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Plano de aula > História > 6º ano > Lógicas de organização política

Plano de aula - Invasões ao Império Romano

Plano de aula de História com atividades para 6º ano do EF sobre Invasões ao Império Romano

Plano 02 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Ivonilda Ferreira De Andrade

ESTE CONTEÚDO PODE SER USADO À DISTÂNCIA Ver Mais >
 

Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF06HI14, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Para realizar a aula serão utilizados projetor ou quadro digital (que poderá precisar também do computador), quadro, pincel e algumas cópias impressas.

Em caso de não dispor dos recursos audiovisuais, poderá fazer a impressão dos materiais ou mesmo utilizar o quadro ou cartaz, de acordo com as orientações contidas no plano.

Material complementar:

Link para a imagem do slide 1 para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/p2cMKT3JjnnwahRv7rdqxGSFAgwfdYqwuNJCbVdhPFcXkxtNSvMeP38snVNk/his06-14und02-contextualizacao-meme-01.pdf

Link para a imagem do slide 2 para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/mAv9cwN8HTgyMpHbCMXS38dg5TTQURgmKS9GxrhP699VegCpkS77zRFc8kD4/his06-14und02-contextualizacao-meme-02.pdf

Link para a Ficha de registros:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/HsQYb7s3Vv3PN6M44ppmkSzh2aBVZyPhr2m6CEDK9yKz9TGcXb8v5ZNexmub/his06-14und02-ficha-de-registros-das-estacoes.pdf

Link para o documento da Estação Fluxos Migratórios:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/yS7NZuf5sd5ms3Ez45md6bPZWjaNGCpeJZEZNmJjwhypGyaAXTRYQP4FbHTs/his06-14und02-estacao-fluxos-migratorios.pdf

Link para o documento da Estação Civilização x Barbárie:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xeJv996XmwSXmzphtsDHjte9JjrUgJ88bcfta2Wadpe3BNtmqHS845XbPxwm/his06-14und02-estacao-civilizacao-e-barbarie.pdf

Link para o documento da Estação Um Olhar sobre o Outro:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/FpUSK5a5sHqzjYZ4GXnKGdKZeNY6u3B8wufc9yxWnrtx4UmsFh8zv3E6Bq5P/his06-14und02-estacao-o-olhar-sobre-o-outro.pdf

Para você saber mais:

ANDRADE, Maria Cecília Albernaz Lins Silva de. A germania de Tácito: tradução e comentários. 2011. Dissertação. (Mestrado em Letras Clássicas)- Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8143/tde-20042012-114933/pt-br.php>. Acesso em: 6 dez. 2018.

BACICH, Lilian. Rotação por Estações. YouTube, 22 out. 2016. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=LN6nw M6Dz>
Acesso em: 2 dez. 2018.

COSTA, Giovani. Guerra do Açu ou dos Bárbaros: o extermínio esquecido pela História oficial. Blog do Inharé. 2016. Disponível em: <http://blogdoinhare.blogspot.com/2016/11/guerra-do-acu-ou-dos-barbaros-o.html> Acesso em: 25 nov. 2018.

GOUVÊA JÚNIOR, Márcio Meirelles . Roma et Barbaries: a evolução do conceito de barbárie na antiga Roma. PhaoS - 2012 (12) - pp. 5-27. Disponível em: < http://revistas.iel.unicamp.br/index.php/phaos/article/view/4041/3875> Acesso em: 6 dez. 2018.

SIGNIFICADOS. O que é meme. Disponível em: <https://www.significados.com.br/meme/> Acesso em: 26 nov. 2018.

TÁCITO. Germânia. Tradução de João Penteado Erskine Stevenson. 2006. Ed. e Publicações Brasil. Versão para eBook. Disponível em: <www.teses.usp.br/teses/disponiveis/.../2011_MariaCeciliaALSilvadeAndrade_VRev.pdf > Acesso em: 6 dez. 2018.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo para a turma. É muito importante começar com esta apresentação para que os estudantes entendam o que farão e compreendam aonde se quer chegar no fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde
o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Caso acredite ser necessário, lembre aos estudantes que migração “é o deslocamento de indivíduos dentro de um espaço geográfico, de forma temporária ou permanente. Estes fluxos migratórios podem ser desencadeados por vários motivos: econômicos, culturais, religiosos, políticos ou naturais (secas, terremotos, enchentes etc.)”.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: Para garantir o protagonismo dos alunos é necessário que você não vá diretamente para a razão que motivou a formulação desta atividade (entender as concepções de civilização e barbárie presentes no contexto do Império Romano, representadas na forma como são descritos estes povos e as suas motivações para avançar em direção ao território romano).

Professor, a dinâmica desta aula está baseada no conceito de “Rotação por estações”, portanto, busque fazer as intervenções passo a passo, conforme descrito abaixo:

  • Considerando uma turma com 36 alunos, organize grupos com quatro componentes, totalizando, assim, nove grupos, para três rotações (a dinâmica das rotações será mais bem explicada na Problematização). Estes mesmos grupos deverão permanecer nesta formação até o fim da aula.

Obs.: Em turmas com maior ou menor número de estudantes, leia o tópico “Como adequar à sua realidade” onde encontrará maiores informações sobre a condução da atividade.

Atente para que os grupos sejam o mais heterogêneo possível, de modo que os alunos possam se ajudar e também desenvolver-se com a realização desta atividade.

  • Distribua os grupos na sala de maneira que permita a circulação de material entre eles no sentido horário.
  • Peça que observem a imagem projetada, expondo o que pensam em relação à pergunta apresentada, sobre a visão em torno do Nordeste e dos nordestinos, transmitida pelo meme (vale lembrar que “A ideia de meme pode ser resumida por tudo aquilo que é copiado ou imitado e que se espalha com rapidez entre as pessoas”).

É esperado que falem a respeito da falta de água, da escassez, da carência, no que se refere ao Nordeste. Em relação aos nordestinos, espera-se que falem sobre a visão destes povos com base em alguns estereótipos, a exemplo de possuírem “cabeça grande”, ou “cabeça chata” etc.

Caso não surjam abordagens nesta direção, a turma pode ser estimulada a pensar sobre elas, com base em novas perguntas, como:

- O que esta sede está representando?

- Por que o meme associa a sede ao Nordeste?

- Quando chamamos alguém de “cabeção”, qual a intenção pode estar por trás?

