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Atividade - Brinquedos e brincadeiras tradicionais

Com base em uma obra de arte, as crianças irão conhecer e experimentar brincadeiras tradicionais.

Atividade alinhada à BNCC: • POR: Fernanda Silvia Lionese

O que fazer antes?

Contextos prévios:

Caso não conheça a obra “Brinquedos e brincadeiras” de Militão dos Santos, você pode acessar na galeria do site do artista: https://militaodossantos.com/galeria/ (imagem 11). Observe e aprecie a obra. Liste os brinquedos e brincadeiras presentes para a organização dos materiais para a atividade. Para saber mais sobre o artista você pode acessar https://militaodossantos.com/

Como esta atividade visa trabalhar com diversidade de brincadeiras no parque, é interessante que você pesquise antes sobre o assunto para enriquecer a interação com as crianças. Sugestão: https://novaescola.org.br/conteudo/6926/os-mais-variados-jeitos-de-brincar#

Materiais:

1) Imagem da obra “Brinquedos e brincadeiras” de Militão dos Santos (artista pernambucano). Duas cópias da da imagem (se possível) ou algum aparelho que possa reproduzir a imagem em um tela, como notebook ou tablet.

2) Brinquedos e materiais que aparecem na obra: cordas pequenas (para pular sozinho), corda grande, petecas, bolas, piões, giz de lousa (para desenhar a amarelinha), bolinhas de gude, bambolês, cataventos, aros, potes e detergente para fazer bolinha de sabão. Não é necessário ter todas as opções. Organize algumas numa caixa a ser levada para o parque.

Espaços:

Planeje que a atividade ocorra no parque da escola.

Tempo sugerido:

Aproximadamente uma hora e vinte.

Perguntas para guiar suas observações:

1. Que expressões corporais e verbais as crianças realizam para demonstrar seu interesse pelas brincadeiras tradicionais? Que conhecimentos mobilizam na exploração dos materiais e brinquedos disponibilizados?

2. Como as crianças realizam os diferentes movimentos enquanto brincam, empurram, saltam, correm, equilibram-se sobre uma perna, sopram, giram etc.? Quais os desafios encontrados? Como fazem para superá-los?

3. Em que momentos da brincadeira as crianças se mostram confiantes em suas capacidades? Que sentimentos demonstram enquanto brincam?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança ou do grupo. Por se tratar de exploração livre de diferentes materiais e brinquedos, as crianças têm múltiplas possibilidades de envolvimento e interação conforme as preferências delas. Incentive-as a descobrirem os objetos usando diferentes sentidos (audição, visão, tato, olfato), e comunicando aos colegas suas descobertas, com descrições do ambiente, localização e características dos brinquedos.

O que fazer durante?

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1

Reúna as crianças em um espaço agradável no parque, com o grande grupo organizado em roda. Converse com os pequenos problematizando sobre as brincadeiras. Será que as pessoas sempre brincaram da mesma forma? Do que será que os pais ou avós costumavam brincar quando eram pequenos? Nós ainda brincamos de algumas dessas brincadeiras? Onde e com quem as aprendemos? Ouça as opiniões, valorizando as ideias e as trocas. A seguir, diga que trouxe uma obra de um artista brasileiro chamado Militão dos Santos, que retrata algumas brincadeiras. Incentive as crianças a observarem atentas durante algum tempo e depois dialoguem sobre as observações. Interaja perguntando sobre o local representado, a época, os tipos de construções (casas, igreja), a natureza, as diferentes paisagens e se já viram ou estiveram em um local assim. Conversem sobre quem são as pessoas retratadas, o que estão fazendo, do que as crianças estão brincando, em que lugares estão brincando, se já brincaram de alguma das brincadeiras da obra e quais daqueles brinquedos estão presentes no parque da escola. Ouça as experiências pessoais delas e conte as suas também.


2

Compartilhe com as crianças que você separou alguns materiais e brinquedos, que estão presentes na obra de Militão, e que poderão usar durante o tempo do parque. Você pode perguntar: o que será que eu trouxe? Quais brincadeiras aparecem na obra que vocês gostariam de brincar hoje? Vamos olhar juntos? Enquanto tiram os objetos da caixa, troquem ideias sobre os diferentes nomes dados ao mesmo brinquedo e as variações da mesma brincadeira. Algumas perguntas para inspirar essas trocas: será que o pião tem o mesmo nome em todos os lugares? Quem sabe brincar, já brincou? E a peteca, alguém conhece por outro nome? Quais são as diferentes maneiras de pular corda? Qual o formato da amarelinha? Existe mais de um? Alguém já fez bolhas de sabão? O que utilizou?

Se houver crianças provenientes de diferentes regiões do Brasil, ou mesmo de outros países, aproveite esta diversidade e desenvolva com elas o diálogo sobre as diferenças culturais nas brincadeiras. Convide-as a brincar e diga que podem escolher os brinquedo, os materiais e utilizar o espaço do parque como desejarem, inclusive os brinquedos fixos, como balança, escorregador e casinha. A brincadeira se dará individualmente ou em pequenos grupos, conforme a preferência das crianças.


