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Atividade - Percurso inclinado

POR: Talita Regina Lopes de Oliveira Marques 30/11/2018
Código: EDI1_11UND04

1º ano / Educação Infantil

Atividade alinhada à BNCC:

(EI01ET03) Explorar o ambiente pela ação e observação, manipulando, experimentando e fazendo descobertas.

(EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.

(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.

Plano de atividade de Educação Infantil com atividades para Bebês sobre movimento do corpo em um percurso

Resumo

ilustracao

As crianças vão escalar e engatinhar sobre um percurso montado dentro da sala de aula.

O que fazer antes?

Contextos prévios:

Em um momento anterior à proposta, peça aos familiares dos bebêsmateriais de largo alcance, tais como caixas de diversos tamanhos, tampinhas de produtos de consumo em casa etc. Faça isso por meio de bilhete no mural de avisos da sala (na entradae/ou saída) ou utilize outros meios de comunicação comuns na sua escola. Informe que serão utilizados na escola para a montagem de uma rampa com inclinação pequena, onde os bebês possam subir e descer, que será o percurso inclinado para exploração. Providencie a montagem do percurso com auxílio dos adultos do berçário. Utilize o material que escolher como base (papelão bem grosso, MDF ou similar) e forre de maneira a dar aderência aos bebês que irão subir e descer.

Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:

1. Percurso com tiras de papel (link)

2. Percurso com túnel e bolinhas coloridas (link)

3. Percurso com colchões (link)

4. Percurso inclinado (link)

5. Percurso e muitos desafios motores (link)

Materiais:

Materiais de largo alcance (caixas de diversos tamanhos, tampinhas de produtos de consumo em casa, por exemplo) que serão utilizados na montagem da rampa. Cones de papelão (bobina de linha) e os rolos de papelão (de fita adesiva larga, papel higiênico ou de lençol hospitalar) que serão utilizados nos cantos. Cola universal que adere a diversos materiais. Madeira, MDF ou papelão bem resistente para fazer a rampa.

Espaços:

Organize o local onde acontecerá a proposta, garantindo um ambiente significativo para os bebês com o qual eles já tenham familiaridade. Pode ser a sala referência ou a área externa. Disponha nos cantos os materiais de largo alcance, de modo que fiquem acessíveis para todo o grupo durante a vivência do percurso para que as crianças possam investigá-los. Em um canto, organize os cones de papelão (bobina de linha), em outro, os rolos de papelão (de fita adesiva larga ou papel higiênico ou de lençol hospitalar). Atente-se para que essa gestão organizacional dos objetos oportunize locais de pesquisa, mas que não chamem mais a atenção do que a proposta em si. Por isso a familiarização prévia é importante.

Tempo sugerido:

Aproximadamente 50 minutos.

Perguntas para guiar suas observações:

1. O desenvolvimento corporal acontece de forma significativa na primeira infância. Como a proposta instiga as crianças a ampliarem seu repertório de movimentos corporais?

2. Oportunizar a pesquisa aos bebês é importante para que eles possam criar hipóteses e testá-las. Que tipo de explorações eles fizeram?

3. Observe atentamente e perceba: como a movimentação corporal dos bebês comunica suas emoc?o?es, necessidades e desejos?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança ou do grupo. Encoraje todos os bebês a participarem da vivência. Propicie um espaço com segurança para os bebês que ainda não se locomovem com autonomia. Esteja disponível para que possam avançar no percurso quando desejarem. Convide individualmente cada um e narre o que está acontecendo, fazendo com que seu corpo sirva de suporte para os movimentos deles e, também, para acolhê-los quando for necessário.

O que fazer durante?

1

Converse com o grupo todo sobre a experiência que irão vivenciar. É muito importante que todas as ações e situações sejam explicadas aos bebês previamente. Comece oferecendo os materiais de largo alcance, empilhando os cones de papelão (bobina de linha), os rolos de papelão (de fita adesiva larga ou papel higiênico ou de lençol hospitalar.


2

Após a conversa e a exploração inicial com os materiais de largo alcance, convide os bebês em pequenos grupos para participarem do percurso inclinado. Permita que explorem livremente. Atente-se a forma de exploração dos bebês neste trajeto. Nessa proposta será necessária a colaboração de mais de um adulto presente. Registre as interações que aparecem e como isso se dá. Veja se algum bebê já inicia a atividade escalando a rampa ou se engatinha inicialmente, para depois escalar.Encoraje a participação de todos, observando e atendendo individualmente cada um em suas necessidades.

