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Plano de aula > História > 6º ano > História: tempo, espaço e formas de registros

Plano de aula - Povoamento da América - Bering

Plano de aula de História com atividades para 6º ano do EF sobre Povoamento da América - Bering

Plano 01 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Jair Messias Ferreira Junior

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade (EF06HI06) “Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano”, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: caderno, lápis, caneta, borracha e dicionário. Também um projetor multimídia - caso não tenha um disponível, imprima as imagens para os estudantes.

Material complementar:

Fotografia de inuíte com arco e flecha (1949)

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/BQWjqDjPus2Zm8UPVJaUYuxhf9Qz6gpqVchGxXCPm6j4n5SnUNN5RR6xKFt9/his6-06und01-inuite-arco-e-flecha.pdf

Fotografia retirada em 1949 em Coopermine District, NT.

Fotografia “Inuíte esperando focas”

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/TEjNgHbd9nQqjtcnjrfNH7mMDRuWkCa2EwvshnhJhQNsrKnRHY4khmc372kY/his6-06und01-inuite-esperando-foca.pdf

Fotografia feita na Ilha Baffin, no Canadá em 2016.

Imagem “Pontas de projéteis Clóvis”

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/88hZMBkAFDazvy2sbgFvyqeXGM3A65fyj2RgcC7hkhrsjvxUfz9RXB2eeJZE/his6-06und01-pontas-de-projeteis-clovis.pdf

Imagem de 5 réplicas de pontas de projéteis da tradição Clóvis.

Para que os alunos aprendam a interpretar fontes históricas, é muito importante que você não forneça a eles as Informações básicas sobre a fonte histórica antes da leitura de cada uma delas. Não comece a aula com uma exposição sobre o contexto histórico desses documentos, pois isso os impediria de construir o contexto com base nas fontes, que é o objetivo central da aula de História.

Para você saber mais:

JOTA, Marilza Siléia de Almeida. Contribuições do estudo da genética de população na História pré-colombiana da América. UFMG, 2016. Disponível em: http://labs.icb.ufmg.br/lbem/pdf/jota14mhmjnb_Pre_colombiana.pdf . Acesso em 13 de Novembro de 2018.

BUENO, Lucas. Povoamento inicial da América do Sul. Contribuições do contexto brasileiro. Revista Estudos Avançados, 2015 . Disponível em http://www.scielo.br/pdf/ea/v29n83/0103-4014-ea-29-83-00119.pdf . Acesso em 13 de Novembro de 2018.

Revista da USP, matérias sobre a pré-história da América. disponível em: http://www.revistas.usp.br/revusp/issue/view/1886. Acesso em 13 de Novembro de 2018.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam onde se quer chegar ao fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Informe aos estudantes que, assim como em toda a História, não existe consenso entre os historiadores sobre o povoamento da América e que novas descobertas arqueológicas e novos métodos de análise dos dados coletados alteram as teorias até então existentes.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos

Orientações: Organize a sala em trios. Tente deixar no mesmo trio alunos que possam se apoiar mutuamente para a realização da atividade. Depois, projete ou disponibilize aos estudantes as imagens “Inuíte com arco” e a imagem “Inuíte esperando focas”.

Em seguida, escreva as questões (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-as impressas, e solicite que os trios debatam e respondam as questões. Peça para que os 3 alunos do grupo exponham suas opiniões e para que anotem as conclusões em seus cadernos. Após a resolução das questões, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem suas respostas aos demais alunos.

É esperado que os estudantes respondam que as pessoas da imagem são esquimós, habitantes da região do Ártico. Converse com os estudantes e mostre que, atualmente, chamamos os “esquimós” de inuítes. Esquimó é como seus inimigos os chamavam, significa algo como “comedor de carne crua”, por isso é utilizado atualmente o termo inuíte, que na língua inuíte significa “povo”. Devem perceber pela fotografia que o Ártico é uma região extremamente fria, desta forma, os inuítes devem estar adaptados às condições extremas. Também é esperado que os estudantes identifiquem que os inuítes das imagens estão caçando, e que para isso utilizam um arco e flecha e, na segunda imagem, uma lança. O arco é feito de madeira, fibras de árvores, ossos e tendões de animais. A ponta das flechas, atualmente, é feita geralmente de metal, mas alguns grupos ainda utilizam pedras nas pontas de seus projéteis. Espera-se ainda que os alunos percebam que as pontas das flechas e da lança, por serem de materiais não perecíveis, resistem muito mais a ação do tempo do que os outros materiais. Desta forma, as pontas de projéteis são os vestígios mais comuns encontrados pelos arqueólogos.

Durante a execução da atividade, passe pelos grupos auxiliando-os. Questione os estudantes sobre os materiais utilizados, quais técnicas deveriam utilizar e como estas técnicas eram transmitidas. Tome o cuidado de não entregar respostas prontas, aponte dados complementares que auxiliem os estudantes na execução de suas atividades.

Como adequar à sua realidade: Ao invés de projetar as imagens, você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode também solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: Atualmente existem cerca de 130 mil inuítes que vivem na região do Ártico. Esta região é povoada pelo ser humano há mais de 15 mil anos. Hoje os inuítes vivem da caça de mamíferos terrestres, como ursos polares, e marinhos, como focas e baleias. Apesar de tecnologias como trenós motorizados, os inuítes preservam um modo de vida que não deve ser muito diferente dos povos que passaram pela região há milhares de anos. No imaginário dos estudantes, os inuítes são conhecidos pela construção dos iglus. Os iglus não são as casas dos inuítes, mas habitações provisórias, feitas em acampamentos de caça, por exemplo. Algumas palavras utilizadas por nós, como caiaque e huskie, são de origem inuíte. O caiaque é um meio de transporte desenvolvido pelos inuítes para ser utilizado entre os icebergs nas águas geladas do Ártico, facilmente transportados pelo gelo. Huskie, raça de cachorro comum no Brasil, é um tipo de cachorro muito utilizado pelos inuítes para a tração de trenós. Huskie, na língua inuíte, significa “rouco”, provavelmente em alusão ao latido rouco desta raça.

Vídeo: “Inuit, caçadores de baleias”, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=KFQxEjwavIc , acesso em 7 de novembro de 2018. Vídeo que mostra um pouco da cultura inuíte e da importância da caça da baleia para esta população. Os inuítes são um dos poucos povos autorizados a caçar baleias.

Vídeo: “Na escola, biomas - Território Inuíte”, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZXg9tnGsoUo acesso em 07 de novembro de 2018. O vídeo mostra as principais tecnologias desenvolvidas pelos inuítes, suas técnicas de caça e parte de sua cultura imaterial.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido:

Orientações: Organize a sala em trios. Tente deixar no mesmo trio alunos que possam se apoiar mutuamente para a realização da atividade. Depois, projete ou disponiblize aos estudantes as imagens “Inuíte com arco” e a imagem “Inuíte esperando focas”.