- Falar que alguém tem um “cabeção”, com ironia, é uma forma de elogiar? Por quê?

  • Oriente-os a fazer um breve registro no caderno sobre as impressões que tiveram acerca da discussão feita.

Após os registros deste primeiro momento, exibir as imagens do slide seguinte.

Link para a imagem do slide 1 para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/p2cMKT3JjnnwahRv7rdqxGSFAgwfdYqwuNJCbVdhPFcXkxtNSvMeP38snVNk/his06-14und02-contextualizacao-meme-01.pdf

Referência da imagem usada no slide 1:

DOPL3R. Essa Sede Esse Cabeção Certamente você é Nordestino. Meme. Disponível em: <https://pt.dopl3r.com/memes/ engra% C3%A7ado/essa-sede-esse-cabecao-certamente-voce-e-nordestino/115444> Acesso em: 25 nov. 2018.

Como adequar à sua realidade: Caso não disponha de recursos audiovisuais, como projetor ou tela interativa, poderá imprimir as imagens na quantidade suficiente para distribuir uma cópia para cada grupo. Se mesmo a impressão for algo difícil, conduza uma discussão com a turma, com base nas questões apresentadas.

Sobre a Rotação por Estações: Professor, esta dinâmica é facilmente adaptável à realidade de sua turma. A proposta apresentada contempla o número de quatro componentes, mas é possível adequar este número para mais ou para menos, de acordo com o seu contexto.

Utilize a lógica de formar grupos em múltiplos de 3 (três) para que todos os alunos consigam ter acesso ao material da aula. Sendo assim, você terá quantas rotações forem necessárias para atender ao total da turma, sempre considerando a formação de três grupos para cada uma delas (não esqueça de preparar a quantidade de material que atenda a quantidade das rotações).

Por exemplo: em uma sala com 24 alunos, você pode formar seis grupos com quatro integrantes para a realização de duas rotações.

Mas se tiver uma sala com 48 alunos pode formar 12 grupos com quatro componentes. Se entender que 12 grupos é um número muito elevado, pode também distribuir os alunos de forma que tenha nove grupos, sendo seis deles com cinco componentes e três com seis componentes.

É preciso garantir o equilíbrio no número de estudantes de cada grupo, ainda que não seja possível formá-los exatamente com a mesma quantidade.

Vale destacar a importância de grupos com número reduzido de alunos, para facilitar as discussões e valorizar assim a colaboração entre eles, sempre que possível.

Importante: Se tiver uma sala com poucos estudantes, garanta a formação mínima de três grupos para que seja possível a realização de pelo menos uma rotação completa, com o mínimo de três componentes.

Para você saber mais:

SIGNIFICADOS. O que é meme. Disponível em: <https://www.significados.com.br/meme/> Acesso em: 26 nov. 2018.

BACICH, Lilian. Rotação por Estações. YouTube, 22 out. 2016. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=LN6nw M6Dzws>
Acesso em: 2 dez. 2018.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Da mesma forma que na exibição anterior, siga o passo a passo, sempre tendo o cuidado de não antecipar respostas às quais os próprios estudantes deverão chegar:

  • Peça que observem a imagem projetada, com a pergunta acerca da mensagem transmitida pelo meme, relacionada ao usufruto dos benefícios que o Nordeste dispõe por parte de habitantes de outras regiões do país, apesar de todas as críticas e preconceitos.

Professor, esta imagem pode suscitar muitas interpretações, inclusive os estudantes podem ficar presos à ideia da terra seca, do animal que resiste, do cangaço representado pelas espingardas no bode etc. Por isso, é importante, devido aos objetivos desta aula, que sejam instigados a pensar sobre alguns aspectos que direcionam para a reflexão em torno das relações entre os romanos e os germânicos com base nas migrações destes últimos em direção ao Império Romano, principalmente as razões pelas quais foram chamados de bárbaros.

Sendo assim, apresente aos estudantes as seguintes questões (lembre-se de fazer uma pergunta de cada vez):

1- Quem está representado neste meme?

2- A quem a mensagem é dirigida?

3- O que vocês acham que levou os criadores do meme a escrever uma mensagem como esta, ligada a este personagem?

4- O que vocês acham que representa o fato de o bode estar armado? Seria uma reação a algo?

5- É comum pessoas reagirem quando são tratadas de maneira ofensiva, sentem-se menosprezadas ou são atacadas? Por quê?

6- “Se armar” diante de alguém ou de algum grupo que tenha uma atitude negativa pode fazer com que outras pessoas vejam isso como agressividade ou violência? Por quê?

  • Mais uma vez, oriente-os a fazer um breve registro no caderno sobre as impressões que tiveram acerca da discussão feita.

Link para a imagem do slide 2 para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/mAv9cwN8HTgyMpHbCMXS38dg5TTQURgmKS9GxrhP699VegCpkS77zRFc8kD4/his06-14und02-contextualizacao-meme-02.pdf

Referência da imagem usada no slide 2:

MEME. Aqui esperando o pessoal que fala mal do Nordeste mas vem passar o Carnaval aqui. Meme. Disponível em: <https://me.me/i/aquiesperando-o-pessoal-que-fala-mal-do-nordeste-mas-vem-1657931 >. Acesso em: 25 nov. 2018.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 24 minutos.

Orientações: Professor, mantenha a sala dividida em nove grupos.

É muito importante fornecer todas as orientações antes de iniciar essa etapa (sugere-se o uso de 3 minutos para isso).

  • Explique aos estudantes que será iniciada uma atividade chamada “Estações do conhecimento ‘Eu’ e o ‘Outro’ ”, na qual cada grupo receberá uma Ficha com imagens e/ou textos para executar algumas tarefas.

Esta atividade, como já foi exposto na Contextualização, é baseada no conceito de “Rotação por estações” e você deverá instruí-los sobre os seguintes pontos:

  • Teremos três estações para nove grupos, ou seja, três grupos trabalharão com a mesma estação.
  • Os membros do grupo deverão participar ativamente das discussões.
  • Cada grupo deverá ter:
  • Uma pessoa que escreverá (resumirá) o que foi discutido pelo grupo.
  • Uma pessoa para alertar ao grupo sobre o tempo corrido em cada estação.
  • Uma pessoa para pedir informações/ajuda ao professor, se necessário.
  • Uma pessoa responsável por levar o material da estação para o próximo grupo.

Obs: Caso não conseguir formar quartetos, por causa do tamanho da turma, pode sugerir que alguém acumule mais de uma função no grupo.

