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Pré Escola / Educação Infantil / Crianças pequenas (4 anos a 6 anos e 2 meses)

Atividade - Jogo de origem indígena

Nesta atividade, os pequenos vão experimentar uma brincadeira de origem índigena.

Atividade alinhada à BNCC: • POR: Fernanda Silvia Lionese

O que fazer antes?

Contextos prévios:

Esta é uma proposta de ampliação de repertório que apresenta um jogo originário de uma comunidade indígena brasileira. É importante que você pesquise antes sobre este povo, conhecido como índios gigantes, os Panará. Se aproprie de informações sobre sua cultura, tradições, língua, educação, região em que vivem e história de resistência. Você pode usar como referência para a pesquisa os seguintes sites: http://territoriodobrincar.com.br/territorio-do-brincar-na-midia/dia-do-indio-videos-revelam-a-infancia-e-o-brincar-na-comunidade-indigena-panara/

https://panara.socioambiental.org/ .

Organize na sala um painel com imagens impressas da Aldeia Nasêpotiti, do povo indígena Panará e também a sequência de fotos das crianças jogando a brincadeira da onça (http://territoriodobrincar.com.br/brincadeiras/brincadeira-da-onca-2/) . Coloque legendas nas imagens. O painel deve ser fixado na altura do plano de visão das crianças, garantindo uma boa exploração das gravuras e textos. Quando as crianças entrarem na sala e começarem a interagir com o painel, observe e registre as expressões, falas, debates e curiosidades que surgirem. Os registros irão nortear a conversa inicial com a turma na atividade.

Materiais:

Material impresso sobre Aldeia Nasêpotiti, Comunidade Indígena Panará (imagens e texto), incluindo sequência de fotos das crianças jogando a brincadeira da onça. Coloque as gravuras e os textos em um painel já existente na sala ou organize em forma de cartaz ou varal. Regras do jogo impressas. Livros sobre diferentes culturas indígenas, lendas, contos e livros informativos. Livros sobre animais da fauna do Brasil, histórias, enciclopédias e atlas. Para esta faixa etária, é muito importante que os livros tenham muitas gravuras, pois elas guiarão a leitura e as hipóteses das crianças.

Espaços:

Planeje que esta atividade ocorra em dois espaços distintos, iniciando na sala de atividades e passando à área externa, que pode ser um pátio, gramado ou uma quadra. Em seguida, a atividade deve ser encerrada na sala.

Organize na sala o painel, conforme descrito no item Contextos Prévios. Quando a turma retornar à este espaço no final da atividade, disponha os livros sobre bancadas, estantes ou mesas. Envolva as crianças nesta organização.

Tempo sugerido:

Aproximadamente uma hora e meia.

Perguntas para guiar suas observações:

1. Quais imagens do painel chamam a atenção das crianças? Elas se mostram curiosas em conhecer uma cultura diferente? Como demonstram isso?

2. Como se movimentam durante o jogo? Demonstram equilíbrio, agilidade e controle dos movimentos corporais? Que estratégias individuais e coletivas desenvolvem?

3. Que critérios as crianças utilizam para selecionar os livros? Elas compartilham as leituras ou lêem individualmente? Realizam a leitura das imagens e extraem informações, criam hipóteses ou folheiam rapidamente?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança ou do grupo. Durante a observação e conversa sobre as fotos, peça que as crianças façam oralmente a descrição detalhada das imagens. Converse com elas encontrando maneiras de garantir a participação de todas na hora de jogar. Na atividade de leitura e pesquisa em livros, estimule o apoio entre os pequenos e oferte livros táteis.

O que fazer durante?

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1

Na sala, convide o grande grupo para sentar em roda com você, se possível, próximo ao painel. Diga que gostaria de conversar sobre as imagens e saber a opinião sobre o que observaram. Enriqueça o diálogo e a troca, mencionando falas e expressões da sua observação durante a interação com o painel. Envolva as crianças na conversa, perguntando de onde acham que são as fotos, onde fica aquela comunidade, o que chamou mais a atenção, como será a vida e a rotina daquelas pessoas.

Possíveis falas do professor neste momento: Eu percebi que algumas crianças ficaram muito interessadas nas fotos que coloquei em nosso mural na sala. Gostaria que compartilhassem com a gente o que observaram. Vi que você fez uma expressão de surpresa quando viu uma das fotos. O que te deixou assim?


2

Mostre para o grupo as fotos da sequência das crianças da aldeia jogando a brincadeira da onça. Pergunte o que acham que elas estão fazendo. Provavelmente os pequenos perceberão que se trata de um jogo. Incentive a participação, questionando como acham que se joga e quais as regras. Valorize as hipóteses das crianças e diga que, para ver se estão acertando nas suposições sobre o jogo, você vai ler as regras impressas que trouxe.

Leia as regras para a turma e converse sobre as hipóteses levantadas. Problematize sobre os personagens do jogo. Por que as crianças da Aldeia Nasêpotiti criaram um jogo envolvendo onça, porcos e pássaros e não outros animais? Certamente as crianças contarão o que sabem sobre a onça como predadora, caçando animais. Algumas podem citar a vida do índio mais próxima da natureza e destes animais. Proponha que as crianças expressem corporalmente os movimentos da onça, do porco e do pássaro. Desloquem-se para o espaço externo, onde realizarão o jogo.


