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Plano de aula > Língua Portuguesa > 5º ano > Produção de textos

Plano de aula - Revisão da produção escrita de um desfecho para um conto popular afro-brasileiro

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 5º ano do Ensino Fundamental sobre revisar a produção escrita com o professor e reescrever, depois das orientações, em folha específica, o final do conto para publicar em um mural interativo.

Plano 15 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Fabiana Júlia de Araújo Tenório

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é décima quinta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Contos populares afro-brasileiros/Contos e no campo de atuação Artístico-literário / Vida cotidiana / Todos os campos. A aula faz parte do módulo de produção de texto.

Materiais necessários: Folha final de produção, mural interativo, fita adesiva ou outro material utilizado para expor os textos no mural, canetinhas ou adesivos para a votação.

Informações sobre o gênero: Os contos populares são textos narrativos carregados do imaginário popular. Através deles, cada comunidade transmite valores, crenças e saberes. O conto, como experiência literária, mantém uma certa fidelidade aos contos populares, mas é aberto às inovações dos autores. Constitui-se como histórias curtas, tendo como característica a concisão. (MARIA, 2004) Já os contos afro-brasileiros têm, além dessas, características próprias da literatura afro-brasileira e não podem prescindir da afrodescendência através de uma voz autoral, um tema, uma linguagem, um público-alvo e um lugar de enunciação (DUARTE, 2010).

Dificuldades antecipadas: Este plano abordará conhecimentos sobre tipos de discurso, verbos dicendi, além de alguns elementos da narrativa; isso pode ser uma dificuldade, caso os alunos ainda não tenham estudado esses aspectos linguísticos. Além disso, a proposta de formação de duplas para a realização do trabalho pode necessitar de ajustes quando a sala de aula possuir um total de alunos ímpar.

Referências sobre o assunto:

CASSANY, D. Decálogo didáctico de la enseñanza de la composición. Glosas Didacticas, n. 4., enero, 2001. [Universitat Pompeu Fabra], disponível em: http://red.ilce.edu.mx/20aniversario/componentes/proyec_colab/2006/cosas/cosas_oto2006/decalogo_didactico.pdf. Acesso em: 03/12/2018.

DUARTE, Eduardo de Assis. Por um conceito de literatura afro-brasileira. Terceira Margem, Rio de Janeiro, n. 23, p. 113-138, 2010, disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/10953/8012. Acesso em: 25/10/2018.

LEAL, T. F.; LUZ, P. S. da. Produção de textos narrativos em pares: reflexões sobre o processo de interação. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.27, n.1, p. 27-45, jan./jun. 2001, disponível em: http://www.revistas.usp.br/ep/article/view/27852/29624. Acesso em: 28/11/2018.

LEAL, T. F.; BRANDÃO, A. C. P. (orgs). Produção de Textos na Escola: reflexões e práticas no ensino fundamental. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, disponível em: http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/15.pdf. Acesso em: 05/12/2018.

NÓBREGA, Maria José de. Redigindo textos, assimilando a palavra do outro. Revista Acadêmica de Educação do Ise Vera Cruz, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 22-34, 2011, disponível em: http://site.veracruz.edu.br/instituto/revistaveras/index.php/revistaveras/article/view/3/2. Acesso em: 28/11/2018.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Este módulo tem como finalidade produzir um novo final para um conto afro-brasileiro e divulgá-lo em um mural interativo, cujo objetivo será o de que outros alunos leiam os textos escritos e selecionem, dentre eles, o que mais lhes agrada.
  • Apresente a proposta da aula: as duplas irão trocar seus finais com os colegas para que os textos recebam outro olhar. Em seguida, receberão seus próprios finais para revisar e editar. Após essa etapa, os alunos escreverão a versão final corrigida em uma folha específica e organizarão a exposição no mural interativo.
  • Essa proposta (expor sua produção textual no mural para participar de um concurso) deve ser uma motivação para a escrita e para revisão do texto. Conforme BRANDÃO (2007), os alunos precisam ter um propósito, um motivo para reescrever os textos e produzir uma versão mais elaborada do mesmo: “Na verdade, um professor sabe que seria impossível revisar todos os escritos produzidos em sala de aula, e sendo assim, cabe restringir esse trabalho a certas produções em que o esforço de reler e revisar o texto tenha maior significado na situação comunicativa proposta. Por exemplo, um texto destinado a leitores reais, ausentes do contexto em que este foi gerado ou um texto que circulará fora da sala de aula, num cartaz, caracterizam situações em que a necessidade de produzir uma escrita clara e suficientemente informativa é mais evidente. Em suma, é preciso ter razão para começar a escrever e razão para revisar, produzindo versões reelaboradas!” (BRANDÃO, 2007: 130-131).

