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Plano de aula - Lógicas e práticas econômicas e comerciais no mundo Atlântico entre os períodos feudal e mercantil

Plano de aula de História com atividades para 7º ano do EF sobre Lógicas e práticas econômicas e comerciais no mundo Atlântico entre os períodos feudal e mercantil

Plano 01 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Ruhama Ariella Sabião Batista

 

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Slide Plano Aula Sobre este plano

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI13 de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

  • Moedas antigas ou atuais
  • Papel sulfite
  • Canetas hidrográficas (Canetinhas coloridas)

Os materiais são opcionais. Se não houver a possibilidade, o plano pode ser realizado sem a utilização destes elementos.

Para você saber mais:

Feudalismo

O Feudalismo é um conceito complexo, visto que aconteceu de formas diversas em diferentes territórios. A concepção que é consenso entre historiadores é a do sistema feudal europeu, em que existiram diferentes formas de relações sociais, de trabalho, e econômicas, todas voltadas para a terra. É importante sempre ter em mente que mesmo sendo parecidos, os sistemas se diversificaram. Na península Ibérica, por exemplo, havia certa mobilidade social, ou seja, o sujeito poderia mudar de estamento, deixando de ser servo e passando a ser um fidalgo. Esse último exemplo influenciou diretamente na sociedade colonial da América espanhola, anos mais tarde.

Mercantilismo

Assim como o Feudalismo, o conceito de Mercantilismo aqui apresentado é o mais aceito, não necessariamente comum a todos teóricos. Esse termo compreende um conjunto de ideias e práticas econômicas dos Estados da Europa Ocidental entre os séculos XV e XVIII, voltadas para o comércio e tendo como fator predominante o controle da economia pelo Estado. Dessa forma, é o conjunto de diferentes práticas e teorias econômicas do período do Absolutismo europeu.

SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2009. Disponível em: <http://politicaedireito.org/br/wp-content/uploads/2017/02/Dicionario-de-Conceitos-Histori-Kalina-Vanderlei-Silva-1.pdf>. Acesso em: 19 nov. 18.

FALCON, Francisco. Mercantilismo e transição. Editora Brasiliense: São Paulo, 1996. Disponível em: <https://historiaeconomicageral.files.wordpress.com/2015/12/falcon-francisco-mercantilismo-e-transic3a7c3a3o-11.pdf>. Acesso em: 19 nov. 18.

DEYON, Pierre. O Mercantilismo. 4 ed., Perspectiva: São Paulo, 2001. Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/14149761/Pie-rre-Deyon-O-Mercantilismo>. Acesso em: 11 nov. 18.

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Slide Plano Aula Objetivo

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações: Uma das maiores dificuldades no aprendizado histórico dos estudantes é compreender a transição de um sistema para o outro, principalmente se essas mudanças aparecem de forma abrupta no conteúdo abordado. Por isso, a principal problemática de uma aula sobre a transição do sistema feudal para o sistema mercantil é perceber as transformações econômicas e comerciais que possibilitaram as trocas com o mundo Atlântico nesse período. Isso também introduz os conteúdos que serão abordados nas habilidades subsequentes.

Antes de iniciar a aula, posicione três carteiras na frente da sala e os alunos sentados em círculo. Ou então posicione os alunos em grupos de até 5 pessoas e coloque uma mesa no centro do grupo. Fica a critério do docente a melhor forma de organização, de acordo com o tamanho da sala e o número de alunos.

Para isso, é necessário situar o aluno temporalmente nos momentos abordados, lembrando que nenhum processo tem datas estabelecidas, mas sim alguns marcos temporais que auxiliam a identificar o impacto dessas mudanças.

Para você saber mais:

FALCON, Francisco. Mercantilismo e Transição. 15 ed. Brasiliense: São Paulo, 1996. Disponível em: <https://pt.scribd.com/doc/97079762/FALCON-Francisco-Mercantilismo-e-transicao>. Acesso em: 11 nov. 18.

DEYON, Pierre. O Mercantilismo. 4 ed. Perspectiva: São Paulo, 2001. Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/14149761/Pie-rre-Deyon-O-Mercantilismo>. Acesso em: 11 nov. 18.

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Slide Plano Aula Contexto

Tempo sugerido: 7 minutos

O tempo sugerido refere-se a este slide e ao subsequente.

Orientações: Inicie o contexto perguntando aos estudantes se eles têm uma moeda, seja atual ou antiga. Se eles não possuírem no momento, pergunte se eles têm em casa ou se já fizeram compras com moedas. Para ajudar, pergunte aos estudantes se eles têm algum cofre para guardar suas moedas, como eles as ganham, e o que mais gostam de comprar com elas.

