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Plano de aula > História > 6º ano > A invenção do mundo clássico e o contraponto com outras sociedades

Plano de aula - Mitos e lendas dos povos indígenas americanos

Plano de aula de História com atividades para 6º ano do EF sobre Mitos e lendas dos povos indígenas americanos

Plano 02 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Diogo Pimenta Pereira Leite

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF06HI08, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

Projetor multimídia, caso não tenha um disponível, imprima as imagens para o estudantes.

Atlas que contemple algum mapa do continente americano.

Folhas A4.

Material complementar:

Carta do chefe Seattle (1855):

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/vazmTmdxDmun8s8AgcTvecG3MHVP7f9j9SJdjmYYJS66V4bq6ydxrveMcngU/his6-08und02-carta-do-chefe-seattle.pdf.

Fonte: Seattle (Chefe Índio). Preservação do meio ambiente - manifesto do Chefe Seattle ao presidente dos EUA. São Paulo, Babel Cultural, 1987, 47p.
(Trad. Magda Guimarães Khouri Costa.)

Disponível em: http://www.culturabrasil.org/seattle1.htm . Acesso em: 8/11/2018.

Mito de criação guarani - O sopro de Tupã:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/N6zg8E8yZJuf2Zzy5bDzKxAunFJHddk6PDZVW8kYampj5wj84RXX2afxyKDK/his6-08und02-mito-de-criacao-guarani-o-sopro-de-tupa.pdf

Fonte: CLARO, Regina. Encontros de história: do arco-íris à lua, do Brasil à África. São Paulo: Cereja, 2014, p. 4.

Mito de criação xavante:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UXqrCJxmQnDr4uzZhJ3VJc84q5fSre7vsMTn3pcpmP3UXQhrxe3JV3e5ubhA/his6-08und02-mito-de-criacao-xavante.pdf

Fonte: Os senhores da criação do mundo xavante. Romhõsiwa. Fundamentos primeiros para uma antropologia espiritual. SHAKER Arthur. São Paulo. 2012,p. 55,56.

Professor, para que os alunos aprendam a interpretar fontes históricas, é muito importante que você não forneça a eles as Informações básicas sobre a fonte histórica antes da leitura de cada uma delas. Não comece a aula com uma exposição sobre o contexto histórico destes documentos, pois isso os impediria de construir o contexto com base nas fontes, que é o objetivo central da aula de História.

Para você saber mais:

ALMEIDA, Maria Regina Celestino. Os índios na História do Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2011.

BITTENCOURT, C. F. História das populações indígenas na escola: memórias e esquecimentos. In PEREIRA, A. A.; MONTEIRO, A. M. (Org.). Ensino de História e cultura afro-brasileiras e indígenas. Rio de Janeiro: Pallas, 2013.

JECUPÉ, Kaká Werá. A terra dos mil povos: história indígena brasileira contada por um índio. São Paulo: Editora Peirópolis, 1998.

URQUIZA, Antônio H. Aguilera (org.) Conhecendo os povos indígenas no Brasil contemporâneo, módulo 2/Campo Grande, MS : Ed. UFMS, 2010.

WITTMANN, L. T. (Org.). Ensino (d)e História Indígena. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2015.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações:

Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam aonde se quer chegar no fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos.

Orientações: Organize a sala em duplas. Coordene os alunos em uma forma que eles possam se apoiar mutuamente para a realização da atividade. Tente não expor o objetivo da leitura do texto (perceber a sacralidade da terra e da natureza para o povo duwamish) para que seja possível garantir a autonomia dos alunos ao longo do desenvolvimento da atividade.

Em seguida, projete, imprima ou leia o trecho da Carta de Seattle, chefe do povo indígena duwamish, escrita em 1855. O texto está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/vazmTmdxDmun8s8AgcTvecG3MHVP7f9j9SJdjmYYJS66V4bq6ydxrveMcngU/his6-08und02-carta-do-chefe-seattle.pdf. Acesso em: 21/11/2018.