Possíveis falas do professor neste momento: Olha o que eu trouxe para vocês brincarem! Um percurso inclinado! Vamos ver como podemos brincar nele?

Possíveis ações das crianças neste momento: O bebê acompanha com o olhar o adulto próximo a rampa. Ele sorri, observa ao redor os demais bebês e se dirige ao percurso.


3

Posteriormente à exploração livre, reorganize os bebês para explorarem toda a extensão do percurso em duplas ou sozinhos. Apoie suas ações e esteja próximo a eles, participando quando necessário. Leve os bebês que ainda não andam no colo, aproximando-os da rampa para que possam fazer suas pesquisas dentro de suas possibilidades motoras, fortalecendo suas descobertas. Registre a atividade com fotos, vídeos e pequenas anotações para reflexão posterior.

Possíveis ações das crianças neste momento: O bebê explora os materiais na rampa e quando chega no meio do trajeto se engaja por um tempo, tentando abrir a tampa da caixa com os dedinhos. Após algumas tentativas, segura a caixa e começa a balançar. Ao perceber que uma pontinha da tampa da caixa se levanta, retoma a exploração com os dedos e consegue abri-la.


4

Em seguida, atente-se ao grupo de bebês que está chegando ao final do trajeto e como eles estão engajados na proposta. Veja quais foram os pontos de maior interesse, por quais objetos eles já passaram e quais importantes incentivos você pode proporcionar. Até esse momento, as crianças devem estar envolvidas no percurso de diferentes formas em suas explorações.


Para finalizar:

Com a aproximação da finalização da proposta, fale para os bebês que irão começar a organizar o espaço. Convide-os para participar de forma conjunta. Para ajudar na localização temporal, avise-os sobre qual será o próximo acontecimento do dia, garantindo uma predição do que irá acontecer. Informe o quanto é importante organizar o espaço antes de seguirem para a próxima experiência. Valorize e encoraje as iniciativas dos bebês neste momento. Para auxiliar na determinação do momento de arrumação, você pode utilizar a música “Para arrumar a bagunceira”, do grupo Palavra Cantada.

Desdobramentos

Parte da proposta inclui subir, descer, engatinhar, escalar etc. Outras propostas podem ser reapresentadas aos bebês no próprio percurso inclinado, para ampliar as experiências: fechos de lencinho com imagens ou fotos deles, texturas diversas (saco com gel, bolinhas, aquecido, gelado etc.), trechos com tecido de textura áspera e outras ideias. O percurso pode ser montado na sala de referência, no corredor ou na área externa da escola, propondo sempre em um local que seja significativo para os bebês.

Engajando as famílias

Convide as famílias para participarem desta vivência trabalhando as habilidades motoras com os bebês no quintal de casa, no parque da cidade, na pracinha do bairro, ou até mesmo entrando na escola, utilizando o parque com os bebês. Peça às famílias um relato contando como foram essas ricas experiências para compor um mural coletivo na escola, onde possam ser colocados os depoimentos enviados, os registros feitos e a reflexão realizada por parte dos professores.


Este plano de atividade foi elaborado pelo Time de Autores NOVA ESCOLA

Autor: Talita Marques

Mentora: Keli Luca

Especialista do subgrupo etário: Ana Tereza Gavião

Campos de Experiência: Corpo, gestos e movimentos

O eu, o outro e o nós  e Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.

Objetivos e códigos da Base
(EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.

(EI01ET03) Explorar o ambiente pela ação e observação, manipulando, experimentando e fazendo descobertas. 

(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoc?o?es, necessidades e desejos.

Abordagem didática:

Nos primeiros meses de vida, o movimento tem grande relevância para o desenvolvimento: a psicogênese da motricidade se entrelaça com a psicogênese da pessoa. O bebê se comunica por meio de gestos e olhares, expressa emoções mexendo os braços ou balançando o tronco, por exemplo, e explora os objetos segurando-os e, por vezes, colocando-os na boca. Nos percursos simples, as crianças podem explorar e experimentar corporalmente os desafios. Tais vivências permitem aprender sobre limites e possibilidades do corpo.

Apoiador Técnico


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