Materiais complementares:

Fonte: BRANDÃO, A. C. P. A revisão textual na sala de aula: reflexão e possibilidades de ensino. In: LEAL, T. F.; BRANDÃO, A. C. P. (orgs). Produção de textos na escola: reflexões e práticas no ensino fundamental. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, disponível em: http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/15.pdf. Acesso em: 11/12/2018.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos

Orientações:

  • Oriente os alunos a formarem novamente as duplas que produziram o texto na Aula 14.
  • Leia novamente o conto até a parte em que eles produziriam o seu final, a fim de relembrar a história.
  • Distribua os finais produzidos na aula anterior de forma que ninguém receba seu próprio texto. Considere um tempo de 5 minutos para que as duplas leiam e preparem um comentário oral sobre o que acharam do texto lido, do ponto de vista da coerência: O final combina com a história original? O final ficou interessante? O final apresenta uma moral ou ensinamento? Considerando o público leitor, ao ler o final é possível entender, de maneira clara, a moral do texto?
  • Essa introdução à revisão possibilita, além de outras, três habilidades especialmente importantes: a primeira é a habilidade de identificar se um fragmento de texto é coerente com o restante da história. Fazer isso com o texto de outra dupla pode favorecer o olhar crítico para seu próprio texto. Nesse aspecto, Brandão (2007) alerta para o fato de que a coerência é um elemento fundamental na construção do texto e, portanto, deve ser inicialmente revisada em qualquer situação didática. A segunda habilidade, não menos importante, é a de perceber as características do gênero que nos dispomos a escrever. No caso desse módulo, os alunos produziram outro final para um conto popular afro-brasileiro. Assim, é importante que eles atentem para o fato de que, ao final de um conto popular, temos uma moral ou um ensinamento que carrega valores de uma comunidade e são passados de geração para geração através da contação de histórias. E a terceira habilidade é de reconhecer se o texto está adequado ao interlocutor pretendido e se atende às finalidades de produção (BRANDÃO, 2007). Nesse caso, temos os alunos de outras turmas como interlocutores. E, por isso, é fundamental que esse outro olhar não venha inicialmente do professor, mas dos colegas que representam esses interlocutores.
  • Devolva cada texto para sua respectiva dupla de escritores e peça para que as duplas falem rapidamente o que acharam do final que analisaram baseados nas três perguntas apresentadas no slide. Essa etapa não deve ser longa, pois a intenção é apenas que os colegas tenham esse outro olhar sobre as produções.

Materiais Complementares:

Fonte: BRANDÃO, A. C. P. A revisão textual na sala de aula: reflexão e possibilidades de ensino. In: LEAL, T. F.; BRANDÃO, A. C. P. (orgs). Produção de textos na escola: reflexões e práticas no ensino fundamental. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, disponível em: http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/15.pdf. Acesso em: 11/12/2018.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • Oriente agora cada dupla a retomar o seu texto e fazer a revisão, observando os aspectos que estão na Ficha de revisão; considere um tempo de 10 minutos para o preenchimento da ficha - parte 1. Durante essa atividade, os alunos retomarão os aspectos trabalhados durante a sequência de atividades. Deve-se chamar a atenção dos alunos para que analisem os elementos que constituem o gênero conto popular, como o enredo, o cenário, os personagens e o ponto de vista, sempre partindo da análise da história original e da necessidade de coerência do final que eles produziram em relação à história. No âmbito da normatização, os alunos devem perceber as especificidades de escrever em discurso direto ou indireto, como o uso de verbos no passado e dos verbos dicendi, pontuação (dois pontos e travessões) e paragrafação correta. Caso o professor não tenha utilizado as aulas anteriores (Aula 4, Aula 5, Aula 8), é importante que os alunos conheçam esses aspectos antes da revisão de texto.
  • Oriente os alunos a reescreverem as partes que apresentaram algum problema, alguma lacuna ou, até mesmo, algum erro ortográfico. Considere 20 minutos para essa reescrita - parte 2 (Como os alunos deverão elaborar apenas o final do texto, o tempo deve ser suficiente; caso não seja, estenda de acordo com sua disponibilidade e acompanhe de perto as duplas). Observe se os alunos apresentam dificuldades em concordar com o colega da dupla em relação às mudanças a serem realizadas ou se estão com dificuldades em compreender como fazer a reescrita. Acompanhe, fale, demonstre através de exemplos. Mostre, como leitor experiente, o que entendeu do texto deles e o que não entendeu; elabore um raciocínio em voz alta e leve-os a refletirem sobre sua própria escrita (CASSANY, 2001). Outro aspecto importante a ser considerado é compreender que, em um processo de autoria (embora usem o texto original como modelo, os alunos criarão o seu próprio final), o professor poderá se deparar com as dificuldades reais que o aluno evidenciará ao escrever sozinho (fato que já foi comprovado em análises de textos infantis - NÓBREGA, 2011). Esse exercício de autoria é uma atividade bem mais complexa, como diz a referida autora. O papel do professor é, então, orientar e ajudar na reescrita, demonstrando como um escritor experiente faz essa tarefa de revisão (CASSANY, 2001).