Em seguida, escreva as questões (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-as impressas, e solicite que os trios debatam e respondam as questões. Peça para que os 3 alunos do grupo exponham suas opiniões e para que anotem as conclusões em seus cadernos. Após a resolução das questões, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem suas respostas aos demais alunos.

É esperado que os estudantes respondam que as pessoas da imagem são esquimós, habitantes da região do Ártico. Converse com os estudantes e mostre que, atualmente, chamamos os “esquimós” de inuítes. Esquimó é como seus inimigos os chamavam, significa algo como “comedor de carne crua”, por isso é utilizado atualmente o termo inuíte, que na língua inuíte significa “povo”. Devem perceber pela fotografia que o Ártico é uma região extremamente fria, desta forma, os inuítes devem estar adaptados às condições extremas. Também é esperado que os estudantes identifiquem que os inuítes das imagens estão caçando, e que para isso utilizam um arco e flecha e, na segunda imagem, uma lança. O arco é feito de madeira, fibras de árvores, ossos e tendões de animais. A ponta das flechas, atualmente, é feita geralmente de metal, mas alguns grupos ainda utilizam pedras nas pontas de seus projéteis. Espera-se ainda que os alunos percebam que as pontas das flechas e da lança, por serem de materiais não perecíveis, resistem muito mais a ação do tempo do que os outros materiais. Desta forma, as pontas de projéteis são os vestígios mais comuns encontrados pelos arqueólogos.

Durante a execução da atividade, passe pelos grupos auxiliando-os. Questione os estudantes sobre os materiais utilizados, quais técnicas deveriam utilizar e como estas técnicas eram transmitidas. Tome o cuidado de não entregar respostas prontas, aponte dados complementares que auxiliem os estudantes na execução de suas atividades.

Como adequar à sua realidade: Ao invés de projetar as imagens, você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode também solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: Atualmente existem cerca de 130 mil inuítes que vivem na região do Ártico. Esta região é povoada pelo ser humano há mais de 15 mil anos. Hoje os inuítes vivem da caça de mamíferos terrestres, como ursos polares, e marinhos, como focas e baleias. Apesar de tecnologias como trenós motorizados, os inuítes preservam um modo de vida que não deve ser muito diferente dos povos que passaram pela região há milhares de anos. No imaginário dos estudantes, os inuítes são conhecidos pela construção dos iglus. Os iglus não são as casas dos inuítes, mas habitações provisórias, feitas em acampamentos de caça, por exemplo. Algumas palavras utilizadas por nós, como caiaque e huskie, são de origem inuíte. O caiaque é um meio de transporte desenvolvido pelos inuítes para ser utilizado entre os icebergs nas águas geladas do Ártico, facilmente transportados pelo gelo. Huskie, raça de cachorro comum no Brasil, é um tipo de cachorro muito utilizado pelos inuítes para a tração de trenós. Huskie, na língua inuíte, significa “rouco”, provavelmente em alusão ao latido rouco desta raça.

Vídeo: “Inuit, caçadores de baleias”, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=KFQxEjwavIc , acesso em 7 de novembro de 2018. Vídeo que mostra um pouco da cultura inuíte e da importância da caça da baleia para esta população. Os inuítes são um dos poucos povos autorizados a caçar baleias.

Vídeo: “Na escola, biomas - Território Inuíte”, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZXg9tnGsoUo acesso em 07 de novembro de 2018. O vídeo mostra as principais tecnologias desenvolvidas pelos inuítes, suas técnicas de caça e parte de sua cultura imaterial.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações: Projete ou disponibilize aos trios de estudantes a imagem de “pontas de projéteis Clóvis”. Depois, escreva a questão (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-a impressa, e solicite que os estudantes debatam sobre a questão, dentro do trio, e façam os registros das conclusões em seus cadernos. Peça para que os três estudantes do grupo exponham suas opiniões.

Espera-se que os estudantes identifiquem que estes objetos são pontas de lança ou de flechas. É possível que citem prontamente as imagens apresentadas na contextualização. Também é esperado que apontem que foram feitas de pedras e que possuem semelhanças, como o formato em forma de ogiva e a calha na parte inferior do projétil. A calha das pontas servia para o encaixe da madeira da flecha ou da lança. Estas pontas de flechas e de lanças eram produzidas através de atrito com outras pedras. Era um processo lento, que demandava certo conhecimento de quem produzia. Alguns grupos poderão propor que as pontas projéteis são diferentes. Questione-os sobre o formato delas, sobre o formato da extremidade superior e da base dos projéteis. Questione se todas as pontas se pareceriam se fossem do mesmo tamanho.

É esperado ainda que os estudantes identifiquem que estas pontas eram produzidas quase da mesma forma, mostrando que a técnica era ensinada de uma pessoa para outra. Se achar necessário, durante a apresentação dos dois grupos aos demais estudantes, questione a turma de forma que fique claro o material do qual as pontas foram produzidas, as funções das pontas de projétil e como estas eram fabricadas.

Em seguida, entregue um mapa “Vestígios líticos da América” para cada estudante (no slide 7). Solicite que os estudantes observem o mapa e que façam ilustrações neles referentes aos seres humanos que produziram tais vestígios, com eles produzindo as pontas, caçando ou assando a caça na fogueira, por exemplo. Peça ainda para que os estudantes “liguem os pontos” dos vestígios líticos encontrados, criando um possível rota para a chegada do ser humano à América. Solicite que os estudantes, dentro de cada grupo, troquem informações sobre suas produções.

Como adequar à sua realidade: Ao invés de projetar as imagens você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode ainda solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: As pontas de lança e de flechas mostradas são projéteis da tradição Clóvis. Durante muito tempo, o povo de Clóvis, que habitou a região onde é hoje o Novo México, nos Estados Unidos, foi considerado o mais antigo da América. Os sítios arqueológicos da região de Clóvis foram datados em cerca de 13.500 anos. A tradição Clóvis, ou seja, o método de produção dos projéteis, se disseminou por boa parte da América do Norte. Achados mais antigos, na América do Norte, Central e do Sul, enfraqueceram a hipótese de “Clóvis Primeiro”, hipótese que indicava Clóvis como povo primordial das américas.

“Pontas de um passado remoto, projéteis de pedra do interior paulista de até 10 mil anos apresentam estilo diferente dos artefatos pré-históricos encontrados no Sul”. Fonte: FAPESP, disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/04/10/pontas-de-um-passado-remoto/ acesso em 07 de novembro de 2018. Matéria da Revista Pesquisa, da FAPESP, onde é exposta a pesquisa da arqueóloga Mercedes Okumura. Ela pesquisa sobre pontas de projéteis da região sudeste e sul do Brasil, com mais de 10 mil anos de idade, classificadas na chamada tradição Umbu. Além disso, o link possui um vídeo onde são mostrados sítios arqueológicos onde foram encontradas as pontas de projéteis e uma grande coleção que possui pontas de projéteis de diferentes tradições.

