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Plano de aula - Evolução do verbete

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 4º ano do EF sobre Evolução do verbete

Plano 01 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Márcia Regina Pereira

 

Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a primeira aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero verbete (resumo), no campo de atuação da vida cotidiana, campo artístico e literário e campo da vida pública. A aula faz parte do módulo de leitura/escuta (compartilhada/autônoma).

Materiais necessários: Dicionários da Língua Portuguesa, enciclopédias, texto para leitura, computador com acesso à internet (se possível), projetor de slides e tela, cópias individuais do texto para leitura, um impresso da atividade escrita para cada grupo e cadernos dos alunos para anotar a definição do gênero em estudo.

Informações sobre o gênero: O conhecimento científico foi por muito tempo restrito a poucos, a organização da enciclopédia (e seus verbetes) foi uma das primeiras tentativas de compilação de conhecimentos de diversas áreas, de uma forma simples e breve, com o intuito de divulgação para o público leigo. O verbete é, portanto, um gênero específico da esfera de divulgação científica. Verbetes são encontrados principalmente em enciclopédias, dicionários comuns da língua ou em específicos de determinadas áreas do conhecimento, sendo utilizados quando não se consegue fazer inferências sobre o significado de uma expressão ou de uma palavra a partir do seu contexto ou para se obter dados mais específicos a respeito de algum vocábulo. É considerado o 1º hipertexto do qual se tem notícia: sua leitura pode seguir muitos caminhos e o uso de remissões a outras palavras tem a função de “linkagem”, recurso muito comum hoje na internet. Para dialogar com o gênero será importante se familiarizar também com outros textos de divulgação científica, como as reportagens científicas, que nessa sequência serão fonte de informações para a produção de verbetes.

Dificuldades antecipadas: Muitos alunos não se interessam pela leitura de textos expositivos de divulgação científica por não conseguirem estabelecer um diálogo compreensivo com o assunto abordado devido à falta de estratégias para significá-lo. Geralmente, não conseguem decifrar o sentido de termos específicos de uma determinada área do conhecimento, desistindo de buscar a compreensão por meio da releitura do próprio texto, somada a outras pesquisas para encontrar respostas em fontes externas, como os verbetes de dicionários e enciclopédias. Além disso, geralmente o dicionário costuma ser apresentado apenas como fonte de pesquisa do significado da palavra ou da sua ortografia convencional, no entanto é portador de outras informações como a sintaxe e a morfológica. Há também a dificuldade de identificar o gênero como um hipertexto, já que na era digital as linkagens são feitas em um clique, enquanto nos verbetes é necessário buscar, pelo índice alfabético, as palavras de remissão. Devido à evolução tecnológica dos portadores, hoje em dia, as buscas são mais simples de serem efetuada e há muito mais paratextos e imagens atreladas ao verbete, o que aumenta o interesse dos alunos por esse gênero quando digital e diminui quando o gênero é veiculado de forma analógica.

Referências sobre o assunto:

SCHENEUWLY, Bernard; NOVERRAZ, Michèle; DOLZ, Joaquim. Sequências didáticas para o oral e a escrita: Apresentação de um procedimento. In: Scheneuwly, Bernard; DOLZ, Joaquim; e colaboradores. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado das Letras, 2.010. p. 81-108.

ROJO, Roxane. O letramento escolar e os textos da divulgação científica – a apropriação dos gêneros de discurso na escola. Linguagem em (Dis)curso – LemD, v. 8, n. 3, p. 581-612, set./dez. 2008.

SOLÉ, Isabel. O Ensino de Estratégias de Compreensão Leitora. In: Estratégias de Leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998, 6ª edição, p. 67-83.

COLOMER, Teresa; CAMPOS, Anna. O ensino e a aprendizagem da leitura. In: Ensinar a ler, ensinar a compreender. Porto Alegre: Artmed, 2002 – p. 59-70.

Título da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Se possível, realize essa aula na sala de leitura ou na biblioteca da escola. Apresente a proposta da aula aos alunos. Diga-lhes que envolverá brincadeiras, pesquisas e muitas descobertas.
  • Pergunte aos alunos o que fazem quando querem descobrir o significado de uma palavra ou para saber mais sobre determinado assunto?
  • Pergunte-lhes se preferem pesquisar nos meios digitais ou impressos?

