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Plano de aula > História > 9º ano > A história recente

Plano de aula - Racismo no Brasil: herança maldita

Plano de aula de História com atividades para 9º ano do EF sobre Racismo no Brasil: herança maldita

Plano 02 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Talita Seniuk

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade (EF09HI36) de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: projetor (caso este não esteja disponível, você poderá imprimir o gráfico do Contexto e as duas notícias da Problematização, podendo imprimir apenas uma de cada dimensionando-as ao tamanho das folhas, ou ainda, podem ser feitas mais cópias de todas as fontes para serem entregues aos estudantes, dependendo da sua disponibilidade em relação ao número de fotocópias). Na Problematização há um resumo que caso não possa ser projetado, pode-se utilizar a mesma metodologia anterior de impressão ou ainda, ser transcrito no quadro.

Material complementar:

Gráfico do IBGE para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/58hCHnz3BmTjmtWgPhRbqvRECewfJ47xPgZHJ6bY7uwXWUHhJuE9uzZAtYMh/his9-36und02-contexto-grafico-do-ibge.pdf

Reportagem 1: A sub-representação dos negros na política brasileira

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/uP964vn8gqXTEXUjxgCtrQkcJkhK7MfMPJ7GSESUFhCtVaJCBQbTa2ya2MsJ/his9-36und02-problematizacao-1-a-sub-representacao-dos-negros-na-politica-brasileira.pdf

Reportagem 2: Estado com maior população negra elege primeira deputada negra nas eleições 2018

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/gYJn9AkW2DaqXP4EMnrqXyhe86mxeNwQzzXujNAY8gegZDWth7xKqZKgm7qr/his9-36und02-problematizacao-2-estado-com-maior-populacao-de-negros-elege-primeira-deputada-negra.pdf

Para você saber mais:

Glossário:

Desumanização: ação preconceituosa que “retira” (ou nega) a humanidade da natureza de outro ser humano, que passa a ser reconhecido como “coisa”, num processo de não reconhecimento da dignidade desse outrem, acarretando atos violentos (objetivos e subjetivos); o não respeito aos direitos humanos, a perda da qualidade moral humana.

Preconceito: juízo/conceito pré-concebido sobre algo ou alguém, que se materializa em ações discriminatórias, autoritárias e intolerantes.

Violência: ações autoritárias e irascíveis, com intuito de afetar de modo coercitivo um ser humano, podendo ocorrer de duas formas: objetiva (violência física) ou subjetiva (violência psicológica).

Links para as reportagens completas:

Reportagem 1:

População chega a 205,5 milhões, com menos brancos e mais pardos e pretos. Agência IBGE notícias, 24/11/2017. Disponível em: <https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/18282-pnad-c-moradores>. Acesso em: 20 out. 2018.

Reportagem 2:

A sub-representação dos negros na política brasileira. Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/a-sub-representa%C3%A7%C3%A3o-dos-negros-na-pol%C3%ADtica-brasileira/a-40747414> Acesso em: 20 nov. 2018.

Reportagem 3:

SILVA, Yuri. Estado com maior população de negros elege primeira deputada negra nas eleições 2018. Estadão (online). Disponível em: <https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,estado-com-maior-populacao-negra-elege-primeira-deputada-negra-nas-eleicoes-2018,70002541336> Acesso em: 20 nov. 2018.

Vale lembrar que se deve evitar a expressão “escravo”, mas utilizar “escravizado” devido ao fato de que ninguém nasce escravo por condições biológicas, mas é escravizado durante sua vida por imposição, ou seja, numa condição social imposta. A palavra “escravo” dá um sentido de naturalização dessa condição, enquanto “escravizado” permite uma compreensão de que este estaria nessa condição, demonstrando a arbitrariedade e violência desse processo.

Referências bibliográficas:

A herança cultural negra e racismo. IBGE. Disponível em: <https://brasil500anos.ibge.gov.br/en/territorio-brasileiro-e-povoamento/negros/a-heranca-cultural-negra-e-racismo>. Acesso em: 21 out. 2018.

Art. 5º, inc. XLII da Constituição Federal de 88. Disponível em: <https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10729169/inciso-xlii-do-artigo-5-da-constituicao-federal-de-1988>. Acesso em: 22 nov. 2018.

Escritor João José Reis fala sobre escravidão contemporânea. Correio*. Disponível em: <https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/escritor-joao-jose-reis-fala-sobre-escravidao-contemporanea/>.

Acesso em: 21 nov. 2018.

KARKOT-DE-LA-TAILLE, E.; RODRIGUES, A. Sobre escravos e escravizados: percursos discursivos da conquista da liberdade. In: Simpósio Internacional Discurso, Identidade e Sociedade (SIDIS). Disponível em: <https://www.iel.unicamp.br/sidis/anais/pdf/HARKOT_DE_LA_TAILLE_ELIZABETH.pdf>. Acesso em: 23 nov. 2018.

O trabalho dos negros africanos. IBGE. Disponível em: <https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/negros/o-trabalho-dos-negros-africanos.html>. Acesso em: 21 out. 2018.

Território e povoamento: presença negra. IBGE. Disponível em: <https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/negros.html>. Acesso em: 21 out. 2018.

