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Plano de aula > História > 7º ano > A organização do poder e as dinâmicas do mundo colonial americano

Plano de aula - O povos africanos na América portuguesa

Plano de aula de História com atividades para 7º ano do EF sobre O povos africanos na América portuguesa

Plano 01 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Paulo Henrique Silva Pacheco

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI12, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Música “Zumbi”, de Jorge Ben.

Mapa do continente africano.

Material complementar:

Textos

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/d5EsKgzTzjAhG2qpWEHA9rPneqJRUZSzPb4pkEb4927mRJtrmmqBaJxwvGyA/his7-12und01-textos.pdf

São dois trechos do capítulo “Presença negra: conflitos e encontros”, escrito por um dos maiores especialistas do tema escravidão africana no país,
João José Reis, publicado no livro Brasil: 500 anos de povoamento, onde o historiador trata da chegada ao Brasil das várias etnias dos povos africanos.

Mapa do continente africano

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/78T3DxS5URtzewN7ZkhH92kwM8xHHTUnhDbFZJU8QnKBHPgXKPDfDTpuMK99/his7-12und01-mapa-politico-do-continente-africano.pdf

Mapa que deverá ser exibido ou distribuído para os alunos, caso o professor não disponha de um mapa do referido continente na escola.

Mapa mudo

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/sC6MQNeRCQg7BkFJDkXvwvzNndXXzxFcGMXsEduspbzputUQDc5m2BU2xyEP/his7-12und01-mapa-mudo.pdf

Base cartográfica para registro de informações da atividade de Sistematização.

Para você saber mais:ATLAS Histórico do Brasil. In: FGV. CPDOC. Disponível em: https://atlas.fgv.br/marcos/trabalho-e-escravidao/mapas/trafico-negreiro-1502-1866.
Acesso em: 21 mar. 2019.

HARKOT-DE-LA-TAILLE, Elizabeth; SANTOS, Adriano Rodrigues dos. Dilemas e desafios na contemporaneidade sobre escravos e escravizados: percursos discursivos da conquista da liberdade. In: III Simpósio Nacional Discurso, Identidade e Sociedade (III SIDIS). Disponível em: https://www.iel.unicamp.br/sidis/anais/pdf/HARKOT_DE_LA_TAILLE_ELIZABETH.pdf. Acesso em: 26 mar. 2019.

REIS, João José. Presença Negra: conflitos e encontros. In: VAINFAS, Ronaldo (Org.). Brasil: 500 anos de povoamento. IBGE. 2000. pp. 79-100. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv6687.pdf. Acesso em: 26 mar. 2019.

SANTOS, Alexandre Reis. “Eu quero ver quando o Zumbi chegar”: negritude, política e relações raciais na obra de Jorge Ben (1963-1976). Niterói. UFF. Programa de Pós-Graduação em História (Dissertação). 2014. Disponível em: http://www.historia.uff.br/stricto/td/1800.pdf. Acesso em: 27 mar. 2019.

Rotas da escravidão. In: Só História. Virtuous Tecnologia da Informação. Disponível em: http://www.sohistoria.com.br/ef2/culturaafro/p5.php.
Acesso em: 29 mar. 2019.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações ao professor: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam aonde se quer chegar no fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: Organize a sala em grupos com no máximo quatro alunos. Informe para a turma que a divisão será mantida até o fim da aula. Como critério, considere as potencialidades dos alunos com a finalidade de auxílio mútuo para a realização da atividade.

Em seguida, projete, escreva no quadro ou leia a situação hipotética e faça a pergunta para os grupos. Peça para eles primeiro compartilharem as respostas entre si e depois com a turma. Espera-se que as respostas demonstrem desconforto, medo e receio da violência e do inesperado. Caso algum aluno apresente dificuldade em responder, pergunte se alguém da turma já viu algum filme, novela, ou mesmo se já leu algum livro sobre escravidão.
Se alguém disser que já assistiu, peça para contar como era e o que mais chamou a sua atenção.

