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Plano de aula > Geografia > 8º ano > Conexões e escalas

Plano de aula - O genocídio em Ruanda

Plano de aula de Geografia com atividades para 8º ano do Fundamental sobre reconhecer alguns impactos ambientais que circundam a comunidade escolar

Plano 08 de 10 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Viviane Lousada Cracel

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08GE05 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes. Pretende-se com esta aula compreender os atores envolvidos, motivos e consequências do genocídio que devastou Ruanda em 1994, relacionando com questões étnicas e territoriais construídas historicamente. Importante dizer que este episódio imprimiu na história do continente um trágico recorde de pouco mais de 800 mil mortos e pelos menos 2 milhões de refugiados em pouco mais de três meses. Esses números representavam praticamente metade da população do país na época.

Materiais necessários: projeção ou impressão dos slides, uma folha de sulfite por grupo, lápis e borracha.

Material complementar:

Imagem da Contextualização: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CguGf4bYqVHXBBmzRmtbqcf647sGbBv8XdPAj5zn8seHrvcuS2wQjWWcmQrr/geo8-05und08-contextualizacao-imagem.pdf

Materiais da Problematização: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/PSWxAPsvNceAaChRJFaqGEnXcs9xk45wfEtKsy8G9yXSD5A7u3gSWGfsc3Ce/geo8-05und08-problematizacao-frases-manchete-e-grafico.pdf

Material da Ação Propositiva: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/HCUA7XPdZHQ6KvsPy4fk4UvqGxMwhn6h7FTenEhVd3CwYyRnNtEM5Fa3TwS5/geo8-05und08-acao-propositiva-pergunta-focal.pdf

Para você saber mais:

Entenda o genocídio de Ruanda de 1994: 800 mil mortes em 100 dias. BBC News Brasil. 07 abr. 2014. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/04/140407_ruanda_genocidio_ms> Acesso em 08 fev. 2019.

SANCHEZ, Giovana. Entenda porque o mundo não impediu o genocídio de Ruanda. G1 Mundo. 07 abr. 2014. Disponível em: <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/04/entenda-por-que-o-mundo-nao-impediu-o-genocidio-de-ruanda.html> Acesso em 08 fev. 2019.

- Genocídio: Segundo a lei brasileira nº 2889, de 1º de outubro de 1956, que seguiu a formulação da ONU, o genocídio é definido como crime praticado com a intenção de destruir, totalmente ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. São eles: "a) matar membros do grupo; b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo; c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial; d) adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo; e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo"

- Sugestão: Filme Hotel Ruanda (2003), do diretor Terry George, que tem como pano de fundo os cem dias de genocídio e se baseia em fatos verídicos para contar a história de Paul Rusesabarigina, gerente de um importante hotel em Kigali, capital de Ruanda, que devido suas ações e lutas consegue abrigar tutsis no hotel, salvando a vida de 1200 pessoas.

- Sugestão: Série Black Earth Rising, coprodução entre a Netflix e a BBC Two, quer explicar como e por que o genocídio de Ruanda começou, quais os interesses envolvidos e o papel dos colonizadores e do mundo. É possível selecionar alguns trechos para a problematização caso tenha acesso à série.

Contextos prévios: não é fundamental para o desenvolvimento do plano, mas é interessante que os alunos conheçam os aspectos históricos da colonização do continente a fim de compreender uma das raízes deste episódio.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Projete o tema da aula aos alunos ou caso não seja possível, escreva-o no quadro ou apenas fale-o para os alunos. Comente que nesta aula vocês irão discutir sobre o genocídio de Ruanda em 1994, compreendendo os atores envolvidos, os motivos e consequências, relacionando com questões étnicas e territoriais construídas historicamente, remontando ao período colonial. O conflito envolveu tutsis e hutus, os dois principais grupos étnicos que compõem a população ruandesa, e resultou em mais de 800 mil mortos em três meses.

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Projete o slide ou então imprima a imagem para os alunos. Caso não seja possível, procure outra imagem que represente o genocídio ocorrido em Ruanda em 1994 no livro didático ou em outro material que tenha acesso. A ideia neste momento é levantar o que os alunos já conhecem sobre o tema. Peça inicialmente que observem a imagem e expressem suas impressões e opiniões sobre o que ela representa. Espera-se que eles comentem que trata-se de restos humanos de algum episódio de conflito ou guerra. Após a fala dos alunos, comente que esta imagem é do Memorial do Genocídio de Ntarama, em Ruanda. Em seguida, faça a pergunta presente no slide: "O que é um genocídio?" "Já ouviram falar do genocídio de Ruanda?". Permita que os alunos exponham suas explicações e caso não saibam a definição, apresente-a aos alunos. A sugestão é trazer a definição presente em nossa legislação. É importante dizer aos alunos que embora nesta aula as discussões estão centradas em um momento específico, vários outros casos de genocídio ocorreram na história.

Material complementar

Imagem Contextualização: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CguGf4bYqVHXBBmzRmtbqcf647sGbBv8XdPAj5zn8seHrvcuS2wQjWWcmQrr/geo8-05und08-contextualizacao-imagem.pdf

Como adequar à sua realidade: Caso na sua região haja algum ato considerado como um genocídio segundo a lei brasileira, como por exemplo o ocorrido recentemente com os indígenas, você pode utilizar este contexto para a discussão, adaptando para a sua realidade.

