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Plano de aula > Língua Portuguesa > 4º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Características do discurso direto - Pontuação

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 4º ano do EF sobre Características do discurso direto - Pontuação

Plano 07 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Elisa Greenhalgh Vilalta

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a sétima aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero dramático e no campo de atuação artístico-literário. A aula faz parte do módulo de Análise Linguística e Semiótica. Neste módulo, as atividades serão centradas em ou outro gênero literário: crônicas. O foco de estudo será a pontuação, os verbos de enunciação, o discurso direto e indireto presentes no gênero. As crônicas serão dramatizadas e assim, por meio da interpretação de cenas cotidianas cheias de humor, os alunos poderão analisar e manipular o conhecimento que lhes será útil para seguir com a sequência de aulas sobre texto dramático.

Materiais necessários: Computador e projetor multimídia para passar o vídeo e os slides , cópias do texto, cópias das atividades, folhas de cartolina.

Informações sobre o gênero: O texto dramático pode ter apenas função literária, mas seu principal objetivo é ser encenado. É dessa maneira que o gênero se mantém “vivo e atual”, pois cada nova encenação pode trazer algo diferente, tendo em vista quem atua, quem dirige e quem vai assistir a apresentação. Justamente porque as pessoas vão ao teatro para "assistir" alguma coisa, o texto dramático conta com muitos elementos visuais, descritos em marcas cênicas (também conhecidas como “didascálias” ou rubricas”). Essas marcas podem orientar quanto a ambientação, cenário, iluminação, roupas, gestos, vozes dos personagens, entre outros... Em geral esse é um texto sem narrador e é comum que a obra seja, em sua maior parte, dialogada. Outra característica do gênero é a “concentração no conflito” ou no “drama” como o próprio nome anuncia, para isso o antagonismo na construção dos personagens é importante, bem como a expectativa gerada com o desenlace do conflito. O drama também tem por objetivo “presentificar o instinto de jogo da condição humana” ou seja o lúdico, as regras, o esforço e a colaboração para a encenação estão presentes nas peças e nos “jogos teatrais”. Por último, vale lembrar que o “teatro é teatro” e que as emoções e encenações são apenas representações da realidade, sugerindo um exercício reflexão, posicionamento e de ampliação do universo cultural e social dos alunos. (adaptado do texto "Encenar e ensinar – o texto dramático na escola" de Rosemari Calzavara)

Dificuldades antecipadas: Os textos dialogados utilizam sinais de pontuação bem específicos que auxiliam na organização da escrita e leitura do texto e na entonação dada às falas dos personagens. Os alunos poderão apresentar dificuldades em compreender a função dos sinais de pontuação por falta de conhecimento dos mesmos ou por falta de conhecimento das convenções para sua utilização. Podem ainda conhecer, mas não saber em que situações utilizá-los, não dando importância para os efeitos de sentido decorrentes de sua colocação. Alguns alunos, por apresentarem dificuldade na leitura, também podem não considerar as pausas, exclamações, interrogações, finalizações, portanto não conseguirão perceber onde colocar cada sinal correspondente.

Referências sobre o assunto:

CALZAVARA, Rosemari Bendlin. Encenar e ensinar – o texto dramático na escola. R.cient./FAP, Curitiba, v.4, n.2 p.149-154, jul./dez. 2009. Disponível em: http://periodicos.unespar.edu.br/index.php/revistacientifica/article/view/1612/952 - Acesso em: 06 de outubro de 2018.

SÃO PAULO (SP). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Recuperação Língua Portuguesa – Aprender os padrões da linguagem escrita de modo reflexivo : unidade III – Palavra dialogada – Livro do professor / Secretaria Municipal de Educação. – São Paulo : SME/ DOT, 2011. - 112p. Disponível em:

http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Portals/1/Files/16464.pdf - Acesso em: 06 de outubro de 2018.

VERÍSSIMO, Luis Fernando. Sfoc Poc. In: O analista de Bagé. 75 ed. Porto Alegre: L&PM, 1983.

VERÍSSIMO, Luís Fernando. Pneu furado. In: Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1991.

Título da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minuto

Orientações: Explique para a turma a proposta da aula do dia.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações:

A atividade será introduzida com uma pequena biografia de Luis Fernando Veríssimo, autor das duas crônicas que serão trabalhadas nessa aula.

