O que a BNCC propõe para o Campo de Experiência “Traços, sons, cores e formas”

Veja o que o documento diz sobre esse campo de experiência da Educação Infantil

POR:
Tory Helena
Educadora Kiaria Silva em sua turma de Educação Infantil em João Pessoa (PB)
Kiaria Silva criou atividades para trabalhar esse Campo de Experiência com sua turma em João Pessoa (PB). Foto: Beatriz Marquito

Para começar, um pouco de teoria. Leia, abaixo, o trecho extraído da BNCC da Educação Infantil sobre o Campo de Experiência “Traços, sons, cores e formas”. A seguir, separamos os objetivos de aprendizagem específicos do Campo, separado por faixa etária. Lembre-se de que, por mais que seja importante entender as especificidades de cada campo, o ideal é que vários deles sejam combinados nas atividades. Quanto mais mistura, melhor! 

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Desde o nascimento, as crianças participam de situações comunicativas cotidianas com as pessoas com as quais interagem. As primeiras formas de interação do bebê são os movimentos do seu corpo, o olhar, a postura corporal, o sorriso, o choro e outros recursos vocais, que ganham sentido com a interpretação do outro. Progressivamente, as crianças vão ampliando e enriquecendo seu vocabulário e demais recursos de expressão e de compreensão, apropriando-se da língua materna – que se torna, pouco a pouco, seu veículo privilegiado de interação. Na Educação Infantil, é importante promover experiências nas quais as crianças possam falar e ouvir, potencializando sua participação na cultura oral, pois é na escuta de histórias, na participação em conversas, nas descrições, nas narrativas elaboradas individualmente ou em grupo e nas implicações com as múltiplas linguagens que a criança se constitui ativamente como sujeito singular e pertencente a um grupo social. Desde cedo, a criança manifesta curiosidade com relação à cultura escrita: ao ouvir e acompanhar a leitura de textos, ao observar os muitos textos que circulam no contexto familiar, comunitário e escolar, ela vai construindo sua concepção de língua escrita, reconhecendo diferentes usos sociais da escrita, dos gêneros, suportes e portadores. Na Educação Infantil, a imersão na cultura escrita deve partir do que as crianças conhecem e das curiosidades que deixam transparecer. As experiências com a literatura infantil, propostas pelo educador, mediador entre os textos e as crianças, contribuem para o desenvolvimento do gosto pela leitura, do estímulo à imaginação e da ampliação do conhecimento de mundo. Além disso, o contato com histórias, contos, fábulas, poemas, cordéis etc. propicia a familiaridade com livros, com diferentes gêneros literários, a diferenciação entre ilustrações e escrita, a aprendizagem da direção da escrita e as formas corretas de manipulação de livros. Nesse convívio com textos escritos, as crianças vão construindo hipóteses sobre a escrita que se revelam, inicialmente, em rabiscos e garatujas e, à medida que vão conhecendo letras, em escritas espontâneas, não convencionais, mas já indicativas da compreensão da escrita como sistema de representação da língua.

(Trecho extraído do documento Base Nacional Comum Curricular)

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