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Slide Plano Aula Contexto

Orientações: Ao fazer esse questionamento, espera-se que os alunos conheçam outras moedas, do tempo dos pais, avós ou, em alguns casos, de outros países. Caso não conheçam - ou mesmo se conhecerem - é interessante dizer que existem outros valores colocados sobre as moedas, como, por exemplo:

  • Peso (Argentina, Colômbia, Chile)
  • Rand (África do Sul)
  • Cruzeiro (moeda no Brasil de 1942 a 1967, de 1970 a 1986 e de 1990 a 1993)
  • Mil-réis (oficializado no Brasil em 1833)
  • Dólar (utilizado em países como Porto Rico, Equador e Estados Unidos)
  • Rúpia Indiana (Índia)
  • Euro (utilizado em dezenove países da União Europeia, como Estônia, Bélgica, Itália, Alemanha)
  • Iene (Japão)

Para você saber mais:

Sobre moedas no Brasil:

MOEDAS DO BRASIL. Reformas monetárias. Disponível em: <http://www.moedasdobrasil.com.br/moedas/reformas.asp>. Acesso em: 19 nov. 18.

Sobre moedas no mundo:

VARIEVO. Moedas pelo mundo. Disponível em: <http://varievo.com/curiosidades/moedas-pelo-mundo>. Acesso em: 19 nov. 18.

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Slide Plano Aula Problematização

Tempo sugerido: 20 minutos

O tempo sugerido refere-se a este slide e aos quatro subsequentes.

Orientações: Mostre as imagens aos alunos sem intervenção, para que eles observem e teçam comentários. As perguntas serão realizadas posteriormente à observação (Slide 8), e então só então o docente voltará às fontes para que os alunos possam rever, direcionando o olhar para responder às questões.

Descrição da Fonte 1:

Os 960 réis são divididos em três períodos de cunhagem: os 960 réis coloniais; os 960 réis do reino unido; e os 960 réis do Brasil Independente. A fonte acima apresentada compreende o 1º período, e foi fabricada na Casa da Moeda da Bahia. Ao redor da coroa, que está ao centro da moeda, e que já indica o pertencimento à Coroa Portuguesa, a legenda: JOANNES. D. G. PORT. P. REGENS. ET. BRAS. D, é a abreviação para “João, pela Graça de Deus, Príncipe Regente de Portugal e defensor do Brasil”. A legenda SUBQ / SIGN / NATA / STAB, é traduzida literalmente como “Nascido sob este símbolo e permanecerá nele”. Essa é a interpretação mais aceita, entretanto, as discussões entre os estudiosos das moedas (numismatas) não se findam, podendo sempre surgir outras interpretações. Na frente, está cunhada uma esfera armilar, instrumento de astronomia, que era aplicado à navegação; tal fato pode ser explicado pela primazia de Portugal frente aos outros países da Europa em relação às navegações, o que ficou como sua marca no comércio.

“A fascinação pelos 960 réis – e a dificuldade em identificá-los corretamente – vem da forma como essas moedas surgiram. Quando a família real portuguesa mudou-se para o Brasil, em 1808, fugindo das invasões francesas comandadas por Napoleão Bonaparte, a Coroa ordenou a fabricação de dinheiro para que o estilo de vida real da família de Dom João pudesse ser mantido. A solução mais rápida foi o aproveitamento da prata das moedas de 8 reales espanholas, cunhadas nas colônias da Espanha e que circulavam livremente por diversos países do mundo, incluindo o Brasil. O príncipe regente, Dom João, publicou alvará que autorizava a contramarca (uma espécie de carimbo) sobre essas moedas, transformando-as em réis e, assim, oficializando a utilização do dinheiro no território brasileiro. A contramarca, contudo, era menor que o diâmetro da moeda de 8 reales, deixando a adaptação evidente. As moedas de 8 reales, que originalmente tinham valor de câmbio entre 750 e 800 réis, passaram a circular com um carimbo de 960 réis. Após um ano, em 1809, entretanto, D. João autorizou o recunho total das peças, com a carimbagem passando a ocupar totalmente o disco da moeda-base. Elas foram chamadas de “patacões” (veja imagem ao lado) e passaram a circular simultaneamente com as moedas de 960 réis carimbadas ou contramarcadas, válidas antes da determinação de recunho total” (BANCO CENTRAL DO BRASIL, 2017)

Fonte da imagem e da descrição:

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Museu de Valores do BC faz busca em seu acervo por exemplares raros das moedas de 960 réis. Banco Central do Brasil, 26 jul. 2017. Disponível em: <https://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/c/noticias/139>. Acesso em: 19 nov. 18.

Adaptando ao contexto: Se as fontes não puderem ser projetadas, leve moedas, ou oriente os estudantes a levar. Se ainda assim, os estudantes não tiverem moedas, ou não tiverem sido instruídos a levar em aulas anteriores, produza algumas moedas em papel sulfite ou do próprio caderno, fazendo alusão ao material proposto. É interessante que cada aluno tenha esse material para observarem e poderem responder às questões.

