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Plano de aula > Língua Portuguesa > 6º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Descobrindo palavras derivadas e compostas

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 6º ano do EF sobre Descobrindo palavras derivadas e compostas

Plano 01 de 3 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Maria Ruth De Castro Almeida Barbosa

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a primeira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é identificar, a partir da análise de verbetes, a regularidade de formação de palavras por derivação e composição.

Materiais necessários:

Dicionário - grande - para introduzir a aula, questionando os alunos sobre como é possível haver tantas palavras na língua. (Levar um dicionário referência: Houaiss, Aurélio, Aulete... Provavelmente, haverá um na biblioteca da escola.)

Jogo das palavras (imprimir, se possível, em papel mais grosso, tipo vergê, cartolina ou color-set). Número de impressão igual ao número de alunos da turma dividido por dois. É importante que as palavras já estejam recortadas e misturadas). Veja o material aqui.

Quadro.

Dificuldades antecipadas: As palavras compostas que se juntam sem hífen, com perda de alguma letra, podem trazer dificuldade para os alunos. Assim, pode ser necessário que o professor explique a origem das palavras. Por exemplo, o “girassol” é assim chamado porque a flor gira em direção ao sol.

Referências sobre o assunto:

Explicações e exemplos de palavras compostas e derivadas: CUNHA, Celso. Gramática Básica do Português Contemporâneo. Capítulos 04.01, 04.02 e 04.06. Disponível em <http://www.aulete.com.br/site.php?mdl=gramatica>. Acesso em: 20 out. 2018.

Palavras derivadas e compostas. Ciberdúvidas de Língua Portuguesa. Disponível em: <https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/palavras-compostas-e-derivadas/30253>. Acesso em: 7 jul. 2018.

Formação de palavras: composição, derivação e seus tipos. Disponível em: <https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/formacao-de-palavras-derivacao-composicao-e-seus-tipos.htm>. Acesso em: 20 out. 2018.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Reserve, com antecedência, o material indicado nas anotações do slide anterior. Atente-se também ao tempo destinado a cada etapa do plano de aula, a fim de aproveitá-lo da melhor forma possível.
  • Inicie a aula, dizendo aos alunos que a aula será muito divertida.
  • Peça que leiam o tema da aula no slide e diga-lhes que vão descobrir essas palavras conjuntamente.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Apresente aos alunos um dicionário grande (Aurélio, Houaiss, Aulete) e pergunte quantas palavras eles acham que há ali. Depois, pergunte onde poderiam procurar essa informação. Espere a resposta e leia a indicação, no próprio dicionário, de quantas palavras há ali, comparando com os números apresentados pelos alunos.
  • Prossiga, instigando o pensamento do aluno, levando-o a refletir sobre alguns pontos importantes, tais quais os listados a seguir: Como será que é possível ter tantas palavras em nossa língua, como essas palavras se formam (veja perguntas no slide). Veja que respostas diferentes podem aparecer, e que elas não se excluem. Se alguém disser, por exemplo, que as palavras são inventadas com o passar do tempo, concorde com a hipótese, reforçando que isso ocorre por vários motivos, como o surgimento de novas tecnologias; a palavra “celular”, por exemplo, surgiu da necessidade de nomear um novo aparelho de comunicação. Se disserem que há palavras de outras línguas que vão se juntando à nossa, concorde, lembrando que provavelmente já aprenderam, nas aulas de História, sobre a formação do povo brasileiro e que os povos estrangeiros contribuíram também com a formação de nossa língua; pode-se afirmar, por exemplo, que a palavra “pipoca” é de origem indígena. Continue estimulando outras respostas. Se os alunos falarem em gírias, aceite isso, também, como resposta correta, ressaltando apenas que as gírias não necessariamente são conhecidas por todos e nem sempre constarão em dicionários, pois, muitas vezes, elas são restritas a um dado momento histórico. Pode ser que digam que as palavras se misturam ou que letras são acrescentadas e aumentam seu tamanho, que umas palavras vêm de outras palavras etc.
  • Caso respondam assim, pergunte como isso pode acontecer; caso não deem essa resposta, leve-os a pensarem sobre o assunto, perguntando-lhes como se sente uma pessoa ao receber uma boa notícia ou um prêmio. Deixe a resposta chegar a “feliz”; se não chegar, pergunte se pode ser. Pergunte, então, qual o contrário de “feliz”. (Provavelmente dirão “infeliz”). Pergunte-lhes então se essas palavras são parecidas. (Dirão que sim, possivelmente, e talvez cheguem a falar que muda apenas o início.) Caso não digam isso diretamente, pergunte-lhes o que muda na escrita e no significado. (Espera-se que digam que em uma palavra há a sílaba “in-” e que essa sílaba altera o significado da palavra.)
  • Escreva no quadro a palavra “feliz”. Pergunte aos alunos o que devem fazer para indicar o antônimo dessa palavra. (Provavelmente dirão que deve ser acrescido uma parte, um pedaço: “in”.)
  • Reforce a resposta, dizendo que vai usar o “in”, que é um afixo, ou seja, um “pedaço” de palavra que é colocado junto com aquilo que é fixo, que não muda, e que também é chamado de “radical” - a parte fixa. Reforce essa ideia para que os alunos não pensem que radical é o mesmo que afixo.
  • Pergunte se há outro afixo que se possa acrescentar à palavra. (Espere surgir “-mente”; se não surgir, pergunte se pode usar e se isso muda o sentido da palavra). Continue anotando. Os alunos devem chegar à conclusão de que a palavra muda, que dá ideia de modo; se não, pergunte se isso é possível. Lembre que esse novo pedaço é outro afixo. Importante: a nomeação dos morfemas não deve ser dada com ênfase à nomenclatura, no sentido de que os alunos precisam repetir os nomes para memorizá-los, mas para facilitar a identificação destes como facilitadores de criação de novas palavras.
  • Conclua, perguntando, de forma retórica, aos alunos, se perceberam como é possível economizar na “invenção” de novas palavras, apenas modificando as que já existem?

