16786
Ir ao conteúdo principal Ir ao menu Principal Ir ao menu de Guias

Faltam para  

Plano de aula > História > 8º ano > O mundo contemporâneo: o Antigo Regime em crise

Plano de aula - Guerra civil na Inglaterra: ideias em disputa

Plano de aula de História com atividades para 8º ano do EF sobre Guerra civil na Inglaterra: ideias em disputa

Plano 02 de 3 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Gabriel Amato Bruno De Lima

ESTE CONTEÚDO PODE SER USADO À DISTÂNCIA Ver Mais >
 

Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08HI02, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

– Cópias impressas dos textos ou data show para projeção destas fontes.

– Aparelho de som para a audição da canção, caso seja possível.

– Cópias impressas da tabela comparativa.

– Quadro e giz/pincel.

Material complementar:

Trecho da canção digger “Stand up now”:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8qvcRkhjJkjAeBEqMWnDqdFyXUxmkDYVrUHVf55UJRT73YJVecQdDJJuj6cd/his8-02und02--trecho-da-cancao-digger-stand-up-now.pdf

Trecho do texto “Ideologia e protesto popular", por George Rudé:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UA85Wgz449Cpx6Jc3jTgFRUMAwNaKmmHSTHr85MFjtWw9q8RGVEZHhApTref/his8-02und02--trecho-do-texto-ideologia-e-protesto-popular--por-george-rude.pdf

Trecho do texto “O mundo de ponta-cabeça”, por Christopher Hill:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CMft4Yx3zwWUMyjsZrcqEFKpzg3C9HYW7DCX5fvxPcXAP6NY5YNUCjSGYhQu/his8-02und02--trecho-do-texto-o-mundo-de-ponta-cabeca--por-christopher-hill.pdf

Tabela comparativa para análise das fontes historiográficas:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/V9M85yKAUz2XBH5rEXRV792EgfxUTSAPQgnQDzJZg8a3DdKQ7dXdTWywXhUR/his8-02und02--tabela-comparativa.pdf

Modelo de resolução da atividade (apenas como referência para o professor):

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/GfycYEBmBMnthzSsHB2D4eeFd38Bsq3ZZK8XkWAEmP7SNygXk5PpWdzs5d7H/his8-02und02-resolucao-da-atividade.pdf

Para você saber mais:

ROBERGE, Lívia Bernardes. “O povo pobre e oprimido da Inglaterra”: as representações diggers na Inglaterra Revolucionária (1607-1652). Anais do XXIV Simpósio Nacional de HistóriaContra os preconceitos: história e democracia. Brasília, 2018. Disponível em: https://www.snh2017.anpuh.org/resources/anais/54/1502847388_ARQUIVO_ArtigoFinalAnpuh.pdf Acesso em: 8 de janeiro de 2019.

SOARES, Olavo Pereira. A música nas aulas de História: o debate teórico sobre as metodologias de ensino. História Hoje, vol. 6, nº 11, jan.-jun. 2017, p. 78-09. Disponível em: https://doi.org/10.20949/rhhj.v6i11.325 Acesso em: 8 de janeiro de 2019.

FLORENZANO, Modesto. Olhando para os dois lados do Canal da Mancha: polêmicas e revisionismo na historiografia da Revolução Inglesa. Proj. História, São Paulo, (30), jun. 2005, p. 127-136. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/viewFile/2257/1350 Acesso em: 9 de janeiro de 2019.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Apresente o objetivo aos alunos escrevendo-o no quadro ou lendo-o para a turma. Se estiver fazendo uso de projetor, apresente este slide e faça uma leitura coletiva. Lembre-se de não antecipar as reflexões da aula neste momento, pois a intenção é que os estudantes construam o raciocínio por meio da leitura e debate das fontes, com a sua mediação.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: Professor, para contextualizar a diversidade de projetos políticos na Inglaterra do século XVII, apresente aos estudantes um trecho da canção do grupo radical digger “Stand up now”, produzida no século XVII. Ele está disponível, com tradução e junto com um Glossário no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8qvcRkhjJkjAeBEqMWnDqdFyXUxmkDYVrUHVf55UJRT73YJVecQdDJJuj6cd/his8-02und02--trecho-da-cancao-digger-stand-up-now.pdf

É possível, caso haja um aparelho de som disponível na escola, executar o trecho inicial de uma gravação desta canção feita por Leon Rosselson no século XX e disponível no link: http://www.diggers.org/english_diggers.htm Além disso, há a possibilidade de trabalho em conjunto com o professor de Língua Inglesa para a leitura e/ou tradução da canção digger, com base no original.

