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Plano de aula > Geografia > 9º ano > Natureza, ambientes e qualidade de vida

Plano de aula - Branqueamento de Corais: a degradação das paisagens de recife de corais

Plano de aula de Geografia com atividades para 9º ano do Fundamental sobre entender a degradação das paisagens de recifes de corais relacionando com aspectos da produção industrial (geração de energia e mineração) e agropecuária.

Plano 03 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Gabriel Apolinário Lopes

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09GE18 de Geografia, que consta na BNCC - página 393. Esta habilidade relaciona as mudanças técnicas e científicas decorrentes do processo de industrialização e inovação e o uso de recursos naturais inclusive energéticos. Assim, o uso de materiais didáticos visuais como mapas, podem ser úteis para interpretações e comparações entre as localidades. Como esta habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Esta aula trabalha conceitos que se relacionam diretamente com outras habilidades da BNCC, são elas:

EF09GE04 - Relacionar diferenças de paisagens aos modos de viver de diferentes povos na Europa, Ásia e Oceania, valorizando identidades e interculturalidades regionais.

EF09GE07 - Analisar os componentes físico-naturais da Eurásia e os determinantes histórico-geográficos de sua divisão em Europa e Ásia.

EF09GE15 - Comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações populacionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com diferentes projeções cartográficas.

EF09GE16 - Identificar e comparar diferentes domínios morfoclimáticos da Europa, da Ásia e da Oceania.

Além disso esse plano aborda a unidade temática: Natureza, ambientes e qualidade de vida diversidade ambiental e as transformações nas paisagens na Europa, na Ásia e na Oceania (página 392 da BNCC).

Essa aula pode se beneficiar de um trabalho interdisciplinar com a disciplina de Biologia.

Materiais necessários:

Projetor multimídia e microcomputador para exibir as apresentações Google (pode ser substituído pelo uso do quadro).

Materiais complementares:

Para você saber mais:

“Fontes de Energia” Disponível em: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/fontes-energia-1.htm - Acesso em 16/Fev de 2018

“Estudo mostra que lama de barragem em MG danificou corais de Abrolhos (BA)” https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2019/02/20/estudo-mostra-que-lama-de-barragem-em-mg-danificou-corais-de-abrolhos-ba.html - Acesso em 16/Fev de 2019

“Campanhas de Conservação da Biodiversidade Marinha” Disponível em: http://www.mma.gov.br/biodiversidade/biodiversidade-aquatica/zona-costeira-e-marinha/campanhas-de-conservacao-da-biodiversidade-marinha.html - Acesso em 16/Fev de 2019

“Atlas dos recifes de coral nas unidades de conservação brasileiras Disponível” em http://www.terrabrasilis.org.br/ecotecadigital/images/abook/pdf/2016/agosto/Agos.16.27.pdf - Acesso em 16/Fev de 2019

Origem dos dados:

“Coral Bleaching During & Since the 2014-2017 Global Coral Bleaching Event Status and an Appeal for Observations” - https://coralreefwatch.noaa.gov/satellite/analyses_guidance/global_coral_bleaching_2014-17_status.php - Acesso em 16/Fev de 2019

“Extreme coral bleaching may be new normal by 2034” - https://www.climatescience.org.au/content/978-extreme-coral-bleaching-may-be-new-normal-2034 - Acesso em 16/Fev de 2019

“This summer’s sea temperatures were the hottest on record for Australia: here’s why” - http://theconversation.com/this-summers-sea-temperatures-were-the-hottest-on-record-for-australia-heres-why-56906 - Acesso em 16/Fev de 2019

“A Close-Up Look at the Catastrophic Bleaching of the Great Barrier Reef” - https://e360.yale.edu/features/inside-look-at-catastrophic-bleaching-of-the-great-barrier-reef-2017-hughes - Acesso em 16/Fev de 2019

“Great Barrier Reef bleaching would be almost impossible without climate change” - https://theconversation.com/great-barrier-reef-bleaching-would-be-almost-impossible-without-climate-change-58408 - Acesso em 16/Fev de 2019

“Four-Month Coral Bleaching Outlook” - https://coralreefwatch.noaa.gov/satellite/bleachingoutlook_cfs/outlook_cfs.php - Acesso em 16/Fev de 2019

“Plan to save Great Barrier Reef from encroaching farm pollution” - https://www.newscientist.com/article/2148247-plan-to-save-great-barrier-reef-from-encroaching-farm-pollution/ - Acesso em 16/Fev de 2019

“Zooxanthellae… What's That?” - https://oceanservice.noaa.gov/education/kits/corals/coral02_zooxanthellae.html - Acesso em 16/Fev de 2019

“What is coral bleaching?” - https://oceanservice.noaa.gov/facts/coral_bleach.html - Acesso em 16/Fev de 2019

Contextos prévios: A metodologia deste plano é de “resolução de problemas”. Não requer uma preparação anterior do estudante para participar da aula.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minuto

Orientações: Projete o slide, explicite o tema da aula (branqueamento de corais), explique que as paisagens de recifes de corais são encontradas em todos os continentes (exceto o continente antártico) e que concentram a maior biodiversidade dos oceanos pois mesmo que ocupem apenas 1% da área total de oceanos, aproximadamente metade de todas as espécies de peixes marinhos encontram-se nestas águas tropicais. São expressivos economicamente no sentido de suportarem a atividade de pesca e turismo devido suas belezas naturais. Explique que os estudantes devem se organizar em grupos de aproximadamente 4 indivíduos para fazerem a atividade proposta e que no fim da aula haverá um momento de correção e reflexão. Comente com os alunos sobre o aquecimento global, explique que os principais fatores associados ao branqueamento dos recifes de coral estão relacionados às emissões de dióxido de carbono causados pelas atividades humanas. A intensificação do efeito estufa é o principal fator responsável pela elevação da temperatura média dos oceanos, além disso, o aumento da acidez das águas superficiais, ocorre devido à maior concentração do ácido carbônico que é uma das maiores ameaças às estruturas de coral.

Direitos autorais da imagem: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/81/Hello_Nemo.jpg - Acesso em 18/Fev de 2019

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 6 minutos

Orientações: Projete o slide e explique que os corais são uns dos animais mais antigos da Terra, com os primeiros registros fósseis com datação de mais de 540 milhões de anos (Cambriano). Espécies capazes de criar recifes de corais como os atuais são um pouco mais recentes, com o registro fóssil mostrando uma idade de 240 milhões de anos.

Explique que esses animais vivem em simbiose com várias espécies de algas unicelulares que vivem dentro do animal, elas dão cor ao coral e são essenciais para a saúde desse tipo de organismo, essas algas são denominadas zooxantelas. Enfatize que são seres muito sensíveis às condições ambientais e que morrem facilmente quando expostos a variações temperatura da água e/ou quando expostos à poluição. Explique que devido essas características sensíveis à mudanças são indicadores de como as atividades humanas interferem nos espaços naturais. Por fim explique que os recifes de corais são estruturas de carbonato de cálcio (um mineral) formadas pelos restos de corais mortos acumulados por milhões de anos - "esqueletos" ou restos mortais de várias gerações de algas, corais e outros organismos.

Não é preciso explicar com detalhes assuntos relacionados às ciências biológicas pois o intuito é focar em como se formam as paisagens dos recifes de corais com ênfase geográfica. Porém é oportunidade para um trabalho interdisciplinar com a disciplina de Biologia.

Direitos autorais da imagem: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Elch_Korallen_(36530989352).jpg - Acesso em 18/Fev de 2019

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Projete o slide e explique que tendo em vista os vivem em simbiose com algumas espécies de zooxantelas, isso permite que eles vivam em águas muito pobres em nutrientes já que a principal fonte de alimento vem da fotossíntese feita pelas algas. Porém isso fez com que a maior parte das espécies de corais tenham evoluído de forma a necessitarem de águas extremamente limpas, livre de poluentes e partículas de sedimentos. Além disso a temperatura da água deve ser muito estável (cerca de 26° C) e a salinidade seja também muito estável, por isso as grandes estruturas de corais do mundo se localizam distantes das fozes de grandes rios como o Amazonas. Quando as condições não são ideias os corais ficam estressados e as algas zooxantelas deixam o tecido do coral. Dessa forma ele fica esbranquiçado e perde sua principal fonte de alimentos e geralmente morre algum tempo depois de doenças ou fome.

Direitos autorais da imagem: Sea elements - https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/mar - vetor criado por brgfx Freepik - Acesso em 17/Fev de 2019. Infográfico: Gabriel Apolinário Lopes.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 4 minutos

Orientações: Projete o slide e explique que as atividades humanas intervém intensamente nas paisagens naturais do planeta de forma negativa, ou seja, degradando os ambientes naturais. Cada paisagem natural do mundo é exposta às ações humanas de forma muito particular. Florestas são desmatadas para abrir espaço para atividades de agropecuária. Rios, lagos e mares são poluídos por esgoto residencial e industrial levando muitas vezes a espécies à extinção. As paisagens de recife de corais não são diferentes, elas são degradadas por ações antrópicas principalmente relacionadas às mudanças nos parâmetros da água oceânica devido à poluição e variações de temperatura.

O entendimento mais moderno sobre as questões relacionadas às mudanças climáticas é que as atividades humanas desde a revolução industrial lançam bilhões de toneladas de poluentes no ar todos os anos, o que interfere nas dinâmicas climáticas globais tornando mais comuns eventos de extremos climáticos como variações na distribuição e quantidade de chuvas (causando secas severas ou inundações), modificação das correntes atmosféricas e marítimas, ondas de calor ou frio extremos etc.

Evite descrever as mudanças climáticas como “aquecimento global” pois cada região do globo sofre mudanças de forma muito particular e nem sempre ela se dá por aquecimento atmosférico.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações: Peça para que a turma se organize em grupos de aproximadamente 4 indivíduos e distribua os 4 mapas e a folha de atividades para cada grupo e peça que respondam as questões de forma coletiva. Explique que os últimos 10 minutos serão utilizados para a correção e sistematização da atividade.