Caso queira se aprofundar:

O racismo estrutural está presente em todos os lugares e em diversos momentos, inclusive em comentários desrespeitosos, que na maioria das vezes passam despercebidos sob esse olhar crítico, pois estão tão arraigados em nossa sociedade, que não são vistos como racistas. Alguns comentários racistas ocorrem em nosso cotidiano e por vezes não são notados, como em relação a foto que o ator afro americano Will Smith postou com seu filho numa rede social, num momento de lazer em família e que demonstram de modo sucinto como age o racismo estrutural na sociedade e ainda, o racismo evidente na propaganda da empresa de alimentos Perdigão, que mostra uma família branca com alto poder aquisitivo sendo caridosa ao escolher adquirir produtos da marca, que doa um alimento similar para famílias que necessitam dessa caridade, demonstrando uma família negra recebendo esta doação; os dois exemplos demonstram essa questão do racismo estrutural, pois são de mídias que circulam livremente na sociedade e que muitas pessoas possam até ter visto, mas não refletiram sobre a subjetividade presente neles.

ALMEIDA, Sílvio. O que é racismo estrutural? Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=PD4Ew5DIGrU>. Acesso em: 30 nov. 2018.

BANDEIRA, Lourdes; BATISTA, Analía Soria. Preconceito e discriminação como expressões de violência. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ref/v10n1/11632.pdf>. Acesso em: 22 nov. 2018.

DESUMANIZAÇÃO. Dicionário Priberam. disponível em: <https://dicionario.priberam.org/desumaniza%C3%A7%C3%A3o>. Acesso em: 22 nov. 2018.

LIMA, Flávia Cunha. Preconceito, racismo e discriminação racial no contexto escolar. Disponível em: <https://www.geledes.org.br/preconceito-racismo-e-discriminacao-contexto-escolar/>. Acesso em: 30 nov. 2018.

LIMA, Verônica. O racismo e a desumanização da juventude negra. Disponível em: <https://www.brasil247.com/pt/colunistas/veronicalima/362241/O-racismo-e-a-desumaniza%C3%A7%C3%A3o-da-juventude-negra.htm> Acesso em: 22 nov. 2018.

MOTTA, Mariana. Will Smith e o racismo estrutural. Disponível em <https://www.geledes.org.br/will-smith-e-o-racismo-estrutural/>. Acesso em: 30 nov. 2018.

PIRES, Breiller. Comerciais como o da Perdigão evidenciam o racismo estrutural. Disponível em <https://www.geledes.org.br/comerciais-como-o-da-perdigao-evidenciam-o-racismo-estrutural/>. Acesso em: 30 nov. 2018.

PRECONCEITO. Dicionário Priberam. Disponível em: <https://dicionario.priberam.org/preconceito>. Acesso em: 22 nov. 2018.

VIOLÊNCIA. Dicionário Priberam. Disponível em: <https://dicionario.priberam.org/viol%C3%AAncia>. Acesso em: 22 nov. 2018.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

Projete o objetivo da aula utilizando este slide, outra alternativa é transcrevê-lo no quadro, caso queira, realizando a leitura do mesmo ou pedindo para que algum estudante o faça.

Sugere-se a disposição das carteiras e cadeiras em semicírculo pois permite uma melhor discussão do tema, enriquecendo o diálogo, pois todos ficam em posição de igualdade.

O objetivo da aula é que ao final da mesma os alunos percebam que o racismo foi construído ao longo do tempo em nossa sociedade, e mesmo frente à inúmeras ações para desconstruir esse estigma, ele se mostra muito forte até hoje em diversos segmentos sociais (o processo de desumanização do outro, de não reconhecê-lo como humano, mas como “coisa”; a questão da diversidade como um incômodo contemporâneo da sociedade globalizada que busca homogeneizar seus indivíduos em detrimento das diferenças, num processo de aniquilamento de identidades).

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

No Contexto teremos o uso de uma fonte gráfica, que expõe a distribuição da população por cor ou raça entre os anos de 2012 a 2016, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O uso de informações de sítios virtuais traz para a sala de aula uma aproximação, na maioria das vezes, da realidade dos estudantes que passam horas navegando e não percebem esse ambiente como um local capaz de promover conhecimento ou de ser usado na escola. Outro viés que essa fonte possibilita é demonstrar que situações contemporâneas estão muitas vezes alicerçadas em fatos anteriores, demonstrando que a História não busca apenas fatos passados e distantes de nossa realidade, mas se ocupa de muitas questões sociais atuais que permeiam heranças históricas.

Ao propor estas questões iniciais para nortear o olhar crítico dos estudantes sobre as fontes, busca-se motivá-los e inseri-los na temática da aula, trazendo elementos essenciais para o desenvolvimento da mesma. Ao indagar sobre questões que envolvem a presença de mulheres na política, posteriormente de negros e por fim de mulheres negras nesse segmento, almeja-se um momento de reflexão e de desconstrução de algumas situações, que podem por vezes passar despercebidas dos olhares menos atentos.

É esperado que o estudantes “desnaturalizem” o cenário político como um local nato de homens brancos, desconstruindo esse ambiente como natural, para um outro cenário que seria ideal ou seja, de equidade, que fosse composto por todas as camadas sociais e todas as etnias, com seus mais diferentes representantes.

Caso eles encontrem dificuldade para essa reflexão, ressalte se eles consideram justo o fato da maior parte dos políticos serem homens e ainda, brancos, se não seria melhor haver representantes de todas as demais camadas sociais que compõe nossa população.

Como adequar à sua realidade: Caso em sua região haja mulheres, negros ou mulheres negras na política, você poderá citá-los neste Contexto, aproximando ainda mais a temática da aula da realidade circundante do estudante ou poderá fazer uma ligação sobre isso, nesta ou em outra aula posterior.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Além da possibilidade de projeção do gráfico do IBGE, você poderá imprimí-lo numa folha de A4, por exemplo, aproveitando ao máximo o tamanho da folha, dimensionando-o de modo que todos os alunos possam visualizar sem muita dificuldade; caso queira, também poderá fazer vários gráficos numa folha e entregá-los um para cada aluno, de modo que possam posteriormente anexá-lo em seus cadernos.

