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O que diferencia a BNCC para a Educação Infantil do DCNEI e do RCNEI?

De acordo com a Base, a criança agora é a protagonista da aprendizagem

Autor: Rita Trevisan

Há diferenças na organização e no olhar para a criança nos três documentos que nortearam a Educação Infantil nas últimas décadas. Ilustração: Rita Mayumi / Nova Escola

O que diferencia a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) das referências anteriores para a Educação Infantil? 

Em 1998, o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) representou um avanço para a época, porém, era mais como uma orientação dos conteúdos e objetivos de aprendizagem e não fazia a criança e sua identidade o foco principal.

Já as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI), de 2009, já mostram um avanço na direção de colocar a criança em foco e serviram como fundamentação teórica para a BNCC. Nas DCNEI, a atenção já estava voltada para a criança, e o documento reforça a importância do acesso ao conhecimento cultural e científico, assim como o contato com a natureza, preservando o modo que a criança se situa no mundo.

As DCNEI colocam o foco nas interações e na brincadeira como eixos estruturantes do currículo, além de considerar os princípios éticos, políticos e estéticos que deveriam nortear a produção do conhecimento nas escolas infantis. Outro ponto a ser observado é o marco conceitual da relação entre o cuidar e o educar das DCNEI, algo que a Base valida e reforça.



Acompanhe a evolução nos documentos 

RCNEI 

Concepção da criança
O foco está no desenvolvimento integral da criança, mas ela ainda é vista como alguém que responde aos estímulos dados pelos adultos (no caso da escola, os professores).

Objetivo
Esclarecer o que deve ser ensinado nessa etapa da Educação Básica.

Como está organizado
Em eixos, que devem ser considerados de forma integrada: movimento, identidade e autonomia, conhecimento de mundo, artes visuais, música, linguagem oral e escrita, natureza/sociedade e matemática.


DCNEI

Concepção da criança
Amplia o olhar sobre a criança, considerando as interações sociais como condições essenciais para o aprendizado. Ao mesmo tempo, a criança está no centro do processo de aprendizagem, como sujeito das diferentes práticas cotidianas. Trata a criança com toda complexidade e potência e situa a Educação Infantil em relação ao desenvolvimento de princípios éticos, estéticos e políticos.

Objetivo
Trazer mais subsídios sobre como a criança aprende para que, a partir daí, possa se pensar em como garantir o que ela tem direito de aprender, nessa fase. Reforça a importância de que o aluno tenha acesso ao conhecimento cultural, científico e o contato com a natureza, porém, preservando o modo de a criança aprender.

Como está organizado
Considera, como eixos estruturantes, a interação e a brincadeira, mas propõe a articulação das diferentes linguagens para a organização curricular e didática.


BNCC

Concepção da criança
Reforça a visão da criança como protagonista em todos os contextos de que faz parte: ela não apenas interage, mas cria e modifica a cultura e a sociedade.

Objetivo
A partir de um significativo avanço no  entendimento de como a criança aprende, oferecer referências para a construção de um currículo, baseadas em direitos de desenvolvimento e aprendizagem bem definidos.

Como está organizado
As diversas áreas de conhecimento e as diferentes linguagens são integradas por meio dos Campos de Experiência. Parte-se do pressuposto de que a criança aprende por meio das experiências vividas no contexto escolar.



Acompanhe, abaixo, os principais marcos legislativos da Educação Infantil no Brasil:

Infográfico: Caronte Design/Nova Escola

Clique no botão para baixar em formato pdf ou imprimir a linha do tempo da Educação Infantil:

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Consultora: Fernanda Pinho, mestre em educação e coordenadora de projetos do Instituto Natura.