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Plano de aula - Carta de reclamação: uma carta argumentativa

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 4º ano do Fundamental sobre cartas de reclamação

Plano 03 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Alexandre Tolentino de Carvalho

 

Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é primeira aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero carta pessoal e de reclamação, no campo de atuação da vida cotidiana e vida pública. A aula faz parte do módulo Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)

Materiais necessários: materiais complementares a serem impressos. Acesse-os aqui: Cartas para impressão e Esquema das Cartas

Informações sobre o gênero: É inegável o prazer que podemos sentir com o recebimento de uma carta física ou com a espera por uma resposta de alguém com quem nos correspondemos. A troca de cartas entre remetente e destinatário é uma forma antiga, mas eficaz de comunicação. Atualmente ela vem perdendo seu espaço para a troca de emails de e mensagens por celular, o que permite uma interação comunicativa quase em tempo real. A carta é um gênero que pode cumprir com diferentes funções sociais, entretanto, neste conjunto de aulas, priorizamos as cartas e e-mails de reclamação, reivindicação e de solicitação. Cartas como essas fazem parte da vida cotidiana e oportunizam ao autor o uso de tal forma de comunicação como meio de exercício de sua cidadania. É possível no entanto que essas cartas ganhem muito mais força ao serem enviadas para publicação em diferentes mídias (jornais, revistas, televisão e internet), expondo dessa forma o problema para a sociedade e cobrando, sob a vista de muitos, os responsáveis pelo problema. Nesse caso, o gênero passa a pertencer ao campo da vida pública. É possível que em uma mesma edição, de um jornal, por exemplo, venha publicada a carta de reclamação (editada) e a resposta do responsável, demonstrando desse modo que o envio da carta original e a cobrança da resposta foi realizada anteriormente à publicação do jornal.

Dificuldades antecipadas: Em atividades de leitura em voz alta para um público, como as aqui propostas, a timidez e falta de domínio do código escrito podem se constituir como dificultadores. Isso pode ocorrer pela falta de oportunidades em realizar atividades nas quais essa leitura possa ser feita de forma mais descontraída ou pela pouca experiência dos alunos com a leitura. Outra dificuldade diz respeito à identificação dos argumentos que compõem o texto persuasivo de uma carta de reclamação. Muitos alunos podem encontrar os argumentos intuitivamente nos textos sem refletir sobre o que são realmente. Já outros, apesar de utilizarem cotidianamente argumentos em suas relações diárias, podem apresentar dificuldades em saber o que são e onde se encontram no texto. Talvez nunca tenham refletido sobre isso. Especificamente em relação à coesão textual e a sua importância para a recuperação da relação entre as partes do texto, a limitação do arcabouço vocabular dos alunos pode trazer dificuldades em reconhecer o uso de sinônimos e de pronomes utilizados com essa função.

Referências sobre o assunto:

AVANÇO, Terezinha Braido. Gêneros epistolares: Estratégias de leitura para o gênero carta. In: Os desafios da escola pública Paranaense na perspectiva do professor. Cadernos PDE. Paraná, 2013. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2013/2013_uem_port_pdp_terezinha_braido_avanco.pdf>.

MENEZES, Overlac. Cartas: simples mensagem, documento ou gênero literário?. São Paulo: Marco Zero, 2005.

SILVA, Maria Emília Lins. Criando oportunidades significativas de leitura e produção de cartas. In: BRANDÃO, Ana Carolina Perrusi; ROSA, Ester Calland de Souza (orgs). Leitura e produção de textos na alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. P.113 - 126. Disponível em: <http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/27.pdf >.

