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Atividade - Brincadeiras de outras épocas

POR: Roselaine Pontes de Almeida 30/11/2018
Código: EDI2_13UND03

2º ano / Educação Infantil

Atividade alinhada à BNCC:

(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.

(EI02EF08) Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).

(EI02EF09) Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos.

Plano de atividades de Educação Infantil com atividades para Crianças bem Pequenas sobre contato com diferentes gêneros textuais

Resumo

ilustracao

As crianças ouvirão relatos de um adulto sobre sua infância e construirão um brinquedo sugerido por ele

O que fazer antes?

Contextos prévios:

Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:

Brincadeiras com diferentes elementos da natureza (link)

Brincadeiras de outras culturas (link)

Brincadeiras de outras épocas (link)

Construido o próprio brinquedo (link)

Brincando com os colegas (link)

Elabore com as crianças um comunicado para as famílias, de forma que o professor seja o escriba e ajude a organizar as ideias trazidas pelo grupo. O comunicado deve conter informações sobre o trabalho que está desenvolvendo com as brincadeiras de diferentes culturas e orientações que ajudem a trazer ideias de brinquedos que consideram a faixa etária das crianças, evitando sugestões vinculadas à mídia e consumo. Em paralelo, combine o dia de cada familiar e use o calendário para marcar essa informação com as crianças. Busque saber com antecedência qual atividade será realizada, para avaliar a necessidade de adaptação. Agende a visita e ofereça total apoio ao participante, visando garantir tempo e espaço adequados, além de organizar materiais e preparar o ambiente da atividade.

Materiais:

Materiais básicos para a confecção do brinquedo, que atendam à demanda da atividade proposta pelo familiar, mas que também sejam simples, fáceis de encontrar e de largo alcance, podendo-se priorizar aqueles disponíveis na própria escola.

livro “Guilherme Augusto Araújo Fernandes”, (de autoria de Mem Fox, ilustrações de Julie Vivas e Tradução de Gilda de Aquino. Editora Brinque-Book, 2012)

Riscadores: giz de cera e canetinhas de diferentes cores

Papéis para desenhar e pintar (folhas A3, A4 ou cartolinas)

Espaços:

Inicie a contextualização da atividade em ambiente interno (sala do grupo) e, se necessário, no momento da construção do brinquedo vá para um ambiente externo (quadra, quintal, pátio), desde que seja possível levar todos os materiais e que haja espaço suficiente para seu desenvolvimento. Organize todo o grupoem roda para a contextualização e para que apreciem a demonstração do familiar. Depois, reúna as crianças em subgrupos para construírem o brinquedo.

Tempo sugerido:

Entre 01 hora e 01 hora e 20 minutos, levando em conta o tempo para contextualização da proposta, apresentação do familiar que vai conduzir a atividade e a execução da mesma.

Perguntas para guiar suas observações:

1. De que forma as crianças demonstram interesse pela proposta? Elas fazem perguntas ou relacionam a confecção do brinquedo a algum fato de suas vidas?

2. Quais as formas de interação das crianças com a pessoa que veio conduzir a atividade? Elas fazem perguntas, falam sobre suas experiências ou apresentam algum tipo de receio?

3. As crianças comunicam-se com os colegas e os adultos? De que forma elas manifestam interesse em se ajudar durante a atividade?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança ou do grupo. Para o momento do registro das crianças, ofereça suportes diferentes para variar a disposição do papel. Você pode colocar a folha na parede, deixá-la no chão junto aos gizes e canetinhas ou até mesmo providenciar um apoio na própria mesa. No momento da confecção do brinquedo, é fundamental a organização de pequenos grupos, para que todos sigam as instruções passo a passo e participem da confecção do brinquedo.

O que fazer durante?

1

Inicie a atividade contextualizando a proposta para as crianças, falando sobre brincadeiras, que todos gostam de brincar, inclusive os adultos que também já foram criança e que nesta atividade falarão muito sobre isso. Em seguida, inicie a leitura do livro “Guilherme Augusto Araújo Fernandes”, que conta a história de um menino que vivia ao lado de um asilo e conhecia as brincadeiras e memórias das pessoas que moravam ali. Permita que as crianças manipulem o livro, se desejarem.


2

Após finalizar a leitura, pergunte às crianças sobre o quê fala o livro e se elas lembram quais brincadeiras aparecem na história. Pergunte se elas conhecem essas brincadeiras e aproveite para explorar as vivências pessoais, questionando se elas sabem ou imaginam como e com o que seus pais ou familiares brincavam quando criança. Incentive as crianças a arriscarem palpites.

Possíveis falas e ações do professor neste momento: “Crianças, agora que finalizamos a leitura da história, vocês sabem me dizer sobre o quê falava o livro? Quais brincadeiras apareceram nessa história? Vocês sabem ou conseguem imaginar com quais brinquedos seus pais/ tios/ avós brincavam quando eram pequenos? Como será que eram as brincadeiras deles? Alguém já brincou com alguma dessas brincadeiras? Como foi?”