Para você saber mais:

- Genocídio: Segundo a lei brasileira nº 2889, de 1º de outubro de 1956, que seguiu a formulação da ONU, o genocídio é definido como crime praticado com a intenção de destruir, totalmente ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. São eles: "a) matar membros do grupo; b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo; c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial; d) adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo; e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo"

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 12 minutos

Orientações: Os slides a seguir apresentam uma sequência de frases, manchete e gráfico relacionados ao conflito. Sugerimos cerca de 4 minutos para cada slide. Projete-os ou imprima-os para os alunos. Caso não seja possível, selecione outras falas, imagens, manchetes ou gráficos que contribuam para a reflexão do papel dos diferentes atores envolvidos no conflito. Primeiramente, peça para um aluno ler o diálogo que foi extraído do filme Hotel Ruanda em voz alta para a sala. Na sequência, questione-os sobre o que ele representa. Espera-se que os alunos comentem que trata-se de critérios que diferenciavam os tutsis dos hutus e que foram criados pelos belgas. Caso esta última observação não apareça na fala dos alunos, estimule-os a perceberem isso voltando ao diálogo. Comente com os alunos que estas são as duas principais etnias que compõem a população de Ruanda, sendo que os hutus representam a maioria, cerca de 90%. Durante o período colonial, a hegemonia tutsi vigorou, embora numericamente menores, com o suporte primeiro da Alemanha e depois da Bélgica, que passou a controlar as terras alemãs na África após a Primeira Guerra Mundial. Neste momento, houve uma hierarquização da sociedade, implantando ideologias de supremacia racial e cultural de um grupo em relação ao outro, que até então não existiam. Apesar das tensões, havia uma convivência descrita como harmoniosa entre tutsis e hutus. O extremo dessa política foi em 1926 quando os belgas passaram a emitir as chamadas "carteira étnicas", identificando cada ruandês como tutsis e hutus segundo critérios como os descritos neste diálogo. Com o movimento de independência dos países africanos, os belgas apoiaram a maioria hutu, que conseguiram chegar ao poder e apertaram o cerco aos tutsis. Neste momento, começa um forte movimento migratório para países vizinhos como a Uganda. O ápice acontece quando em abril de 1994 o avião do general Habyarimana foi derrubado e o general morto. Mesmo sem provas, o governo hutu culpou os tutsis pelo atentado e com o auxílio do exército e de uma milícia extremista conhecida como interahame iniciou o massacre.

Em seguida, peça para que outro aluno leia a fala de um dos hutus e a manchete do jornal presentes no segundo slide desta etapa e pergunte aos alunos o que eles representam. Espera-se que eles comentem que não houve auxílio internacional e nem da Organização das Nações Unidas (ONU) na tentativa de acabar com o massacre. Questione-os ainda, se eles imaginam os motivos pelos quais não houve intervenção externa. Comente que a comunidade internacional demorou para enviar uma missão humanitária ao país e quando a ONU interveio, muitas mortes já haviam ocorrido. Segundo pesquisadores, alguns dos motivos são a pouca importância econômica desta região, uma intervenção militar americana na Somália pouco tempo antes e que não foi bem sucedida e a falta de compreensão de que era um ataque político, com interesses bem claros e não apenas étnico.

Por fim, projete ou imprima o terceiro slide desta etapa e peça que os alunos observem o gráfico da população ruandesa. Pergunte o que eles observam. Espera-se que respondam que há uma queda drástica da população neste período, sobretudo em 1994 com o genocídio. Comente que além das mortes, o conflito provocou um rápido e intenso fluxo migratório para os países vizinhos que, posteriormente, desestabilizaram a região e desencadearam novos conflitos como no Zaire (atual República Democrática do Congo) e em Burundi.

Material complementar

Materiais Problematização: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/PSWxAPsvNceAaChRJFaqGEnXcs9xk45wfEtKsy8G9yXSD5A7u3gSWGfsc3Ce/geo8-05und08-problematizacao-frases-manchete-e-grafico.pdf

Como adequar à sua realidade: caso opte por trabalhar com algum evento local, é possível trazer algumas manchetes relacionadas ao episódio.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Os slides a seguir apresentam uma sequência de frases, manchete e gráfico relacionados ao conflito. Sugerimos cerca de 4 minutos para cada slide. Projete-os ou imprima-os para os alunos. Caso não seja possível, selecione outras falas, imagens, manchetes ou gráficos que contribuam para a reflexão do papel dos diferentes atores envolvidos no conflito. Primeiramente, peça para um aluno ler o diálogo que foi extraído do filme Hotel Ruanda em voz alta para a sala. Na sequência, questione-os sobre o que ele representa. Espera-se que os alunos comentem que trata-se de critérios que diferenciavam os tutsis dos hutus e que foram criados pelos belgas. Caso esta última observação não apareça na fala dos alunos, estimule-os a perceberem isso voltando ao diálogo. Comente com os alunos que estas são as duas principais etnias que compõem a população de Ruanda, sendo que os hutus representam a maioria, cerca de 90%. Durante o período colonial, a hegemonia tutsi vigorou, embora numericamente menores, com o suporte primeiro da Alemanha e depois da Bélgica, que passou a controlar as terras alemãs na África após a Primeira Guerra Mundial. Neste momento, houve uma hierarquização da sociedade, implantando ideologias de supremacia racial e cultural de um grupo em relação ao outro, que até então não existiam. Apesar das tensões, havia uma convivência descrita como harmoniosa entre tutsis e hutus. O extremo dessa política foi em 1926 quando os belgas passaram a emitir as chamadas "carteira étnicas", identificando cada ruandês como tutsis e hutus segundo critérios como os descritos neste diálogo. Com o movimento de independência dos países africanos, os belgas apoiaram a maioria hutu, que conseguiram chegar ao poder e apertaram o cerco aos tutsis. Neste momento, começa um forte movimento migratório para países vizinhos como a Uganda. O ápice acontece quando em abril de 1994 o avião do general Habyarimana foi derrubado e o general morto. Mesmo sem provas, o governo hutu culpou os tutsis pelo atentado e com o auxílio do exército e de uma milícia extremista conhecida como interahame iniciou o massacre.

