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Plano de aula > Educação Infantil > Pré Escola - Crianças pequenas (4 anos a 6 anos e 2 meses)

Atividade - O desenho das cavernas

As crianças vão usar tinta a base de urucum e carvão para realizar desenhos inspirados em pinturas rupestres.

Plano 03 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Atividade alinhada à BNCC: • POR: Maria de Lourdes Carvalho Pereira

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O que fazer antes?

Contextos prévios:

Para realizar esta proposta é importante que as crianças já tenham participado anteriormente de atividades e pesquisas sobre pintura, desenhos ou escrita em cavernas. Materiais e produções anteriores poderão ser resgatados para elucidar o contexto da criação dos desenhos e servir de referência para as crianças.

Receitas para tinturas naturais você pode encontrar em:

https://novaescola.org.br/conteudo/1286/a-tinta-que-vem-da-natureza

Materiais:

Os desenhos podem ser realizados diretamente em muros, paredes, no chão da escola, a partir de possíveis acordos internos, favorecendo a simulação de suportes similares aos que os homens utilizavam em cavernas. Como opção, podem ser utilizadas caixas grandes e inteiras de papelão e disponibilizados papelão recortado em vários tamanhos.

Livros e ou imagens variadas sobre arte rupestre, conforme apontado no Contextos Prévios. Carvão, urucum em pó (as sementes também são interessantes) água, cola, potes para o preparo, gravetinhos. Receita para a tinta natural de urucum. É importante testar a receita antecipadamente e analisar a quantidade em função de seu número de alunos. Cartolina e pincel atômico, se preferir escrever a receita com as crianças no momento da produção.Caixa com jogos de montar, para atividade autônoma no momento do preparo da receita de tinta natural.

Máquina fotográfica ou celular para a documentação da proposta.

Espaços:

Se for permitida a produção direta em algumas paredes ou muros, a proposta se dará nesse local. Se forem utilizadas as caixas, busque um local agradável e tranquilo, que pode ser na área verde da escola, se houver, ou em outro espaço amplo.

Disponha os materiais de forma harmoniosa e instigadora; os papelões recortados podem estar arranjados no gramado ou encostados em um tronco de árvore, as caixas, algumas montadas outras não, espalhadas no entorno.

Reaproveite cestas de vime ou de palha para acomodar o carvão e todo o material para a produção da tinta natural e, assim, criar uma atmosfera convidativa e envolvente.

Tempo sugerido:

Aproximadamente uma hora e 15 minutos.

Perguntas para guiar suas observações:

1. As crianças atuam de forma interessada, envolvidas nas criações?

2. No processo de produção dialogam sobre os elementos da arte rupestre? Fazem uso de movimentos e gestos durante suas criações?

3.As crianças interagem durante as produções, dialogando sobre os materiais, os suportes e expressando as ideias delas nos desenhos?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada criança.

Esta atividade oferece uma gama de oportunidades de participação e de expressão da criança. Além do desenho, proporcione oportunidades de movimentação amplas no espaço e de exploração desuportes e materiais. Se algumas crianças apresentarem dificuldades em lidar com alguns materiais, ofereça ajuda ou proponha que trabalhe com algum colega. Mesmo assim, se alguém não se envolver com a atividade principal, apresente alternativas: ser o bibliotecário dos livros e imagens rupestres da pesquisa, o parceiro de pintura de algum colega ou o auxiliar do registro fotográfico no dia.

O que fazer durante?

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1

Convide as crianças para sentarem em roda -grande grupo- com você. Compartilhe que terão oportunidade de desenhar com alguns materiais que se assemelham aos que os homens das cavernas usavam.

Apresente as imagens e livros de pinturas rupestres que já foram utilizados em atividades anteriores e resgate um pouco com as crianças o que já sabem sobre essas pinturas, focando agora no desenho que irão produzir.

Possíveis falas do professor neste momento: Pessoal, crianças e adultos daquela época não tinham canetas e tintas como a gente, o que será que utilizavam para deixar essas marcas na parede da caverna? O que podem representar esses desenhos?


2

Acolha ideias e percepções das crianças sobre as imagens, certamente elas apresentarão hipóteses a respeito de como esses desenhos eram registrados nas paredes das cavernas. Durante a conversa, desperte a reflexão sobre o ambiente natural da época, as cores de plantas e frutos, ampliando as possibilidades de se chegar às tinturas naturais.