Para você saber mais:

COLLECTGRAM. 960 réis: a história dos patacões brasileiros, 28 de janeiro de 2018. Disponível em: <https://collectgram.com/blog/960-reis-historia-dos-recunhos/>. Acesso em: 23 nov. 18.

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Slide Plano Aula Problematização

Orientações:

Descrição da Fonte 2:

Da mesma forma que a moeda anterior, a descrição “HISPANIARUM REX” é referente ao modelo da moeda, de origem hispânica, ou seja, pertencente à Coroa Espanhola. A descrição “VII.DEI.G. 1808. FERDINANDUS. 8” refere-se ao D. Fernando VII, rei da Espanha, em 1808, a quem também pertence o rosto cunhado na moeda.

“Apesar do declínio da dominação hispânica no início do século XIX, os 8 reales ainda eram a moeda universal da época, sendo aceita em praticamente todos os países, inclusive no Brasil. Eram emitidos em diversas Casas da Moeda, tanto na América – no México, em Potosí (Bolívia) e Lima (Peru), principalmente, além de outras cidades menores, como Santiago (Chile), Popayán (Colômbia) e na Guatemala – quanto na Espanha (Madrid e Sevilha). “Era uma moeda padrão porque os espanhóis conseguiram implementar vários elementos de segurança, como a borda serrilhada que evitava a raspagem da moeda”, explica Jorge Sasaki, coordenador no Depef. “Esses elementos eram aceitos no mundo todo, continham tecnologia anti lapidação, de cerceio (ato de aparar as extremidades de uma moeda para aproveitar as aparas, o que provocava a diminuição do valor intrínseco da moeda). Ela era usada como o dólar é usado hoje”. Além disso, a composição da prata dessa moeda era melhor do que a usada hoje, com alto teor de pureza. Então, após receber o recunho, era como receber um certificado de autenticidade.”

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Museu de Valores do BC faz busca em seu acervo por exemplares raros das moedas de 960 réis. Banco Central do Brasil, 26 jul. 2017. Disponível em: <https://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/c/noticias/139>. Acesso em: 19 nov. 18.

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Slide Plano Aula Problematização

Orientações:

Descrição da Fonte 3:

As moedas “macuquinas” foram as primeiras moedas de prata cunhadas em Potosí, fabricadas entre 1575 e 1773 de forma contínua. A principal característica dessas moedas é o trabalho manual, a golpes de martelo e cortadas irregularmente. O nome deriva da palavra “mackaykuna”, em quéchua (idioma antigo falado pelos povos “Incas”).

Fonte:

NachoNumis. Moedas macuquinas de prata. Wikicommons, 08 de novembro de 2007 (postagem). Disponível em: < https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Macuq-extrajeras3.jpg>. Acesso em: 19 nov. 18.

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Orientações: É necessário ter em mente dois conceitos-chaves para essa aula: Feudalismo e Mercantilismo (as definições básicas estão abaixo no item “Para você saber mais”). A aula não pode caminhar no sentido de que a moeda seja a única expressão do mercantilismo, mas sim como uma das características - ressaltando o metalismo, principalmente na Espanha - possíveis de serem analisadas nesse contexto.

Atribuir às colônias um papel decisivo na efetivação dos interesses das metrópoles é essencial, sempre ressaltando que a mão-de-obra indígena - no caso das colônias espanholas - foi a que mais possibilitou esse acúmulo de metais preciosos, bem como posteriormente, no Brasil, a mão-de-obra africana. É importante ressaltar a questão da materialidade das moedas, e como o material utilizado na sua alcunha influenciava no seu valor, bem como o significado das insígnias das moedas, simbolizando poder de quem as possuía, diferentemente das moedas que eles têm em mãos, ou utilizam em suas compras.

O mercantilismo é marcado principalmente pelas relações comerciais, não somente como um conjunto de teorias econômicas. Por isso, é importante que os alunos entendam como o comércio teve relação intrínseca a esse período, e possibilitou posteriormente a ascensão do capitalismo como modo de produção. O metalismo/bulionismo foi uma dessas práticas, atribuídas principalmente à Espanha e Portugal, tal qual o mercantilismo industrial/colbertismo na França, e o mercantilismo comercial na Inglaterra. É importante lembrar que essas práticas não eram exclusivas de determinados países, e que Portugal, por exemplo, mantinha um mercantilismo mais flexível, realizando posteriormente o mercantilismo comercial também.

Para você saber mais:

Feudalismo

O Feudalismo como um todo é um conceito complexo, visto que aconteceu de formas diversas em diferentes territórios. A concepção que é consenso entre historiadores, é a do sistema feudal europeu, em que existiram diferentes formas de relações sociais, de trabalho, e econômicas, porém, todas voltadas para a terra. É importante sempre ter em mente que mesmo sendo parecidos, os sistemas se diversificaram, por exemplo, na Península Ibérica, havia certa mobilidade social, ou seja, o sujeito poderia mudar de estamento, deixando de ser servo e passando a ser um fidalgo. Esse último exemplo influenciou diretamente na sociedade colonial da América Espanhola, anos mais tarde.