Materiais complementares: Dicionário grande (Houaiss, Aurélio, Aulete - talvez tenha algum na biblioteca escolar).

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 35 minutos

Orientações:

  • Prossiga a aula, dizendo que a criação de palavras pode até parecer mágica, mas não é, porque a gente tem regras. Pergunte-lhes que palavra, normalmente, é usada para fazermos uma mágica. Esperar que surja a palavra “abracadabra”. Se não aparecer, pergunte se os alunos a conhecem ou se já a ouviram em alguma história ou show de mágica e finalize dizendo que ela é muito comum.
  • Pergunte-lhes se alguém sabe como surgiu a palavra “abracadabra”. Se alguém souber, deixe que fale e apenas complemente de acordo com as orientações a seguir.
  • Caso ninguém saiba como surgiu a palavra, prossiga. Diga-lhes que Ilan Brenman, um grande escritor da atualidade, tem uma explicação para a definição para a palavra e a apresenta em seu livro “Abracadabra - De onde vêm as palavras?”.
  • Informe que o autor, ao final do livro, explica alguns termos que nele aparecem, como se usasse verbetes. Pergunte se lembram o que é um verbete e, caso não saibam dizer o que é, explique que são as palavras do dicionário, com suas respectivas definições. Diga-lhes que eles verão dois verbetes com a definição de “abracadabra”. A primeira, retirada do livro de Ilan Brenman; a segunda, do dicionário Aulete Digital.
  • Peça aos alunos que acompanhem a leitura da definição dada pelo autor. Projete ou apenas leia o que está projetado.
  • Pergunte o que acharam da definição e como, então, a palavra “abracadabra” foi formada. Os alunos devem chegar à conclusão de que foi formada pela junção de duas palavras. Importante: lembre-se de falar que “abracadabra” foi formada por duas palavras que não pertencem à língua portuguesa; por isso, não temos as palavras “abraca” e “daba”; isso é interessante até para que os alunos saibam que a composição de palavras não acontece só em nossa língua. Reforce, ainda, que a palavra sofreu alteração ao longo do tempo.
  • Conclua, então, que uma das formas de se formar novas palavras é juntando duas outras (ou mais, em alguns casos).