Título da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Nessa aula os alunos terão um contato mais aprofundado com o gênero carta pessoal de reclamação. Será o momento de perceber esse tipo de carta como um texto persuasivo, voltado para convencimento de autoridades responsáveis por solucionar uma queixa de consumidores ou cidadãos descontentes com um produto ou serviço que não atende aos seus anseios.
  • A proposta é de que os alunos simulem uma rádio em que cartas de reclamação são lidas pelos locutores. Para dar mais vida a essa “encenação”, prepare um cenário no qual os alunos possam se sentir em um estúdio de rádio. O professor pode colar caixas de ovos nas paredes simulando o isolamento acústico de um estúdio de rádio, pode disponibilizar microfones e caixas de som, se for possível.
  • Leia o título e permita que os alunos teçam algumas antecipações sobre o tema da aula.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Antes de apresentar o Slide pergunte para os alunos se alguém já ouviu falar do Procon e se sabem para que serve esse órgão oficial.
  • Esclareça que o Procon atua na proteção e defesa dos direitos do consumidor. Diga que esse órgão tem como objetivos orientar, educar, proteger e defender os consumidores contra abusos praticados pelos fornecedores de produtos e serviços.
  • Diga que as reclamações podem ser realizadas pessoalmente nas agências de atendimento, pelo telefone (pesquise e apresente aos alunos o número de telefone do Procon de sua região), por carta (pesquise e apresente aos alunos o endereço do Procon de sua região) ou pela internet (verifique o endereço eletrônico do Procon de sua região).

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Apresente o gráfico para os alunos.
  • Permita que possam explorar as informações contidas ali.
  • Esclareça que as informações dizem respeito ao período de 1 de janeiro de 2018 a 17 de agosto de 2018.
  • Em seguida, conduza uma discussão curta realizando as seguintes perguntas:
  • Você já presenciou alguém de sua família escrevendo, fazendo uma ligação ou mesmo indo pessoalmente reclamar de algo?
  • Alguém de sua casa já registrou reclamação no Procon?
  • Segundo o gráfico, que tipo de serviço mais recebeu registros de reclamações no Procon de São Paulo no período considerado?
  • Que tipos de reclamações vocês acham que as pessoas fizeram sobre os dez primeiro colocados no ranking do Procon-SP?

5. Espera-se que os alunos percebam que os serviços prestados por empresas de telefonia foram os mais citados nas reclamações dos consumidores. Em seguida, o tipo de serviço mais reclamado é o prestado pelos bancos. Perceba que os alunos podem dizer que as empresas de eletrodomésticos estão em segundo lugar no ranking de reclamação. No entanto, essa é uma percepção enganosa, tendo em vista que, somando-se a quantidade de reclamações dos bancos citados, esse total ultrapassa o quantitativo de reclamações das lojas de eletrodomésticos.

6. Ajude os alunos a fazer a leitura do gráfico. Esteja atento à interpretações equivocadas quanto à comparação entre os tipos de serviços reclamados.

7. Em relação aos tipos de reclamações que os alunos acham que foram feitas sobre as empresas apresentadas, eles podem, por exemplo, dizer que as empresas de telefone ligam exageradamente para os clientes oferecendo serviços, que cobram ligações não realizadas, etc. Sobre as lojas, podem citar a demora na entrega, defeitos nos aparelhos, etc. Sobre os bancos, podem lembrar da cobrança abusiva de juros, cobrança de serviços não prestados, etc. Sobre as empresas de TV por assinatura, podem citar a interrupção de sinal, a cobrança de serviços não prestados, etc. E sobre as empresas de energia elétrica, podem falar sobre a interrupção do serviço, sobre o corte de energia sem aviso prévio, etc.

No site do Procon-SP, disponível a seguir, o professor pode conferir alguns desses tipos de serviços apresentados pelos reclamantes.

