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Plano de aula - A escravidão moderna em contraponto a outras formas de escravidão

Plano de aula de História com atividades para 7º ano do EF sobre A escravidão moderna em contraponto a outras formas de escravidão

Plano 01 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Ruhama Ariella Sabião Batista

 

Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI15, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Lápis ou caneta, caderno.

Material complementar:

Contexto para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/5n5HquQBTH5WustzEGDa2pZb6DsXfxsWk5Qc4gvuCpVkGvPABR7yANrQA668/his7-15un01-contexto-para-impressao.pdf

Fonte 1:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/aWTVKys264Ev2YgwhV83TEtTtjYH2qWAqP8gWeRDRdzKG2JgVDSS7e8P9PxY/his7-15un01-fonte-1.pdf

Fonte 2:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/fmTcx3vJVtqS86A2vEDEwabFWfzBb3ChsVym8tW4d7D3QaZ5kt3zyNv7fyap/his7-15un01-fonte-2.pdf

Fonte 3:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/PNndwaqQqfEsqDqKytsGKs6sKSwvUBBNbQ2gPk9k5MjNa39Cj2pq7GkpBAPB/his7-15un01-fonte-3.pdf

Para você saber mais:

CARDOSO, Ciro Flamarion; REDE, Marcelo; ARAÚJO, Sônia Regina Rebel de. Escravidão antiga e moderna. Tempo, v. 3, n. 6, dez. 1998. Disponível em: <http://www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg6-1.pdf>. Acesso em: 17 mar. 19.

Escravo, nem pensar!: uma abordagem sobre trabalho escravo contemporâneo na sala de aula e na comunidade. São Paulo: Repórter Brasil, 2015. Disponível em: <http://escravonempensar.org.br/livro/>. Acesso em: 18 mar. 19.

GUARINELLO, Norberto Luiz. Escravos sem senhores: escravidão, trabalho e poder no mundo romano. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 26, n. 52, p. 227-246, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbh/v26n52/a10v2652.pdf>. Acesso em: 18 mar. 19.

LOVEJOY, Paul. Jihad e escravidão: as origens dos escravos muçulmanos da Bahia. Topoi, Rio de Janeiro, n. 1, p. 11-44, jan./dez, 2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/topoi/v1n1/2237-101X-topoi-1-01-00011.pdf>. Acesso em: 18 mar. 19.

MARQUESE, Rafael de Bivar. A dinâmica da escravidão no Brasil

Resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX. NOVOS ESTUDOS CEBRAP, n. 74, mar. 2006, p. 107-123. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/nec/n74/29642.pdf>. Acesso em: 18 mar. 19.

ONU. Mais de 40 milhões de pessoas ainda são vítimas de trabalho escravo no mundo. Organização das Nações Unidas - BR, 6 de dezembro de 2018. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/mais-de-40-milhoes-de-pessoas-ainda-sao-vitimas-de-trabalho-escravo-no-mundo/ >. Acesso em: 18 mar. 19.

SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. 3 ed. São Paulo: Ática, 2012.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações: Para além de uma simples palavra, escravidão é, sobretudo, um conceito que deve ser entendido no interior do contexto histórico abordado. Segundo Ciro Flamarion Cardoso (1998), se houvesse algo a unificar o conceito a partir dos diferentes períodos, seria envolto nas relações de trabalho, em que se define “a forma de aplicação do esforço humano na apropriação da natureza para os fins específicos de subsistência”, desta forma, o escravizado seria aquele que nas relações de trabalho está privado do controle do próprio esforço produtivo bem como do processo que garante sua subsistência material. Neste plano serão trabalhados três tipos de escravidão: a escravidão antiga; a servidão medieval; e a escravidão moderna (que se desdobra à escravidão contemporânea, ainda encontrada na sociedade atual), buscando deixar claro aos estudantes estas diferenças.

Para você saber mais:

CARDOSO, Ciro Flamarion; REDE, Marcelo; ARAÚJO, Sônia Regina Rebel de. Escravidão antiga e moderna. Tempo, v. 3, n. 6, dez. 1998. Disponível em: <http://www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg6-1.pdf>. Acesso em: 17 mar. 19.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

O tempo sugerido refere-se a este slide e ao subsequente.

Orientações: As orientações para análise do Contexto estão no próximo slide.

