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Cultura Digital: o que é e quais ferramentas podem ser utilizadas

Entenda como transpor esse conceito da BNCC para a prática

POR:
Débora Garofalo
Crédito: Getty Images

Como o nome diz, o conceito se trata da cultura nascida pela era digital, originária do ciberespaço e da linguagem da internet que busca integrar a realidade com o mundo virtual. O tema ganhou grande ênfase com a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), devido às mudanças advindas do avanço tecnológico e do crescente acesso a elas pela facilidade de dispositivos como computadores, telefones celulares, tablets e outros.

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Nesta nova relação, os jovens têm se engajado como protagonistas da cultura digital. Eles se envolvem diretamente com novas formas Além disso, há grande atuação social em redes como Facebook, Instagram, Whatsapp e Twitter. Essa nova cultura tem apelo emocional e induz ao imediatismo de respostas e informações, privilegia análises superficiais e traz diferentes dos modos de dizer e argumentar.

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Todo o contexto coloca para a escola novos desafios na formação das novas gerações. Estimular a reflexão e a análise, contribuir para que os estudantes tenham atitudes críticas em relação ao conteúdo que estão produzindo e consumindo, por exemplo, são ações que a escola pode colaborar. No entanto, mais do que falar desse tema em sala, torna-se essencial incorporar ao currículo as novas linguagens e seu funcionamento. É a partir dessa incorporação que o aluno desvenda possibilidades de comunicação e uma participação mais consciente da cultura digital. Do lado do professor, é o início do caminho de reinventar novos modelos de promover a aprendizagem, interagir e compartilhar significados entre professores e alunos.

Como a BNCC contempla a cultura digital?

“Contempla a cultura digital, diferentes linguagens e diferentes letramentos, desde aqueles basicamente lineares, com baixo nível de hipertextualidade, até aqueles que envolvem a hipermídia”.


Ferramentas que podem ser utilizadas
A cultura digital é ampla e contempla diversidade advinda dos multiletramentos que mescla diferentes mundos e culturas, que podem ser originadas do impresso (mas com adaptações). É importante entender e compreender as mudanças ocorridas com a web 2.0, que deram origens aos novos gêneros do discurso e práticas de linguagens próprias da cultura digital.

O que é a Web 2.0

O termo é utilizado para designar uma segunda geração de comunidades e serviços oferecidos na internet, tendo como conceito a Web e através de aplicativos baseados em redes sociais e tecnologia da informação.

Os gêneros textuais passaram por transmutação ou reelaboração devido às novas mídias e hipertextual, novas de forma de interação e reconfiguração do papel do leitor, que também passa a ser produtor – o que amplia as possibilidades de participação e interação com os multiletramentos. Observe abaixo a mudança do gênero digital que é originada de um gênero impresso:

Vivenciar esses gêneros na escola torna-se fundamental para desenvolver uma compreensão ativa dos textos. A BNCC não contempla ferramenta digital, mas, é possível utilizá-las (inclusive do celular). Compartilho algumas sugestões que permitem gerar empatia, colaboração e interatividade para as aulas.

Blogs: é um gênero textual digital veiculado na internet que serve como meio de comunicação virtual. O termo é uma abreviação da palavra inglesa “weblog” que surge da união dos vocábulos “web” (teia) e “log” (diário de bordo). Para trabalhar com este gênero é possível criar um especifico que contenham a multimodalidade, ao integrar foto, texto e vídeo. Entre os programas se destacam o Wordpress, Tumblr, Blogger, todos gratuitos.

Meme/charge digital: o gênero atrai muitos os jovens, pela forma irreverente. O  termo é bastante conhecido e utilizado no "mundo da internet", referindo-se ao fenômeno de "viralização" de uma informação. Ou seja: qualquer vídeo, imagem, frase,  ideia,  música, que se espalhe entre vários usuários rapidamente, alcançando muita popularidade e pode ser criado a partir de ferramentas gratuitas e intuitivas como o Canvas e o meme mania.

Vídeo-minuto: os alunos se identificam muito com este gênero, pela possibilidade de internalizar e oralizar acontecimentos. Além dos programas disponíveis como aplicativo de celular, também é possível trabalhar no computador com o Windows movie maker, que é bem simples e intuitivo e possui ferramenta de edição.

Fanfic: é um gênero voltado para leitura e escrita de histórias. Para tornar mais prazeroso o trabalho com fanfics, é possível usar o playfic, que é um site com uma programação simples. Ele possibilita o desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita, em que o usuário pode criar sua narrativa e possibilitar que os leitores escolham o final da história.

Mobilizar práticas de cultura digital em diferentes linguagens, gêneros, mídias e ferramentas digitais é importante para expandir e produzir sentidos no processo de compreensão e produção dos alunos. Ao refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais, o aluno participa ativamente da construção do conhecimento.

E você, querido professor, como está trabalhando com a cultura digital em sala de aula? Quais atividades você já desenvolveu com os alunos e quais ferramentas já utilizou? Conte aqui nos comentários.

Um abraço,

Débora Garofalo

Professora da rede Municipal de Ensino de São Paulo, Formada em Letras e Pedagogia, Mestranda em Educação pela PUCSP, colunista de Tecnologias para o site da Nova Escola. 

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