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Mostre as imagens do slide, pergunte: O que aparece nessas imagens? É possível que percebam que as imagens são de enciclopédias, de uma página de enciclopédia online e de um dicionário. Caso não percebam você pode informar. Em seguida pergunte: Para que enciclopédias e dicionários servem? Em que casos consultamos?
  • Pergunte se é possível organizar as imagens em uma espécie de linha do tempo. O que veio antes? Foque na evolução desses meios de divulgação de informações científicas. Informe-os que a divulgação de informações científicas se deu inicialmente por meio de dicionários, com a definição das palavras, posteriormente com as enciclopédias, que possibilitaram relacionar mais termos e conceitos, chegando por fim a suas versões online. Conte que as enciclopédias eram coleções enormes, com volumes pesados e geralmente caros. Se estiver na biblioteca, mostre diferentes versões de dicionários e enciclopédias.
  • Hoje em dia temos como importante fonte de pesquisa a internet. Pergunte se algum deles já pesquisou na Winkipédia, plataforma conhecida como enciclopédia “livre” e online. Informe que a Winkipédia é livre porque divulga informações gratuitamente e porque qualquer pessoa pode criar, publicar e revisar verbetes. Leve-os a refletir sobre a validade das informações que estão na internet. Podemos confiar em todas as fontes de busca na internet?
  • Questione-os sobre como poderíamos saber se as fontes são confiáveis? Desperte a dúvida: Quem tradicionalmente escreve os verbetes de enciclopédia e de dicionário? São estudiosos dos assuntos? Conhecemos sua autoria? (Originalmente quem escreve os verbetes são os especialistas da área, que cuidam para que a linguagem fique acessível ao público em geral. No caso dos dicionários, mesmo que sua produção e revisão conte com muitos colaboradores, é mais fácil identificar sua autoria, como, por exemplo, no caso do “Dicionário Aurélio” (escrito por Aurélio Buarque de Holanda, em 1975), “Dicionário Michaelis” (escrito originalmente por Henriette Michaelis, no final do séc. XIX) ou o “Dicionário do Folclore Brasileiro“ (Luís Câmara Cascudo,1954). As enciclopédias contam muitos autores, de diferentes áreas do conhecimento, por isso, dificilmente são assinadas por um só autor.)

Materiais complementares:

Se estiver na biblioteca, mostre diferentes versões de dicionários e enciclopédias.

Se tiver computador disponível, navegue pelo site da Wikipédia, para que os alunos conheçam. Link: https://www.wikipedia.org/

É possível apresentar também um dicionário online. Link: https://dicionario.priberam.org/

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 35 minutos

Orientações:

  • Convide os alunos para participarem de uma brincadeira chamada “Stop”.
  • Divida-os em grupos de 4 alunos, deixando disponível para cada grupo dois dicionários de Língua Portuguesa, um dos volumes de uma enciclopédia e um computador com acesso à internet. Geralmente as escolas possuem enciclopédias antigas, o que seria propício para que pudessem vivenciar a leitura do gênero em sua “primeira formatação”. Garanta que cada grupo tenha, minimamente, um dicionário da Língua Portuguesa.
  • Explique que para brincar, deverão ouvir e acompanhar a leitura do texto “Como fazíamos sem… Remédios”. Entregue para os grupos uma cópia do texto que está nos materiais complementares.
  • Esclareça que, após uma conversa sobre a leitura realizada, você apresentará algumas palavras que precisam ser melhor definidas. Eles devem pesquisar nos portadores textuais disponíveis. Devem pesquisar, se necessário, outras palavras que levem ao claro entendimento do termo.
  • Peça dessa maneira para que anotem as respostas de forma clara e objetiva, mostrando que eles chegaram a um entendimento comum sobre o termo. As descobertas podem ser registradas no caderno ou na ficha que consta nos materiais complementares. O grupo que finalizar as buscas primeiro e que tiver o completo entendimento dos termos, deve dizer “Stop”. Todos que estiverem pesquisando devem parar para ouvir as descobertas sobre as palavras. Valide se está tudo correto, caso haja incoerências ou incertezas, incentive que continuem buscando.
  • Dentre todos os termos selecionados para a brincadeira, tem um que não será encontrado no dicionário, pois diz respeito a uma personalidade histórica: “Dom Pedro I”. Por isso, será interessante ter uma enciclopédia disponível para consulta. Caso não haja essa possibilidade, problematize porque não é possível encontrar referências sobre personalidades e fatos históricos no dicionário.
  • Há também palavras no plural, como “sãos” e “barbeiros”, que só serão encontradas no singular. Isso ocorre pois se entende que a palavra no plural é apenas uma variação de sua forma singular, e não uma outra palavra. O mesmo pode ocorrer com algumas palavras (em geral adjetivos) que só aparecerão em sua forma masculina (como no caso de “sintética”, que só aparecerá como “sintético”). Saber essas informações pode otimizar a busca por palavras no dicionário.