  • Com os alunos em semicírculo pergunte se alguém já ouviu falar do escritor Luís Fernando Veríssimo. Pode ser que algum aluno já tenha escutado falar, pois Veríssimo é um cronista muito utilizado em livros escolares.
  • Leia a biografia explorando cada uma das atuações de Veríssimo (escritor, jornalista, tradutor, roteirista e músico). Pergunte qual é a atribuição de cada uma delas e o que elas têm em comum. Se quiser uma biografia mais detalhada, consulte o site indicado nos materiais complementares.
  • Questione se os alunos sabem o que é uma crônica.
  • Peça que prestem atenção na leitura para que descubram algumas características desse gênero.

Comentários para o professor:

A crônica é um gênero que ocupa o espaço do entretenimento, da reflexão mais leve. [...] Ao escrever, os cronistas buscam emocionar e envolver seus leitores, convidando-os a refletir, de modo sutil, sobre as situações do cotidiano, vistas por meio de olhares irônicos, sérios ou poéticos, mas sempre agudos e atentos.[...]

A crônica é um gênero que retrata os acontecimentos da vida em tom despretensioso, ora poético, ora filosófico, muitas vezes divertido. [...] Os cronistas brasileiros exprimem vivências e sentimentos próprios do universo cultural do país. No Brasil há vários modos de escrevê-las. Usando o tom da poesia, o autor produz um prosa poética, como algumas crônicas escritas por Paulo Mendes Campos. Mas elas podem ser escritas de uma forma mais próxima ao ensaio, como as de Lima Barreto; [...] ou ser narrativas, como as de Fernando Sabino. As crônicas podem ser engraçadas, puxando a reflexão do leitor pelo jeito humorístico, como as de Moacyr Scliar, ou ter um tom sério. Outras podem ser próximas de comentários, como as crônicas esportivas ou políticas. [...]

Em geral, na crônica a narração capta um momento, um flagrante do dia a dia; o desfecho, embora possa ser conclusivo, nem sempre representa a resolução final do conflito, e a imaginação do leitor é estimulada a tirar suas próprias conclusões. Os fatos cotidianos e as personagens descritas podem ser fictícias ou reais, embora nunca se espere da cônica a objetividade de uma notícia de jornal, de uma reportagem ou de um ensaio.

Fonte: LAGINESTRA, Maria Aparecida e PEREIRA, Maria Imaculada. A ocasião faz o leitor: caderno do professor: orientação para a produção de textos. São Paulo: CENPEC, 2016.

Materiais complementares:

Biografia Luis Fernando Veríssimo. Disponível em: https://www.ebiografia.com/luis_fernando_verissimo/ - Acesso em: 06 de outubro de 2018.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Após a leitura da biografia, os alunos irão efetuar uma leitura em duplas.

  • Faça a projeção do slide para que todos possam acompanhar a atividade. Se não for possível, copie o texto em um papel 40 kg ou no quadro. Você pode também imprimir uma cópia para cada um dos alunos.
  • Ainda em semicírculo peça que os alunos leiam silenciosamente o texto que foi projetado.
  • O que há de diferente nesse texto? (Eles podem dizer que não há pontuação, parágrafos ou que não há letras maiúsculas)
  • Escolha um ou dois alunos para que leiam o texto em voz alta para toda a turma.
  • Pergunte para a turma:
  • Foi fácil fazer a leitura do texto? Por quê? (Espera-se que os alunos compreendam que a pontuação é um importante recurso de organização textual, que auxilia a construção de sentido, contribui para a coerência e coesão do texto. Assim, sem pontuação fica mais difícil entender o texto e realizar sua leitura.)
  • Foi fácil compreender a leitura dos colegas? Por quê? (Espera-se que os alunos digam que não, pois o texto foi lido sem pontuação)
  • Como vocês colocariam a pontuação desse texto? ( Deixe que os alunos levantem hipóteses sobre como colocariam a pontuação nesse texto)

Comentários: A intenção com essa primeira atividade é que os alunos percebam a importância da pontuação para a leitura e a compreensão do texto. O texto sem pontuação é confuso, perde ritmo, não tem pausas definidas, além disso, a falta de entonação no diálogo, que poderia ter sido marcada com exclamações e interrogações, é capaz até mesmo de diminuir a graça dos acontecimentos narrados.

