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Plano de aula > Geografia > 8º ano > Formas de representação e pensamento espacial

Plano de aula - O mapa do efeito estufa

Plano de aula de Geografia com atividades para 8° ano do Fundamental sobre Discutir sobre a contribuição dos países da África e da América para a emissão de gases poluentes na atmosfera e a intensificação do efeito estufa

Plano 03 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Fabiana Machado Leal

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08GE19 de Geografia, que consta na BNCC.

Esta habilidade diz respeito à interpretação cartogramas, mapas esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas com informações geográficas acerca da África e América; em razão disso, a leitura e interpretação de dados, mapas temáticos e outras representações cartográficas são fundamentais para o desenvolvimento da aula. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

  • Cópia das Atividades da Ação Propositiva para cada grupo;
  • Cópia da anamorfose Emissões de CO? do uso de combustíveis fósseis e da produção de cimento (2013) para cada grupo;
  • Cópia da anamorfose Histórico de emissões de CO? por uso de energia (1850 - 2011) para cada grupo;
  • Lápis preto, borracha, caneta e canetas hidrocor;
  • Cartolinas para a elaboração dos mapas conceituais;
  • Blocos auto-adesivos para a etapa da Sistematização;
  • Atlas Geográfico Escolar;
  • Equipamento multimídia para reprodução dos slides;
  • Laboratório de informática ou sala com computadores com acesso à internet (se possível).

As anamorfoses e os demais materiais deverão ser entregues pelo professor.

Material complementar:

  • Atividades da Ação Propositiva, disponível no arquivo GEO08_19UND3_Atividades da Ação Propositiva:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Hks5tZxXu7CFbRxbcXaZG5sxNudVqGDwuU6HVv5tfETnKNMjDDsACEAVeqt4/geo08-19und03-atividades-da-acao-propositiva.pdf

Link para os mapas:

  • Anamorfose Emissões de CO? do uso de combustíveis fósseis e da produção de cimento (2013), disponível no arquivo GEO08_19UND03_Anamorfose_Emissões 2013:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/48zRuauPZtR8QbxG76UyZhNgGupcVNtT4XQJd5wAtRp95VraT56ykXBU7xtH/geo08-19und03-anamorfose-emissoes-2013.pdf

  • Anamorfose Histórico de emissões de CO? por uso de energia (1850 - 2011), disponível no arquivo GEO08_19UND03_Anamorfose_Emissões histórico:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e79NXdZQn48CtfsUwV8RFpFVe7hbUJm5prr2RwhBajnVTCR4cjQ9UcTZTjD7/geo08-19und03-anamorfose-emissoes-historico.pdf

Para você saber mais:

Contextos prévios: Anamorfoses; mapa conceitual; efeito estufa. .

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Comente com os alunos que nesta aula eles irão discutir e elaborar um mapa conceitual sobre a contribuição dos países da América e da África para a emissão de gases poluentes na atmosfera e a intensificação do efeito estufa. Para tanto, eles irão observar o fenômeno a partir da leitura e análise de um tipo particular de representação cartográfica: a anamorfose.

Para você saber mais:

  • O efeito estufa é um fenômeno natural responsável pelo equilíbrio térmico do planeta. É ele que mantém a superfície terrestre aquecida e garante a vida dos seres vivos na Terra. Os gases presentes na atmosfera, como o vapor d’água e outras partículas em suspensão têm a função de absorver o calor irradiado na superfície, evitando que ele se dissipe para o espaço.

O efeito estufa é natural, todavia, a emissão de grandes quantidades de gases poluentes (especialmente com a queima de combustíveis fósseis) intensifica essa absorção e provoca uma espécie de barreira que retém o calor na atmosfera, impedindo que ele se dissipe. Para muitos cientistas, esse processo é o principal responsável pelo recente aumento gradual das temperaturas médias do planeta, levando-os a discutir a intensificação do efeito estufa sob a perspectiva do aquecimento global.

Trata-se, portanto, de uma interferência antrópica na dinâmica de um fenômeno natural. Por isso, quanto maior a emissão de gases poluentes, maiores serão os problemas ambientais em escala local, regional e mundial.

Para esses especialistas, além do agravamento da poluição, a maior emissão de gases na atmosfera eleva as temperaturas médias, acentua o derretimento das geleiras e das calotas polares e provoca o aumento do nível do mar. As alterações nas condições atmosféricas com a intensificação de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, desertificação e furacões também estão relacionados às alterações na dinâmica natural do efeito estufa. As previsões menos otimistas apontam que a disponibilidade de água potável, a biodiversidade e a segurança alimentar em breve também serão diretamente impactadas pelo aumento das temperaturas.

  • A anamorfose geográfica, ou simplesmente anamorfose, é um tipo de representação da superfície terrestre em que há uma distorção proposital dos contornos territoriais dos países, a fim de que um determinado fenômeno (quantitativo) seja representado por meio da variável “tamanho”, adequando-se, para isso, o desenho da área em que ele ocorre. Em razão disso, as anamorfoses são representadas fora de proporção e, portanto, fora da escala cartográfica.

Nas anamorfoses, a interpretação quantitativa de um fenômeno é percebida a partir do tamanho da forma em que ele é desenhado na representação. Por exemplo, Estados Unidos e Brasil possuem áreas parecidas (cerca de 10 e 8,5 milhões de quilômetros quadrados) e, por isso, em uma mapa convencional, são reduzidos proporcionalmente e representados praticamente do mesmo tamanho. Todavia, em uma anamorfose que pretende demonstrar a comparação do PIB (Produto Interno Bruto) desses dois países, o território dos Estados Unidos deve aparecer quase 10 vezes maior, uma vez que tem um PIB de aproximadamente 20 trilhões de dólares, enquanto o Brasil atinge um PIB de aproximadamente 2 trilhões de dólares. Para se fazer as adaptações necessárias à representação desse fenômeno (o PIB) diretamente no território onde ele ocorre, os contornos dos países sempre serão distorcidos.

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: A imagem apresentada no slide mostra a liberação de gases poluentes em um refinaria de petróleo em West Bountiful, no estado de Utah, nos Estados Unidos. Apresente-a para turma e leia a pergunta “Qual o problema ambiental apresentado na imagem?”, em destaque no slide.

Certamente, muitos alunos irão associar a imagem à poluição atmosférica, uma vez que as chaminés da refinaria mostram a liberação de uma fumaça que, provavelmente, é tóxica. Caso julgue pertinente, anote essas informações no quadro.

A partir das respostas apresentadas pelos alunos, explique que se trata de uma fotografia capturada nos Estados Unidos – a maior economia do mundo e um dos países que mais poluem, atrás apenas da China. Na sequência, reflita com a turma sobre as causas e as principais consequências em escala local, regional e mundial da liberação de gases poluentes na atmosfera.

Discuta com os alunos que, nos grandes centros urbanos, a poluição atmosférica é considerada um grave problema para o meio ambiente e para a saúde das pessoas, devido à presença de indústrias e do elevado número de automóveis.

Nesse momento, espera-se que os alunos sejam capazes de relacionar que o excesso de gases poluentes na atmosfera também altera a dinâmica climática local (como, por exemplo, a formação das ilhas de calor), regional e mundial. Sendo assim, reflita com os alunos que além da poluição, ao longo dos anos, as atividades humanas provocaram alterações na dinâmica atmosférica, aumentando a quantidade de calor retido na superfície terrestre.

O aumento gradual das temperaturas é uma consequência direta da intensificação do efeito estufa que é provocado, sobretudo, pela emissão de gases provenientes da queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural). Dentre esses gases, estão o monóxido de carbono, o dióxido de carbono, o monóxido de nitrogênio, o dióxido de nitrogênio e o metano.

Caso julgue necessário, retome o conceito efeito estufa com a turma, lembrando aos alunos que se trata de um fenômeno natural, que é agravado pelas atividades humanas. Para tanto, você pode utilizar as informações apresentadas no tópico “Para você saber mais”.

Imagem disponível em https://unsplash.com/photos/6xeDIZgoPaw, acesso em 05 de dezembro de 2018.