Em seguida, peça para que outro aluno leia a fala de um dos hutus e a manchete do jornal presentes no segundo slide desta etapa e pergunte aos alunos o que eles representam. Espera-se que eles comentem que não houve auxílio internacional e nem da Organização das Nações Unidas na tentativa de acabar com o massacre. Questione-os ainda, se eles imaginam os motivos pelos quais não houve intervenção externa. Comente que a comunidade internacional demorou para enviar uma missão humanitária ao país e quando a ONU interveio, muitas mortes já haviam ocorrido. Segundo pesquisadores, alguns dos motivos são a pouca importância econômica desta região, uma intervenção militar americana na Somália pouco tempo antes e que não foi bem sucedida e a falta de compreensão de que era um ataque político, com interesses bem claros e não apenas étnico.

Por fim, projete ou imprima o terceiro slide desta etapa e peça que os alunos observem o gráfico da população ruandesa. Pergunte o que eles observam. Espera-se que respondam que há uma queda drástica da população neste período, sobretudo em 1994 com o genocídio. Comente que além das mortes, o conflito provocou um rápido e intenso fluxo migratório para os países vizinhos que, posteriormente, desestabilizaram a região e desencadearam novos conflitos como no Zaire (atual República Democrática do Congo) e em Burundi.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Os slides a seguir apresentam uma sequência de frases, manchete e gráfico relacionados ao conflito. Sugerimos cerca de 4 minutos para cada slide. Projete-os ou imprima-os para os alunos. Caso não seja possível, selecione outras falas, imagens, manchetes ou gráficos que contribuam para a reflexão do papel dos diferentes atores envolvidos no conflito. Primeiramente, peça para um aluno ler o diálogo que foi extraído do filme Hotel Ruanda em voz alta para a sala. Na sequência, questione-os sobre o que ele representa. Espera-se que os alunos comentem que trata-se de critérios que diferenciavam os tutsis dos hutus e que foram criados pelos belgas. Caso esta última observação não apareça na fala dos alunos, estimule-os a perceberem isso voltando ao diálogo. Comente com os alunos que estas são as duas principais etnias que compõem a população de Ruanda, sendo que os hutus representam a maioria, cerca de 90%. Durante o período colonial, a hegemonia tutsi vigorou, embora numericamente menores, com o suporte primeiro da Alemanha e depois da Bélgica, que passou a controlar as terras alemãs na África após a Primeira Guerra Mundial. Neste momento, houve uma hierarquização da sociedade, implantando ideologias de supremacia racial e cultural de um grupo em relação ao outro, que até então não existiam. Apesar das tensões, havia uma convivência descrita como harmoniosa entre tutsis e hutus. O extremo dessa política foi em 1926 quando os belgas passaram a emitir as chamadas "carteira étnicas", identificando cada ruandês como tutsis e hutus segundo critérios como os descritos neste diálogo. Com o movimento de independência dos países africanos, os belgas apoiaram a maioria hutu, que conseguiram chegar ao poder e apertaram o cerco aos tutsis. Neste momento, começa um forte movimento migratório para países vizinhos como a Uganda. O ápice acontece quando em abril de 1994 o avião do general Habyarimana foi derrubado e o general morto. Mesmo sem provas, o governo hutu culpou os tutsis pelo atentado e com o auxílio do exército e de uma milícia extremista conhecida como interahame iniciou o massacre.

Em seguida, peça para que outro aluno leia a fala de um dos hutus e a manchete do jornal presentes no segundo slide desta etapa e pergunte aos alunos o que eles representam. Espera-se que eles comentem que não houve auxílio internacional e nem da Organização das Nações Unidas na tentativa de acabar com o massacre. Questione-os ainda, se eles imaginam os motivos pelos quais não houve intervenção externa. Comente que a comunidade internacional demorou para enviar uma missão humanitária ao país e quando a ONU interveio, muitas mortes já haviam ocorrido. Segundo pesquisadores, alguns dos motivos são a pouca importância econômica desta região, uma intervenção militar americana na Somália pouco tempo antes e que não foi bem sucedida e a falta de compreensão de que era um ataque político, com interesses bem claros e não apenas étnico.