Comentários: É importante que, ao final da aula, os alunos saibam diferenciar momentos em que se faz necessária a busca em uma enciclopédia ou dicionário. O dicionário é uma coleção organizada (em ordem alfabética) com palavras de uma língua e sua significação. Já a enciclopédia é uma obra mais abrangente (também organizada em ordem alfabética) que trata de termos e suas relações, conceitos e ideias, períodos e personalidades históricas….ou seja, se trata de uma compilação de saberes e de conhecimentos da humanidade.

Materiais complementares: Texto para impressão: “Como fazíamos sem… Remédios”. Clique aqui.

Ficha para registro das respostas da Brincadeira Stop. Clique aqui.

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Slide Plano Aula

Orientações

  • Conduza os alunos a realizarem uma pré-leitura observando o todo, partindo do título, com o objetivo de despertar curiosidade para conhecer a informação que nele veicula. Esse é o momento de ensinar as estratégias de leitura primordiais. Elabore perguntas:
  • Como podemos identificar o assunto do texto se não há uma ilustração?
  • Que tal observarmos o título? Que informações nos trazem?
  • Alguém já o conhece? Sabe como as pessoas faziam quando não havia remédios?
  • Qual é a referência: o autor, a editora, o ano de sua edição?
  • Em que portador textual veiculou?
  • Está escrito em verso ou em prosa?
  • É composto por quantos parágrafos?
  • Há palavras destacadas, por quê?

  • Certamente os alunos irão expor suas impressões oralmente, fato que trará hipóteses iguais e diferentes. Aproveite o momento para fomentar as dúvidas, estimulando pequenos diálogos entre as opiniões diversas. Isso fará com que a aula tenha movimento e a leitura seja desejada. Realize-a em voz alta, de maneira clara e objetiva, como o gênero solicita. Nesse momento, você será uma referência de leitor fluente. Imprima o texto para os alunos acompanharem.

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Slide Plano Aula

Orientações

  • Continuação do texto

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Slide Plano Aula

Orientações:

  • Apresente a seguinte situação-problema:

“Ao ler esse texto, encontrei algumas palavras que não consegui entender ou que não estou segura do que significam nesse contexto. Nem mesmo lendo o texto novamente pude inferir sobre seus significados. Também gostaria de saber um pouquinho sobre D. Pedro I, pois não me recordo da importância dele na história do nosso país”.

2. Pergunte a eles como podemos resolver esse problema, de maneira que encontrem um melhor esclarecimento sobre esses termos. Ouça as respostas e os desafie: “O grupo que encontrar primeiro as informações necessárias para se entender melhor esses termos, falará em voz alta “Stop” e todos deverão parar para ouvir as descobertas”. Esclareça que poderão pesquisar nos materiais físicos disponibilizados (dicionários e enciclopédias) e se possível na internet.

3. Ouça as respostas do grupo que terminar primeiro. Oriente a escuta atenta dos demais, que poderão validar ou não a pesquisa dos colegas de acordo com as que fizeram.