Materiais complementares:

CASSANY, D. Decálogo didáctico de la enseñanza de la composición. Glosas Didacticas, n. 4., enero, 2001. [Universitat Pompeu Fabra], disponível em: http://red.ilce.edu.mx/20aniversario/componentes/proyec_colab/2006/cosas/cosas_oto2006/decalogo_didactico.pdf. Acesso em: 03/12/2018.

NÓBREGA, Maria José de. Redigindo textos, assimilando a palavra do outro. Revista Acadêmica de Educação do Ise Vera Cruz, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 22-34, 2011, disponível em: http://site.veracruz.edu.br/instituto/revistaveras/index.php/revistaveras/article/view/3/2. Acesso em: 28/11/2018.

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Parabenize as duplas pelo trabalho realizado e oriente os alunos para a atividade de casa:
  • Peça aos alunos que realizem a última leitura, depois do texto revisado.
  • Peça que eles escrevam a versão final na folha indicada, para que esta seja afixada no mural interativo. Sendo a edição feita em casa ou na escola, em uma próxima aula, oriente os alunos com relação à formatação: Todos devem escrever com caneta preta, na folha indicada; a letra deve ser de um tamanho que possibilite a visualização no mural. Além disso, oriente os alunos sobre a necessidade de tomar cuidado com a paragrafação correta, principalmente nos discursos diretos. Essa diagramação única tem como objetivo uniformizar ao máximo para que, por um lado, todas as duplas tenham a mesma oportunidade na concorrência e, por outro, os alunos que lerão e escolherão um dos finais tenham mais facilidade na visualização dos textos.

Como o tempo dessa aula é insuficiente para o trabalho de revisão e organização do mural interativo, é de fundamental importância que, em outra aula, você, junto com os alunos, conclua essa proposta afixando os finais no mural interativo preparado na aula 13 e encaminhando a realização da votação e apuração dos votos, pois “escrever constitui (...) um modo de interação social entre as pessoas. Quem escreve, escreve sabendo para quê e para quem está escrevendo, isto é, tem sempre uma finalidade e um interlocutor (...) Desse modo, na escrita de um texto, é necessário que se tenha não somente o que escrever, mas também para que e para quem escrever (GERALDI, 1997). Essas informações servirão, então, para orientar tanto a escolha do gênero de texto como a dos recursos lingüísticos a serem adotados. Em outros termos, o escritor selecionará o gênero e os recursos lingüísticos mais adequados ao(s) objetivo(s) e ao(s) interlocutor(es) visados.” (SILVA e MELO, 2007: 30-31).

Caso não tenha acessado as aulas anteriores a essa:

  • Faça um mural que contenha a história “O cachorro e a boa menina”, sem o final; depois, cole os finais produzidos, enumere-os (para facilitar a votação) e deixe um espaço para colar a versão escolhida pelos outros alunos.
  • Convide duas professoras da escola - 4º ou 3º ano - para a visitação, leitura e escolha do final mais interessante. As duplas que produziram os finais devem revezar, acompanhando esse processo.
  • Apure a votação e divulgue o resultado com uma premiação, que pode ser um livro de contos afro-brasileiros ou um brinde disponível na escola.