Por fim, projete ou imprima o terceiro slide desta etapa e peça que os alunos observem o gráfico da população ruandesa. Pergunte o que eles observam. Espera-se que respondam que há uma queda drástica da população neste período, sobretudo em 1994 com o genocídio. Comente que além das mortes, o conflito provocou um rápido e intenso fluxo migratório para os países vizinhos que, posteriormente, desestabilizaram a região e desencadearam novos conflitos como no Zaire (atual República Democrática do Congo) e em Burundi.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 21 minutos

Orientações: Divida a sala em grupos de quatro alunos. Sugerimos que essa divisão seja feita pelo professor a fim de garantir grupos heterogêneos no que diz respeito à aprendizagem, porém, caso prefira, pode utilizar outro critério ou até mesmo deixar que os alunos escolham e organizem os grupos. Após a divisão, projete ou imprima os slides desta etapa para os alunos. Caso não seja possível, escreva a pergunta focal no quadro e escolha outro mapa conceitual em materiais que tenha disponível para que possa servir como exemplo aos alunos. Em seguida, explique aos alunos que "os mapas conceituais são ferramentas gráficas para a organização e representação do conhecimento" (NOVAK; CAÑAS, 2010, p. 10) e que a sua estrutura básica consiste em dispor conceitos, normalmente dentro de retângulos, e suas relações, indicadas por linhas que os interligam. As palavras sobre essas linhas especificam as relações entre dois conceitos e devem conter, na maioria das vezes, um verbo, que dará clareza semântica aos dois conceitos, ou seja, mostra qual a relação entre eles. A disposição e relação entre esses conceitos visa responder à pergunta focal por meio da organização do conhecimento, que neste caso é: "Como a ação dos diferentes atores contribuiu com o genocídio em Ruanda?". Outra característica dos mapas conceituais é que os conceitos são representados de forma hierárquica, isto é, com os conceitos mais gerais no topo e os mais específicos dispostos abaixo, assim, costumam ser lidos de cima para baixo.

Comente que ao ler um mapa conceitual devemos conseguir transformar mentalmente as informações em um texto. Por isso a importância da proposição e clareza semântica no momento da sua produção. É interessante explicar essa estrutura com a visualização de um exemplo para que os alunos percebam mais facilmente esses elementos estruturante. Por isso sugerimos a projeção ou impressão de um modelo para os alunos. Caso os alunos já estejam familiarizados com a produção de mapas conceituais esse parte explicativa sobre sua estrutura poderá ser abreviada ou até suprimida.

Cuide para que os grupos realizem a atividade conforme sugerido nas orientações de forma colaborativa e dentro do prazo estipulado. Circule pela sala e acompanhe as discussões e produções, tirando as dúvidas se necessário.

Material complementar

Material Ação Propositiva: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/HCUA7XPdZHQ6KvsPy4fk4UvqGxMwhn6h7FTenEhVd3CwYyRnNtEM5Fa3TwS5/geo8-05und08-acao-propositiva-pergunta-focal.pdf

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Divida a sala em grupos de quatro alunos. Sugerimos que essa divisão seja feita pelo professor a fim de garantir grupos heterogêneos no que diz respeito à aprendizagem, porém, caso prefira, pode utilizar outro critério ou até mesmo deixar que os alunos escolham e organizem os grupos. Após a divisão, projete ou imprima os slides desta etapa para os alunos. Caso não seja possível, escreva a pergunta focal no quadro e escolha outro mapa conceitual em materiais que tenha disponível para que possa servir como exemplo aos alunos. Em seguida, explique aos alunos que "os mapas conceituais são ferramentas gráficas para a organização e representação do conhecimento" (NOVAK; CAÑAS, 2010, p. 10) e que a sua estrutura básica consiste em dispor conceitos, normalmente dentro de retângulos, e suas relações, indicadas por linhas que os interligam. As palavras sobre essas linhas especificam as relações entre dois conceitos e devem conter, na maioria das vezes, um verbo, que dará clareza semântica aos dois conceitos, ou seja, mostra qual a relação entre eles. A disposição e relação entre esses conceitos visa responder à pergunta focal por meio da organização do conhecimento, que neste caso é: "Como a ação dos diferentes atores contribuiu com o genocídio em Ruanda?". Outra característica dos mapas conceituais é que os conceitos são representados de forma hierárquica, isto é, com os conceitos mais gerais no topo e os mais específicos dispostos abaixo, assim, costumam ser lidos de cima para baixo.

Comente que ao ler um mapa conceitual devemos conseguir transformar mentalmente as informações em um texto. Por isso a importância da proposição e clareza semântica no momento da sua produção. É interessante explicar essa estrutura com a visualização de um exemplo para que os alunos percebam mais facilmente esses elementos estruturante. Por isso sugerimos a projeção ou impressão de um modelo para os alunos. Caso os alunos já estejam familiarizados com a produção de mapas conceituais esse parte explicativa sobre sua estrutura poderá ser abreviada ou até suprimida.

Cuide para que os grupos realizem a atividade conforme sugerido nas orientações de forma colaborativa e dentro do prazo estipulado. Circule pela sala e acompanhe as discussões e produções, tirando as dúvidas se necessário.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Projete o slide ou apenas diga aos alunos que este é o momento de socialização dos mapas conceituais produzidos pelos grupos. A sugestão é que cada grupo vá até a frente da sala e explique aos alunos as relações que foram estabelecidas e de que forma organizaram os conceitos hierarquicamente no mapa conceitual. Espera-se que os alunos consigam compreender e refletir de forma crítica sobre as condições históricas, políticas e sociais que culminaram no genocídio em Ruanda, um dos piores episódios ocorridos no final do século XX, cujas raízes remontam do período colonial.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08GE05 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes. Pretende-se com esta aula compreender os atores envolvidos, motivos e consequências do genocídio que devastou Ruanda em 1994, relacionando com questões étnicas e territoriais construídas historicamente. Importante dizer que este episódio imprimiu na história do continente um trágico recorde de pouco mais de 800 mil mortos e pelos menos 2 milhões de refugiados em pouco mais de três meses. Esses números representavam praticamente metade da população do país na época.