“A tradição Itaparica e as indústrias líticas pré-cerâmicas da Lapa do Boquete, Minas Gerais, Brasil”. Fonte: Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, disponível em http://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/109233/107704 acesso em 07 de novembro de 2018. Artigo sobre a chamada tradição Itaparica, que abrangia parte da região centro-oeste, nordeste e norte de Minas Gerais. O artigo apresenta resultados da análise de artefatos líticos datados entre 12 mil e 7 mil anos encontrado na Lapa do Boquete.

Apresentação do professor Bruce Bradley, fonte: Site da faculdade de Exeter, disponível em https://humanities.exeter.ac.uk/archaeology/staff/bradley/ acesso em 07 de novembro de 2018. Nesta página, é apresentado o trabalho do professor Bruce Bradley, um dos maiores especialistas em pontas de projéteis. Através da arqueologia experimental, o professor Bruce reconstrói diferentes técnicas utilizadas pelos seres humanos da pré-história para produção de pontas de projéteis. Na página existe um vídeo onde o professor Bruce produz uma ponta de projétil. Selecione a legenda em português no vídeo.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Projete ou disponibilize aos trios de estudantes a imagem de “pontas de projéteis Clóvis”. Depois, escreva a questão (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-a impressa, e solicite que os estudantes debatam sobre a questão, dentro do trio, e façam os registros das conclusões em seus cadernos. Peça para que os três estudantes do grupo exponham suas opiniões.

Espera-se que os estudantes identifiquem que estes objetos são pontas de lança ou de flechas. É possível que citem prontamente as imagens apresentadas na contextualização. Também é esperado que apontem que foram feitas de pedras e que possuem semelhanças, como o formato em forma de ogiva e a calha na parte inferior do projétil. A calha das pontas servia para o encaixe da madeira da flecha ou da lança. Estas pontas de flechas e de lanças eram produzidas através de atrito com outras pedras. Era um processo lento, que demandava certo conhecimento de quem produzia. Alguns grupos poderão propor que as pontas projéteis são diferentes. Questione-os sobre o formato delas, sobre o formato da extremidade superior e da base dos projéteis. Questione se todas as pontas se pareceriam se fossem do mesmo tamanho.

É esperado ainda que os estudantes identifiquem que estas pontas eram produzidas quase da mesma forma, mostrando que a técnica era ensinada de uma pessoa para outra. Se achar necessário, durante a apresentação dos dois grupos aos demais estudantes, questione a turma de forma que fique claro o material do qual as pontas foram produzidas, as funções das pontas de projétil e como estas eram fabricadas.

Em seguida, entregue um mapa “Vestígios líticos da América” para cada estudante (no slide 7). Solicite que os estudantes observem o mapa e que façam ilustrações neles referentes aos seres humanos que produziram tais vestígios, com eles produzindo as pontas, caçando ou assando a caça na fogueira, por exemplo. Peça ainda para que os estudantes “liguem os pontos” dos vestígios líticos encontrados, criando um possível rota para a chegada do ser humano à América. Solicite que os estudantes, dentro de cada grupo, troquem informações sobre suas produções.

Como adequar à sua realidade: Ao invés de projetar as imagens você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode ainda solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: As pontas de lança e de flechas mostradas são projéteis da tradição Clóvis. Durante muito tempo, o povo de Clóvis, que habitou a região onde é hoje o Novo México, nos Estados Unidos, foi considerado o mais antigo da América. Os sítios arqueológicos da região de Clóvis foram datados em cerca de 13.500 anos. A tradição Clóvis, ou seja, o método de produção dos projéteis, se disseminou por boa parte da América do Norte. Achados mais antigos, na América do Norte, Central e do Sul, enfraqueceram a hipótese de “Clóvis Primeiro”, hipótese que indicava Clóvis como povo primordial das américas.

“Pontas de um passado remoto, projéteis de pedra do interior paulista de até 10 mil anos apresentam estilo diferente dos artefatos pré-históricos encontrados no Sul”. Fonte: FAPESP, disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/04/10/pontas-de-um-passado-remoto/ acesso em 07 de novembro de 2018. Matéria da Revista Pesquisa, da FAPESP, onde é exposta a pesquisa da arqueóloga Mercedes Okumura. Ela pesquisa sobre pontas de projéteis da região sudeste e sul do Brasil, com mais de 10 mil anos de idade, classificadas na chamada tradição Umbu. Além disso, o link possui um vídeo onde são mostrados sítios arqueológicos onde foram encontradas as pontas de projéteis e uma grande coleção que possui pontas de projéteis de diferentes tradições.

“A tradição Itaparica e as indústrias líticas pré-cerâmicas da Lapa do Boquete, Minas Gerais, Brasil”. Fonte: Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, disponível em http://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/109233/107704 acesso em 07 de novembro de 2018. Artigo sobre a chamada tradição Itaparica, que abrangia parte da região centro-oeste, nordeste e norte de Minas Gerais. O artigo apresenta resultados da análise de artefatos líticos datados entre 12 mil e 7 mil anos encontrado na Lapa do Boquete.

Apresentação do professor Bruce Bradley, fonte: Site da faculdade de Exeter, disponível em https://humanities.exeter.ac.uk/archaeology/staff/bradley/ acesso em 07 de novembro de 2018. Nesta página, é apresentado o trabalho do professor Bruce Bradley, um dos maiores especialistas em pontas de projéteis. Através da arqueologia experimental, o professor Bruce reconstrói diferentes técnicas utilizadas pelos seres humanos da pré-história para produção de pontas de projéteis. Na página existe um vídeo onde o professor Bruce produz uma ponta de projétil. Selecione a legenda em português no vídeo.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido:

Orientações: Projete ou disponibilize aos trios de estudantes a imagem de “pontas de projéteis Clóvis”. Depois, escreva a questão (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-a impressa, e solicite que os estudantes debatam sobre a questão, dentro do trio, e façam os registros das conclusões em seus cadernos. Peça para que os três estudantes do grupo exponham suas opiniões.

Espera-se que os estudantes identifiquem que estes objetos são pontas de lança ou de flechas. É possível que citem prontamente as imagens apresentadas na contextualização. Também é esperado que apontem que foram feitas de pedras e que possuem semelhanças, como o formato em forma de ogiva e a calha na parte inferior do projétil. A calha das pontas servia para o encaixe da madeira da flecha ou da lança. Estas pontas de flechas e de lanças eram produzidas através de atrito com outras pedras. Era um processo lento, que demandava certo conhecimento de quem produzia. Alguns grupos poderão propor que as pontas projéteis são diferentes. Questione-os sobre o formato delas, sobre o formato da extremidade superior e da base dos projéteis. Questione se todas as pontas se pareceriam se fossem do mesmo tamanho.

É esperado ainda que os estudantes identifiquem que estas pontas eram produzidas quase da mesma forma, mostrando que a técnica era ensinada de uma pessoa para outra. Se achar necessário, durante a apresentação dos dois grupos aos demais estudantes, questione a turma de forma que fique claro o material do qual as pontas foram produzidas, as funções das pontas de projétil e como estas eram fabricadas.

