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Plano de aula > Língua Portuguesa > 4º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Pontuação em diálogos

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 4º ano do EF sobre Pontuação em diálogos

Plano 08 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Elisa Greenhalgh Vilalta

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a oitava aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero dramático e no campo de atuação artístico-literário. A aula faz parte do módulo de Análise Linguística e Semiótica. Neste módulo, as atividades serão centradas em ou outro gênero literário: crônicas. O foco de estudo será a pontuação, os verbos de enunciação, o discurso direto e indireto presentes no gênero. As crônicas serão dramatizadas e assim, por meio da interpretação de cenas cotidianas cheias de humor, os alunos poderão analisar e manipular o conhecimento que lhes será útil para seguir com a sequência de aulas sobre texto dramático.

Materiais necessários: Computador e projetor multimídia para passar o vídeo e os slides , envelopes, trechos das crônicas impressos ou copiados, cópias do texto, cópias das atividades, folhas de cartolina.

Informações sobre o gênero: O texto dramático pode ter apenas função literária, mas seu principal objetivo é ser encenado. É dessa maneira que o gênero se mantém “vivo e atual”, pois cada nova encenação pode trazer algo diferente, tendo em vista quem atua, quem dirige e quem vai assistir a apresentação. Justamente porque as pessoas vão ao teatro para "assistir" alguma coisa, o texto dramático conta com muitos elementos visuais, descritos em marcas cênicas (também conhecidas como “didascálias” ou rubricas”). Essas marcas podem orientar quanto a ambientação, cenário, iluminação, roupas, gestos, vozes dos personagens, entre outros. Em geral esse é um texto sem narrador e é comum que a obra seja, em sua maior parte, dialogada. Outra característica do gênero é a “concentração no conflito” ou no “drama” como o próprio nome anuncia, para isso o antagonismo na construção dos personagens é importante, bem como a expectativa gerada com o desenlace do conflito. O drama também tem por objetivo “presentificar o instinto de jogo da condição humana” ou seja o lúdico, as regras, o esforço e a colaboração para a encenação estão presentes nas peças e nos “jogos teatrais”. Por último, vale lembrar que o “teatro é teatro” e que as emoções e encenações são apenas representações da realidade, sugerindo um exercício reflexão, posicionamento e de ampliação do universo cultural e social dos alunos. (adaptado do texto "Encenar e ensinar – o texto dramático na escola" de Rosemari Calzavara)

Comentários sobre crônicas:

A crônica é um gênero que ocupa o espaço do entretenimento, da reflexão mais leve. [...] Ao escrever, os cronistas buscam emocionar e envolver seus leitores, convidando-os a refletir, de modo sutil, sobre as situações do cotidiano, vistas por meio de olhares irônicos, sérios ou poéticos, mas sempre agudos e atentos.[...]

A crônica é um gênero que retrata os acontecimentos da vida em tom despretensioso, ora poético, ora filosófico, muitas vezes divertido. [...] Os cronistas brasileiros exprimem vivências e sentimentos próprios do universo cultural do país. no Brasil há vários modos de escrevê-las. Usando o tom da poesia, o autor produz um prosa poética, como algumas crônicas escritas por Paulo Mendes Campos. Mas elas podem ser escritas de uma forma mais próxima ao ensaio, como as de Lima Barreto; [...] ou ser narrativas, como as de Fernando Sabino. As crônicas podem ser engraçadas, puxando a reflexão do leitor pelo jeito humorístico, como as de Moacyr Scliar, ou ter um tom sério. Outras podem ser próximas de comentários, como as crônicas esportivas ou políticas. [...]

Em geral, na crônica a narração capta um momento, um flagrante do dia a dia; o desfecho, embora possa ser conclusivo, nem sempre representa a resolução final do conflito, e a imaginação do leitor é estimulada a tirar suas próprias conclusões. Os fatos cotidianos e as personagens descritas podem ser fictícias ou reais, embora nunca se espere da cônica a objetividade de uma notícia de jornal, de uma reportagem ou de um ensaio.

Fonte: LAGINESTRA, Maria Aparecida e PEREIRA, Maria Imaculada. A ocasião faz o leitor: caderno do professor: orientação para a produção de textos. São Paulo: CENPEC, 2016.

Dificuldades antecipadas: Os textos dialogados utilizam sinais de pontuação bem específicos que auxiliam na organização da escrita e leitura do texto e na entonação dada às falas dos personagens. Os alunos poderão apresentar dificuldades em compreender a função dos sinais de pontuação por falta de conhecimento dos mesmos ou por falta de conhecimento das convenções para sua utilização. Podem ainda conhecer, mas não saber em que situações utilizá-los, não dando importância para os efeitos de sentido decorrentes de sua colocação. Alguns alunos, por apresentarem dificuldade na leitura, também podem não considerar as pausas, exclamações, interrogações, finalizações, portanto não conseguirão perceber onde colocar cada sinal correspondente.

Referências sobre o assunto:

CALZAVARA, Rosemari Bendlin. Encenar e ensinar – o texto dramático na escola. R.cient./FAP, Curitiba, v.4, n.2 p.149-154, jul./dez. 2009. Disponível em: http://periodicos.unespar.edu.br/index.php/revistacientifica/article/view/1612/952 - Acesso em 09 de outubro de 2018.

SÃO PAULO (SP). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Recuperação Língua Portuguesa – Aprender os padrões da linguagem escrita de modo reflexivo : unidade III – Palavra dialogada – Livro do professor / Secretaria Municipal de Educação. – São Paulo : SME/ DOT, 2011. - 112p. Disponível em:

http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Portals/1/Files/16464.pdf - Acesso em 09 de outubro de 2018.

ANDRADE. Carlos Drummond. O homem, animal exclamativo. In: Os dias são lindos. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

ANDRADE. Carlos Drummond. O homem, animal que pergunta. In: Os dias são lindos. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Diálogo de todo dia. In: Para gostar de ler Júnior. v. 3. São Paulo: Ática, 2001. p. 21-22.