Dê um tempo para que todos leiam a carta e solicite para que os alunos anotem individualmente em seus cadernos o que chamou mais a atenção no texto. Depois, peça para que as duplas compartilhem suas observações.

A expectativa é que os alunos percebam a importância da terra para o povo duwamish muito além do sentido material de compra e venda. Por meio de explicações que estão relacionadas à sacralidade e ao sentimento de pertencimento que esta etnia possui, o chefe Seattle apresenta exemplos comparativos se contrapondo ao excessivo materialismo do “homem branco”. Também é possível que os alunos percebam a observação de Seattle quando este diz que só existe um Deus para todos os povos, problematizando assim a ideia de superioridade de uma determinada religião sobre outras.

Peça para eles procurarem em algum Atlas, no Google Maps ou até mesmo em outros sites da internet onde está localizada a região dos Estados Unidos onde a etnia duwamish possuía seu território.

Para finalizar esta primeira parte, questione os alunos sobre a relação entre a natureza e a religião para o povo duwamish, e peça para eles estabelecerem comparativos com a relação que a sociedade contemporânea tem com a natureza.

Caso haja dificuldade em os alunos alcançarem as expectativas desejadas, faça perguntas norteadoras do tipo: Qual a importância da terra para o povo indígena duwamish? Existe relação entre a natureza e religião para o povo duwamish? Por meio desta estratégia alternativa, será possível que os alunos direcionem a leitura para o objetivo principal da atividade.

Para você saber mais:

Texto: Pronunciamento do cacique Seattle. Fonte: UFPA. Disponível em: http://www.ufpa.br/permacultura/carta_cacique.htm. Acesso em: 21/11/2018.
A matéria apresenta em um formato acessível as possíveis origens da carta do cacique Seattle bem como relata a trajetória do povo duwamish no contexto histórico em que está inserido este relato.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Disponibilize para cada dupla dois textos que tratam dos mitos de criação de dois povos indígenas brasileiros: os guaranis e os xavantes. Selecione dois alunos da classe para que leiam, cada um, os dois textos em voz alta.

Antes de começar a leitura, peça para o resto da turma atentar para as diferenças e semelhanças entre os dois mitos que serão apresentados e em seguida façam observações no caderno.

Mito de criação Guarani: O sopro de Tupã:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/N6zg8E8yZJuf2Zzy5bDzKxAunFJHddk6PDZVW8kYampj5wj84RXX2afxyKDK/his6-08und02-mito-de-criacao-guarani-o-sopro-de-tupa.pdf

Mito de criação xavante:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UXqrCJxmQnDr4uzZhJ3VJc84q5fSre7vsMTn3pcpmP3UXQhrxe3JV3e5ubhA/his6-08und02-mito-de-criacao-xavante.pdf

Selecione um terceiro aluno para responder quais são as diferenças e as semelhanças entre os mitos apresentados (você também pode pedir que um aluno se voluntarie para dar esta resposta).

É esperado que os alunos percebam mais diferenças do que semelhanças, já que os mitos de criação possuem visões diferentes sobre o ocorrido. Estas diferenças podem variar na percepção da existência de um deus único (Tupã) para o caso tupi, e a criação do sol e da lua por crianças para o caso xavante. Isso será importante para que se construa o entendimento de que os povos indígenas são plurais e diversos com suas particularidades regionais e culturais.

É possível também que os alunos tentem estabelecer algum juízo de valor sobre qual está mais próximo da realidade, já que o mito de criação do cristianismo se assemelha em parte ao apresentado no texto pelos guaranis. Neste caso, o professor deve relembrar a carta do chefe Seattle, quando este resgata a ideia de que “o nosso Deus é o mesmo Deus”, em um sentido que valorize a alteridade das percepções de mundo elaboradas pelos diferentes povos da Terra.

Para o caso das semelhanças, a expectativa é que os alunos percebam a importância da natureza na concepção do mundo. Caso isso não ocorra, selecione partes dos dois textos que tenham esta relação como: “Quando eles cantavam, o buriti ia aumentando de largura, então ele não conseguia (...) O buriti ouvia” (mito xavante) e “E finalmente, quando o sol desapareceu do outro lado do céu, a pele de Tupã caiu do corpo dele, se estendeu sobre as águas e formou as terras. No dia seguinte, o sol apareceu no céu e percebeu a mudança” (mito guarani). A seguir, reitere o que estas passagens têm em comum.