Em seguida, entregue um mapa “Vestígios líticos da América” para cada estudante (no slide 7). Solicite que os estudantes observem o mapa e que façam ilustrações neles referentes aos seres humanos que produziram tais vestígios, com eles produzindo as pontas, caçando ou assando a caça na fogueira, por exemplo. Peça ainda para que os estudantes “liguem os pontos” dos vestígios líticos encontrados, criando um possível rota para a chegada do ser humano à América. Solicite que os estudantes, dentro de cada grupo, troquem informações sobre suas produções.

Como adequar à sua realidade: Ao invés de projetar as imagens você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode ainda solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: As pontas de lança e de flechas mostradas são projéteis da tradição Clóvis. Durante muito tempo, o povo de Clóvis, que habitou a região onde é hoje o Novo México, nos Estados Unidos, foi considerado o mais antigo da América. Os sítios arqueológicos da região de Clóvis foram datados em cerca de 13.500 anos. A tradição Clóvis, ou seja, o método de produção dos projéteis, se disseminou por boa parte da América do Norte. Achados mais antigos, na América do Norte, Central e do Sul, enfraqueceram a hipótese de “Clóvis Primeiro”, hipótese que indicava Clóvis como povo primordial das américas.

“Pontas de um passado remoto, projéteis de pedra do interior paulista de até 10 mil anos apresentam estilo diferente dos artefatos pré-históricos encontrados no Sul”. Fonte: FAPESP, disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/04/10/pontas-de-um-passado-remoto/ acesso em 07 de novembro de 2018. Matéria da Revista Pesquisa, da FAPESP, onde é exposta a pesquisa da arqueóloga Mercedes Okumura. Ela pesquisa sobre pontas de projéteis da região sudeste e sul do Brasil, com mais de 10 mil anos de idade, classificadas na chamada tradição Umbu. Além disso, o link possui um vídeo onde são mostrados sítios arqueológicos onde foram encontradas as pontas de projéteis e uma grande coleção que possui pontas de projéteis de diferentes tradições.

“A tradição Itaparica e as indústrias líticas pré-cerâmicas da Lapa do Boquete, Minas Gerais, Brasil”. Fonte: Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, disponível em http://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/109233/107704 acesso em 07 de novembro de 2018. Artigo sobre a chamada tradição Itaparica, que abrangia parte da região centro-oeste, nordeste e norte de Minas Gerais. O artigo apresenta resultados da análise de artefatos líticos datados entre 12 mil e 7 mil anos encontrado na Lapa do Boquete.

Apresentação do professor Bruce Bradley, fonte: Site da faculdade de Exeter, disponível em https://humanities.exeter.ac.uk/archaeology/staff/bradley/ acesso em 07 de novembro de 2018. Nesta página, é apresentado o trabalho do professor Bruce Bradley, um dos maiores especialistas em pontas de projéteis. Através da arqueologia experimental, o professor Bruce reconstrói diferentes técnicas utilizadas pelos seres humanos da pré-história para produção de pontas de projéteis. Na página existe um vídeo onde o professor Bruce produz uma ponta de projétil. Selecione a legenda em português no vídeo.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Solicite que cada trio discuta sobre as fontes estudadas nesta aula, principalmente o mapa e o que cada estudante produziu nele. Peça para que, através de consenso, o grupo crie uma teoria para a chegada do ser humano na América, dando um nome para esta teoria. Solicite que cada grupo produza um parágrafo síntese da teoria, mostrando por qual caminho o ser humano migrou e quais dificuldades pode ter encontrado no caminho. Solicite que cada estudante faça o registro deste parágrafo em seu caderno. Após todos os grupos concluírem o trabalho, solicite que dois grupos, voluntariamente, exponham sua teoria para os demais alunos.

É esperado que os estudantes, através da análise do mapa, criem uma teoria de ocupação da América através do Estreito de Bering, através do gelo formado na região na última era glacial.

Na última era glacial, que terminou por volta de 15 mil anos, o hoje chamado Mar de Bering teve sua superfície congelada, criando a Beríngia, uma espécie de ponte de gelo que uniu a Ásia à América, possibilitando a migração humana. É esperado que os estudantes criem nomes como “teoria do gelo”, ou “teoria do frio”. Alguns grupos podem ainda nomear a teoria como “de Bering”, mesmo nome dado por boa parte dos cientistas que estudam o povoamento da América.

Deixe claro para os estudantes que existem outras teorias para o povoamento da América, como a teoria Malaio-Polinésia ou do Oceano Atlântico. Por causa dos poucos achados arqueológicos, ainda existem muitas dúvidas sobre o povoamento da América. Durante a execução da atividade, auxilie os grupos e complemente com as informações que achar necessárias.

No final da aula, monte um painel na parede da sala de aula com os mapas produzidos. Desta forma, os estudantes poderão compartilhar suas produções com os demais alunos da turma e dos outros períodos.

Como adequar à sua realidade: Caso não seja possível projetar este slide, escreva-o no quadro.

Para você saber mais: A teoria da ocupação da América pelo Estreito de Bering é uma das mais aceitas pelos cientistas que estudam o povoamento da América. Atualmente, acredita-se que houve mais de uma onda de migração pelo estreito e outras possíveis rotas de migração para a América.

A última era do gelo terminou há dez mil anos. Durante toda a era do gelo, o atual Mar de Bering estava congelado, o que possibilitou a travessia de humanos e animais entre a Ásia e a América. Após o fim da era do gelo, a Beríngia derreteu, separando os dois continentes.

Em 1590, o missionário espanhol Fray José de Acosta imaginou uma ponte de gelo entre a América e a Ásia como possível caminho para a chegada do ser humano à América. A chegada dos seres humanos à América era um tema amplamente debatido no século XVI. No século XIX, se iniciaram as escavações arqueológicas nos Estados Unidos, o que levou muitos estudiosos do período a defenderem a teoria de ocupação da América via Bering. Atualmente, existem outras teorias para a ocupação da América, como a Malaio-Polinésia e a do Oceano Atlântico. Muitos cientistas apontam diversas ondas migratórias, por diversos caminhos, que trouxeram o ser humano à América.

Matéria, “Antes de Colombo”, fonte: SESC São Paulo, disponível em https://www.sescsp.org.br/online/artigo/5320_ANTES+DE+COLOMBO acesso em 17 de novembro de 2018. Matéria que analisa as últimas descobertas arqueológicas sobre o povoamento da América. Também analisa algumas teorias para o povoamento da América, entre elas a teoria de Bering. Também desconstrói a hipótese de Clóvis primeiro.