Título da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minuto

Orientações: Explique para a turma a proposta da aula do dia.

Introdução select-down

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Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações:

A atividade será introduzida com uma pequena biografia do autor das crônicas que serão trabalhadas nessa aula: Carlos Drummond de Andrade.

  • Com os alunos em semicírculo pergunte se conhecem o poeta Carlos Drummond de Andrade. Mostre o slide com a pequena biografia e a foto.
  • Projete o slide com a biografia ou leia a biografia para a turma.
  • Questione se os sabem a diferença entre poesia, conto e crônicas. Deixe que levantem hipóteses sobre a estrutura e forma de cada um dos gêneros.

Material de apoio:

Poesia: É um estilo de texto que retrata as emoções, abusando de conceitos abstratos, metáforas e outras figuras de linguagem. Embora sejam geralmente escritas em verso, nada impede de que poesias sejam escritas em prosa.

Conto: É uma narrativa curta. O tempo em que se passa é reduzido e contém poucas personagens que existem em função de um núcleo. É o relato de uma situação que pode acontecer na vida das personagens, porém não é comum que ocorra com todo mundo. Pode ter um caráter real ou fantástico da mesma forma que o tempo pode ser cronológico ou psicológico.

Crônica: por vezes é confundida com o conto. A diferença básica entre os dois é que a crônica narra fatos do dia a dia, relata o cotidiano das pessoas, situações que presenciamos e já até prevemos o desenrolar dos fatos. A crônica também se utiliza da ironia e às vezes até do sarcasmo. Não necessariamente precisa se passar em um intervalo de tempo, quando o tempo é utilizado, é um tempo curto, de minutos ou horas normalmente.

Fonte: https://www.infoescola.com/redacao/tipos-de-textos-narrativos/ - Acesso em 09 de outubro de 2018.

Materiais complementares:

Biografia: Carlos Drummond de Andrade - Disponível em: https://www.ebiografia.com/carlos_drummond/ - Acesso em: 09 de outubro de 2018.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

A atividade será introduzida com uma leitura dramatizada de trechos de crônicas de Carlos Drummond de Andrade que enfatizam bastante os sinais de pontuação. Você pode projetar o slide com as instruções ou copiar as instruções no quadro.

  • Imprima ou copie em pedaços de papel os trechos selecionados. São dois trechos diferentes e cada um deles em três versões diferentes (com pontuações diferentes). Coloque cada conjunto de trechos iguais dentro de um envelope. No primeiro, os trechos de “O homem, animal exclamativo” (trecho 1) e no segundo os trechos de “O homem, animal que pergunta” (trecho 2).
  • Continue com os alunos em semicírculo e escolha seis alunos que apresentem uma boa leitura oral. Essa fluência será necessária para que leiam cada trecho com a entonação necessária. Você pode pedir voluntários também, mas insista que leiam os trechos com entonação.
  • Os seis alunos farão dois grupos e cada um do grupo irá sortear seu trecho.
  • O primeiro grupo irá fazer a leitura para a turma das 3 versões do seu trecho. Cada um pega um trecho do envelope e escolhem a ordem de leitura. Depois, o segundo grupo fará o sorteio e a sua leitura também.
  • Pergunte para a turma:
  • Os trechos que o primeiro grupo leu são iguais? Utilizam as mesmas palavras? (Os alunos devem dizer que sim, pois os trechos contém as mesmas palavras)
  • E os que o segundo grupo leu? (também devem confirmar que o trecho é o mesmo)
  • Se os trechos eram iguais, por que a leitura deles foi tão diferente? ( A pontuação era diferente.)
  • Vamos focar no primeiro grupo. Sabendo que a crônica que foi lida se chamaO homem, animal exclamativo”, qual dos três alunos, fez a leitura do trecho original? (Os alunos devem apontar para o que leu o trecho com os pontos de exclamação.)
  • E no segundo grupo? A crônica se chama “O homem, animal que pergunta”. Qual dos três fez a leitura do texto original (Os alunos devem apontar para o que leu o trecho com os pontos de interrogação.)
  • Qual o papel da pontuação usada para o sentido e estrutura do texto? ( Os alunos devem perceber que no texto “O homem, animal exclamativo” algumas palavras presentes nas frases, interjeições, verbos no imperativo, que combinam mais com o tom de surpresa, alegria, ordem, comemoração, espanto do que com uma pergunta ou afirmação. No texto “O homem, animal que pergunta”, os pronomes interrogativos no início da frase também dão a entender que são perguntas e não exclamações ou afirmações.)

Os alunos como usuários da língua portuguesa e de acordo com sua faixa etária no quarto ano, já apresentam uma noção bastante estruturada da pontuação de textos, portanto, identificar qual o tipo de pontuação que irá se relacionar melhor com os textos trabalhados será quase que intuitiva para muitos. Essa atividade fará com que os alunos reflitam sobre a sua fala e sobre a sua leitura oral e ajudará na compreensão da próxima atividade da aula.

Materiais complementares:

Trechos para leitura dramatizada, acesse aqui

ANDRADE. Carlos Drummond. O homem, animal exclamativo. In: Os dias são lindos. São Paulo: Companhia das Letras,2013.

ANDRADE. Carlos Drummond. O homem, animal que pergunta. In: Os dias são lindos. São Paulo: Companhia das Letras,2013.

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Slide Plano Aula

Orientações: Mostre para os alunos a versão original dos trechos das crônicas que foram lidos projetados ou copiados no quadro ou em uma folha de papel 40 kg.

