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Atividade - Problemas de contagem no jogo de boliche

POR: Evandro Tortora 30/11/2018
Código: EDI2_33UND02

Creche / Educação Infantil

Atividade alinhada à BNCC:

(EI02ET07) Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos.

(EI02ET08) Registrar com números a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.).

(EI02EO06) Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.

Plano de atividades de Educação Infantil com atividades para Crianças bem Pequenas sobre contagem oral de objetos, pessoas, etc

Resumo

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Os pequenos irão encontrar maneiras de descobrir quantas crianças estão presentes na sala e vão registrar essa informação.

O que fazer antes?

Contextos prévios:

Para realizar essa atividade é importante que as crianças tenham tido experiências de exploração e brincadeiras com o jogo de boliche (experiências de manuseio livre dos pinos e da bola, da contagem dos pinos e exploração do jogo entre as crianças e com professor) a fim de criar familiaridade com o ato de jogar a bola para derrubar os pinos.

Materiais:

Confeccione um cartaz ou uma régua com números de 0 a 100 para usar como referência na escrita de números. Se possível, tenha mais de um jogo de boliche disponível, composto por pelo menos seis pinos e uma bola. Fita adesiva colorida ou giz para marcar o chão e canetões. Um placar dos grupos (aqui você pode consultar uma sugestão de como construir esse placar) confecccionado com cartolinas ou papel kraft. Separe ainda materiais com os quais as crianças possam fazer atividades de livre escolha como cartolinas tamanho A3 e giz de cera, jogos de encaixe, livros para folhear, massinha etc.

Espaços:

Sala de referência das crianças onde as crianças possam fazer uma roda em grande grupo e pátio ou área externa, onde possam fazer jogadas com boliche. Reserve um espaço na parede para o placar das equipes. Organize no espaço cantos com atividades que as crianças já conseguem realizar com autonomia, como desenhos com cartolinas tamanho A3 e giz de cera, jogos de encaixe, folhear livros, brincar com massinha etc.

Tempo sugerido:

Aproximadamente uma hora.

Perguntas para guiar suas observações:

1. Como são e que tipos de registros elas fazem ao representar quantidades no placar? Quais são as hipóteses de escrita dos números (traços, rabiscos, bolinhas, desenhos, etc.)?

2. Quais são as estratégias que as crianças fazem uso para contar os pinos do boliche e saber quem ganhou o jogo?

3. Como as crianças interagem com outras crianças nos momentos do jogo? Há cooperação entre elas?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada criança ou do grupo. Observe se algumas crianças precisam de ajuda para conseguir derrubar pinos. Permita que cheguem mais perto deles ou que sejam apoiadas por outra criança, se necessário. Caso mesmo se aproximando, as crianças não derrubem nenhum pino, siga com a atividade normalmente. Coloque o painel na altura das crianças e fique atento também à forma como as equipes comunicam as pontuações e como colaboram entre si.

O que fazer durante?

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Inicie um diálogo em grande grupo sobre o jogo de boliche na sala. Pergunte às crianças se elas se lembram das explorações que já fizeram e dos materiais que compõem o jogo e deixe que façam algumas jogadas livres, sem marcar pontuação. Para isso, demarque a distância para fazer as jogadas com fita adesiva colorida ou com o giz e peça ajuda da turma para organizar os pinos e solicite que as crianças joguem a bola tentando derrubar o maior número de pinos possível. Participe com elas das jogadas.

Possíveis falas do professor: Vocês sabem ou se lembram do nome desse jogo? Para que serve a bola nesse jogo? Alguém que sabe jogar gostaria de demonstrar aos demais como jogamos boliche? Neste momento, deixe que as crianças expressem saberes sobre o jogo, porém, diga que para jogar boliche é preciso seguir alguns procedimentos.