Vídeo, “A jornada do homem para a América”, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=8hTBqWlnD_4&t=3294s acesso em 07 de novembro de 2018. No vídeo, é mostrada a teoria da ocupação da América chamada de teoria de Bering. No vídeo são apresentados diversos achados que corroboram a teoria de Bering.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade (EF06HI06) “Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano”, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: caderno, lápis, caneta, borracha e dicionário. Também um projetor multimídia - caso não tenha um disponível, imprima as imagens para os estudantes.

Material complementar:

Fotografia de inuíte com arco e flecha (1949)

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/BQWjqDjPus2Zm8UPVJaUYuxhf9Qz6gpqVchGxXCPm6j4n5SnUNN5RR6xKFt9/his6-06und01-inuite-arco-e-flecha.pdf

Fotografia retirada em 1949 em Coopermine District, NT.

Fotografia “Inuíte esperando focas”

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/TEjNgHbd9nQqjtcnjrfNH7mMDRuWkCa2EwvshnhJhQNsrKnRHY4khmc372kY/his6-06und01-inuite-esperando-foca.pdf

Fotografia feita na Ilha Baffin, no Canadá em 2016.

Imagem “Pontas de projéteis Clóvis”

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/88hZMBkAFDazvy2sbgFvyqeXGM3A65fyj2RgcC7hkhrsjvxUfz9RXB2eeJZE/his6-06und01-pontas-de-projeteis-clovis.pdf

Imagem de 5 réplicas de pontas de projéteis da tradição Clóvis.

Para que os alunos aprendam a interpretar fontes históricas, é muito importante que você não forneça a eles as Informações básicas sobre a fonte histórica antes da leitura de cada uma delas. Não comece a aula com uma exposição sobre o contexto histórico desses documentos, pois isso os impediria de construir o contexto com base nas fontes, que é o objetivo central da aula de História.

Para você saber mais:

JOTA, Marilza Siléia de Almeida. Contribuições do estudo da genética de população na História pré-colombiana da América. UFMG, 2016. Disponível em: http://labs.icb.ufmg.br/lbem/pdf/jota14mhmjnb_Pre_colombiana.pdf . Acesso em 13 de Novembro de 2018.

BUENO, Lucas. Povoamento inicial da América do Sul. Contribuições do contexto brasileiro. Revista Estudos Avançados, 2015 . Disponível em http://www.scielo.br/pdf/ea/v29n83/0103-4014-ea-29-83-00119.pdf . Acesso em 13 de Novembro de 2018.

Revista da USP, matérias sobre a pré-história da América. disponível em: http://www.revistas.usp.br/revusp/issue/view/1886. Acesso em 13 de Novembro de 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam onde se quer chegar ao fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Informe aos estudantes que, assim como em toda a História, não existe consenso entre os historiadores sobre o povoamento da América e que novas descobertas arqueológicas e novos métodos de análise dos dados coletados alteram as teorias até então existentes.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos

Orientações: Organize a sala em trios. Tente deixar no mesmo trio alunos que possam se apoiar mutuamente para a realização da atividade. Depois, projete ou disponibilize aos estudantes as imagens “Inuíte com arco” e a imagem “Inuíte esperando focas”.

Em seguida, escreva as questões (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-as impressas, e solicite que os trios debatam e respondam as questões. Peça para que os 3 alunos do grupo exponham suas opiniões e para que anotem as conclusões em seus cadernos. Após a resolução das questões, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem suas respostas aos demais alunos.

É esperado que os estudantes respondam que as pessoas da imagem são esquimós, habitantes da região do Ártico. Converse com os estudantes e mostre que, atualmente, chamamos os “esquimós” de inuítes. Esquimó é como seus inimigos os chamavam, significa algo como “comedor de carne crua”, por isso é utilizado atualmente o termo inuíte, que na língua inuíte significa “povo”. Devem perceber pela fotografia que o Ártico é uma região extremamente fria, desta forma, os inuítes devem estar adaptados às condições extremas. Também é esperado que os estudantes identifiquem que os inuítes das imagens estão caçando, e que para isso utilizam um arco e flecha e, na segunda imagem, uma lança. O arco é feito de madeira, fibras de árvores, ossos e tendões de animais. A ponta das flechas, atualmente, é feita geralmente de metal, mas alguns grupos ainda utilizam pedras nas pontas de seus projéteis. Espera-se ainda que os alunos percebam que as pontas das flechas e da lança, por serem de materiais não perecíveis, resistem muito mais a ação do tempo do que os outros materiais. Desta forma, as pontas de projéteis são os vestígios mais comuns encontrados pelos arqueólogos.

Durante a execução da atividade, passe pelos grupos auxiliando-os. Questione os estudantes sobre os materiais utilizados, quais técnicas deveriam utilizar e como estas técnicas eram transmitidas. Tome o cuidado de não entregar respostas prontas, aponte dados complementares que auxiliem os estudantes na execução de suas atividades.

Como adequar à sua realidade: Ao invés de projetar as imagens, você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode também solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: Atualmente existem cerca de 130 mil inuítes que vivem na região do Ártico. Esta região é povoada pelo ser humano há mais de 15 mil anos. Hoje os inuítes vivem da caça de mamíferos terrestres, como ursos polares, e marinhos, como focas e baleias. Apesar de tecnologias como trenós motorizados, os inuítes preservam um modo de vida que não deve ser muito diferente dos povos que passaram pela região há milhares de anos. No imaginário dos estudantes, os inuítes são conhecidos pela construção dos iglus. Os iglus não são as casas dos inuítes, mas habitações provisórias, feitas em acampamentos de caça, por exemplo. Algumas palavras utilizadas por nós, como caiaque e huskie, são de origem inuíte. O caiaque é um meio de transporte desenvolvido pelos inuítes para ser utilizado entre os icebergs nas águas geladas do Ártico, facilmente transportados pelo gelo. Huskie, raça de cachorro comum no Brasil, é um tipo de cachorro muito utilizado pelos inuítes para a tração de trenós. Huskie, na língua inuíte, significa “rouco”, provavelmente em alusão ao latido rouco desta raça.

Vídeo: “Inuit, caçadores de baleias”, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=KFQxEjwavIc , acesso em 7 de novembro de 2018. Vídeo que mostra um pouco da cultura inuíte e da importância da caça da baleia para esta população. Os inuítes são um dos poucos povos autorizados a caçar baleias.

Vídeo: “Na escola, biomas - Território Inuíte”, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZXg9tnGsoUo acesso em 07 de novembro de 2018. O vídeo mostra as principais tecnologias desenvolvidas pelos inuítes, suas técnicas de caça e parte de sua cultura imaterial.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido:

Orientações: Organize a sala em trios. Tente deixar no mesmo trio alunos que possam se apoiar mutuamente para a realização da atividade. Depois, projete ou disponiblize aos estudantes as imagens “Inuíte com arco” e a imagem “Inuíte esperando focas”.

Em seguida, escreva as questões (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-as impressas, e solicite que os trios debatam e respondam as questões. Peça para que os 3 alunos do grupo exponham suas opiniões e para que anotem as conclusões em seus cadernos. Após a resolução das questões, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem suas respostas aos demais alunos.