Mercantilismo

Assim como o Feudalismo, o conceito de Mercantilismo que temos é o mais aceito, não necessariamente comum a todos os teóricos. Esse termo, então, compreende um conjunto de ideias e práticas econômicas dos Estados da Europa Ocidental entre os séculos XV e XVIII, voltadas para o comércio e, como fator predominante, o controle da economia pelo Estado. Dessa forma, é o conjunto de diferentes práticas e teorias econômicas do período do Absolutismo europeu.

Para encontrar definições mais específicas dos conceitos:

SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. 2 ed.– São Paulo: Contexto, 2009. Disponível em: <http://politicaedireito.org/br/wp-content/uploads/2017/02/Dicionario-de-Conceitos-Histori-Kalina-Vanderlei-Silva-1.pdf>. Acesso em: 19 nov. 18.

Glossário

Insígnia - 1 Sinal demonstrativo de posto oficial e militar de poder e comando ou de grupo ou organização a qual uma pessoa pertence; divisa, emblema, símbolo. [...] 3 Designação própria ou alusão simbólica feita por empresa comercial ou industrial que a diferencia das demais.

Fonte:

MICHAELIS ON-LINE. Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2018. Disponível em: <https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/ins%C3%ADgnia/>. Acesso em: 19/11/2018.

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Slide Plano Aula Problematização

Orientações:

Neste momento, é interessante ressaltar o papel das colônias na produção dessas moedas, mas também lembrar aos alunos que havia outros objetos de troca, que não necessariamente as moedas. Todo objeto ao qual era atribuído valor servia para troca.

Descrição da Fonte 4:

Pergunte aos alunos quais objetos eles trocariam com os amigos se eles tivessem que compartilhar algo de valor. A partir das respostas dos alunos, o docente segue explicando porque essas trocas eram realizadas, quem se beneficiava com isso, e como as práticas mercantilistas de acumulação de riquezas possibilitaram, posteriormente, o capitalismo como modo de produção, já que não se considera o mercantilismo como um dos modos.

Realiza algumas perguntas como:

  • Você sabe o que é uma Casa da Moeda?
  • Por que era necessário ter letras nas moedas?

Para isso, cabe ressaltar como as moedas eram identificadas, para que posteriormente os alunos possam fazer a sistematização desses conteúdos. Como no trecho “As moedas dessa época eram identificadas porque tinham no anverso a inicial da Ceca [Casa de moneda]. Assim, por exemplo, as moedas cunhadas em Potosí, tinham que ser identificadas pela letra ‘P’; as moedas produzidas em Lima, levavam a letra ‘L’; e as do México, a letra ‘M’”.

Fonte 4:

EL POTOSÍ. Monedas acuñadas en Potosí y la ruta que tomaron para llegar a España, 2016. Disponível em: <https://elpotosi.net/cultura/20160401_monedas-acunadas-en-potosi-y-la-ruta-que-tomaron-para-llegar-a-espana.html>. Acesso em: 19 nov. 18.

Glossário:

Anverso - lado frontal de algum objeto que tenha dois lados (neste caso, a moeda).

Verso - lado traseiro de algum objeto que tenha dois lados (neste caso, a moeda).

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Slide Plano Aula Sistematização

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações: Relacione à questão da produção das moedas ao período do metalismo, e lembre novamente que foi uma das práticas, e que o mercantilismo foi muito diverso. Neste momento, com os estudantes já divididos em grupos desde o início da aula, instrua os alunos a produzirem suas próprias moedas com as insígnias específicas das características daquele grupo. É importante deixá-los na liberdade para escolher o que querem colocar, porém, se não entenderem ou se sentirem retraídos, instrua-os e leve-os a pensar em possibilidades.

No processo de produção das moedas, é importante acompanhar o trabalho, e realizar perguntas que os instiguem a pensar, por exemplo, nos valores atribuídos a essas moedas. Essas perguntas podem ser realizadas durante o trabalho, ou posteriormente à apresentação:

  • O que significava, naquele momento, ter uma moeda de ouro acumulada? Ela valia mais do que muitas moedas de bronze?
  • Qual a diferença das moedas de metais preciosos, vistas nas fontes (caso elas tenham sido projetadas) para as que utilizamos no Brasil?

Ao final, os alunos devem expor aos outros de forma rápida o motivo pelo qual escolheram as insígnias das moedas, bem como o local em que elas foram produzidas, a quem pertenciam e qual o destino que o grupo dariam àquelas moedas.

Para você saber mais:

FALCON, Francisco. Mercantilismo e transição. Editora Brasiliense: São Paulo, 1996. Disponível em: <https://historiaeconomicageral.files.wordpress.com/2015/12/falcon-francisco-mercantilismo-e-transic3a7c3a3o-11.pdf>. Acesso em: 19 nov. 18.

