Revoluções Históricas: 11 planos de aula para refletir sobre o mundo

Estudar movimentos revolucionários ajuda o aluno a analisar como os grupos dentro de uma sociedade se organizam, articulam suas ideias e geram transformações políticas e sociais

POR:
Daniel Santos
Soldados do regimento Royal Irish Rifles ocupam trincheira na Batalha de Sommes, na França, uma das mais importantes da Primeira Guerra Mundial.     Crédito: Coleção Imperial War Museum/Wikimedia Commons/Wikipedia

A história do mundo, e das diversas sociedades que nele vivem, é forjada por revoluções. Esses movimentos abruptos na organização política e social de um país, ou de uma região, geram ecos em diversos lugares, moldando comportamentos e inspirando lideranças. “Ao trazer a análise dos processos revolucionários para a sala de aula, o docente ajuda os alunos a compreender como se organizam os grupos da sociedade. É o momento para entender como as ideias são construídas e colocadas em prática”, explica Sherol dos Santos, mestre em História da rede estadual do Rio Grande do Sul.

A Revolução Francesa, a Revolução Cubana ou os processos de independência nas Américas são fatos históricos com diversos registros e muitas análises. Ao se apoiar em conteúdos para debater com os alunos, os docentes devem se preocupar com as fontes utilizadas. Isso significa que os materiais de estudo precisam ser confiáveis e adequados ao nível de conhecimento da turma. Aqui entra um alerta, inclusive, para as notícias falsas, as fake news, já que boa parte desse conteúdo tem como objetivo distorcer ou disseminar inverdades relacionadas a fatos históricos.

Outro ponto importante é que os alunos saibam que um acontecimento histórico pode ser analisado por mais de um ponto de vista. “Há uma metodologia científica por trás do registro de uma revolução ou de um golpe, assim como há um jeito correto, um método ideal, para construir conhecimento a partir de sua análise. É isso que deve ser trabalhado com o aluno”, diz Sherol.

A professora ainda lembra que é importante evitar heroísmos ou personificar movimentos. Isso significa trabalhar com os alunos o contexto de um acontecimento. As pessoas que hoje dão a cara para uma determinada revolução não agiram sozinhas. “É muito simples explicar o Nazismo a partir da ótica de Hitler. O aluno precisa compreender que esse foi um fenômeno político, com um embasamento racista, historicamente localizado e que teve o apoio de outras lideranças”, argumenta.

NOVA ESCOLA preparou uma lista com planos de aula que discutem processos revolucionários. Você vai encontrar uma série de referências para aprofundar seus conhecimentos e trabalhar as temáticas com a sua turma. Todos os planos contam com sugestões de adaptação para o ensino remoto.

A Revolução Russa e o conceito de revolução
Indicado para: 8º ano, História
Os materiais dessa aula trazem referências para discutir o conceito de revolução analisando a experiência histórica da Revolução Russa, ocorrida em 1917. Promova momentos de reflexão com os alunos a partir da leitura de alguns textos ou de vídeos e documentários. A partir de ferramentas como Google Meet, Zoom ou WhatsApp, os alunos podem trabalhar em duplas e debater os fatos que levaram à revolução e suas consequências.

Insatisfações dos três Estados no início da Revolução francesa
Indicado para: 8º ano, História
Aqui, o objetivo é que os alunos identifiquem quais eram as demandas sociais e políticas existentes na sociedade francesa do século 18 que levaram o país a uma revolução. Você pode abordar a organização estrutural da França durante o Antigo Regime, auxiliando os alunos a refletirem sobre as desigualdades sociais e políticas daquele país. Nas sugestões para adaptação ao ensino remoto, você encontra indicações para trabalhar fontes de pesquisa com a turma.

Revolução Gloriosa: símbolos que colocam limites no poder real
Indicado para: 8º ano, História
Qual foi o poder simbólico exercido pelo Parlamento inglês durante a revolução? Quais eram as relações entre o poder religioso e o poder monárquico? Aproveite os aspectos simbólicos da sociedade inglesa para discutir as mudanças sofridas pelo país, que foi uma monarquia absoluta, viveu um período republicano e se tornou uma monarquia constitucional no século 17. Você pode indicar leituras e vídeos que os alunos poderão assistir e depois debater em grupos via ferramentas de comunicação. 