  • Pergunte:
  • Vocês imaginaram que os textos seriam pontuados dessa mesma forma? (deixe que os alunos expressem sua opinião e levantem hipóteses sobre o uso dos sinais de pontuação.)
  • Que elementos nos textos fizeram com que vocês chegassem a essa conclusão? ( Os alunos podem apontar as interjeições exclamativas “Nunca! Jamais!” no 1º texto e os pronomes interrogativos “qual, quando, que” no 2º texto)

Materiais complementares:

Trechos para leitura dramatizada, acesse aqui

ANDRADE. Carlos Drummond. O homem, animal exclamativo. In: Os dias são lindos. São Paulo: Companhia das Letras,2013.

ANDRADE. Carlos Drummond. O homem, animal que pergunta. In: Os dias são lindos. São Paulo: Companhia das Letras,2013.

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Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações: Projete o slide com o texto para a tarefa a ser realizada pelos alunos em grupos. Caso não consiga projetar, você pode copiar o texto no quadro ou imprimir o texto para os alunos. Essa atividade deverá chamar a atenção sobre a pontuação utilizada em um diálogo: o travessão, a vírgula, os pontos de interrogação, exclamação, dois pontos e final.

  • Divida a turma em grupos de 4 alunos e entregue uma cópia do texto para cada um.
  • Peça que façam uma leitura silenciosa e, percebam que estão faltando os sinais de pontuação em alguns trechos e que em outros a pontuação está colocada. Os grupos devem discutir e colocar a pontuação que possa fazer sentido em cada um dos trechos.
  • Deixe que discutam entre eles sem interferir nesse momento. Eles devem colocar a pontuação que o grupo considerar adequada. Os trechos com a pontuação servem como pistas ou dicas sobre a forma de organização do diálogo.
  • Peça que um grupo leia para o outro como o texto ficou pontuado. Eles deverão perceber semelhanças e diferenças entre os trechos que pontuaram pela leitura do outro.

Materiais complementares:

Texto lacunado, acesse aqui

ANDRADE, Carlos Drummond de. Diálogo de todo dia. In: Para gostar de ler Júnior. v. 3. São Paulo: Ática, 2001. p. 21-22.

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Orientações:

Projete o slide com o texto para a tarefa a ser realizada pelos alunos em grupos. Caso não consiga projetar, você pode copiar o texto no quadro ou imprimir o texto para os alunos. Essa atividade deverá chamar a atenção sobre a pontuação utilizada em um diálogo: o travessão, a vírgula, os pontos de interrogação, exclamação, dois pontos e final.

  • Divida a turma em grupos de 4 alunos e entregue uma cópia do texto para cada um.
  • Peça que façam uma leitura silenciosa e, percebam que estão faltando os sinais de pontuação em alguns trechos e que em outros a pontuação está colocada. Os grupos devem discutir e colocar a pontuação que possa fazer sentido em cada um dos trechos.
  • Deixe que discutam entre eles sem interferir nesse momento. Eles devem colocar a pontuação que o grupo considerar adequada. Os trechos com a pontuação servem como pistas ou dicas sobre a forma de organização do diálogo.
  • Peça que um grupo leia para o outro como o texto ficou pontuado. Eles deverão perceber semelhanças e diferenças entre os trechos que pontuaram pela leitura do outro.

Materiais complementares:

Texto lacunado, acesse aqui

ANDRADE, Carlos Drummond de. Diálogo de todo dia. In: Para gostar de ler Júnior. v. 3. São Paulo: Ática, 2001. p. 21-22.

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Orientações:

  • Projete os dois textos no quadro para a comparação. Se não for possível projetar, você pode escrever no quadro ou imprimir uma cópia para cada grupo.
  • Peça que os alunos em grupos leiam os dois trechos em voz alta.
  • Abra a discussão sobre as duas versões do texto:
  • Há narrador no texto no primeiro texto? Por quê? (Não há narrador no texto, ele é todo construído pelo diálogo entre duas pessoas)
  • E no segundo? (Há narrador, introduzindo cada fala do diálogo)
  • Há verbos de enunciação como disse, falou, perguntou, para introduzir as falas no primeiro texto? Por quê? (Mais uma vez os alunos devem perceber que não pois o texto é todo em forma de diálogo, portanto as falas são seguidas)
  • E no segundo? (Há os verbos de enunciação)
  • Há diferença no sentido geral do texto? (não há diferenças no sentido geral do texto, ou seja, no conteúdo das falas. Há diferença apenas na forma como foram estruturadas as narrativas, com e sem narrador intercalando o diálogo)
  • Que diferenças podemos sentir entre os dois textos? (O 1º texto, marcado apenas por diálogos é rápido e ritmado, a opção de não intercalar as falas dos personagens com as falas de narrador conferiu mais dinamismo ao texto. Já o 2º texto, ao ter o diálogo intercalado pelas falas do narrador, perdeu seu ritmo e perdeu também um pouco de seu humor. Entretanto, podemos notar que os verbos de enunciação indicaram mais especificamente a forma como a pessoa estava falando, funcionando um pouco como as marcações nos textos teatrais. No 1º caso, em que não há os verbos de enunciação, o leitor deve adequar a entonação à pontuação e ao conteúdo do diálogo.)

Materiais complementares:

Textos para comparação, acesse aqui

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Slide Plano Aula

Orientações: Projete o slide com o texto completo. Caso não consiga projetar, você pode copiar o texto no quadro ou imprimir o texto para os alunos.