4. Quando a brincadeira terminar, convide-os para uma discussão coletiva. Questione-os:

  • Quais foram as fontes pesquisadas? Em qual delas foi possível encontrar as respostas?
  • Como estavam organizadas as palavras nos portadores físicos? E nos portadores digitais?
  • Havia mais de um significado para a mesma palavra? Como vocês souberem qual era o significado que cabia ao texto? (No caso da palavra “purga”, por exemplo, aparecem até três significados. Antes da definição é possível que apareça a área do conhecimento correspondente, como no dicionário online “Dicio”: “Purga: Farmacologia. Medicamento que possui propriedades laxativas”.)
  • Foi necessário a busca por outras palavras para a melhor compreensão dos significados? (No caso da palavra “Sinapismo”, sua definição traz o termo “Cataplasma”, assim, se torna necessário recorrer também a esse significado para melhor compreensão da palavra. Em alguns dicionários pode aparecer: “Sinapismo: Cataplasma cuja base é formada de mostarda”, assim o entendimento só fica completo quando descobrimos o significado de “Cataplasma: Preparado de plantas medicinais, aplicado sobre um machucado ou parte do corpo dolorida, usado entre dois panos, folhas ou com diversos materiais apropriados, para fins terapêuticos”)
  • A definição do verbete indicava a pesquisa de outras palavras? Como é feita essa indicação? Em dicionários impressos as palavras de remissão podem vir identificadas com “ver…” ou “vide ….”, nos meios digitais vem em azul e sublinhadas, são hiperlinks, acessíveis com um clique. )

Materiais complementares:

Significados das palavras segundo o dicionário online “Dicio”: São, Barbeiro, Purga, Sinapismo (e Cataplasma), Sintético. Acesso em 01/09/2018.

Ficha para registro das respostas da Brincadeira Stop. Clique aqui.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Para finalizar, retome o que desencadeou a pesquisa, sistematizando toda a aula: leitura, dúvidas sobre termos e conceitos, pesquisa, compreensão.
  • Pergunte a eles o que devemos fazer quando não compreendemos um termo ou quando queremos saber mais sobre determinado assunto? Precisamos sempre buscar a resposta em um único portador textual?
  • Qual é o gênero textual que tem a função de conceituar os termos? Eles podem confundir o verbete com o portador textual utilizado na aula, no caso, o dicionário e enciclopédia. Sugira que verifiquem as informações na capa ou na contracapa do dicionário e enciclopédia utilizados, lá eles encontrarão informações sobre a quantidade de verbetes presentes. Podem também buscar o significado da palavra verbete.
  • A partir dessa reflexão, elaborem uma definição coletiva para o gênero verbete, anote no quadro, peça-lhes que anotem no caderno.
  • Se possível, anote em um cartaz (que poderá ficar exposto na sala de aula) ou utilize o flip chart, assim poderão recorrer quando necessário. Para compor esse cartaz você pode recortar as imagens que apareceram no slide do início da aula e que estão nos materiais complementares (Wikipédia, enciclopédia física e dicionário).

Materiais complementares: Imagens para compor um cartaz na sala, clique aqui.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a primeira aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero verbete (resumo), no campo de atuação da vida cotidiana, campo artístico e literário e campo da vida pública. A aula faz parte do módulo de leitura/escuta (compartilhada/autônoma).

Materiais necessários: Dicionários da Língua Portuguesa, enciclopédias, texto para leitura, computador com acesso à internet (se possível), projetor de slides e tela, cópias individuais do texto para leitura, um impresso da atividade escrita para cada grupo e cadernos dos alunos para anotar a definição do gênero em estudo.

Informações sobre o gênero: O conhecimento científico foi por muito tempo restrito a poucos, a organização da enciclopédia (e seus verbetes) foi uma das primeiras tentativas de compilação de conhecimentos de diversas áreas, de uma forma simples e breve, com o intuito de divulgação para o público leigo. O verbete é, portanto, um gênero específico da esfera de divulgação científica. Verbetes são encontrados principalmente em enciclopédias, dicionários comuns da língua ou em específicos de determinadas áreas do conhecimento, sendo utilizados quando não se consegue fazer inferências sobre o significado de uma expressão ou de uma palavra a partir do seu contexto ou para se obter dados mais específicos a respeito de algum vocábulo. É considerado o 1º hipertexto do qual se tem notícia: sua leitura pode seguir muitos caminhos e o uso de remissões a outras palavras tem a função de “linkagem”, recurso muito comum hoje na internet. Para dialogar com o gênero será importante se familiarizar também com outros textos de divulgação científica, como as reportagens científicas, que nessa sequência serão fonte de informações para a produção de verbetes.

