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Atividade - Experiências com caixas, cubos e dados

POR: Evandro Tortora 30/11/2018
Código: EDI2_29UND01

2º ano / Educação Infantil

Atividade alinhada à BNCC:

(EI02EO07) Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um adulto.

(EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.

Plano de atividade de Educação Infantil com atividades para Crianças bem pequenas sobre as características do cubo

Resumo

ilustracao

Nesta atividade, as crianças vão discutir sobre as particularidades de cubos e conhecerão os dados.

O que fazer antes?

Contextos prévios: Antes da atividade, propicie momentos em que as crianças possam fazer algumas manipulações e brincadeiras livres com cubos e dados, em cantos em que elas optem com o que brincar e onde brincar. Em um deles, permita que explorem os cubos e dados, como sugerido no passo 1, sob a sua observação. Siga as orientações dessa atividade normalmente, para que as crianças possam ampliar suas possibilidades de exploração desses objetos, porém, caso você julgue que elas já exploraram bastante cubos e dados num primeiro momento, siga direto ao passo 2 da atividade. Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles: Experiências e brincadeiras com cubos e dados.Brincadeiras com os dados coloridos durante a “Corrida dos Cones”Registrando, conhecendo e contando com dadosUtilizando e explorando dados nos jogos de percursoJogo com dados: “As sementes da melancia”

Materiais:

Caixas de diferentes tipos, como de eletrodomésticos (torradeira, liquidificador) ou de produtos como pasta de dente, sabonete, palitos de dente etc. Materiais para anotar suas observações. Dados numerados e cubos coloridos de diferentes tamanhos, cores e formatos, em quantidade suficiente para que as crianças possam fazer construções ao empilhá-los. Separe equipamento para registro fotográfico das construções das crianças. Caixas de gelatina, fita adesiva para uní-las e jornais para preenchimento das caixinhas.Caso sua escola não possua dados e cubos em quantidade suficiente, você pode organizar uma oficina de confecção de dados e cubos com as famílias e funcionários. Para isso, sugerimos a construção de dados utilizando caixas de gelatina ou caixas de leite. (priorize-os em tamanhos maiores e preencha as caixas com papel ou jornal, para facilitar a manipulação).

Espaços:Uma sala onde você possa montar cantos de brincadeiras de livre escolha, em que as crianças possam escolher livremente onde, com o que e com quem querem brincar. Montem os cantos com atividades já conhecidas pelas crianças e deixe como novidade um canto no chão com as caixas, cubos e dados.

Tempo sugerido:

No total, uma hora e 30 minutos, sendo, aproximadamente, 20 minutos para os cantos, 30 minutos para as explorações em roda e 30 minutos para a construção em grupo.

Perguntas para guiar suas observações:

1. Ao brincar com cubos e dados, as crianças identificam semelhanças e diferenças entre eles de que forma? Demonstram conhecer o uso de dados? Quais são os indícios desse conhecimento?

2. Como as crianças estão agindo nas interações com os colegas? Agem de forma colaborativa? Como ocorre essa colaboração?

3. Quais são as estratégias das crianças para resolver possíveis conflitos na construção coletiva com cubos e dados?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada criança ou do grupo. Deixe que elas façam as explorações dos cubos e dados, tocando e manipulando os objetos sem sua intervenção. Essas manipulações podem acontecer dentro da individualidade de cada criança: tocando com mãos, pés, rolando, empilhando etc. Disponha-os em vários tamanhos e observe como as crianças se interessam pelas explorações. Mantenha os espaços organizados para elas manipulem dados e cubos de acordo com seus interesses ao longo da rotina. Incentive as crianças a colaborar entre si na interação com os materiais.

O que fazer durante?

1

Encaminhe as crianças para as brincadeiras de livre escolha e deixe que brinquem nos cantos preparados. Dê atenção especial ao canto dos cubos e dados. Brinque com elas nesse canto e estabeleça um diálogo sobre o que acham desse material, deixando que façam explorações e que inventem brincadeiras com esses objetos.Convide as crianças para brincar e observe como interagem com os materiais e quais brincadeiras inventam. Brinque com elas e anote as observações que fazem ao explorar as caixas e suas propriedades . Após elas passarem pelo canto com cubos e dados, diga que irão brincar por mais cinco minutos e depois irão guardar os materiais para conversarem sobre os cubos no grande grupo, em roda.


2

Reúna as crianças em grande grupo, conte que observou a brincadeira de todos e que irão começar a desenvolver propostas divertidas sobre os materiais com os quais brincaram, mas antes irão fazer uma conversa. Mostre um cubo para elas e faça perguntas para as crianças com base nas suas anotações, a fim de proporcionar que compartilhem suas experiências nas explorações que tiveram em pequenos grupos. Use exemplos de objetos bastante diferentes destes, como por exemplo, uma bola para fazer comparações entre as particularidades dos cubos e dados. Possibilite que levantem hipóteses testando algumas ações com esses dois objetos e que elaspossam expor ideias e validar hipóteses.

Possíveis falas do professor neste momento: Faça comparações usando a bola, por exemplo: Será que o cubo é igual a bola? Eles são diferentes? Peça para que uma criança tente rolar o cubo para você e, após a diferença, pergunte à turma se o cubo rolou como uma bola ou não, se a bola tem cantos como o cubo etc. Incentive que façam essa exploração e proponha problematizações como: É possível empilhar bolas? E os cubos? Será que as bolas rolam? E os cubos?