Materiais necessários: projeção ou impressão dos slides, uma folha de sulfite por grupo, lápis e borracha.

Material complementar:

Imagem da Contextualização: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CguGf4bYqVHXBBmzRmtbqcf647sGbBv8XdPAj5zn8seHrvcuS2wQjWWcmQrr/geo8-05und08-contextualizacao-imagem.pdf

Materiais da Problematização: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/PSWxAPsvNceAaChRJFaqGEnXcs9xk45wfEtKsy8G9yXSD5A7u3gSWGfsc3Ce/geo8-05und08-problematizacao-frases-manchete-e-grafico.pdf

Material da Ação Propositiva: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/HCUA7XPdZHQ6KvsPy4fk4UvqGxMwhn6h7FTenEhVd3CwYyRnNtEM5Fa3TwS5/geo8-05und08-acao-propositiva-pergunta-focal.pdf

Para você saber mais:

Entenda o genocídio de Ruanda de 1994: 800 mil mortes em 100 dias. BBC News Brasil. 07 abr. 2014. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/04/140407_ruanda_genocidio_ms> Acesso em 08 fev. 2019.

SANCHEZ, Giovana. Entenda porque o mundo não impediu o genocídio de Ruanda. G1 Mundo. 07 abr. 2014. Disponível em: <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/04/entenda-por-que-o-mundo-nao-impediu-o-genocidio-de-ruanda.html> Acesso em 08 fev. 2019.

- Genocídio: Segundo a lei brasileira nº 2889, de 1º de outubro de 1956, que seguiu a formulação da ONU, o genocídio é definido como crime praticado com a intenção de destruir, totalmente ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. São eles: "a) matar membros do grupo; b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo; c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial; d) adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo; e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo"

- Sugestão: Filme Hotel Ruanda (2003), do diretor Terry George, que tem como pano de fundo os cem dias de genocídio e se baseia em fatos verídicos para contar a história de Paul Rusesabarigina, gerente de um importante hotel em Kigali, capital de Ruanda, que devido suas ações e lutas consegue abrigar tutsis no hotel, salvando a vida de 1200 pessoas.

- Sugestão: Série Black Earth Rising, coprodução entre a Netflix e a BBC Two, quer explicar como e por que o genocídio de Ruanda começou, quais os interesses envolvidos e o papel dos colonizadores e do mundo. É possível selecionar alguns trechos para a problematização caso tenha acesso à série.

Contextos prévios: não é fundamental para o desenvolvimento do plano, mas é interessante que os alunos conheçam os aspectos históricos da colonização do continente a fim de compreender uma das raízes deste episódio.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Projete o tema da aula aos alunos ou caso não seja possível, escreva-o no quadro ou apenas fale-o para os alunos. Comente que nesta aula vocês irão discutir sobre o genocídio de Ruanda em 1994, compreendendo os atores envolvidos, os motivos e consequências, relacionando com questões étnicas e territoriais construídas historicamente, remontando ao período colonial. O conflito envolveu tutsis e hutus, os dois principais grupos étnicos que compõem a população ruandesa, e resultou em mais de 800 mil mortos em três meses.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Projete o slide ou então imprima a imagem para os alunos. Caso não seja possível, procure outra imagem que represente o genocídio ocorrido em Ruanda em 1994 no livro didático ou em outro material que tenha acesso. A ideia neste momento é levantar o que os alunos já conhecem sobre o tema. Peça inicialmente que observem a imagem e expressem suas impressões e opiniões sobre o que ela representa. Espera-se que eles comentem que trata-se de restos humanos de algum episódio de conflito ou guerra. Após a fala dos alunos, comente que esta imagem é do Memorial do Genocídio de Ntarama, em Ruanda. Em seguida, faça a pergunta presente no slide: "O que é um genocídio?" "Já ouviram falar do genocídio de Ruanda?". Permita que os alunos exponham suas explicações e caso não saibam a definição, apresente-a aos alunos. A sugestão é trazer a definição presente em nossa legislação. É importante dizer aos alunos que embora nesta aula as discussões estão centradas em um momento específico, vários outros casos de genocídio ocorreram na história.

Material complementar

Imagem Contextualização: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CguGf4bYqVHXBBmzRmtbqcf647sGbBv8XdPAj5zn8seHrvcuS2wQjWWcmQrr/geo8-05und08-contextualizacao-imagem.pdf

Como adequar à sua realidade: Caso na sua região haja algum ato considerado como um genocídio segundo a lei brasileira, como por exemplo o ocorrido recentemente com os indígenas, você pode utilizar este contexto para a discussão, adaptando para a sua realidade.