Dificuldades antecipadas: Muitos alunos não se interessam pela leitura de textos expositivos de divulgação científica por não conseguirem estabelecer um diálogo compreensivo com o assunto abordado devido à falta de estratégias para significá-lo. Geralmente, não conseguem decifrar o sentido de termos específicos de uma determinada área do conhecimento, desistindo de buscar a compreensão por meio da releitura do próprio texto, somada a outras pesquisas para encontrar respostas em fontes externas, como os verbetes de dicionários e enciclopédias. Além disso, geralmente o dicionário costuma ser apresentado apenas como fonte de pesquisa do significado da palavra ou da sua ortografia convencional, no entanto é portador de outras informações como a sintaxe e a morfológica. Há também a dificuldade de identificar o gênero como um hipertexto, já que na era digital as linkagens são feitas em um clique, enquanto nos verbetes é necessário buscar, pelo índice alfabético, as palavras de remissão. Devido à evolução tecnológica dos portadores, hoje em dia, as buscas são mais simples de serem efetuada e há muito mais paratextos e imagens atreladas ao verbete, o que aumenta o interesse dos alunos por esse gênero quando digital e diminui quando o gênero é veiculado de forma analógica.

Referências sobre o assunto:

SCHENEUWLY, Bernard; NOVERRAZ, Michèle; DOLZ, Joaquim. Sequências didáticas para o oral e a escrita: Apresentação de um procedimento. In: Scheneuwly, Bernard; DOLZ, Joaquim; e colaboradores. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado das Letras, 2.010. p. 81-108.

ROJO, Roxane. O letramento escolar e os textos da divulgação científica – a apropriação dos gêneros de discurso na escola. Linguagem em (Dis)curso – LemD, v. 8, n. 3, p. 581-612, set./dez. 2008.

SOLÉ, Isabel. O Ensino de Estratégias de Compreensão Leitora. In: Estratégias de Leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998, 6ª edição, p. 67-83.

COLOMER, Teresa; CAMPOS, Anna. O ensino e a aprendizagem da leitura. In: Ensinar a ler, ensinar a compreender. Porto Alegre: Artmed, 2002 – p. 59-70.

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Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Se possível, realize essa aula na sala de leitura ou na biblioteca da escola. Apresente a proposta da aula aos alunos. Diga-lhes que envolverá brincadeiras, pesquisas e muitas descobertas.
  • Pergunte aos alunos o que fazem quando querem descobrir o significado de uma palavra ou para saber mais sobre determinado assunto?
  • Pergunte-lhes se preferem pesquisar nos meios digitais ou impressos?

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Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Mostre as imagens do slide, pergunte: O que aparece nessas imagens? É possível que percebam que as imagens são de enciclopédias, de uma página de enciclopédia online e de um dicionário. Caso não percebam você pode informar. Em seguida pergunte: Para que enciclopédias e dicionários servem? Em que casos consultamos?
  • Pergunte se é possível organizar as imagens em uma espécie de linha do tempo. O que veio antes? Foque na evolução desses meios de divulgação de informações científicas. Informe-os que a divulgação de informações científicas se deu inicialmente por meio de dicionários, com a definição das palavras, posteriormente com as enciclopédias, que possibilitaram relacionar mais termos e conceitos, chegando por fim a suas versões online. Conte que as enciclopédias eram coleções enormes, com volumes pesados e geralmente caros. Se estiver na biblioteca, mostre diferentes versões de dicionários e enciclopédias.
  • Hoje em dia temos como importante fonte de pesquisa a internet. Pergunte se algum deles já pesquisou na Winkipédia, plataforma conhecida como enciclopédia “livre” e online. Informe que a Winkipédia é livre porque divulga informações gratuitamente e porque qualquer pessoa pode criar, publicar e revisar verbetes. Leve-os a refletir sobre a validade das informações que estão na internet. Podemos confiar em todas as fontes de busca na internet?
  • Questione-os sobre como poderíamos saber se as fontes são confiáveis? Desperte a dúvida: Quem tradicionalmente escreve os verbetes de enciclopédia e de dicionário? São estudiosos dos assuntos? Conhecemos sua autoria? (Originalmente quem escreve os verbetes são os especialistas da área, que cuidam para que a linguagem fique acessível ao público em geral. No caso dos dicionários, mesmo que sua produção e revisão conte com muitos colaboradores, é mais fácil identificar sua autoria, como, por exemplo, no caso do “Dicionário Aurélio” (escrito por Aurélio Buarque de Holanda, em 1975), “Dicionário Michaelis” (escrito originalmente por Henriette Michaelis, no final do séc. XIX) ou o “Dicionário do Folclore Brasileiro“ (Luís Câmara Cascudo,1954). As enciclopédias contam muitos autores, de diferentes áreas do conhecimento, por isso, dificilmente são assinadas por um só autor.)