  • Mostre o texto com a pontuação original e peça que os grupos façam a comparação entre o que pontuaram e o original.
  • Questione:
  • O texto que vocês pontuaram ficou parecido com o original? ( Como alguns trechos estão pontuados, pode ser que tenha ficado parecido)
  • O que ficou igual? (Os travessões, pontos de interrogação e finais podem ter ficado iguais)
  • O que ficou diferente? (Alguns pontos finais podem ter sido substituídos por pontos de exclamação)
  • Peça que dois alunos leiam o diálogo conforme pontuaram e que dois leiam o original.
  • Questione:
  • Há diferenças na leitura? Na entonação? (é possível que dependendo da pontuação que colocaram, por exemplo substituir o ponto final pelo de exclamação ou de interrogação a entonação mude)
  • O sentido do texto se altera dependendo da pontuação? (é possível que o sentido do texto não se altere por causa dessa alteração na pontuação que comentamos)
  • Alguma parte o texto ficou confusa com a pontuação equivocada? (é possível que em algumas partes tenham ficado confusas se a pontuação não estiver adequada)
  • Há narrador no texto? Por quê? (Não há narrador no texto, ele é todo construído pelo diálogo entre duas pessoas)
  • Há verbos de enunciação como “disse, falou e perguntou” para introduzir as falas? Por quê? (Mais uma vez os alunos devem perceber que não, pois o texto é todo em forma de diálogo, portanto as falas são seguidas, e por não serem intercaladas por um narrador temos a impressão de um diálogo mais dinâmico, rápido, quase sem pausas)
  • Há alguma semelhança entre essa estrutura sem narrador e o texto dramático? (Esse diálogo se assemelha a forma dos diálogos no texto teatral, em que não há verbos de enunciação, porque geralmente não há narrador, a cena é mais dinâmica e conta com a interpretação do ator. Há, no caso do teatro, as rubricas que orientam a interpretação e movimentação do ator na cena)

Materiais complementares:

Texto original, acesse aqui

ANDRADE, Carlos Drummond de. Diálogo de todo dia. In: Para gostar de ler Júnior. v. 3. São Paulo: Ática, 2001. p. 21-22.

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Orientações: Projete o slide com o texto completo. Caso não consiga projetar, você pode copiar o texto no quadro ou imprimir o texto para os alunos.

  • Mostre o texto com a pontuação original e peça que os grupos façam a comparação entre o que pontuaram e o original.
  • Questione:
  • O texto que vocês pontuaram ficou parecido com o original? ( Como alguns trechos estão pontuados, pode ser que tenha ficado parecido)
  • O que ficou igual? (Os travessões, pontos de interrogação e finais podem ter ficado iguais)
  • O que ficou diferente? (Alguns pontos finais podem ter sido substituídos por pontos de exclamação)
  • Peça que dois alunos leiam o diálogo conforme pontuaram e que dois leiam o original.
  • Questione:
  • Há diferenças na leitura? Na entonação? (é possível que dependendo da pontuação que colocaram, por exemplo substituir o ponto final pelo de exclamação ou de interrogação a entonação mude)
  • O sentido do texto se altera dependendo da pontuação? (é possível que o sentido do texto não se altere por causa dessa alteração na pontuação que comentamos)
  • Alguma parte o texto ficou confusa com a pontuação equivocada? (é possível que em algumas partes tenham ficado confusas se a pontuação não estiver adequada)
  • Há narrador no texto? Por quê? (Não há narrador no texto, ele é todo construído pelo diálogo entre duas pessoas)
  • Há verbos de enunciação como “disse, falou e perguntou” para introduzir as falas? Por quê? (Mais uma vez os alunos devem perceber que não, pois o texto é todo em forma de diálogo, portanto as falas são seguidas, e por não serem intercaladas por um narrador temos a impressão de um diálogo mais dinâmico, rápido, quase sem pausas)
  • Há alguma semelhança entre essa estrutura sem narrador e o texto dramático? (Esse diálogo se assemelha a forma dos diálogos no texto teatral, em que não há verbos de enunciação, porque geralmente não há narrador, a cena é mais dinâmica e conta com a interpretação do ator. Há, no caso do teatro, as rubricas que orientam a interpretação e movimentação do ator na cena)

Materiais complementares:

Texto original, acesse aqui

ANDRADE, Carlos Drummond de. Diálogo de todo dia. In: Para gostar de ler Júnior. v. 3. São Paulo: Ática, 2001. p. 21-22.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 9 minutos

Orientações: Para finalizar a aula, peça que coletivamente os alunos elaborem um mapa conceitual com dicas de uso dos sinais de pontuação que apareceram no diálogo.

  • Projete o desenhe o mapa conceitual em uma cartolina e peça que coletivamente os alunos comecem a preenchê-lo com dicas para a utilização dos sinais de pontuação em um diálogo.
  • O registro será único para toda a turma, entretanto os alunos podem copiar o mapa conceitual no caderno para referência e consulta.
  • É importante que os alunos percebam que os sinais de pontuação são importantes para o diálogo, pois eles reproduzem a entonação que naturalmente damos ao falar, dão ritmo ao diálogo, garantem a legibilidade, organização e o sentido do texto.
  • Algumas sugestões para o preenchimento são:
  • Travessão: é utilizado no discurso direto, para indicar a fala da personagem ou a mudança de interlocutor nos diálogos.
  • Ponto final: termina uma frase declarativa afirmativa ou negativa.
  • Dois pontos: utilizados para introduzir o diálogo com um verbo dicendi (disse, falou, perguntou…)
  • Pontos de interrogação e exclamação: o primeiro, além de enfatizar a entonação de perguntas, pode indicar também outros sentimentos por parte do emissor, tais como surpresa e indignação. O segundo pode indicar espanto, admiração, surpresa, desejo ou acompanhar interjeições.
  • Vírgulas: há muitas funções que a vírgula pode cumprir, vamos citar três casos que vimos no texto da aula: a vírgula que separa vocativos (chamamentos), quando chamamos ou pomos em evidência a pessoa ou coisa a que nos dirigimos, ex. “Todo mundo fala, meu amigo, desde que não seja mudo.” e “Pela última vez, cavalheiro, e em nome de Deus: quem fala?”; a vírgula separando expressões como “Alô, quem fala?” e “Ah, sim”, indicando a pausa que poderia ocorrer no texto falado; e a vírgula utilizada para separar orações, quando a segunda confere uma explicação/detalhamento à primeira, como no exemplo: “Isso eu sei, não precisava me dizer como novidade.”
  • Verbos de enunciação: apresentam a personagem que irá falar e a forma como irá falar. Alguns exemplos são: dizer, falar, perguntar, responder, murmurar...