É esperado que os estudantes respondam que as pessoas da imagem são esquimós, habitantes da região do Ártico. Converse com os estudantes e mostre que, atualmente, chamamos os “esquimós” de inuítes. Esquimó é como seus inimigos os chamavam, significa algo como “comedor de carne crua”, por isso é utilizado atualmente o termo inuíte, que na língua inuíte significa “povo”. Devem perceber pela fotografia que o Ártico é uma região extremamente fria, desta forma, os inuítes devem estar adaptados às condições extremas. Também é esperado que os estudantes identifiquem que os inuítes das imagens estão caçando, e que para isso utilizam um arco e flecha e, na segunda imagem, uma lança. O arco é feito de madeira, fibras de árvores, ossos e tendões de animais. A ponta das flechas, atualmente, é feita geralmente de metal, mas alguns grupos ainda utilizam pedras nas pontas de seus projéteis. Espera-se ainda que os alunos percebam que as pontas das flechas e da lança, por serem de materiais não perecíveis, resistem muito mais a ação do tempo do que os outros materiais. Desta forma, as pontas de projéteis são os vestígios mais comuns encontrados pelos arqueólogos.

Durante a execução da atividade, passe pelos grupos auxiliando-os. Questione os estudantes sobre os materiais utilizados, quais técnicas deveriam utilizar e como estas técnicas eram transmitidas. Tome o cuidado de não entregar respostas prontas, aponte dados complementares que auxiliem os estudantes na execução de suas atividades.

Como adequar à sua realidade: Ao invés de projetar as imagens, você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode também solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: Atualmente existem cerca de 130 mil inuítes que vivem na região do Ártico. Esta região é povoada pelo ser humano há mais de 15 mil anos. Hoje os inuítes vivem da caça de mamíferos terrestres, como ursos polares, e marinhos, como focas e baleias. Apesar de tecnologias como trenós motorizados, os inuítes preservam um modo de vida que não deve ser muito diferente dos povos que passaram pela região há milhares de anos. No imaginário dos estudantes, os inuítes são conhecidos pela construção dos iglus. Os iglus não são as casas dos inuítes, mas habitações provisórias, feitas em acampamentos de caça, por exemplo. Algumas palavras utilizadas por nós, como caiaque e huskie, são de origem inuíte. O caiaque é um meio de transporte desenvolvido pelos inuítes para ser utilizado entre os icebergs nas águas geladas do Ártico, facilmente transportados pelo gelo. Huskie, raça de cachorro comum no Brasil, é um tipo de cachorro muito utilizado pelos inuítes para a tração de trenós. Huskie, na língua inuíte, significa “rouco”, provavelmente em alusão ao latido rouco desta raça.

Vídeo: “Inuit, caçadores de baleias”, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=KFQxEjwavIc , acesso em 7 de novembro de 2018. Vídeo que mostra um pouco da cultura inuíte e da importância da caça da baleia para esta população. Os inuítes são um dos poucos povos autorizados a caçar baleias.

Vídeo: “Na escola, biomas - Território Inuíte”, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZXg9tnGsoUo acesso em 07 de novembro de 2018. O vídeo mostra as principais tecnologias desenvolvidas pelos inuítes, suas técnicas de caça e parte de sua cultura imaterial.

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Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações: Projete ou disponibilize aos trios de estudantes a imagem de “pontas de projéteis Clóvis”. Depois, escreva a questão (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-a impressa, e solicite que os estudantes debatam sobre a questão, dentro do trio, e façam os registros das conclusões em seus cadernos. Peça para que os três estudantes do grupo exponham suas opiniões.

Espera-se que os estudantes identifiquem que estes objetos são pontas de lança ou de flechas. É possível que citem prontamente as imagens apresentadas na contextualização. Também é esperado que apontem que foram feitas de pedras e que possuem semelhanças, como o formato em forma de ogiva e a calha na parte inferior do projétil. A calha das pontas servia para o encaixe da madeira da flecha ou da lança. Estas pontas de flechas e de lanças eram produzidas através de atrito com outras pedras. Era um processo lento, que demandava certo conhecimento de quem produzia. Alguns grupos poderão propor que as pontas projéteis são diferentes. Questione-os sobre o formato delas, sobre o formato da extremidade superior e da base dos projéteis. Questione se todas as pontas se pareceriam se fossem do mesmo tamanho.

É esperado ainda que os estudantes identifiquem que estas pontas eram produzidas quase da mesma forma, mostrando que a técnica era ensinada de uma pessoa para outra. Se achar necessário, durante a apresentação dos dois grupos aos demais estudantes, questione a turma de forma que fique claro o material do qual as pontas foram produzidas, as funções das pontas de projétil e como estas eram fabricadas.

Em seguida, entregue um mapa “Vestígios líticos da América” para cada estudante (no slide 7). Solicite que os estudantes observem o mapa e que façam ilustrações neles referentes aos seres humanos que produziram tais vestígios, com eles produzindo as pontas, caçando ou assando a caça na fogueira, por exemplo. Peça ainda para que os estudantes “liguem os pontos” dos vestígios líticos encontrados, criando um possível rota para a chegada do ser humano à América. Solicite que os estudantes, dentro de cada grupo, troquem informações sobre suas produções.

Como adequar à sua realidade: Ao invés de projetar as imagens você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode ainda solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: As pontas de lança e de flechas mostradas são projéteis da tradição Clóvis. Durante muito tempo, o povo de Clóvis, que habitou a região onde é hoje o Novo México, nos Estados Unidos, foi considerado o mais antigo da América. Os sítios arqueológicos da região de Clóvis foram datados em cerca de 13.500 anos. A tradição Clóvis, ou seja, o método de produção dos projéteis, se disseminou por boa parte da América do Norte. Achados mais antigos, na América do Norte, Central e do Sul, enfraqueceram a hipótese de “Clóvis Primeiro”, hipótese que indicava Clóvis como povo primordial das américas.

“Pontas de um passado remoto, projéteis de pedra do interior paulista de até 10 mil anos apresentam estilo diferente dos artefatos pré-históricos encontrados no Sul”. Fonte: FAPESP, disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/04/10/pontas-de-um-passado-remoto/ acesso em 07 de novembro de 2018. Matéria da Revista Pesquisa, da FAPESP, onde é exposta a pesquisa da arqueóloga Mercedes Okumura. Ela pesquisa sobre pontas de projéteis da região sudeste e sul do Brasil, com mais de 10 mil anos de idade, classificadas na chamada tradição Umbu. Além disso, o link possui um vídeo onde são mostrados sítios arqueológicos onde foram encontradas as pontas de projéteis e uma grande coleção que possui pontas de projéteis de diferentes tradições.