Na discussão sobre a fonte, questione os estudantes:

  • Quais conflitos aparecem na canção? (A intenção é que os alunos identifiquem as divergências entre os escavadores (diggers), uma população mais pobre na região rural da Inglaterra do século XVII, e a nobreza (gentry), que era proprietária das terras e de privilégios de nascimento.) Não se esqueça de pedir para que leiam o Glossário.
  • Quem iria fazer desmoronar as casas dos escavadores? (Gentry, a nobreza rural inglesa.)
  • Por que a letra da canção vê como algo positivo o desmoronamento da nobreza (gentry) e o uso da coroa pelos pobres? (Neste momento, o objetivo é que os estudantes percebam como as metáforas utilizadas na letra tinham um sentido favorável à mudança social, popularizando um projeto que invertia as hierarquias da sociedade inglesa do século XVII.)

Por fim, questione aos alunos sobre a melodia da música:

  • Por que ela foi gravada, no século XX, como um hino, com sons típicos da marcha de soldados? (A intenção é que eles percebam que a melodia e a letra, juntas, convocam os escavadores à ação política, a lutar pelas mudanças sociais descritas na fonte.)

Para você saber mais:

ROBERGE, Lívia Bernardes. “O povo pobre e oprimido da Inglaterra”: as representações diggers na Inglaterra Revolucionária (1607-1652). Anais do XXIV Simpósio Nacional de HistóriaContra os preconceitos: história e democracia. Brasília, 2018. Disponível em: https://www.snh2017.anpuh.org/resources/anais/54/1502847388_ARQUIVO_ArtigoFinalAnpuh.pdf Acesso em: 8 de janeiro de 2019.

SOARES, Olavo Pereira. A música nas aulas de História: o debate teórico sobre as metodologias de ensino. História Hoje, vol. 6, nº 11, jan.-jun. 2017,
p. 78-09. Disponível em: https://doi.org/10.20949/rhhj.v6i11.325 Acesso em: 8 de janeiro de 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Agrupe os estudantes em duplas e entregue para cada um deles trechos diferentes dos textos historiográficos disponíveis nos links: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UA85Wgz449Cpx6Jc3jTgFRUMAwNaKmmHSTHr85MFjtWw9q8RGVEZHhApTref/his8-02und02--trecho-do-texto-ideologia-e-protesto-popular--por-george-rude.pdf e https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CMft4Yx3zwWUMyjsZrcqEFKpzg3C9HYW7DCX5fvxPcXAP6NY5YNUCjSGYhQu/his8-02und02--trecho-do-texto-o-mundo-de-ponta-cabeca--por-christopher-hill.pdf

Além disso, entregue e peça a eles que preencham a seguinte tabela comparativa sobre as fontes: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/V9M85yKAUz2XBH5rEXRV792EgfxUTSAPQgnQDzJZg8a3DdKQ7dXdTWywXhUR/his8-02und02--tabela-comparativa.pdf O objetivo é que os estudantes consigam identificar, com a leitura mediada dos textos, quais os grupos sociais e os projetos em disputa na Inglaterra do século XVII que são apontados pelos dois historiadores.

Diga aos alunos que eles terão de 5 a 10 minutos para ler, individualmente, os textos que receberam. Enquanto os estudantes leem as fontes, medie a leitura, pedindo que os alunos destaquem as dúvidas de vocabulário e buscando esclarecer os significados destas palavras.

Estimule-os a ir preenchendo a tabela comparativa, transcrevendo algumas expressões do texto para a folha (por exemplo, os “fazendeiros”, os “capitães de casaco de burel”, os “grandes comerciantes” compunham um dos grupos sociais da Revolução, segundo Georges Rudé; já para Christopher Hill, este mesmo grupo eram os “homens com propriedade”). Depois da leitura individual, peça aos alunos que contem para a sua dupla como os projetos do Parlamento, dos levellers e dos diggers são interpretados pelo autor de cada texto. Peça a eles também que finalizem o preenchimento da tabela.

Após este momento de debate em duplas, traga a discussão dos textos para o coletivo e questione a turma:

- Os autores concordam ou discordam em suas interpretações? No quê?