Material complementar

Mapas da Ação Propositiva: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/33fV8SB7JByhSg6CdDCxbM7yDNyGc48K9nveAB2uJWZhdev6WDWBYa3PGxt7/geo9-18und03-acao-propositiva-mapas-branqueamento-de-corais.pdf

Atividade da Ação Propositiva: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/uTk9WYBDwCtvtAcddqshmmcfajDPSWkUQ8zBbVsYJanKmkzmcdEE3keaDFmn/geo9-18und03-acao-propositiva-atividades.pdf

Gabarito da atividade: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ecVsWbdptvuHtdnt26JEDbDbQBhsRygZh3SPzgQTHVr2x5k6gT3WhgWzq54E/geo9-18und03-acao-propositiva-gabarito-das-atividades.pdf

Direitos autorais da imagem: Sea elements - https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/mar - vetor criado por brgfx Freepik - Acesso em 17/Fev de 2019. Produção cartográfica: Gabriel Apolinário Lopes.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Peça para que a turma se organize em grupos de aproximadamente 4 indivíduos e distribua os 4 mapas e a folha de atividades para cada grupo e peça que respondam as questões de forma coletiva. Explique que os últimos 10 minutos serão utilizados para a correção e sistematização da atividade.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Peça para que a turma se organize em grupos de aproximadamente 4 indivíduos e distribua os 4 mapas e a folha de atividades para cada grupo e peça que respondam as questões de forma coletiva. Explique que os últimos 10 minutos serão utilizados para a correção e sistematização da atividade.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Peça para que a turma se organize em grupos de aproximadamente 4 indivíduos e distribua os 4 mapas e a folha de atividades para cada grupo e peça que respondam as questões de forma coletiva. Explique que os últimos 10 minutos serão utilizados para a correção e sistematização da atividade.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Peça para que a turma se organize em grupos de aproximadamente 4 indivíduos e distribua os 4 mapas e a folha de atividades para cada grupo e peça que respondam as questões de forma coletiva. Explique que os últimos 10 minutos serão utilizados para a correção e sistematização da atividade.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 9 minutos

Orientações: Cesse a atividade e faça a correção das atividades de forma coletiva e participativa. Incentive os estudantes a lerem suas respostas. As respostas disponibilizadas no gabarito são muito completas porém é de esperar uma produção mais simples por parte dos estudantes. O importante não é focar o fechamento e sistematização da aula apenas com a correção que os estudantes percebam as conclusões que chegaram por meio da análise cartográfica.

A correção deve focar na questão n°. 4 pois ela sistematiza as relações das ações antrópicas, principalmente relacionadas às problemáticas de mudanças climáticas e traça um entendimento geral da degradação dessas paisagens naturais.

Projete os mapas dos próximos slides ao fazer a correção coletiva da ação propositiva. Alterne os mapas para deixar claro a relação entre eles.

Possibilidades de respostas:

É interessante focar a aula em alguns aspectos geográficos:

Atividade industrial intensa lançam poluentes na atmosfera que interferem no clima gerando eventos climáticos extremos que matam corais;

Atividade industrial de mineração são danosas pois podem lançar muitos poluentes na água, matando os corais;

Atividade de produção agropecuária podem ser danosas no sentido de poluirem as águas oceânicas;

1. A grande barreira de corais australiana é uma imensa estrutura feita por corais com mais de 2000 Km de extensão e largura variando de 30 Km a 700 Km. É tombada como patrimônio da humanidade devido a sua grande beleza e importância biológica.

a) Fazendo a leitura do mapa “Grande barreira de corais australiana”, como podemos explicar que em alguns locais a barreira está localizada mais distante da costa australiana?

Os corais necessitam de condições muito específicas de água para se desenvolverem, como: águas com níveis baixos de nutrientes e sedimentos, temperatura estável de aproximadamente 26ºC e salinidade constante. A leitura do mapa permite observar que a barreira é muito próxima ao continente australiano no seu setor norte, onde os parâmetros ideais eram mais frequentes. Observamos ainda que os recifes se distanciam na porção Sul, onde os Rios Burdekin e Fitzroy desaguam, fato que torna os parâmetros da água menos adequados próximo a costa. Importante salientar que a formação e estruturação das paisagens são extremamente complexas não podendo reduzir suas características à apenas um fator.

2. Lendo o mapa “Temperaturas oceânicas acima da média (2016), como tais fatos interferem na vida dos corais? A interferência ocorreu de forma igual por toda a barreira de corais?

Eventos climáticos extremos como ondas de calor atingem a porção norte-nordeste do continente australiano fazendo com que várias áreas da grande barreira de corais tenham os parâmetros de água fora dos níveis suportados pelos corais. Os corais estressados perdem algas zooxantelas que são sua principal fonte de nutrição e ficam esbranquiçados. Por perder sua principal fonte de nutrição os corais ficam expostos à doenças e acabam morrendo.

3. Em Janeiro de 2019 o nordeste australiano sofreu com intensas ondas de calor e com índices pluviométricos muito acima da média que causaram grandes inundações. Os rios Burdekin e Fitzroy avançaram sobre suas margens e tomaram as planícies gerando grandes prejuízos na produção agropecuária (com a perda de colheitas, a morte de milhares de cabeças de gado, principalmente bovino) e nas zonas urbanas. As águas “lavaram” suas planícies aluviais carregando grande quantidade de sedimentos além de se tornarem contaminadas com defensivos agrícolas e adubos químicos. Todo esse material foi carregado para suas fozes e lançado no oceano.
Lendo o mapa “Sedimentos lançados devido inundações (2019), explique os efeitos que isso causará nos recifes de corais.

O mar de corais recebe quantidades anormais de sedimentos somados a químicos advindos das atividades agropecuárias como adubos químicos e defensivos agrícolas. Tudo isso é extremamente danoso aos corais. Dessa forma, é de se esperar que os animais fiquem estressados e sofram com o branqueamento. Outro problema é o desequilíbrio biológico pois o excesso de nutrientes na água pode beneficiar macroalgas se desenvolveriam sobre os corais, matando-os.

Lendo o mapa “Corais mortos (2016), o que é possível constatar sobre o grau de degradação da barreira de corais?

O mapa mostra que o branqueamento e, por consequência, a morte dos corais não é homogênea em toda a barreira de corais. Fica claro que as porções norte da barreira exibem níveis maiores de degradação do que as porções centrais e sul.

Quais efeitos os eventos mais recentes no nordeste australiano podem causar na barreira de corais? Como uma versão mais recente do mapa “Corais mortos (2016)” poderá ficar?

A degradação é um processo contínuo na grande barreira até o momento. Os eventos mais recentes como as grandes inundações de Janeiro de 2019 foram eventos consideráveis que aumentarão a pressão sobre as porções centrais e sul da barreira. Dessa forma, é de se esperar rápido declínio dos corais nessas partes. A porção norte, que já é mais degradada, deve mostrar níveis de mortalidade maiores, porém num ritmo menos acelerado que as porções sul.

4. No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, deixou 19 mortos e causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Minas Gerais. O evento ficou conhecido como a "tragédia de Mariana”. Os rejeitos seguiram pela drenagem natural do terreno e foram lançadas no rio Doce matando todos os peixes enquanto seguia esse trajeto natural até desaguar no oceano Atlântico.
A 250 Km da foz do rio Doce, o arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, foi afetado pelos rejeitos oriundos do rompimento dessa barragem. Com grande importância natural, a maior parte dos corais de Abrolhos é endêmica e com a pequena extensão dos recifes a chance de ocorrerem extinções de espécies é potencializada.

Faça uma comparação geral entre os eventos ocorridos na grande barreira de corais australiana e os ocorridos nos recifes de corais de Abrolhos. Quais as possíveis ações necessárias para proteger essas paisagens naturais?

As paisagens de recifes de corais são extremamente sensíveis e portanto mostram sinais de degradação devido à ações antrópicas, principalmente relacionadas aos extremos climáticos e poluição dos oceanos. É possível fazer paralelo nos processos de degradação das duas paisagens no que se refere ao lançamento de tóxicos nos rios que deságuam nos oceanos e contaminam essas áreas. Ações possíveis seriam as relacionadas à redução do lançamento de poluentes na atmosfera, reduzindo a interferência humana nos eventos climáticos, e a redução da poluição dos rios que acabam nos oceanos e causam estresse nesses sistemas naturais.

Direitos autorais da imagem: Sea elements - https://www.freepik.com/free-photos-vectors/sea - vetor criado por brgfx Freepik - Acesso em 17/Fev de 2019.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Cesse a atividade e faça a correção das atividades de forma coletiva e participativa. Incentive os estudantes a lerem suas respostas. As respostas disponibilizadas no gabarito são muito completas porém é de esperar uma produção mais simples por parte dos estudantes. O importante não é focar o fechamento e sistematização da aula apenas com a correção que os estudantes percebam as conclusões que chegaram por meio da análise cartográfica.

A correção deve focar na questão n°. 4 pois ela sistematiza as relações das ações antrópicas, principalmente relacionadas às problemáticas de mudanças climáticas e traça um entendimento geral da degradação dessas paisagens naturais.

Projete os mapas dos próximos slides ao fazer a correção coletiva da ação propositiva. Alterne os mapas para deixar claro a relação entre eles.

Possibilidades de respostas:

É interessante focar a aula em alguns aspectos geográficos:

Atividade industrial intensa lançam poluentes na atmosfera que interferem no clima gerando eventos climáticos extremos que matam corais;

Atividade industrial de mineração são danosas pois podem lançar muitos poluentes na água, matando os corais;

Atividade de produção agropecuária podem ser danosas no sentido de poluirem as águas oceânicas;

1. A grande barreira de corais australiana é uma imensa estrutura feita por corais com mais de 2000 Km de extensão e largura variando de 30 Km a 700 Km. É tombada como patrimônio da humanidade devido a sua grande beleza e importância biológica.

a) Fazendo a leitura do mapa “Grande barreira de corais australiana”, como podemos explicar que em alguns locais a barreira está localizada mais distante da costa australiana?

Os corais necessitam de condições muito específicas de água para se desenvolverem, como: águas com níveis baixos de nutrientes e sedimentos, temperatura estável de aproximadamente 26ºC e salinidade constante. A leitura do mapa permite observar que a barreira é muito próxima ao continente australiano no seu setor norte, onde os parâmetros ideais eram mais frequentes. Observamos ainda que os recifes se distanciam na porção Sul, onde os Rios Burdekin e Fitzroy desaguam, fato que torna os parâmetros da água menos adequados próximo a costa. Importante salientar que a formação e estruturação das paisagens são extremamente complexas não podendo reduzir suas características à apenas um fator.

2. Lendo o mapa “Temperaturas oceânicas acima da média (2016), como tais fatos interferem na vida dos corais? A interferência ocorreu de forma igual por toda a barreira de corais?

Eventos climáticos extremos como ondas de calor atingem a porção norte-nordeste do continente australiano fazendo com que várias áreas da grande barreira de corais tenham os parâmetros de água fora dos níveis suportados pelos corais. Os corais estressados perdem algas zooxantelas que são sua principal fonte de nutrição e ficam esbranquiçados. Por perder sua principal fonte de nutrição os corais ficam expostos à doenças e acabam morrendo.

3. Em Janeiro de 2019 o nordeste australiano sofreu com intensas ondas de calor e com índices pluviométricos muito acima da média que causaram grandes inundações. Os rios Burdekin e Fitzroy avançaram sobre suas margens e tomaram as planícies gerando grandes prejuízos na produção agropecuária (com a perda de colheitas, a morte de milhares de cabeças de gado, principalmente bovino) e nas zonas urbanas. As águas “lavaram” suas planícies aluviais carregando grande quantidade de sedimentos além de se tornarem contaminadas com defensivos agrícolas e adubos químicos. Todo esse material foi carregado para suas fozes e lançado no oceano.
Lendo o mapa “Sedimentos lançados devido inundações (2019), explique os efeitos que isso causará nos recifes de corais.