Para você saber mais:

- Genocídio: Segundo a lei brasileira nº 2889, de 1º de outubro de 1956, que seguiu a formulação da ONU, o genocídio é definido como crime praticado com a intenção de destruir, totalmente ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. São eles: "a) matar membros do grupo; b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo; c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial; d) adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo; e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo"

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 12 minutos

Orientações: Os slides a seguir apresentam uma sequência de frases, manchete e gráfico relacionados ao conflito. Sugerimos cerca de 4 minutos para cada slide. Projete-os ou imprima-os para os alunos. Caso não seja possível, selecione outras falas, imagens, manchetes ou gráficos que contribuam para a reflexão do papel dos diferentes atores envolvidos no conflito. Primeiramente, peça para um aluno ler o diálogo que foi extraído do filme Hotel Ruanda em voz alta para a sala. Na sequência, questione-os sobre o que ele representa. Espera-se que os alunos comentem que trata-se de critérios que diferenciavam os tutsis dos hutus e que foram criados pelos belgas. Caso esta última observação não apareça na fala dos alunos, estimule-os a perceberem isso voltando ao diálogo. Comente com os alunos que estas são as duas principais etnias que compõem a população de Ruanda, sendo que os hutus representam a maioria, cerca de 90%. Durante o período colonial, a hegemonia tutsi vigorou, embora numericamente menores, com o suporte primeiro da Alemanha e depois da Bélgica, que passou a controlar as terras alemãs na África após a Primeira Guerra Mundial. Neste momento, houve uma hierarquização da sociedade, implantando ideologias de supremacia racial e cultural de um grupo em relação ao outro, que até então não existiam. Apesar das tensões, havia uma convivência descrita como harmoniosa entre tutsis e hutus. O extremo dessa política foi em 1926 quando os belgas passaram a emitir as chamadas "carteira étnicas", identificando cada ruandês como tutsis e hutus segundo critérios como os descritos neste diálogo. Com o movimento de independência dos países africanos, os belgas apoiaram a maioria hutu, que conseguiram chegar ao poder e apertaram o cerco aos tutsis. Neste momento, começa um forte movimento migratório para países vizinhos como a Uganda. O ápice acontece quando em abril de 1994 o avião do general Habyarimana foi derrubado e o general morto. Mesmo sem provas, o governo hutu culpou os tutsis pelo atentado e com o auxílio do exército e de uma milícia extremista conhecida como interahame iniciou o massacre.

Em seguida, peça para que outro aluno leia a fala de um dos hutus e a manchete do jornal presentes no segundo slide desta etapa e pergunte aos alunos o que eles representam. Espera-se que eles comentem que não houve auxílio internacional e nem da Organização das Nações Unidas (ONU) na tentativa de acabar com o massacre. Questione-os ainda, se eles imaginam os motivos pelos quais não houve intervenção externa. Comente que a comunidade internacional demorou para enviar uma missão humanitária ao país e quando a ONU interveio, muitas mortes já haviam ocorrido. Segundo pesquisadores, alguns dos motivos são a pouca importância econômica desta região, uma intervenção militar americana na Somália pouco tempo antes e que não foi bem sucedida e a falta de compreensão de que era um ataque político, com interesses bem claros e não apenas étnico.

Por fim, projete ou imprima o terceiro slide desta etapa e peça que os alunos observem o gráfico da população ruandesa. Pergunte o que eles observam. Espera-se que respondam que há uma queda drástica da população neste período, sobretudo em 1994 com o genocídio. Comente que além das mortes, o conflito provocou um rápido e intenso fluxo migratório para os países vizinhos que, posteriormente, desestabilizaram a região e desencadearam novos conflitos como no Zaire (atual República Democrática do Congo) e em Burundi.

Material complementar

Materiais Problematização: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/PSWxAPsvNceAaChRJFaqGEnXcs9xk45wfEtKsy8G9yXSD5A7u3gSWGfsc3Ce/geo8-05und08-problematizacao-frases-manchete-e-grafico.pdf

Como adequar à sua realidade: caso opte por trabalhar com algum evento local, é possível trazer algumas manchetes relacionadas ao episódio.

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Orientações: Os slides a seguir apresentam uma sequência de frases, manchete e gráfico relacionados ao conflito. Sugerimos cerca de 4 minutos para cada slide. Projete-os ou imprima-os para os alunos. Caso não seja possível, selecione outras falas, imagens, manchetes ou gráficos que contribuam para a reflexão do papel dos diferentes atores envolvidos no conflito. Primeiramente, peça para um aluno ler o diálogo que foi extraído do filme Hotel Ruanda em voz alta para a sala. Na sequência, questione-os sobre o que ele representa. Espera-se que os alunos comentem que trata-se de critérios que diferenciavam os tutsis dos hutus e que foram criados pelos belgas. Caso esta última observação não apareça na fala dos alunos, estimule-os a perceberem isso voltando ao diálogo. Comente com os alunos que estas são as duas principais etnias que compõem a população de Ruanda, sendo que os hutus representam a maioria, cerca de 90%. Durante o período colonial, a hegemonia tutsi vigorou, embora numericamente menores, com o suporte primeiro da Alemanha e depois da Bélgica, que passou a controlar as terras alemãs na África após a Primeira Guerra Mundial. Neste momento, houve uma hierarquização da sociedade, implantando ideologias de supremacia racial e cultural de um grupo em relação ao outro, que até então não existiam. Apesar das tensões, havia uma convivência descrita como harmoniosa entre tutsis e hutus. O extremo dessa política foi em 1926 quando os belgas passaram a emitir as chamadas "carteira étnicas", identificando cada ruandês como tutsis e hutus segundo critérios como os descritos neste diálogo. Com o movimento de independência dos países africanos, os belgas apoiaram a maioria hutu, que conseguiram chegar ao poder e apertaram o cerco aos tutsis. Neste momento, começa um forte movimento migratório para países vizinhos como a Uganda. O ápice acontece quando em abril de 1994 o avião do general Habyarimana foi derrubado e o general morto. Mesmo sem provas, o governo hutu culpou os tutsis pelo atentado e com o auxílio do exército e de uma milícia extremista conhecida como interahame iniciou o massacre.

