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Atividade - Exploração com espelhos e caixas

POR: Bárbara de mello 30/11/2018
Código: EDI1_07UND03

1º ano / Educação Infantil

Atividade alinhada à BNCC:

(EI01ET03) Explorar o ambiente pela ação e observação, manipulando, experimentando e fazendo descobertas.

(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.

(EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras.

Plano de atividade de Educação Infantil com atividades para Bebês sobre Exploração do ambiente pela ação e observação

Resumo

ilustracao

Prenda espelhos dentro de caixas e permita que os pequenos explorem e brinquem com esses materiais.

O que fazer antes?

Contextos prévios:

Os bebês costumam ser curiosos por natureza e sempre buscam novas possibilidades de pesquisa e compartilhamento de suas descobertas. Nesta proposta de experiência, o professor organizapreviamente o espaço, na área interna e/ou externa da sala de referência, caixas de sapatos de tamanhos diferentes com espelhos fixados no interior delas, dispostas no chão e na parede. Na organização desta atividade deve haver, também, conjuntos de bolaspequenas (cerca de 10 cm de diâmetro). Peça para que as famílias colaborem com as caixas, explicandoa elas a proposta.

Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:

Brincadeiras no espelho (link)

O que eu vejo quando me olho no espelho? (link)

Ops... Achou! Espelho e algo mais... (link)

Quem está aí? Brincando com panos e espelho (link)

O que há na caixa? Brincando com adereços no espelho (link)

Materiais:

Caixas de sapatos de tamanhos diversos com tampas e espelho fixado ao fundo. Fita dupla face ou cola quente para fixar os espelhos dentro das caixas e fita adesiva para fixar as caixas na parede. Conjuntos de bolas pequenas (cerca de 10 cm de diâmetro), de material plástico firme e/ou bola de meia, e/ou bola de tênis e/ou bola de espuma revestida de panos com texturas diferentes. É importante que tanto os espelhos como as caixas na parede estejam fixados com segurança para o manuseio dos bebês.

Espaços:

A atividade pode ser realizada nas áreas internas ou externas da sala de referência, de acordo com a disponibilidade de espaço na escola. O ambiente deve estar organizado antes de os bebês chegarem, com as caixas e os espelhos fixados dentro delas, disponibilizadas estrategicamente no chão e na parede, próximas umas das outras, para que os bebês possam se reunir em pequenos grupos. Devem estar tampadas para que os eles sintam-se convidados a abrir e fechá-las com autonomia, explorando as possibilidades do material. Coloque uma ou duas bolas dentro de cada uma e, as demais bolas, disponibilize agrupadas ao lado, fora dos cestos (ou das caixas).

Tempo sugerido:

Aproximadamente 40 minutos.

Perguntas para guiar suas observações:

1. Um ambiente organizado intencionalmente convida e instiga os bebês. Como cada bebê reage ao entrar no ambiente e encontrar os materiais disponibilizados e como eles o exploram?

2. O bebê percebe a sua imagem refletida no espelho no interior da caixa ? Qual a reação dele diante do espelho?

3. Como cada bebê compartilha com os demais pares e com o professor as suas descobertas?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada criança ou do grupo. Considere as especificidades de cada bebê ao propor a atividade. Para os que não se locomovem com autonomia, organize um ambiente que favoreça o contato com as demais crianças e com as caixas e bolas, de maneira que estejam posicionadas próximas a eles, e assim tenham acesso para manusear e investigar os objetos de acordo com seus interesses. Incentive a participação de todos, mas respeite o tempo de cada bebê em seu engajamento com a proposta.

O que fazer durante?

1

Convide o grupo todo para se locomover até o ambiente previamente organizado com as caixas e as bolas e explique a brincadeira. Possibilite que todos os bebês tenham acesso a esse local e observe como cada bebê, escolhe e atua diante dos materiais e do espaço. Perceba como eles se agrupam, fazem escolhas e interagem com os objetos e entre eles. Registre em fotografias e vídeos para documentação pedagógica. É importante que os bebês tenham tempo para essa observação inicial, para o manuseio e para descobertas das possibilidades com as caixas com espelhos e bolas. Esteja recíproco a eles, respondendo às falas, aos gestos e às expressões.


2

Os bebês podem ficar curiosos com as várias possibilidades exploratórias dos materiais, como por exemplo, abrir e fechar as caixas, colocar e retirar a bola de dentro delas repetidas vezes e com o reflexo da bola no espelho, assim como sua própria imagem refletida no fundo delas. Fique próximo a um dos pequenos grupos e dê sentido às descobertas e hipóteses levantadas pelos bebês. Chame atenção para as observações deles: Olhe, você descobriu a bola dentro da caixa? O amigo está se vendo no fundo da caixa, vamos nos ver também?