Caso ache necessário para estimular os estudantes na discussão, você poderá propor as questões a seguir para que eles respondam utilizando o gráfico como base:

  • No Brasil existem mais pessoas autodeclaradas brancas, negras ou pardas?
  • Entre 2012 e 2016 cresceu mais o número de pessoas que se declararam brancas ou negras/pardas?
  • Por que vocês acham que o número de brasileiros que se declararam pardos é maior do que o número de brasileiros que se declaram brancos ou negros?

Gráfico IBGE: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/58hCHnz3BmTjmtWgPhRbqvRECewfJ47xPgZHJ6bY7uwXWUHhJuE9uzZAtYMh/his9-36und02-contexto-grafico-do-ibge.pdf

Como adequar à sua realidade: Caso queira estender e enriquecer o debate nesta aula ou em outra sobre a distribuição do corpo discente por raça ou cor nesta turma, poderá realizar uma pesquisa dentro da sala de aula, questionando os alunos como se autodeclaram: brancos, pretos ou pardos; reunindo esses dados e apresentando-os em formato de porcentagem (momento interdisciplinar com a disciplina de Matemática), para que percebam como a diversidade está presente em todos os ambientes e que os números de cada segmento podem variar de sala para sala, escola para escola, cidade para cidade, etc.

Para você saber mais:

Vale ressaltar que apesar do próprio IBGE utilizar o termo “raça”, há várias discussões entre os teóricos sobre os termos raça e etnia.

Fonte: OLIVEIRA, Lucas. Raça e etnia. Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/raca-etnia.htm>. Acesso em: 25 nov. 2018.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações:

Você pode projetar essa orientação, outra alternativa é transcrevê-la no quadro, caso queira, realizando a leitura ou pedindo para que algum estudante o faça. Ela serve para orientar os estudantes durante as próximas etapas da aula e da leitura e compreensão das fontes.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Esta notícia faz parte da Problematização, que além da possibilidade de ser projetada, pode ser impressa numa folha de A4, por exemplo, aproveitando ao máximo o tamanho da folha, dimensionando a mesma, de modo que todos os alunos possam visualizar sem muita dificuldade; caso queira, também poderá fazer várias cópias numa folha e entregá-las uma para cada aluno, de modo que possam posteriormente anexá-la em seus cadernos.

Vale frisar que ela foi extraída de um sítio virtual, o que pode aguçar a atenção dos estudantes. Você pode ler a manchete, ou pedir para que um estudante o faça.

Caso você perceba que os alunos tenham dificuldade com o termo “sub-representação”, explique que esse prefixo designa aqui um sentido de inferioridade, de abaixo do aceitável, de pouca representatividade.

Ainda em relação à sub-representação, vale ressaltar a questão do racismo estrutural, ou seja, contextos que ligam os negros à situações de inferioridade são tidas como “normais”, pois passam despercebidas de tão arraigadas que estão socialmente, mas que precisam ser desnaturalizadas, para que possam ser combatidas.

Para você saber mais:

Fonte: Racismo no Brasil é “estrutural e institucionalizado”. Disponível em: <https://www.geledes.org.br/racismo-brasil-e-estrutural-e-institucionalizado/>. Acesso em: 30 nov. 2018.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Esta fonte é a continuação da notícia anterior da Problematização, podendo ser projetada ou impressa. Caso escolha imprimir, pode fazer uma cópia para apresentar a turma ou ainda, pode entregar uma para cada aluno, se preferir.

Este fragmento é uma continuidade da temática da manchete apresentada no slide anterior, sendo apenas um trecho da entrevista, caso queira acessar a matéria completa para utilizá-la em sala, abaixo no campo Para você saber mais segue o link.

Vale ressaltar aqui na fala do Senador Paim, que ele frisa a questão da pequena quantidade de políticos negros atuando, o que justifica o título da manchete e do termo “sub-representação”.

Para você saber mais:

Fonte: A sub-representação dos negros na política brasileira, de DW, disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/a-sub-representa%C3%A7%C3%A3o-dos-negros-na-pol%C3%ADtica-brasileira/a-40747414>. Acesso em: 20 de fevereiro de 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Esta fonte é outra notícia que faz parte da Problematização, podendo ser projetada ou impressa. Caso escolha imprimir, pode fazer uma cópia para apresentar a turma ou ainda, pode entregar uma para cada aluno, se preferir.

Vale frisar que ela foi extraída de um sítio virtual, o que pode aguçar a atenção dos estudantes. Você pode ler a manchete, ou pedir para que um estudante o faça.

Lembre os estudantes de que a grande quantidade de negros na Bahia, deve-se a fatores históricos, pois fora onde hoje é a cidade de Porto Seguro que os portugueses aportaram em 1500 e posteriormente utilizaram a mão de obra de africanos escravizados na região.

Para você saber mais:

Fonte: Bahia: História. IBGE. Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ba/historico>. Acesso em: 22 nov. 2018.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Esta fonte é a continuação da notícia anterior da Problematização, podendo ser projetada ou impressa. Caso escolha imprimir, pode fazer uma cópia para apresentar a turma ou ainda, pode entregar uma para cada aluno, se preferir.

Este fragmento é uma continuidade da temática da manchete apresentada no slide anterior, sendo apenas um trecho da entrevista, caso queira acessar a matéria completa para utilizá-la em sala, abaixo no campo Para você saber mais segue o link.