  • Todos os grupos deverão ficar com suas fichas de análises para anotar os pontos de cada uma das estações de conhecimento.
  • Deverão passar o material para o próximo grupo no sentido horário (se for o caso, fale sobre o que significa isso).

  • Distribua a Ficha de Análise para cada grupo informando que ela deverá ser preenchida a cada rodada. Mostre cada parte, esclarecendo como deverão registrar as informações, chamando a atenção para as orientações que já estão no material. Deve mostrar que os comandos da Ficha estão divididos de acordo com a análise que deve ser feita de cada Estação à qual terão acesso.

Neste momento, esclareça que devem ler atentamente os textos e fazer a relação com as imagens. Chame a atenção para a existência, nas Estações, de informações referentes a diferentes tempos e espaços, para ficar atentos a esta identificação.

  • Entregue a cada um dos grupos uma Estação diferente, para iniciar a rotação, lembrando-os que terão o tempo de 7 minutos para cada análise e registro.
  • Deixe claro que nesta primeira etapa deverão registrar o entendimento do grupo na parte da Ficha que se refere à Estação que receberam, sempre observando o título que está indicado no topo da página.
  • Dê o comando para que iniciem a atividade.

É importante circular entre os grupos enquanto realizam a análise, tirando dúvidas e/ou orientando os registros, sem, no entanto, apresentar as respostas às quais precisam chegar por conta própria.

  • A cada finalização do tempo, solicite aos estudantes designados para esta função, para levar a estação até o grupo seguinte, sempre no sentido horário.

Link para a Ficha de registros:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/HsQYb7s3Vv3PN6M44ppmkSzh2aBVZyPhr2m6CEDK9yKz9TGcXb8v5ZNexmub/his06-14und02-ficha-de-registros-das-estacoes.pdf

Referências das imagens usadas na projeção Estações do Conhecimento “Eu e o outro”:

Atila y los hunos.Ulpiano Checa. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Atila_y_los_hunos_(Ulpiano_ Checa).jpg Acesso em: 25 nov. 2018.

Lampião. Gravura.https://commons.wikimedia.org/wiki/File:1886lampiao2g.jpgAcesso em: 25 nov. 2018.

History of Rome. Yonge, Charlotte Mary. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Young_Folks%27_History _of_Rome_illus406.png Acesso em: 25.nov.2018

Invasiones Bárbaras Império Romano 100-500 d. C. Mapa. Disponível em: <https://es.wikipedia.org/wiki/Per%C3% ADodo_de_las_grandes_migraciones#/media/File:Invasiones_b%C3%A1rbaras_Imperio_romano-es.svg> Acesso em: 25 nov. 2018.

Incontro di Leone Magno e Attila. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Incontro_di_leone_magno_ e_attila_01.jpg. Acesso em: 25 nov. 2018

Estação Fluxos Migratórios:

Nesta estação, é muito importante chamar a atenção dos grupos quanto à percepção das motivações das pessoas para se deslocar dos seus locais de origem, evidenciando que os tempos e os espaços da experiência dos nordestinos e dos germânicos são distintos, porém existem similaridades, que sugerem a existência de ciclos vivenciados pelos seres humanos e não necessariamente por um grupo. Isso indica o quanto não faz sentido fazer julgamentos acerca das experiências vivenciadas por cada povo, uma vez que elas são singulares e só podem ser compreendidas em seu próprio contexto. A própria Ficha de Registros apresenta questões que ajudam nessa tarefa.

Link para o documento da Estação Fluxos Migratórios:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/yS7NZuf5sd5ms3Ez45md6bPZWjaNGCpeJZEZNmJjwhypGyaAXTRYQP4FbHTs/his06-14und02-estacao-fluxos-migratorios.pdf

Referências dos textos e imagens usadas na Estação Fluxos Migratórios:

DIÁRIO DO LITORAL. Migrantes nordestinos contam suas histórias ao Diário do Litoral. 2014. Disponível em: <http:// www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/migrantes-nordestinos-contam-suas-historias-ao-diario-do-litoral/45143/ >. Acesso em: 2 dez. 2018.

FREITAS, Gustavo de. 900 textos e documentos de história. 2. ed. Lisboa: Plátano Editora, 1977. Vol. 1

Invasiones Bárbaras Império Romano 100-500 d. C. Mapa. Disponível em: <https://es.wikipedia.org/wiki/Per%C3% ADodo_de_las_grandes_migraciones#/media/File:Invasiones_b%C3%A1rbaras_Imperio_romano-es.svg> Acesso em: 25 nov. 2018.

Migração interna na década de 1960-70. Disponível em: <https://multimedia.elsevier.es/PublicationsMultimediaV1/ item/multimedia/S1413208713000058:gr2.jpeg?idApp=UINPBA00004K. Acesso em: 25 nov. 2018.

Estação Civilização X Barbárie:

Nesta estação o destaque é para a compreensão em torno da existência de diferentes concepções acerca do que seja a civilização e a barbárie, apresentadas no documento em diferentes contextos, que produzem diferentes significados, embora estejam sempre vinculadas à ideia do outro,
do diferente, do estrangeiro, como inferior, pelo fato de não viver referenciado nos mesmos valores daquele que julga.

Chame a atenção dos grupos sobre os conceitos presentes na Ficha de Registros.

Link para o documento da Estação Civilização X Barbárie:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xeJv996XmwSXmzphtsDHjte9JjrUgJ88bcfta2Wadpe3BNtmqHS845XbPxwm/his06-14und02-estacao-civilizacao-e-barbarie.pdf

Referências de textos e imagens usados na Estação Civilização X Barbárie:

COLE, Thomas. Destruction from The Course of Empire. 1836. Pintura. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/ wiki/File:Cole_ Thomas _The_Course_of_Empire_Destruction_1836.jpg > Acesso em: 2 dez. 2018.

COSTA, Giovani. Guerra do Açu ou dos Bárbaros: o extermínio esquecido pela História oficial. Blog do Inharé. 2016. Disponível em: <http://blogdoinhare.blogspot.com/2016/11/guerra-do-acu-ou-dos-barbaros-o.html> Acesso em: 25 nov. 2018.

