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Atividade - Quanto tempo o tempo tem?

Com base em uma leitura, convide as crianças a discutir sobre o conceito de tempo.

Plano 01 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Atividade alinhada à BNCC: • POR: Lisa Lea Barki Minkovicius

O que fazer antes?

Contextos prévios:

Este plano faz parte de uma sequências de cinco. Preveja para esta atividade um contexto que considere a temática do tempo como ideia central. Você pode considerar, por exemplo, o poema O relógio, de Vinícius de Moraes, a música Vovô, da Palavra Cantada, a parlenda Tempo, ou o livro O Tempo, de Ivo Minkovicius, publicado pela Editora Cultura.

Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:

Quanto tempo o tempo tem?

Como o tempo pode ser medido?

Marcas do tempo

Planejando o tempo

Conhecendo outras formas de medidas

Materiais:

Organize o portador textual para o encadeamento da atividade. Caso tenha feito a escolha de um poema ou música, organize a escrita do texto em um cartaz, considerando um tamanho em que seja possível ao grupo estabelecer o contato visual com a leitura que irá fazer. Você vai precisar também de papel e caneta para tomar notas de falas e expressões diversas das crianças.

Espaços:

Planeje que a atividade acontecerá com o grande grupo reunido em roda, em um lugar confortável, para a escuta e a conversa sobre o texto. Você pode considerar a disposição de cangas, almofadas ou puffs, como forma de oferecer ao ambiente características mais aconchegantes e convidativas à escuta da história.

Tempo sugerido:

Aproximadamente 30 minutos.

Perguntas para guiar suas observações:

1. Quais relações as crianças fizeram ao entrar em contato com o texto? Fizeram comparações com o cotidiano? Citaram instrumentos e formas de medição do tempo, como ponte ao que foi lido?

2. Que hipóteses levantaram em relação aos questionamentos das formas subjetivas de vivenciar o tempo? Quais foram os questionamentos?

3. Como o grupo se posicionou frente a pontos e contrapontos que permearam o diálogo?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada criança ou do grupo. É importante considerar que as crianças pequenas ainda estão construindo formas de comunicação em que consideram o ouvinte e o falante. Sendo assim, atente-se paraacolher as diversas formas de participação do grupo, sejam elas orais e não orais. Dessa forma, observe olhares, gestos e expressões corporais que emergem do grupo, ao se relacionar com o texto de diálogos do contexto. Atue de forma que as crianças que preferem não se expressar de forma verbal estejam sendo consideradas por você e pela turma.

O que fazer durante?

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Convide as crianças para se acomodarem no espaço que preparou. Conte que hoje você trouxe uma história para que conheçam e depois conversem sobre ela. Inicie contando o título e a autoria do texto, com o intuito de já estabelecer pensamentos que convidam à investigação e tragam uma reflexão sobre o título da história, Tempo. Sonde junto a elas, por meio de boas perguntas, as primeiras impressões quanto à palavra. Estimule a conversa de tal forma que todas sintam vontade de participar. Considere as diversas expressões das crianças, colha-as e relance-as ao grupo para ampliar e fortalecer as primeiras teorias que aparecerem. Caso tenha optado por um poema, uma música ou uma parlenda, considere o diálogo pela ideia de tempo presente em todos os textos.

Possíveis falas das crianças neste momento: Minha mãe sempre fala, eu não tenho tempo menina! Vamos, senão não vai dar tempo. Nesse caso, você pode acolher as falas das crianças e formular questões ao grupo, para que ampliem hipóteses. Considere questionamentos, tais como, quando sua mãe fala que não tem tempo, o que ela está fazendo? O que você está querendo fazer, quando ela fala que não dá, por que não tem tempo? Vocês já ficaram sem tempo? Como a gente fica sem tempo?


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Após a conversa, leia a história ou o texto que escolheu. Atente-se para o fato de que, como você representa um modelo leitor para as crianças, é necessário que sua leitura seja apresentada com foco na forma de linguagem que o texto sugere. Sendo assim, considere pausas, ritmos e entonações presentes na obra.


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Ao concluir a leitura, promova um novo diálogo, investigando junto às crianças, que novos pensamentos a narrativa oportunizou sobre o tempo. Nesse momento, considere que os diálogos infantis ultrapassam a expressão verbal e que os pequenos possuem múltiplas formas de expressar suas impressões, dessa forma, considere acolhê-las, revelando ao grupo que as diferentes expressões são ouvidas, consideradas e interpretadas, fazendo assim, parte do diálogo proposto.

Possíveis ações do professor neste momento: Ao observar que uma criança olhou e apontou para o pulso, como se estivesse olhando para um relógio, você pode dizer: Você olhou para seu pulso e apontou o dedo indicador! Alguém sabe me dizer o que esse movimento nos diz? O que a pessoa busca ao olhar para o pulso? Existe algo ou objeto que podemos colocar em nosso pulso que nos fale sobre tempo?

Considere anotar hipóteses e teorias iniciais que as crianças revelam sobre o tempo, a fim de aprofundar as investigações do grupo e de pautar seu próximo planejamento a partir de escutas e interpretações que seus registros proporcionam.


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Retorne ao texto do livro, trazendo para o contexto que o autor sugere que nossas histórias e lembranças contam o tempo dentro da gente. Busque junto ao grupo, o que pensam e emprestam ao contexto sobre lembranças e passagem do tempo vivido. Considere perguntas que convidem ao retorno de lembranças, podendo contextualizar a fase em que as crianças eram bebês, por exemplo.

Possíveis falas do professor neste momento: Pessoal, o autor nos convida a pensar sobre sentirmos o tempo dentro da gente. Ele faz isso dizendo que as lembranças contam o tempo. O que vocês acham disso? Do que se lembram de quando eram bebês? Que roupas vestiam? Do que brincavam? Isso faz muito tempo? E ontem? Vocês se lembram de algo sobre ontem? Como medimos esse tempo que passou? Quais instrumentos usamos?

Para finalizar:

Ao observar que as hipóteses do diálogo se esgotaram, considere ainda levantar os sentimentos do tempo vivido, perguntando se o tempo de conversa sobre a história foi rápido ou lento e por que. Após a conversa, diga que vocês investigarão mais sobre o tempo ao longo de novas atividades da semana e convide o grupo para vivenciar a próxima atividade do dia.

Desdobramentos

As crianças pequenas estão construindo noções de tempo e formas de percebê-las ao longo do cotidiano. Com o intuito de ampliar e de fortalecer essas construções, você pode propor ao grupo e seus familiares a confecção da linha do tempo da vida até o momento atual de cada criança. Nesse suporte, poderão ser acolhidos os momentos de vida e as marcas temporais significativas vivenciadas, tais como, nascimento, aspectos físicos de cada marca, primeiro aniversário, entrada na escola, primeiro corte de cabelo e outros momentos marcantes que cada família considera, revelando as mudanças, marcas afetivas e histórias que ocorrem ao longo do tempo. Você pode ainda, propor ao grupo maneiras de marcar o tempo, a partir de instrumentos, tais como, calendário, cronômetro, relógio, ampulheta, agenda, entre outros.

Engajando as famílias

Escreva um comunicado contando às famílias que vocês iniciaram uma investigação sobre formas de medir o tempo. Peça que enviem objetos e curiosidades que ajudem nas investigações sobre a temática.


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