Materiais complementares: projetor para exibição dos verbetes acima. Se não tiver, os verbetes podem ser escritos em cartazes ou em folhas que deverão ser entregues aos alunos.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Peça aos alunos que se sentem em duplas e entregue, a cada dupla, os cartões da folha (Jogo 1). Esses cartões já devem estar cortados e misturados, conforme explicado nas orientações do primeiro slide. Lembre-se de que cada dupla recebe um conjunto de cartões. Não se esqueça, também, de que será trabalhada uma atividade de cada vez; portanto, não entregue os dois jogos ao mesmo tempo. A folha com cartões das duas atividades você encontra aqui.
  • Dê a orientação para o jogo 1 (ver slide).
  • Faça a socialização das respostas, perguntando, primeiramente, quais as palavras que são parecidas na escrita. (Espera-se que os alunos percebam os seguintes pares: braço/antebraço; fazer/refazer; biótico/antibiótico; grande/grandalhão; rio/riacho; manhã/amanhecer.)
  • Ao continuar a socialização, faça uma pergunta para cada dupla, garantindo que todos participem e, se for o caso, peça a ajuda dos demais alunos para chegar à resposta desejada.
  • Pergunte, então, se é possível falar que uma palavra “veio” da outra ou que é derivada da outra. Espera-se que os alunos digam que sim.
  • Pergunte o que mudou de uma palavra para a outra, na escrita. (Os alunos poderão dizer que a palavra “aumentou” ou “ganhou mais um pedaço.”
  • Reforce, então, que já aprendemos que esses pedaços são chamados de afixos. Pergunte, então, se eles sempre aparecem na mesma posição em uma palavra. (Provavelmente, os alunos dirão que não, que há palavras em que aparecem no início, outras em que é no final, e outras em que é no início e no final.)
  • Prossiga, questionando como é que eles sabem disso? (Dirão, possivelmente, que perceberam isso comparando as palavras.) Talvez algum aluno diga que o próprio verbete mostra que as palavras sofreram acréscimos; se isso não acontecer, você pode direcionar a atenção deles para isso, pedindo que leiam, ao final dos verbetes, como foi feita a formação das palavras.
  • Prossiga a aula, perguntando aos alunos qual a função dos afixos nas palavras, o que mudou no significado das palavras o acréscimo deles. (Respostas esperadas: Em “antebraço” o “ante-” deu ideia de parte anterior; em “refazer”, o “re-” deu a ideia de repetir a ação; em “antibiótico”, o “anti-” deu a ideia de contra; em “grandalhão”, o “-ão” deu ideia de tamanho ainda maior; em “riacho”, o “-acho” deu a ideia de tamanho menor; em “amanhecer” o “a-” e o “-ecer”, juntos com manhã, tornaram a palavra uma ação.) Atenção: é importante diversificar os alunos que apontarão as respostas, de forma que todos possam participar ativamente da aula.
  • Entregue, a seguir, as fichas do jogo 2, também embaralhadas, e dê o comando aos alunos (ver slide; dê exemplo de palavra que pode ter modificação - “pernilongo”, que representa a junção de perna + longa. Escreva tal exemplo no quadro, se achar necessário.
  • Faça novamente a socialização das respostas, buscando ouvir os alunos (beija-flor; azul-marinho, girassol, manga-rosa, embora, segunda-feira, passatempo, chapéu de sol - nome de uma árvore -, porco-espinho). Talvez não consigam saber como foi formada a palavra “embora”. Não dê sinal de estranhamento, diga a resposta e fale que algumas palavras já foram tão incorporadas à nossa língua como uma palavra única e que, por isso, não percebemos sua origem; explique que, no passado, “ir embora” não significava apenas “partir”, “sair”, mas, sim, “sair em boa hora; no momento certo”.
  • Importante: Na socialização das respostas, não é necessário que o professor fixe os termos derivação e composição.

Materiais complementares: Fichas para jogos (link acima).

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Diga-lhes que, nesta aula, estudou-se a criação de novas palavras e como ocorrem os processos de formação de palavras. Diga, então, que agora é hora de concluir sobre o assunto.
  • Diga que algumas palavras se formam com o acréscimo de “pedaços”. Peça exemplos e anote-os no quadro.
  • Diga que há palavras que se formam com a junção de duas ou mais palavras. Peça exemplos e anote-os no quadro. Observação: há uma tendência de os alunos citarem palavras que já foram faladas ou estudadas durante a aula. Não há problema. Mas também não há problema em eles citarem outras, desde que estejam de acordo com o que foi trabalhado. Como se trata de uma atividade de fechamento, não há de se problematizar respostas agora. Aguarde respostas certas para registrar.
  • Faça o registro da conclusão no quadro e peça que os alunos a copiem no caderno: As palavras podem se formar pelo acréscimo de afixos, como em _____________ e _____________ ou pela junção de outras palavras, como em ______________ e __________________.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a primeira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é identificar, a partir da análise de verbetes, a regularidade de formação de palavras por derivação e composição.