Para você saber mais:

  • O efeito estufa é um fenômeno natural responsável pelo equilíbrio térmico do planeta. É ele que mantém a superfície terrestre aquecida e garante a vida dos seres vivos na Terra. Os gases presentes na atmosfera, como o vapor d’água e outras partículas em suspensão têm a função de absorver o calor irradiado na superfície, evitando que ele se dissipe para o espaço.

O efeito estufa é natural, todavia, a emissão de grandes quantidades de gases poluentes (especialmente com a queima de combustíveis fósseis) intensifica essa absorção e provoca uma espécie de barreira que retém o calor na atmosfera, impedindo que ele se dissipe. Para muitos cientistas, esse processo é o principal responsável pelo recente aumento gradual das temperaturas médias do planeta, levando-os a discutir a intensificação do efeito estufa sob a perspectiva do aquecimento global.

Trata-se, portanto, de uma interferência antrópica na dinâmica de um fenômeno natural. Por isso, quanto maior a emissão de gases poluentes, maiores serão os problemas ambientais em escala local, regional e mundial.

Para esses especialistas, além do agravamento da poluição, a maior emissão de gases na atmosfera eleva as temperaturas médias, acentua o derretimento das geleiras e das calotas polares e provoca o aumento do nível do mar. As alterações nas condições atmosféricas com a intensificação de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, desertificação e furacões também estão relacionados às alterações na dinâmica natural do efeito estufa. As previsões menos otimistas apontam que a disponibilidade de água potável, a biodiversidade e a segurança alimentar em breve também serão diretamente impactadas pelo aumento das temperaturas.

  • Nos últimos anos, os Estados Unidos ultrapassaram a Arábia Saudita tornando-se um dos maiores produtores de petróleo do mundo, com a surpreendente extração de 10 milhões de barris de petróleo por dia. Além do petróleo bruto, o país registrou alta na produção em todos os produtos petrolíferos líquidos.

Esse crescimento ocorreu graças ao desenvolvimento de técnicas que permitem a extração do petróleo de xisto betuminoso a um custo reduzido. Com essa crescente registrada nos últimos anos, em 2015, os Estados Unidos suspenderam a proibição das exportações do recurso, que vigorava desde 1975 no país.

Nesse período, mesmo com a intensa exploração de petróleo, os Estados Unidos apresentaram uma diminuição na emissão de gases poluentes na atmosfera. Isso se deu, sobretudo, devido à redução no uso de carvão mineral em sua matriz energética. Ainda assim, o país é considerado o segundo maior responsável por agravar o efeito estufa, atrás apenas da China (que mantém o carvão mineral como principal recurso de sua matriz).

Vale lembrar que em 2017, o presidente norte-americano, Donald Trump, cumpriu sua promessa de campanha e anunciou a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas. Segundo o presidente, o acordo não era vantajoso aos cidadãos, às empresas e ao governo norte-americano.

O Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015, na 21º Conferência das Partes ou COP21, previa que os países signatários estabelecessem metas de redução de gases poluentes, a fim de limitar a elevação das temperaturas médias do planeta em no máximo 2ºC. Até a saída dos Estados Unidos, pela primeira vez na história um acordo havia sido assinado por todos os países participantes de uma Conferência das Partes, isto é, 195 no total. Vale lembrar que essa conferência ocorre todos os anos e integra a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Nos próximos slides irá se discutir, a partir da leitura e interpretação de anamorfoses, a contribuição dos países, sobretudo da África e da América, para a emissão dos gases poluentes e intensificação do efeito estufa.

Inicie a etapa da Problematização questionando os alunos sobre “quais são os países que mais emitem gases poluentes na atmosfera e contribuem para a intensificação do efeito estufa”. Caso julgue necessário, anote esse questionamento no quadro.

Dentre esses países, os alunos podem mencionar: China, Estados Unidos, União Europeia (com destaque para a Alemanha), Índia, Rússia, Japão, Brasil, Indonésia, México, Irã e Coreia do Sul.

Nesse momento, também é importante discutir com a turma que os automóveis, as queimadas, as atividades industriais, agropecuárias e a produção de energia são os principais responsáveis pela emissão desses gases na atmosfera.

Se necessário, discuta e anote no quadro algumas informações apresentadas no tópico “Para você saber mais”.

Na sequência, projete o slide ou imprima e distribua aos alunos a anamorfose Emissões de CO? do uso de combustíveis fósseis e da produção de cimento (2013), disponível no arquivo GEO08_19UND03_Anamorfose_Emissões 2013 https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/48zRuauPZtR8QbxG76UyZhNgGupcVNtT4XQJd5wAtRp95VraT56ykXBU7xtH/geo08-19und03-anamorfose-emissoes-2013.pdf

De forma colaborativa, faça a interpretação dessa anamorfose, questionando os alunos sobre quais países aparecem com maior evidência nessa representação. Caso julgue necessário, retome com eles o que é uma anamorfose, apresentando elementos do tópico “Para saber mais”.

Nesse momento, verifique se os alunos percebem que os territórios da China e Índia, na Ásia, e dos Estados Unidos, na América do Norte, são aqueles que aparecem com maior destaque e, em razão disso, podem ser considerados os países que mais contribuem para a emissão de dióxido de carbono. Questione-os sobre os continentes americano e africano, de modo que visualizem que, na América, México, Brasil e Venezuela também têm seus territórios evidenciados em comparação aos demais países do continente. Contudo, é importante comentar com os alunos que o Brasil, nos últimos anos, vem apresentado esforços para atingir as metas estipuladas em acordos e reuniões internacionais sobre problemas ambientais.

Já na África, os alunos devem perceber que os países possuem uma contribuição menor para a emissão de gases poluentes na atmosfera, o que faz com o que continente apareça tal como se tivesse sido encolhido, isso porque a industrialização e o consumo são bem menores, sobretudo, quando comparados, por exemplo, aos Estados Unidos. A exceção fica para a África do Sul, Argélia, Egito e Nigéria (os três últimos são os grandes produtores de petróleo no continente), onde também ocorre uma maior evidência do fenômeno no continente.

Em seguida, projete o slide ou imprima e distribua aos alunos a anamorfose Histórico de emissões de CO? por uso de energia (1850 - 2011), disponível no arquivo GEO08_19UND03_Anamorfose_Emissões histórico https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e79NXdZQn48CtfsUwV8RFpFVe7hbUJm5prr2RwhBajnVTCR4cjQ9UcTZTjD7/geo08-19und03-anamorfose-emissoes-historico.pdf

Interprete a segunda anamorfose em conjunto com a turma e incentive os alunos a perceber que, nesse caso, foi feita uma representação que considera o histórico do fenômeno, ou seja, a emissão de dióxido de carbono na atmosfera entre os anos de 1850 e 2011. É por esse motivo que Estados Unidos e os países da Europa aparecem mais evidentes, uma vez que, historicamente, são aqueles que mais emitiram gases poluentes na atmosfera, devido aos processos de industrialização e urbanização intensos e mais antigos. Vale lembrar que a Inglaterra foi o primeiro país a passar pela Revolução Industrial, ainda no século XVIII. Nesse caso, é importante retomar com os alunos que, desde então, Estados Unidos e Europa são responsáveis por quase metade das emissões já realizadas no mundo e que o dióxido de carbono pode permanecer na atmosfera por séculos.

Nessa representação, assim como na primeira, os países da América Latina e da África também têm menor contribuição, exceção feita ao Brasil, Venezuela, México, África do Sul e alguns países do norte do continente, como o Egito.

Durante a Problematização, sugira que os alunos anotem nos cadernos as principais informações observadas durante a interpretação das anamorfoses.

Vale lembrar que as representações apresentadas nos slides estão disponíveis em https://www.carbonmap.org/, acesso em 06 de dezembro de 2018.

Caso a sua escola tenha laboratório de informática ou computadores com acesso à internet à disposição dos alunos, você pode realizar a etapa da Problematização fazendo uso das representações interativas do projeto The Carbon Map (disponível em https://www.carbonmap.org/, acesso em 06 de dezembro de 2018). Nesse caso, você pode ir além das anamorfoses indicadas e escolher outras anamorfoses para as duplas analisarem. É importante ressaltar que existe uma versão em português da página, basta trocar o idioma no canto superior esquerdo.