Materiais complementares:

Texto “Pneu Furado” sem pontuação. - VERÍSSIMO, Luís Fernando. Pneu furado. In: Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1991.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Mostre o texto pontuado. Pergunte:
  • E agora? O que vocês perceberam nesse texto? (Os alunos devem comentar que o texto tem pontuação, parágrafos mais bem definidos, letras maiúsculas).
  • Peça que um ou dois alunos voltem a ler o texto, mas agora com a pontuação correta.
  • Questione:
  • Foi mais fácil fazer a leitura desse texto? Por quê? (Os alunos devem perceber que foi mais fácil por causa da pontuação que orienta a entonação e as pausas do texto)
  • Foi mais fácil compreender o texto? (Espera-se que os alunos digam que sim, pois a pontuação ajuda na compreensão do texto)
  • O texto é engraçado? (Os alunos devem dizer que sim, pois o homem troca o pneu para o outro achando que era para a moça bonita.)
  • Explique que na atividade seguinte os alunos irão ler uma outra crônica de Luis Fernando Veríssimo.

Comentários: Ao efetuar a leitura com a pontuação os alunos devem perceber que o texto ganha mais sentido e humor, se comparado com o texto sem pontuação. Os alunos também devem perceber algumas regularidades na utilização da pontuação como: travessão marcando o início e final da fala dos personagens, vírgulas e ponto final orientando o ritmo da leitura e entonação específica para interrogação e reticências.

Materiais complementares:

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Orientações:

  • Mostre o texto pontuado. Pergunte:
  • E agora? O que vocês perceberam nesse texto? (Os alunos devem comentar que o texto tem pontuação, parágrafos mais bem definidos, letras maiúsculas).
  • Peça que um ou dois alunos voltem a ler o texto, mas agora com a pontuação correta.
  • Questione:
  • Foi mais fácil fazer a leitura desse texto? Por quê? (Os alunos devem perceber que foi mais fácil por causa da pontuação que orienta a entonação e as pausas do texto)
  • Foi mais fácil compreender o texto? (Espera-se que os alunos digam que sim, pois a pontuação ajuda na compreensão do texto)
  • O texto é engraçado? (Os alunos devem dizer que sim, pois o homem troca o pneu para o outro achando que era para a moça bonita.)
  • Explique que na atividade seguinte os alunos irão ler uma outra crônica de Luis Fernando Veríssimo.

Comentários: Ao efetuar a leitura com a pontuação os alunos devem perceber que o texto ganha mais sentido e humor, se comparado com o texto sem pontuação. Os alunos também devem perceber algumas regularidades na utilização da pontuação como: travessão marcando o início e final da fala dos personagens, vírgulas e ponto final orientando o ritmo da leitura e entonação específica para interrogação e reticências.

Materiais complementares:

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações:

  • Projete o slide com o texto para a tarefa a ser realizada pelos alunos. Caso não consiga projetar, você pode copiar o texto no quadro ou imprimir o texto para os alunos.
  • Essa curiosa crônica de Veríssimo poderia servir como base para problematizar diversos sinais de pontuação. Entretanto, essa atividade tem como foco o uso da pontuação de diálogo no discurso direto (dois pontos e do travessão).
  • Divida a turma em grupos de 4 alunos e entregue uma cópia do texto para cada um.
  • Peça que façam uma leitura silenciosa e, depois uma leitura em grupo dialogada.

Materiais complementares:

Trecho do texto Sfot poc - VERÍSSIMO, Luis Fernando. Sfoc Poc. In: O analista de Bagé. 75 ed. Porto Alegre: L&PM, 1983.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações:

  • Projete o slide com o texto para a tarefa a ser realizada pelos alunos. Caso não consiga projetar, você pode copiar o texto no quadro ou imprimir o texto para os alunos.
  • Essa curiosa crônica de Veríssimo poderia servir como base para problematizar diversos sinais de pontuação. Entretanto, essa atividade tem como foco o uso da pontuação de diálogo no discurso direto (dois pontos e do travessão).
  • Divida a turma em grupos de 4 alunos e entregue uma cópia do texto para cada um.
  • Peça que façam uma leitura silenciosa e, depois uma leitura em grupo dialogada.

