ilustrações, peça a um dos grupos que apresente a sua encenação e use este momento para, ao ajustar e intervir nos pontos que necessitam de aprimoramento, retomar os aspectos que devem receber maior atenção dos alunos na realização do reconto: o ritmo da fala e a intensidade que devem imprimir à voz durante a narração e a enunciação das falas; a maneira como os alunos criam a voz para cada personagem e os gestos que compõem estas mudanças; a postura corporal na contação, que deve estar a serviço da apresentação; as mímicas do rosto que revelam os sentimentos dos personagens; a adequação da linguagem do conto escrito para a linguagem oral, as entonações que imprimirão determinados sentidos às falas, além da adequação do vocabulário para as crianças menores que irão escutar a história.
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