DEYON, Pierre. O Mercantilismo. 4 ed., Perspectiva: São Paulo, 2001. Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/14149761/Pie-rre-Deyon-O-Mercantilismo>. Acesso em: 11 nov. 18.

Resumo da aula

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Sobre este plano

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI13 de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

  • Moedas antigas ou atuais
  • Papel sulfite
  • Canetas hidrográficas (Canetinhas coloridas)

Os materiais são opcionais. Se não houver a possibilidade, o plano pode ser realizado sem a utilização destes elementos.

Para você saber mais:

Feudalismo

O Feudalismo é um conceito complexo, visto que aconteceu de formas diversas em diferentes territórios. A concepção que é consenso entre historiadores é a do sistema feudal europeu, em que existiram diferentes formas de relações sociais, de trabalho, e econômicas, todas voltadas para a terra. É importante sempre ter em mente que mesmo sendo parecidos, os sistemas se diversificaram. Na península Ibérica, por exemplo, havia certa mobilidade social, ou seja, o sujeito poderia mudar de estamento, deixando de ser servo e passando a ser um fidalgo. Esse último exemplo influenciou diretamente na sociedade colonial da América espanhola, anos mais tarde.

Mercantilismo

Assim como o Feudalismo, o conceito de Mercantilismo aqui apresentado é o mais aceito, não necessariamente comum a todos teóricos. Esse termo compreende um conjunto de ideias e práticas econômicas dos Estados da Europa Ocidental entre os séculos XV e XVIII, voltadas para o comércio e tendo como fator predominante o controle da economia pelo Estado. Dessa forma, é o conjunto de diferentes práticas e teorias econômicas do período do Absolutismo europeu.

SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2009. Disponível em: <http://politicaedireito.org/br/wp-content/uploads/2017/02/Dicionario-de-Conceitos-Histori-Kalina-Vanderlei-Silva-1.pdf>. Acesso em: 19 nov. 18.

FALCON, Francisco. Mercantilismo e transição. Editora Brasiliense: São Paulo, 1996. Disponível em: <https://historiaeconomicageral.files.wordpress.com/2015/12/falcon-francisco-mercantilismo-e-transic3a7c3a3o-11.pdf>. Acesso em: 19 nov. 18.

DEYON, Pierre. O Mercantilismo. 4 ed., Perspectiva: São Paulo, 2001. Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/14149761/Pie-rre-Deyon-O-Mercantilismo>. Acesso em: 11 nov. 18.

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Objetivo

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações: Uma das maiores dificuldades no aprendizado histórico dos estudantes é compreender a transição de um sistema para o outro, principalmente se essas mudanças aparecem de forma abrupta no conteúdo abordado. Por isso, a principal problemática de uma aula sobre a transição do sistema feudal para o sistema mercantil é perceber as transformações econômicas e comerciais que possibilitaram as trocas com o mundo Atlântico nesse período. Isso também introduz os conteúdos que serão abordados nas habilidades subsequentes.

Antes de iniciar a aula, posicione três carteiras na frente da sala e os alunos sentados em círculo. Ou então posicione os alunos em grupos de até 5 pessoas e coloque uma mesa no centro do grupo. Fica a critério do docente a melhor forma de organização, de acordo com o tamanho da sala e o número de alunos.

Para isso, é necessário situar o aluno temporalmente nos momentos abordados, lembrando que nenhum processo tem datas estabelecidas, mas sim alguns marcos temporais que auxiliam a identificar o impacto dessas mudanças.

Para você saber mais:

FALCON, Francisco. Mercantilismo e Transição. 15 ed. Brasiliense: São Paulo, 1996. Disponível em: <https://pt.scribd.com/doc/97079762/FALCON-Francisco-Mercantilismo-e-transicao>. Acesso em: 11 nov. 18.

DEYON, Pierre. O Mercantilismo. 4 ed. Perspectiva: São Paulo, 2001. Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/14149761/Pie-rre-Deyon-O-Mercantilismo>. Acesso em: 11 nov. 18.

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Contexto

Tempo sugerido: 7 minutos

O tempo sugerido refere-se a este slide e ao subsequente.

Orientações: Inicie o contexto perguntando aos estudantes se eles têm uma moeda, seja atual ou antiga. Se eles não possuírem no momento, pergunte se eles têm em casa ou se já fizeram compras com moedas. Para ajudar, pergunte aos estudantes se eles têm algum cofre para guardar suas moedas, como eles as ganham, e o que mais gostam de comprar com elas.