Materiais complementares:

Trecho do texto Sfot poc - VERÍSSIMO, Luis Fernando. Sfoc Poc. In: O analista de Bagé. 75 ed. Porto Alegre: L&PM, 1983.

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Slide Plano Aula

Orientações:

  • Projete ou entregue uma ficha de análise do texto para que, inicialmente, cada grupo discuta as questões e possa respondê-las.
  • Depois, peça para que os grupos discutam com os outros grupos mais próximos.
  • Por fim, abra a discussão sobre a interpretação e sobre a estrutura do texto para toda a turma. Além das perguntas que constam na ficha, outras indagações podem ser feitas oralmente para colaborar com a reflexão coletiva:
  • O que Odacir tinha de diferente? (Ele utilizava palavras, códigos inventados para substituir os sinais de pontuação)
  • Existe alguém que fale desse jeito? (Não)
  • Por quê? (Quando falamos, já colocamos as pausas e as entonações de interrogação e exclamação)
  • Que sinais de pontuação correspondem a: sfot poc (ponto de exclamação), sfotoim poc (ponto de interrogação), spt, spt (aspas), zit (travessão) e plic (vírgula).
  • No texto não aparece, mas como vocês acham que ele representaria o ponto final? (provavelmente “poc”) E reticências? (provavelmente “poc poc poc”)
  • Por que no final do texto Odacir diz: “Tudo que a gente diz é diálogo sfot poc.” ? (Quando conversamos, estamos dialogando, entretanto não falamos os sinais, eles estão presentes na entonação, nas pausas…)
  • Comece, então a destacar a estrutura do texto:
  • Como está organizado o texto? (em parágrafos, em diálogos)
  • Que sinais de pontuação aparecem no texto? (vírgulas, pontos finais, travessões, dois pontos, aspas e ponto de interrogação)
  • Que sinal de pontuação é utilizado antes de uma fala? (Dois pontos)
  • Que sinal de pontuação é utilizado para indicar que alguém está falando? (travessão)
  • Há verbos que indicam que alguém irá falar ou como irá falar? Quais? (Sim. Os verbos de enunciação “chamando” e “disse”)
  • Qual a função desses verbos? (os verbos dicendi ou verbos de enunciação “anunciam” a fala e indicam como ela foi dita, se foi em forma de chamamento, de pergunta, de exclamação….há muitas possibilidades de verbos e adjetivações que possam indicar o modo como uma fala é colocada, veja alguns exemplos: “resmungou, esbravejou, falou calmamente, contou secretamente…”)
  • Você pode pedir que pintem no texto os travessões de uma cor, os dois pontos de outra e os verbos de outra. Pergunte:
  • Por que esses sinais são importantes para o texto? (Para organizar o diálogo, indicar que a fala está sendo reproduzida exatamente como foi dita pelo personagem.)
  • Iríamos entender que estamos lendo um diálogo se não fossem por esses sinais? (Dificilmente, já que essa pontuação organiza e sinaliza o diálogo)

6. Discuta por fim, sobre as características de uma crônica:

  • Quais características as duas crônicas têm em comum? (São histórias curtas, dialogadas, mostram fatos cotidianos, utilizam linguagem informal, tem humor…)

Materiais complementares:

Ficha para a análise.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 9 minutos

Orientações:

  • Após a discussão, peça para os alunos coletivamente responderem as questões projetadas destacando a importância dos sinais de pontuação para um texto e as regras para a utilização do travessão e dos dois pontos. Anote as respostas em uma folha de cartolina ou papel 40 kg para expor na sala. Essas anotações serão importantes para as próximas aulas do módulo.
  • O registro será único para toda a turma, entretanto os alunos podem copiar as perguntas e as respostas no caderno para referência e consulta.
  • É importante que os alunos percebam que os sinais de pontuação é que darão a entonação para leitura do texto, eles reproduzem a entonação que naturalmente damos ao falar. Eles garantem a legibilidade, a organização e o sentido do texto. Os verbos de enunciação indicam quem irá falar e como irá falar.
  • Se achar conveniente, leia o texto “Spof poc” completo para a turma.