Descrição da fonte:

A fonte em questão se trata de uma arte de rua, um grafite que denuncia a escravidão em forma de arte. Abre a diferentes interpretações e pode ser trabalhada em suas cores, imagens e texto. Trata-se de uma imagem mostrada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para alertar sobre as vítimas de trabalho escravo no mundo e lembrar do dia 2 de dezembro como o Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, instituído como forma de conscientizar a população a nível global sobre as diferentes formas de escravização, como: o tráfico de pessoas, as condições insalubres de trabalhadores,
a exploração sexual, o trabalho infantil, o casamento forçado, o recrutamento forçado de crianças para uso em conflitos armados, entre outras formas análogas à escravidão.

Para você saber mais:

ONU. Mais de 40 milhões de pessoas ainda são vítimas de trabalho escravo no mundo. Organização das Nações Unidas - BR, 6 de dezembro de 2018. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/mais-de-40-milhoes-de-pessoas-ainda-sao-vitimas-de-trabalho-escravo-no-mundo/ >. Acesso em: 18 mar. 19.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: A fonte apresentada no slide anterior pretende trazer à tona a temática da escravidão, com base no que os estudantes entendem primeiramente, e aproximando-os de sua realidade. Espera-se que a frase “Não está à venda” desperte nos estudantes a curiosidade em relação à temática, já que demonstra uma resistência por parte da pessoa retratada, que se nega a ser vendida, ou de quem a retratou que se nega a retratá-la como mercadoria. A expressão da pessoa retratada é séria e também pode demonstrar resistência às grades que estão à sua frente. As flores podem ser interpretadas como algo que nasce do concreto, das paredes fechadas, e que pode florescer, o que para este plano faz sentido para pensar no conhecimento, que liberta e auxilia a “florescer” o pensamento e as opiniões. Com base na última pergunta então, o professor pode iniciar a Problematização, e buscar que os estudantes compreendam os diferentes sentidos de escravidão em contextos distintos.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 17 minutos.

O tempo sugerido refere-se a este slide e aos três subsequentes.

Orientações:

Descrição da fonte:

Trata-se de um mosaico romano que retrata o cotidiano dos cidadãos romanos e dos escravos, que são os que estão no plano da frente da imagem, dois carregando vinho e o outro carregando um jarro de flores. Para pensar na escravidão romana, especificamente, já que historiadores tratam de forma diferente a grega, Guarinello (2006) utiliza-se do conceito de morte social de Patterson ao entender a escravização como um processo de morte simbólica, ”no qual o escravizado perde sua identidade original, sua pessoa, para tornar-se quem seu senhor determinar. Mas não se transforma, neste processo, numa coisa, a despeito de como o direito tente definir sua persona social. Pelo contrário, é ressocializado dentro da sociedade em que nasceu ou que o escravizou, seguindo trajetórias determinadas, tanto pelos desejos e necessidades de seu dono como por suas próprias capacidades e oportunidades individuais. Sociedades diferentes estruturam trajetórias distintas para seus escravos e, no mundo romano, estas trajetórias eram bastante amplas, ao menos potencialmente. Um escravo, ao nascer ou ser adquirido, entrava na casa de seu senhor, onde adquiria um nome e uma função. Podia ser destinado a trabalhar nas minas, talvez o pior dos destinos, ou podia ser mandado para uma propriedade rural, onde trabalharia muitas vezes acorrentado, distante e esquecido por seu senhor, num ambiente essencialmente masculino e organizado militarmente. Já os escravos urbanos tinham trajetórias mais abertas. Podiam ser treinados em ofícios específicos e, muitas vezes, estabelecer-se independentemente, pagando uma taxa a seu dono. Podiam trabalhar na residência de seu senhor, ganhar sua confiança e passar, por exemplo, a administrar seus negócios, a gerir suas propriedades agrícolas, a comerciar em seu nome. Como ponto final da trajetória, podiam obter sua alforria, tornarem-se libertos e, até mesmo, cidadãos romanos, ainda que carregando a mancha da escravidão, da qual só seus filhos se libertariam plenamente”. (GUARINELLO, 2006, p. 232)

Fonte:

RADIGUE, Pascal. Mosaico romano de Duga, Tunísia (século II). Wiki Commons, 31 de dezembro de 2000. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o_na_Roma_Antiga#/media/File:Mosaique_echansons_Bardo.jpg>. Acesso em: 18 mar. 19.