Para você saber mais:

  • O efeito estufa é um fenômeno natural responsável pelo equilíbrio térmico do planeta. É ele que mantém a superfície terrestre aquecida e garante a vida dos seres vivos na Terra. Os gases presentes na atmosfera, como o vapor d’água e outras partículas em suspensão têm a função de absorver o calor irradiado na superfície, evitando que ele se dissipe para o espaço.

O efeito estufa é natural, todavia, a emissão de grandes quantidades de gases poluentes (especialmente com a queima de combustíveis fósseis) intensifica essa absorção e provoca uma espécie de barreira que retém o calor na atmosfera, impedindo que ele se dissipe. Para muitos cientistas, esse processo é o principal responsável pelo recente aumento gradual das temperaturas médias do planeta, levando-os a discutir a intensificação do efeito estufa sob a perspectiva do aquecimento global.

Trata-se, portanto, de uma interferência antrópica na dinâmica de um fenômeno natural. Por isso, quanto maior a emissão de gases poluentes, maiores serão os problemas ambientais em escala local, regional e mundial.

Para esses especialistas, além do agravamento da poluição, a maior emissão de gases na atmosfera eleva as temperaturas médias, acentua o derretimento das geleiras e das calotas polares e provoca o aumento do nível do mar. As alterações nas condições atmosféricas com a intensificação de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, desertificação e furacões também estão relacionados às alterações na dinâmica natural do efeito estufa. As previsões menos otimistas apontam que a disponibilidade de água potável, a biodiversidade e a segurança alimentar em breve também serão diretamente impactadas pelo aumento das temperaturas.

  • A anamorfose geográfica, ou simplesmente anamorfose, é um tipo de representação da superfície terrestre em que há uma distorção proposital dos contornos territoriais dos países, a fim de que um determinado fenômeno (quantitativo) seja representado por meio da variável “tamanho”, adequando-se, para isso, o desenho da área em que ele ocorre. Em razão disso, as anamorfoses são representadas fora de proporção e, portanto, fora da escala cartográfica.

Nas anamorfoses, a interpretação quantitativa de um fenômeno é percebida a partir do tamanho da forma em que ele é desenhado na representação. Por exemplo, Estados Unidos e Brasil possuem áreas parecidas (cerca de 10 e 8,5 milhões de quilômetros quadrados) e, por isso, em uma mapa convencional, são reduzidos proporcionalmente e representados praticamente do mesmo tamanho. Todavia, em uma anamorfose que pretende demonstrar a comparação do PIB (Produto Interno Bruto) desses dois países, o território dos Estados Unidos deve aparecer quase 10 vezes maior, uma vez que tem um PIB de aproximadamente 20 trilhões de dólares, enquanto o Brasil atinge um PIB de aproximadamente 2 trilhões de dólares. Para se fazer as adaptações necessárias à representação desse fenômeno (o PIB) diretamente no território onde ele ocorre, os contornos dos países sempre serão distorcidos.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Nos próximos slides irá se discutir, a partir da leitura e interpretação de anamorfoses, a contribuição dos países, sobretudo da África e da América, para a emissão dos gases poluentes e intensificação do efeito estufa.

Inicie a etapa da Problematização questionando os alunos sobre “quais são os países que mais emitem gases poluentes na atmosfera e contribuem para a intensificação do efeito estufa”. Caso julgue necessário, anote esse questionamento no quadro.

Dentre esses países, os alunos podem mencionar: China, Estados Unidos, União Europeia (com destaque para a Alemanha), Índia, Rússia, Japão, Brasil, Indonésia, México, Irã e Coreia do Sul.

Nesse momento, também é importante discutir com a turma que os automóveis, as queimadas, as atividades industriais, agropecuárias e a produção de energia são os principais responsáveis pela emissão desses gases na atmosfera.

Se necessário, discuta e anote no quadro algumas informações apresentadas no tópico “Para você saber mais”.

Na sequência, projete o slide ou imprima e distribua aos alunos a anamorfose Emissões de CO? do uso de combustíveis fósseis e da produção de cimento (2013), disponível no arquivo GEO08_19UND03_Anamorfose_Emissões 2013 https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/48zRuauPZtR8QbxG76UyZhNgGupcVNtT4XQJd5wAtRp95VraT56ykXBU7xtH/geo08-19und03-anamorfose-emissoes-2013.pdf

De forma colaborativa, faça a interpretação dessa anamorfose, questionando os alunos sobre quais países aparecem com maior evidência nessa representação. Caso julgue necessário, retome com eles o que é uma anamorfose, apresentando elementos do tópico “Para saber mais”.

Nesse momento, verifique se os alunos percebem que os territórios da China e Índia, na Ásia, e dos Estados Unidos, na América do Norte, são aqueles que aparecem com maior destaque e, em razão disso, podem ser considerados os países que mais contribuem para a emissão de dióxido de carbono. Questione-os sobre os continentes americano e africano, de modo que visualizem que, na América, México, Brasil e Venezuela também têm seus territórios evidenciados em comparação aos demais países do continente. Contudo, é importante comentar com os alunos que o Brasil, nos últimos anos, vem apresentado esforços para atingir as metas estipuladas em acordos e reuniões internacionais sobre problemas ambientais.

Já na África, os alunos devem perceber que os países possuem uma contribuição menor para a emissão de gases poluentes na atmosfera, o que faz com o que continente apareça tal como se tivesse sido encolhido, isso porque a industrialização e o consumo são bem menores, sobretudo, quando comparados, por exemplo, aos Estados Unidos. A exceção fica para a África do Sul, Argélia, Egito e Nigéria (os três últimos são os grandes produtores de petróleo no continente), onde também ocorre uma maior evidência do fenômeno no continente.

Em seguida, projete o slide ou imprima e distribua aos alunos a anamorfose Histórico de emissões de CO? por uso de energia (1850 - 2011), disponível no arquivo GEO08_19UND03_Anamorfose_Emissões histórico https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e79NXdZQn48CtfsUwV8RFpFVe7hbUJm5prr2RwhBajnVTCR4cjQ9UcTZTjD7/geo08-19und03-anamorfose-emissoes-historico.pdf

Interprete a segunda anamorfose em conjunto com a turma e incentive os alunos a perceber que, nesse caso, foi feita uma representação que considera o histórico do fenômeno, ou seja, a emissão de dióxido de carbono na atmosfera entre os anos de 1850 e 2011. É por esse motivo que Estados Unidos e os países da Europa aparecem mais evidentes, uma vez que, historicamente, são aqueles que mais emitiram gases poluentes na atmosfera, devido aos processos de industrialização e urbanização intensos e mais antigos. Vale lembrar que a Inglaterra foi o primeiro país a passar pela Revolução Industrial, ainda no século XVIII. Nesse caso, é importante retomar com os alunos que, desde então, Estados Unidos e Europa são responsáveis por quase metade das emissões já realizadas no mundo e que o dióxido de carbono pode permanecer na atmosfera por séculos.

Nessa representação, assim como na primeira, os países da América Latina e da África também têm menor contribuição, exceção feita ao Brasil, Venezuela, México, África do Sul e alguns países do norte do continente, como o Egito.

Durante a Problematização, sugira que os alunos anotem nos cadernos as principais informações observadas durante a interpretação das anamorfoses.

Vale lembrar que as representações apresentadas nos slides estão disponíveis em https://www.carbonmap.org/, acesso em 06 de dezembro de 2018.

Caso a sua escola tenha laboratório de informática ou computadores com acesso à internet à disposição dos alunos, você pode realizar a etapa da Problematização fazendo uso das representações interativas do projeto The Carbon Map (disponível em https://www.carbonmap.org/, acesso em 06 de dezembro de 2018). Nesse caso, você pode ir além das anamorfoses indicadas e escolher outras anamorfoses para as duplas analisarem. É importante ressaltar que existe uma versão em português da página, basta trocar o idioma no canto superior esquerdo.

Para você saber mais:

  • O efeito estufa é um fenômeno natural responsável pelo equilíbrio térmico do planeta. É ele que mantém a superfície terrestre aquecida e garante a vida dos seres vivos na Terra. Os gases presentes na atmosfera, como o vapor d’água e outras partículas em suspensão têm a função de absorver o calor irradiado na superfície, evitando que ele se dissipe para o espaço.

