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Atividade - Instalações Sonoras

POR: Wildes Gomes de Campos 15/12/2018
Código: EDI2_17UND03

Creche / Educação Infantil

Atividade alinhada à BNCC:

(EI02CG03) Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações.

(EI02ET05) Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).

(EI02TS03) Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias.

Plano de atividades de Educação Infantil com atividades para Crianças bem Pequenas sobre a Utilização de diferentes fontes sonoras

Resumo

ilustracao

Crie um espaço em que as crianças possam explorar diferentes sons.

O que fazer antes?

Contextos prévios:

A montagem das instalações requer pesquisa e trabalho prévio. Pode ser realizada em conjunto com outros profissionais da escola e com as famílias em momentos previamente combinados para tal, favorecendo a integração escola e família.

É importante que o planejamento do dia de exploração seja realizado no conjunto dos professores, mas se for realizá-la apenas com sua turma, busque a parceria com a equipe de gestão, para dispor das instalações em locais variados, além da sala de atividades. Todos podem colaborar também com a coleção e seleção de materiais que serão empregados na produção de objetos sonoros, que comporão as Instalações. É um trabalho de longo prazo, mas você pode optar para esta atividade, em criar de duas a três instalações, inicialmente, depois ir aprimorando e ampliando as possibilidades exploratórias. Subsídios para a proposta:

deixe as instalações mais distantes umas das outras, em diferentes espaços, para que a sonoridade seja perceptível. Este texto traz importantes reflexões sobre as possibilidades sonoras e corporais: file:///C:/Users/Windows%2010/Downloads/4634-19277-1-PB.pdf


Este plano faz parte de uma sequência de cinco, são eles:

Exploração e criação de sons com objetos

Brincadeiras com sons do corpo

Instalações Sonoras

Esconde esconde de objetos sonoros

Nossa orquestra: explorando instrumentos musicais

Materiais:

Para a confecção de instrumentos musicais e objetos sonoros a serem utilizados na produção das instalações, serão necessários materiais descartáveis e diversos objetos de largo alcance que também podem ser encontrados na própria unidade, como garrafas pet, latas diversas, argolas de cortinas, tampinhas plásticas e de metal, tocos de madeira, sinos, guizos, mangueiras, funis, tubos de PVC, cilindros e caixas de papelão, elásticos de vários tamanhos, utensílios velhos de cozinha como panelas, tampas e colheres, molhos de chaves, grãos coloridos, pedrinhas, etc.

É interessante utilizar suportes diferentes, como alguns objetos em painéis na parede, outros pendurados como cortinas ou móbiles, outros no chão por onde as crianças passam, etc..Para montagem das instalações: cabos de vassoura, cabides e cintos velhos, fita adesiva, barbantes grossos ou fios plásticos para pendurar alguns objetos (cuidado com a escolha dos fios, pois alguns tipos podem machucar as crianças), pedaços de madeira para fixar alguns objetos. Para algumas instalações será necessário a utilização de ferramentas, pregos, parafusos (utilizados pelos adultos). Aparelho de som, música instrumental selecionada e máquina fotográfica ou celular para documentação da proposta.

Espaços:

As instalações podem ser colocadas pelo pátio e corredores da escola, locais de deslocamento diário das crianças. É interessante que esta atividade seja realizada com duas turmas ou mais da escola, onde as crianças em pequenos grupos, de idades diferentes, possam explorar com maior autonomia os espaços e instalações ali inseridas. Cuide para que o espaço não fique poluído, as instalações precisam estar dispostas de forma agradável visualmente e que a criança sinta a sonoridade dos objetos, e não uma fábrica de ruídos!

Tempo sugerido:

Aproximadamente uma hora. Na primeira vez que realizar a atividade é interessante que ocorra no momento de chegada das crianças à escola, para que seja uma “surpresa”. Depois que se tornarem instalações permanentes a atividade poderá ocorrer a qualquer momento da rotina.

Perguntas para guiar suas observações:

1. As crianças demonstram interesse em percorrer os diferentes espaços procurando pelas instalações ou se fixam em um local? De que forma realizam este deslocamento (andando, correndo, sozinhos, interagindo com algum colega, com o professor, etc.)?