Material complementar:

Texto “Sfot Poc” completo - VERÍSSIMO, Luis Fernando. Sfoc Poc. In: O analista de Bagé. 75 ed. Porto Alegre: L&PM, 1983.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a sétima aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero dramático e no campo de atuação artístico-literário. A aula faz parte do módulo de Análise Linguística e Semiótica. Neste módulo, as atividades serão centradas em ou outro gênero literário: crônicas. O foco de estudo será a pontuação, os verbos de enunciação, o discurso direto e indireto presentes no gênero. As crônicas serão dramatizadas e assim, por meio da interpretação de cenas cotidianas cheias de humor, os alunos poderão analisar e manipular o conhecimento que lhes será útil para seguir com a sequência de aulas sobre texto dramático.

Materiais necessários: Computador e projetor multimídia para passar o vídeo e os slides , cópias do texto, cópias das atividades, folhas de cartolina.

Informações sobre o gênero: O texto dramático pode ter apenas função literária, mas seu principal objetivo é ser encenado. É dessa maneira que o gênero se mantém “vivo e atual”, pois cada nova encenação pode trazer algo diferente, tendo em vista quem atua, quem dirige e quem vai assistir a apresentação. Justamente porque as pessoas vão ao teatro para "assistir" alguma coisa, o texto dramático conta com muitos elementos visuais, descritos em marcas cênicas (também conhecidas como “didascálias” ou rubricas”). Essas marcas podem orientar quanto a ambientação, cenário, iluminação, roupas, gestos, vozes dos personagens, entre outros... Em geral esse é um texto sem narrador e é comum que a obra seja, em sua maior parte, dialogada. Outra característica do gênero é a “concentração no conflito” ou no “drama” como o próprio nome anuncia, para isso o antagonismo na construção dos personagens é importante, bem como a expectativa gerada com o desenlace do conflito. O drama também tem por objetivo “presentificar o instinto de jogo da condição humana” ou seja o lúdico, as regras, o esforço e a colaboração para a encenação estão presentes nas peças e nos “jogos teatrais”. Por último, vale lembrar que o “teatro é teatro” e que as emoções e encenações são apenas representações da realidade, sugerindo um exercício reflexão, posicionamento e de ampliação do universo cultural e social dos alunos. (adaptado do texto "Encenar e ensinar – o texto dramático na escola" de Rosemari Calzavara)

Dificuldades antecipadas: Os textos dialogados utilizam sinais de pontuação bem específicos que auxiliam na organização da escrita e leitura do texto e na entonação dada às falas dos personagens. Os alunos poderão apresentar dificuldades em compreender a função dos sinais de pontuação por falta de conhecimento dos mesmos ou por falta de conhecimento das convenções para sua utilização. Podem ainda conhecer, mas não saber em que situações utilizá-los, não dando importância para os efeitos de sentido decorrentes de sua colocação. Alguns alunos, por apresentarem dificuldade na leitura, também podem não considerar as pausas, exclamações, interrogações, finalizações, portanto não conseguirão perceber onde colocar cada sinal correspondente.

Referências sobre o assunto:

CALZAVARA, Rosemari Bendlin. Encenar e ensinar – o texto dramático na escola. R.cient./FAP, Curitiba, v.4, n.2 p.149-154, jul./dez. 2009. Disponível em: http://periodicos.unespar.edu.br/index.php/revistacientifica/article/view/1612/952 - Acesso em: 06 de outubro de 2018.

SÃO PAULO (SP). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Recuperação Língua Portuguesa – Aprender os padrões da linguagem escrita de modo reflexivo : unidade III – Palavra dialogada – Livro do professor / Secretaria Municipal de Educação. – São Paulo : SME/ DOT, 2011. - 112p. Disponível em:

http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Portals/1/Files/16464.pdf - Acesso em: 06 de outubro de 2018.

VERÍSSIMO, Luis Fernando. Sfoc Poc. In: O analista de Bagé. 75 ed. Porto Alegre: L&PM, 1983.

VERÍSSIMO, Luís Fernando. Pneu furado. In: Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1991.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minuto

Orientações: Explique para a turma a proposta da aula do dia.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações:

A atividade será introduzida com uma pequena biografia de Luis Fernando Veríssimo, autor das duas crônicas que serão trabalhadas nessa aula.