Para você saber mais:

GUARINELLO, Norberto Luiz. Escravos sem senhores: escravidão, trabalho e poder no mundo romano. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 26, n. 52, p. 227-246, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbh/v26n52/a10v2652.pdf>. Acesso em: 18 mar. 19.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Descrição da fonte:

Trata-se de uma iluminura do manuscrito árabe Magamat al-Hariri. Esta coletânea traz elementos do cotidiano do mundo muçulmano e árabe, e principalmente as trocas comerciais, importante para entender suas lógicas comerciais. Nesta figura já se representa um mercado de escravizados, ou seja, o início de uma visão do escravizado como propriedade, apesar de não ser algo vitalício, nem determinante para a vida do mesmo. Seguindo a lógica do tráfico transatlântico, os árabes também escravizaram um grande número de negros e estrangeiros, com o diferencial de ser sua maioria do norte da África, geograficamente mais próximo do Oriente Próximo e do domínio árabe e muçulmano. Uma das características da escravidão árabe-islâmica era a presença de eunucos, caracterizados por ser castrados e incumbidos de ser guardiões dos haréns dos sultões, e conselheiros próximos dos chefes; estes escravizados alcançavam alto preço no mercado muçulmano (SOUZA, 2012, p. 48).

Fonte:

WIKI COMMONS. Slaves Zadib Yemen 13th century BNF Paris. Wiki Commons, 30 de julho de 2016. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Slaves_Zadib_Yemen_13th_century_BNF_Paris.jpg#/media/File:Slaves_Zadib_Yemen_13th_century_BNF_Paris.jpg>. Acesso em: 18 mar. 19.

Para você saber mais:

LOVEJOY, Paul. Jihad e escravidão: as origens dos escravos muçulmanos da Bahia. Topoi, Rio de Janeiro, n. 1, p. 11-44, jan./dez, 2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/topoi/v1n1/2237-101X-topoi-1-01-00011.pdf>. Acesso em: 18 mar. 19.

SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. 3 ed. São Paulo: Ática, 2012.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Descrição da fonte:

A fonte em questão é um desenho de Augustus Earle e gravura de Edward Finden, representando o Cais do Valongo no Rio de Janeiro, porto e também mercado de escravizados no Brasil, onde recebia-os e vendia-os, prática comum nos séculos XVII, XVIII e XIX. Neste período, a escravidão era uma prática comercial e lucrativa tanto para os traficantes portugueses, quanto para os senhores de engenho, para o trabalho nas minas e depois, ainda, nas fazendas de café, mesmo que estas últimas tenham ocorrido no final da escravidão legalizada no Brasil. Segundo o banco de dados sobre o tráfico de escravizados foram desembarcados cerca de 5,8 milhões no Rio de Janeiro entre 1758 e 1831, contando todos os portos em que houve o desembarque.

Fonte:

EARLE, Augustus; FINDEN, Edward. Valongo, ou Mercado de Escravos no Rio (5 de abril de 1824). Wiki Commons, 4 de dezembro de 2012. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Augustus_Earle_-_Rua_do_Valongo.jpg>. Acesso em: 18 mar. 19.

Para você saber mais:

MARQUESE, Rafael de Bivar. A dinâmica da escravidão no Brasil

Resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX. NOVOS ESTUDOS CEBRAP, n. 74, mar. 2006, p. 107-123. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/nec/n74/29642.pdf>. Acesso em: 18 mar. 19.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Por se tratar de imagens de data distante à realidade dos estudantes, será preciso algumas intervenções do professor caso os mesmos não consigam identificar alguns elementos. As imagens mais semelhantes são a 2 e a 3, já que retratam escravizados negros sendo expostos/vendidos em um mercado; em contrapartida, a Fonte 1 mostra escravizados de pele mais parda, já em seu trabalho, servindo pessoas. Os escravizados na Fonte 1 são retratados em um plano superior, à frente, não significando isso uma maior importância no cenário romano, mas sendo significativo para pensar que estes poderiam se tornar cidadãos romanos dependendo da forma de escravidão que lhe fosse atribuída e dos cargos que ocupasse. Já nas Fontes 2 e 3 os escravizados são retratados como mercadoria, o que já demonstra a questão da escravidão como propriedade, que pode ser negociada e comercializada entre pessoas com poder aquisitivo para isso. A principal diferença que espera que os estudantes notem é na questão do escravizado como propriedade e mercadoria, que já perpassa o mundo árabe ainda no século XIII e se estende ao conceito de escravidão moderna, que já aborda o tráfico transatlântico e as dinâmicas comerciais frente à escravidão. A última pergunta é subjetiva e deve ser comparada com as compras que os responsáveis fazem, escolhendo a partir da qualidade, preço, quantidade, mesmas características utilizadas para escolher os escravizados que mais se adequassem ao que os seus possíveis donos buscavam.