O efeito estufa é natural, todavia, a emissão de grandes quantidades de gases poluentes (especialmente com a queima de combustíveis fósseis) intensifica essa absorção e provoca uma espécie de barreira que retém o calor na atmosfera, impedindo que ele se dissipe. Para muitos cientistas, esse processo é o principal responsável pelo recente aumento gradual das temperaturas médias do planeta, levando-os a discutir a intensificação do efeito estufa sob a perspectiva do aquecimento global.

Trata-se, portanto, de uma interferência antrópica na dinâmica de um fenômeno natural. Por isso, quanto maior a emissão de gases poluentes, maiores serão os problemas ambientais em escala local, regional e mundial.

Para esses especialistas, além do agravamento da poluição, a maior emissão de gases na atmosfera eleva as temperaturas médias, acentua o derretimento das geleiras e das calotas polares e provoca o aumento do nível do mar. As alterações nas condições atmosféricas com a intensificação de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, desertificação e furacões também estão relacionados às alterações na dinâmica natural do efeito estufa. As previsões menos otimistas apontam que a disponibilidade de água potável, a biodiversidade e a segurança alimentar em breve também serão diretamente impactadas pelo aumento das temperaturas.

  • A anamorfose geográfica, ou simplesmente anamorfose, é um tipo de representação da superfície terrestre em que há uma distorção proposital dos contornos territoriais dos países, a fim de que um determinado fenômeno (quantitativo) seja representado por meio da variável “tamanho”, adequando-se, para isso, o desenho da área em que ele ocorre. Em razão disso, as anamorfoses são representadas fora de proporção e, portanto, fora da escala cartográfica.

Nas anamorfoses, a interpretação quantitativa de um fenômeno é percebida a partir do tamanho da forma em que ele é desenhado na representação. Por exemplo, Estados Unidos e Brasil possuem áreas parecidas (cerca de 10 e 8,5 milhões de quilômetros quadrados) e, por isso, em uma mapa convencional, são reduzidos proporcionalmente e representados praticamente do mesmo tamanho. Todavia, em uma anamorfose que pretende demonstrar a comparação do PIB (Produto Interno Bruto) desses dois países, o território dos Estados Unidos deve aparecer quase 10 vezes maior, uma vez que tem um PIB de aproximadamente 20 trilhões de dólares, enquanto o Brasil atinge um PIB de aproximadamente 2 trilhões de dólares. Para se fazer as adaptações necessárias à representação desse fenômeno (o PIB) diretamente no território onde ele ocorre, os contornos dos países sempre serão distorcidos.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 23 minutos

Orientações: Para iniciar a Ação Propositiva, organize a turma em grupos de 4 alunos e explique que nesta etapa eles irão construir um mapa conceitual sobre o efeito estufa e a contribuição dos países da América e da África, a partir das discussões da aula e da análise das anamorfoses realizada na etapa anterior.

Antes do início da atividade, é importante reservar alguns minutos para explicar (ou retomar, caso eles já conheçam) a ideia do mapa conceitual enquanto uma metodologia ativa de ensino. Caso julgue necessário, mostre à turma alguns exemplos de mapas conceituais disponíveis no tópico “Para você saber mais”.

Distribua as cartolinas e as canetas hidrocor para os grupos e, na sequência, apresente as orientações para a realização da atividade. Você pode apresentar as informações no slide, escrever no quadro ou imprimi-las.

As orientações para essa etapa da aula estão disponíveis no arquivo GEO08_19UND03_Atividades da Ação Propositiva https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Hks5tZxXu7CFbRxbcXaZG5sxNudVqGDwuU6HVv5tfETnKNMjDDsACEAVeqt4/geo08-19und03-atividades-da-acao-propositiva.pdf

Se possível, deixe alguns Atlas Escolares à disposição da turma. Se preferir, você pode imprimir, ou reproduzir o Planisfério Político elaborado pelo IBGE, disponível em https://atlasescolar.ibge.gov.br/images/atlas/mapas_mundo/mundo_planisferio_politico_a3.pdf, acesso em 04 de dezembro de 2018.

É importante que durante a atividade de elaboração do mapa conceitual, os grupos possam consultar as anamorfoses e as anotações realizadas nas etapas da Contextualização e da Problematização. Sendo assim, incentive-os a retomar as representações cartográficas e considerar a situação da África e da América, verificando se os países contribuem muito ou pouco para o fenômeno estudado.

Ao longo da atividade, circule pela sala e observe se os grupos estão trabalhando de forma colaborativa. Tire dúvidas e retome as reflexões feitas nas etapas anteriores, caso os alunos tenham dúvidas sobre os mapas conceituais, a interpretação das informações contidas nas anamorfoses ou sobre o conceito de efeito estufa.

Antes da aula, sugerimos você faça o exercício de elaborar um mapa conceitual sobre o efeito estufa, de modo que possa compreender a dinâmica da atividade, perceber em quais momentos podem aparecer dificuldades, além de tirar as dúvidas dos alunos de forma assertiva. A construção do seu mapa também é importante, pois você pode, na etapa seguinte, apresentá-lo como exemplo para a turma.

Para você saber mais: .

Os mapas conceituais são usados por várias áreas como uma ferramenta que organiza e representa o conhecimento. A teoria dos mapas conceituais foi elaborada na década de 1970 por Joseph Novak, pautado na teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel.

O princípio elementar para a elaboração de um mapa conceitual consiste em representar um conjunto de ideias, substantivos e verbos, organizado de modo a esquematizar a definição de conceitos. Em outras palavras, na medida em que são organizadas em caixas de textos e frases de ligação que as unem, as palavras usadas nos mapas conceituais vão se relacionando formando uma estrutura esquemática que organiza o conhecimento de forma hierárquica.

Por conta dessa organização, os mapas conceituais se tornam uma metodologia ativa facilitadora da aprendizagem, uma vez que permite que os alunos estabeleçam relações significativas entre os conceitos e fenômenos estudados.

As aulas 13 e 14 do curso de Psicologia da Aprendizagem da Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) trazem informações importantes sobre o que são e como construir mapas conceituais, bem como destacam a importância destes enquanto um recurso relevante para o processo aprendizagem.

Como exemplo aos alunos, você pode apresentar o esquema que explica o que é um mapa conceitual por meio de um mapa conceitual. O modelo está disponível em http://www.antigomoodle.ufba.br/mod/book/view.php?id=74558, acesso em 08 de dezembro de 2018.

Outro exemplo que pode ser apresentado é o mapa conceitual sobre o sistema operacional Linux, disponível em https://pt.wikibooks.org/wiki/Linux_Essencial/Mapas_Conceituais_Hist%C3%B3ria_do_Linux/Mapa_Conceitual:_Linux, acesso em 08 de dezembro de 2018.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Após a realização da atividade da Ação Propositiva, utilize o momento da Sistematização para que os grupos compartilhem ideias. Para tanto, solicite que eles deixem os mapas conceituais dispostos nas mesas ou afixados em algum espaço do ambiente pré-determinado por você.

Distribua os blocos auto-adesivos para os alunos e peça para que caminhem (em sentido horário, por exemplo), comentando as produções dos outros grupos e indicando pontos relevantes destacados por eles. A intenção dessa etapa é que os grupos vejam as demais produções, compartilhem ideias e observem o mesmo fenômeno sob outros pontos de vista.

Aproveite o encerramento da aula para perguntar à turma sobre a experiência de elaborar um mapa conceitual do efeito estufa, a partir das informações apreendidas nas representações cartográficas. Na sequência, recolha os mapas conceituais com os comentários dos blocos auto-adesivos e explique que nas próximas aulas, o material será devolvido com os seus comentários.

Nas próximas aulas, você pode dar sequência e aprofundar esse plano, pesquisando sobre outros dados, informações e representações cartográficas que evidenciam o efeito estufa e a contribuição dos países mencionados para a intensificação desse fenômeno.