Materiais complementares:

Se estiver na biblioteca, mostre diferentes versões de dicionários e enciclopédias.

Se tiver computador disponível, navegue pelo site da Wikipédia, para que os alunos conheçam. Link: https://www.wikipedia.org/

É possível apresentar também um dicionário online. Link: https://dicionario.priberam.org/

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Tempo sugerido: 35 minutos

Orientações:

  • Convide os alunos para participarem de uma brincadeira chamada “Stop”.
  • Divida-os em grupos de 4 alunos, deixando disponível para cada grupo dois dicionários de Língua Portuguesa, um dos volumes de uma enciclopédia e um computador com acesso à internet. Geralmente as escolas possuem enciclopédias antigas, o que seria propício para que pudessem vivenciar a leitura do gênero em sua “primeira formatação”. Garanta que cada grupo tenha, minimamente, um dicionário da Língua Portuguesa.
  • Explique que para brincar, deverão ouvir e acompanhar a leitura do texto “Como fazíamos sem… Remédios”. Entregue para os grupos uma cópia do texto que está nos materiais complementares.
  • Esclareça que, após uma conversa sobre a leitura realizada, você apresentará algumas palavras que precisam ser melhor definidas. Eles devem pesquisar nos portadores textuais disponíveis. Devem pesquisar, se necessário, outras palavras que levem ao claro entendimento do termo.
  • Peça dessa maneira para que anotem as respostas de forma clara e objetiva, mostrando que eles chegaram a um entendimento comum sobre o termo. As descobertas podem ser registradas no caderno ou na ficha que consta nos materiais complementares. O grupo que finalizar as buscas primeiro e que tiver o completo entendimento dos termos, deve dizer “Stop”. Todos que estiverem pesquisando devem parar para ouvir as descobertas sobre as palavras. Valide se está tudo correto, caso haja incoerências ou incertezas, incentive que continuem buscando.
  • Dentre todos os termos selecionados para a brincadeira, tem um que não será encontrado no dicionário, pois diz respeito a uma personalidade histórica: “Dom Pedro I”. Por isso, será interessante ter uma enciclopédia disponível para consulta. Caso não haja essa possibilidade, problematize porque não é possível encontrar referências sobre personalidades e fatos históricos no dicionário.
  • Há também palavras no plural, como “sãos” e “barbeiros”, que só serão encontradas no singular. Isso ocorre pois se entende que a palavra no plural é apenas uma variação de sua forma singular, e não uma outra palavra. O mesmo pode ocorrer com algumas palavras (em geral adjetivos) que só aparecerão em sua forma masculina (como no caso de “sintética”, que só aparecerá como “sintético”). Saber essas informações pode otimizar a busca por palavras no dicionário.

Comentários: É importante que, ao final da aula, os alunos saibam diferenciar momentos em que se faz necessária a busca em uma enciclopédia ou dicionário. O dicionário é uma coleção organizada (em ordem alfabética) com palavras de uma língua e sua significação. Já a enciclopédia é uma obra mais abrangente (também organizada em ordem alfabética) que trata de termos e suas relações, conceitos e ideias, períodos e personalidades históricas….ou seja, se trata de uma compilação de saberes e de conhecimentos da humanidade.

Materiais complementares: Texto para impressão: “Como fazíamos sem… Remédios”. Clique aqui.

Ficha para registro das respostas da Brincadeira Stop. Clique aqui.

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Orientações

  • Conduza os alunos a realizarem uma pré-leitura observando o todo, partindo do título, com o objetivo de despertar curiosidade para conhecer a informação que nele veicula. Esse é o momento de ensinar as estratégias de leitura primordiais. Elabore perguntas:
  • Como podemos identificar o assunto do texto se não há uma ilustração?
  • Que tal observarmos o título? Que informações nos trazem?
  • Alguém já o conhece? Sabe como as pessoas faziam quando não havia remédios?
  • Qual é a referência: o autor, a editora, o ano de sua edição?
  • Em que portador textual veiculou?
  • Está escrito em verso ou em prosa?
  • É composto por quantos parágrafos?
  • Há palavras destacadas, por quê?