O mar de corais recebe quantidades anormais de sedimentos somados a químicos advindos das atividades agropecuárias como adubos químicos e defensivos agrícolas. Tudo isso é extremamente danoso aos corais. Dessa forma, é de se esperar que os animais fiquem estressados e sofram com o branqueamento. Outro problema é o desequilíbrio biológico pois o excesso de nutrientes na água pode beneficiar macroalgas se desenvolveriam sobre os corais, matando-os.

Lendo o mapa “Corais mortos (2016), o que é possível constatar sobre o grau de degradação da barreira de corais?

O mapa mostra que o branqueamento e, por consequência, a morte dos corais não é homogênea em toda a barreira de corais. Fica claro que as porções norte da barreira exibem níveis maiores de degradação do que as porções centrais e sul.

Quais efeitos os eventos mais recentes no nordeste australiano podem causar na barreira de corais? Como uma versão mais recente do mapa “Corais mortos (2016)” poderá ficar?

A degradação é um processo contínuo na grande barreira até o momento. Os eventos mais recentes como as grandes inundações de Janeiro de 2019 foram eventos consideráveis que aumentarão a pressão sobre as porções centrais e sul da barreira. Dessa forma, é de se esperar rápido declínio dos corais nessas partes. A porção norte, que já é mais degradada, deve mostrar níveis de mortalidade maiores, porém num ritmo menos acelerado que as porções sul.

4. No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, deixou 19 mortos e causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Minas Gerais. O evento ficou conhecido como a "tragédia de Mariana”. Os rejeitos seguiram pela drenagem natural do terreno e foram lançadas no rio Doce matando todos os peixes enquanto seguia esse trajeto natural até desaguar no oceano Atlântico.
A 250 Km da foz do rio Doce, o arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, foi afetado pelos rejeitos oriundos do rompimento dessa barragem. Com grande importância natural, a maior parte dos corais de Abrolhos é endêmica e com a pequena extensão dos recifes a chance de ocorrerem extinções de espécies é potencializada.

Faça uma comparação geral entre os eventos ocorridos na grande barreira de corais australiana e os ocorridos nos recifes de corais de Abrolhos. Quais as possíveis ações necessárias para proteger essas paisagens naturais?

As paisagens de recifes de corais são extremamente sensíveis e portanto mostram sinais de degradação devido à ações antrópicas, principalmente relacionadas aos extremos climáticos e poluição dos oceanos. É possível fazer paralelo nos processos de degradação das duas paisagens no que se refere ao lançamento de tóxicos nos rios que deságuam nos oceanos e contaminam essas áreas. Ações possíveis seriam as relacionadas à redução do lançamento de poluentes na atmosfera, reduzindo a interferência humana nos eventos climáticos, e a redução da poluição dos rios que acabam nos oceanos e causam estresse nesses sistemas naturais.

Direitos autorais da imagem: Sea elements - https://www.freepik.com/free-photos-vectors/sea - vetor criado por brgfx Freepik - Acesso em 17/Fev de 2019.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Cesse a atividade e faça a correção das atividades de forma coletiva e participativa. Incentive os estudantes a lerem suas respostas. As respostas disponibilizadas no gabarito são muito completas porém é de esperar uma produção mais simples por parte dos estudantes. O importante não é focar o fechamento e sistematização da aula apenas com a correção que os estudantes percebam as conclusões que chegaram por meio da análise cartográfica.

A correção deve focar na questão n°. 4 pois ela sistematiza as relações das ações antrópicas, principalmente relacionadas às problemáticas de mudanças climáticas e traça um entendimento geral da degradação dessas paisagens naturais.

Projete os mapas dos próximos slides ao fazer a correção coletiva da ação propositiva. Alterne os mapas para deixar claro a relação entre eles.

Possibilidades de respostas:

É interessante focar a aula em alguns aspectos geográficos:

Atividade industrial intensa lançam poluentes na atmosfera que interferem no clima gerando eventos climáticos extremos que matam corais;

Atividade industrial de mineração são danosas pois podem lançar muitos poluentes na água, matando os corais;

Atividade de produção agropecuária podem ser danosas no sentido de poluirem as águas oceânicas;

1. A grande barreira de corais australiana é uma imensa estrutura feita por corais com mais de 2000 Km de extensão e largura variando de 30 Km a 700 Km. É tombada como patrimônio da humanidade devido a sua grande beleza e importância biológica.

a) Fazendo a leitura do mapa “Grande barreira de corais australiana”, como podemos explicar que em alguns locais a barreira está localizada mais distante da costa australiana?

Os corais necessitam de condições muito específicas de água para se desenvolverem, como: águas com níveis baixos de nutrientes e sedimentos, temperatura estável de aproximadamente 26ºC e salinidade constante. A leitura do mapa permite observar que a barreira é muito próxima ao continente australiano no seu setor norte, onde os parâmetros ideais eram mais frequentes. Observamos ainda que os recifes se distanciam na porção Sul, onde os Rios Burdekin e Fitzroy desaguam, fato que torna os parâmetros da água menos adequados próximo a costa. Importante salientar que a formação e estruturação das paisagens são extremamente complexas não podendo reduzir suas características à apenas um fator.

2. Lendo o mapa “Temperaturas oceânicas acima da média (2016), como tais fatos interferem na vida dos corais? A interferência ocorreu de forma igual por toda a barreira de corais?

Eventos climáticos extremos como ondas de calor atingem a porção norte-nordeste do continente australiano fazendo com que várias áreas da grande barreira de corais tenham os parâmetros de água fora dos níveis suportados pelos corais. Os corais estressados perdem algas zooxantelas que são sua principal fonte de nutrição e ficam esbranquiçados. Por perder sua principal fonte de nutrição os corais ficam expostos à doenças e acabam morrendo.

3. Em Janeiro de 2019 o nordeste australiano sofreu com intensas ondas de calor e com índices pluviométricos muito acima da média que causaram grandes inundações. Os rios Burdekin e Fitzroy avançaram sobre suas margens e tomaram as planícies gerando grandes prejuízos na produção agropecuária (com a perda de colheitas, a morte de milhares de cabeças de gado, principalmente bovino) e nas zonas urbanas. As águas “lavaram” suas planícies aluviais carregando grande quantidade de sedimentos além de se tornarem contaminadas com defensivos agrícolas e adubos químicos. Todo esse material foi carregado para suas fozes e lançado no oceano.
Lendo o mapa “Sedimentos lançados devido inundações (2019), explique os efeitos que isso causará nos recifes de corais.

O mar de corais recebe quantidades anormais de sedimentos somados a químicos advindos das atividades agropecuárias como adubos químicos e defensivos agrícolas. Tudo isso é extremamente danoso aos corais. Dessa forma, é de se esperar que os animais fiquem estressados e sofram com o branqueamento. Outro problema é o desequilíbrio biológico pois o excesso de nutrientes na água pode beneficiar macroalgas se desenvolveriam sobre os corais, matando-os.

Lendo o mapa “Corais mortos (2016), o que é possível constatar sobre o grau de degradação da barreira de corais?

O mapa mostra que o branqueamento e, por consequência, a morte dos corais não é homogênea em toda a barreira de corais. Fica claro que as porções norte da barreira exibem níveis maiores de degradação do que as porções centrais e sul.

Quais efeitos os eventos mais recentes no nordeste australiano podem causar na barreira de corais? Como uma versão mais recente do mapa “Corais mortos (2016)” poderá ficar?

A degradação é um processo contínuo na grande barreira até o momento. Os eventos mais recentes como as grandes inundações de Janeiro de 2019 foram eventos consideráveis que aumentarão a pressão sobre as porções centrais e sul da barreira. Dessa forma, é de se esperar rápido declínio dos corais nessas partes. A porção norte, que já é mais degradada, deve mostrar níveis de mortalidade maiores, porém num ritmo menos acelerado que as porções sul.

4. No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, deixou 19 mortos e causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Minas Gerais. O evento ficou conhecido como a "tragédia de Mariana”. Os rejeitos seguiram pela drenagem natural do terreno e foram lançadas no rio Doce matando todos os peixes enquanto seguia esse trajeto natural até desaguar no oceano Atlântico.
A 250 Km da foz do rio Doce, o arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, foi afetado pelos rejeitos oriundos do rompimento dessa barragem. Com grande importância natural, a maior parte dos corais de Abrolhos é endêmica e com a pequena extensão dos recifes a chance de ocorrerem extinções de espécies é potencializada.

Faça uma comparação geral entre os eventos ocorridos na grande barreira de corais australiana e os ocorridos nos recifes de corais de Abrolhos. Quais as possíveis ações necessárias para proteger essas paisagens naturais?

As paisagens de recifes de corais são extremamente sensíveis e portanto mostram sinais de degradação devido à ações antrópicas, principalmente relacionadas aos extremos climáticos e poluição dos oceanos. É possível fazer paralelo nos processos de degradação das duas paisagens no que se refere ao lançamento de tóxicos nos rios que deságuam nos oceanos e contaminam essas áreas. Ações possíveis seriam as relacionadas à redução do lançamento de poluentes na atmosfera, reduzindo a interferência humana nos eventos climáticos, e a redução da poluição dos rios que acabam nos oceanos e causam estresse nesses sistemas naturais.

Direitos autorais da imagem: Sea elements - https://www.freepik.com/free-photos-vectors/sea - vetor criado por brgfx Freepik - Acesso em 17/Fev de 2019.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Cesse a atividade e faça a correção das atividades de forma coletiva e participativa. Incentive os estudantes a lerem suas respostas. As respostas disponibilizadas no gabarito são muito completas porém é de esperar uma produção mais simples por parte dos estudantes. O importante não é focar o fechamento e sistematização da aula apenas com a correção que os estudantes percebam as conclusões que chegaram por meio da análise cartográfica.

A correção deve focar na questão n°. 4 pois ela sistematiza as relações das ações antrópicas, principalmente relacionadas às problemáticas de mudanças climáticas e traça um entendimento geral da degradação dessas paisagens naturais.

Projete os mapas dos próximos slides ao fazer a correção coletiva da ação propositiva. Alterne os mapas para deixar claro a relação entre eles.

Possibilidades de respostas:

É interessante focar a aula em alguns aspectos geográficos:

Atividade industrial intensa lançam poluentes na atmosfera que interferem no clima gerando eventos climáticos extremos que matam corais;

Atividade industrial de mineração são danosas pois podem lançar muitos poluentes na água, matando os corais;

Atividade de produção agropecuária podem ser danosas no sentido de poluirem as águas oceânicas;

1. A grande barreira de corais australiana é uma imensa estrutura feita por corais com mais de 2000 Km de extensão e largura variando de 30 Km a 700 Km. É tombada como patrimônio da humanidade devido a sua grande beleza e importância biológica.

a) Fazendo a leitura do mapa “Grande barreira de corais australiana”, como podemos explicar que em alguns locais a barreira está localizada mais distante da costa australiana?

Os corais necessitam de condições muito específicas de água para se desenvolverem, como: águas com níveis baixos de nutrientes e sedimentos, temperatura estável de aproximadamente 26ºC e salinidade constante. A leitura do mapa permite observar que a barreira é muito próxima ao continente australiano no seu setor norte, onde os parâmetros ideais eram mais frequentes. Observamos ainda que os recifes se distanciam na porção Sul, onde os Rios Burdekin e Fitzroy desaguam, fato que torna os parâmetros da água menos adequados próximo a costa. Importante salientar que a formação e estruturação das paisagens são extremamente complexas não podendo reduzir suas características à apenas um fator.