As informações destacadas nos mapas conceituais elaborados pelos grupos podem servir de motivação para suas próximas aulas, ajudando a turma a compreender, por meio da interpretação de mapas, anamorfoses e outras representações cartográficas, as interferências humanas no meio ambiente.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08GE19 de Geografia, que consta na BNCC.

Esta habilidade diz respeito à interpretação cartogramas, mapas esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas com informações geográficas acerca da África e América; em razão disso, a leitura e interpretação de dados, mapas temáticos e outras representações cartográficas são fundamentais para o desenvolvimento da aula. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

  • Cópia das Atividades da Ação Propositiva para cada grupo;
  • Cópia da anamorfose Emissões de CO? do uso de combustíveis fósseis e da produção de cimento (2013) para cada grupo;
  • Cópia da anamorfose Histórico de emissões de CO? por uso de energia (1850 - 2011) para cada grupo;
  • Lápis preto, borracha, caneta e canetas hidrocor;
  • Cartolinas para a elaboração dos mapas conceituais;
  • Blocos auto-adesivos para a etapa da Sistematização;
  • Atlas Geográfico Escolar;
  • Equipamento multimídia para reprodução dos slides;
  • Laboratório de informática ou sala com computadores com acesso à internet (se possível).

As anamorfoses e os demais materiais deverão ser entregues pelo professor.

Material complementar:

  • Atividades da Ação Propositiva, disponível no arquivo GEO08_19UND3_Atividades da Ação Propositiva:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Hks5tZxXu7CFbRxbcXaZG5sxNudVqGDwuU6HVv5tfETnKNMjDDsACEAVeqt4/geo08-19und03-atividades-da-acao-propositiva.pdf

Link para os mapas:

  • Anamorfose Emissões de CO? do uso de combustíveis fósseis e da produção de cimento (2013), disponível no arquivo GEO08_19UND03_Anamorfose_Emissões 2013:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/48zRuauPZtR8QbxG76UyZhNgGupcVNtT4XQJd5wAtRp95VraT56ykXBU7xtH/geo08-19und03-anamorfose-emissoes-2013.pdf

  • Anamorfose Histórico de emissões de CO? por uso de energia (1850 - 2011), disponível no arquivo GEO08_19UND03_Anamorfose_Emissões histórico:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e79NXdZQn48CtfsUwV8RFpFVe7hbUJm5prr2RwhBajnVTCR4cjQ9UcTZTjD7/geo08-19und03-anamorfose-emissoes-historico.pdf

Para você saber mais:

Contextos prévios: Anamorfoses; mapa conceitual; efeito estufa. .

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Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Comente com os alunos que nesta aula eles irão discutir e elaborar um mapa conceitual sobre a contribuição dos países da América e da África para a emissão de gases poluentes na atmosfera e a intensificação do efeito estufa. Para tanto, eles irão observar o fenômeno a partir da leitura e análise de um tipo particular de representação cartográfica: a anamorfose.

Para você saber mais:

  • O efeito estufa é um fenômeno natural responsável pelo equilíbrio térmico do planeta. É ele que mantém a superfície terrestre aquecida e garante a vida dos seres vivos na Terra. Os gases presentes na atmosfera, como o vapor d’água e outras partículas em suspensão têm a função de absorver o calor irradiado na superfície, evitando que ele se dissipe para o espaço.

O efeito estufa é natural, todavia, a emissão de grandes quantidades de gases poluentes (especialmente com a queima de combustíveis fósseis) intensifica essa absorção e provoca uma espécie de barreira que retém o calor na atmosfera, impedindo que ele se dissipe. Para muitos cientistas, esse processo é o principal responsável pelo recente aumento gradual das temperaturas médias do planeta, levando-os a discutir a intensificação do efeito estufa sob a perspectiva do aquecimento global.

Trata-se, portanto, de uma interferência antrópica na dinâmica de um fenômeno natural. Por isso, quanto maior a emissão de gases poluentes, maiores serão os problemas ambientais em escala local, regional e mundial.

Para esses especialistas, além do agravamento da poluição, a maior emissão de gases na atmosfera eleva as temperaturas médias, acentua o derretimento das geleiras e das calotas polares e provoca o aumento do nível do mar. As alterações nas condições atmosféricas com a intensificação de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, desertificação e furacões também estão relacionados às alterações na dinâmica natural do efeito estufa. As previsões menos otimistas apontam que a disponibilidade de água potável, a biodiversidade e a segurança alimentar em breve também serão diretamente impactadas pelo aumento das temperaturas.

  • A anamorfose geográfica, ou simplesmente anamorfose, é um tipo de representação da superfície terrestre em que há uma distorção proposital dos contornos territoriais dos países, a fim de que um determinado fenômeno (quantitativo) seja representado por meio da variável “tamanho”, adequando-se, para isso, o desenho da área em que ele ocorre. Em razão disso, as anamorfoses são representadas fora de proporção e, portanto, fora da escala cartográfica.

Nas anamorfoses, a interpretação quantitativa de um fenômeno é percebida a partir do tamanho da forma em que ele é desenhado na representação. Por exemplo, Estados Unidos e Brasil possuem áreas parecidas (cerca de 10 e 8,5 milhões de quilômetros quadrados) e, por isso, em uma mapa convencional, são reduzidos proporcionalmente e representados praticamente do mesmo tamanho. Todavia, em uma anamorfose que pretende demonstrar a comparação do PIB (Produto Interno Bruto) desses dois países, o território dos Estados Unidos deve aparecer quase 10 vezes maior, uma vez que tem um PIB de aproximadamente 20 trilhões de dólares, enquanto o Brasil atinge um PIB de aproximadamente 2 trilhões de dólares. Para se fazer as adaptações necessárias à representação desse fenômeno (o PIB) diretamente no território onde ele ocorre, os contornos dos países sempre serão distorcidos.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: A imagem apresentada no slide mostra a liberação de gases poluentes em um refinaria de petróleo em West Bountiful, no estado de Utah, nos Estados Unidos. Apresente-a para turma e leia a pergunta “Qual o problema ambiental apresentado na imagem?”, em destaque no slide.

Certamente, muitos alunos irão associar a imagem à poluição atmosférica, uma vez que as chaminés da refinaria mostram a liberação de uma fumaça que, provavelmente, é tóxica. Caso julgue pertinente, anote essas informações no quadro.

A partir das respostas apresentadas pelos alunos, explique que se trata de uma fotografia capturada nos Estados Unidos – a maior economia do mundo e um dos países que mais poluem, atrás apenas da China. Na sequência, reflita com a turma sobre as causas e as principais consequências em escala local, regional e mundial da liberação de gases poluentes na atmosfera.

Discuta com os alunos que, nos grandes centros urbanos, a poluição atmosférica é considerada um grave problema para o meio ambiente e para a saúde das pessoas, devido à presença de indústrias e do elevado número de automóveis.

Nesse momento, espera-se que os alunos sejam capazes de relacionar que o excesso de gases poluentes na atmosfera também altera a dinâmica climática local (como, por exemplo, a formação das ilhas de calor), regional e mundial. Sendo assim, reflita com os alunos que além da poluição, ao longo dos anos, as atividades humanas provocaram alterações na dinâmica atmosférica, aumentando a quantidade de calor retido na superfície terrestre.

O aumento gradual das temperaturas é uma consequência direta da intensificação do efeito estufa que é provocado, sobretudo, pela emissão de gases provenientes da queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural). Dentre esses gases, estão o monóxido de carbono, o dióxido de carbono, o monóxido de nitrogênio, o dióxido de nitrogênio e o metano.

Caso julgue necessário, retome o conceito efeito estufa com a turma, lembrando aos alunos que se trata de um fenômeno natural, que é agravado pelas atividades humanas. Para tanto, você pode utilizar as informações apresentadas no tópico “Para você saber mais”.

Imagem disponível em https://unsplash.com/photos/6xeDIZgoPaw, acesso em 05 de dezembro de 2018.

Para você saber mais:

  • O efeito estufa é um fenômeno natural responsável pelo equilíbrio térmico do planeta. É ele que mantém a superfície terrestre aquecida e garante a vida dos seres vivos na Terra. Os gases presentes na atmosfera, como o vapor d’água e outras partículas em suspensão têm a função de absorver o calor irradiado na superfície, evitando que ele se dissipe para o espaço.