Frise para os estudantes a importância da fala de Olívia Santana, quando diz que “Queremos ser o comum, não o inusitado”, ou seja, que deveria ser algo comum e natural a presença de negros na política e ainda, de mulheres negras também, pois todos deveriam possuir representação na política. Você pode comentar que ela ainda complementa sua fala de que na Bahia, devido ao número de pessoas autodeclaradas negras e pardas ser muito maior que em todas as demais regiões do Brasil, essa presença deveria ser extremamente comum na política, mas isso não acontece, o que reflete o racismo.

Para você saber mais:

GANDRA, Alana. Mulheres negras se mobilizam para ampliar presença na política. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2018-07/mulheres-negras-se-mobilizam-para-ampliar-presenca-na-politica>. Acesso em: 23 nov. 2018.

MARTINS, Helena. ONU Mulheres defende ampliação da participação feminina na política. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2018-06/onu-mulheres-defende-ampliacao-da-participacao-feminina-na-politica>. Acesso em: 23 nov. 2018.

SODRÉ, Mônica. A participação das mulheres na política do Brasil: o direito de votar, de sermos representadas, e de participar da tomada de decisão. Estadão (online). Disponível em: <https://politica.estadao.com.br/blogs/legis-ativo/a-participacao-das-mulheres-na-politica-no-brasil-o-direito-de-votar-de-sermos-representadas-e-de-participar-da-tomada-de-decisao/>. Acesso em: 23 nov. 2018.

Women in national parliaments. Inter-Parliamentary Union. Disponível em: <http://archive.ipu.org/wmn-e/classif.htm>. Acesso em: 23 nov. 2018. (Mulheres nos parlamentos nacionais)

SILVA, YURI. Estado com maior população de negros elege primeira deputada negra nas eleições 2018. Disponível em: <https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,estado-com-maior-populacao-negra-elege-primeira-deputada-negra-nas-eleicoes-2018,70002541336>. Acesso em: 20 fev. 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Você pode projetar essas questões, outra alternativa é transcrevê-las no quadro, caso queira, realizando a leitura das mesmas ou pedindo para que algum estudante o faça. Elas servem para orientar os estudantes durante as próximas etapas da aula e da leitura e compreensão das fontes.

Esta fonte é a continuação da Problematização, podendo ser projetada ou impressa. Caso escolha imprimir, pode fazer uma cópia para apresentar a turma ou ainda, pode entregar uma para cada aluno, se preferir.

Peça para que algum estudante leia-as em voz alta, ou para que cada um leia uma por vez.

Depois, peça para que alguns estudantes respondam às perguntas em voz alta (você pode escolher os alunos que responderão ou pode deixar que eles se prontifiquem a responder).

Escreva no quadro os principais comentários apresentados pelos estudantes na discussão.

Como adequar à sua realidade: Caso você queira, poderá de modo interdisciplinar propor aos professores das disciplinas de Artes e Língua Portuguesa, uma parceria utilizando essa temática contemporânea da aula (fazendo essa ligação histórica do racismo atual a fatos históricos anteriores), com as obras do artista Jean-Baptiste Debret (que retratou a presença negra no Brasil) e o conto Clara dos Anjos de Lima Barreto (que retrata o racismo no Brasil) que demonstram essas questões sociais em seus respectivos tempos históricos da vida dos negros e dos afrodescendentes.

Vale ressaltar que no caso de uma atividade que envolva a leitura imagética de fontes como nas obras de Debret, as imagens não podem ser consideradas como meras reflexões de suas épocas, mas extensões dos contextos sociais em que foram produzidas, segundo Peter Burke em sua obra Testemunha ocular: História e imagem (2004). No que tangem os escritos de Lima Barreto, mostra-se interessante uma leitura de Clara dos Anjos, onde há o registro do racismo e da exclusão social sofridos pela personagem, pois ele denunciou em suas obras a hipocrisia da sociedade brasileira no final do século XIX e início do século XX, ao optar pelos pobres, oprimidos, negros, e afrodescendentes nas suas histórias.

BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000048.pdf>. Acesso em: 22 nov. 2018.

Jean-Baptiste Debret. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Baptiste_Debret>. Acesso em: 21 nov. 2018.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 18 minutos

Orientações:

Nesse momento você deve fomentar a discussão sobre a temática, tendo as questões apresentadas no Contexto e durante a Problematização como ponto de partida. Mas é essencial que eles desenvolvam a reflexão de como o racismo ainda encontra-se enraizado na sociedade brasileira, nos mais variados segmentos.

Projete, imprima ou transcreva no quadro a proposta de atividade: produção de um texto como uma síntese integradora em seus cadernos, tendo como referencial o gráfico, as notícias, o texto e as perguntas, tendo como eixo central a percepção do racismo nas suas mais variadas formas e lugares e o que pode ser feito para combater esse problema.

Caso perceba que seja necessário para a realização da atividade, retome alguns dos comentários dados pelos estudantes nas etapas anteriores.

Como adequar à sua realidade: Caso queira ou ache necessário, poderá neste momento da Sistematização, permitir que os alunos utilizem o dicionário para auxiliá-los na produção, orientando-lhes a buscar o significado de palavras relacionadas a esta temática, como preconceito, raça, etnia, diversidade, cultura, racismo, etc.

Para você saber mais:

Ação afirmativa. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A7%C3%A3o_afirmativa>. Acesso em: 23 nov. 2018.

Ações afirmativas. Disponível em: <http://etnicoracial.mec.gov.br/acoes-afirmativas>. Acesso em: 23 nov. 2018.