Possíveis ações das crianças nesse momento: Um bebê segura a caixa e olha para si. Abre e fecha numa brincadeira de esconder/achar e parece se divertir por um tempo nessa pesquisa exploratória. Depois, vira para o amigo e descobre o reflexo diferente ali dentro. Movimenta e acompanha com os olhos atento às mudanças a partir de seus gestos.


3

Enquanto os bebês estão engajados em suas descobertas, interaja individualmente ou em duplas. Apresente uma das caixas com a tampa e brinque de adivinhar o que há dentro: a bola ou a imagem de cada um. Ao virar a caixa com o espelho para os bebês, instigue-os para que criem hipóteses. É possível que reajam com gestos e expressões, na tentativa de descobrirem o conteúdo. Num gesto de surpresa, mas, com muita sensibilidade, abra a caixa lentamente para a criança e mostre o espelho. Utilize o nome do bebê ao falar com ele. Garanta que todos participem segundo as próprias preferências, ritmos e possibilidades.

Possíveis ações das crianças neste momento: O bebê está envolvido e curioso para ver o que há dentro da caixa, se expressa sorrindo e balbucia. Ao ver sua própria imagem, aponta, bate palmas e olha para o professor.

Possíveis fala do professor neste momento: Quem é que aparece na caixa?

Possíveis ações das crianças neste momento: O bebê abre a caixa e percebe a sua própria imagem, reage com expressão de surpresa e compartilha com os demais.


4

Oportunize tempo para a continuidade da exploração dos materiais no grupo. Os bebês podem utilizar as caixas com os espelhos para brincar de colecionar e transportar as bolas, como outras possibilidades de experimentação. Por exemplo: além de colocar mais bolas na caixa e observar, os bebês podem ser instigados por você a comparar imagens de uma ou mais bolinhas.Os espelhos contribuem para uma noção tridimensional dos objetos e potencializa a atividade exploratória dos bebês, que ficam encantados com a imagem refletida no interior da caixa. Esteja atento às descobertas dos bebês e as registre em fotografias e/ou vídeos para documentação pedagógica.


Para finalizar:

Um pouco antes de terminar a atividade, sinalize às crianças qual será o próximo momento do dia, atribuindo uma previsibilidade à experiência seguinte do cotidiano. Isso ajuda na compreensão das noções de tempo e espaço. Convide-as para guardar as bolas dentro das caixas/cestos antes de dar continuidade à próxima atividade, utilizando a música “Arrumar a Bagunceira”, do Palavra Cantada, no decorrer da arrumação.

Desdobramentos

Disponibilize outros brinquedos e objetos já conhecidos pelos bebês dentro das caixas ou elementos naturais, por exemplo, folhas diversas . Eles vão ficar curiosos com a observação dos reflexos desses materiais no espelho e com a brincadeira de selecionar, colecionar, esconder e achar. Repita a atividade ao longo da semana. Uma boa proposta, em um momento posterior, é mostrar aos bebês os vídeos e as fotos dos registros das atividades e dialogar sobre o que estão vendo.

Engajando as famílias

Convide as famílias para uma roda de conversa junto com seus bebês. Peça aos responsáveis que fiquem com eles no colo e proponha uma brincadeira de adivinhar o que há dentro da caixa. Deve haver mais de uma caixa para que não haja uma longa espera. Outra possibilidade é organizar a proposta em pequenos grupos, com três a quatro responsáveis e seus bebês. A caixa deve estar vazia para que o bebê veja o seu reflexo, junto ao responsável. Combine com as famílias para que deem sentido a gestos, ações e falas dos bebês, dialogando com eles sobre o que estão vendo. Ao final, cada família registrará uma palavra que descreva o momento num cartaz coletivo.


Este plano de atividade foi elaborado pelo Time de Autores NOVA ESCOLA

Autor:  Bárbara de Mello

Mentor: Keli Luca

Especialista do subgrupo etário: Ana Teresa Gavião

Campos de Experiência:  O eu, o nós e o outro; corpo, gestos e movimentos; espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.
Objetivos e códigos da Base
Centrais:

(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
(EI01ET03) Explorar o ambiente pela ação e observação, manipulando, experimentando e fazendo descobertas.
Transversal:

(EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras.
Abordagem didática: os espelhos de diversos tamanhos e formas são extraordinárias e sedutoras possibilidades para os bebês se conhecerem, (re) conhecerem o outro, o grupo e o ambiente em que estão. Os espelhos tornam visível e concreto o que se encontra, o que pode ser um elemento que ajuda os bebês a se conhecerem. Diante desses objetos, os bebês conseguem perceber pontos de vista diversos sobre si e o grupo, aprender noções de perspectivas (profundidade, altura, horizontalidade etc) e desenvolver um olhar para si, para seu corpo e para os movimentos que faz.

Apoiador Técnico


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