O efeito estufa é natural, todavia, a emissão de grandes quantidades de gases poluentes (especialmente com a queima de combustíveis fósseis) intensifica essa absorção e provoca uma espécie de barreira que retém o calor na atmosfera, impedindo que ele se dissipe. Para muitos cientistas, esse processo é o principal responsável pelo recente aumento gradual das temperaturas médias do planeta, levando-os a discutir a intensificação do efeito estufa sob a perspectiva do aquecimento global.

Trata-se, portanto, de uma interferência antrópica na dinâmica de um fenômeno natural. Por isso, quanto maior a emissão de gases poluentes, maiores serão os problemas ambientais em escala local, regional e mundial.

Para esses especialistas, além do agravamento da poluição, a maior emissão de gases na atmosfera eleva as temperaturas médias, acentua o derretimento das geleiras e das calotas polares e provoca o aumento do nível do mar. As alterações nas condições atmosféricas com a intensificação de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, desertificação e furacões também estão relacionados às alterações na dinâmica natural do efeito estufa. As previsões menos otimistas apontam que a disponibilidade de água potável, a biodiversidade e a segurança alimentar em breve também serão diretamente impactadas pelo aumento das temperaturas.

  • Nos últimos anos, os Estados Unidos ultrapassaram a Arábia Saudita tornando-se um dos maiores produtores de petróleo do mundo, com a surpreendente extração de 10 milhões de barris de petróleo por dia. Além do petróleo bruto, o país registrou alta na produção em todos os produtos petrolíferos líquidos.

Esse crescimento ocorreu graças ao desenvolvimento de técnicas que permitem a extração do petróleo de xisto betuminoso a um custo reduzido. Com essa crescente registrada nos últimos anos, em 2015, os Estados Unidos suspenderam a proibição das exportações do recurso, que vigorava desde 1975 no país.

Nesse período, mesmo com a intensa exploração de petróleo, os Estados Unidos apresentaram uma diminuição na emissão de gases poluentes na atmosfera. Isso se deu, sobretudo, devido à redução no uso de carvão mineral em sua matriz energética. Ainda assim, o país é considerado o segundo maior responsável por agravar o efeito estufa, atrás apenas da China (que mantém o carvão mineral como principal recurso de sua matriz).

Vale lembrar que em 2017, o presidente norte-americano, Donald Trump, cumpriu sua promessa de campanha e anunciou a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas. Segundo o presidente, o acordo não era vantajoso aos cidadãos, às empresas e ao governo norte-americano.

O Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015, na 21º Conferência das Partes ou COP21, previa que os países signatários estabelecessem metas de redução de gases poluentes, a fim de limitar a elevação das temperaturas médias do planeta em no máximo 2ºC. Até a saída dos Estados Unidos, pela primeira vez na história um acordo havia sido assinado por todos os países participantes de uma Conferência das Partes, isto é, 195 no total. Vale lembrar que essa conferência ocorre todos os anos e integra a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Nos próximos slides irá se discutir, a partir da leitura e interpretação de anamorfoses, a contribuição dos países, sobretudo da África e da América, para a emissão dos gases poluentes e intensificação do efeito estufa.

Inicie a etapa da Problematização questionando os alunos sobre “quais são os países que mais emitem gases poluentes na atmosfera e contribuem para a intensificação do efeito estufa”. Caso julgue necessário, anote esse questionamento no quadro.

Dentre esses países, os alunos podem mencionar: China, Estados Unidos, União Europeia (com destaque para a Alemanha), Índia, Rússia, Japão, Brasil, Indonésia, México, Irã e Coreia do Sul.

Nesse momento, também é importante discutir com a turma que os automóveis, as queimadas, as atividades industriais, agropecuárias e a produção de energia são os principais responsáveis pela emissão desses gases na atmosfera.

Se necessário, discuta e anote no quadro algumas informações apresentadas no tópico “Para você saber mais”.

Na sequência, projete o slide ou imprima e distribua aos alunos a anamorfose Emissões de CO? do uso de combustíveis fósseis e da produção de cimento (2013), disponível no arquivo GEO08_19UND03_Anamorfose_Emissões 2013 https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/48zRuauPZtR8QbxG76UyZhNgGupcVNtT4XQJd5wAtRp95VraT56ykXBU7xtH/geo08-19und03-anamorfose-emissoes-2013.pdf

De forma colaborativa, faça a interpretação dessa anamorfose, questionando os alunos sobre quais países aparecem com maior evidência nessa representação. Caso julgue necessário, retome com eles o que é uma anamorfose, apresentando elementos do tópico “Para saber mais”.

Nesse momento, verifique se os alunos percebem que os territórios da China e Índia, na Ásia, e dos Estados Unidos, na América do Norte, são aqueles que aparecem com maior destaque e, em razão disso, podem ser considerados os países que mais contribuem para a emissão de dióxido de carbono. Questione-os sobre os continentes americano e africano, de modo que visualizem que, na América, México, Brasil e Venezuela também têm seus territórios evidenciados em comparação aos demais países do continente. Contudo, é importante comentar com os alunos que o Brasil, nos últimos anos, vem apresentado esforços para atingir as metas estipuladas em acordos e reuniões internacionais sobre problemas ambientais.

Já na África, os alunos devem perceber que os países possuem uma contribuição menor para a emissão de gases poluentes na atmosfera, o que faz com o que continente apareça tal como se tivesse sido encolhido, isso porque a industrialização e o consumo são bem menores, sobretudo, quando comparados, por exemplo, aos Estados Unidos. A exceção fica para a África do Sul, Argélia, Egito e Nigéria (os três últimos são os grandes produtores de petróleo no continente), onde também ocorre uma maior evidência do fenômeno no continente.

Em seguida, projete o slide ou imprima e distribua aos alunos a anamorfose Histórico de emissões de CO? por uso de energia (1850 - 2011), disponível no arquivo GEO08_19UND03_Anamorfose_Emissões histórico https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e79NXdZQn48CtfsUwV8RFpFVe7hbUJm5prr2RwhBajnVTCR4cjQ9UcTZTjD7/geo08-19und03-anamorfose-emissoes-historico.pdf

Interprete a segunda anamorfose em conjunto com a turma e incentive os alunos a perceber que, nesse caso, foi feita uma representação que considera o histórico do fenômeno, ou seja, a emissão de dióxido de carbono na atmosfera entre os anos de 1850 e 2011. É por esse motivo que Estados Unidos e os países da Europa aparecem mais evidentes, uma vez que, historicamente, são aqueles que mais emitiram gases poluentes na atmosfera, devido aos processos de industrialização e urbanização intensos e mais antigos. Vale lembrar que a Inglaterra foi o primeiro país a passar pela Revolução Industrial, ainda no século XVIII. Nesse caso, é importante retomar com os alunos que, desde então, Estados Unidos e Europa são responsáveis por quase metade das emissões já realizadas no mundo e que o dióxido de carbono pode permanecer na atmosfera por séculos.

Nessa representação, assim como na primeira, os países da América Latina e da África também têm menor contribuição, exceção feita ao Brasil, Venezuela, México, África do Sul e alguns países do norte do continente, como o Egito.

Durante a Problematização, sugira que os alunos anotem nos cadernos as principais informações observadas durante a interpretação das anamorfoses.

Vale lembrar que as representações apresentadas nos slides estão disponíveis em https://www.carbonmap.org/, acesso em 06 de dezembro de 2018.

Caso a sua escola tenha laboratório de informática ou computadores com acesso à internet à disposição dos alunos, você pode realizar a etapa da Problematização fazendo uso das representações interativas do projeto The Carbon Map (disponível em https://www.carbonmap.org/, acesso em 06 de dezembro de 2018). Nesse caso, você pode ir além das anamorfoses indicadas e escolher outras anamorfoses para as duplas analisarem. É importante ressaltar que existe uma versão em português da página, basta trocar o idioma no canto superior esquerdo.