Em seguida, peça para que outro aluno leia a fala de um dos hutus e a manchete do jornal presentes no segundo slide desta etapa e pergunte aos alunos o que eles representam. Espera-se que eles comentem que não houve auxílio internacional e nem da Organização das Nações Unidas na tentativa de acabar com o massacre. Questione-os ainda, se eles imaginam os motivos pelos quais não houve intervenção externa. Comente que a comunidade internacional demorou para enviar uma missão humanitária ao país e quando a ONU interveio, muitas mortes já haviam ocorrido. Segundo pesquisadores, alguns dos motivos são a pouca importância econômica desta região, uma intervenção militar americana na Somália pouco tempo antes e que não foi bem sucedida e a falta de compreensão de que era um ataque político, com interesses bem claros e não apenas étnico.

Por fim, projete ou imprima o terceiro slide desta etapa e peça que os alunos observem o gráfico da população ruandesa. Pergunte o que eles observam. Espera-se que respondam que há uma queda drástica da população neste período, sobretudo em 1994 com o genocídio. Comente que além das mortes, o conflito provocou um rápido e intenso fluxo migratório para os países vizinhos que, posteriormente, desestabilizaram a região e desencadearam novos conflitos como no Zaire (atual República Democrática do Congo) e em Burundi.

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Orientações: Os slides a seguir apresentam uma sequência de frases, manchete e gráfico relacionados ao conflito. Sugerimos cerca de 4 minutos para cada slide. Projete-os ou imprima-os para os alunos. Caso não seja possível, selecione outras falas, imagens, manchetes ou gráficos que contribuam para a reflexão do papel dos diferentes atores envolvidos no conflito. Primeiramente, peça para um aluno ler o diálogo que foi extraído do filme Hotel Ruanda em voz alta para a sala. Na sequência, questione-os sobre o que ele representa. Espera-se que os alunos comentem que trata-se de critérios que diferenciavam os tutsis dos hutus e que foram criados pelos belgas. Caso esta última observação não apareça na fala dos alunos, estimule-os a perceberem isso voltando ao diálogo. Comente com os alunos que estas são as duas principais etnias que compõem a população de Ruanda, sendo que os hutus representam a maioria, cerca de 90%. Durante o período colonial, a hegemonia tutsi vigorou, embora numericamente menores, com o suporte primeiro da Alemanha e depois da Bélgica, que passou a controlar as terras alemãs na África após a Primeira Guerra Mundial. Neste momento, houve uma hierarquização da sociedade, implantando ideologias de supremacia racial e cultural de um grupo em relação ao outro, que até então não existiam. Apesar das tensões, havia uma convivência descrita como harmoniosa entre tutsis e hutus. O extremo dessa política foi em 1926 quando os belgas passaram a emitir as chamadas "carteira étnicas", identificando cada ruandês como tutsis e hutus segundo critérios como os descritos neste diálogo. Com o movimento de independência dos países africanos, os belgas apoiaram a maioria hutu, que conseguiram chegar ao poder e apertaram o cerco aos tutsis. Neste momento, começa um forte movimento migratório para países vizinhos como a Uganda. O ápice acontece quando em abril de 1994 o avião do general Habyarimana foi derrubado e o general morto. Mesmo sem provas, o governo hutu culpou os tutsis pelo atentado e com o auxílio do exército e de uma milícia extremista conhecida como interahame iniciou o massacre.

Em seguida, peça para que outro aluno leia a fala de um dos hutus e a manchete do jornal presentes no segundo slide desta etapa e pergunte aos alunos o que eles representam. Espera-se que eles comentem que não houve auxílio internacional e nem da Organização das Nações Unidas na tentativa de acabar com o massacre. Questione-os ainda, se eles imaginam os motivos pelos quais não houve intervenção externa. Comente que a comunidade internacional demorou para enviar uma missão humanitária ao país e quando a ONU interveio, muitas mortes já haviam ocorrido. Segundo pesquisadores, alguns dos motivos são a pouca importância econômica desta região, uma intervenção militar americana na Somália pouco tempo antes e que não foi bem sucedida e a falta de compreensão de que era um ataque político, com interesses bem claros e não apenas étnico.

Por fim, projete ou imprima o terceiro slide desta etapa e peça que os alunos observem o gráfico da população ruandesa. Pergunte o que eles observam. Espera-se que respondam que há uma queda drástica da população neste período, sobretudo em 1994 com o genocídio. Comente que além das mortes, o conflito provocou um rápido e intenso fluxo migratório para os países vizinhos que, posteriormente, desestabilizaram a região e desencadearam novos conflitos como no Zaire (atual República Democrática do Congo) e em Burundi.

