Tenho três alunos terríveis. O que fazer?

Para começar, evite dar ordens e gritar

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NOVA ESCOLA
Telma Vinha. Foto: Marina Piedade E agora, Telma?

Telma Vinha é professora de Psicologia Educacional na Unicamp e tira dúvidas sobre comportamento.

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Pergunta enviada por Rosalia dos Santos, Várzea Grande, MT

É natural que o professor se sinta agustiado nessa situação. Mesmo assim, Rosalia, não esmoreça. Seu papel como educadora é fazer intervenções que contribuam para a aprendizagem do respeito e da cooperação.

O ato de disciplinar deve ser entendido como a adoção de um conjunto de parâmetros (estabelecidos com os alunos) que facilitam o convívio e a organização. Algumas crianças têm mais dificuldade para cumprir esses parâmetros, e é aí que surgem os conflitos. Mas dá para transformá-los em ricas oportunidades de aprendizagem.

Para começar, evite dar ordens e gritar. Descreva o problema sem se referir à personalidade dos envolvidos. Incentive-os a contar sua versão dos fatos, expressar seus sentimentos e negociar uma solução. Se for necessária alguma sanção, ela precisa estar relacionada àquilo que a criança fez.

Por exemplo: tirar do jogo o aluno que agride e dizer que ele pode retornar quando achar que consegue agir conforme as regras (é importante que ele decida quando voltar). Assim, o estudante vai percebendo que é responsável por seus atos - e que, para toda ação, existe uma reação.

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