Quatro experiências bem-sucedidas de sustentabilidade

Escolas públicas e particulares, grandes e pequenas encontram soluções para inserir a conscientização ambiental na sala de aula e no dia a dia da instituição

POR:
Larissa Darc

Reunidos em uma sala do Instituto Singularidades, em São Paulo, professores, gestores, estudantes de Pedagogia, ambientalistas e profissionais da área de Educação passaram uma tarde conhecendo exemplos de escolas que inseriram a sustentabilidade em suas atividades. No evento, organizado pela NOVA ESCOLA em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, os palestrantes contaram como realizaram projetos de conscientização ambiental, redução do consumo da água, permacultura e reutilização e reciclagem de materiais.

Paula Sestari, coordenadora do CEI Espinheiros, em Joinville (SC), encontrou nos mangues da cidade uma oportunidade para aproximar os pequenos do ecossistema local. O movimento envolveu toda a equipe e também as famílias, que passaram a se empenhar mais na preservação da região. No ano de 2014, Paula era professora e foi reconhecida como Educadora do Ano, no Prêmio Educador Nota 10, pela atividade realizada com uma turma de 5 anos. Depois disso, se tornou coordenadora e ampliou a iniciativa para a nova instituição em que foi trabalhar.

Em uma realidade bem diferente, na capital paulista, o Colégio Elvira Brandão descobriu formas de incorporar conceitos sustentáveis ao concreto de suas instalações. Betina Dauch, gestora educacional, e Felipe Gothardo, professor de Biologia, mostraram como armazenar os materiais recicláveis trazidos pelos alunos e como fazer uma horta móvel que pode ser manuseada até mesmo em dias chuvosos. Uma das propostas mais inusitadas foi a parceria com um projeto que coleta as fraldas sujas do berçário e as transforma em azulejos reciclados.

Celina Lacerda, diretora da EMEI Professora Dorina Nowill, teve a crise hídrica como estopim para rever o uso de água. A gestora de Americanópolis, bairro periférico, observou na estrutura do prédio (que já foi uma fábrica de calçados) uma oportunidade de reaproveitar a água da chuva. A construção de cisternas, aliada ao reuso da água, fez com que a escola economizasse mais de 60% dos seus recursos hídricos, superando a meta de 20% colocada a todas as instituições do município. Ela associa o sucesso à colaboração de todos. "A escola é um polo social da cidade", afirma.

O Grupo Oficina finalizou a roda de palestras. Cesar Pegoraro, ecoeducador, e Fabiana Mideia, coordenadora, contaram sobre a rotina da escola, que tem um projeto político-pedagógico (PPP) baseado na permacultura. Lá, as crianças estão constantemente em contato com os animais e as plantas, aprendendo desde cedo a conviver e respeitar os outros seres e os fluxos da natureza. Como Cesar brinca: "são minhocas na cabeça e no coração".

O debate seguiu com perguntas feitas pelo público. Professores, gestores, estudantes e pesquisadores mostraram que já estão dando vários passos em direção a uma Educação para a sustentabilidade e relataram dificuldades como o envolvimento dos pais e a sensibilização da equipe. A assistente social Angelina, que assim como Betina atua em Americanópolis, disse ter ido ao evento porque esse era “um tema muito importante, que abrange tanto a escola quanto as famílias”. Ela estava certa. Quando a sua companheira de bairro contou que os pais estavam aderindo ao método de captação de água nas suas casas, os conceitos sustentáveis passaram de uma atividade escolar para uma lição de vida.

Confira, abaixo, os vídeos do evento.

Parte 1
 

 

Parte 2
 

 
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