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Plano de aula > Língua Portuguesa > 1º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Aprendendo a ler e escrever com quadrinhas

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 1º ano do Fundamental sobre aprendizado com quadrinhas

Plano 02 de 3 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Michele Rabelo

 

Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é a 2ª aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é reconhecer que textos são lidos e escritos da esquerda para a direita e de cima para baixo da página; reconhecer a separação das palavras, na escrita, por espaços em branco; ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, quadrinhas - gênero do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade; recitar quadrinhas com entonação adequada e observando as rimas.

Materiais necessários:

  • Recursos para projetar telas
  • Recursos para projetar vídeo
  • Recursos para imprimir atividades e painéis ou para copiá-los a mão.

Dificuldades antecipadas:

Algumas crianças podem ter dificuldades em encontrar estratégias para desenvolver procedimentos de leitura de ajuste, por ainda não conseguirem relacionar sons a letras. Nestes casos, as suas intervenções serão fundamentais para que as crianças percebam o quanto já sabem a respeito do nosso sistema de escrita. Ajude-as a utilizar as palavras estáveis para servirem de referência para a leitura. Clique aqui e entenda mais sobre a importância de trabalho com listas na alfabetização.

Assim, quando a criança percebe que o ME de melado é o mesmo ME de Melissa, ela começa a desenvolver estratégias para ler ainda que não leia convencionalmente. Nos slides, desafio a desafio estão sugeridas intervenções que podem tornar o seu trabalho mais produtivo, resultando no avanço da aprendizagem.

Por outro lado, algumas crianças podem encontrar facilidade nos desafios neste plano de descoberta por já conseguirem ler com autonomia. Nestes casos, desafie-os a ir além de ler e localizar palavras, mas incentive-os a criar novas rimas e versões para as quadrinhas. No tocante da percepção da estrutura do texto, para aqueles que estão mais avançados e percebem com facilidade que um texto se escreve de cima para baixo, ou ainda, percebe com tranquilidade os espaços entre as palavras sugira a monitoria (momento em que aqueles que sabem mais ensinam aos que “sabem menos”, porém este é um trabalho construído ao longo de um período, porque essas crianças com maior compreensão do nosso sistema precisam entender que ao fazer a lição pelo outro, não estão ajudando. O que eles precisam é explicar como pensaram, como conseguiram resolver o problema, e então, permitir que o seu colega faça).

Referências sobre o assunto:

CABRAL, L. S. Guia prático de alfabetização. São Paulo: Editora Contexto, 2003.

FERREIRO, E.; TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999.

LERNER, D. Ler e escrever na escola. O real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2007.

MORAIS, A. G. Como eu ensino - Sistema de escrita alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2012.

SOLÉ, I. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed: 1998.

WEISZ, T. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 2002.

Textos:

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 4 minutos

Orientações:

  • Inicie a aula dizendo que hoje vocês brincarão com quadrinhas e que a ideia é brincar com as palavras.
  • Pergunte se alguma criança conhece alguma quadrinha e queira recitá-la.
  • Permita que as crianças recitem quadrinhas conhecidas. Peça que venham até a frente da turma. Ajude-as com os gestos, postura e entonação de voz. Por exemplo, se alguma criança for recitar “Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão…”:
  • Que faça o gesto de nascer erguendo as mãos.
  • De esparramar, movimentando as mãos de um lado para o outro, por exemplo.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 6 minutos

Orientações:

  • Projete as telas com as quadrinhas, imprima os painéis ou os reproduza em papel grande, tipo cartolina, sempre com letra de forma e maiúscula. Clique aqui para saber mais a respeito da opção desse tipo de letra no processo de alfabetização. Clique aqui e acesse o arquivo com os painéis.
  • Recite as três quadrinhas para as crianças. Cuide da sua entonação e expressão corporal para que sejam recitadas com entonação e melodia. Neste momento da leitura, você estará sendo modelo leitor para as crianças.
  • Num segundo momento, leia as quadrinhas, apontando para as palavras de cada frase, relacionando o que se fala com o que está escrito. Quando você aponta o dedo para onde está lendo, elas terão a oportunidade de perceber algumas características fundamentais de estrutura da escrita, como por exemplo, que um texto se lê de cima para baixo, e também, que se lê da esquerda para a direita. Tais fundamentos serão contemplados por todo o plano de aula (conjunto de três aulas). Clique aqui e acesse um texto da Nova Escola que trata com muita propriedade da importância da leitura feita pelo professor, não apenas para mobilizar à leitura, mas também para evidenciar aos estudantes às estruturas da escrita.
  • Pergunte se conseguem pensar por qual motivo algumas letras estão coloridas nos painéis.
  • É interessante que as crianças percebam que:
  • A quadrinha é um texto que tem a finalidade de divertir, brincar.
  • Que são formadas por quatro versos.
  • Que a última palavra do segundo e do quarto versos sempre rimam.
  • Interpretem as quadrinhas: A intenção neste momento é que as crianças consigam, ainda que coletivamente, compreender os sentidos das palavras na quadrinha:
  • O que são andorinhas? (R: espécie de pássaros)
  • Por que nesta quadrinha é sugerido que seremos amigas como as andorinhas? (R: porque as andorinhas sempre estão em grupos, juntas)
  • Você sabia que as andorinhas sempre vivem em grupos?
  • E nós, seres humanos, vivemos em grupos? O que aprendemos vivendo em grupos? (R: aprendemos a conviver, falar, compartilhar, etc)
  • Além das andorinhas, a que mais, nos remete o verão? (R: Sol, praia, alegria, brincadeiras, etc)
  • Você tem um amigo do coração?
  • Diga que você percebeu o quanto eles já conhecem quadrinhas e entendem o que elas estão dizendo, e por isso, você tem alguns desafios novos com quadrinhas.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Projete as telas com as quadrinhas, imprima os painéis ou os reproduza em papel grande, tipo cartolina, sempre com letra de forma e maiúscula. Clique aqui para saber mais a respeito da opção desse tipo de letra no processo de alfabetização. Clique aqui e acesse o arquivo com os painéis.
  • Recite as três quadrinhas para as crianças. Cuide da sua entonação e expressão corporal para que sejam recitadas com entonação e melodia. Neste momento da leitura, você estará sendo modelo leitor para as crianças.
  • Num segundo momento leia as quadrinhas, apontando para os painéis, relacionando aquilo que fala com aquilo que está escrito. Quando você aponta o dedo para onde está lendo, elas terão a oportunidade de perceber algumas características fundamentais de estrutura da escrita, como por exemplo, que um texto se lê de cima para baixo, e também, que se lê da esquerda para a direita. Tais fundamentos serão contemplados por todo o plano de aula (conjunto de três aulas). Clique aqui e acesse um texto da Nova Escola que trata com muita propriedade da importância da leitura feita pelo professor, não apenas para mobilizar à leitura, mas também para evidenciar aos estudantes às estruturas da escrita.
  • Pergunte se conseguem pensar por qual motivo algumas letras estão coloridas nos painéis.
  • É interessante que as crianças percebam que:
  • A quadrinha é um texto que tem a finalidade de divertir, brincar.
  • Que são formadas por quatro versos.
  • Que a última palavra do segundo e do quarto versos sempre rimam.
  • O que cada quadrinha está dizendo. A intenção neste momento é que as crianças consigam, ainda que coletivamente, compreender os sentidos das palavras na quadrinha:
  • Em suas casas têm quintal? (resposta pessoal)
  • Vocês sabem o que é um tacho (sinônimo de bacia / vasilhame)?
  • Já comeram melado? (resposta pessoal)
  • Vocês acreditam que quem não sabe cantar ou brincar deve ficar calado, de fora da brincadeira? (R: espera-se que as crianças tenham uma postura inclusiva e percebam que aqueles que não sabem cantar podem participar da brincadeira fazendo outras coisas, como batendo palmas, por exemplo)
  • Quem não sabe cantar pode fazer o que numa brincadeira de quadrinhas? (R: bater palmas, assobiar, etc)
  • Diga que você ”percebeu o quanto eles já conhecem quadrinhas e entendem o que elas estão dizendo, e por isso, você tem alguns desafios novos com quadrinhas.”