RUGENDAS, Johann Moritz. Guerrillas. Tradução do título “Guerrilhas”. Gravura do livro Malerische Reise in Brasilien (Viagem pitoresca através do Brasil) Publicado em 1835 em Paris. Prancha 7, 3º Divisão. Disponível em: <https://common s.wikimedia.org/w/index.php?search=rugendas+1835&title=Special:Search&go=Ir&uselang=pt-br#/media/File:Guerrillas_Rugendas.jpg> Acesso em: 26 nov. 2018.

TÁCITO. Germânia. Tradução de João Penteado Erskine Stevenson. 2006. Ed. e Publicações Brasil. Versão para eBook.

Estação Um olhar sobre o outro:

É muito importante destacar nesta estação as permanências quanto à visão construída sobre o outro e este não reconhecimento da sua humanidade. É destaque a relação de poder presente nesta negação, uma vez que em em todas as situações nas quais a ideia de barbárie se apresenta vinculada ao outro, este representa, ainda que esteja em condição de desvantagem, alguma ameaça aos interesses dos que se pretendem civilizados.

Instigue os grupos a pensar nesta permanência, ao longo da história, da negação do outro, o que este representa em cada contexto, porque é necessário aniquilá-lo.

Link para o documento da Estação Um olhar sobre o outro:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/FpUSK5a5sHqzjYZ4GXnKGdKZeNY6u3B8wufc9yxWnrtx4UmsFh8zv3E6Bq5P/his06-14und02-estacao-o-olhar-sobre-o-outro.pdf

Referências dos textos e imagens usadas na Estação Um olhar sobre o outro:

Xenofobia. Disponível em: <https://www.comunicaquemuda.com.br/dossie/xenofobia/>. Acesso em: 25 nov. 2018.

Amiano Marcelino. Livro XXXI - II. In: SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Coletânea de documentos históricos para o 1.0 grau: 5 a 8 séries. São Paulo, 1985. 97 p. Disponível em: Banco de Fontes Nova Escola.

TODOROV, Tzvetan. Bárbaro é quem não reconhece a plena humanidade dos outros. Revista História Viva. Ano III, n. 28, 2006. p. 78-81.

Image by John Leech, from: The Comic History of Rome by Gilbert Abbott A Beckett. Bradbury, Evans & Co, London, 1850s

Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Comic_History_of_Rome_p_089_Initial_A_A_Gaul.jpg> Acesso em: 2 dez. 2018.

Como adequar à sua realidade:

Caso sua escola não tenha disponíveis todos os recursos necessários para o desenvolvimento da atividade, pode adequá-la, fazendo a leitura coletiva dos textos e pedindo que os estudantes registrem no próprio caderno aquilo que mais lhes chama a atenção.

Dê ênfase aos textos, já que, neste plano, as imagens têm um caráter complementar, não havendo maior comprometimento no alcance do objetivo proposto.

Ainda assim, pode descrever algumas informações importantes acerca das migrações nordestinas, por exemplo, falando de onde as pessoas partiam e aonde chegavam, em uma determinada época, instigando-os a relacionar este fluxo com os fragmentos de texto. O mesmo pode ser feito em relação aos povos germânicos.

Para você saber mais:

ANDRADE, Maria Cecília Albernaz Lins Silva de. A germania de Tácito: tradução e comentários. 2011. Dissertação. (Mestrado em Letras Clássicas)- Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8143/tde-20042012-114933/pt-br.php>. Acesso em: 6 dez. 2018.

COSTA, Giovani. Guerra do Açu ou dos Bárbaros: o extermínio esquecido pela História oficial. Blog do Inharé. 2016. Disponível em: <http://blogdoinhare.blogspot.com/2016/11/guerra-do-acu-ou-dos-barbaros-o.html> Acesso em: 25 nov. 2018.

GOUVÊA JÚNIOR, Márcio Meirelles . Roma et Barbaries: a evolução do conceito de barbárie na antiga Roma. PhaoS - 2012 (12) - pp. 5-27. Disponível em: < http://revistas.iel.unicamp.br/index.php/phaos/article/view/4041/3875> Acesso em: 6 dez. 2018.

TÁCITO. Germânia. Tradução de João Penteado Erskine Stevenson. 2006. Ed. e Publicações Brasil. Versão para eBook. Disponível em: <www.teses.usp.br/teses/disponiveis/.../2011_MariaCeciliaALSilvadeAndrade_VRev.pdf > Acesso em: 6 dez. 2018.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 14 minutos.

Orientações:

  • Peça que cada grupo discuta rapidamente a questão apresentada: O que é possível concluir a respeito dos deslocamentos das populações ao longo da História?

Neste momento é importante chamar a atenção da turma a respeito de algumas similaridades das situações vivenciadas pelos povos germânicos e as populações do Nordeste brasileiro em meados do século XX.

  • Oriente os grupos a pensar sobre a realidade dos povos germânicos e imaginar como seria fazer parte de uma daquelas populações vistas pelos romanos como bárbaras.
  • Peça que escrevam uma carta endereçada a um dirigente romano apresentando o seu povo e desfazendo a ideia de barbárie que os romanos têm sobre vocês.

Ao terminar este registro, indique um dos grupos para fazer a leitura da carta e falar sobre as conclusões a que chegaram e que levaram à sua escrita.

Oriente os demais grupos a fixar as cartas em uma local da sala previamente preparado para isso para que todos possam ter acesso.

Espera-se que apareçam nas cartas questões que mostrem a realidade de povos que vivenciaram dinâmicas características de qualquer grupo humano e que têm legitimidade em suas histórias e experiências culturais, políticas, econômicas, não devendo, portanto, serem concebidos como bárbaros por serem diferentes.

A proposta da atividade é evidenciar que, sendo estas dinâmicas características da condição humana, não devem ser classificadas dentro de uma hierarquia pejorativa, na qual a ideia de civilidade esteja vinculada aos aspectos socioculturais, políticos ou econômicos de uma população específica, inferiorizando os demais. Entender que os processos civilizatórios constituem parte da história dos povos, portanto, classificá-los em uma ordem hierárquica, seria, em última instância, desconsiderar a própria condição humana destes grupos.

Oportunamente, é interessante trabalhar com a turma as migrações contemporâneas e pensar como elas são entendidas/tratadas pelas populações contemporâneas, que processos de negação e exclusão produzem e os efeitos que isso pode ter, tanto para os migrantes quanto para as nações/regiões destinatárias.