A intenção é que os estudantes percebem a polifonia de sentidos atribuídos à Revolução na Inglaterra de meados do século XVII e como este processo é interpretado por Christopher Hill e Georges Rudé. Enquanto Hill aponta para a diversidade de projetos políticos presentes neste contexto, Rudé procura identificar os grupos sociais envolvidos no processo e seus interesses conflitantes. Você pode pedir a algumas duplas para ler as respostas que deram às perguntas da tabela sobre as fontes historiográficas que preencheram.

Para aprofundar o debate e melhorar a compreensão dos textos, você pode fazer perguntas como:

  • Quais grupos sociais pertenciam ao Exército novo e defendiam o Parlamento, segundo Rudé?
  • O que o mesmo autor quer dizer com a palavra “agitadores” quando ele descreve os levellers?
  • Quais as duas revoluções que existiam na Inglaterra no século XVII, segundo Hill?
  • Por que os levellers estavam mais preocupados com as questões econômicas, segundo o mesmo autor?

Neste momento, a intenção é que os alunos consigam apontar as diferenças e as semelhanças nos textos dos dois autores. Segundo Rudé, o Exército de Novo Tipo criado por Cromwell (cuja promoção era baseada no mérito, não nos privilégios de nascimento) era composto tanto de proprietários de terra como de grupos sociais mais humildes. Os “agitadores”, neste sentido, são os grupos políticos que desejavam levar as mudanças sociais da Revolução mais a fundo, reestruturando a sociedade inglesa em termos mais igualitários. Hill, por sua vez, diferencia uma revolução ligada aos interesses liberais dos grandes proprietários, resumidos pela referência à “ética protestante” explicada pelo autor no texto, e outra mais radical, identificada com levellers e diggers. Por ser mais desprivilegiados socialmente, estes grupos radicais se concentravam na luta pela igualdade econômica.

Na medida em que os estudantes forem identificando as interpretações dos dois historiadores, estimule-os a retomar a canção digger trabalhada no primeiro momento da aula. Podem ser feitas perguntas como:

  • O projeto de revolução mais radical, indicado por Christopher Hill, está presente na letra da canção?
  • Quais demandas presentes na canção também são apontadas pelos historiadores?

Desta forma, espera-se que os estudantes possam identificar que a canção é indício de um dos projetos presentes na Inglaterra deste contexto – aquele mais popular e radical, que defendia o que Hill chama de sistema comunal de uso da terra.

Para você saber mais:

FLORENZANO, Modesto. Olhando para os dois lados do Canal da Mancha: polêmicas e revisionismo na historiografia da Revolução Inglesa. Proj. História, São Paulo, (30), jun. 2005, p. 127-136. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/viewFile/2257/1350 Acesso em: 9 de janeiro de 2019.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 18 minutos.

Orientações: Mantenha os estudantes em duplas e peça que eles criem, conjuntamente, uma estrofe de uma canção que traduza, em outras palavras, algum dos projetos de revolução indicados nas interpretações de Christopher Hill e/ou de Georges Rudé. Chame a atenção dos estudantes para a necessidade de selecionarem bem qual seria este aspecto – as demandas de algum grupo específico (gentry, levellers, diggers), a ideia de “duas revoluções” ou a noção de igualdade da propriedade, por exemplo. Talvez, seja interessante pedir a eles que escrevam, sinteticamente (em uma frase), qual seria este aspecto antes de começarem a compor a letra da música.

Diga aos estudantes que cada estrofe deve ter, em média, quatro versos, já que a intenção é criar coletivamente uma canção sobre a Revolução Inglesa com a junção do trabalho de todas as duplas. Você pode encontrar dois exemplos de estrofe, que podem servir de modelo para o trabalho, no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/GfycYEBmBMnthzSsHB2D4eeFd38Bsq3ZZK8XkWAEmP7SNygXk5PpWdzs5d7H/his8-02und02-resolucao-da-atividade.pdf

Na medida em que as duplas forem terminando a produção das estrofes, ajude os estudantes a fazer uma colagem de cada uma das partes com o objetivo de compor uma canção. Se possível, escreva no quadro as estrofes e, no final da aula, peça aos estudantes que leiam coletivamente o resultado final da atividade.

Resumo da aula

download Baixar plano

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08HI02, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

– Cópias impressas dos textos ou data show para projeção destas fontes.