  • Com os alunos em semicírculo pergunte se alguém já ouviu falar do escritor Luís Fernando Veríssimo. Pode ser que algum aluno já tenha escutado falar, pois Veríssimo é um cronista muito utilizado em livros escolares.
  • Leia a biografia explorando cada uma das atuações de Veríssimo (escritor, jornalista, tradutor, roteirista e músico). Pergunte qual é a atribuição de cada uma delas e o que elas têm em comum. Se quiser uma biografia mais detalhada, consulte o site indicado nos materiais complementares.
  • Questione se os alunos sabem o que é uma crônica.
  • Peça que prestem atenção na leitura para que descubram algumas características desse gênero.

Comentários para o professor:

A crônica é um gênero que ocupa o espaço do entretenimento, da reflexão mais leve. [...] Ao escrever, os cronistas buscam emocionar e envolver seus leitores, convidando-os a refletir, de modo sutil, sobre as situações do cotidiano, vistas por meio de olhares irônicos, sérios ou poéticos, mas sempre agudos e atentos.[...]

A crônica é um gênero que retrata os acontecimentos da vida em tom despretensioso, ora poético, ora filosófico, muitas vezes divertido. [...] Os cronistas brasileiros exprimem vivências e sentimentos próprios do universo cultural do país. No Brasil há vários modos de escrevê-las. Usando o tom da poesia, o autor produz um prosa poética, como algumas crônicas escritas por Paulo Mendes Campos. Mas elas podem ser escritas de uma forma mais próxima ao ensaio, como as de Lima Barreto; [...] ou ser narrativas, como as de Fernando Sabino. As crônicas podem ser engraçadas, puxando a reflexão do leitor pelo jeito humorístico, como as de Moacyr Scliar, ou ter um tom sério. Outras podem ser próximas de comentários, como as crônicas esportivas ou políticas. [...]

Em geral, na crônica a narração capta um momento, um flagrante do dia a dia; o desfecho, embora possa ser conclusivo, nem sempre representa a resolução final do conflito, e a imaginação do leitor é estimulada a tirar suas próprias conclusões. Os fatos cotidianos e as personagens descritas podem ser fictícias ou reais, embora nunca se espere da cônica a objetividade de uma notícia de jornal, de uma reportagem ou de um ensaio.

Fonte: LAGINESTRA, Maria Aparecida e PEREIRA, Maria Imaculada. A ocasião faz o leitor: caderno do professor: orientação para a produção de textos. São Paulo: CENPEC, 2016.

Materiais complementares:

Biografia Luis Fernando Veríssimo. Disponível em: https://www.ebiografia.com/luis_fernando_verissimo/ - Acesso em: 06 de outubro de 2018.

Slide Plano Aula

Orientações:

Após a leitura da biografia, os alunos irão efetuar uma leitura em duplas.

  • Faça a projeção do slide para que todos possam acompanhar a atividade. Se não for possível, copie o texto em um papel 40 kg ou no quadro. Você pode também imprimir uma cópia para cada um dos alunos.
  • Ainda em semicírculo peça que os alunos leiam silenciosamente o texto que foi projetado.
  • O que há de diferente nesse texto? (Eles podem dizer que não há pontuação, parágrafos ou que não há letras maiúsculas)
  • Escolha um ou dois alunos para que leiam o texto em voz alta para toda a turma.
  • Pergunte para a turma:
  • Foi fácil fazer a leitura do texto? Por quê? (Espera-se que os alunos compreendam que a pontuação é um importante recurso de organização textual, que auxilia a construção de sentido, contribui para a coerência e coesão do texto. Assim, sem pontuação fica mais difícil entender o texto e realizar sua leitura.)
  • Foi fácil compreender a leitura dos colegas? Por quê? (Espera-se que os alunos digam que não, pois o texto foi lido sem pontuação)
  • Como vocês colocariam a pontuação desse texto? ( Deixe que os alunos levantem hipóteses sobre como colocariam a pontuação nesse texto)

Comentários: A intenção com essa primeira atividade é que os alunos percebam a importância da pontuação para a leitura e a compreensão do texto. O texto sem pontuação é confuso, perde ritmo, não tem pausas definidas, além disso, a falta de entonação no diálogo, que poderia ter sido marcada com exclamações e interrogações, é capaz até mesmo de diminuir a graça dos acontecimentos narrados.