Como adequar à sua realidade: Em caso de ter disponíveis alguns recursos tecnológicos mais avançados, o momento da elaboração do texto em grupo pode ser proposto no ambiente virtual, podendo até mesmo ser compartilhadas as produções de cada grupo com a turma toda, ou mesmo outros colegas fazerem suas intervenções por escrito.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF06HI14, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Para realizar a aula serão utilizados projetor ou quadro digital (que poderá precisar também do computador), quadro, pincel e algumas cópias impressas.

Em caso de não dispor dos recursos audiovisuais, poderá fazer a impressão dos materiais ou mesmo utilizar o quadro ou cartaz, de acordo com as orientações contidas no plano.

Material complementar:

Link para a imagem do slide 1 para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/p2cMKT3JjnnwahRv7rdqxGSFAgwfdYqwuNJCbVdhPFcXkxtNSvMeP38snVNk/his06-14und02-contextualizacao-meme-01.pdf

Link para a imagem do slide 2 para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/mAv9cwN8HTgyMpHbCMXS38dg5TTQURgmKS9GxrhP699VegCpkS77zRFc8kD4/his06-14und02-contextualizacao-meme-02.pdf

Link para a Ficha de registros:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/HsQYb7s3Vv3PN6M44ppmkSzh2aBVZyPhr2m6CEDK9yKz9TGcXb8v5ZNexmub/his06-14und02-ficha-de-registros-das-estacoes.pdf

Link para o documento da Estação Fluxos Migratórios:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/yS7NZuf5sd5ms3Ez45md6bPZWjaNGCpeJZEZNmJjwhypGyaAXTRYQP4FbHTs/his06-14und02-estacao-fluxos-migratorios.pdf

Link para o documento da Estação Civilização x Barbárie:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xeJv996XmwSXmzphtsDHjte9JjrUgJ88bcfta2Wadpe3BNtmqHS845XbPxwm/his06-14und02-estacao-civilizacao-e-barbarie.pdf

Link para o documento da Estação Um Olhar sobre o Outro:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/FpUSK5a5sHqzjYZ4GXnKGdKZeNY6u3B8wufc9yxWnrtx4UmsFh8zv3E6Bq5P/his06-14und02-estacao-o-olhar-sobre-o-outro.pdf

Para você saber mais:

ANDRADE, Maria Cecília Albernaz Lins Silva de. A germania de Tácito: tradução e comentários. 2011. Dissertação. (Mestrado em Letras Clássicas)- Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8143/tde-20042012-114933/pt-br.php>. Acesso em: 6 dez. 2018.

BACICH, Lilian. Rotação por Estações. YouTube, 22 out. 2016. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=LN6nw M6Dz>
Acesso em: 2 dez. 2018.

COSTA, Giovani. Guerra do Açu ou dos Bárbaros: o extermínio esquecido pela História oficial. Blog do Inharé. 2016. Disponível em: <http://blogdoinhare.blogspot.com/2016/11/guerra-do-acu-ou-dos-barbaros-o.html> Acesso em: 25 nov. 2018.

GOUVÊA JÚNIOR, Márcio Meirelles . Roma et Barbaries: a evolução do conceito de barbárie na antiga Roma. PhaoS - 2012 (12) - pp. 5-27. Disponível em: < http://revistas.iel.unicamp.br/index.php/phaos/article/view/4041/3875> Acesso em: 6 dez. 2018.

SIGNIFICADOS. O que é meme. Disponível em: <https://www.significados.com.br/meme/> Acesso em: 26 nov. 2018.

TÁCITO. Germânia. Tradução de João Penteado Erskine Stevenson. 2006. Ed. e Publicações Brasil. Versão para eBook. Disponível em: <www.teses.usp.br/teses/disponiveis/.../2011_MariaCeciliaALSilvadeAndrade_VRev.pdf > Acesso em: 6 dez. 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo para a turma. É muito importante começar com esta apresentação para que os estudantes entendam o que farão e compreendam aonde se quer chegar no fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde
o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Caso acredite ser necessário, lembre aos estudantes que migração “é o deslocamento de indivíduos dentro de um espaço geográfico, de forma temporária ou permanente. Estes fluxos migratórios podem ser desencadeados por vários motivos: econômicos, culturais, religiosos, políticos ou naturais (secas, terremotos, enchentes etc.)”.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: Para garantir o protagonismo dos alunos é necessário que você não vá diretamente para a razão que motivou a formulação desta atividade (entender as concepções de civilização e barbárie presentes no contexto do Império Romano, representadas na forma como são descritos estes povos e as suas motivações para avançar em direção ao território romano).

Professor, a dinâmica desta aula está baseada no conceito de “Rotação por estações”, portanto, busque fazer as intervenções passo a passo, conforme descrito abaixo:

  • Considerando uma turma com 36 alunos, organize grupos com quatro componentes, totalizando, assim, nove grupos, para três rotações (a dinâmica das rotações será mais bem explicada na Problematização). Estes mesmos grupos deverão permanecer nesta formação até o fim da aula.

Obs.: Em turmas com maior ou menor número de estudantes, leia o tópico “Como adequar à sua realidade” onde encontrará maiores informações sobre a condução da atividade.

Atente para que os grupos sejam o mais heterogêneo possível, de modo que os alunos possam se ajudar e também desenvolver-se com a realização desta atividade.

  • Distribua os grupos na sala de maneira que permita a circulação de material entre eles no sentido horário.
  • Peça que observem a imagem projetada, expondo o que pensam em relação à pergunta apresentada, sobre a visão em torno do Nordeste e dos nordestinos, transmitida pelo meme (vale lembrar que “A ideia de meme pode ser resumida por tudo aquilo que é copiado ou imitado e que se espalha com rapidez entre as pessoas”).

É esperado que falem a respeito da falta de água, da escassez, da carência, no que se refere ao Nordeste. Em relação aos nordestinos, espera-se que falem sobre a visão destes povos com base em alguns estereótipos, a exemplo de possuírem “cabeça grande”, ou “cabeça chata” etc.

Caso não surjam abordagens nesta direção, a turma pode ser estimulada a pensar sobre elas, com base em novas perguntas, como:

- O que esta sede está representando?

- Por que o meme associa a sede ao Nordeste?

- Quando chamamos alguém de “cabeção”, qual a intenção pode estar por trás?

- Falar que alguém tem um “cabeção”, com ironia, é uma forma de elogiar? Por quê?

  • Oriente-os a fazer um breve registro no caderno sobre as impressões que tiveram acerca da discussão feita.