3

Enquanto os pequenos exploram os brinquedos e organizam brincadeiras entre eles, observe como interagem com os objetos e uns com os outros. Que hipóteses levantam na construção da brincadeira? Quais brinquedos e materiais foram escolhidos primeiro? Como compartilham os objetos? Houve algum brinquedo deixado de lado?

Se alguma criança não demonstra interesse por estes novos brinquedos e brinca apenas nos de costume do parque, pergunte se ela não deseja explorar alguma coisa diferente hoje ou proponha que algum colega vá convidá-la a participar.


4

Circule pelo parque e interaja com as crianças e grupos a partir de suas brincadeiras e hipóteses. Se um grupo estiver brincando com as bolinhas de gude e surgir dúvida de como fazê-lo, pergunte se alguém sabe como brincar e peça que compartilhe com os colegas. Passe pelo grupo de crianças pulando corda e veja se estão cantando alguma parlenda, pergunte quem conhece outras e recitem juntos algumas. Se uma criança está pulando corda individualmente com os dois pés juntos, pergunte se já experimentou pular como se estivesse andando, se deslocando pelo espaço. No grupo de crianças desenhando a amarelinha no chão, problematize lembrando os diferentes formatos citados pela turma. Esteja atento para atuar diante das muitas possibilidades de interações e intervenções que surgem a cada brincadeira das crianças.

Possíveis ações do professor neste momento: Ao ver uma criança girando o bambolê na cintura, o professor se aproxima, brinca como ela rodando o bambolê na cintura e pergunta sobre outros locais do corpo para rodá-lo. Convida outra criança a entrar na brincadeira e mostrar um jeito diferente de girar o bambolê, ou outras formas de brincar com ele.


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Observe os avanços e conquistas dos pequenos. Se alguém conseguiu pular a corda pela primeira vez, se conseguiu fazer uma grande bolha ou se aprendeu a girar o bambolê no pescoço. Valorize os êxitos. Proponha que observem e aprendam uns com os outros, compartilhando os conhecimentos. Observe como transitam entre as opções de brinquedos e materiais e brinque em alguns grupos.

Faça registros escritos ou de imagem, que possa utilizar posteriormente no planejamento de novas intervenções no parque ou mesmo para desenvolver um projeto ou sequência didática com a turma. Crianças com o catavento, por exemplo, podem desenvolver diálogos ricos, discussões e levantamento de hipóteses interessantes sobre o ar e o vento, que podem ser aprofundadas em outro momento.


6

Quando restarem cinco minutos para o final do horário proposto para a brincadeira no parque, antecipe às crianças que este momento se encerrará em breve. Após os cinco minutos, peça que recolham e organizem os materiais e brinquedos de volta na caixa. Chame as crianças para sentar em roda com você e conversem sobre as interações com os objetos e com o grupo. Por exemplo: do que brincaram, quais brinquedos não conheciam e experimentaram hoje, o que acharam da experiência, que diferentes formas de brincar exploraram, com quem brincaram, o que aprenderam e ensinaram. Sugira que comentem também sobre as conquistas pessoais: que movimentos exploraram, o que conseguiram fazer pela primeira vez, no que perceberam maior habilidade etc.


Para finalizar:

A partir desta conversa sobre as brincadeiras no parque, combinem que esta caixa de brinquedos tradicionais estará disponível para utilizarem sempre que desejarem, inclusive para crianças de outras turmas, o que permitirá que o acervo seja aumentado. Relembrem a próxima atividade da rotina e dirijam-se aos sanitários ou lavatórios para a higiene.

Desdobramentos

Havendo interesse das crianças, vocês podem conversar sobre outros brinquedos que aparecem na obra e que não foram ofertados na caixa. Dialoguem sobre quais brinquedos podem construir, quais materiais precisarão coletar e envolvam a comunidade escolar nesta proposta. Por exemplo, se o interesse foi pelos cavalinhos, vocês podem combinar como podem construir alguns, levantando entre as próprias crianças ou adultos da escola sugestões de materiais e de como fazê-los.

Você também pode propor que a turma aprofunde os conhecimentos sobre a obra e o artista, pesquisando sua biografia, conhecendo a técnica de pintura que utiliza, outras obras e sua relevância no Brasil e no Mundo.

A partir das investigações que você observou e registrou durante a brincadeira, pode organizar com a turma as questões que surgiram, buscando as respostas através de pesquisas e experimentações (sequência didática ou projeto).

Engajando as famílias

Você pode envolver as famílias através de uma pesquisa sobre brinquedos e brincadeiras da infância. Incentive as crianças a pesquisarem junto aos pais e avós e façam juntos uma lista, tabulando os resultados. Vejam a possibilidade de participação dos familiares na viabilização das brincadeiras, seja construindo brinquedos, coletando materiais ou vindo até à escola ensinar uma brincadeira. Essa interação ampliará bastante as possibilidades de brincadeiras no parque.


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