– Aparelho de som para a audição da canção, caso seja possível.

– Cópias impressas da tabela comparativa.

– Quadro e giz/pincel.

Material complementar:

Trecho da canção digger “Stand up now”:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8qvcRkhjJkjAeBEqMWnDqdFyXUxmkDYVrUHVf55UJRT73YJVecQdDJJuj6cd/his8-02und02--trecho-da-cancao-digger-stand-up-now.pdf

Trecho do texto “Ideologia e protesto popular", por George Rudé:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UA85Wgz449Cpx6Jc3jTgFRUMAwNaKmmHSTHr85MFjtWw9q8RGVEZHhApTref/his8-02und02--trecho-do-texto-ideologia-e-protesto-popular--por-george-rude.pdf

Trecho do texto “O mundo de ponta-cabeça”, por Christopher Hill:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CMft4Yx3zwWUMyjsZrcqEFKpzg3C9HYW7DCX5fvxPcXAP6NY5YNUCjSGYhQu/his8-02und02--trecho-do-texto-o-mundo-de-ponta-cabeca--por-christopher-hill.pdf

Tabela comparativa para análise das fontes historiográficas:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/V9M85yKAUz2XBH5rEXRV792EgfxUTSAPQgnQDzJZg8a3DdKQ7dXdTWywXhUR/his8-02und02--tabela-comparativa.pdf

Modelo de resolução da atividade (apenas como referência para o professor):

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/GfycYEBmBMnthzSsHB2D4eeFd38Bsq3ZZK8XkWAEmP7SNygXk5PpWdzs5d7H/his8-02und02-resolucao-da-atividade.pdf

Para você saber mais:

ROBERGE, Lívia Bernardes. “O povo pobre e oprimido da Inglaterra”: as representações diggers na Inglaterra Revolucionária (1607-1652). Anais do XXIV Simpósio Nacional de HistóriaContra os preconceitos: história e democracia. Brasília, 2018. Disponível em: https://www.snh2017.anpuh.org/resources/anais/54/1502847388_ARQUIVO_ArtigoFinalAnpuh.pdf Acesso em: 8 de janeiro de 2019.

SOARES, Olavo Pereira. A música nas aulas de História: o debate teórico sobre as metodologias de ensino. História Hoje, vol. 6, nº 11, jan.-jun. 2017, p. 78-09. Disponível em: https://doi.org/10.20949/rhhj.v6i11.325 Acesso em: 8 de janeiro de 2019.

FLORENZANO, Modesto. Olhando para os dois lados do Canal da Mancha: polêmicas e revisionismo na historiografia da Revolução Inglesa. Proj. História, São Paulo, (30), jun. 2005, p. 127-136. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/viewFile/2257/1350 Acesso em: 9 de janeiro de 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Apresente o objetivo aos alunos escrevendo-o no quadro ou lendo-o para a turma. Se estiver fazendo uso de projetor, apresente este slide e faça uma leitura coletiva. Lembre-se de não antecipar as reflexões da aula neste momento, pois a intenção é que os estudantes construam o raciocínio por meio da leitura e debate das fontes, com a sua mediação.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: Professor, para contextualizar a diversidade de projetos políticos na Inglaterra do século XVII, apresente aos estudantes um trecho da canção do grupo radical digger “Stand up now”, produzida no século XVII. Ele está disponível, com tradução e junto com um Glossário no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8qvcRkhjJkjAeBEqMWnDqdFyXUxmkDYVrUHVf55UJRT73YJVecQdDJJuj6cd/his8-02und02--trecho-da-cancao-digger-stand-up-now.pdf

É possível, caso haja um aparelho de som disponível na escola, executar o trecho inicial de uma gravação desta canção feita por Leon Rosselson no século XX e disponível no link: http://www.diggers.org/english_diggers.htm Além disso, há a possibilidade de trabalho em conjunto com o professor de Língua Inglesa para a leitura e/ou tradução da canção digger, com base no original.