Em seguida, peça para os alunos buscarem qual a relação destes mitos de criação com a carta do chefe Seattle apresentada na Contextualização. Se todos estes povos indígenas são diferentes entre si, o que eles têm em comum? Se possível peça para eles procurarem em algum atlas, no Google Maps ou até mesmo em outros sites da internet onde estão localizados o povo xavante e o povo guarani, para que fiquem mais claras as diferenças geográficas que separam estas etnias.

Para o caso dos guaranis, reitere que existe uma variedade de povos indígenas que possuem esta matriz étnica e cultural que se dividiram em subgrupos ao longo da história, tais como os guarani mbya, guarani kaiowa, nandeva etc.

É previsto que os alunos estabeleçam a conexão que estas diversas etnias indígenas possuem com a sacralidade da natureza. Caso isso não ocorra, resgate as semelhanças dos mitos apresentados com trechos da carta que corroboram esta percepção.

Como adequar à sua realidade: Caso o professor já possua conhecimento sobre os mitos de criação de algum povo indígena de matriz guarani que possua seu território dentro do estado que a aula estiver sendo ministrada, será possível substituir pelo “Mito de criação garani: O sopro de Tupã”, contanto que ele não possua muitas semelhanças com o mito de criação xavante.

Para você saber mais:

Mapa: Mapa Guarani Continental. Fonte: Equipe Mapa Guarani Continental. Link: https://bd.trabalhoindigenista.org.br/livro/mapa-guarani-continental-2016 . Acesso em: 27/11/2018. Mapa interativo contendo todos os povos indígenas de matriz guarani.

Texto: Xavante-Localização e População atual. Fonte: Instituto Socioambiental. Link: https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Xavante#Localiza.C3.A7.C3.A3o_e_popula.C3.A7.C3.A3o_atual . Acesso em: 27/11/2018.

Texto: A importância dos mitos para as sociedades indígenas. Fonte: VII Congresso Internacional de História. Link: http://www.cih.uem.br/anais/2015/trabalhos/1152.pdf . Acesso em: 20/11/2018.

Texto: Mito e cosmologia. Fonte : Instituto Socioambiental. Link: https://pib.socioambiental.org/pt/Mitos_e_cosmologia . Acesso em: 20/11/ 2018.

Texto: Como trabalhar com mitos indígenas em sala de aula. Link: https://educacaointegral.org.br/metodologias/como-trabalhar-mitos-indigenas-em-sala-de-aula/ . Acesso em: 22/11/2018.

Vídeo: Diversidade cultural indígena no Brasil contemporâneo. Link: https://www.youtube.com/watch?v=kcEcMI5EBDU . Acesso em: 22/11/2018.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Com base no que você acompanhou do trabalho das duplas, entregue uma folha A4 para cada aluno e peça para eles construírem um mito de criação indígena. Dê liberdade para que eles possam elaborar a atividade de forma escrita, por meio de desenhos ou quadrinhos.

Reitere a importância da relação entre religião e natureza para os povos indígenas e peça para que eles identifiquem quem criou a Terra, o Sol, a Lua, os rios e florestas,até os homens.

O objetivo final desta atividade é fazer com que os alunos correlacionem a pluralidade das culturas indígenas na América, por meio da elaboração de relatos criacionistas, com a conexão em comum que estes povos possuem com o seu espaço territorial e a natureza. Isto se reflete inclusive na preservação do meio em que essas etnias habitam.

Mais uma vez é importante que o professor esteja atento para que os alunos não construam uma hierarquia sobre qual mito se encontra mais próximo de uma possível verdade.

Caso isso ocorra, lembre aos alunos da relação de respeito que estas populações possuem com o meio ambiente, e peça para que eles comparem com a relação que a nossa sociedade possui.