Material complementar:

Mapa conceitual para imprimir aqui

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a oitava aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero dramático e no campo de atuação artístico-literário. A aula faz parte do módulo de Análise Linguística e Semiótica. Neste módulo, as atividades serão centradas em ou outro gênero literário: crônicas. O foco de estudo será a pontuação, os verbos de enunciação, o discurso direto e indireto presentes no gênero. As crônicas serão dramatizadas e assim, por meio da interpretação de cenas cotidianas cheias de humor, os alunos poderão analisar e manipular o conhecimento que lhes será útil para seguir com a sequência de aulas sobre texto dramático.

Materiais necessários: Computador e projetor multimídia para passar o vídeo e os slides , envelopes, trechos das crônicas impressos ou copiados, cópias do texto, cópias das atividades, folhas de cartolina.

Informações sobre o gênero: O texto dramático pode ter apenas função literária, mas seu principal objetivo é ser encenado. É dessa maneira que o gênero se mantém “vivo e atual”, pois cada nova encenação pode trazer algo diferente, tendo em vista quem atua, quem dirige e quem vai assistir a apresentação. Justamente porque as pessoas vão ao teatro para "assistir" alguma coisa, o texto dramático conta com muitos elementos visuais, descritos em marcas cênicas (também conhecidas como “didascálias” ou rubricas”). Essas marcas podem orientar quanto a ambientação, cenário, iluminação, roupas, gestos, vozes dos personagens, entre outros. Em geral esse é um texto sem narrador e é comum que a obra seja, em sua maior parte, dialogada. Outra característica do gênero é a “concentração no conflito” ou no “drama” como o próprio nome anuncia, para isso o antagonismo na construção dos personagens é importante, bem como a expectativa gerada com o desenlace do conflito. O drama também tem por objetivo “presentificar o instinto de jogo da condição humana” ou seja o lúdico, as regras, o esforço e a colaboração para a encenação estão presentes nas peças e nos “jogos teatrais”. Por último, vale lembrar que o “teatro é teatro” e que as emoções e encenações são apenas representações da realidade, sugerindo um exercício reflexão, posicionamento e de ampliação do universo cultural e social dos alunos. (adaptado do texto "Encenar e ensinar – o texto dramático na escola" de Rosemari Calzavara)

Comentários sobre crônicas:

A crônica é um gênero que ocupa o espaço do entretenimento, da reflexão mais leve. [...] Ao escrever, os cronistas buscam emocionar e envolver seus leitores, convidando-os a refletir, de modo sutil, sobre as situações do cotidiano, vistas por meio de olhares irônicos, sérios ou poéticos, mas sempre agudos e atentos.[...]

A crônica é um gênero que retrata os acontecimentos da vida em tom despretensioso, ora poético, ora filosófico, muitas vezes divertido. [...] Os cronistas brasileiros exprimem vivências e sentimentos próprios do universo cultural do país. no Brasil há vários modos de escrevê-las. Usando o tom da poesia, o autor produz um prosa poética, como algumas crônicas escritas por Paulo Mendes Campos. Mas elas podem ser escritas de uma forma mais próxima ao ensaio, como as de Lima Barreto; [...] ou ser narrativas, como as de Fernando Sabino. As crônicas podem ser engraçadas, puxando a reflexão do leitor pelo jeito humorístico, como as de Moacyr Scliar, ou ter um tom sério. Outras podem ser próximas de comentários, como as crônicas esportivas ou políticas. [...]

Em geral, na crônica a narração capta um momento, um flagrante do dia a dia; o desfecho, embora possa ser conclusivo, nem sempre representa a resolução final do conflito, e a imaginação do leitor é estimulada a tirar suas próprias conclusões. Os fatos cotidianos e as personagens descritas podem ser fictícias ou reais, embora nunca se espere da cônica a objetividade de uma notícia de jornal, de uma reportagem ou de um ensaio.

Fonte: LAGINESTRA, Maria Aparecida e PEREIRA, Maria Imaculada. A ocasião faz o leitor: caderno do professor: orientação para a produção de textos. São Paulo: CENPEC, 2016.

Dificuldades antecipadas: Os textos dialogados utilizam sinais de pontuação bem específicos que auxiliam na organização da escrita e leitura do texto e na entonação dada às falas dos personagens. Os alunos poderão apresentar dificuldades em compreender a função dos sinais de pontuação por falta de conhecimento dos mesmos ou por falta de conhecimento das convenções para sua utilização. Podem ainda conhecer, mas não saber em que situações utilizá-los, não dando importância para os efeitos de sentido decorrentes de sua colocação. Alguns alunos, por apresentarem dificuldade na leitura, também podem não considerar as pausas, exclamações, interrogações, finalizações, portanto não conseguirão perceber onde colocar cada sinal correspondente.

Referências sobre o assunto:

CALZAVARA, Rosemari Bendlin. Encenar e ensinar – o texto dramático na escola. R.cient./FAP, Curitiba, v.4, n.2 p.149-154, jul./dez. 2009. Disponível em: http://periodicos.unespar.edu.br/index.php/revistacientifica/article/view/1612/952 - Acesso em 09 de outubro de 2018.

SÃO PAULO (SP). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Recuperação Língua Portuguesa – Aprender os padrões da linguagem escrita de modo reflexivo : unidade III – Palavra dialogada – Livro do professor / Secretaria Municipal de Educação. – São Paulo : SME/ DOT, 2011. - 112p. Disponível em:

http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Portals/1/Files/16464.pdf - Acesso em 09 de outubro de 2018.

ANDRADE. Carlos Drummond. O homem, animal exclamativo. In: Os dias são lindos. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

ANDRADE. Carlos Drummond. O homem, animal que pergunta. In: Os dias são lindos. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Diálogo de todo dia. In: Para gostar de ler Júnior. v. 3. São Paulo: Ática, 2001. p. 21-22.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minuto

Orientações: Explique para a turma a proposta da aula do dia.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações:

A atividade será introduzida com uma pequena biografia do autor das crônicas que serão trabalhadas nessa aula: Carlos Drummond de Andrade.