Materiais necessários:

Dicionário - grande - para introduzir a aula, questionando os alunos sobre como é possível haver tantas palavras na língua. (Levar um dicionário referência: Houaiss, Aurélio, Aulete... Provavelmente, haverá um na biblioteca da escola.)

Jogo das palavras (imprimir, se possível, em papel mais grosso, tipo vergê, cartolina ou color-set). Número de impressão igual ao número de alunos da turma dividido por dois. É importante que as palavras já estejam recortadas e misturadas). Veja o material aqui.

Quadro.

Dificuldades antecipadas: As palavras compostas que se juntam sem hífen, com perda de alguma letra, podem trazer dificuldade para os alunos. Assim, pode ser necessário que o professor explique a origem das palavras. Por exemplo, o “girassol” é assim chamado porque a flor gira em direção ao sol.

Referências sobre o assunto:

Explicações e exemplos de palavras compostas e derivadas: CUNHA, Celso. Gramática Básica do Português Contemporâneo. Capítulos 04.01, 04.02 e 04.06. Disponível em <http://www.aulete.com.br/site.php?mdl=gramatica>. Acesso em: 20 out. 2018.

Palavras derivadas e compostas. Ciberdúvidas de Língua Portuguesa. Disponível em: <https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/palavras-compostas-e-derivadas/30253>. Acesso em: 7 jul. 2018.

Formação de palavras: composição, derivação e seus tipos. Disponível em: <https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/formacao-de-palavras-derivacao-composicao-e-seus-tipos.htm>. Acesso em: 20 out. 2018.

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Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Reserve, com antecedência, o material indicado nas anotações do slide anterior. Atente-se também ao tempo destinado a cada etapa do plano de aula, a fim de aproveitá-lo da melhor forma possível.
  • Inicie a aula, dizendo aos alunos que a aula será muito divertida.
  • Peça que leiam o tema da aula no slide e diga-lhes que vão descobrir essas palavras conjuntamente.
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Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Apresente aos alunos um dicionário grande (Aurélio, Houaiss, Aulete) e pergunte quantas palavras eles acham que há ali. Depois, pergunte onde poderiam procurar essa informação. Espere a resposta e leia a indicação, no próprio dicionário, de quantas palavras há ali, comparando com os números apresentados pelos alunos.
  • Prossiga, instigando o pensamento do aluno, levando-o a refletir sobre alguns pontos importantes, tais quais os listados a seguir: Como será que é possível ter tantas palavras em nossa língua, como essas palavras se formam (veja perguntas no slide). Veja que respostas diferentes podem aparecer, e que elas não se excluem. Se alguém disser, por exemplo, que as palavras são inventadas com o passar do tempo, concorde com a hipótese, reforçando que isso ocorre por vários motivos, como o surgimento de novas tecnologias; a palavra “celular”, por exemplo, surgiu da necessidade de nomear um novo aparelho de comunicação. Se disserem que há palavras de outras línguas que vão se juntando à nossa, concorde, lembrando que provavelmente já aprenderam, nas aulas de História, sobre a formação do povo brasileiro e que os povos estrangeiros contribuíram também com a formação de nossa língua; pode-se afirmar, por exemplo, que a palavra “pipoca” é de origem indígena. Continue estimulando outras respostas. Se os alunos falarem em gírias, aceite isso, também, como resposta correta, ressaltando apenas que as gírias não necessariamente são conhecidas por todos e nem sempre constarão em dicionários, pois, muitas vezes, elas são restritas a um dado momento histórico. Pode ser que digam que as palavras se misturam ou que letras são acrescentadas e aumentam seu tamanho, que umas palavras vêm de outras palavras etc.
  • Caso respondam assim, pergunte como isso pode acontecer; caso não deem essa resposta, leve-os a pensarem sobre o assunto, perguntando-lhes como se sente uma pessoa ao receber uma boa notícia ou um prêmio. Deixe a resposta chegar a “feliz”; se não chegar, pergunte se pode ser. Pergunte, então, qual o contrário de “feliz”. (Provavelmente dirão “infeliz”). Pergunte-lhes então se essas palavras são parecidas. (Dirão que sim, possivelmente, e talvez cheguem a falar que muda apenas o início.) Caso não digam isso diretamente, pergunte-lhes o que muda na escrita e no significado. (Espera-se que digam que em uma palavra há a sílaba “in-” e que essa sílaba altera o significado da palavra.)
  • Escreva no quadro a palavra “feliz”. Pergunte aos alunos o que devem fazer para indicar o antônimo dessa palavra. (Provavelmente dirão que deve ser acrescido uma parte, um pedaço: “in”.)
  • Reforce a resposta, dizendo que vai usar o “in”, que é um afixo, ou seja, um “pedaço” de palavra que é colocado junto com aquilo que é fixo, que não muda, e que também é chamado de “radical” - a parte fixa. Reforce essa ideia para que os alunos não pensem que radical é o mesmo que afixo.
  • Pergunte se há outro afixo que se possa acrescentar à palavra. (Espere surgir “-mente”; se não surgir, pergunte se pode usar e se isso muda o sentido da palavra). Continue anotando. Os alunos devem chegar à conclusão de que a palavra muda, que dá ideia de modo; se não, pergunte se isso é possível. Lembre que esse novo pedaço é outro afixo. Importante: a nomeação dos morfemas não deve ser dada com ênfase à nomenclatura, no sentido de que os alunos precisam repetir os nomes para memorizá-los, mas para facilitar a identificação destes como facilitadores de criação de novas palavras.
  • Conclua, perguntando, de forma retórica, aos alunos, se perceberam como é possível economizar na “invenção” de novas palavras, apenas modificando as que já existem?