Para além das informações que as fontes podem oferecer, o professor pode acessar os itens “Para saber mais” no início do plano, que especifica a escravidão em seus diferentes contextos históricos. Neste momento, é importante que o educando tenha a ideia da diferença do escravizado antigo
para o escravizado moderno, enfatizando principalmente a questão da propriedade, da mercadoria e da não possibilidade de mobilidade do escravizado moderno, já que muito poucos conseguiam a alforria.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Para sistematizar os conhecimentos dos estudantes, espera-se que os mesmos consigam relacionar algumas formas de exploração do trabalho que se assemelham à escravidão com as práticas abordadas ao longo do plano. Para isso, deverão produzir um pequeno texto que aponte estas diferenças e semelhanças e levar à frente para discutir com os outros colegas.

Como adequar à sua realidade:

Em algumas localidades, os estudantes podem não ter acesso às informações sobre estas condições de trabalho análogas à escravidão, por isso, o professor pode pesquisar anteriormente no site abaixo e levar alguns índices e características das formas que foram citadas no slide para os alunos. A proposta do site do item “Para saber mais”, logo abaixo, é conscientizar por meio da educação para que não mais existam situações de escravidão, e que as pessoas conheçam a realidade de diferentes pessoas, que, às vezes, passa despercebida aos olhos da sociedade em geral.

Para você saber mais:

Escravo, nem pensar!: uma abordagem sobre trabalho escravo contemporâneo na sala de aula e na comunidade. São Paulo: Repórter Brasil, 2015. Disponível em: <http://escravonempensar.org.br/livro/>. Acesso em: 18 mar. 19.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI15, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Lápis ou caneta, caderno.

Material complementar:

Contexto para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/5n5HquQBTH5WustzEGDa2pZb6DsXfxsWk5Qc4gvuCpVkGvPABR7yANrQA668/his7-15un01-contexto-para-impressao.pdf

Fonte 1:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/aWTVKys264Ev2YgwhV83TEtTtjYH2qWAqP8gWeRDRdzKG2JgVDSS7e8P9PxY/his7-15un01-fonte-1.pdf

Fonte 2:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/fmTcx3vJVtqS86A2vEDEwabFWfzBb3ChsVym8tW4d7D3QaZ5kt3zyNv7fyap/his7-15un01-fonte-2.pdf

Fonte 3:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/PNndwaqQqfEsqDqKytsGKs6sKSwvUBBNbQ2gPk9k5MjNa39Cj2pq7GkpBAPB/his7-15un01-fonte-3.pdf

Para você saber mais:

CARDOSO, Ciro Flamarion; REDE, Marcelo; ARAÚJO, Sônia Regina Rebel de. Escravidão antiga e moderna. Tempo, v. 3, n. 6, dez. 1998. Disponível em: <http://www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg6-1.pdf>. Acesso em: 17 mar. 19.

Escravo, nem pensar!: uma abordagem sobre trabalho escravo contemporâneo na sala de aula e na comunidade. São Paulo: Repórter Brasil, 2015. Disponível em: <http://escravonempensar.org.br/livro/>. Acesso em: 18 mar. 19.

GUARINELLO, Norberto Luiz. Escravos sem senhores: escravidão, trabalho e poder no mundo romano. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 26, n. 52, p. 227-246, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbh/v26n52/a10v2652.pdf>. Acesso em: 18 mar. 19.

LOVEJOY, Paul. Jihad e escravidão: as origens dos escravos muçulmanos da Bahia. Topoi, Rio de Janeiro, n. 1, p. 11-44, jan./dez, 2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/topoi/v1n1/2237-101X-topoi-1-01-00011.pdf>. Acesso em: 18 mar. 19.