2. Lendo o mapa “Temperaturas oceânicas acima da média (2016), como tais fatos interferem na vida dos corais? A interferência ocorreu de forma igual por toda a barreira de corais?

Eventos climáticos extremos como ondas de calor atingem a porção norte-nordeste do continente australiano fazendo com que várias áreas da grande barreira de corais tenham os parâmetros de água fora dos níveis suportados pelos corais. Os corais estressados perdem algas zooxantelas que são sua principal fonte de nutrição e ficam esbranquiçados. Por perder sua principal fonte de nutrição os corais ficam expostos à doenças e acabam morrendo.

3. Em Janeiro de 2019 o nordeste australiano sofreu com intensas ondas de calor e com índices pluviométricos muito acima da média que causaram grandes inundações. Os rios Burdekin e Fitzroy avançaram sobre suas margens e tomaram as planícies gerando grandes prejuízos na produção agropecuária (com a perda de colheitas, a morte de milhares de cabeças de gado, principalmente bovino) e nas zonas urbanas. As águas “lavaram” suas planícies aluviais carregando grande quantidade de sedimentos além de se tornarem contaminadas com defensivos agrícolas e adubos químicos. Todo esse material foi carregado para suas fozes e lançado no oceano.
Lendo o mapa “Sedimentos lançados devido inundações (2019), explique os efeitos que isso causará nos recifes de corais.

O mar de corais recebe quantidades anormais de sedimentos somados a químicos advindos das atividades agropecuárias como adubos químicos e defensivos agrícolas. Tudo isso é extremamente danoso aos corais. Dessa forma, é de se esperar que os animais fiquem estressados e sofram com o branqueamento. Outro problema é o desequilíbrio biológico pois o excesso de nutrientes na água pode beneficiar macroalgas se desenvolveriam sobre os corais, matando-os.

Lendo o mapa “Corais mortos (2016), o que é possível constatar sobre o grau de degradação da barreira de corais?

O mapa mostra que o branqueamento e, por consequência, a morte dos corais não é homogênea em toda a barreira de corais. Fica claro que as porções norte da barreira exibem níveis maiores de degradação do que as porções centrais e sul.

Quais efeitos os eventos mais recentes no nordeste australiano podem causar na barreira de corais? Como uma versão mais recente do mapa “Corais mortos (2016)” poderá ficar?

A degradação é um processo contínuo na grande barreira até o momento. Os eventos mais recentes como as grandes inundações de Janeiro de 2019 foram eventos consideráveis que aumentarão a pressão sobre as porções centrais e sul da barreira. Dessa forma, é de se esperar rápido declínio dos corais nessas partes. A porção norte, que já é mais degradada, deve mostrar níveis de mortalidade maiores, porém num ritmo menos acelerado que as porções sul.

4. No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, deixou 19 mortos e causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Minas Gerais. O evento ficou conhecido como a "tragédia de Mariana”. Os rejeitos seguiram pela drenagem natural do terreno e foram lançadas no rio Doce matando todos os peixes enquanto seguia esse trajeto natural até desaguar no oceano Atlântico.
A 250 Km da foz do rio Doce, o arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, foi afetado pelos rejeitos oriundos do rompimento dessa barragem. Com grande importância natural, a maior parte dos corais de Abrolhos é endêmica e com a pequena extensão dos recifes a chance de ocorrerem extinções de espécies é potencializada.

Faça uma comparação geral entre os eventos ocorridos na grande barreira de corais australiana e os ocorridos nos recifes de corais de Abrolhos. Quais as possíveis ações necessárias para proteger essas paisagens naturais?

As paisagens de recifes de corais são extremamente sensíveis e portanto mostram sinais de degradação devido à ações antrópicas, principalmente relacionadas aos extremos climáticos e poluição dos oceanos. É possível fazer paralelo nos processos de degradação das duas paisagens no que se refere ao lançamento de tóxicos nos rios que deságuam nos oceanos e contaminam essas áreas. Ações possíveis seriam as relacionadas à redução do lançamento de poluentes na atmosfera, reduzindo a interferência humana nos eventos climáticos, e a redução da poluição dos rios que acabam nos oceanos e causam estresse nesses sistemas naturais.

Direitos autorais da imagem: Sea elements - https://www.freepik.com/free-photos-vectors/sea - vetor criado por brgfx Freepik - Acesso em 17/Fev de 2019.

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Orientações: Cesse a atividade e faça a correção das atividades de forma coletiva e participativa. Incentive os estudantes a lerem suas respostas. As respostas disponibilizadas no gabarito são muito completas porém é de esperar uma produção mais simples por parte dos estudantes. O importante não é focar o fechamento e sistematização da aula apenas com a correção que os estudantes percebam as conclusões que chegaram por meio da análise cartográfica.

A correção deve focar na questão n°. 4 pois ela sistematiza as relações das ações antrópicas, principalmente relacionadas às problemáticas de mudanças climáticas e traça um entendimento geral da degradação dessas paisagens naturais.

Projete os mapas dos próximos slides ao fazer a correção coletiva da ação propositiva. Alterne os mapas para deixar claro a relação entre eles.

Possibilidades de respostas:

É interessante focar a aula em alguns aspectos geográficos:

Atividade industrial intensa lançam poluentes na atmosfera que interferem no clima gerando eventos climáticos extremos que matam corais;

Atividade industrial de mineração são danosas pois podem lançar muitos poluentes na água, matando os corais;

Atividade de produção agropecuária podem ser danosas no sentido de poluirem as águas oceânicas;

1. A grande barreira de corais australiana é uma imensa estrutura feita por corais com mais de 2000 Km de extensão e largura variando de 30 Km a 700 Km. É tombada como patrimônio da humanidade devido a sua grande beleza e importância biológica.

a) Fazendo a leitura do mapa “Grande barreira de corais australiana”, como podemos explicar que em alguns locais a barreira está localizada mais distante da costa australiana?

Os corais necessitam de condições muito específicas de água para se desenvolverem, como: águas com níveis baixos de nutrientes e sedimentos, temperatura estável de aproximadamente 26ºC e salinidade constante. A leitura do mapa permite observar que a barreira é muito próxima ao continente australiano no seu setor norte, onde os parâmetros ideais eram mais frequentes. Observamos ainda que os recifes se distanciam na porção Sul, onde os Rios Burdekin e Fitzroy desaguam, fato que torna os parâmetros da água menos adequados próximo a costa. Importante salientar que a formação e estruturação das paisagens são extremamente complexas não podendo reduzir suas características à apenas um fator.

2. Lendo o mapa “Temperaturas oceânicas acima da média (2016), como tais fatos interferem na vida dos corais? A interferência ocorreu de forma igual por toda a barreira de corais?

Eventos climáticos extremos como ondas de calor atingem a porção norte-nordeste do continente australiano fazendo com que várias áreas da grande barreira de corais tenham os parâmetros de água fora dos níveis suportados pelos corais. Os corais estressados perdem algas zooxantelas que são sua principal fonte de nutrição e ficam esbranquiçados. Por perder sua principal fonte de nutrição os corais ficam expostos à doenças e acabam morrendo.

3. Em Janeiro de 2019 o nordeste australiano sofreu com intensas ondas de calor e com índices pluviométricos muito acima da média que causaram grandes inundações. Os rios Burdekin e Fitzroy avançaram sobre suas margens e tomaram as planícies gerando grandes prejuízos na produção agropecuária (com a perda de colheitas, a morte de milhares de cabeças de gado, principalmente bovino) e nas zonas urbanas. As águas “lavaram” suas planícies aluviais carregando grande quantidade de sedimentos além de se tornarem contaminadas com defensivos agrícolas e adubos químicos. Todo esse material foi carregado para suas fozes e lançado no oceano.
Lendo o mapa “Sedimentos lançados devido inundações (2019), explique os efeitos que isso causará nos recifes de corais.

O mar de corais recebe quantidades anormais de sedimentos somados a químicos advindos das atividades agropecuárias como adubos químicos e defensivos agrícolas. Tudo isso é extremamente danoso aos corais. Dessa forma, é de se esperar que os animais fiquem estressados e sofram com o branqueamento. Outro problema é o desequilíbrio biológico pois o excesso de nutrientes na água pode beneficiar macroalgas se desenvolveriam sobre os corais, matando-os.

Lendo o mapa “Corais mortos (2016), o que é possível constatar sobre o grau de degradação da barreira de corais?

O mapa mostra que o branqueamento e, por consequência, a morte dos corais não é homogênea em toda a barreira de corais. Fica claro que as porções norte da barreira exibem níveis maiores de degradação do que as porções centrais e sul.

Quais efeitos os eventos mais recentes no nordeste australiano podem causar na barreira de corais? Como uma versão mais recente do mapa “Corais mortos (2016)” poderá ficar?

A degradação é um processo contínuo na grande barreira até o momento. Os eventos mais recentes como as grandes inundações de Janeiro de 2019 foram eventos consideráveis que aumentarão a pressão sobre as porções centrais e sul da barreira. Dessa forma, é de se esperar rápido declínio dos corais nessas partes. A porção norte, que já é mais degradada, deve mostrar níveis de mortalidade maiores, porém num ritmo menos acelerado que as porções sul.

4. No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, deixou 19 mortos e causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Minas Gerais. O evento ficou conhecido como a "tragédia de Mariana”. Os rejeitos seguiram pela drenagem natural do terreno e foram lançadas no rio Doce matando todos os peixes enquanto seguia esse trajeto natural até desaguar no oceano Atlântico.
A 250 Km da foz do rio Doce, o arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, foi afetado pelos rejeitos oriundos do rompimento dessa barragem. Com grande importância natural, a maior parte dos corais de Abrolhos é endêmica e com a pequena extensão dos recifes a chance de ocorrerem extinções de espécies é potencializada.

Faça uma comparação geral entre os eventos ocorridos na grande barreira de corais australiana e os ocorridos nos recifes de corais de Abrolhos. Quais as possíveis ações necessárias para proteger essas paisagens naturais?

As paisagens de recifes de corais são extremamente sensíveis e portanto mostram sinais de degradação devido à ações antrópicas, principalmente relacionadas aos extremos climáticos e poluição dos oceanos. É possível fazer paralelo nos processos de degradação das duas paisagens no que se refere ao lançamento de tóxicos nos rios que deságuam nos oceanos e contaminam essas áreas. Ações possíveis seriam as relacionadas à redução do lançamento de poluentes na atmosfera, reduzindo a interferência humana nos eventos climáticos, e a redução da poluição dos rios que acabam nos oceanos e causam estresse nesses sistemas naturais.

Direitos autorais da imagem: Sea elements - https://www.freepik.com/free-photos-vectors/sea - vetor criado por brgfx Freepik - Acesso em 17/Fev de 2019.