Materiais complementares: Dicionário grande (Houaiss, Aurélio, Aulete - talvez tenha algum na biblioteca escolar).

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Tempo sugerido: 35 minutos

Orientações:

  • Prossiga a aula, dizendo que a criação de palavras pode até parecer mágica, mas não é, porque a gente tem regras. Pergunte-lhes que palavra, normalmente, é usada para fazermos uma mágica. Esperar que surja a palavra “abracadabra”. Se não aparecer, pergunte se os alunos a conhecem ou se já a ouviram em alguma história ou show de mágica e finalize dizendo que ela é muito comum.
  • Pergunte-lhes se alguém sabe como surgiu a palavra “abracadabra”. Se alguém souber, deixe que fale e apenas complemente de acordo com as orientações a seguir.
  • Caso ninguém saiba como surgiu a palavra, prossiga. Diga-lhes que Ilan Brenman, um grande escritor da atualidade, tem uma explicação para a definição para a palavra e a apresenta em seu livro “Abracadabra - De onde vêm as palavras?”.
  • Informe que o autor, ao final do livro, explica alguns termos que nele aparecem, como se usasse verbetes. Pergunte se lembram o que é um verbete e, caso não saibam dizer o que é, explique que são as palavras do dicionário, com suas respectivas definições. Diga-lhes que eles verão dois verbetes com a definição de “abracadabra”. A primeira, retirada do livro de Ilan Brenman; a segunda, do dicionário Aulete Digital.
  • Peça aos alunos que acompanhem a leitura da definição dada pelo autor. Projete ou apenas leia o que está projetado.
  • Pergunte o que acharam da definição e como, então, a palavra “abracadabra” foi formada. Os alunos devem chegar à conclusão de que foi formada pela junção de duas palavras. Importante: lembre-se de falar que “abracadabra” foi formada por duas palavras que não pertencem à língua portuguesa; por isso, não temos as palavras “abraca” e “daba”; isso é interessante até para que os alunos saibam que a composição de palavras não acontece só em nossa língua. Reforce, ainda, que a palavra sofreu alteração ao longo do tempo.
  • Conclua, então, que uma das formas de se formar novas palavras é juntando duas outras (ou mais, em alguns casos).

Materiais complementares: projetor para exibição dos verbetes acima. Se não tiver, os verbetes podem ser escritos em cartazes ou em folhas que deverão ser entregues aos alunos.