Apresente o carvão e o urucum como elementos naturais que serão experimentados para desenhar. Deixem que explorem um pouco os materiais, suas texturas e cheiros e que socializem impressões e conhecimentos prévios sobre eles.

Instigue a preparaçãoda tinta e socialize a ideia de fazer os desenhos e pinturas nas paredes, nos muros, no chão ou nos recortes de papelão e nas caixas que estão à disposição, conforme sua decisão.

Possíveis ações das crianças nesse momento: Pegando uma pedra de carvão, uma criança experimenta riscar algo no chão e mostra para os colegas que é possível escrever com ele.


3

Convide as crianças para preparar a tintura de urucum e diga que ela será usada na experiência de criar desenhos das cavernas.

Mostre o material já organizado previamente, dispondo para cada grupo potes para o preparo, o pó de urucum, a água, a cola e alguns gravetinhos para mexer a tintura.

Apresente a receita da tintura de urucum (no papel já impresso ou em cartaz que pode ser elaborado no próprio momento, junto com as crianças).

Leia e dialogue com as crianças a partir de suas manifestações sobre os produtos e a forma de preparo. Neste momento é interessante ter mais um adulto como apoio, se não for possível, ofereça um espaço com uma outra proposta, que já desenvolvam com autonomia, por exemplo, uma caixa com jogos de montar, e organize a turma em pequenos grupos. Enquanto a proposta de preparação da tintura é realizada com um pequeno grupo, os demais vão brincando com os jogos, assim, todos aproveitam o momento de criação da receita.


4

Após o preparo da tinta por cada pequeno grupo, é o momento de as crianças criarem seus desenhos nos suportes e materiais que escolherem, dentre os que estiverem disponíveis, como as caixas de papelão, muros, chão, carvão e tinta natural.

Acompanhe as produções, observando e oferecendo orientações, caso sejam necessárias. Elas podem realizar suas produções individuais ou combinarem com os colegas, como preferirem.

As crianças precisam de um bom tempo para que possam criar com espontaneidade e explorar os recursos disponíveis. É possível que incorporem movimentos e gestos relacionados à época das cavernas. Aproveite para observar e documentar com escrita, fotos e/ou pequenos vídeos.

Caso alguma criança apresente resistência ou desinteresse em relação à proposta, mostre outras possibilidades, envolvendo-a na temática por meio de outras linguagens e possibilidades expressivas. Por exemplo, sugira uma brincadeira de faz de conta de diretor de artes, na qual ela é convidada a explorar os livros e imagens rupestres para fazer sugestões de desenhos aos colegas,.


5

Comunique o tempo para finalização do desenho. Conforme as crianças forem terminando as criações, convide-as para colaborar com a organização do espaço, guardando os materiais, limpando alguma coisa ou mesmo auxiliando algum colega que estiver precisando, enquanto o restante do grupo finaliza a proposta.


Para finalizar:

Confira com as crianças a organização e a limpeza do espaço e peça ajuda para levar alguns materiais ao local onde devem ser guardados.

Diga às crianças que as produções ficarão um pouco ao sol para secagem (se foram realizadas nos papelões) e que, enquanto isso, elas percorrerão as criações para conhecer e conversar um pouco sobre o que cada colega representou.

Combine também que assim que tudo estiver seco, vocês vão começar aorganizar a exposição na própria sala ou em algum local coberto da escola, para que possam visitá-la em outros momentos assim como outras crianças da escola e seus familiares. Mas se as produções foram realizadas nas próprias paredes, muros e chão da escola converse com as crianças sobre o tempo de permanência delas, que dependerá das condições climáticas. Assim, garanta registros em fotos.

Desdobramentos

Você poderá oferecer esta proposta com outros materiais e suportes, talvez folhas cartonadas, plásticos, papel reciclado ou mesmo forrar as paredes da sala com papel pardo. Existem também outras opções de tinturas naturais, como pó de café, açafrão, flores e até mesmo frutas, vale a pena ampliar as possibilidades. Neste arquivo, você encontra mais informações.

A repetição de uma técnica de produção artística é essencial para seu aprimoramento, novas experimentações e descobertas.

Engajando as famílias

No momento da saída, as famílias podem visitar a exposição. As crianças podem ser convidadas para contar como foi a realização desse desenho das cavernas.

Organize o registro fotográfico do passo a passo da atividade e, em um outro dia, elabore legendas com as crianças, compondo um varal informativo, para ser compartilhado com toda a comunidade escolar no hall de entrada da escola.

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