Para finalizar exponha os trabalhos em um lugar visível da sala de aula.

Como adequar à sua realidade: Você poder pedir aos alunos que escrevam o mito nos respectivos cadernos.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF06HI08, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

Projetor multimídia, caso não tenha um disponível, imprima as imagens para o estudantes.

Atlas que contemple algum mapa do continente americano.

Folhas A4.

Material complementar:

Carta do chefe Seattle (1855):

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/vazmTmdxDmun8s8AgcTvecG3MHVP7f9j9SJdjmYYJS66V4bq6ydxrveMcngU/his6-08und02-carta-do-chefe-seattle.pdf.

Fonte: Seattle (Chefe Índio). Preservação do meio ambiente - manifesto do Chefe Seattle ao presidente dos EUA. São Paulo, Babel Cultural, 1987, 47p.
(Trad. Magda Guimarães Khouri Costa.)

Disponível em: http://www.culturabrasil.org/seattle1.htm . Acesso em: 8/11/2018.

Mito de criação guarani - O sopro de Tupã:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/N6zg8E8yZJuf2Zzy5bDzKxAunFJHddk6PDZVW8kYampj5wj84RXX2afxyKDK/his6-08und02-mito-de-criacao-guarani-o-sopro-de-tupa.pdf

Fonte: CLARO, Regina. Encontros de história: do arco-íris à lua, do Brasil à África. São Paulo: Cereja, 2014, p. 4.

Mito de criação xavante:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UXqrCJxmQnDr4uzZhJ3VJc84q5fSre7vsMTn3pcpmP3UXQhrxe3JV3e5ubhA/his6-08und02-mito-de-criacao-xavante.pdf

Fonte: Os senhores da criação do mundo xavante. Romhõsiwa. Fundamentos primeiros para uma antropologia espiritual. SHAKER Arthur. São Paulo. 2012,p. 55,56.

Professor, para que os alunos aprendam a interpretar fontes históricas, é muito importante que você não forneça a eles as Informações básicas sobre a fonte histórica antes da leitura de cada uma delas. Não comece a aula com uma exposição sobre o contexto histórico destes documentos, pois isso os impediria de construir o contexto com base nas fontes, que é o objetivo central da aula de História.

Para você saber mais:

ALMEIDA, Maria Regina Celestino. Os índios na História do Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2011.

BITTENCOURT, C. F. História das populações indígenas na escola: memórias e esquecimentos. In PEREIRA, A. A.; MONTEIRO, A. M. (Org.). Ensino de História e cultura afro-brasileiras e indígenas. Rio de Janeiro: Pallas, 2013.

JECUPÉ, Kaká Werá. A terra dos mil povos: história indígena brasileira contada por um índio. São Paulo: Editora Peirópolis, 1998.

URQUIZA, Antônio H. Aguilera (org.) Conhecendo os povos indígenas no Brasil contemporâneo, módulo 2/Campo Grande, MS : Ed. UFMS, 2010.

WITTMANN, L. T. (Org.). Ensino (d)e História Indígena. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2015.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações:

Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam aonde se quer chegar no fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos.

Orientações: Organize a sala em duplas. Coordene os alunos em uma forma que eles possam se apoiar mutuamente para a realização da atividade. Tente não expor o objetivo da leitura do texto (perceber a sacralidade da terra e da natureza para o povo duwamish) para que seja possível garantir a autonomia dos alunos ao longo do desenvolvimento da atividade.

Em seguida, projete, imprima ou leia o trecho da Carta de Seattle, chefe do povo indígena duwamish, escrita em 1855. O texto está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/vazmTmdxDmun8s8AgcTvecG3MHVP7f9j9SJdjmYYJS66V4bq6ydxrveMcngU/his6-08und02-carta-do-chefe-seattle.pdf. Acesso em: 21/11/2018.

Dê um tempo para que todos leiam a carta e solicite para que os alunos anotem individualmente em seus cadernos o que chamou mais a atenção no texto. Depois, peça para que as duplas compartilhem suas observações.