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Projete as telas com as quadrinhas, imprima os painéis ou os reproduza em papel grande, tipo cartolina, sempre com letra de forma e maiúscula. Clique aqui para saber mais a respeito da opção desse tipo de letra no processo de alfabetização. Clique aqui e acesse o arquivo com os painéis.
  • Recite as três quadrinhas para as crianças. Cuide da sua entonação e expressão corporal para que sejam recitadas com entonação e melodia. Neste momento da leitura, você professor, estará sendo modelo leitor para as crianças.
  • Num segundo momento leia as quadrinhas, apontando para os painéis, relacionando aquilo que fala com aquilo que está escrito. Quando você aponta o dedo para onde está lendo, elas terão a oportunidade de perceber algumas características fundamentais de estrutura da escrita, como por exemplo, que um texto se lê de cima para baixo, e também, que se lê da esquerda para a direita. Tais fundamentos serão contemplados por todo o plano de aula (conjunto de três aulas). Clique aqui e acesse um texto da Nova Escola que trata com muita propriedade da importância da leitura feita pelo professor, não apenas para mobilizar à leitura, mas também para evidenciar aos estudantes às estruturas da escrita.
  • Pergunte se conseguem pensar por qual motivo algumas letras estão coloridas nos painéis.
  • É interessante que as crianças percebam que:
  • A quadrinha é um texto que tem a finalidade de divertir, brincar.
  • Que são formadas por quatro versos.
  • Que a última palavra do segundo e do quarto versos sempre rimam.
  • O que cada quadrinha está dizendo. A intenção neste momento é que as crianças consigam, ainda que coletivamente, compreender os sentidos das palavras na quadrinha:
  • Por que a quadrinha fala em tinta, papel e caneta? (R: porque a quadrinha fala em uma saudade tão grande que é impossível descrevê-la, não caberia em nenhum papel e nenhuma tinta seria suficiente)
  • O que fazemos com tinta, papel e caneta? (R: escrevemos)
  • Vocês já sentiram saudades de alguém?(resposta pessoal)
  • Diga que você percebeu o quanto eles já conhecem quadrinhas e entendem o que elas estão dizendo, e por isso, você tem alguns desafios novos com quadrinhas.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • O desafio será as crianças organizarem a quadrinha que será oferecida em fatias.
  • Escolha uma das quadrinhas que as crianças melhor memorizaram e a imprima ou a reproduza sempre com letra de forma e maiúscula. Clique aqui e acesse o arquivo com as quadrinhas fatiadas.
  • Separe as crianças em duplas ou trios dependendo do número de crianças. Separe-as em um agrupamento produtivo na perspectiva da hipótese de escrita de cada criança.
  • Devem trabalhar juntas crianças que possuam hipóteses próximas para que não se corra o risco de que, aquela que é mais familiarizada com a escrita, realize a atividade sozinha. E ainda, espera-se que, com hipóteses de escrita próximas, possa haver maior troca e debate a respeito de suas hipóteses em relação à leitura.
  • Lembrando que as hipóteses são: pré silábica, silábica sem valor sonoro, silábica com valor sonoro, silábica alfabética e alfabética. Clique aqui para saber mais.
  • Agrupe, por exemplo, crianças com hipótese alfabética com aquelas que possuam hipótese silábica alfabética. Ou ainda, alunos com hipótese silábica com valor sonoro com aqueles que têm a hipótese silábica sem valor sonoro. Um outro modelo de agrupamento é: estudantes com hipótese silábica sem valor sonoro com aqueles com hipótese pré silábica.
  • Diga a eles que hoje a Chapeuzinho Vermelho estava atrapalhada e fez uma bagunça: embaralhou todos os versos que estavam na sua frente, e por isso, você precisará da ajuda de todos. Aproveite o slide para realizar a atividade coletivamente num primeiro instante:
  • Leia a cantiga da maneira que aparece no slide.
  • Pergunte às crianças se está correto.
  • Peça a ajuda de todos para organizar.
  • À frente do verso anote o número correspondente do verso.
  • Após ter encontrado a ordem correta, recite novamente, agora na ordem correta apontando com o dedo para os grafemas correspondentes aos fonemas falados.
  • Distribua a quadrinha fatiada para cada dupla ou trio.
  • Oriente-os quanto à organização do texto, perguntado:
  • Onde a quadrinha deve ser montada?
  • Podemos colocar o primeiro verso da quadrinha embaixo? (R: não, o primeiro verso é sempre em cima)
  • Onde devemos colocar o primeiro verso da quadrinha? Por que? (R: Espera-se que as crianças compreendam que os textos sempre são organizados de cima para baixo, desta forma, o primeiro verso deve estar em cima)
  • Diga que podem começar a tentar organizar a bagunça da Chapeuzinho Vermelho.
  • Circule entre os grupos verificando as construções. Auxiliando-os sempre que necessário.
  • Peça que a turma confirme se de fato aquele é o verso correto. Provoque-os a refletir:
  • Peça que uma criança que não concorda que aquele seja o verso correto justifique a sua resposta. Pergunte: Por que você acredita que aqui não está escrito “Lá no fundo do quintal”?
  • Da mesma forma, peça que uma criança que concorda, que sim, que aquele é o verso correto, justifique a sua resposta. Pergunte a ela: como você sabe que aqui está escrito “Tem um tacho de melado”?
  • Se a criança selecionar uma ficha errada, você precisa fazer com que ela perceba a falta de relação entre aquilo que ela fala com aquilo que está escrito. Por exemplo:
  • Se ela pegar o quarto verso “É melhor ficar calado” quando na verdade deveria ter pegado o terceiro “Quem não sabe cantar verso”, pergunte: “Quem” começa com qual letra? Tem algum amigo que tem o “QUE” no nome? E como é que se escreve?”.
  • Ou ainda: neste verso tem a palavra “não” e nós já aprendemos a escrever a palavra “não”. Vamos tentar achá-la?
  • Lembre-se que você faz refletir com pontos de interrogação e não com pontos finais.
  • Permita que as crianças possam conversar e debater. Cuide que suas respostas sejam dadas para a turma e não para você. Assim, estará desenvolvendo a capacidade de argumentar, de defender suas perspectivas.
  • Continue até que toda a quadrinha tenha sido construída.
  • Caso os grupos de crianças que possuem “menos conhecimento” sobre a escrita apresentem muitas dificuldades, ajude-os a relacionar as palavras com as palavras estáveis da sala. Clique aqui para saber mais a respeito da função das listas em um ambiente alfabetizador. Por exemplo:
  • A palavra “lá” me parece com o começo de um nome de uma amiga que temos aqui na sala…
  • Onde está escrito o nome da amiga Laura?
  • Lá no fundo do quintal começa com o LA de Laura.
  • Caso os grupos de crianças que possuam “mais conhecimento” sobre a escrita julguem muito fácil a atividade, a sugestão é que você junte as fatias de duas quadrinhas e peça que organizem apenas uma, desprezando as demais fatias, ou organizem as duas.
  • Recite a quadrinha com as crianças.
  • Recite novamente agora acompanhando com o painel. Aponte para as palavras conforme forem recitadas.
  • Desafie as crianças a localizarem as palavras que rimam na quadrinha e grife-as. Por exemplo, as palavras SAUDADE e CIDADE. Peça que leiam as palavras e identifiquem quais letras fazem as palavras rimarem.
  • Recolha as fatias e diga-lhes que tem um novo desafio. Mas que agora será para toda a turma junta.

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Slide Plano Aula

Orientações:

  • Escreva uma quadrinha no quadro, porém sem espaços entre as palavras. Esse tipo de escrita junta ou com espaços excessivos é comum para quem está no início de compreensão do nosso sistema de escrita. São os textos hipossegmentados ou hipersegmentados. Clique aqui e aqui e acesse textos e trabalhos realizados em diferentes momentos para oportunizar o avanço dos estudantes.
  • Diga que você tinha um aluno que só escrevia desse jeitinho. E pergunte:
  • Está certo ou esta escrita pode ser melhorada?
  • Em que pode ser melhorada?
  • Devemos escrever assim? Com todas as palavras juntas, sem os espaços? (R: não, há espaços entre as palavras)
  • Fica fácil ler e entender dessa forma que está escrito? Sem espaços? (R: não, a leitura fica confusa e mais difícil)
  • Ao chegarem à conclusão que precisa de espaço entre as palavras, escolha crianças, uma de cada vez, para vir até o quadro e fazer uma barra colorida entre uma palavra e outra.
  • Após cada criança fazer a sua barra, peça que a criança leia a sua palavra demarcada, colocando o dedinho embaixo de onde está lendo.
  • Caso sobre ou falte letra, questione:
  • E essa letra que você não leu?
  • Você falou “fundo” que termina com “o”, mas aqui a última letra não é “o”. É isso mesmo?
  • Então pergunte a ela se está correto.
  • Depois pergunte à turma se alguém faria diferente.
  • Permita que as crianças debatam e exponham as suas hipóteses e estratégias.
  • Selecione crianças para irem até o painel e anotar quantas palavras há em cada verso, uma por vez.
  • Após a primeira criança ter anotado a quantidade de palavras no verso (Lá 1 / No 2 / Fundo 3, e assim por diante), chame a segunda criança para revisar o registro do amigo e dizer se está certo ou não em seu ponto de vista.
  • Se houver divergência entre as duas contagens que justifiquem e debatam.
  • Atenção, atente-se aos argumentos das crianças. Suas falas serão valiosos recursos para você saber o que elas já sabem e a partir daí avançar, por exemplo:
  • É comum observarmos crianças juntando as preposições, artigos com as palavras maiores, porque não falamos pausadamente, ao contrário, falamos de forma rápida e contínua. Nesses casos, retire as palavras do texto e as pronuncie pausadamente juntas e separadas “doquintal” e “do quintal” para que assim evidencie a diferença de uma forma e de outra. Outros exemplos prováveis de hipossegmentação: “temum” para “tem um”, “demelado” para “de melado”, “émelhor” para “é melhor”.
  • Dê outros exemplos, como dizer que a palavrinha “do” você pode usar antes de outras palavras como “do mato”, “do cachorro”, “do quintal”.
  • E ainda assim, é provável que haverá crianças que não conseguirão perceber a separação das palavras em um único momento. Será a experiência escritora, e por consequência, a maior compreensão do nosso sistema de escrita que trarão essa percepção. Nesses caso,s você precisará dar maiores pistas, como por exemplo, dizendo que a próxima palavra da quadrinha é “não” e então pergunte qual é a última letra para que ela possa identificar e fazer a barra de espaço.
  • Para as crianças que estão no início da compreensão do nossos sistema de escrita, sabemos que as palavras com poucas letras são um grande desafio para elas, pois não admitem a princípio uma palavra escrita dessa forma (com poucas letras). Clique aqui e acesse artigo sobre os níveis de escrita, segundo Ferreiro e Teberosky.
  • Após todas as palavras terem sido separadas pelas barras, peça que as crianças ditem a quadrinha para você e a reescreva ao lado. Mas diga que você precisa que elas informem quando tiver espaço. Então terão que ditar: espaço no espaço fundo espaço do espaço quintal, etc.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Agora cada criança será desafiada a realizar um desafio sozinha: De reescrever verso(s) da quadrinha separando as palavras.
  • Para as crianças que possuem menos conhecimento sobre o nosso sistema de escrita, ofereça apenas um verso da quadrinha. Conforme a criança tenha mais conhecimento, aumente o desafio oferecendo mais versos.
  • Clique aqui e imprima as atividades com um, dois, três ou quatro versos.
  • Repita o procedimento de circular entre as crianças, auxiliando-as e provocando-as a refletir sobre suas escolhas:
  • Peça que coloquem o dedinho embaixo da palavra e leiam. Que assim ajustem aquilo que estão falando com aquilo que está escrito. Clique aqui para saber mais a respeito da leitura de ajuste que é uma das estratégias de leitura que faz com que as crianças avancem em suas hipóteses a respeito do nosso sistema de escrita.
  • Por exemplo, se a criança leu passando o dedinho rapidamente sob as palavras, você pode dizer: Desculpe, mas essas duas letrinhas são o que mesmo?
  • Quando você leu sobraram essas letras. De quais palavras elas são?
  • Conforme forem concluindo, peça que conversem com os colegas para que possam comparar suas escritas.
  • Durante a conversa, se acharem necessário, elas podem mudar o que haviam feito.
  • Provavelmente, em dez minutos, você não conseguirá dar conta de corrigir e dar atenção necessária a todas as crianças. Por isso a gestão do tempo é tão importante: se programe a atender grupos de crianças diferentes em determinadas atividades. As que você atendeu mais pontualmente hoje, não serão as mesmas de amanhã. Cuide para que todas as crianças sejam contempladas ao final de determinado período.
  • Por isso também os agrupamentos produtivos são tão importantes em uma sala de aula. Em diferentes situações, você perceberá que as crianças aprendem demasiadamente umas com as outras. Clique aqui e acesse diferentes reportagens selecionadas pela Nova Escola a respeito de diferentes agrupamentos produtivos.
  • As intervenções realizadas anteriormente, no coletivo, valem agora também no individual:
  • Caso sobre ou falte letra, questione:
  • E essa letra que você não leu?
  • Você falou “fundo”, que termina com “o”, mas aqui a última letra não é “o”. É isso mesmo?
  • Então pergunte a ela se está correto.
  • É comum observarmos crianças juntando as preposições, artigos com as palavras maiores, porque não falamos pausadamente, ao contrário, falamos de forma rápida e contínua. Nesses casos, retire as palavras do texto e as pronuncie pausadamente juntas e separadas “doquintal” e “do quintal” para que assim se evidencie a diferença de uma forma e de outra.
  • Dê outros exemplos, como dizer que a palavrinha “do” você pode usar antes de outras palavras como “do mato”, “do cachorro”, “do quintal”.
  • E ainda assim, é provável que haverá crianças que não conseguirão perceber a separação das palavras em um único momento. Será a experiência escritora, e por consequência, a maior compreensão do nosso sistema de escrita que trarão essa percepção. Nesses casos você precisará dar maiores pistas, como por exemplo, dizendo que a próxima palavra da quadrinha é “não” e então pergunte qual é a última letra para que ela possa identificar e fazer a barra de espaço.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é a 2ª aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é reconhecer que textos são lidos e escritos da esquerda para a direita e de cima para baixo da página; reconhecer a separação das palavras, na escrita, por espaços em branco; ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, quadrinhas - gênero do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade; recitar quadrinhas com entonação adequada e observando as rimas.