BETONI, Camila. Ações afirmativas. Disponível em: <https://www.infoescola.com/sociologia/acoes-afirmativas/>. Acesso em: 23 nov. 2018.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade (EF09HI36) de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: projetor (caso este não esteja disponível, você poderá imprimir o gráfico do Contexto e as duas notícias da Problematização, podendo imprimir apenas uma de cada dimensionando-as ao tamanho das folhas, ou ainda, podem ser feitas mais cópias de todas as fontes para serem entregues aos estudantes, dependendo da sua disponibilidade em relação ao número de fotocópias). Na Problematização há um resumo que caso não possa ser projetado, pode-se utilizar a mesma metodologia anterior de impressão ou ainda, ser transcrito no quadro.

Material complementar:

Gráfico do IBGE para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/58hCHnz3BmTjmtWgPhRbqvRECewfJ47xPgZHJ6bY7uwXWUHhJuE9uzZAtYMh/his9-36und02-contexto-grafico-do-ibge.pdf

Reportagem 1: A sub-representação dos negros na política brasileira

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/uP964vn8gqXTEXUjxgCtrQkcJkhK7MfMPJ7GSESUFhCtVaJCBQbTa2ya2MsJ/his9-36und02-problematizacao-1-a-sub-representacao-dos-negros-na-politica-brasileira.pdf

Reportagem 2: Estado com maior população negra elege primeira deputada negra nas eleições 2018

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/gYJn9AkW2DaqXP4EMnrqXyhe86mxeNwQzzXujNAY8gegZDWth7xKqZKgm7qr/his9-36und02-problematizacao-2-estado-com-maior-populacao-de-negros-elege-primeira-deputada-negra.pdf

Para você saber mais:

Glossário:

Desumanização: ação preconceituosa que “retira” (ou nega) a humanidade da natureza de outro ser humano, que passa a ser reconhecido como “coisa”, num processo de não reconhecimento da dignidade desse outrem, acarretando atos violentos (objetivos e subjetivos); o não respeito aos direitos humanos, a perda da qualidade moral humana.

Preconceito: juízo/conceito pré-concebido sobre algo ou alguém, que se materializa em ações discriminatórias, autoritárias e intolerantes.

Violência: ações autoritárias e irascíveis, com intuito de afetar de modo coercitivo um ser humano, podendo ocorrer de duas formas: objetiva (violência física) ou subjetiva (violência psicológica).

Links para as reportagens completas:

Reportagem 1:

População chega a 205,5 milhões, com menos brancos e mais pardos e pretos. Agência IBGE notícias, 24/11/2017. Disponível em: <https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/18282-pnad-c-moradores>. Acesso em: 20 out. 2018.

Reportagem 2:

A sub-representação dos negros na política brasileira. Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/a-sub-representa%C3%A7%C3%A3o-dos-negros-na-pol%C3%ADtica-brasileira/a-40747414> Acesso em: 20 nov. 2018.

Reportagem 3:

SILVA, Yuri. Estado com maior população de negros elege primeira deputada negra nas eleições 2018. Estadão (online). Disponível em: <https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,estado-com-maior-populacao-negra-elege-primeira-deputada-negra-nas-eleicoes-2018,70002541336> Acesso em: 20 nov. 2018.

Vale lembrar que se deve evitar a expressão “escravo”, mas utilizar “escravizado” devido ao fato de que ninguém nasce escravo por condições biológicas, mas é escravizado durante sua vida por imposição, ou seja, numa condição social imposta. A palavra “escravo” dá um sentido de naturalização dessa condição, enquanto “escravizado” permite uma compreensão de que este estaria nessa condição, demonstrando a arbitrariedade e violência desse processo.

Referências bibliográficas:

A herança cultural negra e racismo. IBGE. Disponível em: <https://brasil500anos.ibge.gov.br/en/territorio-brasileiro-e-povoamento/negros/a-heranca-cultural-negra-e-racismo>. Acesso em: 21 out. 2018.

Art. 5º, inc. XLII da Constituição Federal de 88. Disponível em: <https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10729169/inciso-xlii-do-artigo-5-da-constituicao-federal-de-1988>. Acesso em: 22 nov. 2018.

Escritor João José Reis fala sobre escravidão contemporânea. Correio*. Disponível em: <https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/escritor-joao-jose-reis-fala-sobre-escravidao-contemporanea/>.

Acesso em: 21 nov. 2018.

KARKOT-DE-LA-TAILLE, E.; RODRIGUES, A. Sobre escravos e escravizados: percursos discursivos da conquista da liberdade. In: Simpósio Internacional Discurso, Identidade e Sociedade (SIDIS). Disponível em: <https://www.iel.unicamp.br/sidis/anais/pdf/HARKOT_DE_LA_TAILLE_ELIZABETH.pdf>. Acesso em: 23 nov. 2018.

O trabalho dos negros africanos. IBGE. Disponível em: <https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/negros/o-trabalho-dos-negros-africanos.html>. Acesso em: 21 out. 2018.

Território e povoamento: presença negra. IBGE. Disponível em: <https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/negros.html>. Acesso em: 21 out. 2018.

Caso queira se aprofundar:

O racismo estrutural está presente em todos os lugares e em diversos momentos, inclusive em comentários desrespeitosos, que na maioria das vezes passam despercebidos sob esse olhar crítico, pois estão tão arraigados em nossa sociedade, que não são vistos como racistas. Alguns comentários racistas ocorrem em nosso cotidiano e por vezes não são notados, como em relação a foto que o ator afro americano Will Smith postou com seu filho numa rede social, num momento de lazer em família e que demonstram de modo sucinto como age o racismo estrutural na sociedade e ainda, o racismo evidente na propaganda da empresa de alimentos Perdigão, que mostra uma família branca com alto poder aquisitivo sendo caridosa ao escolher adquirir produtos da marca, que doa um alimento similar para famílias que necessitam dessa caridade, demonstrando uma família negra recebendo esta doação; os dois exemplos demonstram essa questão do racismo estrutural, pois são de mídias que circulam livremente na sociedade e que muitas pessoas possam até ter visto, mas não refletiram sobre a subjetividade presente neles.