  • Com os alunos em semicírculo pergunte se conhecem o poeta Carlos Drummond de Andrade. Mostre o slide com a pequena biografia e a foto.
  • Projete o slide com a biografia ou leia a biografia para a turma.
  • Questione se os sabem a diferença entre poesia, conto e crônicas. Deixe que levantem hipóteses sobre a estrutura e forma de cada um dos gêneros.

Material de apoio:

Poesia: É um estilo de texto que retrata as emoções, abusando de conceitos abstratos, metáforas e outras figuras de linguagem. Embora sejam geralmente escritas em verso, nada impede de que poesias sejam escritas em prosa.

Conto: É uma narrativa curta. O tempo em que se passa é reduzido e contém poucas personagens que existem em função de um núcleo. É o relato de uma situação que pode acontecer na vida das personagens, porém não é comum que ocorra com todo mundo. Pode ter um caráter real ou fantástico da mesma forma que o tempo pode ser cronológico ou psicológico.

Crônica: por vezes é confundida com o conto. A diferença básica entre os dois é que a crônica narra fatos do dia a dia, relata o cotidiano das pessoas, situações que presenciamos e já até prevemos o desenrolar dos fatos. A crônica também se utiliza da ironia e às vezes até do sarcasmo. Não necessariamente precisa se passar em um intervalo de tempo, quando o tempo é utilizado, é um tempo curto, de minutos ou horas normalmente.

Fonte: https://www.infoescola.com/redacao/tipos-de-textos-narrativos/ - Acesso em 09 de outubro de 2018.

Materiais complementares:

Biografia: Carlos Drummond de Andrade - Disponível em: https://www.ebiografia.com/carlos_drummond/ - Acesso em: 09 de outubro de 2018.

Slide Plano Aula

Orientações:

A atividade será introduzida com uma leitura dramatizada de trechos de crônicas de Carlos Drummond de Andrade que enfatizam bastante os sinais de pontuação. Você pode projetar o slide com as instruções ou copiar as instruções no quadro.

  • Imprima ou copie em pedaços de papel os trechos selecionados. São dois trechos diferentes e cada um deles em três versões diferentes (com pontuações diferentes). Coloque cada conjunto de trechos iguais dentro de um envelope. No primeiro, os trechos de “O homem, animal exclamativo” (trecho 1) e no segundo os trechos de “O homem, animal que pergunta” (trecho 2).
  • Continue com os alunos em semicírculo e escolha seis alunos que apresentem uma boa leitura oral. Essa fluência será necessária para que leiam cada trecho com a entonação necessária. Você pode pedir voluntários também, mas insista que leiam os trechos com entonação.
  • Os seis alunos farão dois grupos e cada um do grupo irá sortear seu trecho.
  • O primeiro grupo irá fazer a leitura para a turma das 3 versões do seu trecho. Cada um pega um trecho do envelope e escolhem a ordem de leitura. Depois, o segundo grupo fará o sorteio e a sua leitura também.
  • Pergunte para a turma:
  • Os trechos que o primeiro grupo leu são iguais? Utilizam as mesmas palavras? (Os alunos devem dizer que sim, pois os trechos contém as mesmas palavras)
  • E os que o segundo grupo leu? (também devem confirmar que o trecho é o mesmo)
  • Se os trechos eram iguais, por que a leitura deles foi tão diferente? ( A pontuação era diferente.)
  • Vamos focar no primeiro grupo. Sabendo que a crônica que foi lida se chamaO homem, animal exclamativo”, qual dos três alunos, fez a leitura do trecho original? (Os alunos devem apontar para o que leu o trecho com os pontos de exclamação.)
  • E no segundo grupo? A crônica se chama “O homem, animal que pergunta”. Qual dos três fez a leitura do texto original (Os alunos devem apontar para o que leu o trecho com os pontos de interrogação.)
  • Qual o papel da pontuação usada para o sentido e estrutura do texto? ( Os alunos devem perceber que no texto “O homem, animal exclamativo” algumas palavras presentes nas frases, interjeições, verbos no imperativo, que combinam mais com o tom de surpresa, alegria, ordem, comemoração, espanto do que com uma pergunta ou afirmação. No texto “O homem, animal que pergunta”, os pronomes interrogativos no início da frase também dão a entender que são perguntas e não exclamações ou afirmações.)

Os alunos como usuários da língua portuguesa e de acordo com sua faixa etária no quarto ano, já apresentam uma noção bastante estruturada da pontuação de textos, portanto, identificar qual o tipo de pontuação que irá se relacionar melhor com os textos trabalhados será quase que intuitiva para muitos. Essa atividade fará com que os alunos reflitam sobre a sua fala e sobre a sua leitura oral e ajudará na compreensão da próxima atividade da aula.

Materiais complementares:

Trechos para leitura dramatizada, acesse aqui

ANDRADE. Carlos Drummond. O homem, animal exclamativo. In: Os dias são lindos. São Paulo: Companhia das Letras,2013.

ANDRADE. Carlos Drummond. O homem, animal que pergunta. In: Os dias são lindos. São Paulo: Companhia das Letras,2013.

Slide Plano Aula

Orientações: Mostre para os alunos a versão original dos trechos das crônicas que foram lidos projetados ou copiados no quadro ou em uma folha de papel 40 kg.

  • Pergunte:
  • Vocês imaginaram que os textos seriam pontuados dessa mesma forma? (deixe que os alunos expressem sua opinião e levantem hipóteses sobre o uso dos sinais de pontuação.)
  • Que elementos nos textos fizeram com que vocês chegassem a essa conclusão? ( Os alunos podem apontar as interjeições exclamativas “Nunca! Jamais!” no 1º texto e os pronomes interrogativos “qual, quando, que” no 2º texto)

Materiais complementares:

Trechos para leitura dramatizada, acesse aqui

ANDRADE. Carlos Drummond. O homem, animal exclamativo. In: Os dias são lindos. São Paulo: Companhia das Letras,2013.