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Slide Plano Aula

Orientações: Feche a aula com a citação do naturalista Charles Darwin e faça a reflexão sobre como é preciso estudar e se aprofundar em conhecimentos teóricos para com isso ter uma visão mais precisa da realidade.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09GE18 de Geografia, que consta na BNCC - página 393. Esta habilidade relaciona as mudanças técnicas e científicas decorrentes do processo de industrialização e inovação e o uso de recursos naturais inclusive energéticos. Assim, o uso de materiais didáticos visuais como mapas, podem ser úteis para interpretações e comparações entre as localidades. Como esta habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Esta aula trabalha conceitos que se relacionam diretamente com outras habilidades da BNCC, são elas:

EF09GE04 - Relacionar diferenças de paisagens aos modos de viver de diferentes povos na Europa, Ásia e Oceania, valorizando identidades e interculturalidades regionais.

EF09GE07 - Analisar os componentes físico-naturais da Eurásia e os determinantes histórico-geográficos de sua divisão em Europa e Ásia.

EF09GE15 - Comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações populacionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com diferentes projeções cartográficas.

EF09GE16 - Identificar e comparar diferentes domínios morfoclimáticos da Europa, da Ásia e da Oceania.

Além disso esse plano aborda a unidade temática: Natureza, ambientes e qualidade de vida diversidade ambiental e as transformações nas paisagens na Europa, na Ásia e na Oceania (página 392 da BNCC).

Essa aula pode se beneficiar de um trabalho interdisciplinar com a disciplina de Biologia.

Materiais necessários:

Projetor multimídia e microcomputador para exibir as apresentações Google (pode ser substituído pelo uso do quadro).

Materiais complementares:

Para você saber mais:

“Fontes de Energia” Disponível em: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/fontes-energia-1.htm - Acesso em 16/Fev de 2018

“Estudo mostra que lama de barragem em MG danificou corais de Abrolhos (BA)” https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2019/02/20/estudo-mostra-que-lama-de-barragem-em-mg-danificou-corais-de-abrolhos-ba.html - Acesso em 16/Fev de 2019

“Campanhas de Conservação da Biodiversidade Marinha” Disponível em: http://www.mma.gov.br/biodiversidade/biodiversidade-aquatica/zona-costeira-e-marinha/campanhas-de-conservacao-da-biodiversidade-marinha.html - Acesso em 16/Fev de 2019

“Atlas dos recifes de coral nas unidades de conservação brasileiras Disponível” em http://www.terrabrasilis.org.br/ecotecadigital/images/abook/pdf/2016/agosto/Agos.16.27.pdf - Acesso em 16/Fev de 2019

Origem dos dados:

“Coral Bleaching During & Since the 2014-2017 Global Coral Bleaching Event Status and an Appeal for Observations” - https://coralreefwatch.noaa.gov/satellite/analyses_guidance/global_coral_bleaching_2014-17_status.php - Acesso em 16/Fev de 2019

“Extreme coral bleaching may be new normal by 2034” - https://www.climatescience.org.au/content/978-extreme-coral-bleaching-may-be-new-normal-2034 - Acesso em 16/Fev de 2019

“This summer’s sea temperatures were the hottest on record for Australia: here’s why” - http://theconversation.com/this-summers-sea-temperatures-were-the-hottest-on-record-for-australia-heres-why-56906 - Acesso em 16/Fev de 2019

“A Close-Up Look at the Catastrophic Bleaching of the Great Barrier Reef” - https://e360.yale.edu/features/inside-look-at-catastrophic-bleaching-of-the-great-barrier-reef-2017-hughes - Acesso em 16/Fev de 2019

“Great Barrier Reef bleaching would be almost impossible without climate change” - https://theconversation.com/great-barrier-reef-bleaching-would-be-almost-impossible-without-climate-change-58408 - Acesso em 16/Fev de 2019

“Four-Month Coral Bleaching Outlook” - https://coralreefwatch.noaa.gov/satellite/bleachingoutlook_cfs/outlook_cfs.php - Acesso em 16/Fev de 2019

“Plan to save Great Barrier Reef from encroaching farm pollution” - https://www.newscientist.com/article/2148247-plan-to-save-great-barrier-reef-from-encroaching-farm-pollution/ - Acesso em 16/Fev de 2019

“Zooxanthellae… What's That?” - https://oceanservice.noaa.gov/education/kits/corals/coral02_zooxanthellae.html - Acesso em 16/Fev de 2019

“What is coral bleaching?” - https://oceanservice.noaa.gov/facts/coral_bleach.html - Acesso em 16/Fev de 2019

Contextos prévios: A metodologia deste plano é de “resolução de problemas”. Não requer uma preparação anterior do estudante para participar da aula.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minuto

Orientações: Projete o slide, explicite o tema da aula (branqueamento de corais), explique que as paisagens de recifes de corais são encontradas em todos os continentes (exceto o continente antártico) e que concentram a maior biodiversidade dos oceanos pois mesmo que ocupem apenas 1% da área total de oceanos, aproximadamente metade de todas as espécies de peixes marinhos encontram-se nestas águas tropicais. São expressivos economicamente no sentido de suportarem a atividade de pesca e turismo devido suas belezas naturais. Explique que os estudantes devem se organizar em grupos de aproximadamente 4 indivíduos para fazerem a atividade proposta e que no fim da aula haverá um momento de correção e reflexão. Comente com os alunos sobre o aquecimento global, explique que os principais fatores associados ao branqueamento dos recifes de coral estão relacionados às emissões de dióxido de carbono causados pelas atividades humanas. A intensificação do efeito estufa é o principal fator responsável pela elevação da temperatura média dos oceanos, além disso, o aumento da acidez das águas superficiais, ocorre devido à maior concentração do ácido carbônico que é uma das maiores ameaças às estruturas de coral.

Direitos autorais da imagem: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/81/Hello_Nemo.jpg - Acesso em 18/Fev de 2019

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 6 minutos

Orientações: Projete o slide e explique que os corais são uns dos animais mais antigos da Terra, com os primeiros registros fósseis com datação de mais de 540 milhões de anos (Cambriano). Espécies capazes de criar recifes de corais como os atuais são um pouco mais recentes, com o registro fóssil mostrando uma idade de 240 milhões de anos.

Explique que esses animais vivem em simbiose com várias espécies de algas unicelulares que vivem dentro do animal, elas dão cor ao coral e são essenciais para a saúde desse tipo de organismo, essas algas são denominadas zooxantelas. Enfatize que são seres muito sensíveis às condições ambientais e que morrem facilmente quando expostos a variações temperatura da água e/ou quando expostos à poluição. Explique que devido essas características sensíveis à mudanças são indicadores de como as atividades humanas interferem nos espaços naturais. Por fim explique que os recifes de corais são estruturas de carbonato de cálcio (um mineral) formadas pelos restos de corais mortos acumulados por milhões de anos - "esqueletos" ou restos mortais de várias gerações de algas, corais e outros organismos.

Não é preciso explicar com detalhes assuntos relacionados às ciências biológicas pois o intuito é focar em como se formam as paisagens dos recifes de corais com ênfase geográfica. Porém é oportunidade para um trabalho interdisciplinar com a disciplina de Biologia.

Direitos autorais da imagem: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Elch_Korallen_(36530989352).jpg - Acesso em 18/Fev de 2019

Slide Plano Aula

Orientações: Projete o slide e explique que tendo em vista os vivem em simbiose com algumas espécies de zooxantelas, isso permite que eles vivam em águas muito pobres em nutrientes já que a principal fonte de alimento vem da fotossíntese feita pelas algas. Porém isso fez com que a maior parte das espécies de corais tenham evoluído de forma a necessitarem de águas extremamente limpas, livre de poluentes e partículas de sedimentos. Além disso a temperatura da água deve ser muito estável (cerca de 26° C) e a salinidade seja também muito estável, por isso as grandes estruturas de corais do mundo se localizam distantes das fozes de grandes rios como o Amazonas. Quando as condições não são ideias os corais ficam estressados e as algas zooxantelas deixam o tecido do coral. Dessa forma ele fica esbranquiçado e perde sua principal fonte de alimentos e geralmente morre algum tempo depois de doenças ou fome.

Direitos autorais da imagem: Sea elements - https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/mar - vetor criado por brgfx Freepik - Acesso em 17/Fev de 2019. Infográfico: Gabriel Apolinário Lopes.

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Tempo sugerido: 4 minutos

Orientações: Projete o slide e explique que as atividades humanas intervém intensamente nas paisagens naturais do planeta de forma negativa, ou seja, degradando os ambientes naturais. Cada paisagem natural do mundo é exposta às ações humanas de forma muito particular. Florestas são desmatadas para abrir espaço para atividades de agropecuária. Rios, lagos e mares são poluídos por esgoto residencial e industrial levando muitas vezes a espécies à extinção. As paisagens de recife de corais não são diferentes, elas são degradadas por ações antrópicas principalmente relacionadas às mudanças nos parâmetros da água oceânica devido à poluição e variações de temperatura.

O entendimento mais moderno sobre as questões relacionadas às mudanças climáticas é que as atividades humanas desde a revolução industrial lançam bilhões de toneladas de poluentes no ar todos os anos, o que interfere nas dinâmicas climáticas globais tornando mais comuns eventos de extremos climáticos como variações na distribuição e quantidade de chuvas (causando secas severas ou inundações), modificação das correntes atmosféricas e marítimas, ondas de calor ou frio extremos etc.

Evite descrever as mudanças climáticas como “aquecimento global” pois cada região do globo sofre mudanças de forma muito particular e nem sempre ela se dá por aquecimento atmosférico.

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Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações: Peça para que a turma se organize em grupos de aproximadamente 4 indivíduos e distribua os 4 mapas e a folha de atividades para cada grupo e peça que respondam as questões de forma coletiva. Explique que os últimos 10 minutos serão utilizados para a correção e sistematização da atividade.

Material complementar

Mapas da Ação Propositiva: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/33fV8SB7JByhSg6CdDCxbM7yDNyGc48K9nveAB2uJWZhdev6WDWBYa3PGxt7/geo9-18und03-acao-propositiva-mapas-branqueamento-de-corais.pdf

Atividade da Ação Propositiva: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/uTk9WYBDwCtvtAcddqshmmcfajDPSWkUQ8zBbVsYJanKmkzmcdEE3keaDFmn/geo9-18und03-acao-propositiva-atividades.pdf

Gabarito da atividade: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ecVsWbdptvuHtdnt26JEDbDbQBhsRygZh3SPzgQTHVr2x5k6gT3WhgWzq54E/geo9-18und03-acao-propositiva-gabarito-das-atividades.pdf

Direitos autorais da imagem: Sea elements - https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/mar - vetor criado por brgfx Freepik - Acesso em 17/Fev de 2019. Produção cartográfica: Gabriel Apolinário Lopes.

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Orientações: Peça para que a turma se organize em grupos de aproximadamente 4 indivíduos e distribua os 4 mapas e a folha de atividades para cada grupo e peça que respondam as questões de forma coletiva. Explique que os últimos 10 minutos serão utilizados para a correção e sistematização da atividade.