Materiais complementares:

Ranking de Atendimentos - PROCON-SP. Disponível em <http://sistemas.procon.sp.gov.br/rank_estadual/?m=rank_atend> . Acesso em: 22 ago. 2018.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 33 minutos

Orientações:

  • Divida os alunos em 4 grupos.
  • Faça cópias dos textos disponíveis nos materiais complementares e dos esquemas para serem preenchidos nos grupos.
  • Entregue um texto para cada grupo e peça para fazerem uma leitura compartilhada. Na leitura compartilhada, cada pessoa do grupo lê um trecho da carta.
  • Peça para lerem pelo menos duas vezes antes de começarem a descobrir as informações pedidas no slide.
  • Perceba que existem dois pares de cartas parecidas. Cada par possui cartas com redações distintas propositalmente preparadas para que os alunos possam compará-las nas próximas etapas da aula.
  • Uma questão delicada a ser trabalhada aqui diz respeito à identificação de argumentos utilizados para convencer a autoridade a solucionar o problema reclamado. Dê maior atenção a esse aspecto. Peça para os alunos pensarem naquilo que dizem quando querem, por exemplo, convencer a mãe sobre deixá-los brincar na rua ou a ir em um passeio da escola. Eles podem dizer que merecem se divertir, que são bons filhos e bons alunos, que só vão brincar um pouquinho, que o passeio é barato, etc. Fale que, tudo aquilo que dizemos para uma pessoa para convencê-la sobre algo, pode ser considerado um argumento.
  • Quando preencherem os esquemas das cartas, espera-se que identifiquem:
  • Cartas 1 e 2: Escritas por Rombrero Julio Silva, um morador do município de Boa Pessoa. Foi escrita para o prefeito da cidade (e por isso destinada à prefeitura) para reclamar sobre um buraco no asfalto em frente a sua casa. Ele escreve a carta porque, em um determinado dia, seu carro atingiu o buraco, o que lhe causou, e a sua família, prejuízos, constrangimentos e momentos de estresse. O autor da carta utiliza vários argumentos para convencer o prefeito a solucionar o problema, dentre eles, cita os prejuízos causados pela queda do carro no buraco, os momentos de constrangimento e estresse, o fato de que tem todas as contas pagas em dia e o fato de que o buraco representa problemas não somente para ele, mas para todos que utilizam o bem público, no caso a rua, enfatizando a possibilidade de acontecer acidentes.
  • Cartas 3 e 4: Escritas por Maria Mharta Mercedez endereçadas a uma empresa de telefonia chamada Bom Preço Telefonia. Ela escreve para reclamar sobre a cobrança indevida de ligações telefônicas, solicitando que seja cobrado somente o valor acordado em contrato. Ela escreve porque a fatura aumentou sendo cobrado um valor por ligações que diz não ter feito. Como argumentos, a autora da carta alega que não tem conhecidos nas cidades para as quais foram feitas as chamadas, que todos seus parentes moram em Brasília, ou seja, na mesma cidade em que reside, que somente seu avô mora em outra cidade, mas não tem telefone e a cidade não é nenhuma daquelas para as quais foram feitas ligações, que somente moram duas pessoas na casa e que nenhuma delas poderia ter feito as ligações por não estarem em casa naquele momento, que algumas ligações foram feitas de madrugada, momento em que estão dormindo.

Materiais necessários: materiais complementares a serem impressos. Acesse-os aqui: Cartas para impressão e Esquema das Cartas

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Pergunte aos alunos se sabem o que um locutor de rádio faz.
  • Peça para alguns deles imitar a voz de um locutor, construindo, assim, um momento de descontração e motivação.
  • Comente com os alunos que uma outra forma de apresentar uma carta de reclamação é enviá-la para ser publicada em um jornal, divulgada em um telejornal ou programa de rádio. Pergunte se algum deles já ouviu uma carta desse tipo sendo lida em um programa de rádio. Leve-os a refletir sobre o que motiva uma pessoa a divulgar sua carta na mídia. É importante que percebam que desse modo a reivindicação ganha maior visibilidade, o que em geral, leva os responsáveis a se pronunciarem, ou resolverem o problema, mais rapidamente.
  • Proponha a brincadeira da “Rádio Desabafo”. Peça para os grupos escolherem um de seus integrantes para ser o locutor que irá ler a carta.
  • Oriente-os a preparar o colega ensaiando algumas vezes e apontando aprimoramentos que precisam ser feitos para uma ótima apresentação.
  • Em seguida, organize as apresentações permitindo que todos possam prestar atenção nas leituras das cartas e em seus conteúdos.
  • Esse tipo de atividade estimula os alunos a sentirem-se à vontade para realizar leituras em público, permitindo que avancem barreiras ligadas à timidez. Mesmo que somente 4 colegas façam a leitura da carta para toda a turma, ao se organizarem em grupos, é provável que deem opiniões e ajudem a definir as melhores estratégias para a leitura, desse modo, toda a turma será motivada a se envolver na atividade.