MARQUESE, Rafael de Bivar. A dinâmica da escravidão no Brasil

Resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX. NOVOS ESTUDOS CEBRAP, n. 74, mar. 2006, p. 107-123. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/nec/n74/29642.pdf>. Acesso em: 18 mar. 19.

ONU. Mais de 40 milhões de pessoas ainda são vítimas de trabalho escravo no mundo. Organização das Nações Unidas - BR, 6 de dezembro de 2018. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/mais-de-40-milhoes-de-pessoas-ainda-sao-vitimas-de-trabalho-escravo-no-mundo/ >. Acesso em: 18 mar. 19.

SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. 3 ed. São Paulo: Ática, 2012.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações: Para além de uma simples palavra, escravidão é, sobretudo, um conceito que deve ser entendido no interior do contexto histórico abordado. Segundo Ciro Flamarion Cardoso (1998), se houvesse algo a unificar o conceito a partir dos diferentes períodos, seria envolto nas relações de trabalho, em que se define “a forma de aplicação do esforço humano na apropriação da natureza para os fins específicos de subsistência”, desta forma, o escravizado seria aquele que nas relações de trabalho está privado do controle do próprio esforço produtivo bem como do processo que garante sua subsistência material. Neste plano serão trabalhados três tipos de escravidão: a escravidão antiga; a servidão medieval; e a escravidão moderna (que se desdobra à escravidão contemporânea, ainda encontrada na sociedade atual), buscando deixar claro aos estudantes estas diferenças.

Para você saber mais:

CARDOSO, Ciro Flamarion; REDE, Marcelo; ARAÚJO, Sônia Regina Rebel de. Escravidão antiga e moderna. Tempo, v. 3, n. 6, dez. 1998. Disponível em: <http://www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg6-1.pdf>. Acesso em: 17 mar. 19.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

O tempo sugerido refere-se a este slide e ao subsequente.

Orientações: As orientações para análise do Contexto estão no próximo slide.

Descrição da fonte:

A fonte em questão se trata de uma arte de rua, um grafite que denuncia a escravidão em forma de arte. Abre a diferentes interpretações e pode ser trabalhada em suas cores, imagens e texto. Trata-se de uma imagem mostrada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para alertar sobre as vítimas de trabalho escravo no mundo e lembrar do dia 2 de dezembro como o Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, instituído como forma de conscientizar a população a nível global sobre as diferentes formas de escravização, como: o tráfico de pessoas, as condições insalubres de trabalhadores,
a exploração sexual, o trabalho infantil, o casamento forçado, o recrutamento forçado de crianças para uso em conflitos armados, entre outras formas análogas à escravidão.

Para você saber mais:

ONU. Mais de 40 milhões de pessoas ainda são vítimas de trabalho escravo no mundo. Organização das Nações Unidas - BR, 6 de dezembro de 2018. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/mais-de-40-milhoes-de-pessoas-ainda-sao-vitimas-de-trabalho-escravo-no-mundo/ >. Acesso em: 18 mar. 19.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: A fonte apresentada no slide anterior pretende trazer à tona a temática da escravidão, com base no que os estudantes entendem primeiramente, e aproximando-os de sua realidade. Espera-se que a frase “Não está à venda” desperte nos estudantes a curiosidade em relação à temática, já que demonstra uma resistência por parte da pessoa retratada, que se nega a ser vendida, ou de quem a retratou que se nega a retratá-la como mercadoria. A expressão da pessoa retratada é séria e também pode demonstrar resistência às grades que estão à sua frente. As flores podem ser interpretadas como algo que nasce do concreto, das paredes fechadas, e que pode florescer, o que para este plano faz sentido para pensar no conhecimento, que liberta e auxilia a “florescer” o pensamento e as opiniões. Com base na última pergunta então, o professor pode iniciar a Problematização, e buscar que os estudantes compreendam os diferentes sentidos de escravidão em contextos distintos.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 17 minutos.

O tempo sugerido refere-se a este slide e aos três subsequentes.