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Orientações:

  • Peça aos alunos que se sentem em duplas e entregue, a cada dupla, os cartões da folha (Jogo 1). Esses cartões já devem estar cortados e misturados, conforme explicado nas orientações do primeiro slide. Lembre-se de que cada dupla recebe um conjunto de cartões. Não se esqueça, também, de que será trabalhada uma atividade de cada vez; portanto, não entregue os dois jogos ao mesmo tempo. A folha com cartões das duas atividades você encontra aqui.
  • Dê a orientação para o jogo 1 (ver slide).
  • Faça a socialização das respostas, perguntando, primeiramente, quais as palavras que são parecidas na escrita. (Espera-se que os alunos percebam os seguintes pares: braço/antebraço; fazer/refazer; biótico/antibiótico; grande/grandalhão; rio/riacho; manhã/amanhecer.)
  • Ao continuar a socialização, faça uma pergunta para cada dupla, garantindo que todos participem e, se for o caso, peça a ajuda dos demais alunos para chegar à resposta desejada.
  • Pergunte, então, se é possível falar que uma palavra “veio” da outra ou que é derivada da outra. Espera-se que os alunos digam que sim.
  • Pergunte o que mudou de uma palavra para a outra, na escrita. (Os alunos poderão dizer que a palavra “aumentou” ou “ganhou mais um pedaço.”
  • Reforce, então, que já aprendemos que esses pedaços são chamados de afixos. Pergunte, então, se eles sempre aparecem na mesma posição em uma palavra. (Provavelmente, os alunos dirão que não, que há palavras em que aparecem no início, outras em que é no final, e outras em que é no início e no final.)
  • Prossiga, questionando como é que eles sabem disso? (Dirão, possivelmente, que perceberam isso comparando as palavras.) Talvez algum aluno diga que o próprio verbete mostra que as palavras sofreram acréscimos; se isso não acontecer, você pode direcionar a atenção deles para isso, pedindo que leiam, ao final dos verbetes, como foi feita a formação das palavras.
  • Prossiga a aula, perguntando aos alunos qual a função dos afixos nas palavras, o que mudou no significado das palavras o acréscimo deles. (Respostas esperadas: Em “antebraço” o “ante-” deu ideia de parte anterior; em “refazer”, o “re-” deu a ideia de repetir a ação; em “antibiótico”, o “anti-” deu a ideia de contra; em “grandalhão”, o “-ão” deu ideia de tamanho ainda maior; em “riacho”, o “-acho” deu a ideia de tamanho menor; em “amanhecer” o “a-” e o “-ecer”, juntos com manhã, tornaram a palavra uma ação.) Atenção: é importante diversificar os alunos que apontarão as respostas, de forma que todos possam participar ativamente da aula.
  • Entregue, a seguir, as fichas do jogo 2, também embaralhadas, e dê o comando aos alunos (ver slide; dê exemplo de palavra que pode ter modificação - “pernilongo”, que representa a junção de perna + longa. Escreva tal exemplo no quadro, se achar necessário.
  • Faça novamente a socialização das respostas, buscando ouvir os alunos (beija-flor; azul-marinho, girassol, manga-rosa, embora, segunda-feira, passatempo, chapéu de sol - nome de uma árvore -, porco-espinho). Talvez não consigam saber como foi formada a palavra “embora”. Não dê sinal de estranhamento, diga a resposta e fale que algumas palavras já foram tão incorporadas à nossa língua como uma palavra única e que, por isso, não percebemos sua origem; explique que, no passado, “ir embora” não significava apenas “partir”, “sair”, mas, sim, “sair em boa hora; no momento certo”.
  • Importante: Na socialização das respostas, não é necessário que o professor fixe os termos derivação e composição.

Materiais complementares: Fichas para jogos (link acima).

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Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Diga-lhes que, nesta aula, estudou-se a criação de novas palavras e como ocorrem os processos de formação de palavras. Diga, então, que agora é hora de concluir sobre o assunto.
  • Diga que algumas palavras se formam com o acréscimo de “pedaços”. Peça exemplos e anote-os no quadro.
  • Diga que há palavras que se formam com a junção de duas ou mais palavras. Peça exemplos e anote-os no quadro. Observação: há uma tendência de os alunos citarem palavras que já foram faladas ou estudadas durante a aula. Não há problema. Mas também não há problema em eles citarem outras, desde que estejam de acordo com o que foi trabalhado. Como se trata de uma atividade de fechamento, não há de se problematizar respostas agora. Aguarde respostas certas para registrar.
  • Faça o registro da conclusão no quadro e peça que os alunos a copiem no caderno: As palavras podem se formar pelo acréscimo de afixos, como em _____________ e _____________ ou pela junção de outras palavras, como em ______________ e __________________.
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