Materiais necessários:

  • Recursos para projetar telas
  • Recursos para projetar vídeo
  • Recursos para imprimir atividades e painéis ou para copiá-los a mão.

Dificuldades antecipadas:

Algumas crianças podem ter dificuldades em encontrar estratégias para desenvolver procedimentos de leitura de ajuste, por ainda não conseguirem relacionar sons a letras. Nestes casos, as suas intervenções serão fundamentais para que as crianças percebam o quanto já sabem a respeito do nosso sistema de escrita. Ajude-as a utilizar as palavras estáveis para servirem de referência para a leitura. Clique aqui e entenda mais sobre a importância de trabalho com listas na alfabetização.

Assim, quando a criança percebe que o ME de melado é o mesmo ME de Melissa, ela começa a desenvolver estratégias para ler ainda que não leia convencionalmente. Nos slides, desafio a desafio estão sugeridas intervenções que podem tornar o seu trabalho mais produtivo, resultando no avanço da aprendizagem.

Por outro lado, algumas crianças podem encontrar facilidade nos desafios neste plano de descoberta por já conseguirem ler com autonomia. Nestes casos, desafie-os a ir além de ler e localizar palavras, mas incentive-os a criar novas rimas e versões para as quadrinhas. No tocante da percepção da estrutura do texto, para aqueles que estão mais avançados e percebem com facilidade que um texto se escreve de cima para baixo, ou ainda, percebe com tranquilidade os espaços entre as palavras sugira a monitoria (momento em que aqueles que sabem mais ensinam aos que “sabem menos”, porém este é um trabalho construído ao longo de um período, porque essas crianças com maior compreensão do nosso sistema precisam entender que ao fazer a lição pelo outro, não estão ajudando. O que eles precisam é explicar como pensaram, como conseguiram resolver o problema, e então, permitir que o seu colega faça).

Referências sobre o assunto:

CABRAL, L. S. Guia prático de alfabetização. São Paulo: Editora Contexto, 2003.

FERREIRO, E.; TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999.

LERNER, D. Ler e escrever na escola. O real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2007.

MORAIS, A. G. Como eu ensino - Sistema de escrita alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2012.

SOLÉ, I. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed: 1998.

WEISZ, T. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 2002.

Textos:

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 4 minutos

Orientações:

  • Inicie a aula dizendo que hoje vocês brincarão com quadrinhas e que a ideia é brincar com as palavras.
  • Pergunte se alguma criança conhece alguma quadrinha e queira recitá-la.
  • Permita que as crianças recitem quadrinhas conhecidas. Peça que venham até a frente da turma. Ajude-as com os gestos, postura e entonação de voz. Por exemplo, se alguma criança for recitar “Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão…”:
  • Que faça o gesto de nascer erguendo as mãos.
  • De esparramar, movimentando as mãos de um lado para o outro, por exemplo.
Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 6 minutos

Orientações:

  • Projete as telas com as quadrinhas, imprima os painéis ou os reproduza em papel grande, tipo cartolina, sempre com letra de forma e maiúscula. Clique aqui para saber mais a respeito da opção desse tipo de letra no processo de alfabetização. Clique aqui e acesse o arquivo com os painéis.
  • Recite as três quadrinhas para as crianças. Cuide da sua entonação e expressão corporal para que sejam recitadas com entonação e melodia. Neste momento da leitura, você estará sendo modelo leitor para as crianças.
  • Num segundo momento, leia as quadrinhas, apontando para as palavras de cada frase, relacionando o que se fala com o que está escrito. Quando você aponta o dedo para onde está lendo, elas terão a oportunidade de perceber algumas características fundamentais de estrutura da escrita, como por exemplo, que um texto se lê de cima para baixo, e também, que se lê da esquerda para a direita. Tais fundamentos serão contemplados por todo o plano de aula (conjunto de três aulas). Clique aqui e acesse um texto da Nova Escola que trata com muita propriedade da importância da leitura feita pelo professor, não apenas para mobilizar à leitura, mas também para evidenciar aos estudantes às estruturas da escrita.
  • Pergunte se conseguem pensar por qual motivo algumas letras estão coloridas nos painéis.
  • É interessante que as crianças percebam que:
  • A quadrinha é um texto que tem a finalidade de divertir, brincar.
  • Que são formadas por quatro versos.
  • Que a última palavra do segundo e do quarto versos sempre rimam.
  • Interpretem as quadrinhas: A intenção neste momento é que as crianças consigam, ainda que coletivamente, compreender os sentidos das palavras na quadrinha:
  • O que são andorinhas? (R: espécie de pássaros)
  • Por que nesta quadrinha é sugerido que seremos amigas como as andorinhas? (R: porque as andorinhas sempre estão em grupos, juntas)
  • Você sabia que as andorinhas sempre vivem em grupos?
  • E nós, seres humanos, vivemos em grupos? O que aprendemos vivendo em grupos? (R: aprendemos a conviver, falar, compartilhar, etc)
  • Além das andorinhas, a que mais, nos remete o verão? (R: Sol, praia, alegria, brincadeiras, etc)
  • Você tem um amigo do coração?
  • Diga que você percebeu o quanto eles já conhecem quadrinhas e entendem o que elas estão dizendo, e por isso, você tem alguns desafios novos com quadrinhas.
Slide Plano Aula