ANDRADE. Carlos Drummond. O homem, animal que pergunta. In: Os dias são lindos. São Paulo: Companhia das Letras,2013.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações: Projete o slide com o texto para a tarefa a ser realizada pelos alunos em grupos. Caso não consiga projetar, você pode copiar o texto no quadro ou imprimir o texto para os alunos. Essa atividade deverá chamar a atenção sobre a pontuação utilizada em um diálogo: o travessão, a vírgula, os pontos de interrogação, exclamação, dois pontos e final.

  • Divida a turma em grupos de 4 alunos e entregue uma cópia do texto para cada um.
  • Peça que façam uma leitura silenciosa e, percebam que estão faltando os sinais de pontuação em alguns trechos e que em outros a pontuação está colocada. Os grupos devem discutir e colocar a pontuação que possa fazer sentido em cada um dos trechos.
  • Deixe que discutam entre eles sem interferir nesse momento. Eles devem colocar a pontuação que o grupo considerar adequada. Os trechos com a pontuação servem como pistas ou dicas sobre a forma de organização do diálogo.
  • Peça que um grupo leia para o outro como o texto ficou pontuado. Eles deverão perceber semelhanças e diferenças entre os trechos que pontuaram pela leitura do outro.

Materiais complementares:

Texto lacunado, acesse aqui

ANDRADE, Carlos Drummond de. Diálogo de todo dia. In: Para gostar de ler Júnior. v. 3. São Paulo: Ática, 2001. p. 21-22.

Slide Plano Aula

Orientações:

Projete o slide com o texto para a tarefa a ser realizada pelos alunos em grupos. Caso não consiga projetar, você pode copiar o texto no quadro ou imprimir o texto para os alunos. Essa atividade deverá chamar a atenção sobre a pontuação utilizada em um diálogo: o travessão, a vírgula, os pontos de interrogação, exclamação, dois pontos e final.

  • Divida a turma em grupos de 4 alunos e entregue uma cópia do texto para cada um.
  • Peça que façam uma leitura silenciosa e, percebam que estão faltando os sinais de pontuação em alguns trechos e que em outros a pontuação está colocada. Os grupos devem discutir e colocar a pontuação que possa fazer sentido em cada um dos trechos.
  • Deixe que discutam entre eles sem interferir nesse momento. Eles devem colocar a pontuação que o grupo considerar adequada. Os trechos com a pontuação servem como pistas ou dicas sobre a forma de organização do diálogo.
  • Peça que um grupo leia para o outro como o texto ficou pontuado. Eles deverão perceber semelhanças e diferenças entre os trechos que pontuaram pela leitura do outro.

Materiais complementares:

Texto lacunado, acesse aqui

ANDRADE, Carlos Drummond de. Diálogo de todo dia. In: Para gostar de ler Júnior. v. 3. São Paulo: Ática, 2001. p. 21-22.

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Orientações:

  • Projete os dois textos no quadro para a comparação. Se não for possível projetar, você pode escrever no quadro ou imprimir uma cópia para cada grupo.
  • Peça que os alunos em grupos leiam os dois trechos em voz alta.
  • Abra a discussão sobre as duas versões do texto:
  • Há narrador no texto no primeiro texto? Por quê? (Não há narrador no texto, ele é todo construído pelo diálogo entre duas pessoas)
  • E no segundo? (Há narrador, introduzindo cada fala do diálogo)
  • Há verbos de enunciação como disse, falou, perguntou, para introduzir as falas no primeiro texto? Por quê? (Mais uma vez os alunos devem perceber que não pois o texto é todo em forma de diálogo, portanto as falas são seguidas)
  • E no segundo? (Há os verbos de enunciação)
  • Há diferença no sentido geral do texto? (não há diferenças no sentido geral do texto, ou seja, no conteúdo das falas. Há diferença apenas na forma como foram estruturadas as narrativas, com e sem narrador intercalando o diálogo)
  • Que diferenças podemos sentir entre os dois textos? (O 1º texto, marcado apenas por diálogos é rápido e ritmado, a opção de não intercalar as falas dos personagens com as falas de narrador conferiu mais dinamismo ao texto. Já o 2º texto, ao ter o diálogo intercalado pelas falas do narrador, perdeu seu ritmo e perdeu também um pouco de seu humor. Entretanto, podemos notar que os verbos de enunciação indicaram mais especificamente a forma como a pessoa estava falando, funcionando um pouco como as marcações nos textos teatrais. No 1º caso, em que não há os verbos de enunciação, o leitor deve adequar a entonação à pontuação e ao conteúdo do diálogo.)

Materiais complementares:

Textos para comparação, acesse aqui

Slide Plano Aula

Orientações: Projete o slide com o texto completo. Caso não consiga projetar, você pode copiar o texto no quadro ou imprimir o texto para os alunos.