2. Como se dá a investigação das instalações? Pesquisam as diferentes sonoridades dos objetos e criam suas próprias músicas? Realizam movimentos corporais em sintonia com os sons produzidos?

3. Elas percebem diferenças que provocam o atributo dos sons, como por exemplo, que um frasco com arroz faz um som bem mais fraco do que um frasco com tampinhas de refrigerantes? Que o som emitido por um tubo de PVC grosso é bem mais grave do que o de um tubo fininho?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança ou do grupo.

Esta atividade favorece diversas formas de exploração, tanto em relação ao espaço, quanto em relação à interação com crianças e adultos bem como com os objetos e sons. Fique atento para que todas as crianças, em suas individualidades, possam ter garantidos seus interesses, onde desejam ir, o que intencionam mexer, o que buscam explorar, etc..

O que fazer durante?

1

Este momento precisa ser de surpresa e encantamento. Ao chegar à escola, as crianças encontram as instalações sonoras nos diferentes espaços e são convidadas a explorá-las. Combine que elas podem percorrer qualquer espaço, escolhendo onde preferem brincar, mas diga que cada instalação tem alguns sons para descobrir e que é legal de conhecer. Duas ou mais turmas juntas (junto às crianças bem pequenas, podem ser inseridos os bebês e/ou crianças pequenas - de 4/5 anos) A multiplicidade de possibilidades visuais e sonoras irá provocar, naturalmente, diversas formas de interagir e de brincar.

Para garantir a segurança de todas as crianças é importante que combinem de ter sempre algum adulto em cada espaço, próximo a cada instalação. Mas o momento é das crianças explorarem livremente e de você, observar e registrar com fotos, escrita e pequenos vídeos. Para isso fique atento à: forma de deslocamento das crianças pelos espaços; instalações que mais exploram; algum som que tenha sobressaído, causado emoções ou despertado alguns movimentos com seu corpo; se interagem e socializam suas descobertas com as crianças de outras idades e de que forma (oralmente, com gestos, etc.); como exploram as instalações (empurrando, batendo, mexendo, colocando o ouvido próximo ao objeto, etc.); etc..

Possíveis ações da criança neste momento: uma criança maiorzinha pode pegar um bebê no colo para que ele também ouça o barulho em um tubo de pvc que está mais acima, por exemplo. O adulto que estiver próximo pode auxiliá-lo nesta ação sem interferir no desejo da criança.


2

Após um bom tempo de exploração das crianças, você pode brincar junto delas e como brincante, ouvi-las e interagir na medida em que solicitado ou, convidado.

É difícil que em uma proposta aberta como esta, que alguma criança não encontre algo que a interesse, que não queira participar, de alguma forma. Por vezes a criança não interage diretamente com colegas ou objetos mas fica observando, atenta ao que está acontecendo, ao que os colegas estão mexendo, etc. Essa é também uma forma de interagir e mesmo de brincar. Mas você pode provocar a participação desta criança, convidando-a a conhecer melhor alguma instalação, mas se mesmo assim ela não quiser, tudo bem. Neste caso, pode propor que ela seja seu auxiliar no registro com fotos, por exemplo.

Possíveis falas do professor neste momento: Olá, vi que você está olhando para aquela instalação, quer experimentar o que tem lá, mais de pertinho? Eu posso ir com você, se quiser!


3

A partir das observações identifique algumas das instalações menos exploradas e comece a brincar com alguns objetos chamando a atenção das crianças sobre sua sonoridade. Com a aproximação de algumas crianças proponha uma brincadeira de adivinhação de sons. Podem ir trocando os papéis, ora você propõe a adivinhação e ora alguma criança. Aproveite também para propor algumas comparações entre as sonoridades, como sons que se propagam mais, sons muito fortes ou fracos, graves e agudos, etc..

Possíveis falas do professor neste momento: Vamos brincar de adivinhação? Fechem seus olhos, vou tocar alguma coisa e vocês vão me dizer o que é, está bem?