“A tradição Itaparica e as indústrias líticas pré-cerâmicas da Lapa do Boquete, Minas Gerais, Brasil”. Fonte: Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, disponível em http://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/109233/107704 acesso em 07 de novembro de 2018. Artigo sobre a chamada tradição Itaparica, que abrangia parte da região centro-oeste, nordeste e norte de Minas Gerais. O artigo apresenta resultados da análise de artefatos líticos datados entre 12 mil e 7 mil anos encontrado na Lapa do Boquete.

Apresentação do professor Bruce Bradley, fonte: Site da faculdade de Exeter, disponível em https://humanities.exeter.ac.uk/archaeology/staff/bradley/ acesso em 07 de novembro de 2018. Nesta página, é apresentado o trabalho do professor Bruce Bradley, um dos maiores especialistas em pontas de projéteis. Através da arqueologia experimental, o professor Bruce reconstrói diferentes técnicas utilizadas pelos seres humanos da pré-história para produção de pontas de projéteis. Na página existe um vídeo onde o professor Bruce produz uma ponta de projétil. Selecione a legenda em português no vídeo.

Slide Plano Aula

Orientações: Projete ou disponibilize aos trios de estudantes a imagem de “pontas de projéteis Clóvis”. Depois, escreva a questão (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-a impressa, e solicite que os estudantes debatam sobre a questão, dentro do trio, e façam os registros das conclusões em seus cadernos. Peça para que os três estudantes do grupo exponham suas opiniões.

Espera-se que os estudantes identifiquem que estes objetos são pontas de lança ou de flechas. É possível que citem prontamente as imagens apresentadas na contextualização. Também é esperado que apontem que foram feitas de pedras e que possuem semelhanças, como o formato em forma de ogiva e a calha na parte inferior do projétil. A calha das pontas servia para o encaixe da madeira da flecha ou da lança. Estas pontas de flechas e de lanças eram produzidas através de atrito com outras pedras. Era um processo lento, que demandava certo conhecimento de quem produzia. Alguns grupos poderão propor que as pontas projéteis são diferentes. Questione-os sobre o formato delas, sobre o formato da extremidade superior e da base dos projéteis. Questione se todas as pontas se pareceriam se fossem do mesmo tamanho.

É esperado ainda que os estudantes identifiquem que estas pontas eram produzidas quase da mesma forma, mostrando que a técnica era ensinada de uma pessoa para outra. Se achar necessário, durante a apresentação dos dois grupos aos demais estudantes, questione a turma de forma que fique claro o material do qual as pontas foram produzidas, as funções das pontas de projétil e como estas eram fabricadas.

Em seguida, entregue um mapa “Vestígios líticos da América” para cada estudante (no slide 7). Solicite que os estudantes observem o mapa e que façam ilustrações neles referentes aos seres humanos que produziram tais vestígios, com eles produzindo as pontas, caçando ou assando a caça na fogueira, por exemplo. Peça ainda para que os estudantes “liguem os pontos” dos vestígios líticos encontrados, criando um possível rota para a chegada do ser humano à América. Solicite que os estudantes, dentro de cada grupo, troquem informações sobre suas produções.

Como adequar à sua realidade: Ao invés de projetar as imagens você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode ainda solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: As pontas de lança e de flechas mostradas são projéteis da tradição Clóvis. Durante muito tempo, o povo de Clóvis, que habitou a região onde é hoje o Novo México, nos Estados Unidos, foi considerado o mais antigo da América. Os sítios arqueológicos da região de Clóvis foram datados em cerca de 13.500 anos. A tradição Clóvis, ou seja, o método de produção dos projéteis, se disseminou por boa parte da América do Norte. Achados mais antigos, na América do Norte, Central e do Sul, enfraqueceram a hipótese de “Clóvis Primeiro”, hipótese que indicava Clóvis como povo primordial das américas.

“Pontas de um passado remoto, projéteis de pedra do interior paulista de até 10 mil anos apresentam estilo diferente dos artefatos pré-históricos encontrados no Sul”. Fonte: FAPESP, disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/04/10/pontas-de-um-passado-remoto/ acesso em 07 de novembro de 2018. Matéria da Revista Pesquisa, da FAPESP, onde é exposta a pesquisa da arqueóloga Mercedes Okumura. Ela pesquisa sobre pontas de projéteis da região sudeste e sul do Brasil, com mais de 10 mil anos de idade, classificadas na chamada tradição Umbu. Além disso, o link possui um vídeo onde são mostrados sítios arqueológicos onde foram encontradas as pontas de projéteis e uma grande coleção que possui pontas de projéteis de diferentes tradições.

“A tradição Itaparica e as indústrias líticas pré-cerâmicas da Lapa do Boquete, Minas Gerais, Brasil”. Fonte: Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, disponível em http://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/109233/107704 acesso em 07 de novembro de 2018. Artigo sobre a chamada tradição Itaparica, que abrangia parte da região centro-oeste, nordeste e norte de Minas Gerais. O artigo apresenta resultados da análise de artefatos líticos datados entre 12 mil e 7 mil anos encontrado na Lapa do Boquete.

Apresentação do professor Bruce Bradley, fonte: Site da faculdade de Exeter, disponível em https://humanities.exeter.ac.uk/archaeology/staff/bradley/ acesso em 07 de novembro de 2018. Nesta página, é apresentado o trabalho do professor Bruce Bradley, um dos maiores especialistas em pontas de projéteis. Através da arqueologia experimental, o professor Bruce reconstrói diferentes técnicas utilizadas pelos seres humanos da pré-história para produção de pontas de projéteis. Na página existe um vídeo onde o professor Bruce produz uma ponta de projétil. Selecione a legenda em português no vídeo.

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Tempo sugerido:

Orientações: Projete ou disponibilize aos trios de estudantes a imagem de “pontas de projéteis Clóvis”. Depois, escreva a questão (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-a impressa, e solicite que os estudantes debatam sobre a questão, dentro do trio, e façam os registros das conclusões em seus cadernos. Peça para que os três estudantes do grupo exponham suas opiniões.

Espera-se que os estudantes identifiquem que estes objetos são pontas de lança ou de flechas. É possível que citem prontamente as imagens apresentadas na contextualização. Também é esperado que apontem que foram feitas de pedras e que possuem semelhanças, como o formato em forma de ogiva e a calha na parte inferior do projétil. A calha das pontas servia para o encaixe da madeira da flecha ou da lança. Estas pontas de flechas e de lanças eram produzidas através de atrito com outras pedras. Era um processo lento, que demandava certo conhecimento de quem produzia. Alguns grupos poderão propor que as pontas projéteis são diferentes. Questione-os sobre o formato delas, sobre o formato da extremidade superior e da base dos projéteis. Questione se todas as pontas se pareceriam se fossem do mesmo tamanho.

É esperado ainda que os estudantes identifiquem que estas pontas eram produzidas quase da mesma forma, mostrando que a técnica era ensinada de uma pessoa para outra. Se achar necessário, durante a apresentação dos dois grupos aos demais estudantes, questione a turma de forma que fique claro o material do qual as pontas foram produzidas, as funções das pontas de projétil e como estas eram fabricadas.