Possíveis açõese falas da criança neste momento: elas podem fazer gestos para explicar o que fazer com a bola ou se arriscar a querer jogá-la para mostrar o que fazer com o material. Podem reproduzir suas próprias experiências anteriores ou pegar os pinos e batê-los para produzir algum som ou jogar a bola ensaiando outra brincadeira conhecida.


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Depois de algumas jogadas feitas no grande grupo, diga às crianças que agora irão formar pequenos grupospara jogar boliche no pátio ou área externa e que vão marcar a quantidade de pontos de cada equipe fazendo um risco para cada ponto. Para isso, formarão times e a quantidade de pinos derrubada será representada pela quantidade de riscos a serem desenhados no placar. Informe que, ao final das jogadas, terão que descobrir quem ganhou o jogo. Forme os pequenos grupos a partir de uma parlenda, como “Uni-duni-tê”. Os times podem ser identificados por cor ou alguma marca feita com tintaatóxica no braço ou na bochecha das crianças.


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Caminhe com as crianças até o local das jogadas. Cante uma música ou cantiga conhecida pelas crianças ou brinque de trenzinho e apoie a locomoção daquelas que precisarem.Leve consigo canetões e as cartolinas do grupos. Apresente os espaços de livre escolha para brincar com jogos de encaixe, desenho com cartolinas tamanho A3 e giz de cera, folhear livros, brincar com massinha etc. Além disso, caso a escola possua outro jogo de boliche disponível, você pode deixá-lo com as crianças, para que brinquem à maneira delas. Caso você tenha o apoio de outro professor, um auxiliar de sala ou outro profissional,peça que ele realize o jogo simultaneamente com um outro grupo. Diga para as crianças que você acompanhará um pequeno grupo para jogar boliche e que os outros estarão jogando com o outro adulto ou se envolvendo em outras brincadeiras e que depois vão se revezar para jogar do boliche.


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Inicie o jogo com umpequeno grupo. Deixe os canetões ao alcance das crianças e fixe a cartolina referente ao placar do primeiro grupo na parede, na altura delas. Após a criança realizar a jogada, pergunte: Quantos pinos vocês derrubaram? e observe o que as respostas. Caso ainda não saibam contar, conduza a contagem dos pinos derrubados ou peça para que pequeno grupo colabore entre si para realizar a contagem. Oriente a criança a desenhar um risco para cada ponto feito no placar do seu grupo.

Possíveis ações e falas das criança neste momento: elas podem apontar, indicar com os dedos ou dizer muitos, um monte, bastante etc. Elas podem jogar a bola e não acertar nenhum pino e se frustrar, logo, diga que ela poderá tentar de novo quando brincarem novamente (você pode indicar que ela brinque com outro jogo de boliche com o restante da turma na sala).

Possíveis ações e falas do professor: Faça a relação entre derrubar nenhum pino e o zero. Quantos riscos iremos desenhar? Existe um número para representar essa quantidade: o zero! Podemos desenhar zero riscos? O que isso significa?


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Fixe a cartolina referente ao próximo grupo ao lado da cartolina do grupo anterior. Chame outro pequeno grupo para jogar e apresente o placar do grupo anterior e inicie as jogadas. Incentive discussões durante as situações de jogo envolvendo problematizações para as crianças. Explore as hipóteses, considerando ideias e interpretações das situação.

Possíveis falas do professor: Como seu grupo pode vencer o outro time? O outro time fez muitos pontos ou poucos pontos? Quantos pontos o outro time fez? Quantos pinos precisamos derrubar para vencer o outro time?Porque você acha isso?

Possíveis falas e ações das crianças: as crianças podem apontar para crianças do outro time, querer contar os riscos do outro grupo, podem pensar que o grupo que desenhou riscos mais espaçados (ou em posições diferentes) tenham mais pontos e podem apontar para o próprio painel, indicando que seu grupo tem mais pontos.

Repita o procedimento até que todos os pequenos grupos participem da atividade. Quando o último grupo realizar a proposta, peça sua ajuda para guardar o jogo e para reunir as crianças em roda para saberem quem ganhou o jogo.