Na possibilidade de não haver referências a respeito, conte a história de algum personagem que tenha sido protagonista no processo de diáspora da população africana. Uma sugestão é a série Meu nome é liberdade, cujo resumo pode ser acessado neste link: https://www.guiadasemana.com.br/tv-e-famosos/noticia/motivos-para-ver-a-serie-meu-nome-e-liberdade-que-estreia-na-rede-globo-dia-18-de-janeiro

Como adequar à sua realidade:

Caso ainda não tenha tido a oportunidade, aproveite esta aula para enfatizar a diferença entre os termos “escravos” e “escravizados”. Informe que não é apenas uma questão semântica, mas que o primeiro, como é frequentemente reproduzido em filmes, livros, séries e até mesmo na escola, trata o processo de obrigar pessoas a abandonar os seus territórios para realizar trabalhos forçados como natural, enquanto o segundo remete à violência que estes povos foram submetidos, ao seu caráter histórico e social. Para uma análise mais complexa dessa diferença, acesse o link: https://www.iel.unicamp.br/sidis/anais/pdf/HARKOT_DE_LA_TAILLE_ELIZABETH.pdf

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 21 minutos.

Orientações: Mantendo a organização da turma, apresente a música “Zumbi”, de Jorge Ben. Faça os alunos escutarem a música, caso não disponham do recurso, imprima a letra ou escreva no quadro e proponha uma leitura em conjunto.

A música pode ser encontrada em duas versões. Para acessar a versão original, gravada por Jorge Ben em 1974, acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=Db2_TWq7nfs. A versão mais recente, gravada no ano 2000 por Caetano Veloso, está disponível pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=FlFxynBODc4.

A letra da música está disponível pelo link: https://www.letras.mus.br/caetano-veloso/919300/.

Em seguida, distribua para cada grupo um texto. É importante informar para a turma que os textos são trechos do capítulo “Presença negra: conflitos e encontros”, escrito por um dos maiores especialistas do tema escravidão africana no país, João José Reis, publicado no livro Brasil: 500 anos de povoamento.

O arquivo para impressão dos textos está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/d5EsKgzTzjAhG2qpWEHA9rPneqJRUZSzPb4pkEb4927mRJtrmmqBaJxwvGyA/his7-12und01-textos.pdf

Projete, escreva no quadro ou leia a proposta da atividade. Sugira que a turma estabeleça uma relação entre a música e o trecho recebido com base nas semelhanças por palavras e ideias. Informe aos alunos que qualquer registro deve ser feito no caderno e ande pela sala e esclareça possíveis dúvidas que possam emergir nos grupos.

No fim dos primeiros 15 minutos, convide os grupos para apresentar a ideia principal do seu texto para depois apontar as semelhanças, pedindo para que primeiro se apresentem os grupos que ficaram com o Trecho 1 em diante. Enfatize não apenas o que for dito de semelhante, mas as diferentes visões sobre a relação das mesmas fontes.

Espera-se que no Trecho 1 os alunos identifiquem processo de tráfico de escravos, atentando para o modo como os africanos foram capturados e escravizados, além de apresentar as quatro rotas utilizadas pelo tráfico para desembarcar escravizados no Brasil: Guiné, Mina, Angola e Moçambique. Trecho 2, o grupo deve destacar os lugares de atuação dos escravizados, tanto no campo quanto na área urbana, e por esta razão vai de encontro à letra da música, quando diz que os escravizados exerciam trabalhos forçados nos canaviais, cafezais e na colheita de algodão. Já o Texto 3 trata dos diferentes povos africanos que foram trazidas para a América Portuguesa, relacionando diretamente com as etnias mencionadas na música.