Materiais complementares:

SILVA, Alexsandro e MELO, Kátia Leal R. de. Produção de textos: Uma atividade social e cognitiva. In: LEAL, T. F.; BRANDÃO, A. C. P. (orgs). Produção de Textos na Escola: reflexões e práticas no ensino fundamental. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, disponível em: http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/15.pdf. Acesso em: 05/12/2018.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é décima quinta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Contos populares afro-brasileiros/Contos e no campo de atuação Artístico-literário / Vida cotidiana / Todos os campos. A aula faz parte do módulo de produção de texto.

Materiais necessários: Folha final de produção, mural interativo, fita adesiva ou outro material utilizado para expor os textos no mural, canetinhas ou adesivos para a votação.

Informações sobre o gênero: Os contos populares são textos narrativos carregados do imaginário popular. Através deles, cada comunidade transmite valores, crenças e saberes. O conto, como experiência literária, mantém uma certa fidelidade aos contos populares, mas é aberto às inovações dos autores. Constitui-se como histórias curtas, tendo como característica a concisão. (MARIA, 2004) Já os contos afro-brasileiros têm, além dessas, características próprias da literatura afro-brasileira e não podem prescindir da afrodescendência através de uma voz autoral, um tema, uma linguagem, um público-alvo e um lugar de enunciação (DUARTE, 2010).

Dificuldades antecipadas: Este plano abordará conhecimentos sobre tipos de discurso, verbos dicendi, além de alguns elementos da narrativa; isso pode ser uma dificuldade, caso os alunos ainda não tenham estudado esses aspectos linguísticos. Além disso, a proposta de formação de duplas para a realização do trabalho pode necessitar de ajustes quando a sala de aula possuir um total de alunos ímpar.

Referências sobre o assunto:

CASSANY, D. Decálogo didáctico de la enseñanza de la composición. Glosas Didacticas, n. 4., enero, 2001. [Universitat Pompeu Fabra], disponível em: http://red.ilce.edu.mx/20aniversario/componentes/proyec_colab/2006/cosas/cosas_oto2006/decalogo_didactico.pdf. Acesso em: 03/12/2018.

DUARTE, Eduardo de Assis. Por um conceito de literatura afro-brasileira. Terceira Margem, Rio de Janeiro, n. 23, p. 113-138, 2010, disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/10953/8012. Acesso em: 25/10/2018.

LEAL, T. F.; LUZ, P. S. da. Produção de textos narrativos em pares: reflexões sobre o processo de interação. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.27, n.1, p. 27-45, jan./jun. 2001, disponível em: http://www.revistas.usp.br/ep/article/view/27852/29624. Acesso em: 28/11/2018.

LEAL, T. F.; BRANDÃO, A. C. P. (orgs). Produção de Textos na Escola: reflexões e práticas no ensino fundamental. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, disponível em: http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/15.pdf. Acesso em: 05/12/2018.

NÓBREGA, Maria José de. Redigindo textos, assimilando a palavra do outro. Revista Acadêmica de Educação do Ise Vera Cruz, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 22-34, 2011, disponível em: http://site.veracruz.edu.br/instituto/revistaveras/index.php/revistaveras/article/view/3/2. Acesso em: 28/11/2018.

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Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Este módulo tem como finalidade produzir um novo final para um conto afro-brasileiro e divulgá-lo em um mural interativo, cujo objetivo será o de que outros alunos leiam os textos escritos e selecionem, dentre eles, o que mais lhes agrada.
  • Apresente a proposta da aula: as duplas irão trocar seus finais com os colegas para que os textos recebam outro olhar. Em seguida, receberão seus próprios finais para revisar e editar. Após essa etapa, os alunos escreverão a versão final corrigida em uma folha específica e organizarão a exposição no mural interativo.
  • Essa proposta (expor sua produção textual no mural para participar de um concurso) deve ser uma motivação para a escrita e para revisão do texto. Conforme BRANDÃO (2007), os alunos precisam ter um propósito, um motivo para reescrever os textos e produzir uma versão mais elaborada do mesmo: “Na verdade, um professor sabe que seria impossível revisar todos os escritos produzidos em sala de aula, e sendo assim, cabe restringir esse trabalho a certas produções em que o esforço de reler e revisar o texto tenha maior significado na situação comunicativa proposta. Por exemplo, um texto destinado a leitores reais, ausentes do contexto em que este foi gerado ou um texto que circulará fora da sala de aula, num cartaz, caracterizam situações em que a necessidade de produzir uma escrita clara e suficientemente informativa é mais evidente. Em suma, é preciso ter razão para começar a escrever e razão para revisar, produzindo versões reelaboradas!” (BRANDÃO, 2007: 130-131).