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Reúna as crianças em um grande grupo, próximo aos placares. Apresente-os e estimule as crianças a se expressarem sobre a quantidade de pinos que foi derrubada por cada grupo. Começando pelo primeiro pequeno grupo, pergunte: Quantos pontos esse grupo fez? Como podemos saber?. Explore falas e gestos que podem indicar as hipóteses das crianças. Caso necessário, sugira a contagem para solucionar o problema. Diga que para não precisarem ficar contando os riscos sempre que necessitarem saber a pontuação, precisarão anotar o número correspondente à quantidade de riscos. Orientem que anotem-a no espaço “Total” do placar. Elas podem buscar referências nos portadores de números (cartaz ou régua numérica com números de 0 a 100, calendário, etc.). Pode ser que precisem contar novamente a pontuação para anotá-la. Incentive a colaboração de todos neste momento.

Possíveis ações e falas da criança neste momento: as crianças podem também apontar para o painel aleatoriamente, apontar o riscos que desenhou ou para si própria. Diante da diversidade dos registros, as elas podem se equivocar, dizendo que a equipe vencedora foi aquela que desenhou riscos de forma mais espaçada.

Para finalizar:

Questione quem ganhou o jogo e deixe que as crianças exponham hipóteses e que expressem o que pensam por meio de gestos ou palavras. Procure conduzir as discussões para que percebamquem tem mais riscos desenhados no placar, indicando o grupo vencedor. Observe se algumas crianças ainda estão interessadas em jogar. Se necessário, deixem que continuem, informando que elas terão dez minutos para continuar jogando. Anuncie em cinco minutos que a atividade se encerrará e, após esse tempo, convide as crianças de uma forma divertida a guardar e organizar os materiais.

Desdobramentos

Caso você queira repetir a atividade, em outro momento, reúna as crianças para organizar uma partida de boliche com outro tipo de registro. Por exemplo, você pode propor a utilização de fichas com numerais que indiquem a quantidade de pinos. Após a partida, pergunte qual equipe foi a ganhadora, permitindo que as crianças tentem se orientar pelas fichas. Varie o jogo, reduzindo o número de pinos, ampliando-os e até acrescentando pinos de cor diferenciada que, se derrubados, podem acabar por apagar riscos do placar.

Engajando as famílias

Envie um bilhete para as famílias, comunicando que você está jogando boliche com as crianças e convide os pais a confeccionar um jogo de boliche para os filhos em casa, usando garrafas PET e bolas feitas de pé de meia, cheias com tecido e costuradas.Peça às famílias que deixem a criança trazer a produção para brincar na escola. Você também pode organizar uma oficina de confecção do jogo e convidar os familiares para organizar um campeonato com a turma.

Este plano de atividade foi elaborado pelo Time de Autores NOVA ESCOLA

Autor: Evandro Tortora

Mentor: Nilcileni Aparecida Ebani Brambilla

Especialista do subgrupo etário: Karina Rizek

Sugestão de idade: 3 anos

Campos de Experiência: Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações; o eu, o outro e o nós.

Objetivos e códigos da Base
Centrais: (EI02ET07) Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos.

(EI02ET08) Registrar com números a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.).
Transversal: (EI02EO06) Respeitar regras ba?sicas de convi?vio social nas interac?o?es e brincadeiras.

Abordagem didática: Um dos objetivos da Educação Infantil é oferecer às crianças experiências significativas de contato com o mundo dos números. Para isso, é preciso planejar situações em que seja necessário utilizá-los em diferentes contextos. Uma boa ideia é aproveitar ações rotineiras, como contar quantas crianças vieram e quantas ficaram em casa ou organizar a quantidade de cadeiras para uma brincadeira. Vale também propor brincadeiras como amarelinha e boliche. Uma orientação é manter exposta na sala uma régua com números de 1 a 100, que servirá de consulta para a contagem e de referência para a representação gráfica dos números.

Apoiador Técnico


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