A expectativa é que os alunos percebam a importância da terra para o povo duwamish muito além do sentido material de compra e venda. Por meio de explicações que estão relacionadas à sacralidade e ao sentimento de pertencimento que esta etnia possui, o chefe Seattle apresenta exemplos comparativos se contrapondo ao excessivo materialismo do “homem branco”. Também é possível que os alunos percebam a observação de Seattle quando este diz que só existe um Deus para todos os povos, problematizando assim a ideia de superioridade de uma determinada religião sobre outras.

Peça para eles procurarem em algum Atlas, no Google Maps ou até mesmo em outros sites da internet onde está localizada a região dos Estados Unidos onde a etnia duwamish possuía seu território.

Para finalizar esta primeira parte, questione os alunos sobre a relação entre a natureza e a religião para o povo duwamish, e peça para eles estabelecerem comparativos com a relação que a sociedade contemporânea tem com a natureza.

Caso haja dificuldade em os alunos alcançarem as expectativas desejadas, faça perguntas norteadoras do tipo: Qual a importância da terra para o povo indígena duwamish? Existe relação entre a natureza e religião para o povo duwamish? Por meio desta estratégia alternativa, será possível que os alunos direcionem a leitura para o objetivo principal da atividade.

Para você saber mais:

Texto: Pronunciamento do cacique Seattle. Fonte: UFPA. Disponível em: http://www.ufpa.br/permacultura/carta_cacique.htm. Acesso em: 21/11/2018.
A matéria apresenta em um formato acessível as possíveis origens da carta do cacique Seattle bem como relata a trajetória do povo duwamish no contexto histórico em que está inserido este relato.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Disponibilize para cada dupla dois textos que tratam dos mitos de criação de dois povos indígenas brasileiros: os guaranis e os xavantes. Selecione dois alunos da classe para que leiam, cada um, os dois textos em voz alta.

Antes de começar a leitura, peça para o resto da turma atentar para as diferenças e semelhanças entre os dois mitos que serão apresentados e em seguida façam observações no caderno.

Mito de criação Guarani: O sopro de Tupã:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/N6zg8E8yZJuf2Zzy5bDzKxAunFJHddk6PDZVW8kYampj5wj84RXX2afxyKDK/his6-08und02-mito-de-criacao-guarani-o-sopro-de-tupa.pdf

Mito de criação xavante:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UXqrCJxmQnDr4uzZhJ3VJc84q5fSre7vsMTn3pcpmP3UXQhrxe3JV3e5ubhA/his6-08und02-mito-de-criacao-xavante.pdf

Selecione um terceiro aluno para responder quais são as diferenças e as semelhanças entre os mitos apresentados (você também pode pedir que um aluno se voluntarie para dar esta resposta).

É esperado que os alunos percebam mais diferenças do que semelhanças, já que os mitos de criação possuem visões diferentes sobre o ocorrido. Estas diferenças podem variar na percepção da existência de um deus único (Tupã) para o caso tupi, e a criação do sol e da lua por crianças para o caso xavante. Isso será importante para que se construa o entendimento de que os povos indígenas são plurais e diversos com suas particularidades regionais e culturais.

É possível também que os alunos tentem estabelecer algum juízo de valor sobre qual está mais próximo da realidade, já que o mito de criação do cristianismo se assemelha em parte ao apresentado no texto pelos guaranis. Neste caso, o professor deve relembrar a carta do chefe Seattle, quando este resgata a ideia de que “o nosso Deus é o mesmo Deus”, em um sentido que valorize a alteridade das percepções de mundo elaboradas pelos diferentes povos da Terra.

Para o caso das semelhanças, a expectativa é que os alunos percebam a importância da natureza na concepção do mundo. Caso isso não ocorra, selecione partes dos dois textos que tenham esta relação como: “Quando eles cantavam, o buriti ia aumentando de largura, então ele não conseguia (...) O buriti ouvia” (mito xavante) e “E finalmente, quando o sol desapareceu do outro lado do céu, a pele de Tupã caiu do corpo dele, se estendeu sobre as águas e formou as terras. No dia seguinte, o sol apareceu no céu e percebeu a mudança” (mito guarani). A seguir, reitere o que estas passagens têm em comum.