Na discussão sobre a fonte, questione os estudantes:

  • Quais conflitos aparecem na canção? (A intenção é que os alunos identifiquem as divergências entre os escavadores (diggers), uma população mais pobre na região rural da Inglaterra do século XVII, e a nobreza (gentry), que era proprietária das terras e de privilégios de nascimento.) Não se esqueça de pedir para que leiam o Glossário.
  • Quem iria fazer desmoronar as casas dos escavadores? (Gentry, a nobreza rural inglesa.)
  • Por que a letra da canção vê como algo positivo o desmoronamento da nobreza (gentry) e o uso da coroa pelos pobres? (Neste momento, o objetivo é que os estudantes percebam como as metáforas utilizadas na letra tinham um sentido favorável à mudança social, popularizando um projeto que invertia as hierarquias da sociedade inglesa do século XVII.)

Por fim, questione aos alunos sobre a melodia da música:

  • Por que ela foi gravada, no século XX, como um hino, com sons típicos da marcha de soldados? (A intenção é que eles percebam que a melodia e a letra, juntas, convocam os escavadores à ação política, a lutar pelas mudanças sociais descritas na fonte.)

Para você saber mais:

ROBERGE, Lívia Bernardes. “O povo pobre e oprimido da Inglaterra”: as representações diggers na Inglaterra Revolucionária (1607-1652). Anais do XXIV Simpósio Nacional de HistóriaContra os preconceitos: história e democracia. Brasília, 2018. Disponível em: https://www.snh2017.anpuh.org/resources/anais/54/1502847388_ARQUIVO_ArtigoFinalAnpuh.pdf Acesso em: 8 de janeiro de 2019.

SOARES, Olavo Pereira. A música nas aulas de História: o debate teórico sobre as metodologias de ensino. História Hoje, vol. 6, nº 11, jan.-jun. 2017,
p. 78-09. Disponível em: https://doi.org/10.20949/rhhj.v6i11.325 Acesso em: 8 de janeiro de 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Agrupe os estudantes em duplas e entregue para cada um deles trechos diferentes dos textos historiográficos disponíveis nos links: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UA85Wgz449Cpx6Jc3jTgFRUMAwNaKmmHSTHr85MFjtWw9q8RGVEZHhApTref/his8-02und02--trecho-do-texto-ideologia-e-protesto-popular--por-george-rude.pdf e https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CMft4Yx3zwWUMyjsZrcqEFKpzg3C9HYW7DCX5fvxPcXAP6NY5YNUCjSGYhQu/his8-02und02--trecho-do-texto-o-mundo-de-ponta-cabeca--por-christopher-hill.pdf

Além disso, entregue e peça a eles que preencham a seguinte tabela comparativa sobre as fontes: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/V9M85yKAUz2XBH5rEXRV792EgfxUTSAPQgnQDzJZg8a3DdKQ7dXdTWywXhUR/his8-02und02--tabela-comparativa.pdf O objetivo é que os estudantes consigam identificar, com a leitura mediada dos textos, quais os grupos sociais e os projetos em disputa na Inglaterra do século XVII que são apontados pelos dois historiadores.

Diga aos alunos que eles terão de 5 a 10 minutos para ler, individualmente, os textos que receberam. Enquanto os estudantes leem as fontes, medie a leitura, pedindo que os alunos destaquem as dúvidas de vocabulário e buscando esclarecer os significados destas palavras.

Estimule-os a ir preenchendo a tabela comparativa, transcrevendo algumas expressões do texto para a folha (por exemplo, os “fazendeiros”, os “capitães de casaco de burel”, os “grandes comerciantes” compunham um dos grupos sociais da Revolução, segundo Georges Rudé; já para Christopher Hill, este mesmo grupo eram os “homens com propriedade”). Depois da leitura individual, peça aos alunos que contem para a sua dupla como os projetos do Parlamento, dos levellers e dos diggers são interpretados pelo autor de cada texto. Peça a eles também que finalizem o preenchimento da tabela.

Após este momento de debate em duplas, traga a discussão dos textos para o coletivo e questione a turma:

- Os autores concordam ou discordam em suas interpretações? No quê?

A intenção é que os estudantes percebem a polifonia de sentidos atribuídos à Revolução na Inglaterra de meados do século XVII e como este processo é interpretado por Christopher Hill e Georges Rudé. Enquanto Hill aponta para a diversidade de projetos políticos presentes neste contexto, Rudé procura identificar os grupos sociais envolvidos no processo e seus interesses conflitantes. Você pode pedir a algumas duplas para ler as respostas que deram às perguntas da tabela sobre as fontes historiográficas que preencheram.

