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Faltam para:   

Atividade para estimular a comunicação oral

Falar ao telefone faz com que crianças de escola de São Paulo aprendam recursos da comunicação oral

POR:
Priscila Pastre Rossi

Pedir comida para entregar em casa pode ser uma tarefa corriqueira para os adultos. Mas, se a função for dada para as crianças, grandes desafios vão surgir. Na pré-escola, essa pode ser também uma divertida atividade de faz-de-conta. Os pequenos vão perceber que, para se fazer entender, precisam dar informações precisas. "Ao simular que pedem uma pizza, por exemplo, eles mobilizam uma série de recursos da oralidade", afirma a educadora Mônica Nogueira Camargo de Toledo, do Colégio Franciscano João XXIII, em São Paulo, que bolou a atividade. "Saber comunicar-se em diferentes situações amplia as possibilidades de relacionamento social, de conhecimento de si e do outro. Desenvolver atividades lúdicas que remetem a situações do cotidiano mostra que a aprendizagem pode ser não apenas prazerosa mas muito mais significativa", completa Maria Virginia Gastaldi, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

"A idéia é que todos se apropriem do que foi exercitado e transportem essa vivência para o dia-a-dia", conta Cláudia Aparecida Luz, professora da turma de 6 anos do João XXIII, que sempre desenvolve a atividade em sala de aula. Ela usa dois telefones de brinquedo, cardápios de pizzarias, lista telefônica, caixas vazias em que são entregues as pizzas, moedas, caneta e papel. Duas crianças assumem os papéis de funcionários do restaurante: uma anota o pedido e outra faz a entrega (ninguém precisa saber escrever, basta fingir que faz o registro). Sentadas nas carteiras, elas aguardam a ligação.

No outro canto da sala, uma família reunida escolhe os sabores e quantas pizzas serão pedidas. Dá para saber o número de pedaços que cada um come para decidir isso (um pouco de Matemática, que tal?). Nesse momento, os pequenos já notam que há uma ordem de ações que começa antes mesmo de pegar o telefone.

A professora pode ajudar, dando pistas sobre o que deve ser dito. Mas a idéia é não impor regras. Deixe que a moçadinha descubra o que falta para o teatro ser bem-sucedido. "Certa vez, um garoto responsável pelas anotações marcou o endereço e o nome do cliente, mas se esqueceu de escrever quantas pizzas ele queria. É em situações como essa que a criança se torna observadora de si mesmo", ilustra Mônica.

O exercício prossegue com palpites de todos os colegas: "Pergunta quanto custa!", "Não esquece de pedir para trazer o troco!", "Diz o número da casa, senão ele não acha!" Ao final da ligação, o entregador pega a encomenda e, com o endereço em mãos, leva para o cliente. A reação é imediata: quando começa a dar a volta na classe em sua moto imaginária, surge um coro espontâneo: "Vruuumm!". Durante o percurso, o pessoal da casa pega o dinheiro. O motoqueiro bate na porta, deixa as pizzas e recebe o pagamento. Quando a experiência dá certo, as crianças podem até desenvolver um Manual de Situações de Emergência, que ensina a usar o telefone corretamente.

Pedir comida de faz de conta... 

- Aprimora a capacidade de comunicação oral.

- Mostra a necessidade de passar informações precisas.

Quer saber mais?

Colégio Franciscano João XXIII, R. Caminho do Engenho, 473, 05524-000, São Paulo, SP, tel. (11) 3751-0036

Instituto Avisa Lá, R. Harmonia, 1040, 05435-001, São Paulo, SP, tel. (11) 3032-5411

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