Orientações:

Descrição da fonte:

Trata-se de um mosaico romano que retrata o cotidiano dos cidadãos romanos e dos escravos, que são os que estão no plano da frente da imagem, dois carregando vinho e o outro carregando um jarro de flores. Para pensar na escravidão romana, especificamente, já que historiadores tratam de forma diferente a grega, Guarinello (2006) utiliza-se do conceito de morte social de Patterson ao entender a escravização como um processo de morte simbólica, ”no qual o escravizado perde sua identidade original, sua pessoa, para tornar-se quem seu senhor determinar. Mas não se transforma, neste processo, numa coisa, a despeito de como o direito tente definir sua persona social. Pelo contrário, é ressocializado dentro da sociedade em que nasceu ou que o escravizou, seguindo trajetórias determinadas, tanto pelos desejos e necessidades de seu dono como por suas próprias capacidades e oportunidades individuais. Sociedades diferentes estruturam trajetórias distintas para seus escravos e, no mundo romano, estas trajetórias eram bastante amplas, ao menos potencialmente. Um escravo, ao nascer ou ser adquirido, entrava na casa de seu senhor, onde adquiria um nome e uma função. Podia ser destinado a trabalhar nas minas, talvez o pior dos destinos, ou podia ser mandado para uma propriedade rural, onde trabalharia muitas vezes acorrentado, distante e esquecido por seu senhor, num ambiente essencialmente masculino e organizado militarmente. Já os escravos urbanos tinham trajetórias mais abertas. Podiam ser treinados em ofícios específicos e, muitas vezes, estabelecer-se independentemente, pagando uma taxa a seu dono. Podiam trabalhar na residência de seu senhor, ganhar sua confiança e passar, por exemplo, a administrar seus negócios, a gerir suas propriedades agrícolas, a comerciar em seu nome. Como ponto final da trajetória, podiam obter sua alforria, tornarem-se libertos e, até mesmo, cidadãos romanos, ainda que carregando a mancha da escravidão, da qual só seus filhos se libertariam plenamente”. (GUARINELLO, 2006, p. 232)

Fonte:

RADIGUE, Pascal. Mosaico romano de Duga, Tunísia (século II). Wiki Commons, 31 de dezembro de 2000. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o_na_Roma_Antiga#/media/File:Mosaique_echansons_Bardo.jpg>. Acesso em: 18 mar. 19.

Para você saber mais:

GUARINELLO, Norberto Luiz. Escravos sem senhores: escravidão, trabalho e poder no mundo romano. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 26, n. 52, p. 227-246, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbh/v26n52/a10v2652.pdf>. Acesso em: 18 mar. 19.

Slide Plano Aula

Orientações:

Descrição da fonte:

Trata-se de uma iluminura do manuscrito árabe Magamat al-Hariri. Esta coletânea traz elementos do cotidiano do mundo muçulmano e árabe, e principalmente as trocas comerciais, importante para entender suas lógicas comerciais. Nesta figura já se representa um mercado de escravizados, ou seja, o início de uma visão do escravizado como propriedade, apesar de não ser algo vitalício, nem determinante para a vida do mesmo. Seguindo a lógica do tráfico transatlântico, os árabes também escravizaram um grande número de negros e estrangeiros, com o diferencial de ser sua maioria do norte da África, geograficamente mais próximo do Oriente Próximo e do domínio árabe e muçulmano. Uma das características da escravidão árabe-islâmica era a presença de eunucos, caracterizados por ser castrados e incumbidos de ser guardiões dos haréns dos sultões, e conselheiros próximos dos chefes; estes escravizados alcançavam alto preço no mercado muçulmano (SOUZA, 2012, p. 48).

Fonte:

WIKI COMMONS. Slaves Zadib Yemen 13th century BNF Paris. Wiki Commons, 30 de julho de 2016. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Slaves_Zadib_Yemen_13th_century_BNF_Paris.jpg#/media/File:Slaves_Zadib_Yemen_13th_century_BNF_Paris.jpg>. Acesso em: 18 mar. 19.

Para você saber mais:

LOVEJOY, Paul. Jihad e escravidão: as origens dos escravos muçulmanos da Bahia. Topoi, Rio de Janeiro, n. 1, p. 11-44, jan./dez, 2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/topoi/v1n1/2237-101X-topoi-1-01-00011.pdf>. Acesso em: 18 mar. 19.

SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. 3 ed. São Paulo: Ática, 2012.