Em seguida, entregue um mapa “Vestígios líticos da América” para cada estudante (no slide 7). Solicite que os estudantes observem o mapa e que façam ilustrações neles referentes aos seres humanos que produziram tais vestígios, com eles produzindo as pontas, caçando ou assando a caça na fogueira, por exemplo. Peça ainda para que os estudantes “liguem os pontos” dos vestígios líticos encontrados, criando um possível rota para a chegada do ser humano à América. Solicite que os estudantes, dentro de cada grupo, troquem informações sobre suas produções.

Como adequar à sua realidade: Ao invés de projetar as imagens você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode ainda solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: As pontas de lança e de flechas mostradas são projéteis da tradição Clóvis. Durante muito tempo, o povo de Clóvis, que habitou a região onde é hoje o Novo México, nos Estados Unidos, foi considerado o mais antigo da América. Os sítios arqueológicos da região de Clóvis foram datados em cerca de 13.500 anos. A tradição Clóvis, ou seja, o método de produção dos projéteis, se disseminou por boa parte da América do Norte. Achados mais antigos, na América do Norte, Central e do Sul, enfraqueceram a hipótese de “Clóvis Primeiro”, hipótese que indicava Clóvis como povo primordial das américas.

“Pontas de um passado remoto, projéteis de pedra do interior paulista de até 10 mil anos apresentam estilo diferente dos artefatos pré-históricos encontrados no Sul”. Fonte: FAPESP, disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/04/10/pontas-de-um-passado-remoto/ acesso em 07 de novembro de 2018. Matéria da Revista Pesquisa, da FAPESP, onde é exposta a pesquisa da arqueóloga Mercedes Okumura. Ela pesquisa sobre pontas de projéteis da região sudeste e sul do Brasil, com mais de 10 mil anos de idade, classificadas na chamada tradição Umbu. Além disso, o link possui um vídeo onde são mostrados sítios arqueológicos onde foram encontradas as pontas de projéteis e uma grande coleção que possui pontas de projéteis de diferentes tradições.

“A tradição Itaparica e as indústrias líticas pré-cerâmicas da Lapa do Boquete, Minas Gerais, Brasil”. Fonte: Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, disponível em http://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/109233/107704 acesso em 07 de novembro de 2018. Artigo sobre a chamada tradição Itaparica, que abrangia parte da região centro-oeste, nordeste e norte de Minas Gerais. O artigo apresenta resultados da análise de artefatos líticos datados entre 12 mil e 7 mil anos encontrado na Lapa do Boquete.

Apresentação do professor Bruce Bradley, fonte: Site da faculdade de Exeter, disponível em https://humanities.exeter.ac.uk/archaeology/staff/bradley/ acesso em 07 de novembro de 2018. Nesta página, é apresentado o trabalho do professor Bruce Bradley, um dos maiores especialistas em pontas de projéteis. Através da arqueologia experimental, o professor Bruce reconstrói diferentes técnicas utilizadas pelos seres humanos da pré-história para produção de pontas de projéteis. Na página existe um vídeo onde o professor Bruce produz uma ponta de projétil. Selecione a legenda em português no vídeo.

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Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Solicite que cada trio discuta sobre as fontes estudadas nesta aula, principalmente o mapa e o que cada estudante produziu nele. Peça para que, através de consenso, o grupo crie uma teoria para a chegada do ser humano na América, dando um nome para esta teoria. Solicite que cada grupo produza um parágrafo síntese da teoria, mostrando por qual caminho o ser humano migrou e quais dificuldades pode ter encontrado no caminho. Solicite que cada estudante faça o registro deste parágrafo em seu caderno. Após todos os grupos concluírem o trabalho, solicite que dois grupos, voluntariamente, exponham sua teoria para os demais alunos.

É esperado que os estudantes, através da análise do mapa, criem uma teoria de ocupação da América através do Estreito de Bering, através do gelo formado na região na última era glacial.

Na última era glacial, que terminou por volta de 15 mil anos, o hoje chamado Mar de Bering teve sua superfície congelada, criando a Beríngia, uma espécie de ponte de gelo que uniu a Ásia à América, possibilitando a migração humana. É esperado que os estudantes criem nomes como “teoria do gelo”, ou “teoria do frio”. Alguns grupos podem ainda nomear a teoria como “de Bering”, mesmo nome dado por boa parte dos cientistas que estudam o povoamento da América.

Deixe claro para os estudantes que existem outras teorias para o povoamento da América, como a teoria Malaio-Polinésia ou do Oceano Atlântico. Por causa dos poucos achados arqueológicos, ainda existem muitas dúvidas sobre o povoamento da América. Durante a execução da atividade, auxilie os grupos e complemente com as informações que achar necessárias.

No final da aula, monte um painel na parede da sala de aula com os mapas produzidos. Desta forma, os estudantes poderão compartilhar suas produções com os demais alunos da turma e dos outros períodos.

Como adequar à sua realidade: Caso não seja possível projetar este slide, escreva-o no quadro.

Para você saber mais: A teoria da ocupação da América pelo Estreito de Bering é uma das mais aceitas pelos cientistas que estudam o povoamento da América. Atualmente, acredita-se que houve mais de uma onda de migração pelo estreito e outras possíveis rotas de migração para a América.

A última era do gelo terminou há dez mil anos. Durante toda a era do gelo, o atual Mar de Bering estava congelado, o que possibilitou a travessia de humanos e animais entre a Ásia e a América. Após o fim da era do gelo, a Beríngia derreteu, separando os dois continentes.

Em 1590, o missionário espanhol Fray José de Acosta imaginou uma ponte de gelo entre a América e a Ásia como possível caminho para a chegada do ser humano à América. A chegada dos seres humanos à América era um tema amplamente debatido no século XVI. No século XIX, se iniciaram as escavações arqueológicas nos Estados Unidos, o que levou muitos estudiosos do período a defenderem a teoria de ocupação da América via Bering. Atualmente, existem outras teorias para a ocupação da América, como a Malaio-Polinésia e a do Oceano Atlântico. Muitos cientistas apontam diversas ondas migratórias, por diversos caminhos, que trouxeram o ser humano à América.

Matéria, “Antes de Colombo”, fonte: SESC São Paulo, disponível em https://www.sescsp.org.br/online/artigo/5320_ANTES+DE+COLOMBO acesso em 17 de novembro de 2018. Matéria que analisa as últimas descobertas arqueológicas sobre o povoamento da América. Também analisa algumas teorias para o povoamento da América, entre elas a teoria de Bering. Também desconstrói a hipótese de Clóvis primeiro.

Vídeo, “A jornada do homem para a América”, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=8hTBqWlnD_4&t=3294s acesso em 07 de novembro de 2018. No vídeo, é mostrada a teoria da ocupação da América chamada de teoria de Bering. No vídeo são apresentados diversos achados que corroboram a teoria de Bering.

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