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Slide Plano Aula

Orientações:

  • Nesse momento, os alunos irão formar um grupo maior unindo-se ao outro grupo que apresentou uma carta parecida com a sua.
  • Faça as duas primeiras perguntas do slide escutando as respostas de alguns alunos. Pretende-se que os alunos possam comparar os textos lidos avaliando quais possuem o mesmo conteúdo, mas com redações diferentes.
  • Após discutirem e descobrirem quais os textos parecidos, peça para os grupos com textos parecidos juntarem-se para ser realizada a próxima atividade.
  • Peça para compararem os textos e analisar o que têm em comum e o que têm de diferente. Eles perceberão que os textos apresentam mesmo remetente, mesmo destinatário, mesmo assunto, mas com algumas palavras e trechos diferentes.
  • Ao comparar os textos, espera-se que percebam que um deles apresenta muitos termos repetitivos e que isso acaba prejudicando a coesão textual e, por consequência, a própria fluência da leitura e compreensão do texto.
  • Permita que possam compreender que um dos textos é a versão aprimorada do outro. Assim, permita que percebam que o texto melhorado apresenta recursos que permitem evitar repetições como elipses (supressão de termos onde podem ser subentendidos), substituições lexicais (sinônimos) e substituições pronominais.
  • Quando escolherem o texto ideal para ser enviado, questionem porque acham que esse seria melhor que o outro. Permita que possam concluir que esse texto não possui termos repetitivos. Pergunte aos alunos:

O que foi feito para eliminar as repetições?

  • Espera-se que percebam que foram utilizados sinônimos, pronomes e em alguns lugares palavras puderam ser suprimidas sem alterar a compreensão da mensagem (permitido pelas desinências verbais). Peça para indicarem onde isso ocorreu, circulando nos textos essas mudanças. Por exemplo:

Texto 1 e 2:

Supressões do pronome ´eu´ (ex.: ...fui retirar meu carro...), do pronome ´nós´ (ex.: ...acabamos atingindo...)

Substituições lexicais: carro por veículo (Nós saímos do veículo...), esposa por companheira (Minha companheira acabou chegando atrasada...), filha por criança (encontrou nossa criança chorando...), buraco por fenda ou cratera.

Substituições pronominais: minha esposa e eu por nós (Nós saímos do veículo...), esposa por ela (Ela acabou indo de ônibus...).

Existem outras respostas possíveis.

Textos 3 e 4

Supressões do pronome eu (...contratei os serviços...), do substantivo chamadas (...outras 5 para a cidade de Apiaca.)

Substituições lexicais: chamadas por ligações (...30 minutos de ligações interurbanas.), exigência por cobrança (...peço que considerem a exigência como indevida...).

Substituições pronominais: chamadas por elas (Elas somam um total de 178 reais...), vô por ele (...nem telefone fixo ele possui...), filho por ele (ele estuda pela manhã).

Existem outras respostas possíveis.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Pergunte aos alunos o que foram capazes de aprender nessa aula.
  • Lembre dos principais pontos trabalhados nessa aula:
  • Cartas de reclamação possuem uma solicitação fundamentada com argumentação;
  • Argumentar é apresentar fatos, ideias, razões e provas que comprovem uma afirmação ou justifiquem um pedido.
  • Para que os textos fiquem mais “bem escritos” podemos substituir nomes por pronomes, usar sinônimos de palavras e, em alguns casos, podemos também suprimir pronomes e palavras.
  • Pergunte aos alunos se aprenderam algo que não foi citado no slide e inclua. Durante a sistematização você pode pedir para os alunos que façam breves anotações no caderno, de modo que seja possível recuperá-las em outros momentos.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é primeira aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero carta pessoal e de reclamação, no campo de atuação da vida cotidiana e vida pública. A aula faz parte do módulo Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)