Materiais complementares:

Fonte: BRANDÃO, A. C. P. A revisão textual na sala de aula: reflexão e possibilidades de ensino. In: LEAL, T. F.; BRANDÃO, A. C. P. (orgs). Produção de textos na escola: reflexões e práticas no ensino fundamental. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, disponível em: http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/15.pdf. Acesso em: 11/12/2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos

Orientações:

  • Oriente os alunos a formarem novamente as duplas que produziram o texto na Aula 14.
  • Leia novamente o conto até a parte em que eles produziriam o seu final, a fim de relembrar a história.
  • Distribua os finais produzidos na aula anterior de forma que ninguém receba seu próprio texto. Considere um tempo de 5 minutos para que as duplas leiam e preparem um comentário oral sobre o que acharam do texto lido, do ponto de vista da coerência: O final combina com a história original? O final ficou interessante? O final apresenta uma moral ou ensinamento? Considerando o público leitor, ao ler o final é possível entender, de maneira clara, a moral do texto?
  • Essa introdução à revisão possibilita, além de outras, três habilidades especialmente importantes: a primeira é a habilidade de identificar se um fragmento de texto é coerente com o restante da história. Fazer isso com o texto de outra dupla pode favorecer o olhar crítico para seu próprio texto. Nesse aspecto, Brandão (2007) alerta para o fato de que a coerência é um elemento fundamental na construção do texto e, portanto, deve ser inicialmente revisada em qualquer situação didática. A segunda habilidade, não menos importante, é a de perceber as características do gênero que nos dispomos a escrever. No caso desse módulo, os alunos produziram outro final para um conto popular afro-brasileiro. Assim, é importante que eles atentem para o fato de que, ao final de um conto popular, temos uma moral ou um ensinamento que carrega valores de uma comunidade e são passados de geração para geração através da contação de histórias. E a terceira habilidade é de reconhecer se o texto está adequado ao interlocutor pretendido e se atende às finalidades de produção (BRANDÃO, 2007). Nesse caso, temos os alunos de outras turmas como interlocutores. E, por isso, é fundamental que esse outro olhar não venha inicialmente do professor, mas dos colegas que representam esses interlocutores.
  • Devolva cada texto para sua respectiva dupla de escritores e peça para que as duplas falem rapidamente o que acharam do final que analisaram baseados nas três perguntas apresentadas no slide. Essa etapa não deve ser longa, pois a intenção é apenas que os colegas tenham esse outro olhar sobre as produções.

Materiais Complementares:

Fonte: BRANDÃO, A. C. P. A revisão textual na sala de aula: reflexão e possibilidades de ensino. In: LEAL, T. F.; BRANDÃO, A. C. P. (orgs). Produção de textos na escola: reflexões e práticas no ensino fundamental. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, disponível em: http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/15.pdf. Acesso em: 11/12/2018.

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Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • Oriente agora cada dupla a retomar o seu texto e fazer a revisão, observando os aspectos que estão na Ficha de revisão; considere um tempo de 10 minutos para o preenchimento da ficha - parte 1. Durante essa atividade, os alunos retomarão os aspectos trabalhados durante a sequência de atividades. Deve-se chamar a atenção dos alunos para que analisem os elementos que constituem o gênero conto popular, como o enredo, o cenário, os personagens e o ponto de vista, sempre partindo da análise da história original e da necessidade de coerência do final que eles produziram em relação à história. No âmbito da normatização, os alunos devem perceber as especificidades de escrever em discurso direto ou indireto, como o uso de verbos no passado e dos verbos dicendi, pontuação (dois pontos e travessões) e paragrafação correta. Caso o professor não tenha utilizado as aulas anteriores (Aula 4, Aula 5, Aula 8), é importante que os alunos conheçam esses aspectos antes da revisão de texto.
  • Oriente os alunos a reescreverem as partes que apresentaram algum problema, alguma lacuna ou, até mesmo, algum erro ortográfico. Considere 20 minutos para essa reescrita - parte 2 (Como os alunos deverão elaborar apenas o final do texto, o tempo deve ser suficiente; caso não seja, estenda de acordo com sua disponibilidade e acompanhe de perto as duplas). Observe se os alunos apresentam dificuldades em concordar com o colega da dupla em relação às mudanças a serem realizadas ou se estão com dificuldades em compreender como fazer a reescrita. Acompanhe, fale, demonstre através de exemplos. Mostre, como leitor experiente, o que entendeu do texto deles e o que não entendeu; elabore um raciocínio em voz alta e leve-os a refletirem sobre sua própria escrita (CASSANY, 2001). Outro aspecto importante a ser considerado é compreender que, em um processo de autoria (embora usem o texto original como modelo, os alunos criarão o seu próprio final), o professor poderá se deparar com as dificuldades reais que o aluno evidenciará ao escrever sozinho (fato que já foi comprovado em análises de textos infantis - NÓBREGA, 2011). Esse exercício de autoria é uma atividade bem mais complexa, como diz a referida autora. O papel do professor é, então, orientar e ajudar na reescrita, demonstrando como um escritor experiente faz essa tarefa de revisão (CASSANY, 2001).