4

Quando estiver chegando próximo ao tempo previsto para a brincadeira (ao menos uns 15 minutos antes), utilize um aparelho de some insira um outro elemento musical, como músicas instrumentais que apresentam sons marcantes para as crianças ouvirem e brincarem com as instalações. Observe se há alguma alteração na forma das crianças interagirem com as instalações, se buscam mexer/ bater/tocar seguindo o ritmo da música, se passam a dançar e se movimentar pelo espaço, com ou sem utilização dos objetos sonoros; se buscam outra criança para interagir, dançar...

Não esqueça de registrar mais este momento, em especial com pequenos vídeos, de forma que possam ser visualizados posteriormente pelas crianças, por você e pela famílias.


Para finalizar:

É o momento de sinalizar às crianças que vão brincar mais um pouquinho e depois cada uma vai para junto de seu professor (se a atividade for realizada com a participação de outras turmas da escola).

Passado uns minutos, desligue o aparelho de som e diga que precisam procurar seu grupinho para irem para a sua sala. Pode indicar que eles se ajudem, conduzindo algum colega que parecer um pouco perdido.

Enquanto se organizam e se deslocam para a sala, observe os movimentos, as reações e escute suas falas e expressões, buscando sentir o quanto esta experiência sonora os afetou e percebendo indícios para novas intervenções, em outros momentos de brincar nas instalações sonoras.

Desdobramentos

O importante nessa atividade é a possibilidade de repetição, pois a cada vez que interagirem com as instalações, novas descobertas e experiências as crianças terão. Sendo fixas na escola, terão sempre alguma oportunidade de brincar com elas. Podem combinar, periodicamente, a troca de alguma instalação, para que sempre tenha algum elemento surpresa. O que precisa ser garantido é que a criança tenha liberdade de mexer, sem censura, nessas instalações, por exemplo: ao passar nos corredores e as crianças param para mexer em alguma coisa, que não seja dito: - agora não é hora de mexer aí, a atividade foi ontem... Ao invés disso pode ser dito: é muito legal essa instalação não é mesmo? Porque você gosta tanto? Vamos combinar de após o (lanche, por exemplo) ou amanhã, vamos ter um tempo maior para brincar nisso? As crianças também podem criar algumas coisas para inserirem nas instalações ou, juntos, elaborarem novas instalações. O momento de assistir aos vídeos com as crianças é a oportunidade de refletirem sobre as diferentes sonoridades.

Engajando as famílias

Além das famílias participarem da construção das instalações e organização dos espaços, conforme indicado no Contextos Prévios é fundamental que sejam convidadas a brincar junto com as crianças. Pode ser combinado uma agenda de participação, conforme possibilidade das famílias e planejamento da escola e aproveitarem também os momentos de entrada e saída das crianças.

As fotos e pequenos relatos colhidos pelo professor podem estar organizados para apreciação em um mural na entrada da escola ou de cada turma, e ser periodicamente reorganizado.

Como as instalações precisam de manutenções constantes e é importante algumas substituições periódicas, as famílias podem ser convidadas também à esta ação. Pode-se para isso utilizar de um recado na porta da sala, ou na agenda da criança.


Este plano de atividade foi elaborado pelo Time de Autores NOVA ESCOLA

Autor:  Wildes Gomes de Campos

Mentora: Vládia Maria Eulálio Raposo Freire Pires

Especialista do subgrupo etário: Karina Rizek

Campos de Experiência:  Corpo, gestos e movimentos, Traços, sons, cores e formas, Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.

Objetivos e códigos da Base
Centrais:

(EI02TS03) Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias.

(EI02ET05) Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).

Transversal:

(EI02CG03) Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações.



Abordagem didática:

Cantar e tocar são atividades que compõem a educação musical das crianças pequenas. Aos professores/as, cabe estimulá-las a explorar os sons e barulhinhos que podem fazer com a boca e com os materiais sonoros, ajudando-as nessa construção de sons e de musicalidade. Por isso, a oferta de instrumentos e materiais que produzem sons diferentes dos convencionais amplia as possibilidades do trabalho com a música, em uma proposta que também se baseia na escuta e coloca sua atenção nas similaridades e diferenciações entre sons.

Apoiador Técnico


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