Caso algum grupo apresente dificuldades, retome a letra da música e pergunte qual é o assunto de cada estrofe. A saber: no primeiro, o compositor expôs algumas etnias africanas que vieram forçadas para o Brasil e eram vendidas em leilões; na segunda estrofe, reforçando os nomes das etnias,
ele trata dos lugares em que essa mão de obra escravizada foi empregada, destacando canavial, cafezais e colheita de algodão; no terceiro e no quarto, atribuem à figura de Zumbi o ideal de força e resistência. Para uma análise mais detalhada da letra da música, acesse o link: https://miloitocentoserevolucoes.wordpress.com/2016/04/15/a-escravidao-no-brasil-retratada-atraves-da-musica-nacional/

À medida em que os alunos forem entendendo a letra da música, pergunte qual a semelhança dela com o trecho que eles receberam. Peça para que identifiquem as palavras similares e depois expliquem do que se trata.

Para você saber mais:

REIS, João José. Presença negra: conflitos e encontros. In: VAINFAS, Ronaldo (Org.). Brasil: 500 anos de povoamento. IBGE. 2000. pp. 79-100. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv6687.pdf. Acesso em: 26 mar. 2019.

SANTOS, Alexandre Reis. “Eu quero ver quando o Zumbi chegar”: negritude, política e relações raciais na obra de Jorge Ben (1963-1976). Niterói. UFF. Programa de Pós-Graduação em História (Dissertação). 2014. Disponível em: http://www.historia.uff.br/stricto/td/1800.pdf. Acesso em: 27 mar. 2019.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Mantendo os grupos, projete ou escreva no quadro a proposta de atividade. Imprima e distribua o Mapa Mudo e oriente a turma a retomar os trechos e, com base neles, produzir mapas que relacionem as regiões dos grupos de escravizados e os locais onde eles abortaram no Brasil. Para tal, apresente o mapa do continente africano e peça para que eles identifiquem as regiões mencionadas nas fontes.

O arquivo para impressão do Mapa Mudo está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/sC6MQNeRCQg7BkFJDkXvwvzNndXXzxFcGMXsEduspbzputUQDc5m2BU2xyEP/his7-12und01-mapa-mudo.pdf

Caso de não disponha do mapa do continente africano, projete ou imprima este arquivo: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/78T3DxS5URtzewN7ZkhH92kwM8xHHTUnhDbFZJU8QnKBHPgXKPDfDTpuMK99/his7-12und01-mapa-politico-do-continente-africano.pdf

Caso não disponha do recurso de impressão nem tenha o mapa, sugere-se pedir aos alunos que construam uma tabela que reúna os povos africanos escravizados a partir da região de desembarque no Brasil.

Espera-se que os alunos identifiquem no mapa do continente africano os atuais territórios de Angola (de onde partiram os povos da etnia de Benguela, cabinda e rebolo), República do Congo (habitado pelos congos e monjolos) e República de Gana (o povo mina, onde foi criada a cidade Mbanza kongo, um criadouro de escravizados que abastecia o mercado brasileiro). No Brasil, os traficantes desembarcaram estes povos principalmente em Salvador, Maranhão, Recife e Rio de Janeiro.

Caso os alunos demonstrem dificuldades releia o Trecho 1 e faça a relação com base nas rotas indicadas no texto. Oriente os alunos a encontrar os territórios mencionados no mapa da África e peça para que eles identifiquem as regiões no Mapa Mudo e liguem os pontos.

Como adequar à sua realidade:

Feita a atividade, você pode apresentar o mapa produzido pelo IBGE sobre “A distribuição da população por cor e raça” e peça para os alunos que relacionem as suas informações com os dados apurados com base no censo e expliquem a razão de em determinados estados estados a população
negra ser maior do que outras.

O acesso ao mapa do IBGE está disponível aqui: ftp://geoftp.ibge.gov.br/produtos_educacionais/atlas_educacionais/atlas_geografico_escolar/mapas_do_brasil/mapas_nacionais/sociedade_e_economia/brasil_populacao_cor_e_raca.pdf

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Para você saber mais:

Rotas da escravidão. In: Só História. Virtuous Tecnologia da Informação. Disponível em: http://www.sohistoria.com.br/ef2/culturaafro/p5.php.
Acesso em: 29 mar. 2019.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI12, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Música “Zumbi”, de Jorge Ben.