Materiais complementares:

Texto “Pneu Furado” sem pontuação. - VERÍSSIMO, Luís Fernando. Pneu furado. In: Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1991.

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Mostre o texto pontuado. Pergunte:
  • E agora? O que vocês perceberam nesse texto? (Os alunos devem comentar que o texto tem pontuação, parágrafos mais bem definidos, letras maiúsculas).
  • Peça que um ou dois alunos voltem a ler o texto, mas agora com a pontuação correta.
  • Questione:
  • Foi mais fácil fazer a leitura desse texto? Por quê? (Os alunos devem perceber que foi mais fácil por causa da pontuação que orienta a entonação e as pausas do texto)
  • Foi mais fácil compreender o texto? (Espera-se que os alunos digam que sim, pois a pontuação ajuda na compreensão do texto)
  • O texto é engraçado? (Os alunos devem dizer que sim, pois o homem troca o pneu para o outro achando que era para a moça bonita.)
  • Explique que na atividade seguinte os alunos irão ler uma outra crônica de Luis Fernando Veríssimo.

Comentários: Ao efetuar a leitura com a pontuação os alunos devem perceber que o texto ganha mais sentido e humor, se comparado com o texto sem pontuação. Os alunos também devem perceber algumas regularidades na utilização da pontuação como: travessão marcando o início e final da fala dos personagens, vírgulas e ponto final orientando o ritmo da leitura e entonação específica para interrogação e reticências.

Materiais complementares:

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Mostre o texto pontuado. Pergunte:
  • E agora? O que vocês perceberam nesse texto? (Os alunos devem comentar que o texto tem pontuação, parágrafos mais bem definidos, letras maiúsculas).
  • Peça que um ou dois alunos voltem a ler o texto, mas agora com a pontuação correta.
  • Questione:
  • Foi mais fácil fazer a leitura desse texto? Por quê? (Os alunos devem perceber que foi mais fácil por causa da pontuação que orienta a entonação e as pausas do texto)
  • Foi mais fácil compreender o texto? (Espera-se que os alunos digam que sim, pois a pontuação ajuda na compreensão do texto)
  • O texto é engraçado? (Os alunos devem dizer que sim, pois o homem troca o pneu para o outro achando que era para a moça bonita.)
  • Explique que na atividade seguinte os alunos irão ler uma outra crônica de Luis Fernando Veríssimo.

Comentários: Ao efetuar a leitura com a pontuação os alunos devem perceber que o texto ganha mais sentido e humor, se comparado com o texto sem pontuação. Os alunos também devem perceber algumas regularidades na utilização da pontuação como: travessão marcando o início e final da fala dos personagens, vírgulas e ponto final orientando o ritmo da leitura e entonação específica para interrogação e reticências.

Materiais complementares:

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações:

  • Projete o slide com o texto para a tarefa a ser realizada pelos alunos. Caso não consiga projetar, você pode copiar o texto no quadro ou imprimir o texto para os alunos.
  • Essa curiosa crônica de Veríssimo poderia servir como base para problematizar diversos sinais de pontuação. Entretanto, essa atividade tem como foco o uso da pontuação de diálogo no discurso direto (dois pontos e do travessão).
  • Divida a turma em grupos de 4 alunos e entregue uma cópia do texto para cada um.
  • Peça que façam uma leitura silenciosa e, depois uma leitura em grupo dialogada.

Materiais complementares:

Trecho do texto Sfot poc - VERÍSSIMO, Luis Fernando. Sfoc Poc. In: O analista de Bagé. 75 ed. Porto Alegre: L&PM, 1983.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações:

  • Projete o slide com o texto para a tarefa a ser realizada pelos alunos. Caso não consiga projetar, você pode copiar o texto no quadro ou imprimir o texto para os alunos.
  • Essa curiosa crônica de Veríssimo poderia servir como base para problematizar diversos sinais de pontuação. Entretanto, essa atividade tem como foco o uso da pontuação de diálogo no discurso direto (dois pontos e do travessão).
  • Divida a turma em grupos de 4 alunos e entregue uma cópia do texto para cada um.
  • Peça que façam uma leitura silenciosa e, depois uma leitura em grupo dialogada.

