Diagnóstico ortográfico em sala de aula

Quer saber como está a ortografia de seus alunos e corrigir erros? Então confira aqui os materiais e etapas necessários

POR:
Maria Lígia Pagenotto
Os alunos de Priscila de Medeiros durante a aula de Ortografia
Foto: Jo Padovan/ Nova Escola

O projeto “Professora, como se escreve?” reúne uma série de estratégias de diagnóstico e reflexão sobre as dificuldades ortográficas dos alunos do 5º ano da professora Priscila de Medeiros. Ela aponta três objetivos dessa iniciativa:

- Desenvolver nos alunos a compreensão das regularidades de nossa ortografia;

- Mobilizar os conhecimentos dos estudantes para que memorizem a grafia ou consultem o dicionário como estratégia no tocante à escrita de palavras frequentes, nas quais as relações fonema–grafema são irregulares;

- Compreender e aplicar as regras ortográficas nos distintos contextos de uso de produção.

Quer saber como aplicar essa atividade com sua turma? Então veja, abaixo, um passo a passo completo:

Indicado para: 5º ano – alunos de 9 a 13 anos
Materiais: texto Ali Babá e os 40 Ladrões ou outro indicado para a faixa etária, cadernos, lápis, tesoura, computadores/editores de texto, cartolina para cartazes e para o mural, revistas e jornais
Espaço: agrupe as carteiras para grupos de quatro a cinco alunos, de acordo com o número de estudantes na sala e das demandas ortográficas.
Duração: 3 meses 

PASSO A PASSO  

Os alunos de Priscila de Medeiros na aula de ortografia da EM Dona Miloca, em Rancharia (SP)
Foto: Jo Padovan/Nova Escola

1. Leitura, avaliação e diagnóstico. Leia para os alunos na íntegra um texto que eles já conheçam. Releia novamente a história em seguida, mas apenas até determinado ponto. Peça aos alunos continuarem a história, reescrevendo-a individualmente. A sugestão de Priscila é utilizar o conto Ali Babá e os 40 Ladrões. A partir dessa escrita, será feita uma avaliação diagnóstica do conhecimento deles sobre ortografia. Analise as produções e levante a tipologia de erros, dispondo-os em uma tabela diferenciada para cada aluno, com duas colunas: uma com a relação de regularidades diretas e contextuais e irregularidades e outra com os equívocos que os alunos apresentaram.

Você pode baixar a tabela para usar com seus alunos

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Os alunos de Priscila de Medeiros na aula de ortografia da EM Dona Miloca, em Rancharia (SP)
Foto: Jo Padovan/Nova Escola

2. Observação, discussão, registro e cartazes. Solicite aos alunos que observem um grupo de palavras para que apontem regularidades na escrita. Discuta com a sala as regularidades observadas e peça à turma que registre por escrito as regularidades ortográficas. Peça em seguida que eles façam em grupos (duplas, trios ou grupos maiores) cartazes com as regras construídas e exponha os cartazes para consultas. Os alunos usarão também jornais e revistas para encontrar palavras iguais e fazer associações para entender algumas situações nas quais as palavras são escritas de um jeito.

3. Mural. Prepare um mural com palavras para serem memorizadas (irregularidades, palavras que não têm regras, como x/ch, por exemplo). O mural pode ser chamado de “Mural das palavras que não podemos mais errar”. Novamente aqui, os alunos usarão as revistas e jornais para colher as palavras.

Os alunos de Priscila de Medeiros na aula de ortografia da EM Dona Miloca, em Rancharia (SP)
Foto: Jo Padovan/Nova Escola

4. Ditado interativo. Organize os alunos em duplas sentados em suas carteiras. Escolha um texto que tenha palavras terminadas em am e ão, por exemplo, que seja adequado para um ditado, e explique sobre o gênero, autor e conteúdo do texto. Faça o ditado e, a cada vez que chegar em uma palavra que tenha a questão ortográfica que está sendo analisada, pergunte aos alunos como ela deverá ser escrita e por quê. Peça que eles pensem em outra palavra que se encaixe naquele trecho do texto, para verificar se eles entenderam. A proposta aqui é de que os alunos reflitam sobre a ortografia em vez de apenas memorizar regras. 

5. Produção textual. Nesse ponto do projeto, a professora propôs aos alunos que escrevessem uma carta para um familiar ou amigo. Mas na opinião da pedagoga Andrea Luize, o trabalho de ortografia dispensa a produção de uma carta. “Priscila de Medeiros deveria terminar o projeto antes da carta. Em seguida, deveria retomar o que se discutiu e as demais regularidades conhecidas em outros momentos do dia a dia”, afirma. Para ela, a produção textual não pode ser utilizada como atividade pontual.

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