Mapa do continente africano.

Material complementar:

Textos

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/d5EsKgzTzjAhG2qpWEHA9rPneqJRUZSzPb4pkEb4927mRJtrmmqBaJxwvGyA/his7-12und01-textos.pdf

São dois trechos do capítulo “Presença negra: conflitos e encontros”, escrito por um dos maiores especialistas do tema escravidão africana no país,
João José Reis, publicado no livro Brasil: 500 anos de povoamento, onde o historiador trata da chegada ao Brasil das várias etnias dos povos africanos.

Mapa do continente africano

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/78T3DxS5URtzewN7ZkhH92kwM8xHHTUnhDbFZJU8QnKBHPgXKPDfDTpuMK99/his7-12und01-mapa-politico-do-continente-africano.pdf

Mapa que deverá ser exibido ou distribuído para os alunos, caso o professor não disponha de um mapa do referido continente na escola.

Mapa mudo

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/sC6MQNeRCQg7BkFJDkXvwvzNndXXzxFcGMXsEduspbzputUQDc5m2BU2xyEP/his7-12und01-mapa-mudo.pdf

Base cartográfica para registro de informações da atividade de Sistematização.

Para você saber mais:ATLAS Histórico do Brasil. In: FGV. CPDOC. Disponível em: https://atlas.fgv.br/marcos/trabalho-e-escravidao/mapas/trafico-negreiro-1502-1866.
Acesso em: 21 mar. 2019.

HARKOT-DE-LA-TAILLE, Elizabeth; SANTOS, Adriano Rodrigues dos. Dilemas e desafios na contemporaneidade sobre escravos e escravizados: percursos discursivos da conquista da liberdade. In: III Simpósio Nacional Discurso, Identidade e Sociedade (III SIDIS). Disponível em: https://www.iel.unicamp.br/sidis/anais/pdf/HARKOT_DE_LA_TAILLE_ELIZABETH.pdf. Acesso em: 26 mar. 2019.

REIS, João José. Presença Negra: conflitos e encontros. In: VAINFAS, Ronaldo (Org.). Brasil: 500 anos de povoamento. IBGE. 2000. pp. 79-100. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv6687.pdf. Acesso em: 26 mar. 2019.

SANTOS, Alexandre Reis. “Eu quero ver quando o Zumbi chegar”: negritude, política e relações raciais na obra de Jorge Ben (1963-1976). Niterói. UFF. Programa de Pós-Graduação em História (Dissertação). 2014. Disponível em: http://www.historia.uff.br/stricto/td/1800.pdf. Acesso em: 27 mar. 2019.

Rotas da escravidão. In: Só História. Virtuous Tecnologia da Informação. Disponível em: http://www.sohistoria.com.br/ef2/culturaafro/p5.php.
Acesso em: 29 mar. 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações ao professor: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam aonde se quer chegar no fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: Organize a sala em grupos com no máximo quatro alunos. Informe para a turma que a divisão será mantida até o fim da aula. Como critério, considere as potencialidades dos alunos com a finalidade de auxílio mútuo para a realização da atividade.

Em seguida, projete, escreva no quadro ou leia a situação hipotética e faça a pergunta para os grupos. Peça para eles primeiro compartilharem as respostas entre si e depois com a turma. Espera-se que as respostas demonstrem desconforto, medo e receio da violência e do inesperado. Caso algum aluno apresente dificuldade em responder, pergunte se alguém da turma já viu algum filme, novela, ou mesmo se já leu algum livro sobre escravidão.
Se alguém disser que já assistiu, peça para contar como era e o que mais chamou a sua atenção.