Para você saber mais:

  • O efeito estufa é um fenômeno natural responsável pelo equilíbrio térmico do planeta. É ele que mantém a superfície terrestre aquecida e garante a vida dos seres vivos na Terra. Os gases presentes na atmosfera, como o vapor d’água e outras partículas em suspensão têm a função de absorver o calor irradiado na superfície, evitando que ele se dissipe para o espaço.

O efeito estufa é natural, todavia, a emissão de grandes quantidades de gases poluentes (especialmente com a queima de combustíveis fósseis) intensifica essa absorção e provoca uma espécie de barreira que retém o calor na atmosfera, impedindo que ele se dissipe. Para muitos cientistas, esse processo é o principal responsável pelo recente aumento gradual das temperaturas médias do planeta, levando-os a discutir a intensificação do efeito estufa sob a perspectiva do aquecimento global.

Trata-se, portanto, de uma interferência antrópica na dinâmica de um fenômeno natural. Por isso, quanto maior a emissão de gases poluentes, maiores serão os problemas ambientais em escala local, regional e mundial.

Para esses especialistas, além do agravamento da poluição, a maior emissão de gases na atmosfera eleva as temperaturas médias, acentua o derretimento das geleiras e das calotas polares e provoca o aumento do nível do mar. As alterações nas condições atmosféricas com a intensificação de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, desertificação e furacões também estão relacionados às alterações na dinâmica natural do efeito estufa. As previsões menos otimistas apontam que a disponibilidade de água potável, a biodiversidade e a segurança alimentar em breve também serão diretamente impactadas pelo aumento das temperaturas.

  • A anamorfose geográfica, ou simplesmente anamorfose, é um tipo de representação da superfície terrestre em que há uma distorção proposital dos contornos territoriais dos países, a fim de que um determinado fenômeno (quantitativo) seja representado por meio da variável “tamanho”, adequando-se, para isso, o desenho da área em que ele ocorre. Em razão disso, as anamorfoses são representadas fora de proporção e, portanto, fora da escala cartográfica.

Nas anamorfoses, a interpretação quantitativa de um fenômeno é percebida a partir do tamanho da forma em que ele é desenhado na representação. Por exemplo, Estados Unidos e Brasil possuem áreas parecidas (cerca de 10 e 8,5 milhões de quilômetros quadrados) e, por isso, em uma mapa convencional, são reduzidos proporcionalmente e representados praticamente do mesmo tamanho. Todavia, em uma anamorfose que pretende demonstrar a comparação do PIB (Produto Interno Bruto) desses dois países, o território dos Estados Unidos deve aparecer quase 10 vezes maior, uma vez que tem um PIB de aproximadamente 20 trilhões de dólares, enquanto o Brasil atinge um PIB de aproximadamente 2 trilhões de dólares. Para se fazer as adaptações necessárias à representação desse fenômeno (o PIB) diretamente no território onde ele ocorre, os contornos dos países sempre serão distorcidos.

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Orientações: Nos próximos slides irá se discutir, a partir da leitura e interpretação de anamorfoses, a contribuição dos países, sobretudo da África e da América, para a emissão dos gases poluentes e intensificação do efeito estufa.

Inicie a etapa da Problematização questionando os alunos sobre “quais são os países que mais emitem gases poluentes na atmosfera e contribuem para a intensificação do efeito estufa”. Caso julgue necessário, anote esse questionamento no quadro.

Dentre esses países, os alunos podem mencionar: China, Estados Unidos, União Europeia (com destaque para a Alemanha), Índia, Rússia, Japão, Brasil, Indonésia, México, Irã e Coreia do Sul.

Nesse momento, também é importante discutir com a turma que os automóveis, as queimadas, as atividades industriais, agropecuárias e a produção de energia são os principais responsáveis pela emissão desses gases na atmosfera.

Se necessário, discuta e anote no quadro algumas informações apresentadas no tópico “Para você saber mais”.

Na sequência, projete o slide ou imprima e distribua aos alunos a anamorfose Emissões de CO? do uso de combustíveis fósseis e da produção de cimento (2013), disponível no arquivo GEO08_19UND03_Anamorfose_Emissões 2013 https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/48zRuauPZtR8QbxG76UyZhNgGupcVNtT4XQJd5wAtRp95VraT56ykXBU7xtH/geo08-19und03-anamorfose-emissoes-2013.pdf

De forma colaborativa, faça a interpretação dessa anamorfose, questionando os alunos sobre quais países aparecem com maior evidência nessa representação. Caso julgue necessário, retome com eles o que é uma anamorfose, apresentando elementos do tópico “Para saber mais”.

Nesse momento, verifique se os alunos percebem que os territórios da China e Índia, na Ásia, e dos Estados Unidos, na América do Norte, são aqueles que aparecem com maior destaque e, em razão disso, podem ser considerados os países que mais contribuem para a emissão de dióxido de carbono. Questione-os sobre os continentes americano e africano, de modo que visualizem que, na América, México, Brasil e Venezuela também têm seus territórios evidenciados em comparação aos demais países do continente. Contudo, é importante comentar com os alunos que o Brasil, nos últimos anos, vem apresentado esforços para atingir as metas estipuladas em acordos e reuniões internacionais sobre problemas ambientais.

Já na África, os alunos devem perceber que os países possuem uma contribuição menor para a emissão de gases poluentes na atmosfera, o que faz com o que continente apareça tal como se tivesse sido encolhido, isso porque a industrialização e o consumo são bem menores, sobretudo, quando comparados, por exemplo, aos Estados Unidos. A exceção fica para a África do Sul, Argélia, Egito e Nigéria (os três últimos são os grandes produtores de petróleo no continente), onde também ocorre uma maior evidência do fenômeno no continente.

Em seguida, projete o slide ou imprima e distribua aos alunos a anamorfose Histórico de emissões de CO? por uso de energia (1850 - 2011), disponível no arquivo GEO08_19UND03_Anamorfose_Emissões histórico https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e79NXdZQn48CtfsUwV8RFpFVe7hbUJm5prr2RwhBajnVTCR4cjQ9UcTZTjD7/geo08-19und03-anamorfose-emissoes-historico.pdf

Interprete a segunda anamorfose em conjunto com a turma e incentive os alunos a perceber que, nesse caso, foi feita uma representação que considera o histórico do fenômeno, ou seja, a emissão de dióxido de carbono na atmosfera entre os anos de 1850 e 2011. É por esse motivo que Estados Unidos e os países da Europa aparecem mais evidentes, uma vez que, historicamente, são aqueles que mais emitiram gases poluentes na atmosfera, devido aos processos de industrialização e urbanização intensos e mais antigos. Vale lembrar que a Inglaterra foi o primeiro país a passar pela Revolução Industrial, ainda no século XVIII. Nesse caso, é importante retomar com os alunos que, desde então, Estados Unidos e Europa são responsáveis por quase metade das emissões já realizadas no mundo e que o dióxido de carbono pode permanecer na atmosfera por séculos.

Nessa representação, assim como na primeira, os países da América Latina e da África também têm menor contribuição, exceção feita ao Brasil, Venezuela, México, África do Sul e alguns países do norte do continente, como o Egito.

Durante a Problematização, sugira que os alunos anotem nos cadernos as principais informações observadas durante a interpretação das anamorfoses.

Vale lembrar que as representações apresentadas nos slides estão disponíveis em https://www.carbonmap.org/, acesso em 06 de dezembro de 2018.

Caso a sua escola tenha laboratório de informática ou computadores com acesso à internet à disposição dos alunos, você pode realizar a etapa da Problematização fazendo uso das representações interativas do projeto The Carbon Map (disponível em https://www.carbonmap.org/, acesso em 06 de dezembro de 2018). Nesse caso, você pode ir além das anamorfoses indicadas e escolher outras anamorfoses para as duplas analisarem. É importante ressaltar que existe uma versão em português da página, basta trocar o idioma no canto superior esquerdo.

Para você saber mais:

  • O efeito estufa é um fenômeno natural responsável pelo equilíbrio térmico do planeta. É ele que mantém a superfície terrestre aquecida e garante a vida dos seres vivos na Terra. Os gases presentes na atmosfera, como o vapor d’água e outras partículas em suspensão têm a função de absorver o calor irradiado na superfície, evitando que ele se dissipe para o espaço.