ALMEIDA, Sílvio. O que é racismo estrutural? Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=PD4Ew5DIGrU>. Acesso em: 30 nov. 2018.

BANDEIRA, Lourdes; BATISTA, Analía Soria. Preconceito e discriminação como expressões de violência. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ref/v10n1/11632.pdf>. Acesso em: 22 nov. 2018.

DESUMANIZAÇÃO. Dicionário Priberam. disponível em: <https://dicionario.priberam.org/desumaniza%C3%A7%C3%A3o>. Acesso em: 22 nov. 2018.

LIMA, Flávia Cunha. Preconceito, racismo e discriminação racial no contexto escolar. Disponível em: <https://www.geledes.org.br/preconceito-racismo-e-discriminacao-contexto-escolar/>. Acesso em: 30 nov. 2018.

LIMA, Verônica. O racismo e a desumanização da juventude negra. Disponível em: <https://www.brasil247.com/pt/colunistas/veronicalima/362241/O-racismo-e-a-desumaniza%C3%A7%C3%A3o-da-juventude-negra.htm> Acesso em: 22 nov. 2018.

MOTTA, Mariana. Will Smith e o racismo estrutural. Disponível em <https://www.geledes.org.br/will-smith-e-o-racismo-estrutural/>. Acesso em: 30 nov. 2018.

PIRES, Breiller. Comerciais como o da Perdigão evidenciam o racismo estrutural. Disponível em <https://www.geledes.org.br/comerciais-como-o-da-perdigao-evidenciam-o-racismo-estrutural/>. Acesso em: 30 nov. 2018.

PRECONCEITO. Dicionário Priberam. Disponível em: <https://dicionario.priberam.org/preconceito>. Acesso em: 22 nov. 2018.

VIOLÊNCIA. Dicionário Priberam. Disponível em: <https://dicionario.priberam.org/viol%C3%AAncia>. Acesso em: 22 nov. 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

Projete o objetivo da aula utilizando este slide, outra alternativa é transcrevê-lo no quadro, caso queira, realizando a leitura do mesmo ou pedindo para que algum estudante o faça.

Sugere-se a disposição das carteiras e cadeiras em semicírculo pois permite uma melhor discussão do tema, enriquecendo o diálogo, pois todos ficam em posição de igualdade.

O objetivo da aula é que ao final da mesma os alunos percebam que o racismo foi construído ao longo do tempo em nossa sociedade, e mesmo frente à inúmeras ações para desconstruir esse estigma, ele se mostra muito forte até hoje em diversos segmentos sociais (o processo de desumanização do outro, de não reconhecê-lo como humano, mas como “coisa”; a questão da diversidade como um incômodo contemporâneo da sociedade globalizada que busca homogeneizar seus indivíduos em detrimento das diferenças, num processo de aniquilamento de identidades).

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

No Contexto teremos o uso de uma fonte gráfica, que expõe a distribuição da população por cor ou raça entre os anos de 2012 a 2016, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O uso de informações de sítios virtuais traz para a sala de aula uma aproximação, na maioria das vezes, da realidade dos estudantes que passam horas navegando e não percebem esse ambiente como um local capaz de promover conhecimento ou de ser usado na escola. Outro viés que essa fonte possibilita é demonstrar que situações contemporâneas estão muitas vezes alicerçadas em fatos anteriores, demonstrando que a História não busca apenas fatos passados e distantes de nossa realidade, mas se ocupa de muitas questões sociais atuais que permeiam heranças históricas.

Ao propor estas questões iniciais para nortear o olhar crítico dos estudantes sobre as fontes, busca-se motivá-los e inseri-los na temática da aula, trazendo elementos essenciais para o desenvolvimento da mesma. Ao indagar sobre questões que envolvem a presença de mulheres na política, posteriormente de negros e por fim de mulheres negras nesse segmento, almeja-se um momento de reflexão e de desconstrução de algumas situações, que podem por vezes passar despercebidas dos olhares menos atentos.

É esperado que o estudantes “desnaturalizem” o cenário político como um local nato de homens brancos, desconstruindo esse ambiente como natural, para um outro cenário que seria ideal ou seja, de equidade, que fosse composto por todas as camadas sociais e todas as etnias, com seus mais diferentes representantes.

Caso eles encontrem dificuldade para essa reflexão, ressalte se eles consideram justo o fato da maior parte dos políticos serem homens e ainda, brancos, se não seria melhor haver representantes de todas as demais camadas sociais que compõe nossa população.

Como adequar à sua realidade: Caso em sua região haja mulheres, negros ou mulheres negras na política, você poderá citá-los neste Contexto, aproximando ainda mais a temática da aula da realidade circundante do estudante ou poderá fazer uma ligação sobre isso, nesta ou em outra aula posterior.

Slide Plano Aula

Orientações:

Além da possibilidade de projeção do gráfico do IBGE, você poderá imprimí-lo numa folha de A4, por exemplo, aproveitando ao máximo o tamanho da folha, dimensionando-o de modo que todos os alunos possam visualizar sem muita dificuldade; caso queira, também poderá fazer vários gráficos numa folha e entregá-los um para cada aluno, de modo que possam posteriormente anexá-lo em seus cadernos.