  • Certamente os alunos irão expor suas impressões oralmente, fato que trará hipóteses iguais e diferentes. Aproveite o momento para fomentar as dúvidas, estimulando pequenos diálogos entre as opiniões diversas. Isso fará com que a aula tenha movimento e a leitura seja desejada. Realize-a em voz alta, de maneira clara e objetiva, como o gênero solicita. Nesse momento, você será uma referência de leitor fluente. Imprima o texto para os alunos acompanharem.

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  • Continuação do texto
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Orientações:

  • Apresente a seguinte situação-problema:

“Ao ler esse texto, encontrei algumas palavras que não consegui entender ou que não estou segura do que significam nesse contexto. Nem mesmo lendo o texto novamente pude inferir sobre seus significados. Também gostaria de saber um pouquinho sobre D. Pedro I, pois não me recordo da importância dele na história do nosso país”.

2. Pergunte a eles como podemos resolver esse problema, de maneira que encontrem um melhor esclarecimento sobre esses termos. Ouça as respostas e os desafie: “O grupo que encontrar primeiro as informações necessárias para se entender melhor esses termos, falará em voz alta “Stop” e todos deverão parar para ouvir as descobertas”. Esclareça que poderão pesquisar nos materiais físicos disponibilizados (dicionários e enciclopédias) e se possível na internet.

3. Ouça as respostas do grupo que terminar primeiro. Oriente a escuta atenta dos demais, que poderão validar ou não a pesquisa dos colegas de acordo com as que fizeram.

4. Quando a brincadeira terminar, convide-os para uma discussão coletiva. Questione-os:

  • Quais foram as fontes pesquisadas? Em qual delas foi possível encontrar as respostas?
  • Como estavam organizadas as palavras nos portadores físicos? E nos portadores digitais?
  • Havia mais de um significado para a mesma palavra? Como vocês souberem qual era o significado que cabia ao texto? (No caso da palavra “purga”, por exemplo, aparecem até três significados. Antes da definição é possível que apareça a área do conhecimento correspondente, como no dicionário online “Dicio”: “Purga: Farmacologia. Medicamento que possui propriedades laxativas”.)
  • Foi necessário a busca por outras palavras para a melhor compreensão dos significados? (No caso da palavra “Sinapismo”, sua definição traz o termo “Cataplasma”, assim, se torna necessário recorrer também a esse significado para melhor compreensão da palavra. Em alguns dicionários pode aparecer: “Sinapismo: Cataplasma cuja base é formada de mostarda”, assim o entendimento só fica completo quando descobrimos o significado de “Cataplasma: Preparado de plantas medicinais, aplicado sobre um machucado ou parte do corpo dolorida, usado entre dois panos, folhas ou com diversos materiais apropriados, para fins terapêuticos”)
  • A definição do verbete indicava a pesquisa de outras palavras? Como é feita essa indicação? Em dicionários impressos as palavras de remissão podem vir identificadas com “ver…” ou “vide ….”, nos meios digitais vem em azul e sublinhadas, são hiperlinks, acessíveis com um clique. )

Materiais complementares:

Significados das palavras segundo o dicionário online “Dicio”: São, Barbeiro, Purga, Sinapismo (e Cataplasma), Sintético. Acesso em 01/09/2018.

Ficha para registro das respostas da Brincadeira Stop. Clique aqui.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Para finalizar, retome o que desencadeou a pesquisa, sistematizando toda a aula: leitura, dúvidas sobre termos e conceitos, pesquisa, compreensão.
  • Pergunte a eles o que devemos fazer quando não compreendemos um termo ou quando queremos saber mais sobre determinado assunto? Precisamos sempre buscar a resposta em um único portador textual?
  • Qual é o gênero textual que tem a função de conceituar os termos? Eles podem confundir o verbete com o portador textual utilizado na aula, no caso, o dicionário e enciclopédia. Sugira que verifiquem as informações na capa ou na contracapa do dicionário e enciclopédia utilizados, lá eles encontrarão informações sobre a quantidade de verbetes presentes. Podem também buscar o significado da palavra verbete.
  • A partir dessa reflexão, elaborem uma definição coletiva para o gênero verbete, anote no quadro, peça-lhes que anotem no caderno.
  • Se possível, anote em um cartaz (que poderá ficar exposto na sala de aula) ou utilize o flip chart, assim poderão recorrer quando necessário. Para compor esse cartaz você pode recortar as imagens que apareceram no slide do início da aula e que estão nos materiais complementares (Wikipédia, enciclopédia física e dicionário).

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