  • Mostre o texto com a pontuação original e peça que os grupos façam a comparação entre o que pontuaram e o original.
  • Questione:
  • O texto que vocês pontuaram ficou parecido com o original? ( Como alguns trechos estão pontuados, pode ser que tenha ficado parecido)
  • O que ficou igual? (Os travessões, pontos de interrogação e finais podem ter ficado iguais)
  • O que ficou diferente? (Alguns pontos finais podem ter sido substituídos por pontos de exclamação)
  • Peça que dois alunos leiam o diálogo conforme pontuaram e que dois leiam o original.
  • Questione:
  • Há diferenças na leitura? Na entonação? (é possível que dependendo da pontuação que colocaram, por exemplo substituir o ponto final pelo de exclamação ou de interrogação a entonação mude)
  • O sentido do texto se altera dependendo da pontuação? (é possível que o sentido do texto não se altere por causa dessa alteração na pontuação que comentamos)
  • Alguma parte o texto ficou confusa com a pontuação equivocada? (é possível que em algumas partes tenham ficado confusas se a pontuação não estiver adequada)
  • Há narrador no texto? Por quê? (Não há narrador no texto, ele é todo construído pelo diálogo entre duas pessoas)
  • Há verbos de enunciação como “disse, falou e perguntou” para introduzir as falas? Por quê? (Mais uma vez os alunos devem perceber que não, pois o texto é todo em forma de diálogo, portanto as falas são seguidas, e por não serem intercaladas por um narrador temos a impressão de um diálogo mais dinâmico, rápido, quase sem pausas)
  • Há alguma semelhança entre essa estrutura sem narrador e o texto dramático? (Esse diálogo se assemelha a forma dos diálogos no texto teatral, em que não há verbos de enunciação, porque geralmente não há narrador, a cena é mais dinâmica e conta com a interpretação do ator. Há, no caso do teatro, as rubricas que orientam a interpretação e movimentação do ator na cena)

Materiais complementares:

Texto original, acesse aqui

ANDRADE, Carlos Drummond de. Diálogo de todo dia. In: Para gostar de ler Júnior. v. 3. São Paulo: Ática, 2001. p. 21-22.

Slide Plano Aula

Orientações: Projete o slide com o texto completo. Caso não consiga projetar, você pode copiar o texto no quadro ou imprimir o texto para os alunos.

  • Mostre o texto com a pontuação original e peça que os grupos façam a comparação entre o que pontuaram e o original.
  • Questione:
  • O texto que vocês pontuaram ficou parecido com o original? ( Como alguns trechos estão pontuados, pode ser que tenha ficado parecido)
  • O que ficou igual? (Os travessões, pontos de interrogação e finais podem ter ficado iguais)
  • O que ficou diferente? (Alguns pontos finais podem ter sido substituídos por pontos de exclamação)
  • Peça que dois alunos leiam o diálogo conforme pontuaram e que dois leiam o original.
  • Questione:
  • Há diferenças na leitura? Na entonação? (é possível que dependendo da pontuação que colocaram, por exemplo substituir o ponto final pelo de exclamação ou de interrogação a entonação mude)
  • O sentido do texto se altera dependendo da pontuação? (é possível que o sentido do texto não se altere por causa dessa alteração na pontuação que comentamos)
  • Alguma parte o texto ficou confusa com a pontuação equivocada? (é possível que em algumas partes tenham ficado confusas se a pontuação não estiver adequada)
  • Há narrador no texto? Por quê? (Não há narrador no texto, ele é todo construído pelo diálogo entre duas pessoas)
  • Há verbos de enunciação como “disse, falou e perguntou” para introduzir as falas? Por quê? (Mais uma vez os alunos devem perceber que não, pois o texto é todo em forma de diálogo, portanto as falas são seguidas, e por não serem intercaladas por um narrador temos a impressão de um diálogo mais dinâmico, rápido, quase sem pausas)
  • Há alguma semelhança entre essa estrutura sem narrador e o texto dramático? (Esse diálogo se assemelha a forma dos diálogos no texto teatral, em que não há verbos de enunciação, porque geralmente não há narrador, a cena é mais dinâmica e conta com a interpretação do ator. Há, no caso do teatro, as rubricas que orientam a interpretação e movimentação do ator na cena)

Materiais complementares:

Texto original, acesse aqui

ANDRADE, Carlos Drummond de. Diálogo de todo dia. In: Para gostar de ler Júnior. v. 3. São Paulo: Ática, 2001. p. 21-22.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 9 minutos

Orientações: Para finalizar a aula, peça que coletivamente os alunos elaborem um mapa conceitual com dicas de uso dos sinais de pontuação que apareceram no diálogo.

  • Projete o desenhe o mapa conceitual em uma cartolina e peça que coletivamente os alunos comecem a preenchê-lo com dicas para a utilização dos sinais de pontuação em um diálogo.
  • O registro será único para toda a turma, entretanto os alunos podem copiar o mapa conceitual no caderno para referência e consulta.
  • É importante que os alunos percebam que os sinais de pontuação são importantes para o diálogo, pois eles reproduzem a entonação que naturalmente damos ao falar, dão ritmo ao diálogo, garantem a legibilidade, organização e o sentido do texto.
  • Algumas sugestões para o preenchimento são:
  • Travessão: é utilizado no discurso direto, para indicar a fala da personagem ou a mudança de interlocutor nos diálogos.
  • Ponto final: termina uma frase declarativa afirmativa ou negativa.
  • Dois pontos: utilizados para introduzir o diálogo com um verbo dicendi (disse, falou, perguntou…)
  • Pontos de interrogação e exclamação: o primeiro, além de enfatizar a entonação de perguntas, pode indicar também outros sentimentos por parte do emissor, tais como surpresa e indignação. O segundo pode indicar espanto, admiração, surpresa, desejo ou acompanhar interjeições.
  • Vírgulas: há muitas funções que a vírgula pode cumprir, vamos citar três casos que vimos no texto da aula: a vírgula que separa vocativos (chamamentos), quando chamamos ou pomos em evidência a pessoa ou coisa a que nos dirigimos, ex. “Todo mundo fala, meu amigo, desde que não seja mudo.” e “Pela última vez, cavalheiro, e em nome de Deus: quem fala?”; a vírgula separando expressões como “Alô, quem fala?” e “Ah, sim”, indicando a pausa que poderia ocorrer no texto falado; e a vírgula utilizada para separar orações, quando a segunda confere uma explicação/detalhamento à primeira, como no exemplo: “Isso eu sei, não precisava me dizer como novidade.”
  • Verbos de enunciação: apresentam a personagem que irá falar e a forma como irá falar. Alguns exemplos são: dizer, falar, perguntar, responder, murmurar...

Material complementar:

Mapa conceitual para imprimir aqui

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