Orientações:

  • Projete as telas com as quadrinhas, imprima os painéis ou os reproduza em papel grande, tipo cartolina, sempre com letra de forma e maiúscula. Clique aqui para saber mais a respeito da opção desse tipo de letra no processo de alfabetização. Clique aqui e acesse o arquivo com os painéis.
  • Recite as três quadrinhas para as crianças. Cuide da sua entonação e expressão corporal para que sejam recitadas com entonação e melodia. Neste momento da leitura, você estará sendo modelo leitor para as crianças.
  • Num segundo momento leia as quadrinhas, apontando para os painéis, relacionando aquilo que fala com aquilo que está escrito. Quando você aponta o dedo para onde está lendo, elas terão a oportunidade de perceber algumas características fundamentais de estrutura da escrita, como por exemplo, que um texto se lê de cima para baixo, e também, que se lê da esquerda para a direita. Tais fundamentos serão contemplados por todo o plano de aula (conjunto de três aulas). Clique aqui e acesse um texto da Nova Escola que trata com muita propriedade da importância da leitura feita pelo professor, não apenas para mobilizar à leitura, mas também para evidenciar aos estudantes às estruturas da escrita.
  • Pergunte se conseguem pensar por qual motivo algumas letras estão coloridas nos painéis.
  • É interessante que as crianças percebam que:
  • A quadrinha é um texto que tem a finalidade de divertir, brincar.
  • Que são formadas por quatro versos.
  • Que a última palavra do segundo e do quarto versos sempre rimam.
  • O que cada quadrinha está dizendo. A intenção neste momento é que as crianças consigam, ainda que coletivamente, compreender os sentidos das palavras na quadrinha:
  • Em suas casas têm quintal? (resposta pessoal)
  • Vocês sabem o que é um tacho (sinônimo de bacia / vasilhame)?
  • Já comeram melado? (resposta pessoal)
  • Vocês acreditam que quem não sabe cantar ou brincar deve ficar calado, de fora da brincadeira? (R: espera-se que as crianças tenham uma postura inclusiva e percebam que aqueles que não sabem cantar podem participar da brincadeira fazendo outras coisas, como batendo palmas, por exemplo)
  • Quem não sabe cantar pode fazer o que numa brincadeira de quadrinhas? (R: bater palmas, assobiar, etc)
  • Diga que você ”percebeu o quanto eles já conhecem quadrinhas e entendem o que elas estão dizendo, e por isso, você tem alguns desafios novos com quadrinhas.”
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Orientações:

  • Projete as telas com as quadrinhas, imprima os painéis ou os reproduza em papel grande, tipo cartolina, sempre com letra de forma e maiúscula. Clique aqui para saber mais a respeito da opção desse tipo de letra no processo de alfabetização. Clique aqui e acesse o arquivo com os painéis.
  • Recite as três quadrinhas para as crianças. Cuide da sua entonação e expressão corporal para que sejam recitadas com entonação e melodia. Neste momento da leitura, você professor, estará sendo modelo leitor para as crianças.
  • Num segundo momento leia as quadrinhas, apontando para os painéis, relacionando aquilo que fala com aquilo que está escrito. Quando você aponta o dedo para onde está lendo, elas terão a oportunidade de perceber algumas características fundamentais de estrutura da escrita, como por exemplo, que um texto se lê de cima para baixo, e também, que se lê da esquerda para a direita. Tais fundamentos serão contemplados por todo o plano de aula (conjunto de três aulas). Clique aqui e acesse um texto da Nova Escola que trata com muita propriedade da importância da leitura feita pelo professor, não apenas para mobilizar à leitura, mas também para evidenciar aos estudantes às estruturas da escrita.
  • Pergunte se conseguem pensar por qual motivo algumas letras estão coloridas nos painéis.
  • É interessante que as crianças percebam que:
  • A quadrinha é um texto que tem a finalidade de divertir, brincar.
  • Que são formadas por quatro versos.
  • Que a última palavra do segundo e do quarto versos sempre rimam.
  • O que cada quadrinha está dizendo. A intenção neste momento é que as crianças consigam, ainda que coletivamente, compreender os sentidos das palavras na quadrinha:
  • Por que a quadrinha fala em tinta, papel e caneta? (R: porque a quadrinha fala em uma saudade tão grande que é impossível descrevê-la, não caberia em nenhum papel e nenhuma tinta seria suficiente)
  • O que fazemos com tinta, papel e caneta? (R: escrevemos)
  • Vocês já sentiram saudades de alguém?(resposta pessoal)
  • Diga que você percebeu o quanto eles já conhecem quadrinhas e entendem o que elas estão dizendo, e por isso, você tem alguns desafios novos com quadrinhas.