Slide Plano Aula
Contexto

Orientações: Ao fazer esse questionamento, espera-se que os alunos conheçam outras moedas, do tempo dos pais, avós ou, em alguns casos, de outros países. Caso não conheçam - ou mesmo se conhecerem - é interessante dizer que existem outros valores colocados sobre as moedas, como, por exemplo:

  • Peso (Argentina, Colômbia, Chile)
  • Rand (África do Sul)
  • Cruzeiro (moeda no Brasil de 1942 a 1967, de 1970 a 1986 e de 1990 a 1993)
  • Mil-réis (oficializado no Brasil em 1833)
  • Dólar (utilizado em países como Porto Rico, Equador e Estados Unidos)
  • Rúpia Indiana (Índia)
  • Euro (utilizado em dezenove países da União Europeia, como Estônia, Bélgica, Itália, Alemanha)
  • Iene (Japão)

Para você saber mais:

Sobre moedas no Brasil:

MOEDAS DO BRASIL. Reformas monetárias. Disponível em: <http://www.moedasdobrasil.com.br/moedas/reformas.asp>. Acesso em: 19 nov. 18.

Sobre moedas no mundo:

VARIEVO. Moedas pelo mundo. Disponível em: <http://varievo.com/curiosidades/moedas-pelo-mundo>. Acesso em: 19 nov. 18.

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Problematização

Tempo sugerido: 20 minutos

O tempo sugerido refere-se a este slide e aos quatro subsequentes.

Orientações: Mostre as imagens aos alunos sem intervenção, para que eles observem e teçam comentários. As perguntas serão realizadas posteriormente à observação (Slide 8), e então só então o docente voltará às fontes para que os alunos possam rever, direcionando o olhar para responder às questões.

Descrição da Fonte 1:

Os 960 réis são divididos em três períodos de cunhagem: os 960 réis coloniais; os 960 réis do reino unido; e os 960 réis do Brasil Independente. A fonte acima apresentada compreende o 1º período, e foi fabricada na Casa da Moeda da Bahia. Ao redor da coroa, que está ao centro da moeda, e que já indica o pertencimento à Coroa Portuguesa, a legenda: JOANNES. D. G. PORT. P. REGENS. ET. BRAS. D, é a abreviação para “João, pela Graça de Deus, Príncipe Regente de Portugal e defensor do Brasil”. A legenda SUBQ / SIGN / NATA / STAB, é traduzida literalmente como “Nascido sob este símbolo e permanecerá nele”. Essa é a interpretação mais aceita, entretanto, as discussões entre os estudiosos das moedas (numismatas) não se findam, podendo sempre surgir outras interpretações. Na frente, está cunhada uma esfera armilar, instrumento de astronomia, que era aplicado à navegação; tal fato pode ser explicado pela primazia de Portugal frente aos outros países da Europa em relação às navegações, o que ficou como sua marca no comércio.

“A fascinação pelos 960 réis – e a dificuldade em identificá-los corretamente – vem da forma como essas moedas surgiram. Quando a família real portuguesa mudou-se para o Brasil, em 1808, fugindo das invasões francesas comandadas por Napoleão Bonaparte, a Coroa ordenou a fabricação de dinheiro para que o estilo de vida real da família de Dom João pudesse ser mantido. A solução mais rápida foi o aproveitamento da prata das moedas de 8 reales espanholas, cunhadas nas colônias da Espanha e que circulavam livremente por diversos países do mundo, incluindo o Brasil. O príncipe regente, Dom João, publicou alvará que autorizava a contramarca (uma espécie de carimbo) sobre essas moedas, transformando-as em réis e, assim, oficializando a utilização do dinheiro no território brasileiro. A contramarca, contudo, era menor que o diâmetro da moeda de 8 reales, deixando a adaptação evidente. As moedas de 8 reales, que originalmente tinham valor de câmbio entre 750 e 800 réis, passaram a circular com um carimbo de 960 réis. Após um ano, em 1809, entretanto, D. João autorizou o recunho total das peças, com a carimbagem passando a ocupar totalmente o disco da moeda-base. Elas foram chamadas de “patacões” (veja imagem ao lado) e passaram a circular simultaneamente com as moedas de 960 réis carimbadas ou contramarcadas, válidas antes da determinação de recunho total” (BANCO CENTRAL DO BRASIL, 2017)

Fonte da imagem e da descrição:

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Museu de Valores do BC faz busca em seu acervo por exemplares raros das moedas de 960 réis. Banco Central do Brasil, 26 jul. 2017. Disponível em: <https://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/c/noticias/139>. Acesso em: 19 nov. 18.

Adaptando ao contexto: Se as fontes não puderem ser projetadas, leve moedas, ou oriente os estudantes a levar. Se ainda assim, os estudantes não tiverem moedas, ou não tiverem sido instruídos a levar em aulas anteriores, produza algumas moedas em papel sulfite ou do próprio caderno, fazendo alusão ao material proposto. É interessante que cada aluno tenha esse material para observarem e poderem responder às questões.

Para você saber mais:

COLLECTGRAM. 960 réis: a história dos patacões brasileiros, 28 de janeiro de 2018. Disponível em: <https://collectgram.com/blog/960-reis-historia-dos-recunhos/>. Acesso em: 23 nov. 18.