Após os registros deste primeiro momento, exibir as imagens do slide seguinte.

Link para a imagem do slide 1 para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/p2cMKT3JjnnwahRv7rdqxGSFAgwfdYqwuNJCbVdhPFcXkxtNSvMeP38snVNk/his06-14und02-contextualizacao-meme-01.pdf

Referência da imagem usada no slide 1:

DOPL3R. Essa Sede Esse Cabeção Certamente você é Nordestino. Meme. Disponível em: <https://pt.dopl3r.com/memes/ engra% C3%A7ado/essa-sede-esse-cabecao-certamente-voce-e-nordestino/115444> Acesso em: 25 nov. 2018.

Como adequar à sua realidade: Caso não disponha de recursos audiovisuais, como projetor ou tela interativa, poderá imprimir as imagens na quantidade suficiente para distribuir uma cópia para cada grupo. Se mesmo a impressão for algo difícil, conduza uma discussão com a turma, com base nas questões apresentadas.

Sobre a Rotação por Estações: Professor, esta dinâmica é facilmente adaptável à realidade de sua turma. A proposta apresentada contempla o número de quatro componentes, mas é possível adequar este número para mais ou para menos, de acordo com o seu contexto.

Utilize a lógica de formar grupos em múltiplos de 3 (três) para que todos os alunos consigam ter acesso ao material da aula. Sendo assim, você terá quantas rotações forem necessárias para atender ao total da turma, sempre considerando a formação de três grupos para cada uma delas (não esqueça de preparar a quantidade de material que atenda a quantidade das rotações).

Por exemplo: em uma sala com 24 alunos, você pode formar seis grupos com quatro integrantes para a realização de duas rotações.

Mas se tiver uma sala com 48 alunos pode formar 12 grupos com quatro componentes. Se entender que 12 grupos é um número muito elevado, pode também distribuir os alunos de forma que tenha nove grupos, sendo seis deles com cinco componentes e três com seis componentes.

É preciso garantir o equilíbrio no número de estudantes de cada grupo, ainda que não seja possível formá-los exatamente com a mesma quantidade.

Vale destacar a importância de grupos com número reduzido de alunos, para facilitar as discussões e valorizar assim a colaboração entre eles, sempre que possível.

Importante: Se tiver uma sala com poucos estudantes, garanta a formação mínima de três grupos para que seja possível a realização de pelo menos uma rotação completa, com o mínimo de três componentes.

Para você saber mais:

SIGNIFICADOS. O que é meme. Disponível em: <https://www.significados.com.br/meme/> Acesso em: 26 nov. 2018.

BACICH, Lilian. Rotação por Estações. YouTube, 22 out. 2016. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=LN6nw M6Dzws>
Acesso em: 2 dez. 2018.

Slide Plano Aula

Orientações: Da mesma forma que na exibição anterior, siga o passo a passo, sempre tendo o cuidado de não antecipar respostas às quais os próprios estudantes deverão chegar:

  • Peça que observem a imagem projetada, com a pergunta acerca da mensagem transmitida pelo meme, relacionada ao usufruto dos benefícios que o Nordeste dispõe por parte de habitantes de outras regiões do país, apesar de todas as críticas e preconceitos.

Professor, esta imagem pode suscitar muitas interpretações, inclusive os estudantes podem ficar presos à ideia da terra seca, do animal que resiste, do cangaço representado pelas espingardas no bode etc. Por isso, é importante, devido aos objetivos desta aula, que sejam instigados a pensar sobre alguns aspectos que direcionam para a reflexão em torno das relações entre os romanos e os germânicos com base nas migrações destes últimos em direção ao Império Romano, principalmente as razões pelas quais foram chamados de bárbaros.

Sendo assim, apresente aos estudantes as seguintes questões (lembre-se de fazer uma pergunta de cada vez):

1- Quem está representado neste meme?

2- A quem a mensagem é dirigida?

3- O que vocês acham que levou os criadores do meme a escrever uma mensagem como esta, ligada a este personagem?

4- O que vocês acham que representa o fato de o bode estar armado? Seria uma reação a algo?

5- É comum pessoas reagirem quando são tratadas de maneira ofensiva, sentem-se menosprezadas ou são atacadas? Por quê?

6- “Se armar” diante de alguém ou de algum grupo que tenha uma atitude negativa pode fazer com que outras pessoas vejam isso como agressividade ou violência? Por quê?

  • Mais uma vez, oriente-os a fazer um breve registro no caderno sobre as impressões que tiveram acerca da discussão feita.

Link para a imagem do slide 2 para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/mAv9cwN8HTgyMpHbCMXS38dg5TTQURgmKS9GxrhP699VegCpkS77zRFc8kD4/his06-14und02-contextualizacao-meme-02.pdf

Referência da imagem usada no slide 2:

MEME. Aqui esperando o pessoal que fala mal do Nordeste mas vem passar o Carnaval aqui. Meme. Disponível em: <https://me.me/i/aquiesperando-o-pessoal-que-fala-mal-do-nordeste-mas-vem-1657931 >. Acesso em: 25 nov. 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 24 minutos.

Orientações: Professor, mantenha a sala dividida em nove grupos.

É muito importante fornecer todas as orientações antes de iniciar essa etapa (sugere-se o uso de 3 minutos para isso).

  • Explique aos estudantes que será iniciada uma atividade chamada “Estações do conhecimento ‘Eu’ e o ‘Outro’ ”, na qual cada grupo receberá uma Ficha com imagens e/ou textos para executar algumas tarefas.

Esta atividade, como já foi exposto na Contextualização, é baseada no conceito de “Rotação por estações” e você deverá instruí-los sobre os seguintes pontos:

  • Teremos três estações para nove grupos, ou seja, três grupos trabalharão com a mesma estação.
  • Os membros do grupo deverão participar ativamente das discussões.
  • Cada grupo deverá ter:
  • Uma pessoa que escreverá (resumirá) o que foi discutido pelo grupo.
  • Uma pessoa para alertar ao grupo sobre o tempo corrido em cada estação.
  • Uma pessoa para pedir informações/ajuda ao professor, se necessário.
  • Uma pessoa responsável por levar o material da estação para o próximo grupo.

Obs: Caso não conseguir formar quartetos, por causa do tamanho da turma, pode sugerir que alguém acumule mais de uma função no grupo.