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Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • O desafio será as crianças organizarem a quadrinha que será oferecida em fatias.
  • Escolha uma das quadrinhas que as crianças melhor memorizaram e a imprima ou a reproduza sempre com letra de forma e maiúscula. Clique aqui e acesse o arquivo com as quadrinhas fatiadas.
  • Separe as crianças em duplas ou trios dependendo do número de crianças. Separe-as em um agrupamento produtivo na perspectiva da hipótese de escrita de cada criança.
  • Devem trabalhar juntas crianças que possuam hipóteses próximas para que não se corra o risco de que, aquela que é mais familiarizada com a escrita, realize a atividade sozinha. E ainda, espera-se que, com hipóteses de escrita próximas, possa haver maior troca e debate a respeito de suas hipóteses em relação à leitura.
  • Lembrando que as hipóteses são: pré silábica, silábica sem valor sonoro, silábica com valor sonoro, silábica alfabética e alfabética. Clique aqui para saber mais.
  • Agrupe, por exemplo, crianças com hipótese alfabética com aquelas que possuam hipótese silábica alfabética. Ou ainda, alunos com hipótese silábica com valor sonoro com aqueles que têm a hipótese silábica sem valor sonoro. Um outro modelo de agrupamento é: estudantes com hipótese silábica sem valor sonoro com aqueles com hipótese pré silábica.
  • Diga a eles que hoje a Chapeuzinho Vermelho estava atrapalhada e fez uma bagunça: embaralhou todos os versos que estavam na sua frente, e por isso, você precisará da ajuda de todos. Aproveite o slide para realizar a atividade coletivamente num primeiro instante:
  • Leia a cantiga da maneira que aparece no slide.
  • Pergunte às crianças se está correto.
  • Peça a ajuda de todos para organizar.
  • À frente do verso anote o número correspondente do verso.
  • Após ter encontrado a ordem correta, recite novamente, agora na ordem correta apontando com o dedo para os grafemas correspondentes aos fonemas falados.
  • Distribua a quadrinha fatiada para cada dupla ou trio.
  • Oriente-os quanto à organização do texto, perguntado:
  • Onde a quadrinha deve ser montada?
  • Podemos colocar o primeiro verso da quadrinha embaixo? (R: não, o primeiro verso é sempre em cima)
  • Onde devemos colocar o primeiro verso da quadrinha? Por que? (R: Espera-se que as crianças compreendam que os textos sempre são organizados de cima para baixo, desta forma, o primeiro verso deve estar em cima)
  • Diga que podem começar a tentar organizar a bagunça da Chapeuzinho Vermelho.
  • Circule entre os grupos verificando as construções. Auxiliando-os sempre que necessário.
  • Peça que a turma confirme se de fato aquele é o verso correto. Provoque-os a refletir:
  • Peça que uma criança que não concorda que aquele seja o verso correto justifique a sua resposta. Pergunte: Por que você acredita que aqui não está escrito “Lá no fundo do quintal”?
  • Da mesma forma, peça que uma criança que concorda, que sim, que aquele é o verso correto, justifique a sua resposta. Pergunte a ela: como você sabe que aqui está escrito “Tem um tacho de melado”?
  • Se a criança selecionar uma ficha errada, você precisa fazer com que ela perceba a falta de relação entre aquilo que ela fala com aquilo que está escrito. Por exemplo:
  • Se ela pegar o quarto verso “É melhor ficar calado” quando na verdade deveria ter pegado o terceiro “Quem não sabe cantar verso”, pergunte: “Quem” começa com qual letra? Tem algum amigo que tem o “QUE” no nome? E como é que se escreve?”.
  • Ou ainda: neste verso tem a palavra “não” e nós já aprendemos a escrever a palavra “não”. Vamos tentar achá-la?
  • Lembre-se que você faz refletir com pontos de interrogação e não com pontos finais.
  • Permita que as crianças possam conversar e debater. Cuide que suas respostas sejam dadas para a turma e não para você. Assim, estará desenvolvendo a capacidade de argumentar, de defender suas perspectivas.
  • Continue até que toda a quadrinha tenha sido construída.
  • Caso os grupos de crianças que possuem “menos conhecimento” sobre a escrita apresentem muitas dificuldades, ajude-os a relacionar as palavras com as palavras estáveis da sala. Clique aqui para saber mais a respeito da função das listas em um ambiente alfabetizador. Por exemplo:
  • A palavra “lá” me parece com o começo de um nome de uma amiga que temos aqui na sala…
  • Onde está escrito o nome da amiga Laura?
  • Lá no fundo do quintal começa com o LA de Laura.
  • Caso os grupos de crianças que possuam “mais conhecimento” sobre a escrita julguem muito fácil a atividade, a sugestão é que você junte as fatias de duas quadrinhas e peça que organizem apenas uma, desprezando as demais fatias, ou organizem as duas.
  • Recite a quadrinha com as crianças.
  • Recite novamente agora acompanhando com o painel. Aponte para as palavras conforme forem recitadas.
  • Desafie as crianças a localizarem as palavras que rimam na quadrinha e grife-as. Por exemplo, as palavras SAUDADE e CIDADE. Peça que leiam as palavras e identifiquem quais letras fazem as palavras rimarem.
  • Recolha as fatias e diga-lhes que tem um novo desafio. Mas que agora será para toda a turma junta.
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Orientações:

  • Escreva uma quadrinha no quadro, porém sem espaços entre as palavras. Esse tipo de escrita junta ou com espaços excessivos é comum para quem está no início de compreensão do nosso sistema de escrita. São os textos hipossegmentados ou hipersegmentados. Clique aqui e aqui e acesse textos e trabalhos realizados em diferentes momentos para oportunizar o avanço dos estudantes.
  • Diga que você tinha um aluno que só escrevia desse jeitinho. E pergunte:
  • Está certo ou esta escrita pode ser melhorada?
  • Em que pode ser melhorada?
  • Devemos escrever assim? Com todas as palavras juntas, sem os espaços? (R: não, há espaços entre as palavras)
  • Fica fácil ler e entender dessa forma que está escrito? Sem espaços? (R: não, a leitura fica confusa e mais difícil)
  • Ao chegarem à conclusão que precisa de espaço entre as palavras, escolha crianças, uma de cada vez, para vir até o quadro e fazer uma barra colorida entre uma palavra e outra.
  • Após cada criança fazer a sua barra, peça que a criança leia a sua palavra demarcada, colocando o dedinho embaixo de onde está lendo.
  • Caso sobre ou falte letra, questione:
  • E essa letra que você não leu?
  • Você falou “fundo” que termina com “o”, mas aqui a última letra não é “o”. É isso mesmo?
  • Então pergunte a ela se está correto.
  • Depois pergunte à turma se alguém faria diferente.
  • Permita que as crianças debatam e exponham as suas hipóteses e estratégias.
  • Selecione crianças para irem até o painel e anotar quantas palavras há em cada verso, uma por vez.
  • Após a primeira criança ter anotado a quantidade de palavras no verso (Lá 1 / No 2 / Fundo 3, e assim por diante), chame a segunda criança para revisar o registro do amigo e dizer se está certo ou não em seu ponto de vista.
  • Se houver divergência entre as duas contagens que justifiquem e debatam.
  • Atenção, atente-se aos argumentos das crianças. Suas falas serão valiosos recursos para você saber o que elas já sabem e a partir daí avançar, por exemplo:
  • É comum observarmos crianças juntando as preposições, artigos com as palavras maiores, porque não falamos pausadamente, ao contrário, falamos de forma rápida e contínua. Nesses casos, retire as palavras do texto e as pronuncie pausadamente juntas e separadas “doquintal” e “do quintal” para que assim evidencie a diferença de uma forma e de outra. Outros exemplos prováveis de hipossegmentação: “temum” para “tem um”, “demelado” para “de melado”, “émelhor” para “é melhor”.
  • Dê outros exemplos, como dizer que a palavrinha “do” você pode usar antes de outras palavras como “do mato”, “do cachorro”, “do quintal”.
  • E ainda assim, é provável que haverá crianças que não conseguirão perceber a separação das palavras em um único momento. Será a experiência escritora, e por consequência, a maior compreensão do nosso sistema de escrita que trarão essa percepção. Nesses caso,s você precisará dar maiores pistas, como por exemplo, dizendo que a próxima palavra da quadrinha é “não” e então pergunte qual é a última letra para que ela possa identificar e fazer a barra de espaço.
  • Para as crianças que estão no início da compreensão do nossos sistema de escrita, sabemos que as palavras com poucas letras são um grande desafio para elas, pois não admitem a princípio uma palavra escrita dessa forma (com poucas letras). Clique aqui e acesse artigo sobre os níveis de escrita, segundo Ferreiro e Teberosky.
  • Após todas as palavras terem sido separadas pelas barras, peça que as crianças ditem a quadrinha para você e a reescreva ao lado. Mas diga que você precisa que elas informem quando tiver espaço. Então terão que ditar: espaço no espaço fundo espaço do espaço quintal, etc.
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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Agora cada criança será desafiada a realizar um desafio sozinha: De reescrever verso(s) da quadrinha separando as palavras.
  • Para as crianças que possuem menos conhecimento sobre o nosso sistema de escrita, ofereça apenas um verso da quadrinha. Conforme a criança tenha mais conhecimento, aumente o desafio oferecendo mais versos.
  • Clique aqui e imprima as atividades com um, dois, três ou quatro versos.
  • Repita o procedimento de circular entre as crianças, auxiliando-as e provocando-as a refletir sobre suas escolhas:
  • Peça que coloquem o dedinho embaixo da palavra e leiam. Que assim ajustem aquilo que estão falando com aquilo que está escrito. Clique aqui para saber mais a respeito da leitura de ajuste que é uma das estratégias de leitura que faz com que as crianças avancem em suas hipóteses a respeito do nosso sistema de escrita.
  • Por exemplo, se a criança leu passando o dedinho rapidamente sob as palavras, você pode dizer: Desculpe, mas essas duas letrinhas são o que mesmo?
  • Quando você leu sobraram essas letras. De quais palavras elas são?
  • Conforme forem concluindo, peça que conversem com os colegas para que possam comparar suas escritas.
  • Durante a conversa, se acharem necessário, elas podem mudar o que haviam feito.
  • Provavelmente, em dez minutos, você não conseguirá dar conta de corrigir e dar atenção necessária a todas as crianças. Por isso a gestão do tempo é tão importante: se programe a atender grupos de crianças diferentes em determinadas atividades. As que você atendeu mais pontualmente hoje, não serão as mesmas de amanhã. Cuide para que todas as crianças sejam contempladas ao final de determinado período.
  • Por isso também os agrupamentos produtivos são tão importantes em uma sala de aula. Em diferentes situações, você perceberá que as crianças aprendem demasiadamente umas com as outras. Clique aqui e acesse diferentes reportagens selecionadas pela Nova Escola a respeito de diferentes agrupamentos produtivos.
  • As intervenções realizadas anteriormente, no coletivo, valem agora também no individual:
  • Caso sobre ou falte letra, questione:
  • E essa letra que você não leu?
  • Você falou “fundo”, que termina com “o”, mas aqui a última letra não é “o”. É isso mesmo?
  • Então pergunte a ela se está correto.
  • É comum observarmos crianças juntando as preposições, artigos com as palavras maiores, porque não falamos pausadamente, ao contrário, falamos de forma rápida e contínua. Nesses casos, retire as palavras do texto e as pronuncie pausadamente juntas e separadas “doquintal” e “do quintal” para que assim se evidencie a diferença de uma forma e de outra.
  • Dê outros exemplos, como dizer que a palavrinha “do” você pode usar antes de outras palavras como “do mato”, “do cachorro”, “do quintal”.
  • E ainda assim, é provável que haverá crianças que não conseguirão perceber a separação das palavras em um único momento. Será a experiência escritora, e por consequência, a maior compreensão do nosso sistema de escrita que trarão essa percepção. Nesses casos você precisará dar maiores pistas, como por exemplo, dizendo que a próxima palavra da quadrinha é “não” e então pergunte qual é a última letra para que ela possa identificar e fazer a barra de espaço.
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