Materiais necessários: materiais complementares a serem impressos. Acesse-os aqui: Cartas para impressão e Esquema das Cartas

Informações sobre o gênero: É inegável o prazer que podemos sentir com o recebimento de uma carta física ou com a espera por uma resposta de alguém com quem nos correspondemos. A troca de cartas entre remetente e destinatário é uma forma antiga, mas eficaz de comunicação. Atualmente ela vem perdendo seu espaço para a troca de emails de e mensagens por celular, o que permite uma interação comunicativa quase em tempo real. A carta é um gênero que pode cumprir com diferentes funções sociais, entretanto, neste conjunto de aulas, priorizamos as cartas e e-mails de reclamação, reivindicação e de solicitação. Cartas como essas fazem parte da vida cotidiana e oportunizam ao autor o uso de tal forma de comunicação como meio de exercício de sua cidadania. É possível no entanto que essas cartas ganhem muito mais força ao serem enviadas para publicação em diferentes mídias (jornais, revistas, televisão e internet), expondo dessa forma o problema para a sociedade e cobrando, sob a vista de muitos, os responsáveis pelo problema. Nesse caso, o gênero passa a pertencer ao campo da vida pública. É possível que em uma mesma edição, de um jornal, por exemplo, venha publicada a carta de reclamação (editada) e a resposta do responsável, demonstrando desse modo que o envio da carta original e a cobrança da resposta foi realizada anteriormente à publicação do jornal.

Dificuldades antecipadas: Em atividades de leitura em voz alta para um público, como as aqui propostas, a timidez e falta de domínio do código escrito podem se constituir como dificultadores. Isso pode ocorrer pela falta de oportunidades em realizar atividades nas quais essa leitura possa ser feita de forma mais descontraída ou pela pouca experiência dos alunos com a leitura. Outra dificuldade diz respeito à identificação dos argumentos que compõem o texto persuasivo de uma carta de reclamação. Muitos alunos podem encontrar os argumentos intuitivamente nos textos sem refletir sobre o que são realmente. Já outros, apesar de utilizarem cotidianamente argumentos em suas relações diárias, podem apresentar dificuldades em saber o que são e onde se encontram no texto. Talvez nunca tenham refletido sobre isso. Especificamente em relação à coesão textual e a sua importância para a recuperação da relação entre as partes do texto, a limitação do arcabouço vocabular dos alunos pode trazer dificuldades em reconhecer o uso de sinônimos e de pronomes utilizados com essa função.

Referências sobre o assunto:

AVANÇO, Terezinha Braido. Gêneros epistolares: Estratégias de leitura para o gênero carta. In: Os desafios da escola pública Paranaense na perspectiva do professor. Cadernos PDE. Paraná, 2013. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2013/2013_uem_port_pdp_terezinha_braido_avanco.pdf>.

MENEZES, Overlac. Cartas: simples mensagem, documento ou gênero literário?. São Paulo: Marco Zero, 2005.

SILVA, Maria Emília Lins. Criando oportunidades significativas de leitura e produção de cartas. In: BRANDÃO, Ana Carolina Perrusi; ROSA, Ester Calland de Souza (orgs). Leitura e produção de textos na alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. P.113 - 126. Disponível em: <http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/27.pdf >.