  • Todos os grupos deverão ficar com suas fichas de análises para anotar os pontos de cada uma das estações de conhecimento.
  • Deverão passar o material para o próximo grupo no sentido horário (se for o caso, fale sobre o que significa isso).

  • Distribua a Ficha de Análise para cada grupo informando que ela deverá ser preenchida a cada rodada. Mostre cada parte, esclarecendo como deverão registrar as informações, chamando a atenção para as orientações que já estão no material. Deve mostrar que os comandos da Ficha estão divididos de acordo com a análise que deve ser feita de cada Estação à qual terão acesso.

Neste momento, esclareça que devem ler atentamente os textos e fazer a relação com as imagens. Chame a atenção para a existência, nas Estações, de informações referentes a diferentes tempos e espaços, para ficar atentos a esta identificação.

  • Entregue a cada um dos grupos uma Estação diferente, para iniciar a rotação, lembrando-os que terão o tempo de 7 minutos para cada análise e registro.
  • Deixe claro que nesta primeira etapa deverão registrar o entendimento do grupo na parte da Ficha que se refere à Estação que receberam, sempre observando o título que está indicado no topo da página.
  • Dê o comando para que iniciem a atividade.

É importante circular entre os grupos enquanto realizam a análise, tirando dúvidas e/ou orientando os registros, sem, no entanto, apresentar as respostas às quais precisam chegar por conta própria.

  • A cada finalização do tempo, solicite aos estudantes designados para esta função, para levar a estação até o grupo seguinte, sempre no sentido horário.

Link para a Ficha de registros:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/HsQYb7s3Vv3PN6M44ppmkSzh2aBVZyPhr2m6CEDK9yKz9TGcXb8v5ZNexmub/his06-14und02-ficha-de-registros-das-estacoes.pdf

Referências das imagens usadas na projeção Estações do Conhecimento “Eu e o outro”:

Atila y los hunos.Ulpiano Checa. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Atila_y_los_hunos_(Ulpiano_ Checa).jpg Acesso em: 25 nov. 2018.

Lampião. Gravura.https://commons.wikimedia.org/wiki/File:1886lampiao2g.jpgAcesso em: 25 nov. 2018.

History of Rome. Yonge, Charlotte Mary. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Young_Folks%27_History _of_Rome_illus406.png Acesso em: 25.nov.2018

Invasiones Bárbaras Império Romano 100-500 d. C. Mapa. Disponível em: <https://es.wikipedia.org/wiki/Per%C3% ADodo_de_las_grandes_migraciones#/media/File:Invasiones_b%C3%A1rbaras_Imperio_romano-es.svg> Acesso em: 25 nov. 2018.

Incontro di Leone Magno e Attila. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Incontro_di_leone_magno_ e_attila_01.jpg. Acesso em: 25 nov. 2018

Estação Fluxos Migratórios:

Nesta estação, é muito importante chamar a atenção dos grupos quanto à percepção das motivações das pessoas para se deslocar dos seus locais de origem, evidenciando que os tempos e os espaços da experiência dos nordestinos e dos germânicos são distintos, porém existem similaridades, que sugerem a existência de ciclos vivenciados pelos seres humanos e não necessariamente por um grupo. Isso indica o quanto não faz sentido fazer julgamentos acerca das experiências vivenciadas por cada povo, uma vez que elas são singulares e só podem ser compreendidas em seu próprio contexto. A própria Ficha de Registros apresenta questões que ajudam nessa tarefa.

Link para o documento da Estação Fluxos Migratórios:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/yS7NZuf5sd5ms3Ez45md6bPZWjaNGCpeJZEZNmJjwhypGyaAXTRYQP4FbHTs/his06-14und02-estacao-fluxos-migratorios.pdf

Referências dos textos e imagens usadas na Estação Fluxos Migratórios:

DIÁRIO DO LITORAL. Migrantes nordestinos contam suas histórias ao Diário do Litoral. 2014. Disponível em: <http:// www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/migrantes-nordestinos-contam-suas-historias-ao-diario-do-litoral/45143/ >. Acesso em: 2 dez. 2018.

FREITAS, Gustavo de. 900 textos e documentos de história. 2. ed. Lisboa: Plátano Editora, 1977. Vol. 1

Invasiones Bárbaras Império Romano 100-500 d. C. Mapa. Disponível em: <https://es.wikipedia.org/wiki/Per%C3% ADodo_de_las_grandes_migraciones#/media/File:Invasiones_b%C3%A1rbaras_Imperio_romano-es.svg> Acesso em: 25 nov. 2018.

Migração interna na década de 1960-70. Disponível em: <https://multimedia.elsevier.es/PublicationsMultimediaV1/ item/multimedia/S1413208713000058:gr2.jpeg?idApp=UINPBA00004K. Acesso em: 25 nov. 2018.

Estação Civilização X Barbárie:

Nesta estação o destaque é para a compreensão em torno da existência de diferentes concepções acerca do que seja a civilização e a barbárie, apresentadas no documento em diferentes contextos, que produzem diferentes significados, embora estejam sempre vinculadas à ideia do outro,
do diferente, do estrangeiro, como inferior, pelo fato de não viver referenciado nos mesmos valores daquele que julga.

Chame a atenção dos grupos sobre os conceitos presentes na Ficha de Registros.

Link para o documento da Estação Civilização X Barbárie:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xeJv996XmwSXmzphtsDHjte9JjrUgJ88bcfta2Wadpe3BNtmqHS845XbPxwm/his06-14und02-estacao-civilizacao-e-barbarie.pdf

Referências de textos e imagens usados na Estação Civilização X Barbárie:

COLE, Thomas. Destruction from The Course of Empire. 1836. Pintura. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/ wiki/File:Cole_ Thomas _The_Course_of_Empire_Destruction_1836.jpg > Acesso em: 2 dez. 2018.

COSTA, Giovani. Guerra do Açu ou dos Bárbaros: o extermínio esquecido pela História oficial. Blog do Inharé. 2016. Disponível em: <http://blogdoinhare.blogspot.com/2016/11/guerra-do-acu-ou-dos-barbaros-o.html> Acesso em: 25 nov. 2018.

RUGENDAS, Johann Moritz. Guerrillas. Tradução do título “Guerrilhas”. Gravura do livro Malerische Reise in Brasilien (Viagem pitoresca através do Brasil) Publicado em 1835 em Paris. Prancha 7, 3º Divisão. Disponível em: <https://common s.wikimedia.org/w/index.php?search=rugendas+1835&title=Special:Search&go=Ir&uselang=pt-br#/media/File:Guerrillas_Rugendas.jpg> Acesso em: 26 nov. 2018.