O efeito estufa é natural, todavia, a emissão de grandes quantidades de gases poluentes (especialmente com a queima de combustíveis fósseis) intensifica essa absorção e provoca uma espécie de barreira que retém o calor na atmosfera, impedindo que ele se dissipe. Para muitos cientistas, esse processo é o principal responsável pelo recente aumento gradual das temperaturas médias do planeta, levando-os a discutir a intensificação do efeito estufa sob a perspectiva do aquecimento global.

Trata-se, portanto, de uma interferência antrópica na dinâmica de um fenômeno natural. Por isso, quanto maior a emissão de gases poluentes, maiores serão os problemas ambientais em escala local, regional e mundial.

Para esses especialistas, além do agravamento da poluição, a maior emissão de gases na atmosfera eleva as temperaturas médias, acentua o derretimento das geleiras e das calotas polares e provoca o aumento do nível do mar. As alterações nas condições atmosféricas com a intensificação de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, desertificação e furacões também estão relacionados às alterações na dinâmica natural do efeito estufa. As previsões menos otimistas apontam que a disponibilidade de água potável, a biodiversidade e a segurança alimentar em breve também serão diretamente impactadas pelo aumento das temperaturas.

  • A anamorfose geográfica, ou simplesmente anamorfose, é um tipo de representação da superfície terrestre em que há uma distorção proposital dos contornos territoriais dos países, a fim de que um determinado fenômeno (quantitativo) seja representado por meio da variável “tamanho”, adequando-se, para isso, o desenho da área em que ele ocorre. Em razão disso, as anamorfoses são representadas fora de proporção e, portanto, fora da escala cartográfica.

Nas anamorfoses, a interpretação quantitativa de um fenômeno é percebida a partir do tamanho da forma em que ele é desenhado na representação. Por exemplo, Estados Unidos e Brasil possuem áreas parecidas (cerca de 10 e 8,5 milhões de quilômetros quadrados) e, por isso, em uma mapa convencional, são reduzidos proporcionalmente e representados praticamente do mesmo tamanho. Todavia, em uma anamorfose que pretende demonstrar a comparação do PIB (Produto Interno Bruto) desses dois países, o território dos Estados Unidos deve aparecer quase 10 vezes maior, uma vez que tem um PIB de aproximadamente 20 trilhões de dólares, enquanto o Brasil atinge um PIB de aproximadamente 2 trilhões de dólares. Para se fazer as adaptações necessárias à representação desse fenômeno (o PIB) diretamente no território onde ele ocorre, os contornos dos países sempre serão distorcidos.

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Tempo sugerido: 23 minutos

Orientações: Para iniciar a Ação Propositiva, organize a turma em grupos de 4 alunos e explique que nesta etapa eles irão construir um mapa conceitual sobre o efeito estufa e a contribuição dos países da América e da África, a partir das discussões da aula e da análise das anamorfoses realizada na etapa anterior.

Antes do início da atividade, é importante reservar alguns minutos para explicar (ou retomar, caso eles já conheçam) a ideia do mapa conceitual enquanto uma metodologia ativa de ensino. Caso julgue necessário, mostre à turma alguns exemplos de mapas conceituais disponíveis no tópico “Para você saber mais”.

Distribua as cartolinas e as canetas hidrocor para os grupos e, na sequência, apresente as orientações para a realização da atividade. Você pode apresentar as informações no slide, escrever no quadro ou imprimi-las.

As orientações para essa etapa da aula estão disponíveis no arquivo GEO08_19UND03_Atividades da Ação Propositiva https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Hks5tZxXu7CFbRxbcXaZG5sxNudVqGDwuU6HVv5tfETnKNMjDDsACEAVeqt4/geo08-19und03-atividades-da-acao-propositiva.pdf

Se possível, deixe alguns Atlas Escolares à disposição da turma. Se preferir, você pode imprimir, ou reproduzir o Planisfério Político elaborado pelo IBGE, disponível em https://atlasescolar.ibge.gov.br/images/atlas/mapas_mundo/mundo_planisferio_politico_a3.pdf, acesso em 04 de dezembro de 2018.

É importante que durante a atividade de elaboração do mapa conceitual, os grupos possam consultar as anamorfoses e as anotações realizadas nas etapas da Contextualização e da Problematização. Sendo assim, incentive-os a retomar as representações cartográficas e considerar a situação da África e da América, verificando se os países contribuem muito ou pouco para o fenômeno estudado.

Ao longo da atividade, circule pela sala e observe se os grupos estão trabalhando de forma colaborativa. Tire dúvidas e retome as reflexões feitas nas etapas anteriores, caso os alunos tenham dúvidas sobre os mapas conceituais, a interpretação das informações contidas nas anamorfoses ou sobre o conceito de efeito estufa.

Antes da aula, sugerimos você faça o exercício de elaborar um mapa conceitual sobre o efeito estufa, de modo que possa compreender a dinâmica da atividade, perceber em quais momentos podem aparecer dificuldades, além de tirar as dúvidas dos alunos de forma assertiva. A construção do seu mapa também é importante, pois você pode, na etapa seguinte, apresentá-lo como exemplo para a turma.

Para você saber mais: .

Os mapas conceituais são usados por várias áreas como uma ferramenta que organiza e representa o conhecimento. A teoria dos mapas conceituais foi elaborada na década de 1970 por Joseph Novak, pautado na teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel.

O princípio elementar para a elaboração de um mapa conceitual consiste em representar um conjunto de ideias, substantivos e verbos, organizado de modo a esquematizar a definição de conceitos. Em outras palavras, na medida em que são organizadas em caixas de textos e frases de ligação que as unem, as palavras usadas nos mapas conceituais vão se relacionando formando uma estrutura esquemática que organiza o conhecimento de forma hierárquica.

Por conta dessa organização, os mapas conceituais se tornam uma metodologia ativa facilitadora da aprendizagem, uma vez que permite que os alunos estabeleçam relações significativas entre os conceitos e fenômenos estudados.

As aulas 13 e 14 do curso de Psicologia da Aprendizagem da Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) trazem informações importantes sobre o que são e como construir mapas conceituais, bem como destacam a importância destes enquanto um recurso relevante para o processo aprendizagem.

Como exemplo aos alunos, você pode apresentar o esquema que explica o que é um mapa conceitual por meio de um mapa conceitual. O modelo está disponível em http://www.antigomoodle.ufba.br/mod/book/view.php?id=74558, acesso em 08 de dezembro de 2018.

Outro exemplo que pode ser apresentado é o mapa conceitual sobre o sistema operacional Linux, disponível em https://pt.wikibooks.org/wiki/Linux_Essencial/Mapas_Conceituais_Hist%C3%B3ria_do_Linux/Mapa_Conceitual:_Linux, acesso em 08 de dezembro de 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Após a realização da atividade da Ação Propositiva, utilize o momento da Sistematização para que os grupos compartilhem ideias. Para tanto, solicite que eles deixem os mapas conceituais dispostos nas mesas ou afixados em algum espaço do ambiente pré-determinado por você.

Distribua os blocos auto-adesivos para os alunos e peça para que caminhem (em sentido horário, por exemplo), comentando as produções dos outros grupos e indicando pontos relevantes destacados por eles. A intenção dessa etapa é que os grupos vejam as demais produções, compartilhem ideias e observem o mesmo fenômeno sob outros pontos de vista.

Aproveite o encerramento da aula para perguntar à turma sobre a experiência de elaborar um mapa conceitual do efeito estufa, a partir das informações apreendidas nas representações cartográficas. Na sequência, recolha os mapas conceituais com os comentários dos blocos auto-adesivos e explique que nas próximas aulas, o material será devolvido com os seus comentários.

Nas próximas aulas, você pode dar sequência e aprofundar esse plano, pesquisando sobre outros dados, informações e representações cartográficas que evidenciam o efeito estufa e a contribuição dos países mencionados para a intensificação desse fenômeno.

As informações destacadas nos mapas conceituais elaborados pelos grupos podem servir de motivação para suas próximas aulas, ajudando a turma a compreender, por meio da interpretação de mapas, anamorfoses e outras representações cartográficas, as interferências humanas no meio ambiente.

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