Slide Plano Aula

Orientações:

Descrição da fonte:

A fonte em questão é um desenho de Augustus Earle e gravura de Edward Finden, representando o Cais do Valongo no Rio de Janeiro, porto e também mercado de escravizados no Brasil, onde recebia-os e vendia-os, prática comum nos séculos XVII, XVIII e XIX. Neste período, a escravidão era uma prática comercial e lucrativa tanto para os traficantes portugueses, quanto para os senhores de engenho, para o trabalho nas minas e depois, ainda, nas fazendas de café, mesmo que estas últimas tenham ocorrido no final da escravidão legalizada no Brasil. Segundo o banco de dados sobre o tráfico de escravizados foram desembarcados cerca de 5,8 milhões no Rio de Janeiro entre 1758 e 1831, contando todos os portos em que houve o desembarque.

Fonte:

EARLE, Augustus; FINDEN, Edward. Valongo, ou Mercado de Escravos no Rio (5 de abril de 1824). Wiki Commons, 4 de dezembro de 2012. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Augustus_Earle_-_Rua_do_Valongo.jpg>. Acesso em: 18 mar. 19.

Para você saber mais:

MARQUESE, Rafael de Bivar. A dinâmica da escravidão no Brasil

Resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX. NOVOS ESTUDOS CEBRAP, n. 74, mar. 2006, p. 107-123. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/nec/n74/29642.pdf>. Acesso em: 18 mar. 19.

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Orientações: Por se tratar de imagens de data distante à realidade dos estudantes, será preciso algumas intervenções do professor caso os mesmos não consigam identificar alguns elementos. As imagens mais semelhantes são a 2 e a 3, já que retratam escravizados negros sendo expostos/vendidos em um mercado; em contrapartida, a Fonte 1 mostra escravizados de pele mais parda, já em seu trabalho, servindo pessoas. Os escravizados na Fonte 1 são retratados em um plano superior, à frente, não significando isso uma maior importância no cenário romano, mas sendo significativo para pensar que estes poderiam se tornar cidadãos romanos dependendo da forma de escravidão que lhe fosse atribuída e dos cargos que ocupasse. Já nas Fontes 2 e 3 os escravizados são retratados como mercadoria, o que já demonstra a questão da escravidão como propriedade, que pode ser negociada e comercializada entre pessoas com poder aquisitivo para isso. A principal diferença que espera que os estudantes notem é na questão do escravizado como propriedade e mercadoria, que já perpassa o mundo árabe ainda no século XIII e se estende ao conceito de escravidão moderna, que já aborda o tráfico transatlântico e as dinâmicas comerciais frente à escravidão. A última pergunta é subjetiva e deve ser comparada com as compras que os responsáveis fazem, escolhendo a partir da qualidade, preço, quantidade, mesmas características utilizadas para escolher os escravizados que mais se adequassem ao que os seus possíveis donos buscavam.

Para além das informações que as fontes podem oferecer, o professor pode acessar os itens “Para saber mais” no início do plano, que especifica a escravidão em seus diferentes contextos históricos. Neste momento, é importante que o educando tenha a ideia da diferença do escravizado antigo
para o escravizado moderno, enfatizando principalmente a questão da propriedade, da mercadoria e da não possibilidade de mobilidade do escravizado moderno, já que muito poucos conseguiam a alforria.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Para sistematizar os conhecimentos dos estudantes, espera-se que os mesmos consigam relacionar algumas formas de exploração do trabalho que se assemelham à escravidão com as práticas abordadas ao longo do plano. Para isso, deverão produzir um pequeno texto que aponte estas diferenças e semelhanças e levar à frente para discutir com os outros colegas.

Como adequar à sua realidade:

Em algumas localidades, os estudantes podem não ter acesso às informações sobre estas condições de trabalho análogas à escravidão, por isso, o professor pode pesquisar anteriormente no site abaixo e levar alguns índices e características das formas que foram citadas no slide para os alunos. A proposta do site do item “Para saber mais”, logo abaixo, é conscientizar por meio da educação para que não mais existam situações de escravidão, e que as pessoas conheçam a realidade de diferentes pessoas, que, às vezes, passa despercebida aos olhos da sociedade em geral.

Para você saber mais:

Escravo, nem pensar!: uma abordagem sobre trabalho escravo contemporâneo na sala de aula e na comunidade. São Paulo: Repórter Brasil, 2015. Disponível em: <http://escravonempensar.org.br/livro/>. Acesso em: 18 mar. 19.

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