Revoluções inglesas: entendendo o papel do rei
Indicado para: 8º ano, História
Ainda sobre a Inglaterra, essa aula explora o papel da figura central da realeza nos momentos mais importantes do país posteriores à Revolução Gloriosa. Divida os alunos em duplas ou trios e indique a leitura dos textos sugeridos nesse material. Eles poderão se comunicar usando uma ferramenta de vídeo chamada (Hangout, Messenger, WhatsApp, Google Meet, Zoom etc). É possível complementar as leituras com a indicação de vídeos no YouTube.

A formação de alianças: a Primeira Guerra bate à porta
Indicado para: 9º ano, História
Esse é o momento de analisar quais foram as condições que dividiram parte do mundo e culminaram na Primeira Guerra Mundial. Discuta com a turma quais eram os objetivos políticos dos blocos Tríplice Aliança, formada por Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália, e a Tríplice Entente, constituída por França, Rússia e Grã-Bretanha. Você pode compartilhar textos, vídeos e links no Google Drive e promover os debates pelas ferramentas de comunicação. Saiba mais em #NovaEscolaEmCasa.

O Fascismo e suas faces
Indicado para: 9º ano, História
Muito discutido hoje em dia, o fascismo é o tema dessa aula, que traz referências de leituras que ajudam a reconhecer as características dessa ideologia, nascida na Itália. Entre as atividades, você pode pedir aos alunos para analisar fotos de Benito Mussolini .Com os alunos em casa, você pode aproveitar a aula via chamada de vídeo para analisarem juntos a letra da música “Toda forma de poder”, composição de Humberto Gessinger. 

Che Guevara e a Revolução Cubana
Indicado para: 9º ano, História
Esse plano de aula explora as tensões existentes entre Cuba e os Estados Unidos que levaram à Revolução Cubana, concluída em 1959. Os jovens vão entender como o argentino Che Guevara se tornou símbolo do movimento no imaginário social daquele país e no mundo.

A Revolução Chinesa
Indicado para: 9º ano, História
País cheio de histórias e curiosidades, a China é analisada por outro ângulo neste plano de aula: o contexto da revolução comunista chinesa. A partir das referências propostas no material, peça para que os criem uma história em quadrinhos sobre esse momento histórico do país. Saiba como realizar a atividade adaptada ao ensino remoto em #NovaEscolaEmCasa e use ferramentas digitais como WhatsApp, Google Drive e Zoom para articular com os alunos a produção dessa atividade. 

A independência no Haiti e as rebeliões de escravizados no Brasil
Indicado para: 8º ano, História
O foco está nos processos de independência nas Américas. Esse plano ajudará os alunos a entender os reflexos da Revolta de São Domingos, que levou à eliminação da escravidão e à independência do Haiti. Essa aula conta também com referências que analisam os impactos deste importante momento histórico haitiano nas revoltas de escravizados no Brasil. 

Conjuração Baiana e suas relações com a Revolução Francesa
Indicado para: 8º ano, História
Também conhecido como Revoltado dos Búzios, o movimento, ocorrido na então Capitania da Bahia, reivindicava entre outros pontos a emancipação do Brasil do domínio português e o fim da escravidão. Você pode indicar leituras e promover debates em grupo para que os alunos identifiquem quais foram os grupos sociais envolvidos na Conjuração Baiana e a sua relação com a Revolução Francesa. 

A Revolta da Armada
Indicado para: 9º ano, História
O regime republicano brasileiro foi alvo de uma série de movimentos que desafiaram a vigência do poder constituído, entre eles a Revolta Armada, em 1893. Através da análise de imagens e textos, a proposta é investigar as principais características dessa revolta. Antes de os alunos começarem as atividades em casa, faça uma vídeo chamada para contextualizar a aula e aguçar a curiosidade dos jovens.

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