Na possibilidade de não haver referências a respeito, conte a história de algum personagem que tenha sido protagonista no processo de diáspora da população africana. Uma sugestão é a série Meu nome é liberdade, cujo resumo pode ser acessado neste link: https://www.guiadasemana.com.br/tv-e-famosos/noticia/motivos-para-ver-a-serie-meu-nome-e-liberdade-que-estreia-na-rede-globo-dia-18-de-janeiro

Como adequar à sua realidade:

Caso ainda não tenha tido a oportunidade, aproveite esta aula para enfatizar a diferença entre os termos “escravos” e “escravizados”. Informe que não é apenas uma questão semântica, mas que o primeiro, como é frequentemente reproduzido em filmes, livros, séries e até mesmo na escola, trata o processo de obrigar pessoas a abandonar os seus territórios para realizar trabalhos forçados como natural, enquanto o segundo remete à violência que estes povos foram submetidos, ao seu caráter histórico e social. Para uma análise mais complexa dessa diferença, acesse o link: https://www.iel.unicamp.br/sidis/anais/pdf/HARKOT_DE_LA_TAILLE_ELIZABETH.pdf

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 21 minutos.

Orientações: Mantendo a organização da turma, apresente a música “Zumbi”, de Jorge Ben. Faça os alunos escutarem a música, caso não disponham do recurso, imprima a letra ou escreva no quadro e proponha uma leitura em conjunto.

A música pode ser encontrada em duas versões. Para acessar a versão original, gravada por Jorge Ben em 1974, acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=Db2_TWq7nfs. A versão mais recente, gravada no ano 2000 por Caetano Veloso, está disponível pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=FlFxynBODc4.

A letra da música está disponível pelo link: https://www.letras.mus.br/caetano-veloso/919300/.

Em seguida, distribua para cada grupo um texto. É importante informar para a turma que os textos são trechos do capítulo “Presença negra: conflitos e encontros”, escrito por um dos maiores especialistas do tema escravidão africana no país, João José Reis, publicado no livro Brasil: 500 anos de povoamento.

O arquivo para impressão dos textos está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/d5EsKgzTzjAhG2qpWEHA9rPneqJRUZSzPb4pkEb4927mRJtrmmqBaJxwvGyA/his7-12und01-textos.pdf

Projete, escreva no quadro ou leia a proposta da atividade. Sugira que a turma estabeleça uma relação entre a música e o trecho recebido com base nas semelhanças por palavras e ideias. Informe aos alunos que qualquer registro deve ser feito no caderno e ande pela sala e esclareça possíveis dúvidas que possam emergir nos grupos.

No fim dos primeiros 15 minutos, convide os grupos para apresentar a ideia principal do seu texto para depois apontar as semelhanças, pedindo para que primeiro se apresentem os grupos que ficaram com o Trecho 1 em diante. Enfatize não apenas o que for dito de semelhante, mas as diferentes visões sobre a relação das mesmas fontes.

Espera-se que no Trecho 1 os alunos identifiquem processo de tráfico de escravos, atentando para o modo como os africanos foram capturados e escravizados, além de apresentar as quatro rotas utilizadas pelo tráfico para desembarcar escravizados no Brasil: Guiné, Mina, Angola e Moçambique. Trecho 2, o grupo deve destacar os lugares de atuação dos escravizados, tanto no campo quanto na área urbana, e por esta razão vai de encontro à letra da música, quando diz que os escravizados exerciam trabalhos forçados nos canaviais, cafezais e na colheita de algodão. Já o Texto 3 trata dos diferentes povos africanos que foram trazidas para a América Portuguesa, relacionando diretamente com as etnias mencionadas na música.