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Problematização

Orientações:

Descrição da Fonte 2:

Da mesma forma que a moeda anterior, a descrição “HISPANIARUM REX” é referente ao modelo da moeda, de origem hispânica, ou seja, pertencente à Coroa Espanhola. A descrição “VII.DEI.G. 1808. FERDINANDUS. 8” refere-se ao D. Fernando VII, rei da Espanha, em 1808, a quem também pertence o rosto cunhado na moeda.

“Apesar do declínio da dominação hispânica no início do século XIX, os 8 reales ainda eram a moeda universal da época, sendo aceita em praticamente todos os países, inclusive no Brasil. Eram emitidos em diversas Casas da Moeda, tanto na América – no México, em Potosí (Bolívia) e Lima (Peru), principalmente, além de outras cidades menores, como Santiago (Chile), Popayán (Colômbia) e na Guatemala – quanto na Espanha (Madrid e Sevilha). “Era uma moeda padrão porque os espanhóis conseguiram implementar vários elementos de segurança, como a borda serrilhada que evitava a raspagem da moeda”, explica Jorge Sasaki, coordenador no Depef. “Esses elementos eram aceitos no mundo todo, continham tecnologia anti lapidação, de cerceio (ato de aparar as extremidades de uma moeda para aproveitar as aparas, o que provocava a diminuição do valor intrínseco da moeda). Ela era usada como o dólar é usado hoje”. Além disso, a composição da prata dessa moeda era melhor do que a usada hoje, com alto teor de pureza. Então, após receber o recunho, era como receber um certificado de autenticidade.”

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Museu de Valores do BC faz busca em seu acervo por exemplares raros das moedas de 960 réis. Banco Central do Brasil, 26 jul. 2017. Disponível em: <https://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/c/noticias/139>. Acesso em: 19 nov. 18.

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Problematização

Orientações:

Descrição da Fonte 3:

As moedas “macuquinas” foram as primeiras moedas de prata cunhadas em Potosí, fabricadas entre 1575 e 1773 de forma contínua. A principal característica dessas moedas é o trabalho manual, a golpes de martelo e cortadas irregularmente. O nome deriva da palavra “mackaykuna”, em quéchua (idioma antigo falado pelos povos “Incas”).

Fonte:

NachoNumis. Moedas macuquinas de prata. Wikicommons, 08 de novembro de 2007 (postagem). Disponível em: < https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Macuq-extrajeras3.jpg>. Acesso em: 19 nov. 18.

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Problematização

Orientações: É necessário ter em mente dois conceitos-chaves para essa aula: Feudalismo e Mercantilismo (as definições básicas estão abaixo no item “Para você saber mais”). A aula não pode caminhar no sentido de que a moeda seja a única expressão do mercantilismo, mas sim como uma das características - ressaltando o metalismo, principalmente na Espanha - possíveis de serem analisadas nesse contexto.

Atribuir às colônias um papel decisivo na efetivação dos interesses das metrópoles é essencial, sempre ressaltando que a mão-de-obra indígena - no caso das colônias espanholas - foi a que mais possibilitou esse acúmulo de metais preciosos, bem como posteriormente, no Brasil, a mão-de-obra africana. É importante ressaltar a questão da materialidade das moedas, e como o material utilizado na sua alcunha influenciava no seu valor, bem como o significado das insígnias das moedas, simbolizando poder de quem as possuía, diferentemente das moedas que eles têm em mãos, ou utilizam em suas compras.

O mercantilismo é marcado principalmente pelas relações comerciais, não somente como um conjunto de teorias econômicas. Por isso, é importante que os alunos entendam como o comércio teve relação intrínseca a esse período, e possibilitou posteriormente a ascensão do capitalismo como modo de produção. O metalismo/bulionismo foi uma dessas práticas, atribuídas principalmente à Espanha e Portugal, tal qual o mercantilismo industrial/colbertismo na França, e o mercantilismo comercial na Inglaterra. É importante lembrar que essas práticas não eram exclusivas de determinados países, e que Portugal, por exemplo, mantinha um mercantilismo mais flexível, realizando posteriormente o mercantilismo comercial também.

Para você saber mais:

Feudalismo

O Feudalismo como um todo é um conceito complexo, visto que aconteceu de formas diversas em diferentes territórios. A concepção que é consenso entre historiadores, é a do sistema feudal europeu, em que existiram diferentes formas de relações sociais, de trabalho, e econômicas, porém, todas voltadas para a terra. É importante sempre ter em mente que mesmo sendo parecidos, os sistemas se diversificaram, por exemplo, na Península Ibérica, havia certa mobilidade social, ou seja, o sujeito poderia mudar de estamento, deixando de ser servo e passando a ser um fidalgo. Esse último exemplo influenciou diretamente na sociedade colonial da América Espanhola, anos mais tarde.