Slide Plano Aula

Orientações: Peça para que a turma se organize em grupos de aproximadamente 4 indivíduos e distribua os 4 mapas e a folha de atividades para cada grupo e peça que respondam as questões de forma coletiva. Explique que os últimos 10 minutos serão utilizados para a correção e sistematização da atividade.

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Orientações: Peça para que a turma se organize em grupos de aproximadamente 4 indivíduos e distribua os 4 mapas e a folha de atividades para cada grupo e peça que respondam as questões de forma coletiva. Explique que os últimos 10 minutos serão utilizados para a correção e sistematização da atividade.

Slide Plano Aula

Orientações: Peça para que a turma se organize em grupos de aproximadamente 4 indivíduos e distribua os 4 mapas e a folha de atividades para cada grupo e peça que respondam as questões de forma coletiva. Explique que os últimos 10 minutos serão utilizados para a correção e sistematização da atividade.

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Tempo sugerido: 9 minutos

Orientações: Cesse a atividade e faça a correção das atividades de forma coletiva e participativa. Incentive os estudantes a lerem suas respostas. As respostas disponibilizadas no gabarito são muito completas porém é de esperar uma produção mais simples por parte dos estudantes. O importante não é focar o fechamento e sistematização da aula apenas com a correção que os estudantes percebam as conclusões que chegaram por meio da análise cartográfica.

A correção deve focar na questão n°. 4 pois ela sistematiza as relações das ações antrópicas, principalmente relacionadas às problemáticas de mudanças climáticas e traça um entendimento geral da degradação dessas paisagens naturais.

Projete os mapas dos próximos slides ao fazer a correção coletiva da ação propositiva. Alterne os mapas para deixar claro a relação entre eles.

Possibilidades de respostas:

É interessante focar a aula em alguns aspectos geográficos:

Atividade industrial intensa lançam poluentes na atmosfera que interferem no clima gerando eventos climáticos extremos que matam corais;

Atividade industrial de mineração são danosas pois podem lançar muitos poluentes na água, matando os corais;

Atividade de produção agropecuária podem ser danosas no sentido de poluirem as águas oceânicas;

1. A grande barreira de corais australiana é uma imensa estrutura feita por corais com mais de 2000 Km de extensão e largura variando de 30 Km a 700 Km. É tombada como patrimônio da humanidade devido a sua grande beleza e importância biológica.

a) Fazendo a leitura do mapa “Grande barreira de corais australiana”, como podemos explicar que em alguns locais a barreira está localizada mais distante da costa australiana?

Os corais necessitam de condições muito específicas de água para se desenvolverem, como: águas com níveis baixos de nutrientes e sedimentos, temperatura estável de aproximadamente 26ºC e salinidade constante. A leitura do mapa permite observar que a barreira é muito próxima ao continente australiano no seu setor norte, onde os parâmetros ideais eram mais frequentes. Observamos ainda que os recifes se distanciam na porção Sul, onde os Rios Burdekin e Fitzroy desaguam, fato que torna os parâmetros da água menos adequados próximo a costa. Importante salientar que a formação e estruturação das paisagens são extremamente complexas não podendo reduzir suas características à apenas um fator.

2. Lendo o mapa “Temperaturas oceânicas acima da média (2016), como tais fatos interferem na vida dos corais? A interferência ocorreu de forma igual por toda a barreira de corais?

Eventos climáticos extremos como ondas de calor atingem a porção norte-nordeste do continente australiano fazendo com que várias áreas da grande barreira de corais tenham os parâmetros de água fora dos níveis suportados pelos corais. Os corais estressados perdem algas zooxantelas que são sua principal fonte de nutrição e ficam esbranquiçados. Por perder sua principal fonte de nutrição os corais ficam expostos à doenças e acabam morrendo.

3. Em Janeiro de 2019 o nordeste australiano sofreu com intensas ondas de calor e com índices pluviométricos muito acima da média que causaram grandes inundações. Os rios Burdekin e Fitzroy avançaram sobre suas margens e tomaram as planícies gerando grandes prejuízos na produção agropecuária (com a perda de colheitas, a morte de milhares de cabeças de gado, principalmente bovino) e nas zonas urbanas. As águas “lavaram” suas planícies aluviais carregando grande quantidade de sedimentos além de se tornarem contaminadas com defensivos agrícolas e adubos químicos. Todo esse material foi carregado para suas fozes e lançado no oceano.
Lendo o mapa “Sedimentos lançados devido inundações (2019), explique os efeitos que isso causará nos recifes de corais.

O mar de corais recebe quantidades anormais de sedimentos somados a químicos advindos das atividades agropecuárias como adubos químicos e defensivos agrícolas. Tudo isso é extremamente danoso aos corais. Dessa forma, é de se esperar que os animais fiquem estressados e sofram com o branqueamento. Outro problema é o desequilíbrio biológico pois o excesso de nutrientes na água pode beneficiar macroalgas se desenvolveriam sobre os corais, matando-os.

Lendo o mapa “Corais mortos (2016), o que é possível constatar sobre o grau de degradação da barreira de corais?

O mapa mostra que o branqueamento e, por consequência, a morte dos corais não é homogênea em toda a barreira de corais. Fica claro que as porções norte da barreira exibem níveis maiores de degradação do que as porções centrais e sul.

Quais efeitos os eventos mais recentes no nordeste australiano podem causar na barreira de corais? Como uma versão mais recente do mapa “Corais mortos (2016)” poderá ficar?

A degradação é um processo contínuo na grande barreira até o momento. Os eventos mais recentes como as grandes inundações de Janeiro de 2019 foram eventos consideráveis que aumentarão a pressão sobre as porções centrais e sul da barreira. Dessa forma, é de se esperar rápido declínio dos corais nessas partes. A porção norte, que já é mais degradada, deve mostrar níveis de mortalidade maiores, porém num ritmo menos acelerado que as porções sul.

4. No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, deixou 19 mortos e causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Minas Gerais. O evento ficou conhecido como a "tragédia de Mariana”. Os rejeitos seguiram pela drenagem natural do terreno e foram lançadas no rio Doce matando todos os peixes enquanto seguia esse trajeto natural até desaguar no oceano Atlântico.
A 250 Km da foz do rio Doce, o arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, foi afetado pelos rejeitos oriundos do rompimento dessa barragem. Com grande importância natural, a maior parte dos corais de Abrolhos é endêmica e com a pequena extensão dos recifes a chance de ocorrerem extinções de espécies é potencializada.

Faça uma comparação geral entre os eventos ocorridos na grande barreira de corais australiana e os ocorridos nos recifes de corais de Abrolhos. Quais as possíveis ações necessárias para proteger essas paisagens naturais?

As paisagens de recifes de corais são extremamente sensíveis e portanto mostram sinais de degradação devido à ações antrópicas, principalmente relacionadas aos extremos climáticos e poluição dos oceanos. É possível fazer paralelo nos processos de degradação das duas paisagens no que se refere ao lançamento de tóxicos nos rios que deságuam nos oceanos e contaminam essas áreas. Ações possíveis seriam as relacionadas à redução do lançamento de poluentes na atmosfera, reduzindo a interferência humana nos eventos climáticos, e a redução da poluição dos rios que acabam nos oceanos e causam estresse nesses sistemas naturais.

Direitos autorais da imagem: Sea elements - https://www.freepik.com/free-photos-vectors/sea - vetor criado por brgfx Freepik - Acesso em 17/Fev de 2019.

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Orientações: Cesse a atividade e faça a correção das atividades de forma coletiva e participativa. Incentive os estudantes a lerem suas respostas. As respostas disponibilizadas no gabarito são muito completas porém é de esperar uma produção mais simples por parte dos estudantes. O importante não é focar o fechamento e sistematização da aula apenas com a correção que os estudantes percebam as conclusões que chegaram por meio da análise cartográfica.

A correção deve focar na questão n°. 4 pois ela sistematiza as relações das ações antrópicas, principalmente relacionadas às problemáticas de mudanças climáticas e traça um entendimento geral da degradação dessas paisagens naturais.

Projete os mapas dos próximos slides ao fazer a correção coletiva da ação propositiva. Alterne os mapas para deixar claro a relação entre eles.

Possibilidades de respostas:

É interessante focar a aula em alguns aspectos geográficos:

Atividade industrial intensa lançam poluentes na atmosfera que interferem no clima gerando eventos climáticos extremos que matam corais;

Atividade industrial de mineração são danosas pois podem lançar muitos poluentes na água, matando os corais;

Atividade de produção agropecuária podem ser danosas no sentido de poluirem as águas oceânicas;

1. A grande barreira de corais australiana é uma imensa estrutura feita por corais com mais de 2000 Km de extensão e largura variando de 30 Km a 700 Km. É tombada como patrimônio da humanidade devido a sua grande beleza e importância biológica.

a) Fazendo a leitura do mapa “Grande barreira de corais australiana”, como podemos explicar que em alguns locais a barreira está localizada mais distante da costa australiana?

Os corais necessitam de condições muito específicas de água para se desenvolverem, como: águas com níveis baixos de nutrientes e sedimentos, temperatura estável de aproximadamente 26ºC e salinidade constante. A leitura do mapa permite observar que a barreira é muito próxima ao continente australiano no seu setor norte, onde os parâmetros ideais eram mais frequentes. Observamos ainda que os recifes se distanciam na porção Sul, onde os Rios Burdekin e Fitzroy desaguam, fato que torna os parâmetros da água menos adequados próximo a costa. Importante salientar que a formação e estruturação das paisagens são extremamente complexas não podendo reduzir suas características à apenas um fator.

2. Lendo o mapa “Temperaturas oceânicas acima da média (2016), como tais fatos interferem na vida dos corais? A interferência ocorreu de forma igual por toda a barreira de corais?

Eventos climáticos extremos como ondas de calor atingem a porção norte-nordeste do continente australiano fazendo com que várias áreas da grande barreira de corais tenham os parâmetros de água fora dos níveis suportados pelos corais. Os corais estressados perdem algas zooxantelas que são sua principal fonte de nutrição e ficam esbranquiçados. Por perder sua principal fonte de nutrição os corais ficam expostos à doenças e acabam morrendo.

3. Em Janeiro de 2019 o nordeste australiano sofreu com intensas ondas de calor e com índices pluviométricos muito acima da média que causaram grandes inundações. Os rios Burdekin e Fitzroy avançaram sobre suas margens e tomaram as planícies gerando grandes prejuízos na produção agropecuária (com a perda de colheitas, a morte de milhares de cabeças de gado, principalmente bovino) e nas zonas urbanas. As águas “lavaram” suas planícies aluviais carregando grande quantidade de sedimentos além de se tornarem contaminadas com defensivos agrícolas e adubos químicos. Todo esse material foi carregado para suas fozes e lançado no oceano.
Lendo o mapa “Sedimentos lançados devido inundações (2019), explique os efeitos que isso causará nos recifes de corais.

O mar de corais recebe quantidades anormais de sedimentos somados a químicos advindos das atividades agropecuárias como adubos químicos e defensivos agrícolas. Tudo isso é extremamente danoso aos corais. Dessa forma, é de se esperar que os animais fiquem estressados e sofram com o branqueamento. Outro problema é o desequilíbrio biológico pois o excesso de nutrientes na água pode beneficiar macroalgas se desenvolveriam sobre os corais, matando-os.