Em seguida, peça para os alunos buscarem qual a relação destes mitos de criação com a carta do chefe Seattle apresentada na Contextualização. Se todos estes povos indígenas são diferentes entre si, o que eles têm em comum? Se possível peça para eles procurarem em algum atlas, no Google Maps ou até mesmo em outros sites da internet onde estão localizados o povo xavante e o povo guarani, para que fiquem mais claras as diferenças geográficas que separam estas etnias.

Para o caso dos guaranis, reitere que existe uma variedade de povos indígenas que possuem esta matriz étnica e cultural que se dividiram em subgrupos ao longo da história, tais como os guarani mbya, guarani kaiowa, nandeva etc.

É previsto que os alunos estabeleçam a conexão que estas diversas etnias indígenas possuem com a sacralidade da natureza. Caso isso não ocorra, resgate as semelhanças dos mitos apresentados com trechos da carta que corroboram esta percepção.

Como adequar à sua realidade: Caso o professor já possua conhecimento sobre os mitos de criação de algum povo indígena de matriz guarani que possua seu território dentro do estado que a aula estiver sendo ministrada, será possível substituir pelo “Mito de criação garani: O sopro de Tupã”, contanto que ele não possua muitas semelhanças com o mito de criação xavante.

Para você saber mais:

Mapa: Mapa Guarani Continental. Fonte: Equipe Mapa Guarani Continental. Link: https://bd.trabalhoindigenista.org.br/livro/mapa-guarani-continental-2016 . Acesso em: 27/11/2018. Mapa interativo contendo todos os povos indígenas de matriz guarani.

Texto: Xavante-Localização e População atual. Fonte: Instituto Socioambiental. Link: https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Xavante#Localiza.C3.A7.C3.A3o_e_popula.C3.A7.C3.A3o_atual . Acesso em: 27/11/2018.

Texto: A importância dos mitos para as sociedades indígenas. Fonte: VII Congresso Internacional de História. Link: http://www.cih.uem.br/anais/2015/trabalhos/1152.pdf . Acesso em: 20/11/2018.

Texto: Mito e cosmologia. Fonte : Instituto Socioambiental. Link: https://pib.socioambiental.org/pt/Mitos_e_cosmologia . Acesso em: 20/11/ 2018.

Texto: Como trabalhar com mitos indígenas em sala de aula. Link: https://educacaointegral.org.br/metodologias/como-trabalhar-mitos-indigenas-em-sala-de-aula/ . Acesso em: 22/11/2018.

Vídeo: Diversidade cultural indígena no Brasil contemporâneo. Link: https://www.youtube.com/watch?v=kcEcMI5EBDU . Acesso em: 22/11/2018.

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Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Com base no que você acompanhou do trabalho das duplas, entregue uma folha A4 para cada aluno e peça para eles construírem um mito de criação indígena. Dê liberdade para que eles possam elaborar a atividade de forma escrita, por meio de desenhos ou quadrinhos.

Reitere a importância da relação entre religião e natureza para os povos indígenas e peça para que eles identifiquem quem criou a Terra, o Sol, a Lua, os rios e florestas,até os homens.

O objetivo final desta atividade é fazer com que os alunos correlacionem a pluralidade das culturas indígenas na América, por meio da elaboração de relatos criacionistas, com a conexão em comum que estes povos possuem com o seu espaço territorial e a natureza. Isto se reflete inclusive na preservação do meio em que essas etnias habitam.

Mais uma vez é importante que o professor esteja atento para que os alunos não construam uma hierarquia sobre qual mito se encontra mais próximo de uma possível verdade.

Caso isso ocorra, lembre aos alunos da relação de respeito que estas populações possuem com o meio ambiente, e peça para que eles comparem com a relação que a nossa sociedade possui.

Para finalizar exponha os trabalhos em um lugar visível da sala de aula.

Como adequar à sua realidade: Você poder pedir aos alunos que escrevam o mito nos respectivos cadernos.

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