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Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Nessa aula os alunos terão um contato mais aprofundado com o gênero carta pessoal de reclamação. Será o momento de perceber esse tipo de carta como um texto persuasivo, voltado para convencimento de autoridades responsáveis por solucionar uma queixa de consumidores ou cidadãos descontentes com um produto ou serviço que não atende aos seus anseios.
  • A proposta é de que os alunos simulem uma rádio em que cartas de reclamação são lidas pelos locutores. Para dar mais vida a essa “encenação”, prepare um cenário no qual os alunos possam se sentir em um estúdio de rádio. O professor pode colar caixas de ovos nas paredes simulando o isolamento acústico de um estúdio de rádio, pode disponibilizar microfones e caixas de som, se for possível.
  • Leia o título e permita que os alunos teçam algumas antecipações sobre o tema da aula.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Antes de apresentar o Slide pergunte para os alunos se alguém já ouviu falar do Procon e se sabem para que serve esse órgão oficial.
  • Esclareça que o Procon atua na proteção e defesa dos direitos do consumidor. Diga que esse órgão tem como objetivos orientar, educar, proteger e defender os consumidores contra abusos praticados pelos fornecedores de produtos e serviços.
  • Diga que as reclamações podem ser realizadas pessoalmente nas agências de atendimento, pelo telefone (pesquise e apresente aos alunos o número de telefone do Procon de sua região), por carta (pesquise e apresente aos alunos o endereço do Procon de sua região) ou pela internet (verifique o endereço eletrônico do Procon de sua região).

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Orientações:

  • Apresente o gráfico para os alunos.
  • Permita que possam explorar as informações contidas ali.
  • Esclareça que as informações dizem respeito ao período de 1 de janeiro de 2018 a 17 de agosto de 2018.
  • Em seguida, conduza uma discussão curta realizando as seguintes perguntas:
  • Você já presenciou alguém de sua família escrevendo, fazendo uma ligação ou mesmo indo pessoalmente reclamar de algo?
  • Alguém de sua casa já registrou reclamação no Procon?
  • Segundo o gráfico, que tipo de serviço mais recebeu registros de reclamações no Procon de São Paulo no período considerado?
  • Que tipos de reclamações vocês acham que as pessoas fizeram sobre os dez primeiro colocados no ranking do Procon-SP?

5. Espera-se que os alunos percebam que os serviços prestados por empresas de telefonia foram os mais citados nas reclamações dos consumidores. Em seguida, o tipo de serviço mais reclamado é o prestado pelos bancos. Perceba que os alunos podem dizer que as empresas de eletrodomésticos estão em segundo lugar no ranking de reclamação. No entanto, essa é uma percepção enganosa, tendo em vista que, somando-se a quantidade de reclamações dos bancos citados, esse total ultrapassa o quantitativo de reclamações das lojas de eletrodomésticos.

6. Ajude os alunos a fazer a leitura do gráfico. Esteja atento à interpretações equivocadas quanto à comparação entre os tipos de serviços reclamados.

7. Em relação aos tipos de reclamações que os alunos acham que foram feitas sobre as empresas apresentadas, eles podem, por exemplo, dizer que as empresas de telefone ligam exageradamente para os clientes oferecendo serviços, que cobram ligações não realizadas, etc. Sobre as lojas, podem citar a demora na entrega, defeitos nos aparelhos, etc. Sobre os bancos, podem lembrar da cobrança abusiva de juros, cobrança de serviços não prestados, etc. Sobre as empresas de TV por assinatura, podem citar a interrupção de sinal, a cobrança de serviços não prestados, etc. E sobre as empresas de energia elétrica, podem falar sobre a interrupção do serviço, sobre o corte de energia sem aviso prévio, etc.

No site do Procon-SP, disponível a seguir, o professor pode conferir alguns desses tipos de serviços apresentados pelos reclamantes.

Materiais complementares:

Ranking de Atendimentos - PROCON-SP. Disponível em <http://sistemas.procon.sp.gov.br/rank_estadual/?m=rank_atend> . Acesso em: 22 ago. 2018.