3

Peça ajuda das crianças para lembrar o próximo momento da atividade sobre brincadeiras de outra culturas, sugerindo que olhem o calendário. Explique que a participação especial do familiar de um dos colegas da turma irá ocorrer para que ele mostre sobre como e com o que brincava quando criança.

Possíveis falas do professor neste momento: “Crianças, quem pode me ajudar a lembrar do próximo momento da atividade sobre brincadeiras de outras culturas? Deem uma olhada no calendário. Há alguma marcação feita no dia de hoje?”; “Hoje vamos receber uma visita especial! O familiar de um coleguinha desta turma veio aqui para conversar conosco. Quem está curioso para conhecer nosso visitante?”


4

Receba o familiar, o apresente às crianças e explique o por quê da visita. Comunique às crianças que você as dividirá em pequenos grupos, para que todas possam participar da atividade.

Possíveis falas do professor neste momento: “Crianças, este é nosso visitante de hoje (diga o nome da pessoa e de quem ele é parente). Ele veio até aqui para nos mostrar com o quê brincava quando era criança e vai nos ensinar a construir esse brinquedo. Quem aqui quer saber do que ele/a brincava? Será que era com o mesmo tipo de brinquedo dos familiares de vocês?”


5

Conforme se inicie o momento da apresentação do familiar, do que ele veio fazer, do brinquedo, em si, e da proposta da confecção do brinquedo é possível que algumas crianças demonstrem maior envolvimento com a proposta e autonomia na escolha e manuseio dos materiais disponíveis, enquanto outras talvez não se envolvam prontamente. Observe as crianças e respeite aquela que demonstra não ter interesse em participar.

Possíveis ações do professor neste momento: Após um tempo observando a criança que não participa, aproxime-se dos materiais e faça o passo a passo da atividade junto com as demais crianças. Procure mostrar outras formas de explorar os materiais disponíveis para confecção do brinquedo.

6

Conforme a atividade for acontecendo, fique atento às ações que as crianças realizam com os elementos disponíveis e como interagem entre si. Registre suas iniciativas. Procure intervir apenas se for solicitado ou em caso de algum conflito e/ou disputa entre os pequenos.


7

Conforme a atividade for se aproximando do final, fique atento às crianças que finalizarem a confecção de seu brinquedo antes das demais. Combine com a pessoa que está conduzindo a atividade e com as crianças que quem for terminando pode ajudar um colega ou pode brincar com seu novo brinquedo. Incentive as crianças a se ajudarem.


Para finalizar:

Conforme o tempo da atividade for acabando e as crianças forem finalizando, avise a todos que em cinco minutos irão terminar o que estão fazendo para ajudar a arrumar o espaço e se despedir do visitante. Passados os cinco minutos, explique que chegou a hora de arrumar.

Desdobramentos

Você pode incentivar as crianças a realizarem um desenho sobre a visita do familiar de cada um e pedir para que pendurem essas produções em um mural ou varal, assim a criatividade das crianças é valorizada e eles podem apreciar os registros umas das outras. Também há a possibilidade de promover uma exposição de todos os brinquedos produzidos, incluindo fotos e outros registros dos momentos em que os familiares estiveram com as crianças, como os desenhos feitos por elas.

O livro pode ser relido em rodas de história e a visitação dos familiares pode ser relembrada como introdução a cada nova visita.

Esse mesmo formato de atividade também pode ser utilizado diversas vezes, explorando a riqueza cultural das famílias e aproveitando para aproximá-las cada vez mais da da unidade de educação infantil. Depois dessa primeira experiência, seria interessante programar a participação das famílias no desenvolvimento de outros temas nos quais isso seja possível.

Engajando as famílias

Você pode aproveitar esse contexto propondo que as crianças levem para casa os brinquedos confeccionados para que brinquem junto aos familiares. Reforce o quanto essa experiência tem sido enriquecedora para todos e incentive quem não participou a participar.


Este plano de atividade foi elaborado pelo Time de Autores NOVA ESCOLA

Autora:  Roselaine Pontes de Almeida

Mentora: Vládia Maria Eulálio Raposo Freire Pires

Especialista do subgrupo etário: Karina Rizek

Sugestão de idade: 3 anos

Campos de Experiência:  O eu, o outro e o nós; Escuta, fala, pensamento e imaginação

Objetivos e códigos da Base

(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.

(EI02EF08) Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).

(EI02EF09) Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos.

Abordagem didática: A brincadeira é uma estratégia utilizada pelas crianças para conhecer o mundo e dar significado a ele. Por isso, atividades que envolvam, além da brincadeira propriamente dita, conversas, pesquisas e interações sobre o tema podem gerar aprendizagens de diferentes campos de experiências e ampliar os conhecimentos sobre os brinquedos e as brincadeiras de culturas diferentes. Essas propostas podem integrar momentos mais dirigidos, com outros de livre escolha.

Apoiador Técnico


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