TÁCITO. Germânia. Tradução de João Penteado Erskine Stevenson. 2006. Ed. e Publicações Brasil. Versão para eBook.

Estação Um olhar sobre o outro:

É muito importante destacar nesta estação as permanências quanto à visão construída sobre o outro e este não reconhecimento da sua humanidade. É destaque a relação de poder presente nesta negação, uma vez que em em todas as situações nas quais a ideia de barbárie se apresenta vinculada ao outro, este representa, ainda que esteja em condição de desvantagem, alguma ameaça aos interesses dos que se pretendem civilizados.

Instigue os grupos a pensar nesta permanência, ao longo da história, da negação do outro, o que este representa em cada contexto, porque é necessário aniquilá-lo.

Link para o documento da Estação Um olhar sobre o outro:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/FpUSK5a5sHqzjYZ4GXnKGdKZeNY6u3B8wufc9yxWnrtx4UmsFh8zv3E6Bq5P/his06-14und02-estacao-o-olhar-sobre-o-outro.pdf

Referências dos textos e imagens usadas na Estação Um olhar sobre o outro:

Xenofobia. Disponível em: <https://www.comunicaquemuda.com.br/dossie/xenofobia/>. Acesso em: 25 nov. 2018.

Amiano Marcelino. Livro XXXI - II. In: SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Coletânea de documentos históricos para o 1.0 grau: 5 a 8 séries. São Paulo, 1985. 97 p. Disponível em: Banco de Fontes Nova Escola.

TODOROV, Tzvetan. Bárbaro é quem não reconhece a plena humanidade dos outros. Revista História Viva. Ano III, n. 28, 2006. p. 78-81.

Image by John Leech, from: The Comic History of Rome by Gilbert Abbott A Beckett. Bradbury, Evans & Co, London, 1850s

Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Comic_History_of_Rome_p_089_Initial_A_A_Gaul.jpg> Acesso em: 2 dez. 2018.

Como adequar à sua realidade:

Caso sua escola não tenha disponíveis todos os recursos necessários para o desenvolvimento da atividade, pode adequá-la, fazendo a leitura coletiva dos textos e pedindo que os estudantes registrem no próprio caderno aquilo que mais lhes chama a atenção.

Dê ênfase aos textos, já que, neste plano, as imagens têm um caráter complementar, não havendo maior comprometimento no alcance do objetivo proposto.

Ainda assim, pode descrever algumas informações importantes acerca das migrações nordestinas, por exemplo, falando de onde as pessoas partiam e aonde chegavam, em uma determinada época, instigando-os a relacionar este fluxo com os fragmentos de texto. O mesmo pode ser feito em relação aos povos germânicos.

Para você saber mais:

ANDRADE, Maria Cecília Albernaz Lins Silva de. A germania de Tácito: tradução e comentários. 2011. Dissertação. (Mestrado em Letras Clássicas)- Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8143/tde-20042012-114933/pt-br.php>. Acesso em: 6 dez. 2018.

COSTA, Giovani. Guerra do Açu ou dos Bárbaros: o extermínio esquecido pela História oficial. Blog do Inharé. 2016. Disponível em: <http://blogdoinhare.blogspot.com/2016/11/guerra-do-acu-ou-dos-barbaros-o.html> Acesso em: 25 nov. 2018.

GOUVÊA JÚNIOR, Márcio Meirelles . Roma et Barbaries: a evolução do conceito de barbárie na antiga Roma. PhaoS - 2012 (12) - pp. 5-27. Disponível em: < http://revistas.iel.unicamp.br/index.php/phaos/article/view/4041/3875> Acesso em: 6 dez. 2018.

TÁCITO. Germânia. Tradução de João Penteado Erskine Stevenson. 2006. Ed. e Publicações Brasil. Versão para eBook. Disponível em: <www.teses.usp.br/teses/disponiveis/.../2011_MariaCeciliaALSilvadeAndrade_VRev.pdf > Acesso em: 6 dez. 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 14 minutos.

Orientações:

  • Peça que cada grupo discuta rapidamente a questão apresentada: O que é possível concluir a respeito dos deslocamentos das populações ao longo da História?

Neste momento é importante chamar a atenção da turma a respeito de algumas similaridades das situações vivenciadas pelos povos germânicos e as populações do Nordeste brasileiro em meados do século XX.

  • Oriente os grupos a pensar sobre a realidade dos povos germânicos e imaginar como seria fazer parte de uma daquelas populações vistas pelos romanos como bárbaras.
  • Peça que escrevam uma carta endereçada a um dirigente romano apresentando o seu povo e desfazendo a ideia de barbárie que os romanos têm sobre vocês.

Ao terminar este registro, indique um dos grupos para fazer a leitura da carta e falar sobre as conclusões a que chegaram e que levaram à sua escrita.

Oriente os demais grupos a fixar as cartas em uma local da sala previamente preparado para isso para que todos possam ter acesso.

Espera-se que apareçam nas cartas questões que mostrem a realidade de povos que vivenciaram dinâmicas características de qualquer grupo humano e que têm legitimidade em suas histórias e experiências culturais, políticas, econômicas, não devendo, portanto, serem concebidos como bárbaros por serem diferentes.

A proposta da atividade é evidenciar que, sendo estas dinâmicas características da condição humana, não devem ser classificadas dentro de uma hierarquia pejorativa, na qual a ideia de civilidade esteja vinculada aos aspectos socioculturais, políticos ou econômicos de uma população específica, inferiorizando os demais. Entender que os processos civilizatórios constituem parte da história dos povos, portanto, classificá-los em uma ordem hierárquica, seria, em última instância, desconsiderar a própria condição humana destes grupos.

Oportunamente, é interessante trabalhar com a turma as migrações contemporâneas e pensar como elas são entendidas/tratadas pelas populações contemporâneas, que processos de negação e exclusão produzem e os efeitos que isso pode ter, tanto para os migrantes quanto para as nações/regiões destinatárias.

Como adequar à sua realidade: Em caso de ter disponíveis alguns recursos tecnológicos mais avançados, o momento da elaboração do texto em grupo pode ser proposto no ambiente virtual, podendo até mesmo ser compartilhadas as produções de cada grupo com a turma toda, ou mesmo outros colegas fazerem suas intervenções por escrito.

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