Para aprofundar o debate e melhorar a compreensão dos textos, você pode fazer perguntas como:

  • Quais grupos sociais pertenciam ao Exército novo e defendiam o Parlamento, segundo Rudé?
  • O que o mesmo autor quer dizer com a palavra “agitadores” quando ele descreve os levellers?
  • Quais as duas revoluções que existiam na Inglaterra no século XVII, segundo Hill?
  • Por que os levellers estavam mais preocupados com as questões econômicas, segundo o mesmo autor?

Neste momento, a intenção é que os alunos consigam apontar as diferenças e as semelhanças nos textos dos dois autores. Segundo Rudé, o Exército de Novo Tipo criado por Cromwell (cuja promoção era baseada no mérito, não nos privilégios de nascimento) era composto tanto de proprietários de terra como de grupos sociais mais humildes. Os “agitadores”, neste sentido, são os grupos políticos que desejavam levar as mudanças sociais da Revolução mais a fundo, reestruturando a sociedade inglesa em termos mais igualitários. Hill, por sua vez, diferencia uma revolução ligada aos interesses liberais dos grandes proprietários, resumidos pela referência à “ética protestante” explicada pelo autor no texto, e outra mais radical, identificada com levellers e diggers. Por ser mais desprivilegiados socialmente, estes grupos radicais se concentravam na luta pela igualdade econômica.

Na medida em que os estudantes forem identificando as interpretações dos dois historiadores, estimule-os a retomar a canção digger trabalhada no primeiro momento da aula. Podem ser feitas perguntas como:

  • O projeto de revolução mais radical, indicado por Christopher Hill, está presente na letra da canção?
  • Quais demandas presentes na canção também são apontadas pelos historiadores?

Desta forma, espera-se que os estudantes possam identificar que a canção é indício de um dos projetos presentes na Inglaterra deste contexto – aquele mais popular e radical, que defendia o que Hill chama de sistema comunal de uso da terra.

Para você saber mais:

FLORENZANO, Modesto. Olhando para os dois lados do Canal da Mancha: polêmicas e revisionismo na historiografia da Revolução Inglesa. Proj. História, São Paulo, (30), jun. 2005, p. 127-136. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/viewFile/2257/1350 Acesso em: 9 de janeiro de 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 18 minutos.

Orientações: Mantenha os estudantes em duplas e peça que eles criem, conjuntamente, uma estrofe de uma canção que traduza, em outras palavras, algum dos projetos de revolução indicados nas interpretações de Christopher Hill e/ou de Georges Rudé. Chame a atenção dos estudantes para a necessidade de selecionarem bem qual seria este aspecto – as demandas de algum grupo específico (gentry, levellers, diggers), a ideia de “duas revoluções” ou a noção de igualdade da propriedade, por exemplo. Talvez, seja interessante pedir a eles que escrevam, sinteticamente (em uma frase), qual seria este aspecto antes de começarem a compor a letra da música.

Diga aos estudantes que cada estrofe deve ter, em média, quatro versos, já que a intenção é criar coletivamente uma canção sobre a Revolução Inglesa com a junção do trabalho de todas as duplas. Você pode encontrar dois exemplos de estrofe, que podem servir de modelo para o trabalho, no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/GfycYEBmBMnthzSsHB2D4eeFd38Bsq3ZZK8XkWAEmP7SNygXk5PpWdzs5d7H/his8-02und02-resolucao-da-atividade.pdf

Na medida em que as duplas forem terminando a produção das estrofes, ajude os estudantes a fazer uma colagem de cada uma das partes com o objetivo de compor uma canção. Se possível, escreva no quadro as estrofes e, no final da aula, peça aos estudantes que leiam coletivamente o resultado final da atividade.

Slide Plano Aula

Compartilhe este conteúdo:

pinterest-color Created with Sketch. whatsapp-color

PRÓXIMAS AULAS:

AULAS DE O mundo contemporâneo: o Antigo Regime em crise do 8º ano :

MAIS AULAS DE História do 8º ano:

Planos de aula para desenvolver a habilidade EF08HI02 da BNCC

APRENDA MAIS COM ESTE CURSO EXCLUSIVO

Competências Gerais na BNCC

O curso, ministrado por Anna Penido, tem o objetivo de apoiar redes de ensino, escolas e professores no planejamento de práticas pedagógicas que desenvolvam as competências gerais.

Ver mais detalhes

Encontre outros planos de História

Encontre planos de aula para outras disciplinas

Baixar plano