Caso ache necessário para estimular os estudantes na discussão, você poderá propor as questões a seguir para que eles respondam utilizando o gráfico como base:

  • No Brasil existem mais pessoas autodeclaradas brancas, negras ou pardas?
  • Entre 2012 e 2016 cresceu mais o número de pessoas que se declararam brancas ou negras/pardas?
  • Por que vocês acham que o número de brasileiros que se declararam pardos é maior do que o número de brasileiros que se declaram brancos ou negros?

Gráfico IBGE: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/58hCHnz3BmTjmtWgPhRbqvRECewfJ47xPgZHJ6bY7uwXWUHhJuE9uzZAtYMh/his9-36und02-contexto-grafico-do-ibge.pdf

Como adequar à sua realidade: Caso queira estender e enriquecer o debate nesta aula ou em outra sobre a distribuição do corpo discente por raça ou cor nesta turma, poderá realizar uma pesquisa dentro da sala de aula, questionando os alunos como se autodeclaram: brancos, pretos ou pardos; reunindo esses dados e apresentando-os em formato de porcentagem (momento interdisciplinar com a disciplina de Matemática), para que percebam como a diversidade está presente em todos os ambientes e que os números de cada segmento podem variar de sala para sala, escola para escola, cidade para cidade, etc.

Para você saber mais:

Vale ressaltar que apesar do próprio IBGE utilizar o termo “raça”, há várias discussões entre os teóricos sobre os termos raça e etnia.

Fonte: OLIVEIRA, Lucas. Raça e etnia. Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/raca-etnia.htm>. Acesso em: 25 nov. 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações:

Você pode projetar essa orientação, outra alternativa é transcrevê-la no quadro, caso queira, realizando a leitura ou pedindo para que algum estudante o faça. Ela serve para orientar os estudantes durante as próximas etapas da aula e da leitura e compreensão das fontes.

Slide Plano Aula

Orientações:

Esta notícia faz parte da Problematização, que além da possibilidade de ser projetada, pode ser impressa numa folha de A4, por exemplo, aproveitando ao máximo o tamanho da folha, dimensionando a mesma, de modo que todos os alunos possam visualizar sem muita dificuldade; caso queira, também poderá fazer várias cópias numa folha e entregá-las uma para cada aluno, de modo que possam posteriormente anexá-la em seus cadernos.

Vale frisar que ela foi extraída de um sítio virtual, o que pode aguçar a atenção dos estudantes. Você pode ler a manchete, ou pedir para que um estudante o faça.

Caso você perceba que os alunos tenham dificuldade com o termo “sub-representação”, explique que esse prefixo designa aqui um sentido de inferioridade, de abaixo do aceitável, de pouca representatividade.

Ainda em relação à sub-representação, vale ressaltar a questão do racismo estrutural, ou seja, contextos que ligam os negros à situações de inferioridade são tidas como “normais”, pois passam despercebidas de tão arraigadas que estão socialmente, mas que precisam ser desnaturalizadas, para que possam ser combatidas.

Para você saber mais:

Fonte: Racismo no Brasil é “estrutural e institucionalizado”. Disponível em: <https://www.geledes.org.br/racismo-brasil-e-estrutural-e-institucionalizado/>. Acesso em: 30 nov. 2018.

Slide Plano Aula

Orientações:

Esta fonte é a continuação da notícia anterior da Problematização, podendo ser projetada ou impressa. Caso escolha imprimir, pode fazer uma cópia para apresentar a turma ou ainda, pode entregar uma para cada aluno, se preferir.

Este fragmento é uma continuidade da temática da manchete apresentada no slide anterior, sendo apenas um trecho da entrevista, caso queira acessar a matéria completa para utilizá-la em sala, abaixo no campo Para você saber mais segue o link.

Vale ressaltar aqui na fala do Senador Paim, que ele frisa a questão da pequena quantidade de políticos negros atuando, o que justifica o título da manchete e do termo “sub-representação”.

Para você saber mais:

Fonte: A sub-representação dos negros na política brasileira, de DW, disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/a-sub-representa%C3%A7%C3%A3o-dos-negros-na-pol%C3%ADtica-brasileira/a-40747414>. Acesso em: 20 de fevereiro de 2019.

Slide Plano Aula

Orientações:

Esta fonte é outra notícia que faz parte da Problematização, podendo ser projetada ou impressa. Caso escolha imprimir, pode fazer uma cópia para apresentar a turma ou ainda, pode entregar uma para cada aluno, se preferir.

Vale frisar que ela foi extraída de um sítio virtual, o que pode aguçar a atenção dos estudantes. Você pode ler a manchete, ou pedir para que um estudante o faça.

Lembre os estudantes de que a grande quantidade de negros na Bahia, deve-se a fatores históricos, pois fora onde hoje é a cidade de Porto Seguro que os portugueses aportaram em 1500 e posteriormente utilizaram a mão de obra de africanos escravizados na região.

Para você saber mais:

Fonte: Bahia: História. IBGE. Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ba/historico>. Acesso em: 22 nov. 2018.

Slide Plano Aula

Orientações:

Esta fonte é a continuação da notícia anterior da Problematização, podendo ser projetada ou impressa. Caso escolha imprimir, pode fazer uma cópia para apresentar a turma ou ainda, pode entregar uma para cada aluno, se preferir.

Este fragmento é uma continuidade da temática da manchete apresentada no slide anterior, sendo apenas um trecho da entrevista, caso queira acessar a matéria completa para utilizá-la em sala, abaixo no campo Para você saber mais segue o link.