Caso algum grupo apresente dificuldades, retome a letra da música e pergunte qual é o assunto de cada estrofe. A saber: no primeiro, o compositor expôs algumas etnias africanas que vieram forçadas para o Brasil e eram vendidas em leilões; na segunda estrofe, reforçando os nomes das etnias,
ele trata dos lugares em que essa mão de obra escravizada foi empregada, destacando canavial, cafezais e colheita de algodão; no terceiro e no quarto, atribuem à figura de Zumbi o ideal de força e resistência. Para uma análise mais detalhada da letra da música, acesse o link: https://miloitocentoserevolucoes.wordpress.com/2016/04/15/a-escravidao-no-brasil-retratada-atraves-da-musica-nacional/

À medida em que os alunos forem entendendo a letra da música, pergunte qual a semelhança dela com o trecho que eles receberam. Peça para que identifiquem as palavras similares e depois expliquem do que se trata.

Para você saber mais:

REIS, João José. Presença negra: conflitos e encontros. In: VAINFAS, Ronaldo (Org.). Brasil: 500 anos de povoamento. IBGE. 2000. pp. 79-100. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv6687.pdf. Acesso em: 26 mar. 2019.

SANTOS, Alexandre Reis. “Eu quero ver quando o Zumbi chegar”: negritude, política e relações raciais na obra de Jorge Ben (1963-1976). Niterói. UFF. Programa de Pós-Graduação em História (Dissertação). 2014. Disponível em: http://www.historia.uff.br/stricto/td/1800.pdf. Acesso em: 27 mar. 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Mantendo os grupos, projete ou escreva no quadro a proposta de atividade. Imprima e distribua o Mapa Mudo e oriente a turma a retomar os trechos e, com base neles, produzir mapas que relacionem as regiões dos grupos de escravizados e os locais onde eles abortaram no Brasil. Para tal, apresente o mapa do continente africano e peça para que eles identifiquem as regiões mencionadas nas fontes.

O arquivo para impressão do Mapa Mudo está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/sC6MQNeRCQg7BkFJDkXvwvzNndXXzxFcGMXsEduspbzputUQDc5m2BU2xyEP/his7-12und01-mapa-mudo.pdf

Caso de não disponha do mapa do continente africano, projete ou imprima este arquivo: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/78T3DxS5URtzewN7ZkhH92kwM8xHHTUnhDbFZJU8QnKBHPgXKPDfDTpuMK99/his7-12und01-mapa-politico-do-continente-africano.pdf

Caso não disponha do recurso de impressão nem tenha o mapa, sugere-se pedir aos alunos que construam uma tabela que reúna os povos africanos escravizados a partir da região de desembarque no Brasil.

Espera-se que os alunos identifiquem no mapa do continente africano os atuais territórios de Angola (de onde partiram os povos da etnia de Benguela, cabinda e rebolo), República do Congo (habitado pelos congos e monjolos) e República de Gana (o povo mina, onde foi criada a cidade Mbanza kongo, um criadouro de escravizados que abastecia o mercado brasileiro). No Brasil, os traficantes desembarcaram estes povos principalmente em Salvador, Maranhão, Recife e Rio de Janeiro.

Caso os alunos demonstrem dificuldades releia o Trecho 1 e faça a relação com base nas rotas indicadas no texto. Oriente os alunos a encontrar os territórios mencionados no mapa da África e peça para que eles identifiquem as regiões no Mapa Mudo e liguem os pontos.

Como adequar à sua realidade:

Feita a atividade, você pode apresentar o mapa produzido pelo IBGE sobre “A distribuição da população por cor e raça” e peça para os alunos que relacionem as suas informações com os dados apurados com base no censo e expliquem a razão de em determinados estados estados a população
negra ser maior do que outras.

O acesso ao mapa do IBGE está disponível aqui: ftp://geoftp.ibge.gov.br/produtos_educacionais/atlas_educacionais/atlas_geografico_escolar/mapas_do_brasil/mapas_nacionais/sociedade_e_economia/brasil_populacao_cor_e_raca.pdf

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Para você saber mais:

Rotas da escravidão. In: Só História. Virtuous Tecnologia da Informação. Disponível em: http://www.sohistoria.com.br/ef2/culturaafro/p5.php.
Acesso em: 29 mar. 2019.

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