Materiais complementares:

CASSANY, D. Decálogo didáctico de la enseñanza de la composición. Glosas Didacticas, n. 4., enero, 2001. [Universitat Pompeu Fabra], disponível em: http://red.ilce.edu.mx/20aniversario/componentes/proyec_colab/2006/cosas/cosas_oto2006/decalogo_didactico.pdf. Acesso em: 03/12/2018.

NÓBREGA, Maria José de. Redigindo textos, assimilando a palavra do outro. Revista Acadêmica de Educação do Ise Vera Cruz, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 22-34, 2011, disponível em: http://site.veracruz.edu.br/instituto/revistaveras/index.php/revistaveras/article/view/3/2. Acesso em: 28/11/2018.

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Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Parabenize as duplas pelo trabalho realizado e oriente os alunos para a atividade de casa:
  • Peça aos alunos que realizem a última leitura, depois do texto revisado.
  • Peça que eles escrevam a versão final na folha indicada, para que esta seja afixada no mural interativo. Sendo a edição feita em casa ou na escola, em uma próxima aula, oriente os alunos com relação à formatação: Todos devem escrever com caneta preta, na folha indicada; a letra deve ser de um tamanho que possibilite a visualização no mural. Além disso, oriente os alunos sobre a necessidade de tomar cuidado com a paragrafação correta, principalmente nos discursos diretos. Essa diagramação única tem como objetivo uniformizar ao máximo para que, por um lado, todas as duplas tenham a mesma oportunidade na concorrência e, por outro, os alunos que lerão e escolherão um dos finais tenham mais facilidade na visualização dos textos.

Como o tempo dessa aula é insuficiente para o trabalho de revisão e organização do mural interativo, é de fundamental importância que, em outra aula, você, junto com os alunos, conclua essa proposta afixando os finais no mural interativo preparado na aula 13 e encaminhando a realização da votação e apuração dos votos, pois “escrever constitui (...) um modo de interação social entre as pessoas. Quem escreve, escreve sabendo para quê e para quem está escrevendo, isto é, tem sempre uma finalidade e um interlocutor (...) Desse modo, na escrita de um texto, é necessário que se tenha não somente o que escrever, mas também para que e para quem escrever (GERALDI, 1997). Essas informações servirão, então, para orientar tanto a escolha do gênero de texto como a dos recursos lingüísticos a serem adotados. Em outros termos, o escritor selecionará o gênero e os recursos lingüísticos mais adequados ao(s) objetivo(s) e ao(s) interlocutor(es) visados.” (SILVA e MELO, 2007: 30-31).

Caso não tenha acessado as aulas anteriores a essa:

  • Faça um mural que contenha a história “O cachorro e a boa menina”, sem o final; depois, cole os finais produzidos, enumere-os (para facilitar a votação) e deixe um espaço para colar a versão escolhida pelos outros alunos.
  • Convide duas professoras da escola - 4º ou 3º ano - para a visitação, leitura e escolha do final mais interessante. As duplas que produziram os finais devem revezar, acompanhando esse processo.
  • Apure a votação e divulgue o resultado com uma premiação, que pode ser um livro de contos afro-brasileiros ou um brinde disponível na escola.

Materiais complementares:

SILVA, Alexsandro e MELO, Kátia Leal R. de. Produção de textos: Uma atividade social e cognitiva. In: LEAL, T. F.; BRANDÃO, A. C. P. (orgs). Produção de Textos na Escola: reflexões e práticas no ensino fundamental. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, disponível em: http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/15.pdf. Acesso em: 05/12/2018.

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