Frise para os estudantes a importância da fala de Olívia Santana, quando diz que “Queremos ser o comum, não o inusitado”, ou seja, que deveria ser algo comum e natural a presença de negros na política e ainda, de mulheres negras também, pois todos deveriam possuir representação na política. Você pode comentar que ela ainda complementa sua fala de que na Bahia, devido ao número de pessoas autodeclaradas negras e pardas ser muito maior que em todas as demais regiões do Brasil, essa presença deveria ser extremamente comum na política, mas isso não acontece, o que reflete o racismo.

Para você saber mais:

GANDRA, Alana. Mulheres negras se mobilizam para ampliar presença na política. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2018-07/mulheres-negras-se-mobilizam-para-ampliar-presenca-na-politica>. Acesso em: 23 nov. 2018.

MARTINS, Helena. ONU Mulheres defende ampliação da participação feminina na política. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2018-06/onu-mulheres-defende-ampliacao-da-participacao-feminina-na-politica>. Acesso em: 23 nov. 2018.

SODRÉ, Mônica. A participação das mulheres na política do Brasil: o direito de votar, de sermos representadas, e de participar da tomada de decisão. Estadão (online). Disponível em: <https://politica.estadao.com.br/blogs/legis-ativo/a-participacao-das-mulheres-na-politica-no-brasil-o-direito-de-votar-de-sermos-representadas-e-de-participar-da-tomada-de-decisao/>. Acesso em: 23 nov. 2018.

Women in national parliaments. Inter-Parliamentary Union. Disponível em: <http://archive.ipu.org/wmn-e/classif.htm>. Acesso em: 23 nov. 2018. (Mulheres nos parlamentos nacionais)

SILVA, YURI. Estado com maior população de negros elege primeira deputada negra nas eleições 2018. Disponível em: <https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,estado-com-maior-populacao-negra-elege-primeira-deputada-negra-nas-eleicoes-2018,70002541336>. Acesso em: 20 fev. 2019.

Slide Plano Aula

Orientações:

Você pode projetar essas questões, outra alternativa é transcrevê-las no quadro, caso queira, realizando a leitura das mesmas ou pedindo para que algum estudante o faça. Elas servem para orientar os estudantes durante as próximas etapas da aula e da leitura e compreensão das fontes.

Esta fonte é a continuação da Problematização, podendo ser projetada ou impressa. Caso escolha imprimir, pode fazer uma cópia para apresentar a turma ou ainda, pode entregar uma para cada aluno, se preferir.

Peça para que algum estudante leia-as em voz alta, ou para que cada um leia uma por vez.

Depois, peça para que alguns estudantes respondam às perguntas em voz alta (você pode escolher os alunos que responderão ou pode deixar que eles se prontifiquem a responder).

Escreva no quadro os principais comentários apresentados pelos estudantes na discussão.

Como adequar à sua realidade: Caso você queira, poderá de modo interdisciplinar propor aos professores das disciplinas de Artes e Língua Portuguesa, uma parceria utilizando essa temática contemporânea da aula (fazendo essa ligação histórica do racismo atual a fatos históricos anteriores), com as obras do artista Jean-Baptiste Debret (que retratou a presença negra no Brasil) e o conto Clara dos Anjos de Lima Barreto (que retrata o racismo no Brasil) que demonstram essas questões sociais em seus respectivos tempos históricos da vida dos negros e dos afrodescendentes.

Vale ressaltar que no caso de uma atividade que envolva a leitura imagética de fontes como nas obras de Debret, as imagens não podem ser consideradas como meras reflexões de suas épocas, mas extensões dos contextos sociais em que foram produzidas, segundo Peter Burke em sua obra Testemunha ocular: História e imagem (2004). No que tangem os escritos de Lima Barreto, mostra-se interessante uma leitura de Clara dos Anjos, onde há o registro do racismo e da exclusão social sofridos pela personagem, pois ele denunciou em suas obras a hipocrisia da sociedade brasileira no final do século XIX e início do século XX, ao optar pelos pobres, oprimidos, negros, e afrodescendentes nas suas histórias.

BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000048.pdf>. Acesso em: 22 nov. 2018.

Jean-Baptiste Debret. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Baptiste_Debret>. Acesso em: 21 nov. 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 18 minutos

Orientações:

Nesse momento você deve fomentar a discussão sobre a temática, tendo as questões apresentadas no Contexto e durante a Problematização como ponto de partida. Mas é essencial que eles desenvolvam a reflexão de como o racismo ainda encontra-se enraizado na sociedade brasileira, nos mais variados segmentos.

Projete, imprima ou transcreva no quadro a proposta de atividade: produção de um texto como uma síntese integradora em seus cadernos, tendo como referencial o gráfico, as notícias, o texto e as perguntas, tendo como eixo central a percepção do racismo nas suas mais variadas formas e lugares e o que pode ser feito para combater esse problema.

Caso perceba que seja necessário para a realização da atividade, retome alguns dos comentários dados pelos estudantes nas etapas anteriores.

Como adequar à sua realidade: Caso queira ou ache necessário, poderá neste momento da Sistematização, permitir que os alunos utilizem o dicionário para auxiliá-los na produção, orientando-lhes a buscar o significado de palavras relacionadas a esta temática, como preconceito, raça, etnia, diversidade, cultura, racismo, etc.

Para você saber mais:

Ação afirmativa. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A7%C3%A3o_afirmativa>. Acesso em: 23 nov. 2018.

Ações afirmativas. Disponível em: <http://etnicoracial.mec.gov.br/acoes-afirmativas>. Acesso em: 23 nov. 2018.

BETONI, Camila. Ações afirmativas. Disponível em: <https://www.infoescola.com/sociologia/acoes-afirmativas/>. Acesso em: 23 nov. 2018.

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