3

Continue as explorações, mas agora mostre um cubo e um dado numerado. Pergunte para as crianças: Vocês percebem alguma diferença entre eles? Dê oportunidade para que elas manipulem dados e cubos nesse momento. Elas podem apontar as diferenças já sabendo que se trata de um dado, por suas experiências anteriores.No caso das crianças perceberem as marcas do dado, chame atenção para elas e propicie momentos de discussão, perguntando se sabem pra que servem as marcas e o que elas significam. Caso nenhuma crianças fale, diga que elas representam quantidades. Após as explorações entre cubos e dados, diga que elas poderão brincar novamente com esses materiais e, enquanto brincam, algumas crianças poderão te ajudar na construção de mais cubos usando caixas de gelatina.


4

Deixe que as crianças façam suas próprias construções e brinque com elas, sugerindo outras. Nesse momento, seja responsivo às brincadeiras, ampliando-as: por exemplo, se as crianças construírem pilhas, sugira que deixem a pilha ainda maior e que peçam ajuda de colegas para isso. Caso perceba algumas fazendo construções, ajude-as e faça comentários, incentivando as criações idealizadas por elas. Fique atento aos pequenos grupos que se formam e, caso tenham ideias em comum, sugira que façam construções em conjunto, como castelos de cubos, pilhas em sequência etc.Nesse momento, observe e registre como as crianças manipulam e fazem suas construções. Isso irá orientar suas falas nas discussões com elas.Fotografe as construções feitas por elas. Durante essas ações, propicie situações em que as crianças possam resolver pequenos conflitos, como usar os cubos em conjunto, colaborar entre si etc.


5

Enquanto as crianças estiverem envolvidas com as construções, convide algumas outras, formando pequenos grupos para encher as caixinhas de gelatina com jornal. Diga que num outro momento farão cubos usando esse material. Questione as crianças se elas sabem como fazer isso e deixem que elas façam tentativas de montar o cubo com as caixinhas. Pegue alguns cubos de caixas de gelatina e diga que juntos vão montar cubos semelhantes a eles. Comente que para isso você precisa de ajuda para encher as caixinhas com papel amassado. Mostre a elas que, sem o papel, a caixinha pode ser amassada facilmente e que o papel ajuda a deixá-la mais resistente e peça ajuda ao pequeno grupo para enchê-las. Conforme forem enchendo as caixas, convide-as para lacrá-las com fita adesiva e auxilie-as nessa ação, se necessário. Em seguida, parabenize as crianças e deixem que brinquem com as caixinhas e com os demais colegas. Chame outro pequeno grupo e repita as orientações.


Para finalizar:

Para finalizar, diga às crianças que poderão brincar com os cubos e dados por mais cinco minutos e irão guardá-los para fazer outra atividade em outro momento, incluindo os cubos que começaram a ser produzidos com a ajuda deles. Você pode lançar o desafio de que, coletivamente, entrem num acordo para decidirem um lugar para guardar todos esses cubos.

Desdobramentos

Repita a atividade convidando as crianças para replicarem algumas construções feitas por elas, que foram fotografadas por você. Imprima essas fotos e organize um painel no qual elas podem escolher quais construções querem replicar. Realize também uma oficina com elas para construir cubos com as caixas de gelatina e inclua regularmente cubos e dados em cantos de livre escolha, para as crianças poderem brincar com eles.

Engajando as famílias

Com as crianças, produza um texto explicando que vocês estão realizando brincadeiras e construções de cubos e dados e que precisam de ajuda das famílias. Organize por uma semana um espaço próximo à entrada da sala com caixas e papéis diversos (em especial jornal) para que as famílias possam, junto com os pequenos, preenchê-las com papel amassado, para serem utilizadas em oficinas, jogos e brincadeiras que envolvem cubos e dados. Depois de cubos e dados confeccionados, envie alguns deles para a casa das crianças e convide os pais para que façam construções lúdicas, que podem ser fotografadas, para serem apreciadas na escola.


Este plano de atividade foi elaborado pelo Time de Autores NOVA ESCOLA

Autor: Evandro Tortora

Mentor: Nilcileni Aparecida Ebani Brambilla

Especialista do subgrupo etário: Karina Rizek

Sugestão de idade: 3 anos.

Campos de Experiência:  Corpo, Gestos e Movimentos. O Eu o Outro e o Nós. Escuta, fala, pensamento e imaginação.

Objetivos e códigos da Base:

(EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais,
adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.
(EI02EO07) Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um adulto.

(EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.

Abordagem didática: Um dos objetivos da Educação Infantil é oferecer às crianças experiências significativas que permitam a construção e o aperfeiçoamento de procedimentos de contagem. Para isso, é preciso planejar atividades nas quais há necessidade de utilizar os números em diferentes contextos. Isso não significa apresentá-los um de cada vez, na ordem da sequência numérica, mas sim propor situações de interesse das crianças, em que o uso de procedimentos de contagem serve para resolver os problemas que surgem. A utilização de dados, por exemplo, deve ser ensinada de maneira contextualizada, privilegiando jogos e brincadeiras com regras simples.

Apoiador Técnico


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ATIVIDADE 01

Experiências com caixas, cubos e dados

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