Lendo o mapa “Corais mortos (2016), o que é possível constatar sobre o grau de degradação da barreira de corais?

O mapa mostra que o branqueamento e, por consequência, a morte dos corais não é homogênea em toda a barreira de corais. Fica claro que as porções norte da barreira exibem níveis maiores de degradação do que as porções centrais e sul.

Quais efeitos os eventos mais recentes no nordeste australiano podem causar na barreira de corais? Como uma versão mais recente do mapa “Corais mortos (2016)” poderá ficar?

A degradação é um processo contínuo na grande barreira até o momento. Os eventos mais recentes como as grandes inundações de Janeiro de 2019 foram eventos consideráveis que aumentarão a pressão sobre as porções centrais e sul da barreira. Dessa forma, é de se esperar rápido declínio dos corais nessas partes. A porção norte, que já é mais degradada, deve mostrar níveis de mortalidade maiores, porém num ritmo menos acelerado que as porções sul.

4. No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, deixou 19 mortos e causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Minas Gerais. O evento ficou conhecido como a "tragédia de Mariana”. Os rejeitos seguiram pela drenagem natural do terreno e foram lançadas no rio Doce matando todos os peixes enquanto seguia esse trajeto natural até desaguar no oceano Atlântico.
A 250 Km da foz do rio Doce, o arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, foi afetado pelos rejeitos oriundos do rompimento dessa barragem. Com grande importância natural, a maior parte dos corais de Abrolhos é endêmica e com a pequena extensão dos recifes a chance de ocorrerem extinções de espécies é potencializada.

Faça uma comparação geral entre os eventos ocorridos na grande barreira de corais australiana e os ocorridos nos recifes de corais de Abrolhos. Quais as possíveis ações necessárias para proteger essas paisagens naturais?

As paisagens de recifes de corais são extremamente sensíveis e portanto mostram sinais de degradação devido à ações antrópicas, principalmente relacionadas aos extremos climáticos e poluição dos oceanos. É possível fazer paralelo nos processos de degradação das duas paisagens no que se refere ao lançamento de tóxicos nos rios que deságuam nos oceanos e contaminam essas áreas. Ações possíveis seriam as relacionadas à redução do lançamento de poluentes na atmosfera, reduzindo a interferência humana nos eventos climáticos, e a redução da poluição dos rios que acabam nos oceanos e causam estresse nesses sistemas naturais.

Direitos autorais da imagem: Sea elements - https://www.freepik.com/free-photos-vectors/sea - vetor criado por brgfx Freepik - Acesso em 17/Fev de 2019.

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Orientações: Cesse a atividade e faça a correção das atividades de forma coletiva e participativa. Incentive os estudantes a lerem suas respostas. As respostas disponibilizadas no gabarito são muito completas porém é de esperar uma produção mais simples por parte dos estudantes. O importante não é focar o fechamento e sistematização da aula apenas com a correção que os estudantes percebam as conclusões que chegaram por meio da análise cartográfica.

A correção deve focar na questão n°. 4 pois ela sistematiza as relações das ações antrópicas, principalmente relacionadas às problemáticas de mudanças climáticas e traça um entendimento geral da degradação dessas paisagens naturais.

Projete os mapas dos próximos slides ao fazer a correção coletiva da ação propositiva. Alterne os mapas para deixar claro a relação entre eles.

Possibilidades de respostas:

É interessante focar a aula em alguns aspectos geográficos:

Atividade industrial intensa lançam poluentes na atmosfera que interferem no clima gerando eventos climáticos extremos que matam corais;

Atividade industrial de mineração são danosas pois podem lançar muitos poluentes na água, matando os corais;

Atividade de produção agropecuária podem ser danosas no sentido de poluirem as águas oceânicas;

1. A grande barreira de corais australiana é uma imensa estrutura feita por corais com mais de 2000 Km de extensão e largura variando de 30 Km a 700 Km. É tombada como patrimônio da humanidade devido a sua grande beleza e importância biológica.

a) Fazendo a leitura do mapa “Grande barreira de corais australiana”, como podemos explicar que em alguns locais a barreira está localizada mais distante da costa australiana?

Os corais necessitam de condições muito específicas de água para se desenvolverem, como: águas com níveis baixos de nutrientes e sedimentos, temperatura estável de aproximadamente 26ºC e salinidade constante. A leitura do mapa permite observar que a barreira é muito próxima ao continente australiano no seu setor norte, onde os parâmetros ideais eram mais frequentes. Observamos ainda que os recifes se distanciam na porção Sul, onde os Rios Burdekin e Fitzroy desaguam, fato que torna os parâmetros da água menos adequados próximo a costa. Importante salientar que a formação e estruturação das paisagens são extremamente complexas não podendo reduzir suas características à apenas um fator.

2. Lendo o mapa “Temperaturas oceânicas acima da média (2016), como tais fatos interferem na vida dos corais? A interferência ocorreu de forma igual por toda a barreira de corais?

Eventos climáticos extremos como ondas de calor atingem a porção norte-nordeste do continente australiano fazendo com que várias áreas da grande barreira de corais tenham os parâmetros de água fora dos níveis suportados pelos corais. Os corais estressados perdem algas zooxantelas que são sua principal fonte de nutrição e ficam esbranquiçados. Por perder sua principal fonte de nutrição os corais ficam expostos à doenças e acabam morrendo.

3. Em Janeiro de 2019 o nordeste australiano sofreu com intensas ondas de calor e com índices pluviométricos muito acima da média que causaram grandes inundações. Os rios Burdekin e Fitzroy avançaram sobre suas margens e tomaram as planícies gerando grandes prejuízos na produção agropecuária (com a perda de colheitas, a morte de milhares de cabeças de gado, principalmente bovino) e nas zonas urbanas. As águas “lavaram” suas planícies aluviais carregando grande quantidade de sedimentos além de se tornarem contaminadas com defensivos agrícolas e adubos químicos. Todo esse material foi carregado para suas fozes e lançado no oceano.
Lendo o mapa “Sedimentos lançados devido inundações (2019), explique os efeitos que isso causará nos recifes de corais.

O mar de corais recebe quantidades anormais de sedimentos somados a químicos advindos das atividades agropecuárias como adubos químicos e defensivos agrícolas. Tudo isso é extremamente danoso aos corais. Dessa forma, é de se esperar que os animais fiquem estressados e sofram com o branqueamento. Outro problema é o desequilíbrio biológico pois o excesso de nutrientes na água pode beneficiar macroalgas se desenvolveriam sobre os corais, matando-os.

Lendo o mapa “Corais mortos (2016), o que é possível constatar sobre o grau de degradação da barreira de corais?

O mapa mostra que o branqueamento e, por consequência, a morte dos corais não é homogênea em toda a barreira de corais. Fica claro que as porções norte da barreira exibem níveis maiores de degradação do que as porções centrais e sul.

Quais efeitos os eventos mais recentes no nordeste australiano podem causar na barreira de corais? Como uma versão mais recente do mapa “Corais mortos (2016)” poderá ficar?

A degradação é um processo contínuo na grande barreira até o momento. Os eventos mais recentes como as grandes inundações de Janeiro de 2019 foram eventos consideráveis que aumentarão a pressão sobre as porções centrais e sul da barreira. Dessa forma, é de se esperar rápido declínio dos corais nessas partes. A porção norte, que já é mais degradada, deve mostrar níveis de mortalidade maiores, porém num ritmo menos acelerado que as porções sul.

4. No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, deixou 19 mortos e causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Minas Gerais. O evento ficou conhecido como a "tragédia de Mariana”. Os rejeitos seguiram pela drenagem natural do terreno e foram lançadas no rio Doce matando todos os peixes enquanto seguia esse trajeto natural até desaguar no oceano Atlântico.
A 250 Km da foz do rio Doce, o arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, foi afetado pelos rejeitos oriundos do rompimento dessa barragem. Com grande importância natural, a maior parte dos corais de Abrolhos é endêmica e com a pequena extensão dos recifes a chance de ocorrerem extinções de espécies é potencializada.

Faça uma comparação geral entre os eventos ocorridos na grande barreira de corais australiana e os ocorridos nos recifes de corais de Abrolhos. Quais as possíveis ações necessárias para proteger essas paisagens naturais?

As paisagens de recifes de corais são extremamente sensíveis e portanto mostram sinais de degradação devido à ações antrópicas, principalmente relacionadas aos extremos climáticos e poluição dos oceanos. É possível fazer paralelo nos processos de degradação das duas paisagens no que se refere ao lançamento de tóxicos nos rios que deságuam nos oceanos e contaminam essas áreas. Ações possíveis seriam as relacionadas à redução do lançamento de poluentes na atmosfera, reduzindo a interferência humana nos eventos climáticos, e a redução da poluição dos rios que acabam nos oceanos e causam estresse nesses sistemas naturais.

Direitos autorais da imagem: Sea elements - https://www.freepik.com/free-photos-vectors/sea - vetor criado por brgfx Freepik - Acesso em 17/Fev de 2019.

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Orientações: Cesse a atividade e faça a correção das atividades de forma coletiva e participativa. Incentive os estudantes a lerem suas respostas. As respostas disponibilizadas no gabarito são muito completas porém é de esperar uma produção mais simples por parte dos estudantes. O importante não é focar o fechamento e sistematização da aula apenas com a correção que os estudantes percebam as conclusões que chegaram por meio da análise cartográfica.

A correção deve focar na questão n°. 4 pois ela sistematiza as relações das ações antrópicas, principalmente relacionadas às problemáticas de mudanças climáticas e traça um entendimento geral da degradação dessas paisagens naturais.

Projete os mapas dos próximos slides ao fazer a correção coletiva da ação propositiva. Alterne os mapas para deixar claro a relação entre eles.

Possibilidades de respostas:

É interessante focar a aula em alguns aspectos geográficos:

Atividade industrial intensa lançam poluentes na atmosfera que interferem no clima gerando eventos climáticos extremos que matam corais;

Atividade industrial de mineração são danosas pois podem lançar muitos poluentes na água, matando os corais;

Atividade de produção agropecuária podem ser danosas no sentido de poluirem as águas oceânicas;

1. A grande barreira de corais australiana é uma imensa estrutura feita por corais com mais de 2000 Km de extensão e largura variando de 30 Km a 700 Km. É tombada como patrimônio da humanidade devido a sua grande beleza e importância biológica.

a) Fazendo a leitura do mapa “Grande barreira de corais australiana”, como podemos explicar que em alguns locais a barreira está localizada mais distante da costa australiana?

Os corais necessitam de condições muito específicas de água para se desenvolverem, como: águas com níveis baixos de nutrientes e sedimentos, temperatura estável de aproximadamente 26ºC e salinidade constante. A leitura do mapa permite observar que a barreira é muito próxima ao continente australiano no seu setor norte, onde os parâmetros ideais eram mais frequentes. Observamos ainda que os recifes se distanciam na porção Sul, onde os Rios Burdekin e Fitzroy desaguam, fato que torna os parâmetros da água menos adequados próximo a costa. Importante salientar que a formação e estruturação das paisagens são extremamente complexas não podendo reduzir suas características à apenas um fator.