Mercantilismo

Assim como o Feudalismo, o conceito de Mercantilismo que temos é o mais aceito, não necessariamente comum a todos os teóricos. Esse termo, então, compreende um conjunto de ideias e práticas econômicas dos Estados da Europa Ocidental entre os séculos XV e XVIII, voltadas para o comércio e, como fator predominante, o controle da economia pelo Estado. Dessa forma, é o conjunto de diferentes práticas e teorias econômicas do período do Absolutismo europeu.

Para encontrar definições mais específicas dos conceitos:

SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. 2 ed.– São Paulo: Contexto, 2009. Disponível em: <http://politicaedireito.org/br/wp-content/uploads/2017/02/Dicionario-de-Conceitos-Histori-Kalina-Vanderlei-Silva-1.pdf>. Acesso em: 19 nov. 18.

Glossário

Insígnia - 1 Sinal demonstrativo de posto oficial e militar de poder e comando ou de grupo ou organização a qual uma pessoa pertence; divisa, emblema, símbolo. [...] 3 Designação própria ou alusão simbólica feita por empresa comercial ou industrial que a diferencia das demais.

Fonte:

MICHAELIS ON-LINE. Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2018. Disponível em: <https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/ins%C3%ADgnia/>. Acesso em: 19/11/2018.

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Problematização

Orientações:

Neste momento, é interessante ressaltar o papel das colônias na produção dessas moedas, mas também lembrar aos alunos que havia outros objetos de troca, que não necessariamente as moedas. Todo objeto ao qual era atribuído valor servia para troca.

Descrição da Fonte 4:

Pergunte aos alunos quais objetos eles trocariam com os amigos se eles tivessem que compartilhar algo de valor. A partir das respostas dos alunos, o docente segue explicando porque essas trocas eram realizadas, quem se beneficiava com isso, e como as práticas mercantilistas de acumulação de riquezas possibilitaram, posteriormente, o capitalismo como modo de produção, já que não se considera o mercantilismo como um dos modos.

Realiza algumas perguntas como:

  • Você sabe o que é uma Casa da Moeda?
  • Por que era necessário ter letras nas moedas?

Para isso, cabe ressaltar como as moedas eram identificadas, para que posteriormente os alunos possam fazer a sistematização desses conteúdos. Como no trecho “As moedas dessa época eram identificadas porque tinham no anverso a inicial da Ceca [Casa de moneda]. Assim, por exemplo, as moedas cunhadas em Potosí, tinham que ser identificadas pela letra ‘P’; as moedas produzidas em Lima, levavam a letra ‘L’; e as do México, a letra ‘M’”.

Fonte 4:

EL POTOSÍ. Monedas acuñadas en Potosí y la ruta que tomaron para llegar a España, 2016. Disponível em: <https://elpotosi.net/cultura/20160401_monedas-acunadas-en-potosi-y-la-ruta-que-tomaron-para-llegar-a-espana.html>. Acesso em: 19 nov. 18.

Glossário:

Anverso - lado frontal de algum objeto que tenha dois lados (neste caso, a moeda).

Verso - lado traseiro de algum objeto que tenha dois lados (neste caso, a moeda).

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Sistematização

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações: Relacione à questão da produção das moedas ao período do metalismo, e lembre novamente que foi uma das práticas, e que o mercantilismo foi muito diverso. Neste momento, com os estudantes já divididos em grupos desde o início da aula, instrua os alunos a produzirem suas próprias moedas com as insígnias específicas das características daquele grupo. É importante deixá-los na liberdade para escolher o que querem colocar, porém, se não entenderem ou se sentirem retraídos, instrua-os e leve-os a pensar em possibilidades.

No processo de produção das moedas, é importante acompanhar o trabalho, e realizar perguntas que os instiguem a pensar, por exemplo, nos valores atribuídos a essas moedas. Essas perguntas podem ser realizadas durante o trabalho, ou posteriormente à apresentação:

  • O que significava, naquele momento, ter uma moeda de ouro acumulada? Ela valia mais do que muitas moedas de bronze?
  • Qual a diferença das moedas de metais preciosos, vistas nas fontes (caso elas tenham sido projetadas) para as que utilizamos no Brasil?

Ao final, os alunos devem expor aos outros de forma rápida o motivo pelo qual escolheram as insígnias das moedas, bem como o local em que elas foram produzidas, a quem pertenciam e qual o destino que o grupo dariam àquelas moedas.

Para você saber mais:

FALCON, Francisco. Mercantilismo e transição. Editora Brasiliense: São Paulo, 1996. Disponível em: <https://historiaeconomicageral.files.wordpress.com/2015/12/falcon-francisco-mercantilismo-e-transic3a7c3a3o-11.pdf>. Acesso em: 19 nov. 18.

DEYON, Pierre. O Mercantilismo. 4 ed., Perspectiva: São Paulo, 2001. Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/14149761/Pie-rre-Deyon-O-Mercantilismo>. Acesso em: 11 nov. 18.

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