Materiais complementares:

Trecho do texto Sfot poc - VERÍSSIMO, Luis Fernando. Sfoc Poc. In: O analista de Bagé. 75 ed. Porto Alegre: L&PM, 1983.

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Projete ou entregue uma ficha de análise do texto para que, inicialmente, cada grupo discuta as questões e possa respondê-las.
  • Depois, peça para que os grupos discutam com os outros grupos mais próximos.
  • Por fim, abra a discussão sobre a interpretação e sobre a estrutura do texto para toda a turma. Além das perguntas que constam na ficha, outras indagações podem ser feitas oralmente para colaborar com a reflexão coletiva:
  • O que Odacir tinha de diferente? (Ele utilizava palavras, códigos inventados para substituir os sinais de pontuação)
  • Existe alguém que fale desse jeito? (Não)
  • Por quê? (Quando falamos, já colocamos as pausas e as entonações de interrogação e exclamação)
  • Que sinais de pontuação correspondem a: sfot poc (ponto de exclamação), sfotoim poc (ponto de interrogação), spt, spt (aspas), zit (travessão) e plic (vírgula).
  • No texto não aparece, mas como vocês acham que ele representaria o ponto final? (provavelmente “poc”) E reticências? (provavelmente “poc poc poc”)
  • Por que no final do texto Odacir diz: “Tudo que a gente diz é diálogo sfot poc.” ? (Quando conversamos, estamos dialogando, entretanto não falamos os sinais, eles estão presentes na entonação, nas pausas…)
  • Comece, então a destacar a estrutura do texto:
  • Como está organizado o texto? (em parágrafos, em diálogos)
  • Que sinais de pontuação aparecem no texto? (vírgulas, pontos finais, travessões, dois pontos, aspas e ponto de interrogação)
  • Que sinal de pontuação é utilizado antes de uma fala? (Dois pontos)
  • Que sinal de pontuação é utilizado para indicar que alguém está falando? (travessão)
  • Há verbos que indicam que alguém irá falar ou como irá falar? Quais? (Sim. Os verbos de enunciação “chamando” e “disse”)
  • Qual a função desses verbos? (os verbos dicendi ou verbos de enunciação “anunciam” a fala e indicam como ela foi dita, se foi em forma de chamamento, de pergunta, de exclamação….há muitas possibilidades de verbos e adjetivações que possam indicar o modo como uma fala é colocada, veja alguns exemplos: “resmungou, esbravejou, falou calmamente, contou secretamente…”)
  • Você pode pedir que pintem no texto os travessões de uma cor, os dois pontos de outra e os verbos de outra. Pergunte:
  • Por que esses sinais são importantes para o texto? (Para organizar o diálogo, indicar que a fala está sendo reproduzida exatamente como foi dita pelo personagem.)
  • Iríamos entender que estamos lendo um diálogo se não fossem por esses sinais? (Dificilmente, já que essa pontuação organiza e sinaliza o diálogo)

6. Discuta por fim, sobre as características de uma crônica:

  • Quais características as duas crônicas têm em comum? (São histórias curtas, dialogadas, mostram fatos cotidianos, utilizam linguagem informal, tem humor…)

Materiais complementares:

Ficha para a análise.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 9 minutos

Orientações:

  • Após a discussão, peça para os alunos coletivamente responderem as questões projetadas destacando a importância dos sinais de pontuação para um texto e as regras para a utilização do travessão e dos dois pontos. Anote as respostas em uma folha de cartolina ou papel 40 kg para expor na sala. Essas anotações serão importantes para as próximas aulas do módulo.
  • O registro será único para toda a turma, entretanto os alunos podem copiar as perguntas e as respostas no caderno para referência e consulta.
  • É importante que os alunos percebam que os sinais de pontuação é que darão a entonação para leitura do texto, eles reproduzem a entonação que naturalmente damos ao falar. Eles garantem a legibilidade, a organização e o sentido do texto. Os verbos de enunciação indicam quem irá falar e como irá falar.
  • Se achar conveniente, leia o texto “Spof poc” completo para a turma.

Material complementar:

Texto “Sfot Poc” completo - VERÍSSIMO, Luis Fernando. Sfoc Poc. In: O analista de Bagé. 75 ed. Porto Alegre: L&PM, 1983.

Slide Plano Aula

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