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Tempo sugerido: 33 minutos

Orientações:

  • Divida os alunos em 4 grupos.
  • Faça cópias dos textos disponíveis nos materiais complementares e dos esquemas para serem preenchidos nos grupos.
  • Entregue um texto para cada grupo e peça para fazerem uma leitura compartilhada. Na leitura compartilhada, cada pessoa do grupo lê um trecho da carta.
  • Peça para lerem pelo menos duas vezes antes de começarem a descobrir as informações pedidas no slide.
  • Perceba que existem dois pares de cartas parecidas. Cada par possui cartas com redações distintas propositalmente preparadas para que os alunos possam compará-las nas próximas etapas da aula.
  • Uma questão delicada a ser trabalhada aqui diz respeito à identificação de argumentos utilizados para convencer a autoridade a solucionar o problema reclamado. Dê maior atenção a esse aspecto. Peça para os alunos pensarem naquilo que dizem quando querem, por exemplo, convencer a mãe sobre deixá-los brincar na rua ou a ir em um passeio da escola. Eles podem dizer que merecem se divertir, que são bons filhos e bons alunos, que só vão brincar um pouquinho, que o passeio é barato, etc. Fale que, tudo aquilo que dizemos para uma pessoa para convencê-la sobre algo, pode ser considerado um argumento.
  • Quando preencherem os esquemas das cartas, espera-se que identifiquem:
  • Cartas 1 e 2: Escritas por Rombrero Julio Silva, um morador do município de Boa Pessoa. Foi escrita para o prefeito da cidade (e por isso destinada à prefeitura) para reclamar sobre um buraco no asfalto em frente a sua casa. Ele escreve a carta porque, em um determinado dia, seu carro atingiu o buraco, o que lhe causou, e a sua família, prejuízos, constrangimentos e momentos de estresse. O autor da carta utiliza vários argumentos para convencer o prefeito a solucionar o problema, dentre eles, cita os prejuízos causados pela queda do carro no buraco, os momentos de constrangimento e estresse, o fato de que tem todas as contas pagas em dia e o fato de que o buraco representa problemas não somente para ele, mas para todos que utilizam o bem público, no caso a rua, enfatizando a possibilidade de acontecer acidentes.
  • Cartas 3 e 4: Escritas por Maria Mharta Mercedez endereçadas a uma empresa de telefonia chamada Bom Preço Telefonia. Ela escreve para reclamar sobre a cobrança indevida de ligações telefônicas, solicitando que seja cobrado somente o valor acordado em contrato. Ela escreve porque a fatura aumentou sendo cobrado um valor por ligações que diz não ter feito. Como argumentos, a autora da carta alega que não tem conhecidos nas cidades para as quais foram feitas as chamadas, que todos seus parentes moram em Brasília, ou seja, na mesma cidade em que reside, que somente seu avô mora em outra cidade, mas não tem telefone e a cidade não é nenhuma daquelas para as quais foram feitas ligações, que somente moram duas pessoas na casa e que nenhuma delas poderia ter feito as ligações por não estarem em casa naquele momento, que algumas ligações foram feitas de madrugada, momento em que estão dormindo.

Materiais necessários: materiais complementares a serem impressos. Acesse-os aqui: Cartas para impressão e Esquema das Cartas

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Orientações:

  • Pergunte aos alunos se sabem o que um locutor de rádio faz.
  • Peça para alguns deles imitar a voz de um locutor, construindo, assim, um momento de descontração e motivação.
  • Comente com os alunos que uma outra forma de apresentar uma carta de reclamação é enviá-la para ser publicada em um jornal, divulgada em um telejornal ou programa de rádio. Pergunte se algum deles já ouviu uma carta desse tipo sendo lida em um programa de rádio. Leve-os a refletir sobre o que motiva uma pessoa a divulgar sua carta na mídia. É importante que percebam que desse modo a reivindicação ganha maior visibilidade, o que em geral, leva os responsáveis a se pronunciarem, ou resolverem o problema, mais rapidamente.
  • Proponha a brincadeira da “Rádio Desabafo”. Peça para os grupos escolherem um de seus integrantes para ser o locutor que irá ler a carta.
  • Oriente-os a preparar o colega ensaiando algumas vezes e apontando aprimoramentos que precisam ser feitos para uma ótima apresentação.
  • Em seguida, organize as apresentações permitindo que todos possam prestar atenção nas leituras das cartas e em seus conteúdos.
  • Esse tipo de atividade estimula os alunos a sentirem-se à vontade para realizar leituras em público, permitindo que avancem barreiras ligadas à timidez. Mesmo que somente 4 colegas façam a leitura da carta para toda a turma, ao se organizarem em grupos, é provável que deem opiniões e ajudem a definir as melhores estratégias para a leitura, desse modo, toda a turma será motivada a se envolver na atividade.
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Orientações:

  • Nesse momento, os alunos irão formar um grupo maior unindo-se ao outro grupo que apresentou uma carta parecida com a sua.
  • Faça as duas primeiras perguntas do slide escutando as respostas de alguns alunos. Pretende-se que os alunos possam comparar os textos lidos avaliando quais possuem o mesmo conteúdo, mas com redações diferentes.
  • Após discutirem e descobrirem quais os textos parecidos, peça para os grupos com textos parecidos juntarem-se para ser realizada a próxima atividade.
  • Peça para compararem os textos e analisar o que têm em comum e o que têm de diferente. Eles perceberão que os textos apresentam mesmo remetente, mesmo destinatário, mesmo assunto, mas com algumas palavras e trechos diferentes.
  • Ao comparar os textos, espera-se que percebam que um deles apresenta muitos termos repetitivos e que isso acaba prejudicando a coesão textual e, por consequência, a própria fluência da leitura e compreensão do texto.
  • Permita que possam compreender que um dos textos é a versão aprimorada do outro. Assim, permita que percebam que o texto melhorado apresenta recursos que permitem evitar repetições como elipses (supressão de termos onde podem ser subentendidos), substituições lexicais (sinônimos) e substituições pronominais.
  • Quando escolherem o texto ideal para ser enviado, questionem porque acham que esse seria melhor que o outro. Permita que possam concluir que esse texto não possui termos repetitivos. Pergunte aos alunos:

O que foi feito para eliminar as repetições?

  • Espera-se que percebam que foram utilizados sinônimos, pronomes e em alguns lugares palavras puderam ser suprimidas sem alterar a compreensão da mensagem (permitido pelas desinências verbais). Peça para indicarem onde isso ocorreu, circulando nos textos essas mudanças. Por exemplo:

Texto 1 e 2:

Supressões do pronome ´eu´ (ex.: ...fui retirar meu carro...), do pronome ´nós´ (ex.: ...acabamos atingindo...)

Substituições lexicais: carro por veículo (Nós saímos do veículo...), esposa por companheira (Minha companheira acabou chegando atrasada...), filha por criança (encontrou nossa criança chorando...), buraco por fenda ou cratera.

Substituições pronominais: minha esposa e eu por nós (Nós saímos do veículo...), esposa por ela (Ela acabou indo de ônibus...).

Existem outras respostas possíveis.

Textos 3 e 4

Supressões do pronome eu (...contratei os serviços...), do substantivo chamadas (...outras 5 para a cidade de Apiaca.)

Substituições lexicais: chamadas por ligações (...30 minutos de ligações interurbanas.), exigência por cobrança (...peço que considerem a exigência como indevida...).

Substituições pronominais: chamadas por elas (Elas somam um total de 178 reais...), vô por ele (...nem telefone fixo ele possui...), filho por ele (ele estuda pela manhã).

Existem outras respostas possíveis.

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Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Pergunte aos alunos o que foram capazes de aprender nessa aula.
  • Lembre dos principais pontos trabalhados nessa aula:
  • Cartas de reclamação possuem uma solicitação fundamentada com argumentação;
  • Argumentar é apresentar fatos, ideias, razões e provas que comprovem uma afirmação ou justifiquem um pedido.
  • Para que os textos fiquem mais “bem escritos” podemos substituir nomes por pronomes, usar sinônimos de palavras e, em alguns casos, podemos também suprimir pronomes e palavras.
  • Pergunte aos alunos se aprenderam algo que não foi citado no slide e inclua. Durante a sistematização você pode pedir para os alunos que façam breves anotações no caderno, de modo que seja possível recuperá-las em outros momentos.

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