3

Na área externa, convide a turma a retornar para a roda no grande grupo. Pergunte o que precisam fazer para jogar a Brincadeira da Onça. Com o apoio das regras, envolva as crianças nas decisões que serão tomadas: onde ficará posicionada a fila de porcos, onde será o local do pássaro pekã, de onde a onça partirá, quem fará o papel de onça, pássaro e quem serão os porcos.

Muitas crianças podem querer ser a onça ou o pássaro ao mesmo tempo. Diante de tal situação, inclua a turma na busca de uma solução.


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Convide todos a tomarem suas posições para o início. Caso alguma criança não deseje participar, ofereça opções, como conversar com as crianças que já foram pegas pela onça ou ajudar no registro fotográfico. É importante deixar claro que ela poderá entrar na brincadeira depois, se desejar.

É hora da vivência do jogo. Observe as crianças enquanto jogam e veja se todas compreenderam seus papéis e as regras do jogo. Caso seja necessário, dê orientação individual a quem estiver precisando. Os jogos de regras envolvem aspectos físicos, emocionais, cognitivos e sociais. Atente-se às respostas das crianças aos diversos desafios. Estão todos atentos ao aviso do pássaro? As outras crianças se mostram solidárias e cooperam, avisando a chegada da onça? Que estratégias desenvolvem individualmente? As crianças que fazem o papel de porcos interagem, combinando estratégias? Elas se apoiam? Quem é capturado pela onça se mostra chateado? Estas observações devem guiar suas intervenções, que podem ser individuais ou coletivas, dependendo da situação. Apoie as crianças na descoberta e percepção do seus corpos e sentimentos na brincadeira. Ofereça-se para jogar e experimente a brincadeira da onça, isso lhe trará percepções que auxiliarão em suas intervenções. Se as crianças desejarem, podem jogar novamente, pois na repetição aprimoram a brincadeira.

Possíveis falas do professor neste momento: Por que você acha que foi pego pela onça? Vamos observar como os colegas fazem pra gente ver como conseguem se movimentar sem serem pegos?


5

Observe o envolvimento e interesse do grupo. Quando perceber que o tempo de jogo já foi suficiente, encaminhe para a finalização. Antecipe às crianças que, ao retornarem à sala, terão um tempo de leitura e pesquisa em livros.


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Na sala, conte que você separou diversos livros para que possam pesquisar e conhecer mais a respeito dos assuntos conversados hoje. São livros que falam de culturas indígenas brasileiras e livros sobre animais da fauna brasileira.

Motive as crianças a escolher e folhear os livros, individualmente ou em pequenos grupos, como preferirem. Observe os interesses. Demonstre um comportamento leitor, escolhendo algum livro para ler também. Pode ser que algumas crianças se aproximem e perguntem o que você está lendo. Compartilhe com elas sua leitura. Circule pelos espaços e grupos e mostre interesse pelas descobertas e diálogos que estarão se desenvolvendo.

Possíveis falas do professor neste momento: Sobre o que vocês estão lendo? Descobriram algo interessante neste livro?


Para finalizar:

Quando as crianças estiverem dispersando da leitura, deixando os livros de lado para buscar outras atividades, comunique à turma que este momento está se encerrando e que deve colaborar na organização dos livros. Acomode os livros em local acessível e lembre as crianças que, havendo interesse, podem retomar a leitura.

Desdobramentos

Caso queira dar continuidade a esta proposta, escolha com as crianças alguns livros que despertaram mais interesse do grupo, para ler em um momento de leitura compartilhada. Proponha que joguem a brincadeira da onça outras vezes e que pesquisem outros jogos da cultura Panará. Para aprofundar e aproximar os conhecimentos sobre a cultura indígena do povo Panará, você pode organizar a projeção dos vídeos a seguir:

Projeto Território do Brincar - 3º região - Território Indígena Panará, Pará

Corrida de Tora - Território do Brincar 

Instigue as crianças a conhecerem outras culturas através dos jogos, organizando pesquisas de acordo com o interesse que apresentarem.

Engajando as famílias

É importante que a família acompanhe o que está sendo desenvolvido na escola, até mesmo para que o diálogo ocorra em casa. Você pode incentivar a turma a participar da escrita de uma carta destinada às famílias, contando a respeito da experiência com o jogo e com a cultura do povo Panará.


Este plano de atividade foi elaborado pelo Time de Autores NOVA ESCOLA

Autor:  Fernanda Silvia Lionese

Mentor: Wildes Gomes de Campos

Especialista do subgrupo etário: Mônica Samia

Campos de Experiência:  O Eu, o outro e o nós. Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação. Corpo, gestos e movimentos.

Objetivos e códigos da Base:

(EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.

(EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso do corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades.

(EI03EF03) Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações tentando identificar palavras conhecidas.

Abordagem didática: As brincadeiras que envolvem jogos potencializam as aprendizagens da criança porque permitem que elas se expressem corporalmente, desenvolvam e tomem consciência das capacidades motoras. Através delas, as crianças ambém ampliam o repertório brincante, aprendem a conviver, seguir regras, lidar com vitórias e frustrações, fazer escolhas e pensar estrategicamente. Envolvidas em contextos lúdicos, os pequenos experimentam diversas situações desafiadoras que os impulsionam a explorar movimentos corporais com diferentes complexidades, buscar alternativas, cooperar e usar uma gama de conhecimentos de naturezas diversas.


Código: EDI3_07UND02

(EI03EF03) Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar palavras conhecidas.

(EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.

(EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades.

Apoiador Técnico


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