2. Lendo o mapa “Temperaturas oceânicas acima da média (2016), como tais fatos interferem na vida dos corais? A interferência ocorreu de forma igual por toda a barreira de corais?

Eventos climáticos extremos como ondas de calor atingem a porção norte-nordeste do continente australiano fazendo com que várias áreas da grande barreira de corais tenham os parâmetros de água fora dos níveis suportados pelos corais. Os corais estressados perdem algas zooxantelas que são sua principal fonte de nutrição e ficam esbranquiçados. Por perder sua principal fonte de nutrição os corais ficam expostos à doenças e acabam morrendo.

3. Em Janeiro de 2019 o nordeste australiano sofreu com intensas ondas de calor e com índices pluviométricos muito acima da média que causaram grandes inundações. Os rios Burdekin e Fitzroy avançaram sobre suas margens e tomaram as planícies gerando grandes prejuízos na produção agropecuária (com a perda de colheitas, a morte de milhares de cabeças de gado, principalmente bovino) e nas zonas urbanas. As águas “lavaram” suas planícies aluviais carregando grande quantidade de sedimentos além de se tornarem contaminadas com defensivos agrícolas e adubos químicos. Todo esse material foi carregado para suas fozes e lançado no oceano.
Lendo o mapa “Sedimentos lançados devido inundações (2019), explique os efeitos que isso causará nos recifes de corais.

O mar de corais recebe quantidades anormais de sedimentos somados a químicos advindos das atividades agropecuárias como adubos químicos e defensivos agrícolas. Tudo isso é extremamente danoso aos corais. Dessa forma, é de se esperar que os animais fiquem estressados e sofram com o branqueamento. Outro problema é o desequilíbrio biológico pois o excesso de nutrientes na água pode beneficiar macroalgas se desenvolveriam sobre os corais, matando-os.

Lendo o mapa “Corais mortos (2016), o que é possível constatar sobre o grau de degradação da barreira de corais?

O mapa mostra que o branqueamento e, por consequência, a morte dos corais não é homogênea em toda a barreira de corais. Fica claro que as porções norte da barreira exibem níveis maiores de degradação do que as porções centrais e sul.

Quais efeitos os eventos mais recentes no nordeste australiano podem causar na barreira de corais? Como uma versão mais recente do mapa “Corais mortos (2016)” poderá ficar?

A degradação é um processo contínuo na grande barreira até o momento. Os eventos mais recentes como as grandes inundações de Janeiro de 2019 foram eventos consideráveis que aumentarão a pressão sobre as porções centrais e sul da barreira. Dessa forma, é de se esperar rápido declínio dos corais nessas partes. A porção norte, que já é mais degradada, deve mostrar níveis de mortalidade maiores, porém num ritmo menos acelerado que as porções sul.

4. No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, deixou 19 mortos e causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Minas Gerais. O evento ficou conhecido como a "tragédia de Mariana”. Os rejeitos seguiram pela drenagem natural do terreno e foram lançadas no rio Doce matando todos os peixes enquanto seguia esse trajeto natural até desaguar no oceano Atlântico.
A 250 Km da foz do rio Doce, o arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, foi afetado pelos rejeitos oriundos do rompimento dessa barragem. Com grande importância natural, a maior parte dos corais de Abrolhos é endêmica e com a pequena extensão dos recifes a chance de ocorrerem extinções de espécies é potencializada.

Faça uma comparação geral entre os eventos ocorridos na grande barreira de corais australiana e os ocorridos nos recifes de corais de Abrolhos. Quais as possíveis ações necessárias para proteger essas paisagens naturais?

As paisagens de recifes de corais são extremamente sensíveis e portanto mostram sinais de degradação devido à ações antrópicas, principalmente relacionadas aos extremos climáticos e poluição dos oceanos. É possível fazer paralelo nos processos de degradação das duas paisagens no que se refere ao lançamento de tóxicos nos rios que deságuam nos oceanos e contaminam essas áreas. Ações possíveis seriam as relacionadas à redução do lançamento de poluentes na atmosfera, reduzindo a interferência humana nos eventos climáticos, e a redução da poluição dos rios que acabam nos oceanos e causam estresse nesses sistemas naturais.

Direitos autorais da imagem: Sea elements - https://www.freepik.com/free-photos-vectors/sea - vetor criado por brgfx Freepik - Acesso em 17/Fev de 2019.

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Orientações: Cesse a atividade e faça a correção das atividades de forma coletiva e participativa. Incentive os estudantes a lerem suas respostas. As respostas disponibilizadas no gabarito são muito completas porém é de esperar uma produção mais simples por parte dos estudantes. O importante não é focar o fechamento e sistematização da aula apenas com a correção que os estudantes percebam as conclusões que chegaram por meio da análise cartográfica.

A correção deve focar na questão n°. 4 pois ela sistematiza as relações das ações antrópicas, principalmente relacionadas às problemáticas de mudanças climáticas e traça um entendimento geral da degradação dessas paisagens naturais.

Projete os mapas dos próximos slides ao fazer a correção coletiva da ação propositiva. Alterne os mapas para deixar claro a relação entre eles.

Possibilidades de respostas:

É interessante focar a aula em alguns aspectos geográficos:

Atividade industrial intensa lançam poluentes na atmosfera que interferem no clima gerando eventos climáticos extremos que matam corais;

Atividade industrial de mineração são danosas pois podem lançar muitos poluentes na água, matando os corais;

Atividade de produção agropecuária podem ser danosas no sentido de poluirem as águas oceânicas;

1. A grande barreira de corais australiana é uma imensa estrutura feita por corais com mais de 2000 Km de extensão e largura variando de 30 Km a 700 Km. É tombada como patrimônio da humanidade devido a sua grande beleza e importância biológica.

a) Fazendo a leitura do mapa “Grande barreira de corais australiana”, como podemos explicar que em alguns locais a barreira está localizada mais distante da costa australiana?

Os corais necessitam de condições muito específicas de água para se desenvolverem, como: águas com níveis baixos de nutrientes e sedimentos, temperatura estável de aproximadamente 26ºC e salinidade constante. A leitura do mapa permite observar que a barreira é muito próxima ao continente australiano no seu setor norte, onde os parâmetros ideais eram mais frequentes. Observamos ainda que os recifes se distanciam na porção Sul, onde os Rios Burdekin e Fitzroy desaguam, fato que torna os parâmetros da água menos adequados próximo a costa. Importante salientar que a formação e estruturação das paisagens são extremamente complexas não podendo reduzir suas características à apenas um fator.

2. Lendo o mapa “Temperaturas oceânicas acima da média (2016), como tais fatos interferem na vida dos corais? A interferência ocorreu de forma igual por toda a barreira de corais?

Eventos climáticos extremos como ondas de calor atingem a porção norte-nordeste do continente australiano fazendo com que várias áreas da grande barreira de corais tenham os parâmetros de água fora dos níveis suportados pelos corais. Os corais estressados perdem algas zooxantelas que são sua principal fonte de nutrição e ficam esbranquiçados. Por perder sua principal fonte de nutrição os corais ficam expostos à doenças e acabam morrendo.

3. Em Janeiro de 2019 o nordeste australiano sofreu com intensas ondas de calor e com índices pluviométricos muito acima da média que causaram grandes inundações. Os rios Burdekin e Fitzroy avançaram sobre suas margens e tomaram as planícies gerando grandes prejuízos na produção agropecuária (com a perda de colheitas, a morte de milhares de cabeças de gado, principalmente bovino) e nas zonas urbanas. As águas “lavaram” suas planícies aluviais carregando grande quantidade de sedimentos além de se tornarem contaminadas com defensivos agrícolas e adubos químicos. Todo esse material foi carregado para suas fozes e lançado no oceano.
Lendo o mapa “Sedimentos lançados devido inundações (2019), explique os efeitos que isso causará nos recifes de corais.

O mar de corais recebe quantidades anormais de sedimentos somados a químicos advindos das atividades agropecuárias como adubos químicos e defensivos agrícolas. Tudo isso é extremamente danoso aos corais. Dessa forma, é de se esperar que os animais fiquem estressados e sofram com o branqueamento. Outro problema é o desequilíbrio biológico pois o excesso de nutrientes na água pode beneficiar macroalgas se desenvolveriam sobre os corais, matando-os.

Lendo o mapa “Corais mortos (2016), o que é possível constatar sobre o grau de degradação da barreira de corais?

O mapa mostra que o branqueamento e, por consequência, a morte dos corais não é homogênea em toda a barreira de corais. Fica claro que as porções norte da barreira exibem níveis maiores de degradação do que as porções centrais e sul.

Quais efeitos os eventos mais recentes no nordeste australiano podem causar na barreira de corais? Como uma versão mais recente do mapa “Corais mortos (2016)” poderá ficar?

A degradação é um processo contínuo na grande barreira até o momento. Os eventos mais recentes como as grandes inundações de Janeiro de 2019 foram eventos consideráveis que aumentarão a pressão sobre as porções centrais e sul da barreira. Dessa forma, é de se esperar rápido declínio dos corais nessas partes. A porção norte, que já é mais degradada, deve mostrar níveis de mortalidade maiores, porém num ritmo menos acelerado que as porções sul.

4. No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, deixou 19 mortos e causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Minas Gerais. O evento ficou conhecido como a "tragédia de Mariana”. Os rejeitos seguiram pela drenagem natural do terreno e foram lançadas no rio Doce matando todos os peixes enquanto seguia esse trajeto natural até desaguar no oceano Atlântico.
A 250 Km da foz do rio Doce, o arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, foi afetado pelos rejeitos oriundos do rompimento dessa barragem. Com grande importância natural, a maior parte dos corais de Abrolhos é endêmica e com a pequena extensão dos recifes a chance de ocorrerem extinções de espécies é potencializada.

Faça uma comparação geral entre os eventos ocorridos na grande barreira de corais australiana e os ocorridos nos recifes de corais de Abrolhos. Quais as possíveis ações necessárias para proteger essas paisagens naturais?

As paisagens de recifes de corais são extremamente sensíveis e portanto mostram sinais de degradação devido à ações antrópicas, principalmente relacionadas aos extremos climáticos e poluição dos oceanos. É possível fazer paralelo nos processos de degradação das duas paisagens no que se refere ao lançamento de tóxicos nos rios que deságuam nos oceanos e contaminam essas áreas. Ações possíveis seriam as relacionadas à redução do lançamento de poluentes na atmosfera, reduzindo a interferência humana nos eventos climáticos, e a redução da poluição dos rios que acabam nos oceanos e causam estresse nesses sistemas naturais.

Direitos autorais da imagem: Sea elements - https://www.freepik.com/free-photos-vectors/sea - vetor criado por brgfx Freepik - Acesso em 17/Fev de 2019.

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Orientações: Feche a aula com a citação do naturalista Charles Darwin e faça a reflexão sobre como é preciso estudar e se aprofundar em conhecimentos teóricos para com isso ter uma visão mais precisa da realidade.

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