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Tempo sugerido: 21 minutos

Orientações: Divida a sala em grupos de quatro alunos. Sugerimos que essa divisão seja feita pelo professor a fim de garantir grupos heterogêneos no que diz respeito à aprendizagem, porém, caso prefira, pode utilizar outro critério ou até mesmo deixar que os alunos escolham e organizem os grupos. Após a divisão, projete ou imprima os slides desta etapa para os alunos. Caso não seja possível, escreva a pergunta focal no quadro e escolha outro mapa conceitual em materiais que tenha disponível para que possa servir como exemplo aos alunos. Em seguida, explique aos alunos que "os mapas conceituais são ferramentas gráficas para a organização e representação do conhecimento" (NOVAK; CAÑAS, 2010, p. 10) e que a sua estrutura básica consiste em dispor conceitos, normalmente dentro de retângulos, e suas relações, indicadas por linhas que os interligam. As palavras sobre essas linhas especificam as relações entre dois conceitos e devem conter, na maioria das vezes, um verbo, que dará clareza semântica aos dois conceitos, ou seja, mostra qual a relação entre eles. A disposição e relação entre esses conceitos visa responder à pergunta focal por meio da organização do conhecimento, que neste caso é: "Como a ação dos diferentes atores contribuiu com o genocídio em Ruanda?". Outra característica dos mapas conceituais é que os conceitos são representados de forma hierárquica, isto é, com os conceitos mais gerais no topo e os mais específicos dispostos abaixo, assim, costumam ser lidos de cima para baixo.

Comente que ao ler um mapa conceitual devemos conseguir transformar mentalmente as informações em um texto. Por isso a importância da proposição e clareza semântica no momento da sua produção. É interessante explicar essa estrutura com a visualização de um exemplo para que os alunos percebam mais facilmente esses elementos estruturante. Por isso sugerimos a projeção ou impressão de um modelo para os alunos. Caso os alunos já estejam familiarizados com a produção de mapas conceituais esse parte explicativa sobre sua estrutura poderá ser abreviada ou até suprimida.

Cuide para que os grupos realizem a atividade conforme sugerido nas orientações de forma colaborativa e dentro do prazo estipulado. Circule pela sala e acompanhe as discussões e produções, tirando as dúvidas se necessário.

Material complementar

Material Ação Propositiva: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/HCUA7XPdZHQ6KvsPy4fk4UvqGxMwhn6h7FTenEhVd3CwYyRnNtEM5Fa3TwS5/geo8-05und08-acao-propositiva-pergunta-focal.pdf

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Orientações: Divida a sala em grupos de quatro alunos. Sugerimos que essa divisão seja feita pelo professor a fim de garantir grupos heterogêneos no que diz respeito à aprendizagem, porém, caso prefira, pode utilizar outro critério ou até mesmo deixar que os alunos escolham e organizem os grupos. Após a divisão, projete ou imprima os slides desta etapa para os alunos. Caso não seja possível, escreva a pergunta focal no quadro e escolha outro mapa conceitual em materiais que tenha disponível para que possa servir como exemplo aos alunos. Em seguida, explique aos alunos que "os mapas conceituais são ferramentas gráficas para a organização e representação do conhecimento" (NOVAK; CAÑAS, 2010, p. 10) e que a sua estrutura básica consiste em dispor conceitos, normalmente dentro de retângulos, e suas relações, indicadas por linhas que os interligam. As palavras sobre essas linhas especificam as relações entre dois conceitos e devem conter, na maioria das vezes, um verbo, que dará clareza semântica aos dois conceitos, ou seja, mostra qual a relação entre eles. A disposição e relação entre esses conceitos visa responder à pergunta focal por meio da organização do conhecimento, que neste caso é: "Como a ação dos diferentes atores contribuiu com o genocídio em Ruanda?". Outra característica dos mapas conceituais é que os conceitos são representados de forma hierárquica, isto é, com os conceitos mais gerais no topo e os mais específicos dispostos abaixo, assim, costumam ser lidos de cima para baixo.

Comente que ao ler um mapa conceitual devemos conseguir transformar mentalmente as informações em um texto. Por isso a importância da proposição e clareza semântica no momento da sua produção. É interessante explicar essa estrutura com a visualização de um exemplo para que os alunos percebam mais facilmente esses elementos estruturante. Por isso sugerimos a projeção ou impressão de um modelo para os alunos. Caso os alunos já estejam familiarizados com a produção de mapas conceituais esse parte explicativa sobre sua estrutura poderá ser abreviada ou até suprimida.

Cuide para que os grupos realizem a atividade conforme sugerido nas orientações de forma colaborativa e dentro do prazo estipulado. Circule pela sala e acompanhe as discussões e produções, tirando as dúvidas se necessário.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Projete o slide ou apenas diga aos alunos que este é o momento de socialização dos mapas conceituais produzidos pelos grupos. A sugestão é que cada grupo vá até a frente da sala e explique aos alunos as relações que foram estabelecidas e de que forma organizaram os conceitos hierarquicamente no mapa conceitual. Espera-se que os alunos consigam compreender e refletir de forma crítica sobre as condições históricas, políticas e sociais que culminaram no genocídio em Ruanda, um dos piores episódios ocorridos no final do século XX, cujas raízes remontam do período colonial.

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